domingo, 22 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 22

“... e a pedra, que pus como coluna, será a casa de Deus” é a segunda dimensão do voto de Jacó. 

O travesseiro de pedra que se transformou numa coluna, agora, recebe a designação “Casa de Deus”. Mas não havia uma planejada construção com setores para adoração, ritual e comunhão, como será a “Casa de Deus”?

Provavelmente, sem qualquer instrução religiosa, Jacó inaugurava um modelo com um precioso ensino: a “Casa de Deus” não é um lugar específico. Ele não precisa de casa, ele não cabe em alguma casa e o humano não tem condições de construir uma casa para o divino. A “Casa de Deus” é uma experiência que transforma vidas, encontra perdidos, recupera doentes e dá esperança aos que estão desiludidos.

Deus não habitaria naquela coluna, mas ela seria uma lembrança permanente do lugar onde Jacó experimentou Deus habitando em sua vida. Aonde Jacó fosse, Deus estaria com ele e nele. A habitação de Deus não é num elemento frio da natureza, mas no aquecido coração humano.

Deus habita em você? Sua vida é um templo em que Deus é glorificado e as pessoas são atraídas para ele?

sábado, 21 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 21

Após apresentar seus desejos, Jacó assume o voto alcançando três dimensões: “...então o Senhor será o meu Deus; e a pedra, que pus como coluna, será a casa de Deus; e, de tudo o que me concederes, certamente te darei o dízimo” - Gênesis 28.21-22.

“Então o Senhor será o meu Deus” é a primeira decisão de Jacó. O sonho no travesseiro de pedra mostrou ao fugitivo uma nova perspectiva no relacionamento com o divino. Até então, Jacó era movido e motivado pela sua própria vontade. Ele era dono de si mesmo e pertencia a si mesmo. Parece algo insensato, mas é exatamente assim, é atitude insensata. Suas ações não obedeciam ao critério do respeito, da ética e dos relacionamentos saudáveis.

Jacó atendia aos seus instintos e, como “um néscio, um louco, assumia: não há Deus”, como adverte o Salmo 53.1. Agora, não. Sua declaração é clara: “o Senhor será o meu Deus!”. Não um Deus distante, de todos os meus antepassados, é meu. Não é possessividade, é uma experiência pessoal!

Seus votos e propósitos passam primeiro por essa afirmação: o Senhor é o meu Deus? Assuma isso, Deus cuidará do restante.