segunda-feira, 22 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - VII

O lugar tranquilo na vida de Daniel não era uma experiência eventual e nem a partir do surgimento de um temporal. Era uma rotina. Mas não uma rotina formal, mecânica, fria, era um encontro de sua alma com a alma de Deus. Diz a Bíblia que “três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava”.

Essa prática pode ser denominada “Princípio do aproveitamento das oportunidades”. É o terceiro princípio. Daniel, em função de sua importante liderança na Babilônia, tinha muitas ocupações. Não era um desocupado. Ainda assim, três vezes por dia, ele parava tudo e se derramava diante do Senhor. A agenda de Daniel não era orientada pela chefia de seu gabinete, nem pelas demandas apresentadas pelo rei, nem pelos problemas que surgiam no cotidiano. Sua agenda era dirigida por Deus e tudo era alistado em segunda categoria quando chegava o tempo de falar com Deus.

A vida moderna sugere uma tresloucada correria e os argumentos de pouco tempo ganham corpo para as desculpas de tempo de oração. É preciso sabedoria e disciplina para aproveitar as oportunidades. 

Daniel aproveitava! E você, aproveita?

domingo, 21 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - VI

O segundo princípio de oração na vida de Daniel é: lugar tranquilo. O texto afirma: “entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto…”. 

Você pode orar em qualquer lugar, mas é saudável que se tenha um lugar tranquilo. Em seu ministério terreno, Jesus, impossibilitado de ter um lugar tranquilo no meio da cidade, subia ao monte para falar com o Pai.

Uma piedosa cristã recebeu a primeira visita de seu novo pastor. Em sua humilde casa, ela o recebeu. Depois de um gostoso bate-papo, ela o convidou para ir ao quintal e, bem no final do terreno, onde a cerca fazia um ângulo de 90º, debaixo de uma árvore, ela informou: “Pastor, aqui é o meu cantinho da oração, muitas vezes o barulho dentro de casa me impede, eu venho para cá e falo com o pai”.

O princípio do lugar tranquilo sinaliza fugir do ativismo e silenciar-se diante de Deus. Quando Billy Graham esteve no Brasil a primeira vez, um repórter de grande veículo de comunicação foi procurá-lo para uma entrevista. Seus assessores disseram: “Ele não pode atender agora, está em seu período de conversa com Deus”.

Você tem o seu lugar tranquilo?

sábado, 20 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - V

Fidelidade tem a ver com fé. E fé não é um dispositivo para resolver problemas. Fé é permanecer firme na confiança que o Senhor está no controle de todas as coisas. Em Hebreus 11, lemos que a fé é a certeza de coisas que se esperam, não, necessariamente, de coisas que acontecerão. A fé não está ligada ao futuro, mas ao presente e ao passado. É muito mais uma âncora para o presente do que um atestado para o futuro.

Algumas pessoas se arrogam em dizer: eu tenho muita fé. E relacionam conquistas pessoais à sua fé. Deixe-me dizer algo: eu e você temos fé muito pequena. Nenhum de nos tem grande fé. Jesus afirmou que “se tivermos fé do tamanho de um grão de mostarda, faremos coisas grandiosas”. Você já observou um grão de mostarda? Percebeu como é pequeníssimo?

O princípio da fidelidade é manter uma vida comprometida com Deus mesmo que alguma situação apresente risco de morte para nós. Daniel manteve sua vida de intimidade com Deus mesmo sabendo que o decreto vinha com força para destruí-lo.

Temos fé não quando realizamos algo, mas quando descansamos em Deus que decide realizar ou não.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Hilda Alves Moreno

Interrompo a série “Princípios de Oração na vida de Daniel” para homenagem especial. Descansou ontem à noite no Senhor, aos noventa e três anos, a irmã Hilda Alves Moreno, membro fundadora da Igreja Batista no Braga. 

Para nossa Igreja, é um misto de tristeza e alegria. Tristeza pela partida de uma preciosidade. Mulher de pouco falar e muito agir. Mercê da graça de Deus, maior responsável pela criação de uma linda família de seis filhos, Carlos, Paulinho, Leila, Deise, Denise e Neiva. 

Sua atuação como ovelha no rebanho do Senhor sempre foi exemplar. Mulher de oração e valorização dos bons relacionamentos, sempre realçando o melhor nas pessoas. Participante de todos os desafios da Igreja e com grande paixão pelo socorro às pessoas e envolvimento na obra missionária.

Particularmente, em nossa família, recebemos a positiva e abençoadora influência de sua vida com ações práticas de amor e carinho. Mesmo em sua enfermidade com limitações na memória, não se esquecia de nosso nome nem da Igreja. Como fomos abençoados por conhecer essa vida tão preciosa!

"Bem-aventurados os que, desde agora, descansam no Senhor, eles descansarão do seu fatigante trabalho, e as suas obras os seguirão" Apocalipse 14.13

Descanse em paz, minha querida ovelhinha!

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - IV

O contexto amedrontador não intimidou Daniel nem alterou seu programa de intimidade com Deus. É nesse contexto que Daniel revela princípios que faziam parte de sua vida de oração.

O primeiro princípio é Fidelidade. O texto informa que “quando soube que o documento tinha sido assinado, Daniel entrou em sua casa, foi para o quarto e orou como fazia antes”. É interessante que, normalmente, as janelas ficavam abertas para o lado de Jerusalém e isso não é alterado.

Daniel não poderia fechar as janelas e orar? Ficaria escondido e ninguém saberia que ele estava descumprindo um decreto do imperador. Sim, poderia, mas isso demonstraria a sua infidelidade e princípios não podem ser negociados. Ele era tão fiel que os opositores testemunharam: “Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus”. 

Não se ajoelhar diante do rei poderia ter como consequência a morte física. Mas deixar de se ajoelhar diante de Deus teria como consequência a morte eterna. 

Diante de situação ameaçadora, você permanece fiel?

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - III

O texto de Daniel 6.10 começa assim: “Quando Daniel soube que o documento tinha sido assinado…”. Isoladamente e sem conhecimento do contexto, a informação parece irrelevante, mas veja a dramaticidade em Daniel 6.7-9: “Todos os presidentes do reino, os prefeitos e sátrapas, conselheiros e governadores concordaram em que o rei baixe um decreto e sancione um interdito, ordenando que todo aquele que, nos próximos trinta dias, fizer um pedido a qualquer deus ou a qualquer homem e não ao senhor, ó rei, seja jogado na cova dos leões. Portanto, ó rei, sancione o interdito e assine o documento, para que não seja mudado, segundo a lei dos medos e dos persas, que não pode ser revogada. E assim o rei Dario assinou o documento e o interdito”.

Dá para você perceber a tensão do momento? A partir de então, e nos próximos trinta dias, Daniel corria risco de morte, e perigo iminente. Não há romantismo na caminhada de Daniel, há renúncia, batalha, luta, aflição, tensão e apreensão.

Uma vida de intimidade com Deus pode, em muitos casos, gerar gigantes desafios.

terça-feira, 16 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - II

A vida de Daniel é uma inspiração. Sua trajetória é tão empolgante que alguns chegam a duvidar de sua existência, negando-lhe a condição de figura histórica real e, sim, um personagem literário ou mítico criado com intenções de promover o ânimo. Não é o meu caso. Mas, também, se não for, nenhuma alteração sobre os preciosos ensinamentos que absorvemos de sua personagem, supostamente, literária.

Lembro-me, saudosamente, das classes infantis na Escola Bíblica Dominical, na Igreja Batista de Cachoeiro de Cardoso Moreira, cantando “Daniel orava a Deus três vezes ao dia / e, no tempo de aflição, Deus o socorria / quando foi aos leões pelo rei jogado / não temeu, mas confiou, e foi libertado”.

Um criativo escritor, cujo nome não me lembro, sintetizou bem a relação de Daniel com Deus: “Daniel tinha tanta intimidade com Deus que, ao ser lançado na cova, não teve medo, pelo contrário, os leões ficaram com medo dele”.

Ter uma vida de oração não evita ser lançado numa cova. Os íntimos de Deus sofrem perseguição e a cova pode ser um destino. Você já pensou sobre isso?

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - I

Em Daniel 6.10, lemos: “Quando Daniel soube que o documento tinha sido assinado, voltou para casa. Em seu quarto, no andar de cima, as janelas abriam para o lado de Jerusalém. Três vezes por dia, ele se punha de joelhos, orava, e dava graças diante do seu Deus, como era o seu costume”.

Daniel era um jovem judeu que foi levado cativo para a Babilônia. Ele se destacou por sua inteligência e sabedoria e logo foi ocupando funções políticas de liderança importantes naquele país estrangeiro e opressor. Sua atuação alcançou os reinados de Nabucodonozor, Belsazar, Dario e Ciro. Sua ascensão despertou ciúmes em outros importantes no reino.

Mesmo galgando funções que exigiam dedicação, estudos, tempo e disciplina, Daniel não se esquecia de seu compromisso com Deus. Uma de suas atividades, a oração ao Deus Eterno, foi o estopim para os adversários o denunciarem ao imperador, com a publicação de um decreto que ninguém poderia se ajoelhar e orar a outro ser que não fosse o imperador.

A partir de agora, Daniel enfrenta uma renhida batalha! Que você faria diante desse desafio?

domingo, 14 de junho de 2026

Dia do Pastor

Hoje, a denominação batista no Brasil homenageia seus líderes espirituais e destaca o Dia do Pastor.

Sou grato a Deus pelos pastores que tive ao longo de minha vida e, depois de minha consagração, outros têm tido papel importantíssimo em minha caminhada.

Tenho um poema que leio agora em homenagem aos homens e mulheres de Deus que tem a missão de pastorear.

Pastor


Ser pastor.

É mais que um cargo,

É um trabalhoso encargo,

Mas não é um fardo, 

Se cumprido com amor.


Ser pastor.

Não é apenas servir com amor,

É caminhar em meio a dor

E morrer, se preciso for,

Sob o comando do seu Senhor.


Ele foi pastor.

Na verdade, o sumo pastor.

Sofreu toda dor,

mas, com amor e por amor,

trocou o meu fardo,

aliviando o encargo,

e, feliz, prossigo,

vitorioso, ao seu dispor.


Nunca serei, como Ele,

um aprovado pastor.

Não entendo como me chamou

e me capacitou a servir

com amor.


Eu quero ser um pastor

que dependa do meu Senhor,

e quero servir com amor, 

mesmo que me causem dor.


Ajuda-me, Senhor!

Lembre-se hoje do pastor ou pastora que batizou você, de quem hoje pastoreia com amor e dedicação sua vida e manifeste seu carinho e amor.

Feliz Dia do Pastor e da Pastora!

sábado, 13 de junho de 2026

Assim é a vida

A vida é assim: 

Uma notícia boa, uma notícia ruim.

Uma notícia ruim, uma notícia boa.

Uma notícia muito boa, uma notícia mais ou menos ruim.

Uma notícia muito ruim, uma notícia mais ou menos boa.

Uma notícia muito boa, uma notícia muito ruim.

Uma notícia muito ruim, uma notícia muito boa.

Raramente acontece: Apenas notícias boas, notícias ruins, notícias muito boas, notícias muito ruins, notícias mais ou menos boas ou mais ou menos ruins.

Ninguém gosta de notícia ruim. Gostamos de boas notícias. Há quem goste de dar notícia ruim, mas é uma doença. E as ruins podem ser boas, a gente que ainda não entendeu.

E a gente caminha sem saber que notícia nos espera. Mas não saber, não é ruim, pois sabemos o que nos espera ali, logo ali. Isso é esperança.

Como lembra Fernando Sabino: “No fim tudo dá certo, se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim”.

Por isso Deus deixou registrado: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” - I Pedro 1.3.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Temor, não medo

Pais desorientados utilizam o recurso quando filhinhos tão doces cometem algum erro: “Papai do céu vai te castigar!”. Pura maldade ou, no mínimo, imaturidade. Crianças dóceis crescem traumatizadas e com grande possibilidade de projetar tudo isso nos seus relacionamentos.

Ensinar o temor do Senhor é válido. O medo, não.

Medo nos amedronta, temor nos encoraja.

Medo nos apequena, temor nos agiganta.

Medo nos assusta, temor nos assiste.

Medo nos cansa, temor nos descansa.

Medo nos agita, temor nos acalma.

Medo nos machuca, temor nos cura.

Medo nos agride, temor nos protege.

Medo nos enfeia, temor nos embeleza.

Medo nos entristece, temor nos alegra.

Medo nos arma, temor nos desarma.

Medo nos destrói, temor nos constrói.

Medo é noite escura, temor é manhã radiante.

Medo é desconfiança, temor é confiança.

Medo é tristeza, temor é alegria.

Medo é guerra, temor é paz.

Medo é doença, temor é remédio.

Medo é morte, temor é vida.

“O temor do Senhor aumenta os dias; mas os anos dos ímpios serão abreviados. O temor do Senhor é uma fonte de vida, para o homem se desviar dos laços da morte. O temor do Senhor encaminha para a vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e mal nenhum o visitará” - Provérbios 10.27, 14.27 e 19.23.

Tema a Deus, mas não tenha medo d’Ele.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Pastores Batistas na enquete "Brasil na Copa 2026"



O clima de Copa do Mundo, ainda que não seja tão intenso quanto de tempos atrás, envolve todos os segmentos da sociedade brasileira. Futebol faz parte de nossa caminhada como povo que vibra, discute, opina, celebra e chora com o selecionado.

Numa enquete feita apenas com pastores batistas, o número é surpreendente em vários possíveis resultados. Desde os que não acreditam que o selecionado comandado por Ancelotti passará da fase de grupos (a primeira fase com três jogos) até os que estão confiantes na conquista do hexa, os pastores apresentam suas expectativas.

A enquete alcançou 112 pastores da denominação batista de várias partes do Brasil e os números finais seguem abaixo:

7.1% acreditam que não passa da fase de grupos.

4.5% acreditam que não passa da segunda fase.

14.3% acreditam que não passa das oitavas.

17.9% acreditam que não passa das quartas de final.

20.5% acreditam que não passa da semifinal.

6.3% acreditam que será vice-campeão.

29.5% acreditam que o Brasil será campeão.

A enquete será mantida até o final da primeira fase e, a partir de agora, estendida a todos os setores da sociedade.

Quem desejar participar, pode fazer através do link abaixo:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSePbEQaINGNVr92Ekv1v_udd53BF0Lgb794-2HUCDUkzjMnhA/viewform?usp=sharing&ouid=114282927988288903133

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - Conclusão

 

Embora, aparentemente, seja um fracasso, no tempo de catar gravetos grandes coisas podem acontecer. Atente bem para o que está registrado em Atos 28.7-10: “Perto daquele lugar, havia um sítio pertencente ao homem principal da ilha, chamado Públio, o qual nos recebeu e hospedou benignamente por três dias. Seu pai estava enfermo, ardendo em febre, de disenteria. Paulo foi visitá-lo, e, orando, impôs-lhe as mãos, e o curou. À vista deste acontecimento, os demais enfermos da ilha vieram e foram curados, os quais nos distinguiram com muitas honrarias”.

Deus transformou um quadro dramático numa arte de celebração. Um dos homens mais importantes da ilha recebeu a bênção do Senhor de um homem que catava gravetos. E, a partir de então, todos os enfermos da ilha foram abençoados.

Há uma chave de grandes tesouros registrada em Atos 27.26: “Porém é necessário que vamos dar em uma ilha”. O naufrágio e a chegada à ilha não eram um acidente, era a agenda de Deus.

Não despreze o tempo de catar gravetos, pode ser agenda de Deus em sua vida.

Quem vencerá a Copa do Mundo?


Por Neemias Lima

Amanhã, dia 11 de junho, às 16h, terá início a Copa do Mundo com a partida entre México e África do Sul. Até o dia 19 de julho, 48 seleções disputarão cada palmo do campo em busca da taça. É verdade que boa parte delas será figurante em função da superioridade e experiência de outras. Teoricamente, até terminar a primeira fase, todas terão chances e, a partir de então, eliminatoriamente, uma a uma vai aumentando a expectativa ou experimentando a tristeza.

Considerando as regras, apenas uma seleção ganhará a Copa. Segundo alguns, a vice-campeã será a primeira dos perdedores. Na Europa, e em outros lugares de nível educacional elevado, as primeiras colocações são celebradas. No Brasil, só a primeira. É uma pena, pois nem sempre se ganha quando se disputa um campeonato. E, considerando que serão 48 seleções, 47 não alcançarão o êxito.

Em 2006, a Confederação Brasileira de Futebol, órgão que dirige o futebol brasileiro, publicou a seguinte nota: “Encerrado o ciclo de trabalho que teve início em agosto de 2006, e que culminou com a eliminação do Brasil da Copa do Mundo da África do Sul, a CBF comunica que está dispensada a comissão técnica da seleção brasileira. A nova comissão técnica será anunciada até o final deste mês de julho”. O técnico era o aguerrido e exemplar jogador Dunga.

O relevante em tudo isso é quando se tem informações dos números alcançados pelo técnico e sua comissão técnica: 68 jogos, 49 vitórias, 12 empates e 7 derrotas. A equipe técnica alcançou a seguinte média em percentuais: 10% de derrotas, 18% de empates e 72% de vitórias, números arredondados. Considerando empate como acerto, teremos 90% de aproveitamento. Infelizmente, prevaleceu e prevalece a diabólica cultura do não poder perder.

Um fato triste é a avalanche de comentários dos “entendidos de futebol” que, confortavelmente alojados nos estúdios e escritórios, vomitam (desculpe o termo) as mais impiedosas análises até sobre o caráter dos jogadores. O narrador mais badalado do Brasil, na época, fez duras críticas a Jorginho, provocando tristeza e mal-estar em seu idoso pai, que, junto com a esposa, legara ao mundo um respeitado e excelente atleta.

Mas esta não é uma crônica meramente esportiva. Este pano de fundo é para sinalizar preciosas lições para nós:

1ª - Superestime as virtudes e subestime os fracassos. Há jogadores nas seleções, sobretudo nos países menos desenvolvidos, que o esporte foi a tábua de salvação doada por Deus para saírem de situações dramáticas de pobreza.

2ª - Elimine a diabólica cultura do não poder fracassar. Somos imperfeitos, falhos e estaremos sempre diante de derrotas. Precisamos valorizá-las como aprendizado e extrair lições para futuras vitórias. Muitas histórias de sucesso emergiram depois de vergonhoso fracasso.

3ª - Aplique a disciplina, a dedicação, a obediência às regras e a alegria das vitórias em sua participação no reino. Nossa mais importante missão aqui é o reino de Deus, as “outras coisas serão acrescentadas”.

4ª - Valorize mais as pessoas do que os resultados. Estes são importantes, mas as pessoas são mais. Nem sempre conseguiremos o máximo, mas continuaremos o máximo para Deus. Nem sempre seremos os melhores, mas somos obra-prima da criação de Deus.

Em 19 de julho, apenas uma seleção será celebrada. Como diz I Coríntios 9.24, “não sabem que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Corram de tal maneira que o alcancem”. E todos podem ser vitoriosos. O mesmo Paulo ensina que “eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível”. Nem sempre seremos campeões aqui, mas temos garantida a vitória final.

E aí, quem vencerá a Copa? A rigor, todas as seleções classificadas são vencedoras, afinal um número maior não conseguiu chegar lá. 

E nós vamos torcer pelo BRASIIIIIIIIIIIIIILLLLLLLLLLLL.

* Pastor da Igreja Batista no Braga, em Cabo Frio.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - IX

 

É muito interessante a mudança de conceito em relação a Paulo por parte dos habitantes da ilha. Ao ser picado pela serpente, eles disseram “Paulo é um assassino, escapou do naufrágio, mas não escapa da Justiça”. Justiça aparece no texto em letra maiúscula, significando que não era justiça terrena, mas algo promovido por um ser superior. Eles ainda não conheciam o Deus eterno.

Livrando-se da serpente e passando um bom tempo sem inchar e nem morrer, eles concluem: “Paulo é um Deus!”. Em pouco tempo, eles foram de um extremo ao outro: de assassino a Deus. Paulo não era nem uma coisa nem outra, ele era um pecador como qualquer um de nós.

Há uma lição preciosa aqui: quando não aceitamos que o inimigo intensifique sua obra, não aceitamos o conceito que tenha sobre nós, mas, sim, o que Deus pensa sobre nós. E Deus “conhece a nossa estrutura, sabe que somos pó” e, no tempo de catar gravetos, não estará ao nosso lado apontando o dedo indicador, mas apresentando seu ombro para repousarmos.

Deus cuida de você no tempo de catar gravetos.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - VIII

Não podemos impedir que os inimigos surjam de todos os lados quando a vida nos impõe a catar gravetos. Mas podemos evitar que eles intensifiquem sua obra. 

Atos 28.4 registra assim: “Quando os bárbaros viram a víbora pendente da mão de Paulo, disseram uns aos outros: Certamente, este homem é assassino, porque, salvo do mar, a Justiça não o deixa viver”. O verso seguinte começa assim: “Porém”. O “porém” é esclarecedor. É uma reação de Paulo ao ataque dos inimigos, é uma não aceitação que os inimigos continuem com sua obra diabólica. O verso completo é assim: “Porém, Paulo, sacudindo o réptil no fogo, não sofreu mal nenhum”. 

É comum em situações adversas a celebração da tristeza por parte de quem sofre, algumas vezes concluindo que merece o sofrimento, outras que está sendo vítima de injustiça ou, então, lançando culpa sobre os outros. Jogue fora a víbora que tenta paralisar você! Não alimente o veneno.

Como diz a cultura popular, você não pode evitar que um pássaro voe sobre sua cabeça, mas você pode impedir que ele faça ninho.

domingo, 7 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - VII

“Tendo Paulo ajuntado e atirado à fogueira um feixe de gravetos, uma víbora, fugindo do calor, prendeu-se-lhe à mão” - Atos 28.3.

Quando a vida obrigar você a catar gravetos, os inimigos surgirão rapidamente. Bastou Paulo se apresentar para ajuntar e lançar na fogueira os gravetos para surgir uma víbora tentando impedi-lo. Tome muito cuidado com os inimigos, as víboras estão soltas por aí.

Os inimigos podem surgir dos que estão próximos, também dos que estão longe, pessoas bem íntimas, apenas conhecidas, mal ou bem intencionadas, tentando ajudar, mas com propostas duvidosas.

O inimigos podem se apresentar até mesmo em conclusões piedosas, argumentando ser o tempo de catar gravetos uma punição divina por algum fracasso de sua parte e, no lugar de dar o ombro, aponta o indicador com hipócrita autoridade.

A víbora picando Paulo simboliza os inimigos que surgem nessas horas. Para Daniel, foi a cova dos leões. Para Sadraque, Mezaque e Abdnego, foi a fornalha ardente. Agora, reflita: se grandes homens foram alvo de inimigos ferozes, que dizer de nós?

sábado, 6 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - VI

 

O versículo três do capítulo vinte e oito de Atos registra: “tendo Paulo ajuntado e atirado à fogueira um feixe de gravetos”. Abastecer a fogueira com gravetos é mais uma atitude quando a vida obrigar a catar gravetos. É a ideia do servir, se apresentar para ajudar.

O tempo de catar gravetos cria oportunidade para se esconder, algumas vezes, com a argumentação de período sabático, mas que, na verdade, é instalação da omissão. A atitude de Paulo é exemplar. Bem que ele poderia se omitir, afinal, depois de um grande temporal, uma grande aventura com o naufrágio, por que se preocupar em servir, alimentando a fogueira com mais gravetos?

Ah, e tem mais: não cate gravetos apenas para você. Quando mais gravetos você catar, e mais gravetos compartilhar, mais gravetos você terá. A vida torna-se mais leve quando aprendemos que a alegria compartilhada aumenta e a tristeza compartilhada diminui. Um milagre que acontece.

Cate gravetos para alimentar a fogueira e aproveite o tempo de catar gravetos para ampliar sua rede de amigos. Vários estão necessitando dos gravetinhos dos gravetos que você cata.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - V

 
A experiência de catar gravetos é uma realidade possível na vida de qualquer pessoa. Todos podem, a qualquer momento, passar a catar gravetos. Vivendo tal experiência, que se deve fazer? Que fazer quando a vida obrigar a catar gravetos?

Em primeiro lugar, aqueça-se na comunhão. Atos 28.2 registra: “Os bárbaros trataram-nos com singular humanidade, porque, acendendo uma fogueira, acolheram-nos a todos por causa da chuva que caía e por causa do frio”. 

A fogueira preparada pelos moradores da ilha era literalmente para aquecê-los do frio. Mas se transforma num símbolo: o aquecimento proporcionado pela comunhão. Para estar aquecido era preciso se aproximar da fogueira.

Ao enfrentar a experiência de catar gravetos, alguns se afastam da comunhão por vários motivos: decepção, vergonha, mudança de rotina e falta de solidariedade. Quanto mais se afastam do aquecimento da comunhão, mais se envolvem com o mundo e enfraquecem-se.

Quando a vida impuser catar gravetos, não fuja, aproxime-se mais da chama da comunhão.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - IV

Um grande problema no tempo de catar gravetos está relacionado com as reações que normalmente acontecem por parte das pessoas.

Há os que assumem a estrada da autocomiseração, ou seja, a pessoa assume um estado de piedade por si mesma e sente um prazer ruminar a situação. 

Outros trilham o caminho da vitimização. São bem semelhantes, mas, neste caso, assume um papel de vítima, inclusive, não reconhecendo possíveis falhas que culminaram com o tempo de adversidade.

Também está presente o atalho da negação. Apresentando uma fuga para não enfrentar o problema, a pessoa nega a realidade ou minimiza muito seus efeitos.

E o que dizer da rodovia chamada projeção? Também está presente. Acontece que se lança sobre o outro a razão de seus fracassos, ainda que o outro tenha a menor relação com a pessoa.

Quer um conselho? Quando surgir o tempo de catar gravetos, metaforicamente, amarre a língua, ampute os braços, feche os olhos, adormeça a mente e escancare as portas e janelas da alma. Aproveite o tempo para se fortalecer no Senhor, esse tempo passa.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Série "Tempo de Catar Gravetos - III"

“Tendo Paulo ajuntado e atirado à fogueira um feixe de gravetos, uma víbora, fugindo do calor, picou sua mão” - Atos 28.3.

Há um fato curioso no evento: durante todo o trajeto até agora nenhuma víbora picou Paulo. Bastou o apóstolo se prontificar a catar gravetos para abastecer a fogueira surgiu uma e tentou anular sua ação. Algumas lições podemos extrair:

1ª - Sempre que você assumir catar gravetos, surgirão inimigos para atrapalhar você. Os inimigos podem ser de fora ou de dentro, distantes ou próximos, desconhecidos ou muito chegados. Eles podem usar mensagens tripudiando sobre sua condição, podem menosprezar o seu esforço, enfim, eles querem atrapalhar.

2ª - O golpe desferido sobre você é sempre muito bem planejado. Por que a víbora não picou o pé de Paulo? Por que não picou outra parte do corpo, foi certeiro na mão? A mão era o instrumento para catar gravetos, então sua intenção era destruir o que o apóstolo tão eficientemente fazia.

Tenha certeza de uma realidade: quando você estiver catando gravetos, inimigos surgirão para tentar destruir completamente você.

terça-feira, 2 de junho de 2026

Série "Tempo de Catar Gravetos - II"

A experiência do apóstolo Paulo catando gravetos para alimentar o fogo da fogueira que aquecia aquele grupo de náufragos é bem pedagógica. Todas as pessoas podem passar pela experiência de, em algum momento da vida, catar gravetos. Ali estava o grande apóstolo, o missionário de grandes realizações, o poliglota - segundo alguns, deveria falar três línguas ou até mais, o filósofo, o maior escritor da Bíblia catando gravetos, depois de sofrer nas águas geladas do oceano.

É interessante notar que o texto de Atos 28 destaca que apenas Paulo catou gravetos. Isso não significa dizer que os outros não possam ter feito, mas o realce sobre Paulo traz outra lição: não se envergonhe de catar gravetos. É melhor catar gravetos numa ilha gelada cumprindo os planos de Deus do que desfrutar de conforto palaciano fora da vontade divina.

A vida impôs a você a condição de catar gravetos? Não se acanhe. Faça da melhor maneira. Cate gravetos com empenho. Como tudo na vida, esse tempo vai passar e a experiência de catar gravetos pode ser uma escola para seu crescimento.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Série "Tempo de Catar Gravetos - I"

“Tendo Paulo ajuntado e atirado à fogueira um feixe de gravetos, uma víbora, fugindo do calor, picou sua mão” - Atos 28.3.

O verso bíblico narra a viagem de Paulo à Roma, a seu pedido, para ser julgado lá. Ele vivia o seu declínio apostolar, o final de sua atuação ministerial. Em Roma, ficou preso e depois foi decapitado.

No capítulo 27 de Atos, temos a narrativa do naufrágio, em que o navio é todo destruído. O capítulo 28 apresenta os náufragos chegando à Ilha chamada Malta. Um dos significados do nome Malta é lugar de desvalidos, quem está em situação difícil.

Foram recebidos calorosamente pelos habitantes da ilha, que prepararam uma fogueira para aquecê-los do frio, até porque o tempo na água potencializa a hipotermia. 

Para manter a fogueira acesa, Paulo ajunta uns gravetos e lança sobre a fogueira. A vida é assim: algumas situações obrigam-nos a catar gravetos. 

Literalmente, Paulo catou gravetos. Mas catar gravetos nesta série é simbólico, é metafórico. Pode ser uma enfermidade, uma traição, uma decepção, a perda do emprego, o desânimo. 

Está você catando gravetos?

domingo, 31 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Relacionamentos saudáveis - Conclusão

Perdoar sempre é o último degrau na escada dos relacionamentos saudáveis. Sem perdão, os relacionamentos serão frios, formais, calculistas e áridos. Muitos lares carregam dores e dissabores por muito tempo pela ausência do perdão. Ilusoriamente, o esquecimento parece ter resolvido a questão, mas, sempre que o fato é lembrado, acontece aquele mal estar lá no íntimo do ser, provocando reações nas entranhas.

Aparentemente, pedir perdão é sinal de fraqueza, mas o ensino de Mahatma Gandhi é oportuno. Ele diz: “O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das características do forte”. 

Atribuído a Machado de Assis, sem confirmação da autoria, o pensamento “não levante a espada sobre a cabeça de quem te pediu perdão“ ensina que a atitude perdoadora sepulta qualquer reação de vingança e, ainda que o fato seja lembrado, não será senhor das reações de quem ofendido.

Cheio de si, gabando-se de estar muito acima da cultura reinante, Pedro provocou Jesus com a possibilidade de sete vezes perdoar. Ouviu: “Até setenta vezes sete”. Figuradamente, o perdão é ilimitado.

Perdoe sempre!

sábado, 30 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Relacionamentos saudáveis - VI

Um casal estava brigado e resolveu se comunicar apenas por bilhetes. Era recado pra cá, recado pra lá, e assim viviam há duas semanas.

Certa noite, o marido deixou um bilhete sobre o travesseiro da esposa: “Amor, amanhã, preciso trabalhar mais cedo, tenho que acordar às cinco. Por favor, me acorde nesse horário!”. Dormiu tranquilamente e, quando acordou, era quase sete horas, horário normal que acordava. Irado, começou a brigar com a esposa que acordou assustada.

Enquanto esbravejava, a esposa apontava para a mesinha da cabeceira do marido. Ele olhou e viu um bilhete: “Amor, são cinco horas, acorde!”.

É cômico o evento, mas revela um ensino: perda da comunicação entre os familiares. Restabeleça sempre a comunicação. Um dos grandes problemas nos relacionamentos saudáveis é deixar de se comunicar ou o fazer de forma errada. No momento em que se enclausuram, o inimigo pode trabalhar na mente para que ações carnais sejam praticadas.

Restabelecer sempre a comunicação é o quinto degrau na escada dos relacionamentos saudáveis.


sexta-feira, 29 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Relacionamentos saudáveis - V

Investir no carinho é o quarto degrau na escada dos relacionamentos saudáveis. Carinho aqui tem o sentido de romance. Ele é tão importante que a Bíblia registra várias vezes sua presença entre cônjuges, pais e filhos, entre amigos e até entre governantes pouco íntimos. Pensando na relação entre o esposo e esposa, Deus deixou um livro completo exaltando sua importância e fornecendo detalhes sobre o assunto, o livro Cântico dos Cânticos.

Já cumprimentou alguém que te dá as pontas dos dedos? Aquele cumprimento frio, distante, protocolar. É verdade que intimidade demais fora de relacionamentos definidos não é saudável, I Tessalonicenses orienta: “Afastem-se de toda forma de mal”. Mas somos encorajados a sermos mais carinhosos. 

Conheci um jovem que, aos vinte e dois anos, compartilhou dolorosamente comigo nunca ter recebido um abraço do pai. Ele sentia falta disso! Todos sentimos! É salutar para os relacionamentos a presença do carinho.

Por falar nisso, você demonstrou carinho hoje aos membros de sua família? Caso não, pare tudo agora e demonstre. Não estando próximo, envie uma mensagem ou chame no telefone.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Série "Famílias saudáveis" - Relacionamentos saudáveis - IV

Elogio e crítica são dois temas que formam o terceiro degrau na escada dos relacionamentos saudáveis. Todos recebem críticas, mas nem todos recebem elogios. Todos sabem criticar, mas nem todos sabem elogiar. Os dois temas precisam estar presentes no relacionamento como família, provocando saúde para os membros.

Os elogios podem estar mascarados com interesses e não será saudável para os relacionamentos se assim acontecer. Mas é importante que estejam presentes, considerando que eleva a autoestima, valoriza o semelhante e encoraja para que novos avanços aconteçam.

As críticas podem se apresentar com forte dose de impiedade e machucar o semelhante, sobretudo quando o conteúdo da crítica deixa de ser a uma ação ou reação e atinge a pessoa em sua intenção. Uma crítica no modo e tempo certos cria ambiente para que o relacionamento amadureça.

O segredo é não superestimar o elogio e subestimar a crítica. É importante que, tanto para quem emite, quanto para quem recebe, se dê atenção aos elogios e críticas.

De qualquer forma, elogie mais e critique menos, ou nem critique.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Relacionamentos saudáveis - III

Valorização do outro é o segundo degrau na escada dos relacionamentos saudáveis. Um fragmento de Filipenses 2.3 orienta: “cada um considere os outros superiores a si mesmo”.

A valorização do outro passa pelo cuidado com atitudes depreciativas. Muitos cometem esse erro ao realçar negativamente a cor das pessoas, seus aspectos físicos e problemas enfrentados. Antes que houvesse qualquer campanha condenando o bulling, somos encorajados a ver sempre o lado positivo do outro.

É sempre bom lembrar que as brincadeiras são boas, mas podem revelar verdades que não teríamos coragem de assumir. 

Fazer coro com quem gosta de falar mal do outro não é uma boa decisão. Como família, precisamos crescer nesse aspecto.

O ensino de Cecil Osborne, no livro “A Arte de Relacionar-se com as Pessoas”, é muito válido: “Pessoas enfadonhas falam de pessoas, pessoas inteligentes discutem idéias e pessoas que querem se desenvolver falam sobre o que pensam”. 

Nossos lares experimentarão outro ambiente quando aplicarmos o ensino de fazer tudo para que o outro seja projetado.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Relacionamentos saudáveis - II

Podemos definir como primeiro degrau dos relacionamentos saudáveis a consciência de seu papel. Em todos os relacionamentos, não saber qual o seu papel naquele contexto criará e causará problemas.

Ter consciência de seu papel se desdobrará numa boa autoestima. É possível que baixa autoestima atrapalhe na descoberta de seu papel, mas é importante para a autoestima elevada que seu papel seja conhecido por você.

Ao reconstruir os muros de Jerusalém, Neemias, não sou eu, é o meu xará, enfrentou inimigos que fizeram de tudo para que ele desistisse. Ele foi incisivo: “Estou fazendo uma grande obra, não posso descer e parar!”. Isso não é apenas foco na missão, é conhecimento de seu papel e autoestima elevada.

Pastoreando interinamente uma Igreja, surgiu um desafio da compra de uma casa ao lado. Um jovem argumentou: "É muito alto o alvo. Em nossa história, não conseguimos o de missões, que é muito menor".

Refutei: "Se confiarmos em Deus e trabalharmos, ultrapassaremos". No dia, alvo ultrapassado.

Atenção: a autoestima não pode se transformar em presunção.

E aí, qual é o seu papel dentro do lar?

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Série "Famílias saudáveis" - Relacionamentos saudáveis - I

 

O lar é o ambiente em que os relacionamentos serão ou saudáveis ou doentios. Sim, é do lar que emergem mulheres agredidas, homens desprezados, filhos rejeitados e casamentos frustrados. Seu lar pode ser um pedacinho do céu ou pedacinho do inferno aqui na terra. Quem decidirá isso é você e o outros familiares, principalmente o cônjuge.

Uma das maiores necessidades dos seres humanos atualmente, segundo estudiosos na área de Psicologia, é construir relacionamentos saudáveis. A tensão causada pelas necessidades de afirmação, sucesso e melhores condições de vida tem produzido um ser que não é verdadeiro no ambiente de trabalho, no recôndito do lar, na igreja e em qualquer grupo que frequentar.

Para um relacionamento saudável, é necessário que você:

1º - Tenha consciência de seu papel.

2º - Valorize o outro.

3º - Trabalhe bem elogio X crítica.

4º - Invista no carinho.

5º - Restabeleça a comunicação.

6º - Perdoe sempre.

Que seu lar seja um pedacinho do céu aqui na terra! Lute por isso e você verá a grande diferença que é!

domingo, 24 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - O poder do exemplo

Papai nos contava uma história e ríamos muito quando crianças. Um homem brincava com as pessoas amedrontando-as de noite. O ambiente rural, principalmente à noite, favorecia. Ele se cobria com um lençol branco, posicionava escondido em local de passagem e, quando surgia alguém, saía correndo pelo meio do mato. O saudoso Sílvio Santos copiou dele para as pegadinhas.

Um filho pequeno descobriu e resolveu imitar o pai. Certa noite, ao sair, o filho também se cobriu com um lençol branco e saiu atrás do pai, sem que ele percebesse. No momento oportuno, o pai saiu do mato e o filho atrás. A pessoa que passava na estrada não era medrosa e, vendo a cena, gritou: “Que curioso, vejam dois fantasmas!”. O pai, ao olhar para trás e ver a cena, ficou com medo, não sabendo tratar-se do filho, e correu muito. E o homem gritava: “Corre fantasma grande, que o fantasminha tá atrás!”.

Qual a lição? Nossos filhos e crianças farão, em grande parte, o que fazemos. Eles nos imitarão. O exemplo tem mais poder do que as palavras.

Por isso, dê exemplo para que a futura geração não imite o mal. Até quando errar, você pode ser exemplo, de coragem em se arrepender e pedir perdão.

sábado, 23 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - O mito da grama mais verde - Conclusão

Para Petersen, o quarto mito é: "Os filhos mantêm os casais unidos".

A chegada dos filhos cria motivação especial e muitos problemas são esquecidos em função da nova motivação. Mas isso tem prazo de validade muito curto.

Allan Petersen diz que “uma fábula relacionada com essa crença diz: ‘O nosso casamento pode não ser tão firme, mas a presença de crianças criará um ponto focal unificador. Se ambos nos concentrarmos em criar filhos, as nossas diferenças pessoais desaparecerão. Os filhos não resolvem os problemas conjugais; eles os revelam, os agravam. Eles são muito maus conselheiros matrimoniais. Em vez de aliviar as tensões maritais, eles as aumentam. As falhas encobertas serão expostas, e esses amorzinhos vão precipitar um terremoto”. 

Petersen cita o Dr. Armin Grams: “Nunca se pretendeu que os filhos fossem o eixo da família. O seu lugar é na periferia, protegidos e amados, mas respeitados como crianças, esperando-se deles que se portem como tais. O centro de uma família é a relação entre o marido e a esposa”. 

Os filhos são um problema para o casamento? Não. Eles são “herança do Senhor”. São como flechas que, bem preparados, poderão ser lançados no mundo para cumprirem o seu papel. Não somos donos de nossos filhos, somos cuidadores deles a mando do Senhor.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

O mito da grama mais verde - V

Para o escritor Petersen, três falácias compõem o mito “O casamento me tornará feliz”: 

1ª - O casamento compensará os fracassos do passado. E ele alerta: “O seu passado influenciará o seu casamento mais do que o seu casamento irá alterar o seu passado. O casamento não modifica o passado; ele o revela. Nem Deus pode mudar o passado; ele aconteceu; é imutável. Mas Deus pode nos livrar de sua tirania”. 

2ª - O meu cônjuge propiciará o que preciso. Se eu crer nisso, criarei uma dependência controlada. Tornar-me-ei um aleijado emocional. A qualidade de minha vida é determinada pelos outros. Não pertenço a mim mesmo. Eles agem, eu reajo. 

3ª - A felicidade é um resultado - o amor, um sentimento. A felicidade é o resultado de um acontecimento, e o amor, algo que você consome gulosamente. Esses dois conceitos encorajam o cônjuge a ser passivo: a esperar, reagir apenas, ver para que lado o vento sopra. Ele espera que "algo de bom vai acontecer" com ele. 

Construa o seu casamento de modo a experimentar a felicidade que nasce do interesse em promover a felicidade do outro.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - O mito da grama mais verde - Parte IV

O terceiro mito apresentado por J. Allan Petersen no livro O Mito da grama mais verde é: "O casamento me tornará feliz".

Segundo o autor, “ainda cremos que o casamento é a nossa grande esperança. Ele nos separará de nosso passado, nos dará todo o amor de que precisamos agora e nos garantirá uma velhice tranquila. ‘Felizes para sempre’ ainda consta em nossos sonhos”. 

Este mito é muito pernicioso, pois se há uma área da vida que pode tornar a pessoa muito infeliz é o casamento. Calme, não se precipite. Eu disse que pode, não que o casamento torne a pessoa infeliz. Mas ao mesmo tempo o casamento pode tornar a pessoa mais feliz da terra, logicamente que não desprezamos a obra que Cristo fez em nossa vida.

A rigor, a mentalidade de quem se lança à caminhada do casamento deve ser de tornar ou outro feliz. Isso acontecendo por parte dos cônjuges gerará um ambiente de harmonia, paz, compreensão e segurança no seio da família.

Responda sinceramente: no relacionamento com seu cônjuge, você trabalha para a felicidade dele?

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - O mito da grama mais verde - Parte III

O mito número dois apresentado por Petersen é "Vou encontrar o meu papel".

Tal expectativa no casamento é danosa. Na verdade, tentar encontrar o papel sinaliza uma procura sem critérios, uma proposta que pode ser ou não acertada. Ninguém deve se casar para encontrar algo ou se encontrar. O casamento é oportunidade para você cumprir um papel a partir de sua própria descoberta de quem você é e qual a sua missão nesta vida.

Deve-se cumprir bem o seu papel, mas, diz Petersen, “o fato de se assumir um papel e autoridade não é o mesmo que ter liderança em termos bíblicos. Eu posso assumir essa posição e ainda ser egocêntrico, mandão, tirânico. E, quando a minha atitude é errada, os meus relacionamentos se desfazem”.

Ele estemunha: “Eu era o chefe de minha família. Não havia dúvidas quanto a isso. Mas eu não entendia a receita de Jesus de que um líder é o servo de todos: dando, ministrando, redimindo. Eu podia dar ordens, mas não conseguia servir. Eu era decisivo, mas inflexível, não cedia nunca. Eu era um bom provedor, mas providenciava pouco encorajamento para os dons de minha esposa”. 

O seu papel como membro da família é buscar o bem do outro, seja o cônjuge, os filhos, os pais ou irmãos. Cumpra isso e sua família terá vencido uma grande batalha.

Série "Famílias Saudáveis" - O mito da grama mais verde - II

Para Petersen, “crer no mito meu casamento foi feito no céu propicia conforto e segurança falsos”. "Deus nos fez um para o outro" dá a entender que as nossas personalidades se encaixam perfeitamente - que os nossos temperamentos são complementares. Estamos despreparados para os choques de discórdia e conflito, ocasiões em que tudo aquece a fogueira - vem o impasse, se apresenta o beco sem saída, a ruptura”. 

Realça ainda Petersen, “este mito torna-se uma desculpa; quando o amor romântico fenece, a sua chama bruxuleia. A antiga vivacidade se vai, o seu cônjuge já não é o mesmo, e começa a deterioração. Então vem a desculpa: Para começar, acho que, na verdade, Deus não nos uniu. Talvez o nosso casamento tenha sido apenas secular, e realmente Deus não estava nele. Não foi ele que nos uniu; por isso é melhor nos separarmos”.

Cuidado com a grama que se parece mais verdinha, é falsa a impressão. Valorize seu casamento e família, Deus os abençoou! Cultive permanentemente atitudes que reguem as relações e os resultados aparecerão.

Série "Famílias Saudáveis" - O mito da grama mais verde - I

Na década de 80 do século passado foi traduzido para a Língua Portuguesa o livro “O mito da grama mais verde”. É de J. Allan Petersen. O livro alerta sobre a falsa impressão que o casamento do outro é melhor, a família do vizinho é melhor, partindo da ideia que o boi tem, segundo alguns, por um problema na visão, que o pasto do outro lado da cerca é mais verdinho. 

Num dos capítulos, o autor destaca “Os mitos e lendas acerca do casamento”.

Mito número um: "Meu casamento foi feito no céu". Há quem pense que Deus escolheu um homem específico para uma mulher e vice-versa e está garantido o sucesso do casamento. Outros, que uma cerimônia religiosa de 50 minutos, depois de um curso de noivos, dará defesa para qualquer ataque. Alerta o autor: “Se o seu casamento foi feito no céu, é administrado na terra”.

Segundo Petersen, “uma falácia deste mito é a predestinação. Se Deus nos predestinou para este relacionamento e ele não funciona, a culpa é dele. Nós somos apenas participantes passivos do jogo”.

Então, não transfira para Deus a responsabilidade de um casamento bem sucedido, ela é sua e de sua família.


terça-feira, 19 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - Conclusão

A área financeira, junto com a sexual e criação de filhos, constitui-se numa das maiores causas de insucesso na caminhada familiar, em muitos casos, culminando com a interrompida na relação. Daí a importância de se pensar seriamente nela e aplicar os princípios aprendidos com a palavra de Deus e com os estudiosos do assunto.

O dinheiro é um excelente servo é um péssimo senhor. Quando aprendemos a lidar com ele, o temos como servo. Quando não, ele nos tem como servos. É uma questão de escolha: o dinheiro será meu servo ou meu senhor? O Papa Francisco orientou que “o dinheiro tem que servir, não governar”.

E uma realidade curiosa é a seguinte: o dinheiro pode ser senhor tanto na vida de quem tem muito como na de quem nada tem. Ele, mal compreendido, impõe seu reinado em todas as classes sociais.

Resumidamente, o que tratamos em finanças foi: planejamento, precaução, poupança e perseverança. Saber lidar com os recursos financeiros é uma grande oportunidade de testemunho, sabia? A começar pelo lugar que ele ocupa em nosso coração, pois “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”.

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - VI

Atividade prazerosa para a vida da família é poder comprar. Fazer compras produz autoestima elevada, alegria e motivação. Lembro-me que ainda criança desejava comprar coisas bem simples, mas as condições da família não permitiam naquele tempo. 

Embora seja importante comprar, no contexto de famílias saudáveis, algumas reflexões precisam nortear essa fonte de prazer, evitando que se transforme numa compulsão, o que é tremendamente prejudicial.

Responda as seguintes perguntas antes das compras:

1ª - O que comprar? Um fenômeno curioso é que há pessoas que saem para comprar e nem sabem exatamente o que desejam. 

2ª - Por que comprar? Preciso realmente do que estou planejando comprar? Ou estou iludido com a força do marketing?

3ª - Quando comprar? É prioridade para mim e para a família ou pode ficar para depois?

4ª - Como comprar? Qual o melhor procedimento para ter o produto: indo à loja, adquirindo pela internet, à vista, a prazo?

Lembre-se: comprar é prazeroso, mas o prazer não pode ter consequências desastrosas. A Bíblia diz: “Quer comam, quer bebam, ou façam qualquer outra coisa (pode ser comprar), façam tudo para a glória de Deus”.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - V


Sempre que vou pagar compras com o cartão, ouço aquela indagação: é crédito ou débito? Respondo assim: o nome é crédito, mas toda vez que passo, fico devendo. Normalmente, a pessoa consente e dá aquela risadinha. Aí emendo: Esse negócio é muito engraçado, igual a Plano de Saúde. Quando você usa? Nesse momento, a pessoa já reflete e conclui ou eu ajudo a concluir: quando está doente. Embora tenha o aspecto preventivo, normalmente usa-se quando sente-se mal. Tem mais: E a Casa de Saúde, quando você vai lá? Ah, você diz ‘tenho seguro de vida’! Você tem que morrer, outro vai receber por você. A essa altura, o atendente está rindo mais espontaneamente.

Narrei este fato para uma advertência: cartão de crédito, cheque especial e crediário pré-aprovado não fazem parte de sua receita. São recursos para eventuais emergências. Os juros são altíssimos e quem se descuida nessas áreas terá grandes problemas financeiros. Caso você esteja nessa situação, precisa de orientação segura de como proceder. Procure alguém que entenda e busque assessoria. E tenha paciência para um planejamento a médio prazo, quando você se livrar disso, sua vida financeira na família será outra.

O resumo de tudo que falamos em finanças é: planejamento, precaução, poupança e perseverança. Ah, e se você for cristão, dará grande testemunho nessa área, sabia?


quinta-feira, 14 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - IV

Sabendo que finanças é uma das áreas mais difíceis no relacionamento familiar, que se deve ter um registro de todas as despesas e que se deve evitar a todo custo o desperdício, você precisa trabalhar o orçamento doméstico.

Ao contrário do que possa imaginar, o orçamento doméstico não é para os momentos de crises financeiras. Ele é o norteador de toda caminhada nessa área. O orçamento não deve ser visto como mecanismo para corrigir erros cometidos, mas como planejamento para alcançar melhor resultado no uso dos recursos. Claro, se o erro é exatamente a falta de planejamento nessa área, é hora de corrigir.

Uma boa prática é que todos os membros participem do planejamento e saibam qual é a realidade financeira da família. Isso evitará tensões quando se desejar um gasto que não poderá ser atendido.

Usando recursos da tecnologia com planilhas ou anotações numa folha de caderno, o importante é que o orçamento contemple as despesas fixas, dívidas, pagamentos, gastos eventuais, além da rotina normal de uma casa. No final, o ideal é que uma sobra entre 10 e 20% seja percebida, que fará parte de um planejamento de poupança para futuros problemas a enfrentar.

Lição básica no orçamento: você deve ganhar mais do que gasta. Normalmente, pensa-se que se deve gastar menos do que ganha. Dá no mesmo, mas penso que é mais motivador pensar em ganhar mais, agregando outras possíveis receitas, do que a tensão de gastar menos.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - III

Um dos grandes problemas financeiros nas famílias é o desperdício. É o que chamamos de ralos. Recursos que somem pelos ralos.

Como exemplo, veja bem: normalmente, toda família brasileira gosta de café e faz uso dele duas vezes ao dia, pela manhã e à tarde. Imagine que uma família jogue fora duas xícaras pequenas de café que sobraram da manhã e duas xícaras da tarde. Quatro xícaras pequenas de café não representam muito. Mas raciocine: no final do mês, são 120 xícaras. No final do ano, 1440. Para efeito de arredondamento, considerando que o ano tem 365 dias e que você pode jogar um pouquinho mais de duas xícaras de cada vez, pensemos em 1500 xícaras durante o ano. Agora, multiplique isso pelos anos que se faz café em sua casa. Caso sejam 40 anos, são 60 mil xícaras de café. Aí o valor representa alguma coisa, concorda?

Para acertar a área financeira de sua vida, você precisa estar atento aos desperdícios. É cultura brasileira desperdiçar as coisas. E você observar direitinho, perceberá que muitos recursos estão indo pelo ralo, ou seja, você está desperdiçando.

Há um claro ensino de Jesus na multiplicação dos pães sobre evitar o desperdício. Ele mandou recolher o que sobrou. Provavelmente, seria reaproveitado.

Desperdiçar é pecado, até porque o que alguns desperdiçam poderia ser a solução para o sofrimento de muitas pessoas.

Então, a partir de hoje, segunda lição: evite a todo custo o desperdício.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - II

Uma família enfrentava problemas na área financeira e o homem procurou ajuda com um especialista. Indagado sobre os gastos, informou que não gastavam muito. O especialista pediu que apresentasse o registro dos gastos. Ele não tinha. Usando a memória, relatou os principais e, pelos cálculos, eram menores que a receita.

Experiente, o especialista perguntou: “Vocês não tem gasto com transporte?”. “Sim”, foi a resposta. “Vocês tem gasto com remédios?”. “Sim”. Em várias áreas foi percebido que tinham gastos e não se lembravam. Refeitas as contas, o orçamento não batia.

No Café de ontem, orientamos um exercício. Você fez? Se não, sua família nessa área continuará sofrendo. É preciso registrar todos os gastos. Repetindo, todos os gastos, até aquele cafezinho no bar da esquina.

Feito esse exercício, agora você vai comparar com suas receitas. Que coluna está maior? Se for a da receita, você tem superávit. Se for a da despesa, você tem déficit.

No caso de déficit, você precisa analisar um a um e ver a possibilidade de retirar aquele item ou diminuir. É comprovado que toda família pode diminuir os gastos em torno de 20%. Comece pelos gastos que podem ser diminuídos imediatamente. Por exemplo: menor consumo de água, menor consumo de luz, menos gastos com o telefone, melhor tarifa para a internet e outros. Feito isso, refaça as contas. Esse exercício precisa ser feito até que as duas colunas, no mínimo, empatem. Voltaremos com mais dicas.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - I

Finanças é uma das áreas mais tensas no relacionamento familiar. Com muito dinheiro ou sem dinheiro algum, famílias enfrentam problemas sérios e prejuízos incalculáveis surgem.

Todas as famílias estão sujeitas às dificuldades e tempos de provação, mas o que se tem percebido é que a maior parte é falta de planejamento nesse quesito. Trabalhei em situações em que famílias ganhavam milhares de reais e moravam pagando aluguel. Outras, bem mais modestas, com ganhos de algumas poucas centenas de reais, tinham casa própria e mais de uma, o que aumentava a renda com locação.

É também comum encontrar pessoas que, poucos dias após perder o emprego, não tem recursos para pagar a conta de luz, d’água e ter necessidades básicas atendidas. Por que isso acontece? Descuido e falta de planejamento.

Dinheiro em si não é problema. O problema é, tendo muito, desenvolver amor por ele. A Bíblia não condena o dinheiro, condena o “amor ao dinheiro”. Outro problema é guardar acima do que é previdência e impedir a família de desfrutar de alegrias. O dinheiro é um excelente servo e um péssimo senhor. Quando se tem pouco, maior habilidade exigirá. Mas deixe-me dizer uma coisa: o número dos que sofrem na área por terem muito é maior do que com os que tem pouco.

Um exercício pra hoje: anote todos os seus gastos, preste atenção, todos, até aquele cafezinho no bar da esquina. Amanhã, permitindo Deus, voltarei com orientações.

domingo, 10 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - A Rainha do lar

Noemy Ferreira Lima

Zilanda Valentim, nas décadas de 70 e 80, gravou a música “Mãe”. A letra destaca: 

“Eu me lembro ainda em criança, mãe a me ensinar, 

Que Deus era grande e amava a mim! 

Hoje eu canto, sou de Jesus, graças a minha mãe. 

Eu louvo a Deus, por minha mãe!

Mãe, mamãe, quando pequeno por mim a olhar

Nome mais doce não existe, foi Deus que assim quis

Mãe, mãe, dádiva de Deus, concedida a mim”.

Uma parte era declamada:

“Mãe, hoje é seu dia, por isso quero vê-la mui feliz

Talvez a senhora nem se lembre mais

De quando pequeno me ensinava que Jesus me amava.

Mãe, de coração, muito obrigado pelo que fez por mim!

Que Deus a recompense!”.


Júlio Dantas declara: “Pode secar-se, num coração de mulher, a seiva de todos os amores; nunca se extinguirá a do amor materno”.

Mãe não deveria ser substantivo. Nem adjetivo. Nenhuma classe gramatical. Deveria ser inclassificável. Ou então, uma interjeição.

Quem não se lembra daquele sorriso encorajador? Do rosto sério na hora da bronca? Daquela mão dócil acariciando? Do abraço caloroso no momento da dor? Daquele canto suave na hora de dormir? Daquela coragem de guerreira diante do perigo? Da solidariedade em repartir o pouco que administrava?

Quem não se lembra?