sexta-feira, 15 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - V


Sempre que vou pagar compras com o cartão, ouço aquela indagação: é crédito ou débito? Respondo assim: o nome é crédito, mas toda vez que passo, fico devendo. Normalmente, a pessoa consente e dá aquela risadinha. Aí emendo: Esse negócio é muito engraçado, igual a Plano de Saúde. Quando você usa? Nesse momento, a pessoa já reflete e conclui ou eu ajudo a concluir: quando está doente. Embora tenha o aspecto preventivo, normalmente usa-se quando sente-se mal. Tem mais: E a Casa de Saúde, quando você vai lá? Ah, você diz ‘tenho seguro de vida’! Você tem que morrer, outro vai receber por você. A essa altura, o atendente está rindo mais espontaneamente.

Narrei este fato para uma advertência: cartão de crédito, cheque especial e crediário pré-aprovado não fazem parte de sua receita. São recursos para eventuais emergências. Os juros são altíssimos e quem se descuida nessas áreas terá grandes problemas financeiros. Caso você esteja nessa situação, precisa de orientação segura de como proceder. Procure alguém que entenda e busque assessoria. E tenha paciência para um planejamento a médio prazo, quando você se livrar disso, sua vida financeira na família será outra.

O resumo de tudo que falamos em finanças é: planejamento, precaução, poupança e perseverança. Ah, e se você for cristão, dará grande testemunho nessa área, sabia?


quinta-feira, 14 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - IV

Sabendo que finanças é uma das áreas mais difíceis no relacionamento familiar, que se deve ter um registro de todas as despesas e que se deve evitar a todo custo o desperdício, você precisa trabalhar o orçamento doméstico.

Ao contrário do que possa imaginar, o orçamento doméstico não é para os momentos de crises financeiras. Ele é o norteador de toda caminhada nessa área. O orçamento não deve ser visto como mecanismo para corrigir erros cometidos, mas como planejamento para alcançar melhor resultado no uso dos recursos. Claro, se o erro é exatamente a falta de planejamento nessa área, é hora de corrigir.

Uma boa prática é que todos os membros participem do planejamento e saibam qual é a realidade financeira da família. Isso evitará tensões quando se desejar um gasto que não poderá ser atendido.

Usando recursos da tecnologia com planilhas ou anotações numa folha de caderno, o importante é que o orçamento contemple as despesas fixas, dívidas, pagamentos, gastos eventuais, além da rotina normal de uma casa. No final, o ideal é que uma sobra entre 10 e 20% seja percebida, que fará parte de um planejamento de poupança para futuros problemas a enfrentar.

Lição básica no orçamento: você deve ganhar mais do que gasta. Normalmente, pensa-se que se deve gastar menos do que ganha. Dá no mesmo, mas penso que é mais motivador pensar em ganhar mais, agregando outras possíveis receitas, do que a tensão de gastar menos.