Você imagina ter um espinho na carne, pedir a Deus para retirá-lo e a resposta for “a minha graça te basta”? Ou seja: o espinho vai continuar te ferindo, mas você terá a minha graça, ela é bastante.
É muito compreensível se Paulo replicasse: como a tua graça me basta, eu tenho um espinho me ferindo? Eu tenho dor. Eu estou sofrendo.
O espinho me angustia.
O espinho me banaliza.
O espinho me chicoteia.
O espinho me danifica.
O espinho me escraviza.
O espinho me fere.
O espinho me golpeia.
O espinho me humilha.
O espinho me inferioriza.
O espinho me julga.
O espinho me limita.
O espinho me machuca.
O espinho me neurotiza.
O espinho me oprime.
O espinho me prejudica.
O espinho me quebra.
O espinho me recalcitra.
O espinho me subjuga.
O espinho me traumatiza.
Esse espinho me usurpa.
Ele me vence.
O espinho me dá uma coça.
O espinho me zombeteia.
Mas Paulo não reage assim e aprende uma lição extraordinária: quando estamos quebrados é que Deus mais age em nossa vida. É na fraqueza humana que o poder divino se aperfeiçoa.

