quarta-feira, 20 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - O mito da grama mais verde - Parte III

O mito número dois apresentado por Petersen é "Vou encontrar o meu papel".

Tal expectativa no casamento é danosa. Na verdade, tentar encontrar o papel sinaliza uma procura sem critérios, uma proposta que pode ser ou não acertada. Ninguém deve se casar para encontrar algo ou se encontrar. O casamento é oportunidade para você cumprir um papel a partir de sua própria descoberta de quem você é e qual a sua missão nesta vida.

Deve-se cumprir bem o seu papel, mas, diz Petersen, “o fato de se assumir um papel e autoridade não é o mesmo que ter liderança em termos bíblicos. Eu posso assumir essa posição e ainda ser egocêntrico, mandão, tirânico. E, quando a minha atitude é errada, os meus relacionamentos se desfazem”.

Ele estemunha: “Eu era o chefe de minha família. Não havia dúvidas quanto a isso. Mas eu não entendia a receita de Jesus de que um líder é o servo de todos: dando, ministrando, redimindo. Eu podia dar ordens, mas não conseguia servir. Eu era decisivo, mas inflexível, não cedia nunca. Eu era um bom provedor, mas providenciava pouco encorajamento para os dons de minha esposa”. 

O seu papel como membro da família é buscar o bem do outro, seja o cônjuge, os filhos, os pais ou irmãos. Cumpra isso e sua família terá vencido uma grande batalha.

Série "Famílias Saudáveis" - O mito da grama mais verde - II

Para Petersen, “crer no mito meu casamento foi feito no céu propicia conforto e segurança falsos”. "Deus nos fez um para o outro" dá a entender que as nossas personalidades se encaixam perfeitamente - que os nossos temperamentos são complementares. Estamos despreparados para os choques de discórdia e conflito, ocasiões em que tudo aquece a fogueira - vem o impasse, se apresenta o beco sem saída, a ruptura”. 

Realça ainda Petersen, “este mito torna-se uma desculpa; quando o amor romântico fenece, a sua chama bruxuleia. A antiga vivacidade se vai, o seu cônjuge já não é o mesmo, e começa a deterioração. Então vem a desculpa: Para começar, acho que, na verdade, Deus não nos uniu. Talvez o nosso casamento tenha sido apenas secular, e realmente Deus não estava nele. Não foi ele que nos uniu; por isso é melhor nos separarmos”.

Cuidado com a grama que se parece mais verdinha, é falsa a impressão. Valorize seu casamento e família, Deus os abençoou! Cultive permanentemente atitudes que reguem as relações e os resultados aparecerão.

Série "Famílias Saudáveis" - O mito da grama mais verde - I

Na década de 80 do século passado foi traduzido para a Língua Portuguesa o livro “O mito da grama mais verde”. É de J. Allan Petersen. O livro alerta sobre a falsa impressão que o casamento do outro é melhor, a família do vizinho é melhor, partindo da ideia que o boi tem, segundo alguns, por um problema na visão, que o pasto do outro lado da cerca é mais verdinho. 

Num dos capítulos, o autor destaca “Os mitos e lendas acerca do casamento”.

Mito número um: "Meu casamento foi feito no céu". Há quem pense que Deus escolheu um homem específico para uma mulher e vice-versa e está garantido o sucesso do casamento. Outros, que uma cerimônia religiosa de 50 minutos, depois de um curso de noivos, dará defesa para qualquer ataque. Alerta o autor: “Se o seu casamento foi feito no céu, é administrado na terra”.

Segundo Petersen, “uma falácia deste mito é a predestinação. Se Deus nos predestinou para este relacionamento e ele não funciona, a culpa é dele. Nós somos apenas participantes passivos do jogo”.

Então, não transfira para Deus a responsabilidade de um casamento bem sucedido, ela é sua e de sua família.


terça-feira, 19 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - Conclusão

A área financeira, junto com a sexual e criação de filhos, constitui-se numa das maiores causas de insucesso na caminhada familiar, em muitos casos, culminando com a interrompida na relação. Daí a importância de se pensar seriamente nela e aplicar os princípios aprendidos com a palavra de Deus e com os estudiosos do assunto.

O dinheiro é um excelente servo é um péssimo senhor. Quando aprendemos a lidar com ele, o temos como servo. Quando não, ele nos tem como servos. É uma questão de escolha: o dinheiro será meu servo ou meu senhor? O Papa Francisco orientou que “o dinheiro tem que servir, não governar”.

E uma realidade curiosa é a seguinte: o dinheiro pode ser senhor tanto na vida de quem tem muito como na de quem nada tem. Ele, mal compreendido, impõe seu reinado em todas as classes sociais.

Resumidamente, o que tratamos em finanças foi: planejamento, precaução, poupança e perseverança. Saber lidar com os recursos financeiros é uma grande oportunidade de testemunho, sabia? A começar pelo lugar que ele ocupa em nosso coração, pois “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”.

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - VI

Atividade prazerosa para a vida da família é poder comprar. Fazer compras produz autoestima elevada, alegria e motivação. Lembro-me que ainda criança desejava comprar coisas bem simples, mas as condições da família não permitiam naquele tempo. 

Embora seja importante comprar, no contexto de famílias saudáveis, algumas reflexões precisam nortear essa fonte de prazer, evitando que se transforme numa compulsão, o que é tremendamente prejudicial.

Responda as seguintes perguntas antes das compras:

1ª - O que comprar? Um fenômeno curioso é que há pessoas que saem para comprar e nem sabem exatamente o que desejam. 

2ª - Por que comprar? Preciso realmente do que estou planejando comprar? Ou estou iludido com a força do marketing?

3ª - Quando comprar? É prioridade para mim e para a família ou pode ficar para depois?

4ª - Como comprar? Qual o melhor procedimento para ter o produto: indo à loja, adquirindo pela internet, à vista, a prazo?

Lembre-se: comprar é prazeroso, mas o prazer não pode ter consequências desastrosas. A Bíblia diz: “Quer comam, quer bebam, ou façam qualquer outra coisa (pode ser comprar), façam tudo para a glória de Deus”.