Eclesiastes 12.6-8 registra: “Lembre-se do seu Criador, antes que se rompa o fio de prata, e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço, e o pó volte à terra, de onde veio, e o espírito volte a Deus, que o deu. Vaidade de vaidade, diz o Pregador, tudo é vaidade”.
O verso oito registra pela última vez a declaração “vaidade de vaidade, tudo é vaidade”. Agora, não mais agonizante, mas como uma contestação equilibrada de que o que vale a pena mesmo é o que transcende às experiências desta vida.
Salomão se utiliza de quatro metáforas para tratar assunto extremamente delicado, a morte: fio da espada rompido, copo de ouro despedaçado, cântaro junto à fonte quebrado e roda junto ao poço desfeita. O pregador desejava enfatizar: tudo termina rapidamente, não temos controle de nada.
E o clímax é o versículo sete: “e o pó volte à terra, de onde veio, e o espírito volte a Deus, que o deu”. Num magistral sermão na quarta-feira de cinzas, o extraordinário padre Vieira lembrou que “o homem caminha de maneira circular entre o pó do princípio (a criação) e o pó do fim (a morte)”.
Somos pó!

