Senhor Deus, eu tenho um espinho na carne, retire-o, por favor! Paulo, “arquei soi n káris mou”, “basta a ti a graça minha”.
A graça que basta é a que remete para uma esperança viva. Esperança do céu. Esperança da eternidade. Esperança de cessação do sofrimento. Esperança de lágrimas enxugadas. Esperança de ver o rosto da essência da graça, Jesus. Esperança de ser conhecido como se é conhecido. Esperança de novo céu e nova terra.
Esperança que foi oferecida com sangue. Sangue do cordeiro imaculado. Cordeiro que não experimentou espinho na carne, mas teve uma coroa de espinhos fixada na cabeça. Sim, a coroa do Salvador era de espinhos. E o que parecia ser o fim, era a efetivação da esperança.
Os espinhos não podem tirar a beleza das rosas. Os espinhos que experimentamos não precisam tirar a beleza da vida que recebemos. Os espinhos não são capazes de ocultar o perfume das rosas, pelo contrário, ferindo-as, fazem-nas exalar ainda mais seu aroma. Os espinhos na carne não precisam anular o perfume de Cristo que carregamos.
Deus diz para você: a minha graça te basta.

