Há uma atitude em Salomão que nem sempre é destacada como uma das possíveis causas de sua derrocada. Preste atenção no verso dezesseis do capítulo primeiro: “Eu disse a mim mesmo: Eu me tornei importante e superei em sabedoria todos os que governaram em Jerusalém antes de mim. O meu coração tem tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento”.
Reflita sobre a preponderância do eu: “Eu disse a mim mesmo, eu me tornei importante, eu superei em sabedoria todos, o meu coração tem tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento”. Não sugere a evocação do eu como agente de seu sucesso? E onde fica Deus que o contemplou com tudo isso?
Preste atenção: toda vez que nos gabarmos, ainda que interna e sutilmente, de nosso sucesso, como se fôssemos os protagonistas do processo, experimentamos o despenhamento, despencamos da montanha do sucesso que experimentamos. O verso dezessete, mais uma vez, Salomão admite: “descobri que também isto é correr atrás do vento”.
Sepulte o eu que deseja assumir o trono de sua vida, ele é um péssimo rei, isso é vaidade!

