segunda-feira, 4 de maio de 2026

Série Famílias saudáveis - Que sustenta o casamento?

Este Café não é sobre a responsabilidade de provisão na família. Trata-se da seguinte provocação: é o amor que sustenta o casamento ou o casamento que sustenta o amor? Comumente, ouvimos: acabou o amor entre o casal. Foi o amor que acabou e, como consequência, terminou o casamento, ou o casamento acabou e, como consequência, acabou o amor?

Sei que não é tarefa fácil, mas partilho da ideia que o casamento é que sustenta o amor. Dois jovens que decidem se unir como casal o fazem, via de regra, movidos pelo amor. Os votos diante de Deus e dos presentes têm como fundamento o amor. Duas histórias diferentes buscando uma caminhada que implica unidade de propósitos e as aflições provocam em muitos a decisão de desistirem. O amor diminui, esfria, congela e morre. Caso renovassem os votos da aliança a cada dia e buscassem vencer juntos as lutas, a amor ganharia contornos diferentes e o que era, no início, recheado de paixão, amadurece e o amor cresce. Com a maturidade, acontece a retroalimentação, o casamento sustenta o amor e o amor sustenta o casamento.

Seu casamento passa por turbulência? Renove a aliança e persista, o amor vai crescer e, quando menos perceber, mercê da graça de Deus, você comemorará Bodas de Ouro.

domingo, 3 de maio de 2026

Série Famílias Saudáveis - Até que a morte separe

Todo casal tem razões humanas para se separar. Duas pessoas vindas de contextos diferentes, trazendo em sua mochila mental um mundo experiências, com expectativas nem sempre convergentes, temperamentos bem diferentes e, agora, compartilham o mesmo espaço, lutam pelos mesmos ideais e alçam um voo com turbulências constantes, trilham uma estrada com pavimentação irregular, navegam num oceano cujas ondas quase sempre são a preferência dos surfistas ousados e aventureiros.

Como dar certo essa relação? Impossível apenas com a participação humana. Deus precisa estar nesse negócio. Mas não é um estar protocolar, uma cerimônia breve no dia do casamento em que as pessoas estavam mais desejosas do almoço ou jantar e dos agradáveis docinhos e os noivos não viam a hora de ficarem, enfim, sós. É a presença diretiva, orientadora em que o casal dependa d’Ele em todos os passos a serem dados e ações a serem executadas.

Com a presença de Deus, vem o princípio da aliança: até que a morte separe. É uma atitude que deve ser renovada diariamente. A sensibilidade e compreensão com aqueles e aquelas que sofrem com separação não anulam o ideal divino: até que a morte os separe. 

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que edificam” - Salmo 127.1.