quarta-feira, 10 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - Conclusão

 

Embora, aparentemente, seja um fracasso, no tempo de catar gravetos grandes coisas podem acontecer. Atente bem para o que está registrado em Atos 28.7-10: “Perto daquele lugar, havia um sítio pertencente ao homem principal da ilha, chamado Públio, o qual nos recebeu e hospedou benignamente por três dias. Seu pai estava enfermo, ardendo em febre, de disenteria. Paulo foi visitá-lo, e, orando, impôs-lhe as mãos, e o curou. À vista deste acontecimento, os demais enfermos da ilha vieram e foram curados, os quais nos distinguiram com muitas honrarias”.

Deus transformou um quadro dramático numa arte de celebração. Um dos homens mais importantes da ilha recebeu a bênção do Senhor de um homem que catava gravetos. E, a partir de então, todos os enfermos da ilha foram abençoados.

Há uma chave de grandes tesouros registrada em Atos 27.26: “Porém é necessário que vamos dar em uma ilha”. O naufrágio e a chegada à ilha não eram um acidente, era a agenda de Deus.

Não despreze o tempo de catar gravetos, pode ser agenda de Deus em sua vida.

Quem vencerá a Copa do Mundo?


Por Neemias Lima

Amanhã, dia 11 de junho, às 16h, terá início a Copa do Mundo com a partida entre México e África do Sul. Até o dia 19 de julho, 48 seleções disputarão cada palmo do campo em busca da taça. É verdade que boa parte delas será figurante em função da superioridade e experiência de outras. Teoricamente, até terminar a primeira fase, todas terão chances e, a partir de então, eliminatoriamente, uma a uma vai aumentando a expectativa ou experimentando a tristeza.

Considerando as regras, apenas uma seleção ganhará a Copa. Segundo alguns, a vice-campeã será a primeira dos perdedores. Na Europa, e em outros lugares de nível educacional elevado, as primeiras colocações são celebradas. No Brasil, só a primeira. É uma pena, pois nem sempre se ganha quando se disputa um campeonato. E, considerando que serão 48 seleções, 47 não alcançarão o êxito.

Em 2006, a Confederação Brasileira de Futebol, órgão que dirige o futebol brasileiro, publicou a seguinte nota: “Encerrado o ciclo de trabalho que teve início em agosto de 2006, e que culminou com a eliminação do Brasil da Copa do Mundo da África do Sul, a CBF comunica que está dispensada a comissão técnica da seleção brasileira. A nova comissão técnica será anunciada até o final deste mês de julho”. O técnico era o aguerrido e exemplar jogador Dunga.

O relevante em tudo isso é quando se tem informações dos números alcançados pelo técnico e sua comissão técnica: 68 jogos, 49 vitórias, 12 empates e 7 derrotas. A equipe técnica alcançou a seguinte média em percentuais: 10% de derrotas, 18% de empates e 72% de vitórias, números arredondados. Considerando empate como acerto, teremos 90% de aproveitamento. Infelizmente, prevaleceu e prevalece a diabólica cultura do não poder perder.

Um fato triste é a avalanche de comentários dos “entendidos de futebol” que, confortavelmente alojados nos estúdios e escritórios, vomitam (desculpe o termo) as mais impiedosas análises até sobre o caráter dos jogadores. O narrador mais badalado do Brasil, na época, fez duras críticas a Jorginho, provocando tristeza e mal-estar em seu idoso pai, que, junto com a esposa, legara ao mundo um respeitado e excelente atleta.

Mas esta não é uma crônica meramente esportiva. Este pano de fundo é para sinalizar preciosas lições para nós:

1ª - Superestime as virtudes e subestime os fracassos. Há jogadores nas seleções, sobretudo nos países menos desenvolvidos, que o esporte foi a tábua de salvação doada por Deus para saírem de situações dramáticas de pobreza.

2ª - Elimine a diabólica cultura do não poder fracassar. Somos imperfeitos, falhos e estaremos sempre diante de derrotas. Precisamos valorizá-las como aprendizado e extrair lições para futuras vitórias. Muitas histórias de sucesso emergiram depois de vergonhoso fracasso.

3ª - Aplique a disciplina, a dedicação, a obediência às regras e a alegria das vitórias em sua participação no reino. Nossa mais importante missão aqui é o reino de Deus, as “outras coisas serão acrescentadas”.

4ª - Valorize mais as pessoas do que os resultados. Estes são importantes, mas as pessoas são mais. Nem sempre conseguiremos o máximo, mas continuaremos o máximo para Deus. Nem sempre seremos os melhores, mas somos obra-prima da criação de Deus.

Em 19 de julho, apenas uma seleção será celebrada. Como diz I Coríntios 9.24, “não sabem que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Corram de tal maneira que o alcancem”. E todos podem ser vitoriosos. O mesmo Paulo ensina que “eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível”. Nem sempre seremos campeões aqui, mas temos garantida a vitória final.

E aí, quem vencerá a Copa? A rigor, todas as seleções classificadas são vencedoras, afinal um número maior não conseguiu chegar lá. 

E nós vamos torcer pelo BRASIIIIIIIIIIIIIILLLLLLLLLLLL.

* Pastor da Igreja Batista no Braga, em Cabo Frio.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - IX

 

É muito interessante a mudança de conceito em relação a Paulo por parte dos habitantes da ilha. Ao ser picado pela serpente, eles disseram “Paulo é um assassino, escapou do naufrágio, mas não escapa da Justiça”. Justiça aparece no texto em letra maiúscula, significando que não era justiça terrena, mas algo promovido por um ser superior. Eles ainda não conheciam o Deus eterno.

Livrando-se da serpente e passando um bom tempo sem inchar e nem morrer, eles concluem: “Paulo é um Deus!”. Em pouco tempo, eles foram de um extremo ao outro: de assassino a Deus. Paulo não era nem uma coisa nem outra, ele era um pecador como qualquer um de nós.

Há uma lição preciosa aqui: quando não aceitamos que o inimigo intensifique sua obra, não aceitamos o conceito que tenha sobre nós, mas, sim, o que Deus pensa sobre nós. E Deus “conhece a nossa estrutura, sabe que somos pó” e, no tempo de catar gravetos, não estará ao nosso lado apontando o dedo indicador, mas apresentando seu ombro para repousarmos.

Deus cuida de você no tempo de catar gravetos.