quarta-feira, 1 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - I

A emocionante, dramática e vitoriosa história de José do Egito é registrada nos capítulos 37 a 50 do livro de Gênesis. Há quem faça a leitura literalmente e outros, figuradamente. Independentemente da forma que se lê, ninguém o faz sem se envolver nas tramas e nos dramas vividos pelo jovem que se tornou um exemplo do agir de Deus. José é uma figura muito cativante. A partir da revelação progressiva de Deus, José é um protótipo de Cristo. Protótipo é um primeiro tipo, uma perspectiva inicial de alguma ideia ou verdade.

José é filho de Jacó e Raquel. Seu nascimento está num contexto de família muito conturbada em que ações humanas aconteceram para satisfazer o ego de seus membros. Sua mãe Raquel não podia ter filhos. Lia ou Leia, sua irmã, podia e isso provocava ciúmes. Bila, serva de Raquel, tem filho com Jacó por orientação de Raquel. Quando Lia cessou de ter filhos, orientou que Jacó se relacionasse com Zilpa, sua serva.

Deus abençoou Raquel e ela engravidou. Nasce José, Gênesis 30.24 registra. Apesar de nascer nesse contexto, José tinha grandiosos sonhos. Você tem sonhos? Quais são os seus sonhos? Faça uma lista deles.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Van Gogh e Seu Augusto - Conclusão

As reações de seu Augusto não eram obra do acaso. Nem eram produto de elaborações racionais advindas de estudos aprofundados. Eram consequência de relacionamento com quem preenche o vazio da alma.

Muitos vivem sem nenhuma preocupação de estabelecer um relacionamento estreito com o Senhor. Na hora do temporal, a solução encontrada é cortar a orelha, chutar o pau da barraca, dar cabo à vida. Quem tem experiência com Cristo é capaz de cantar ainda que tenha as pernas cortadas. Isso não é gostar de sofrer. É saber sofrer. É saber que, na hora do sofrimento, Deus está amparando. Habacuque encerrou seu livro que iniciou dramaticamente com adoração: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado. Todavia, eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação”.

Acredito que Van Gogh e seu Augusto estão no céu. Lá não experimentam sofrimento. Uma diferença é que aqui seu Augusto também viveu com alegria. Quando encontrar seu Augusto no céu, quero falar para ele como aquele encontro me abençoou.