segunda-feira, 13 de abril de 2026

Tudo é possível para Deus - VII

A pergunta de Pedro “que é que nós vamos ganhar” não é tão ridícula assim, se considerarmos que, no fundo, no fundo mesmo, nós também somos tentados a fazer tal indagação. “Que vantagem eu terei, seguindo a Jesus?” é uma realidade presente na vida de todos e, por incrível que pareça, não é algo pecaminoso em si.

Raciocine comigo: se uma pessoa convidada a seguir o caminho contrário a Jesus assumisse a mesma condição, ou seja, se perguntasse “que vantagem eu terei, desobedecendo a Deus?”, certamente, não continuaria em sua escalada decadente do pecado.

O problema, na verdade, não era a consulta de Pedro. O problema era a motivação. Quando você pensa em levar vantagem ao seguir a Jesus, que tipo de vantagem você está pensando. Se a motivação passa pelos critérios materiais, você pode conseguir de outra forma. Mas perdão para os pecados, paz interior, capacidade de perdoar, vida motivada pelo amor, certeza de salvação, segurança de vida eterna e esperança do céu, tudo isso é impossível aos homens e só é possível para Deus.

Não busque o que é possível, busque o que só o Deus do impossível pode realizar.

domingo, 12 de abril de 2026

Tudo é possível para Deus - VI

Logo após a declaração de Jesus, afirmando que “para os seres humanos isso não é possível; mas, para Deus, tudo é possível”, Pedro entra em cena e indaga: “Nós deixamos tudo e seguimos o senhor. O que é que nós vamos ganhar?” - Mateus 19.27. Em outras palavras, “Senhor, que vantagem nós vamos ter em te seguir?”.

Pedro, nessa observação, representa o grupo dos que desejam obter vantagem por seguir a Jesus. E esse grupo não é pequeno, pelo contrário, é bem numeroso. E é tão perigosa tal tendência que até mesmo cristãos comprometidos podem ser sutilmente infectados por esse vírus. Não seria o caso de pessoas que refletem: “Senhor, por que isso está acontecendo comigo? Eu te sirvo há tanto tempo, eu sou um cristão ou cristã, e por que permites que essa situação aconteça comigo”? Em certo sentido, o questionamento não é parecido com o “Senhor, que vantagem eu tenho em te seguir?”.

Testemunhos do tipo, “antes eu era um falido, não tinha carro, agora, depois que me tornei cristão, paguei todas as minhas dívidas, tenho três carros zero” não revelam verdadeiramente as vantagens de seguir a Jesus.