terça-feira, 9 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - IX

 

É muito interessante a mudança de conceito em relação a Paulo por parte dos habitantes da ilha. Ao ser picado pela serpente, eles disseram “Paulo é um assassino, escapou do naufrágio, mas não escapa da Justiça”. Justiça aparece no texto em letra maiúscula, significando que não era justiça terrena, mas algo promovido por um ser superior. Eles ainda não conheciam o Deus eterno.

Livrando-se da serpente e passando um bom tempo sem inchar e nem morrer, eles concluem: “Paulo é um Deus!”. Em pouco tempo, eles foram de um extremo ao outro: de assassino a Deus. Paulo não era nem uma coisa nem outra, ele era um pecador como qualquer um de nós.

Há uma lição preciosa aqui: quando não aceitamos que o inimigo intensifique sua obra, não aceitamos o conceito que tenha sobre nós, mas, sim, o que Deus pensa sobre nós. E Deus “conhece a nossa estrutura, sabe que somos pó” e, no tempo de catar gravetos, não estará ao nosso lado apontando o dedo indicador, mas apresentando seu ombro para repousarmos.

Deus cuida de você no tempo de catar gravetos.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - VIII

Não podemos impedir que os inimigos surjam de todos os lados quando a vida nos impõe a catar gravetos. Mas podemos evitar que eles intensifiquem sua obra. 

Atos 28.4 registra assim: “Quando os bárbaros viram a víbora pendente da mão de Paulo, disseram uns aos outros: Certamente, este homem é assassino, porque, salvo do mar, a Justiça não o deixa viver”. O verso seguinte começa assim: “Porém”. O “porém” é esclarecedor. É uma reação de Paulo ao ataque dos inimigos, é uma não aceitação que os inimigos continuem com sua obra diabólica. O verso completo é assim: “Porém, Paulo, sacudindo o réptil no fogo, não sofreu mal nenhum”. 

É comum em situações adversas a celebração da tristeza por parte de quem sofre, algumas vezes concluindo que merece o sofrimento, outras que está sendo vítima de injustiça ou, então, lançando culpa sobre os outros. Jogue fora a víbora que tenta paralisar você! Não alimente o veneno.

Como diz a cultura popular, você não pode evitar que um pássaro voe sobre sua cabeça, mas você pode impedir que ele faça ninho.