“Tendo Paulo ajuntado e atirado à fogueira um feixe de gravetos, uma víbora, fugindo do calor, picou sua mão” - Atos 28.3.
O verso bíblico narra a viagem de Paulo à Roma, a seu pedido, para ser julgado lá. Ele vivia o seu declínio apostolar, o final de sua atuação ministerial. Em Roma, ficou preso e depois foi decapitado.
No capítulo 27 de Atos, temos a narrativa do naufrágio, em que o navio é todo destruído. O capítulo 28 apresenta os náufragos chegando à Ilha chamada Malta. Um dos significados do nome Malta é lugar de desvalidos, quem está em situação difícil.
Foram recebidos calorosamente pelos habitantes da ilha, que prepararam uma fogueira para aquecê-los do frio, até porque o tempo na água potencializa a hipotermia.
Para manter a fogueira acesa, Paulo ajunta uns gravetos e lança sobre a fogueira. A vida é assim: algumas situações obrigam-nos a catar gravetos.
Literalmente, Paulo catou gravetos. Mas catar gravetos nesta série é simbólico, é metafórico. Pode ser uma enfermidade, uma traição, uma decepção, a perda do emprego, o desânimo.
Está você catando gravetos?

