terça-feira, 12 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - II

Uma família enfrentava problemas na área financeira e o homem procurou ajuda com um especialista. Indagado sobre os gastos, informou que não gastavam muito. O especialista pediu que apresentasse o registro dos gastos. Ele não tinha. Usando a memória, relatou os principais e, pelos cálculos, eram menores que a receita.

Experiente, o especialista perguntou: “Vocês não tem gasto com transporte?”. “Sim”, foi a resposta. “Vocês tem gasto com remédios?”. “Sim”. Em várias áreas foi percebido que tinham gastos e não se lembravam. Refeitas as contas, o orçamento não batia.

No Café de ontem, orientamos um exercício. Você fez? Se não, sua família nessa área continuará sofrendo. É preciso registrar todos os gastos. Repetindo, todos os gastos, até aquele cafezinho no bar da esquina.

Feito esse exercício, agora você vai comparar com suas receitas. Que coluna está maior? Se for a da receita, você tem superávit. Se for a da despesa, você tem déficit.

No caso de déficit, você precisa analisar um a um e ver a possibilidade de retirar aquele item ou diminuir. É comprovado que toda família pode diminuir os gastos em torno de 20%. Comece pelos gastos que podem ser diminuídos imediatamente. Por exemplo: menor consumo de água, menor consumo de luz, menos gastos com o telefone, melhor tarifa para a internet e outros. Feito isso, refaça as contas. Esse exercício precisa ser feito até que as duas colunas, no mínimo, empatem. Voltaremos com mais dicas.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - I

Finanças é uma das áreas mais tensas no relacionamento familiar. Com muito dinheiro ou sem dinheiro algum, famílias enfrentam problemas sérios e prejuízos incalculáveis surgem.

Todas as famílias estão sujeitas às dificuldades e tempos de provação, mas o que se tem percebido é que a maior parte é falta de planejamento nesse quesito. Trabalhei em situações em que famílias ganhavam milhares de reais e moravam pagando aluguel. Outras, bem mais modestas, com ganhos de algumas poucas centenas de reais, tinham casa própria e mais de uma, o que aumentava a renda com locação.

É também comum encontrar pessoas que, poucos dias após perder o emprego, não tem recursos para pagar a conta de luz, d’água e ter necessidades básicas atendidas. Por que isso acontece? Descuido e falta de planejamento.

Dinheiro em si não é problema. O problema é, tendo muito, desenvolver amor por ele. A Bíblia não condena o dinheiro, condena o “amor ao dinheiro”. Outro problema é guardar acima do que é previdência e impedir a família de desfrutar de alegrias. O dinheiro é um excelente servo e um péssimo senhor. Quando se tem pouco, maior habilidade exigirá. Mas deixe-me dizer uma coisa: o número dos que sofrem na área por terem muito é maior do que com os que tem pouco.

Um exercício pra hoje: anote todos os seus gastos, preste atenção, todos, até aquele cafezinho no bar da esquina. Amanhã, permitindo Deus, voltarei com orientações.