quinta-feira, 18 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - IV

O contexto amedrontador não intimidou Daniel nem alterou seu programa de intimidade com Deus. É nesse contexto que Daniel revela princípios que faziam parte de sua vida de oração.

O primeiro princípio é Fidelidade. O texto informa que “quando soube que o documento tinha sido assinado, Daniel entrou em sua casa, foi para o quarto e orou como fazia antes”. É interessante que, normalmente, as janelas ficavam abertas para o lado de Jerusalém e isso não é alterado.

Daniel não poderia fechar as janelas e orar? Ficaria escondido e ninguém saberia que ele estava descumprindo um decreto do imperador. Sim, poderia, mas isso demonstraria a sua infidelidade e princípios não podem ser negociados. Ele era tão fiel que os opositores testemunharam: “Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus”. 

Não se ajoelhar diante do rei poderia ter como consequência a morte física. Mas deixar de se ajoelhar diante de Deus teria como consequência a morte eterna. 

Diante de situação ameaçadora, você permanece fiel?

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - III

O texto de Daniel 6.10 começa assim: “Quando Daniel soube que o documento tinha sido assinado…”. Isoladamente e sem conhecimento do contexto, a informação parece irrelevante, mas veja a dramaticidade em Daniel 6.7-9: “Todos os presidentes do reino, os prefeitos e sátrapas, conselheiros e governadores concordaram em que o rei baixe um decreto e sancione um interdito, ordenando que todo aquele que, nos próximos trinta dias, fizer um pedido a qualquer deus ou a qualquer homem e não ao senhor, ó rei, seja jogado na cova dos leões. Portanto, ó rei, sancione o interdito e assine o documento, para que não seja mudado, segundo a lei dos medos e dos persas, que não pode ser revogada. E assim o rei Dario assinou o documento e o interdito”.

Dá para você perceber a tensão do momento? A partir de então, e nos próximos trinta dias, Daniel corria risco de morte, e perigo iminente. Não há romantismo na caminhada de Daniel, há renúncia, batalha, luta, aflição, tensão e apreensão.

Uma vida de intimidade com Deus pode, em muitos casos, gerar gigantes desafios.