segunda-feira, 11 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - I

Finanças é uma das áreas mais tensas no relacionamento familiar. Com muito dinheiro ou sem dinheiro algum, famílias enfrentam problemas sérios e prejuízos incalculáveis surgem.

Todas as famílias estão sujeitas às dificuldades e tempos de provação, mas o que se tem percebido é que a maior parte é falta de planejamento nesse quesito. Trabalhei em situações em que famílias ganhavam milhares de reais e moravam pagando aluguel. Outras, bem mais modestas, com ganhos de algumas poucas centenas de reais, tinham casa própria e mais de uma, o que aumentava a renda com locação.

É também comum encontrar pessoas que, poucos dias após perder o emprego, não tem recursos para pagar a conta de luz, d’água e ter necessidades básicas atendidas. Por que isso acontece? Descuido e falta de planejamento.

Dinheiro em si não é problema. O problema é, tendo muito, desenvolver amor por ele. A Bíblia não condena o dinheiro, condena o “amor ao dinheiro”. Outro problema é guardar acima do que é previdência e impedir a família de desfrutar de alegrias. O dinheiro é um excelente servo e um péssimo senhor. Quando se tem pouco, maior habilidade exigirá. Mas deixe-me dizer uma coisa: o número dos que sofrem na área por terem muito é maior do que com os que tem pouco.

Um exercício pra hoje: anote todos os seus gastos, preste atenção, todos, até aquele cafezinho no bar da esquina. Amanhã, permitindo Deus, voltarei com orientações.

domingo, 10 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - A Rainha do lar

Noemy Ferreira Lima

Zilanda Valentim, nas décadas de 70 e 80, gravou a música “Mãe”. A letra destaca: 

“Eu me lembro ainda em criança, mãe a me ensinar, 

Que Deus era grande e amava a mim! 

Hoje eu canto, sou de Jesus, graças a minha mãe. 

Eu louvo a Deus, por minha mãe!

Mãe, mamãe, quando pequeno por mim a olhar

Nome mais doce não existe, foi Deus que assim quis

Mãe, mãe, dádiva de Deus, concedida a mim”.

Uma parte era declamada:

“Mãe, hoje é seu dia, por isso quero vê-la mui feliz

Talvez a senhora nem se lembre mais

De quando pequeno me ensinava que Jesus me amava.

Mãe, de coração, muito obrigado pelo que fez por mim!

Que Deus a recompense!”.


Júlio Dantas declara: “Pode secar-se, num coração de mulher, a seiva de todos os amores; nunca se extinguirá a do amor materno”.

Mãe não deveria ser substantivo. Nem adjetivo. Nenhuma classe gramatical. Deveria ser inclassificável. Ou então, uma interjeição.

Quem não se lembra daquele sorriso encorajador? Do rosto sério na hora da bronca? Daquela mão dócil acariciando? Do abraço caloroso no momento da dor? Daquele canto suave na hora de dormir? Daquela coragem de guerreira diante do perigo? Da solidariedade em repartir o pouco que administrava?

Quem não se lembra?