quinta-feira, 16 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XVI

José foi odiado, vendido como escravo e agora está preso. Que escalada! Mas preste atenção num fato: José não foi assassinado pelos irmãos e não foi executado por Potifar. Ele podia matá-lo, mas não o fez. Provavelmente a integridade de José ecoava em sua mente, logicamente que Deus estava dirigindo tudo.

Os expectadores dos sonhos alheios raciocinaram: agora, acabou! José, “tu, finish!”. E Deus sussurrava ternamente nos ouvidos de José: “Estamos no processo, não desista, continue firme!”. Quando um problema parecer ser o fim de seus sonhos, preste atenção na voz de Deus, não dê ouvidos aos expectadores e assassinos de sonhos.

Na prisão, José também revela seu espírito de serviço e liderança. Gênesis 39.21-23 destaca: “Deus foi bondoso com ele e fez com que encontrasse favor aos olhos do carcereiro, que confiou às mãos de José todos os presos. O carcereiro não se preocupava com nada do que tinha sido entregue às mãos de José”.

O lugar podia mudar, mas José não mudava, não importava se no conforto da moradia oficial ou numa prisão. Sonhadores sonham em qualquer lugar!

quarta-feira, 15 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XV

A resistência inicial de José não diminuiu a maldosa intenção da provocante esposa de Potifar. Gênesis 39.10 realça que “ela falava com José todos os dias, mas ele não lhe dava ouvidos, recusando-se a ir para cama com ela e a ficar perto dela”.

Provavelmente, sentindo-se ferida em seu orgulho, pode ser que José tenha sido o primeiro a negar-lhe um momento de prazer, astuciosamente, armou uma cilada, aproveitando-se da ausência de outros funcionários na casa e o atacou, forçando-o a ter relações com ela. Livrando-se dela e fugindo, deixou em suas mãos uma peça de roupa, possivelmente uma capa, que foi usada por ela para o acusar de assédio sexual ou até mesmo estupro.

Encenando desespero com o mentiroso ataque, alardeou entre os outros funcionários e mais tarde contou ao seu marido. Potifar ficou irado e o lançou na prisão. Algo me intriga: por que Potifar não executou José? A primeira resposta é: Deus estava na direção e não permitiu. Muito bem. Mas gosto de especular: além disso, nem Potifar acreditava na integridade de sua mulher. Seu histórico não devia ser nada bom.

O sonhador era escravo e, agora, é prisioneiro.