Papai nos contava uma história e ríamos muito quando crianças. Um homem brincava com as pessoas amedrontando-as de noite. O ambiente rural, principalmente à noite, favorecia. Ele se cobria com um lençol branco, posicionava escondido em local de passagem e, quando surgia alguém, saía correndo pelo meio do mato. O saudoso Sílvio Santos copiou dele para as pegadinhas.
Um filho pequeno descobriu e resolveu imitar o pai. Certa noite, ao sair, o filho também se cobriu com um lençol branco e saiu atrás do pai, sem que ele percebesse. No momento oportuno, o pai saiu do mato e o filho atrás. A pessoa que passava na estrada não era medrosa e, vendo a cena, gritou: “Que curioso, vejam dois fantasmas!”. O pai, ao olhar para trás e ver a cena, ficou com medo, não sabendo tratar-se do filho, e correu muito. E o homem gritava: “Corre fantasma grande, que o fantasminha tá atrás!”.
Qual a lição? Nossos filhos e crianças farão, em grande parte, o que fazemos. Eles nos imitarão. O exemplo tem mais poder do que as palavras.
Por isso, dê exemplo para que a futura geração não imite o mal. Até quando errar, você pode ser exemplo, de coragem em se arrepender e pedir perdão.

