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| Noemy Ferreira Lima |
Zilanda Valentim, nas décadas de 70 e 80, gravou a música “Mãe”. A letra destaca:
“Eu me lembro ainda em criança, mãe a me ensinar,
Que Deus era grande e amava a mim!
Hoje eu canto, sou de Jesus, graças a minha mãe.
Eu louvo a Deus, por minha mãe!
Mãe, mamãe, quando pequeno por mim a olhar
Nome mais doce não existe, foi Deus que assim quis
Mãe, mãe, dádiva de Deus, concedida a mim”.
Uma parte era declamada:
“Mãe, hoje é seu dia, por isso quero vê-la mui feliz
Talvez a senhora nem se lembre mais
De quando pequeno me ensinava que Jesus me amava.
Mãe, de coração, muito obrigado pelo que fez por mim!
Que Deus a recompense!”.
Júlio Dantas declara: “Pode secar-se, num coração de mulher, a seiva de todos os amores; nunca se extinguirá a do amor materno”.
Mãe não deveria ser substantivo. Nem adjetivo. Nenhuma classe gramatical. Deveria ser inclassificável. Ou então, uma interjeição.
Quem não se lembra daquele sorriso encorajador? Do rosto sério na hora da bronca? Daquela mão dócil acariciando? Do abraço caloroso no momento da dor? Daquele canto suave na hora de dormir? Daquela coragem de guerreira diante do perigo? Da solidariedade em repartir o pouco que administrava?
Quem não se lembra?


