A crise de Salomão se intensifica e ele faz uma comparação muito problemática, como registra Eclesiastes 3.19: “Porque o mesmo que acontece com os filhos dos homens acontece com os animais: como morre um, assim morre o outro. Todos têm o mesmo fôlego de vida, e o ser humano não tem nenhuma vantagem sobre os animais. Porque tudo é vaidade”.
Para Salomão, um homem e um cachorro estão na mesma categoria no relacionamento com Deus e com a vida. O verso vinte amplifica sua equivocada conclusão: “Todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó voltarão”.
Ninguém espera atitudes violentas e maus-tratos contra os animais, mas dar a eles maior atenção que ao ser humano é um equívoco. Deus criou os animais e cuida deles carinhosamente. Mas a coroa da criação é o ser humano e nele está a imagem e semelhança de Deus. A obra da salvação foi toda preparada para o ser humano e a promessa de vida eterna, a partir do sacrifício de Cristo, foi prometida ao homem.
Elevar o animal à condição de humano é um erro. E diminuir o homem à condição de um animal também.

