segunda-feira, 1 de junho de 2026

Série "Tempo de Catar Gravetos - I"

“Tendo Paulo ajuntado e atirado à fogueira um feixe de gravetos, uma víbora, fugindo do calor, picou sua mão” - Atos 28.3.

O verso bíblico narra a viagem de Paulo à Roma, a seu pedido, para ser julgado lá. Ele vivia o seu declínio apostolar, o final de sua atuação ministerial. Em Roma, ficou preso e depois foi decapitado.

No capítulo 27 de Atos, temos a narrativa do naufrágio, em que o navio é todo destruído. O capítulo 28 apresenta os náufragos chegando à Ilha chamada Malta. Um dos significados do nome Malta é lugar de desvalidos, quem está em situação difícil.

Foram recebidos calorosamente pelos habitantes da ilha, que prepararam uma fogueira para aquecê-los do frio, até porque o tempo na água potencializa a hipotermia. 

Para manter a fogueira acesa, Paulo ajunta uns gravetos e lança sobre a fogueira. A vida é assim: algumas situações obrigam-nos a catar gravetos. 

Literalmente, Paulo catou gravetos. Mas catar gravetos nesta série é simbólico, é metafórico. Pode ser uma enfermidade, uma traição, uma decepção, a perda do emprego, o desânimo. 

Está você catando gravetos?

domingo, 31 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Relacionamentos saudáveis - Conclusão

Perdoar sempre é o último degrau na escada dos relacionamentos saudáveis. Sem perdão, os relacionamentos serão frios, formais, calculistas e áridos. Muitos lares carregam dores e dissabores por muito tempo pela ausência do perdão. Ilusoriamente, o esquecimento parece ter resolvido a questão, mas, sempre que o fato é lembrado, acontece aquele mal estar lá no íntimo do ser, provocando reações nas entranhas.

Aparentemente, pedir perdão é sinal de fraqueza, mas o ensino de Mahatma Gandhi é oportuno. Ele diz: “O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das características do forte”. 

Atribuído a Machado de Assis, sem confirmação da autoria, o pensamento “não levante a espada sobre a cabeça de quem te pediu perdão“ ensina que a atitude perdoadora sepulta qualquer reação de vingança e, ainda que o fato seja lembrado, não será senhor das reações de quem ofendido.

Cheio de si, gabando-se de estar muito acima da cultura reinante, Pedro provocou Jesus com a possibilidade de sete vezes perdoar. Ouviu: “Até setenta vezes sete”. Figuradamente, o perdão é ilimitado.

Perdoe sempre!