segunda-feira, 8 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - VIII

Não podemos impedir que os inimigos surjam de todos os lados quando a vida nos impõe a catar gravetos. Mas podemos evitar que eles intensifiquem sua obra. 

Atos 28.4 registra assim: “Quando os bárbaros viram a víbora pendente da mão de Paulo, disseram uns aos outros: Certamente, este homem é assassino, porque, salvo do mar, a Justiça não o deixa viver”. O verso seguinte começa assim: “Porém”. O “porém” é esclarecedor. É uma reação de Paulo ao ataque dos inimigos, é uma não aceitação que os inimigos continuem com sua obra diabólica. O verso completo é assim: “Porém, Paulo, sacudindo o réptil no fogo, não sofreu mal nenhum”. 

É comum em situações adversas a celebração da tristeza por parte de quem sofre, algumas vezes concluindo que merece o sofrimento, outras que está sendo vítima de injustiça ou, então, lançando culpa sobre os outros. Jogue fora a víbora que tenta paralisar você! Não alimente o veneno.

Como diz a cultura popular, você não pode evitar que um pássaro voe sobre sua cabeça, mas você pode impedir que ele faça ninho.

domingo, 7 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - VII

“Tendo Paulo ajuntado e atirado à fogueira um feixe de gravetos, uma víbora, fugindo do calor, prendeu-se-lhe à mão” - Atos 28.3.

Quando a vida obrigar você a catar gravetos, os inimigos surgirão rapidamente. Bastou Paulo se apresentar para ajuntar e lançar na fogueira os gravetos para surgir uma víbora tentando impedi-lo. Tome muito cuidado com os inimigos, as víboras estão soltas por aí.

Os inimigos podem surgir dos que estão próximos, também dos que estão longe, pessoas bem íntimas, apenas conhecidas, mal ou bem intencionadas, tentando ajudar, mas com propostas duvidosas.

O inimigos podem se apresentar até mesmo em conclusões piedosas, argumentando ser o tempo de catar gravetos uma punição divina por algum fracasso de sua parte e, no lugar de dar o ombro, aponta o indicador com hipócrita autoridade.

A víbora picando Paulo simboliza os inimigos que surgem nessas horas. Para Daniel, foi a cova dos leões. Para Sadraque, Mezaque e Abdnego, foi a fornalha ardente. Agora, reflita: se grandes homens foram alvo de inimigos ferozes, que dizer de nós?