quinta-feira, 14 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - IV

Sabendo que finanças é uma das áreas mais difíceis no relacionamento familiar, que se deve ter um registro de todas as despesas e que se deve evitar a todo custo o desperdício, você precisa trabalhar o orçamento doméstico.

Ao contrário do que possa imaginar, o orçamento doméstico não é para os momentos de crises financeiras. Ele é o norteador de toda caminhada nessa área. O orçamento não deve ser visto como mecanismo para corrigir erros cometidos, mas como planejamento para alcançar melhor resultado no uso dos recursos. Claro, se o erro é exatamente a falta de planejamento nessa área, é hora de corrigir.

Uma boa prática é que todos os membros participem do planejamento e saibam qual é a realidade financeira da família. Isso evitará tensões quando se desejar um gasto que não poderá ser atendido.

Usando recursos da tecnologia com planilhas ou anotações numa folha de caderno, o importante é que o orçamento contemple as despesas fixas, dívidas, pagamentos, gastos eventuais, além da rotina normal de uma casa. No final, o ideal é que uma sobra entre 10 e 20% seja percebida, que fará parte de um planejamento de poupança para futuros problemas a enfrentar.

Lição básica no orçamento: você deve ganhar mais do que gasta. Normalmente, pensa-se que se deve gastar menos do que ganha. Dá no mesmo, mas penso que é mais motivador pensar em ganhar mais, agregando outras possíveis receitas, do que a tensão de gastar menos.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - III

Um dos grandes problemas financeiros nas famílias é o desperdício. É o que chamamos de ralos. Recursos que somem pelos ralos.

Como exemplo, veja bem: normalmente, toda família brasileira gosta de café e faz uso dele duas vezes ao dia, pela manhã e à tarde. Imagine que uma família jogue fora duas xícaras pequenas de café que sobraram da manhã e duas xícaras da tarde. Quatro xícaras pequenas de café não representam muito. Mas raciocine: no final do mês, são 120 xícaras. No final do ano, 1440. Para efeito de arredondamento, considerando que o ano tem 365 dias e que você pode jogar um pouquinho mais de duas xícaras de cada vez, pensemos em 1500 xícaras durante o ano. Agora, multiplique isso pelos anos que se faz café em sua casa. Caso sejam 40 anos, são 60 mil xícaras de café. Aí o valor representa alguma coisa, concorda?

Para acertar a área financeira de sua vida, você precisa estar atento aos desperdícios. É cultura brasileira desperdiçar as coisas. E você observar direitinho, perceberá que muitos recursos estão indo pelo ralo, ou seja, você está desperdiçando.

Há um claro ensino de Jesus na multiplicação dos pães sobre evitar o desperdício. Ele mandou recolher o que sobrou. Provavelmente, seria reaproveitado.

Desperdiçar é pecado, até porque o que alguns desperdiçam poderia ser a solução para o sofrimento de muitas pessoas.

Então, a partir de hoje, segunda lição: evite a todo custo o desperdício.