terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Babel ou Betel? - Conclusão

O verso dezoito de Gênesis vinte e oito traz uma informação bem no início muito relevante: “Na manhã seguinte”. É o dia seguinte da experiência do sonho da escada e a conclusão que Deus estava ali.

No dia seguinte é muito mais do que uma identificação cronológica. É uma mudança de atitude. É um novo caminho. É uma firme convicção que não deseja continuar como acontecia até então. É um assumir de novos propósitos.

A maior contribuição que os cristãos podem apresentar à sociedade não é o que acontece nos templos nas celebrações, seja no domingo ou noutro dia da semana. É o que vai acontecer na segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado. Que faremos de maneira prática no dia a dia com o que cantamos, ouvimos e falamos no templo? 

E é triste concluir que o dia seguinte tem sido árido, improdutivo e, em alguns casos, desolador. Cristãos trapaceiros como Jacó e sem desejar uma experiência que mude o procedimento.

Hoje é o dia seguinte. Que novidade você precisa apresentar em sua caminhada. Lembre-se: Jacó não foi mais o mesmo!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Babel ou Betel? - XI

A atitude de adoração de Jacó após o evento miraculoso não apresentava conteúdo apenas teórico, ele assume um voto prático.

Seu voto é precedido das seguintes condições: se Deus for comigo, se me guardar nesta jornada, se me der pão para comer, se me der roupa para vestir e se eu voltar em paz para a casa de meu pai. Deve-se compreender que Jacó fazia parte do início da revelação progressiva de Deus, pouco conhecimento era a realidade, daí se entender as condições estabelecidas. A maturidade cristã, depois da revelação completa, não comporta apresentar condições a Deus.

Seu voto incluía:  o Senhor será o meu Deus, a pedra, que pus como coluna, será a casa de Deus e, de tudo o que me concederes, certamente te darei o dízimo.

Independentemente do que fizer por nós, o Senhor deve ser o nosso Deus, a adoração deve ser uma experiência permanente, chova ou faça sol, e a gratidão, na devolução do dízimo, uma experiência prazerosa. Quando alguém disser que dízimo é da lei, mostre a experiência de Jacó, que reproduzia a experiência de seu avô Abraão. A lei veio quatrocentos anos depois.