Ao ler Eclesiastes e compará-lo com outros livros, o leitor é provocado a uma pertinente reflexão: vale a pena viver? A vida vale a pena? Não resolvendo de maneira prática essa aparente contradição, muitos o veem como um livro deprimente, pessimista, fatalista, materialista, inútil, fútil, irrelevante e desprezível.
Calma, vá devagar, não se precipite, como diz o Chapolin Colorado, “não priemos cânico”. Espere o final do livro. O que o Pregador, no caso, Salomão, quer ensinar é que a vida sem Deus é vazia, é passageira. Na poesia “Folha Seca”, Jair Pires destacou: “Eu comparo a vida do homem sem Deus / Como uma folha seca caída no chão / Que vai para onde o vento levar / Tudo é tristeza, tudo é solidão / Seu viver é triste, tão cheio de dor / Seus dias turbados, sem consolação / Assim é a vida do homem sem Deus / É uma folha seca caída no chão”.
A rigor, todos os homens são como folha seca. O que diferencia uns dos outros é a relação com Deus pela fé em Cristo. É isso que Salomão quer ensinar.
Você vive com a consciência de que nada somos, por isso, precisamos de Deus?

