Até o capítulo dez, encontramos Salomão totalmente amargo e desequilibrado, tendo alguns lampejos de sobriedade e equilíbrio. No capítulo onze, esse quadro ganha cores especiais. Para mim, é o capítulo que marca a volta por cima de Salomão. Vamos considerar que ele sai do quadro gravíssimo de depressão e começa a ver sentido na vida.
Não me lembro o autor, mas me ocorre um pensamento muito oportuno: “Não há dias cinzentos para aqueles que sonham colorido”. Os dias continuavam cinzentos, mas, agora, ele tem os sonhos coloridos. A vida é assim: podemos ver cores cintilantes onde tudo parece preto e branco.
Que mudou para que sua atitude mudasse? Provavelmente, nada ao redor, mas ele mudou. E sua mudança passa por uma perspectiva muito pertinente: deixa de olhar para o seu umbigo e olha para o próximo. Ele deixa de ser o centro da vida e entroniza o próximo em sua existência. Veja o que diz o verso primeiro do capítulo: “Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás”. Sua atitude é de solidariedade.
Quer uma vida colorida? Pense mais no próximo.

