quarta-feira, 31 de julho de 2019

Desentulhando poços - Conclusão



Assim que termina a batalha entulha e cava novos poços e o Senhor lhe aparece, confirmando a promessa, Isaque levanta um altar e invoca o nome do Senhor ao tempo em que arma a sua tenda. E o período tenso tem o seguinte desfecho: “os servos de Isaque abriram ali um poço”. Agora, sem a maldosa ação dos inimigos, os entulhadores de poços.

Levantar um altar significa adorar. Adoração é reverenciar a Deus. É reconhecer sua soberania e domínio sobre todos. Nenhum inimigo é capaz de impedir os planos do Senhor.

A adoração não tem como fundamento apenas o que Deus faz. A essência da adoração está na pessoa de Deus, quem Ele é. Devemos adorá-lo não pelo que Ele faz, mas por quem Ele é.

Passada a turbulência e a confirmação do Senhor, Abimeleque e assessores vão ter com Isaque e apresentam a razão: “vimos claramente que o Senhor é contigo”.

Deus não nos garante ausência dos entulhadores de poços em nossa caminhada. Mas garante sua presença conosco para cavarmos novos poços. Precisamos confiar n’Ele e trabalhar, Ele vai à nossa frente!

Desentulhando poços - IX

Em Berseba, Isaque tem renovada a promessa do Senhor. O Senhor lhe apareceu de noite e disse: “Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas, porque eu sou contigo; abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão, meu servo”.

A referência “eu sou o Deus de Abraão, teu pai” é muito mais do que uma referência histórica. É a garantia de sua direção na história. O Deus que dirige a sua vida hoje é o mesmo que dirigiu a de seus pais, de seus avós, bisavós e de todas as gerações passadas. Nada acontece fora de seu controle, de seu governo.
            
O “eu sou contigo” é muito mais do que apenas a garantia de sua presença. É a coragem que nos fortalece para não temermos. Assim, Deus fala: “não temas!”. Quem está com o pai não tem medo. É possível que Isaque tenha se lembrado daquela caminhada com seu pai quando seria oferecido. Naquele dia, ele aprendeu a lição “Deus proverá”. E de onde menos se esperava surgiu a provisão.
            
De que você tem medo hoje? Lance o medo sobre o Senhor. Ele proverá tudo.

Desentulhando poços - VIII


Assim que cessou a guerra dos poços, Isaque dirigi-se à Berseba. O significado de seu nome é bem sugestivo: terra da promessa.
            
Está lembrado da promessa divina a Isaque? Gênesis 26.2-4 registra: “E apareceu-lhe o Senhor, e disse: Não desças ao Egito; habita na terra que eu te disser; peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão teu pai; E multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e darei à tua descendência todas estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da terra”.
            
Entre a promessa feita e a promessa cumprida há uma caminhada bem longa. E na caminhada, dias ensolarados e dias chuvosos, situações fáceis e situações difíceis, campinas, montes e vales, saúde e enfermidade.
            
Numa ou noutra circunstância, o segredo é: crer na promessa divina. O poeta escreveu: “Deus promete grandes coisas conceder a qualquer que peça, crendo que há de obter”.
            
Independente das circunstâncias, creia nas promessas do Senhor!

Desentulhando poços - VII

Ao cavar o último poço e nomear Reobote, Isaque apresenta uma razão, está no verso vinte e dois de Gênesis vinte e seis: “Porque agora nos deu lugar o Senhor e prosperaremos na terra”.
            
É muito comum numa grande vitória, sobretudo depois de grandes batalhas, a pessoa se esquecer que ela veio do Senhor e trilhar a estrada do mérito pessoal.
            
O inimigo logo aparece e sugere que a habilidade foi a razão da vitória na batalha. E não é absurdo que caiamos na armadilha, pois a maior batalha que temos é dentro de nós mesmos, nosso orgulho.
            
Logo depois, caminha-se na estrada da perseverança como fundamento para conseguir tal feito. E por aí vai, é outra batalha que se trava, agora, não mais contra inimigos externos, mas contra o próprio interior.
            
Não se desconhece a habilidade e perseverança de Isaque, mas ele sabe que não foram determinantes para enfrentar a batalha. Ele é claro: Deus nos deu lugares amplos e prosperaremos porque Ele assim quer.
            
Lembre-se de Deus com a mesma intensidade, esteja em Eseque, Sitna ou Reobote. A Ele, a honra e a glória!

Desentulhando poços - VI



“Isaque cavou outro poço, e não brigaram sobre ele; deu o nome de Reobote, e disse: o Senhor nos deu lugares amplos, e crescemos nesta terra” - Gênesis 26.22.

Um poço teve o nome de Eseque, ou seja, contenda. Um outro, Sitna, inimizade, luta. Mais um poço é cavado e seu nome é Reobote. Signifca “alargamento, lugares amplos”.

Os entulhadores de poços tem um limite para suas maquiavélicas ações. Eles não são tão poderosos assim. Quando descobrem que estamos firmes no propósito de prosseguir no ideal de Deus, eles desistem. Até porque a palavra garante que “não vem sobre nós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não nos deixará tentar acima do que podemos, antes com a tentação dará também o escape, para que a possamos suportar” - I Coríntios 10.13.

O ensino que está implícito é: quando não desistimos da batalha e continuamos obedecendo ao Senhor, experimentamos vitórias nunca imaginadas. Deus tem lugares amplos para aqueles que não desistem.

É possível que você esteja na etapa de Eseque, contenda. Ou na Sitna, inimizade, luta. Prossiga, não desista, o Reobote chegará, Deus tem lugares amplos para você!


terça-feira, 30 de julho de 2019

Desentulhando poços - V

E a batalha não para na caminhada de Isaque. O próximo poço recebe o nome de Sitna. Sitna significa inimizade, luta.

Atente bem para a progressão: entulha poços, plano físico. Contenda, plano emocional, moral. Agora, inimizade, luta, plano espiritual.

Efésios 6.12 registra: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”.

Na luta espiritual, as armas não podem ser carnais. É muito difícil detectar se uma batalha é ou não espiritual, mas, na vida do cristão, em sua maioria, as lutas serão ou passarão a ser espirituais. Quando originalmente não for batalha espiritual, dependendo das reações, passa a ser, pois o inimigo é traiçoeiro.

Por isso, toda a atenção é necessária. Nada de precipitação. Use as armas espirituais desde o início. Não espere a batalha se intensificar para pedir socorro a Deus.

Estão entulhando seus poços, busque a direção divina.


Desentulhando poços - IV

O que era uma batalha apenas no campo físico, entulhar poços, se intensifica e se transforma numa contenda.

O verso 20 de Gênesis 26 registra: “Os pastores de Gerar contenderam com os pastores de Isaque, dizendo: Esta água é nossa. Por isso, chamou o poço de Eseque, porque contenderam com ele”.

Eseque significa contenda. Na contenda, o sentido de rivalidade se apresenta. Não era mais uma disputa por um bem, era uma rivalidade que envolvia tentativa de obstáculos para que o plano maior se realizasse. Isaque era filho da promessa e a guerra era em outro plano.
            
Sempre que estivermos envolvidos com pessoas que entulham nossos poços, precisamos ter discernimento para descobrir o que, realmente, está por trás de tudo. Nem sempre o que aparece é verdadeiramente o que é.

Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal” - Hebreus 5.14.

É possível que uma ação má por parte de alguém seja, na verdade, uma cilada para nos derrotar espiritualmente.
           

Desentulhando poços - III

Ainda que tenha optado por trabalhar em vez de brigar, Isaque não vê o problema resolvido imediatamente. Os inimigos intensificam suas ações de maldade e entulham também o novo poço.

É ingenuidade, ou imaturidade espiritual, concluir que uma luta cessará imediatamente após a ação humana de enfrentamento. Há batalhas que durarão por muito tempo. E algumas podem assumir intensidade ainda maior mesmo que caminhemos obedecendo à vontade divina.

Isaque não titubeia: “tá bom, cavei um poço, vocês entulharam. Cavei outro poço, vocês entulharam. Vou cavar outro!”. A palavra é: perseverança. Desistir diante das dificuldades é prova cabal que o que se empreendia não era tão importante. Persistir na caminhada submetida à vontade do Senhor sinaliza consciência de missão.

Quando surge uma batalha na sua caminhada, você desiste ou persiste? Dependendo de sua reação, você revelará que tipo de pessoa é. O ensino de Isaque é: não desista, quantos poços precisar, eu vou cavar!

Entulharam seu poço? Cave outro. Entulharam o outro? Cave outro.
           

Desentulhando poços - II

Tudo dando certo para Isaque, colheita abundante, prosperidade em alta, vida tranquila, os homens de Gerar, por inveja, começam a persegui-lo. A forma encontrada por eles foi entulhar os poços da propriedade de Isaque.

Na vida, há os entulhadores e os desentulhadores de poços. Há pessoas que sentem prazer em jogar terra nos poços cavados por outros. Diante do problema, Isaque enfrenta o dilema: brigar ou trabalhar.

Tal dilema alcança todas as pessoas. Diante da dificuldade causada pelos entulhadores, você pode brigar ou trabalhar. Isaque preferiu trabalhar. Ele reage assim: “tá bom, vocês entulharam meu poço, eu vou cavar outro”. E assim o fez.

Perdemos tempo quando queremos enfrentar os entulhadores de poços com briga, o segredo é trabalhar. Lembre-se de Efésios 6.12-13: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”.
           

Desentulhando poços - I

O capítulo 26 de Genesis narra que Isaque, filho de Abraão, está em Gerar. Deus o ordena a não descer ao Egito e lhe faz promessas. Ele prontamente obedece a ordem divina.

Os homens daquele lugar ficam encantados com Rebeca e querem saber quem é. Isaque titubeia, duvida da proteção do Senhor e, com medo dos homens a tomarem como esposa, diz que é sua irmã. O mesmo homem que obedece prontamente a Deus, é o homem que duvida. Nós somos assim: ora com relacionamento íntimo com Deus a ponto de obedecê-lo sem duvidar, ora amedrontados com o que pode nos fazer o homem.

O rei Abimeleque, ao vir Isaque acariciando Rebeca, conclui que não é sua irmã, questiona-o e repreende-o pela possibilidade de ter causado uma tragédia.

Em Gerar, Isaque semeia e, com a bênção do Senhor, colhe em abundância. Colheita plena, cem por um.

O homem que obedece, é o homem que duvida, é o homem repreendido por um estranho e é o homem que colhe com abundância. O que conquistamos não é por nossa fidelidade, mas por causa da fidelidade do Senhor.


segunda-feira, 29 de julho de 2019

Pr. Elildes Junio, Presidente da Convenção Batista Fluminense - Discurso de Posse

Pr. Elildes Junio Macharete Fonseca

Queridos irmãos,

Sou grato a Deus por estar vivendo este momento, porque amo a nossa denominação e tenho profunda alegria em servir, independentemente de cargos.

Sei que diante de mim e desta diretoria está uma grande responsabilidade. A tarefa não é simples, mas se tornará prazerosa, porque a encararemos como um ministério.

Também descansaremos nas palavras de Ezequias, como fez o povo nos tempos de Senaqueribe: “Esforçai-vos, e tende bom ânimo; não temais, nem vos espanteis, por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele, porque há um maior conosco do que com ele. Com ele está o braço de carne, mas conosco o Senhor nosso Deus, para nos ajudar, e para guerrear por nós” (2 Crônicas 32.7-8).

O Senhor está conosco! A Convenção Batista Fluminense pertence a Ele. A obra vai continuar e vai avançar.

A cooperação é a nossa marca. Somos assim, gostamos de ser assim. É uma questão de princípio, de estilo de vida, do jeito batista de ser.

É abençoador saber que entre nós não há partidarismos. A diretoria que entra não é oposição à diretoria que sai, muito pelo contrário, aqui somos todos um “time”. Estamos no mesmo barco, dando continuidade ao trabalho.

Por isso, já assumimos que contaremos com a experiência daqueles que nos antecederam, somando forças, porque a nossa vitória é comum.

Sei que represento também a juventude, os pastores jovens. Tenho 37 anos de idade, 15 anos de consagração ao ministério pastoral, ainda tenho muito a aprender. Uma vez, no Acampamento Batista em Rio Bonito, o Pr. Edgard Antunes estava me encorajando em relação à liderança na denominação e dizia ele: “eu vi todos esses últimos presidentes começarem. Todos erraram bastante e, com o tempo, foram pegando o jeito”. Contarei com a paciência de vocês, porque minhas pernas tremem diante de tamanha responsabilidade.

Continuaremos na mesma direção, que é a única direção: elevar o nome de Jesus. Estamos aqui para isso. O que nos motiva diariamente é o alvo de ganhar o Estado do Rio de Janeiro para Jesus. Esse é o foco. A Convenção está aqui para servir às igrejas nesse propósito.

Contamos com as igrejas, a base de tudo. Contamos com as Associações, parceiras fundamentais na obra denominacional. Contamos com as Organizações, nossas joias que “fazem a máquina girar” brilhantemente. Contamos com cada segmento de nossa Convenção. Contamos com os gestores, essa equipe de primeira grandeza, capitaneada pelo nosso diretor executivo. Contamos com os pastores, servos valiosos, vocacionados de Deus. Contamos com a liderança em geral.

Ainda há muito para falar, mas, com certeza, essa não é a hora. Quero apenas agradecer e encerrar.

Agradeço a Deus, Senhor nosso, razão absoluta de tudo e de todos nós.

Agradeço a minha família, minha esposa Thaís e minhas filhas Elisa e Luísa. Amo essas três pérolas. Minhas riquezas!

Agradeço aos meus pais, Elildes e Maria.

Agradeço à Primeira Igreja Batista no Bairro São João, onde Deus tem me concedido a honra de servir há sete anos. Um povo muito especial!

Agradeço aos meus amigos, pelo apoio e incentivo. Muitos pastores me incentivaram a sempre estar disponível para o Senhor na liderança denominacional. Tenho medo de ser injusto citando nomes. Vou resumir num fato: em São Francisco do Itabapoana, pela primeira vez, fui indicado para a presidência da Convenção. Lembro-me como se fosse hoje das palavras do Pr. Eber Silva: “Deus não me fez indicar seu nome à toa e tive a comprovação de que fiz o certo ao indicá-lo”. Obrigado, amigos pastores, pela confiança. Obrigado, pastores Eber Silva, Alair Lima, Nilson Godoy, Neemias Lima, Hudson Galdino, José Maria de Souza, Felipe Oliveira, Clademir Faria, Geraldo Geremias, Matheus Rebello... entre tantos outros incentivadores.

São Gonçalo está marcando a minha vida mais uma vez. Nesta terra fui consagrado ao ministério pastoral, na Primeira Igreja Batista em Alcântara. Nesta terra encontrei minha esposa e a pedi em namoro no Shopping São Gonçalo, no Spoleto. Hoje, em São Gonçalo, assumo a presidência da Convenção Batista Fluminense. Mas, a primeira assembleia que participei foi há exatos 20 anos, em 1999, no Colégio Batista de Laranjal. Eu, um menino de 17 anos, fui trazido pelo Pr. Vanderlei Marins para conhecer e amar a denominação. Haveria tanta coisa boa para compartilhar... como não temos a noite toda, vou simplesmente resumir tudo na seguinte afirmação: está acontecendo 2019 porque houve 1999. Portando, Pr. Vanderlei, receba minha gratidão por tudo. Diante do senhor, eu sempre serei Elildes, nada mais que isso. Não ouse me chamar de presidente, se não, já quero de antemão declarar, que o senhor estará fora de ordem (rsrsrs).

Deus é bom!
Nova Diretoria da Convenção Batista Fluminense