terça-feira, 21 de abril de 2026

O dia hoje é Clara

Sim, o dia hoje é Clara, não claro, até porque não seria é, seria está. O dia hoje é Clara, nossa primeira netinha. Eu e Ilcimar estamos muito felizes. Deus nos presenteou com uma doce, sorridente e bela menina.

Exatamente, há um ano, na estrada para São Paulo, recebemos a notícia do nascimento, estávamos a quase 8 mil quilômetros de distância. Que vontade decolar literalmente no pensamento e aterrissar no hospital. Não foi possível. Ali mesmo, oramos em gratidão.

Eu e Ilcimar experimentamos a terceira geração. Que bondade do Senhor!

Clarinha, como chamamos carinhosamente, encontrou um sólido lar, ambiente coberto de amor e relacionamento maduro. Guilherme, nosso genro, e Raquel, nossa filha, oferecem o que há de melhor possível em todos os sentidos. Clara será uma bênção neste mundo, mercê da graça de Deus.

Clara vem do latim “clarus” e significa brilhante, luminosa. Seu brilhantismo e luminosidade vem do alto, do pai das luzes. No kairós de Deus, “a verdadeira luz, que ilumina a todo homem”, conforme João 1.9, iluminará sua vida e a alcançará para a vida eterna.

Clarinha, eu e Ilcimar estamos rogando “que o Senhor te abençoe e te guarde, que o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti. Que o Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz” - Números 6.24-26.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Espinhos que ferem - IV

Ninguém sente prazer em espinhos que ferem. O que normalmente fazemos é buscar um recurso para que eles sejam arrancados de nossa pele. Nem sempre conseguimos sucesso. Os espinhos continuam firmes provocando sofrimento e intensificando a dor.

Espinhos que ferem são uma metáfora, uma figura que revela alguma batalha com o sofrimento. Pode ser uma enfermidade, pode ser uma decepção amorosa, pode ser uma traição nos negócios, pode ser a perda de pessoas queridas, pode ser um familiar preferindo a vida do crime, pode ser um filho desobediente. Que espinho fere você? Que espinho tem tirado a sua paz? Não a paz eterna, mas a paz de viver com alegria neste mundo.

Caso os espinhos permaneçam e, mesmo com o pedido a Deus eles não são retirados, ainda assim podemos experimentar vitória: crescer na dependência de Deus e aprender com a situação. Foi o que Paulo fez. E ele aprendeu que Deus está no controle e seu poder se aperfeiçoa na fraqueza.

Não despreze os espinhos que ferem. Eles podem nos aproximar mais de Deus.

domingo, 19 de abril de 2026

Espinhos que ferem - III

Três vezes Paulo pediu a Deus para retirar o espinho de sua vida. Deus disse não. O espinho na carne de Paulo tinha uma função pedagógica: ensinar-lhe a não trilhar o caminho do orgulho. Diante da grandeza e sublimidade das revelações, o apóstolo poderia trilhar a estrada da exaltação, da soberba.

Não é incomum encontrar cristãos que, após um grande livramento do Senhor, seja de uma enfermidade ou de situação embaraçosa, se gabam e publicam em alto e bom som que sua fé foi determinante para a ação de Deus. Falam como se fosses os detentores da maior capacitação de fé em toda a história. Por certo, não eram melhores cristãos do que Paulo e, mesmo assim, Deus disse “não” a este.

Todas as experiências de livramento, de cura e solução experimentadas pelos cristãos são produto da bondade e misericórdia do Senhor e nunca do nível de espiritualidade detectado em suas vidas.

Ainda que o espinho em sua carne permaneça e você não tenha certeza de que ele sairá, mesmo assim, exalte ao Senhor. Ele está dizendo para você: “arquei soi n káris mou”, “basta a ti a graça minha”.

sábado, 18 de abril de 2026

Espinhos que ferem - II

Você imagina ter um espinho na carne, pedir a Deus para retirá-lo e a resposta for “a minha graça te basta”? Ou seja: o espinho vai continuar te ferindo, mas você terá a minha graça, ela é bastante.

É muito compreensível se Paulo replicasse: como a tua graça me basta, eu tenho um espinho me ferindo? Eu tenho dor. Eu estou sofrendo.

O espinho me angustia.

O espinho me banaliza.

O espinho me chicoteia.

O espinho me danifica.

O espinho me escraviza.

O espinho me fere.

O espinho me golpeia.

O espinho me humilha.

O espinho me inferioriza.

O espinho me julga.

O espinho me limita.

O espinho me machuca.

O espinho me neurotiza.

O espinho me oprime.

O espinho me prejudica.

O espinho me quebra.

O espinho me recalcitra. 

O espinho me subjuga.

O espinho me traumatiza.

Esse espinho me usurpa.

Ele me vence.

O espinho me dá uma coça.

O espinho me zombeteia.

Mas Paulo não reage assim e aprende uma lição extraordinária: quando estamos quebrados é que Deus mais age em nossa vida. É na fraqueza humana que o poder divino se aperfeiçoa.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Espinhos que ferem - I

“Mas, para que eu não ficasse orgulhoso demais pelas coisas maravilhosas que vi, recebi uma doença dolorosa, que é como um espinho no meu corpo. Ela veio como um mensageiro de Satanás para me dar bofetadas. Três vezes orei ao Senhor, pedindo que ele me tirasse esse sofrimento. Mas ele me respondeu: “A minha graça é tudo o que você precisa, pois o meu poder é mais forte quando você está fraco” - II Coríntios 12.7-9.

Versões antigas registram “espinho na carne” e “a minha graça te basta”.

A experiência aconteceu nada mais nada menos com o apóstolo Paulo. Sim, o grande e famoso apóstolo Paulo tinha um espinho na carne.

Muita gente quer saber que espinho era esse. Há quem sugira ser um problema familiar, um problema físico na visão ou a culpa por sua vida pregressa em perseguir os cristãos. Ninguém sabe que era, só Deus e Paulo sabem.

Paulo orou três vezes e Deus respondeu: “A minha graça te basta”. Em grego “arquei soi n káris mou”, “basta a ti a graça minha”.

Algum espinho ferindo e você pediu sua retirada? Deus responde: “A minha graça te basta”.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Tudo é possível para Deus - IX

“Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece” - Filipenses 4.13.

Nem sempre perfeitamente entendido, este verso, em vez de garantir a realização de grandes e extraordinários feitos, garante a capacidade recebida pelo cristão de enfrentar todas as dificuldades. Considerando os versos anteriores de Filipenses 4.13, será percebido que Paulo falava de “poder passar necessidades, enfrentar batalhas, viver com escassez”. Não era poder para realizar, era poder para suportar lutas.

É possível, sim, enfrentar com galhardia as batalhas.

É possível, sim, perseverar na caminhada, mesmo que tudo conspire para você desistir.

É possível, sim, estampar o sorriso ainda que o tempo imponha o chorar.

É possível, sim, acreditar que a vitória virá quando tudo estiver em aparente derrota.  

É possível, sim, perdoar o ofensor, ainda que ele tenha causado tanta dor e não se curvado suplicando o favor.

É possível, sim, ter esperança, ainda que o tempo se feche e a luz do sol tenha se escondido.

Mas, tudo isso só será possível com a intervenção do Deus do impossível.

terça-feira, 14 de abril de 2026

Tudo é possível para Deus - VIII

Os discípulos de um rabino esperavam receber dele o ensino capaz de lhes fazer diferentes, reconhecidos e, em certo sentido, superior aos outros. Paulo fazia questão de testemunhar que estudou aos pés de Gamaliel. Muito provavelmente, Pedro esperava esse reconhecimento também.

Nós somos assim, sempre esperamos que nossas ações redundem em algum tipo de benefício ou reconhecimento. É muito comum encontrar pessoas que registram o lamento: “Eu fiz tudo o que podia, me esforcei muito, e olha o que ganhei!”. Inclusive no próprio reino de Deus.

Jesus sinaliza para os discípulos que tudo isso era possível pelo próprio esforço e dedicação humanos, mas que o impossível só poderia vir de Deus. Por isso, ele afirma: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quando chegar o tempo em que Deus vai renovar tudo e o Filho do Homem se sentar no seu trono glorioso, vocês, os meus discípulos, também vão sentar-se em doze tronos para julgar as doze tribos do povo de Israel. E todos os que, por minha causa, deixarem casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou terras receberão cem vezes mais e também a vida eterna” - Mateus 19.28-29.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Tudo é possível para Deus - VII

A pergunta de Pedro “que é que nós vamos ganhar” não é tão ridícula assim, se considerarmos que, no fundo, no fundo mesmo, nós também somos tentados a fazer tal indagação. “Que vantagem eu terei, seguindo a Jesus?” é uma realidade presente na vida de todos e, por incrível que pareça, não é algo pecaminoso em si.

Raciocine comigo: se uma pessoa convidada a seguir o caminho contrário a Jesus assumisse a mesma condição, ou seja, se perguntasse “que vantagem eu terei, desobedecendo a Deus?”, certamente, não continuaria em sua escalada decadente do pecado.

O problema, na verdade, não era a consulta de Pedro. O problema era a motivação. Quando você pensa em levar vantagem ao seguir a Jesus, que tipo de vantagem você está pensando. Se a motivação passa pelos critérios materiais, você pode conseguir de outra forma. Mas perdão para os pecados, paz interior, capacidade de perdoar, vida motivada pelo amor, certeza de salvação, segurança de vida eterna e esperança do céu, tudo isso é impossível aos homens e só é possível para Deus.

Não busque o que é possível, busque o que só o Deus do impossível pode realizar.

domingo, 12 de abril de 2026

Tudo é possível para Deus - VI

Logo após a declaração de Jesus, afirmando que “para os seres humanos isso não é possível; mas, para Deus, tudo é possível”, Pedro entra em cena e indaga: “Nós deixamos tudo e seguimos o senhor. O que é que nós vamos ganhar?” - Mateus 19.27. Em outras palavras, “Senhor, que vantagem nós vamos ter em te seguir?”.

Pedro, nessa observação, representa o grupo dos que desejam obter vantagem por seguir a Jesus. E esse grupo não é pequeno, pelo contrário, é bem numeroso. E é tão perigosa tal tendência que até mesmo cristãos comprometidos podem ser sutilmente infectados por esse vírus. Não seria o caso de pessoas que refletem: “Senhor, por que isso está acontecendo comigo? Eu te sirvo há tanto tempo, eu sou um cristão ou cristã, e por que permites que essa situação aconteça comigo”? Em certo sentido, o questionamento não é parecido com o “Senhor, que vantagem eu tenho em te seguir?”.

Testemunhos do tipo, “antes eu era um falido, não tinha carro, agora, depois que me tornei cristão, paguei todas as minhas dívidas, tenho três carros zero” não revelam verdadeiramente as vantagens de seguir a Jesus.

sábado, 11 de abril de 2026

Tudo é possível para Deus - V

Ao ouvirem Jesus declarar da dificuldade de pessoas cujo coração está nas riquezas entrar no reino de Deus, “os discípulos ficaram muito admirados e perguntavam: Então, quem é que pode se salvar?” - Mateus 19.25.

Mateus 19.26 registra: “Jesus olhou para eles e respondeu: Para os seres humanos isso não é possível; mas, para Deus, tudo é possível”.

É impossível às pessoas amarem a Deus sobre todas e em primeiro lugar. Segundo o apóstolo do amor, João, “nós amamos a Deus porque Ele nos amou primeiro”.

É impossível às pessoas colocar Jesus em primeiro lugar em suas vidas, sua inclinação é para a desobediência.

É impossível às pessoas ter seus bens materiais como servos em vez de senhores, tendo como oportunidades dadas por Deus para servir a todos, independentemente de sua religiosidade.

É impossível às pessoas chegarem aos céus sem a intermediação e obra de Jesus Cristo.

E no centro dessas impossibilidades, eu e você somos convidados a descansar nossa vida no Deus das possibilidades. Não há impossível para Deus! Ele é capaz de fazer o impossível tornar-se possível.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Tudo é possível para Deus - IV

“Jesus então disse aos discípulos: Eu afirmo a vocês que isto é verdade: é muito difícil um rico entrar no Reino do Céu. E digo ainda que é mais difícil um rico entrar no Reino de Deus do que um camelo passar pelo fundo de uma agulha” - Mateus 19.23-24.

Na verdade, pelo contexto, o que Jesus desejava enfatizar era: é muito difícil uma pessoa que coloca seu coração no seu tesouro entrar no reino de Deus. Assim como o rico não está impedido de entrar no céu, o pobre não tem garantido o seu acesso. Tanto rico e pobre precisam ter Jesus como tesouro mais importante em suas vidas. Conheço muitos ricos que o tesouro de suas vidas não é o dinheiro nem suas posses e, também, conheço pobres que o seu coração está em suas pequenas economias.

Sempre que assentarmos nosso coração em tesouro que não seja Jesus, o final será experimentar a tristeza. Veja que ironia: o jovem rico saiu triste da presença da plenitude da alegria. Por que isso aconteceu? Porque nenhum tesouro, por mais valioso que seja, é capaz de garantir a alegria permanente. Apenas Jesus é capaz desse milagre.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Tudo é possível para Deus - III

O coração daquele jovem rico não estava em Jesus, estava, sim, em seus bens materiais. Lucas 12.34 registra: “Onde estiver o seu tesouro aí estará o seu coração”. A Nova Tradução da Linguagem de Hoje registra assim: “Pois onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês”. A inversão da ordem não altera: “Onde estiver o seu coração aí estará o seu tesouro”.

Há quem pense que o tesouro está sempre relacionado a dinheiro, à riqueza. Não, necessariamente. O tesouro é tudo o que representa grande valor para nós. Pode ser o trabalho, a família, o lazer, o time de futebol, o carro, a vaidade com o corpo, a academia e o dinheiro também. O que ocupar o primeiro lugar em nossa vida será o nosso maior tesouro. E por esse tesouro somos capazes de fazer qualquer coisa, até deixar Jesus em segundo plano.

O grande problema é que nenhum tesouro terreno tem existência para sempre. Tudo passa. Há quem argumente que aquele jovem perdeu todos os seus bens anos depois com a destruição de toda a região.

Que tesouro ocupa o primeiro lugar em seu coração? Em que tesouro o seu coração está?

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Dc. Athel Antunes Fernandes

Interrompo a série “O Deus do impossível” para uma homenagem especial.

Ontem, nos depedimos do nosso querido irmão Athel Antunes Fernandes. Nascido em 11.11.1930, experimentou uma vida longeva, alcançando mais de 95 anos, descansando no Senhor no dia 05.04.2026.

Casado com Zélia Bastos Fernandes, teve 4 filhos: Elias, Lígia, Lídia e Lídice, quatro netos, Felipe, Letícia, Eliza e Elis, além de vários outros considerados que trabalhavam com ele ou para ele.

Foi um dos mais dignos e honrados membros da Igreja Batista do Braga. Consagrado ao Diaconato, foi membro fundador da Igreja e exerceu muitos cargos ao longo de sua trajetória, sempre com muito zelo e amor. Foi Vice-presidente da Igreja e Presidente do Corpo Diaconal por vários anos. Também dirigiu o Culto de Oração Missionário enquanto experimentou saúde. Sua vida, exemplo e dedicação foram, mercê da graça de Deus, decisivos para a solidificação da Igreja em seu início. 

Como Igreja, testemunhamos que ele "combateu o bom combate, completou a carreira e guardou a fé" - II Timóteo 4.7.

Descanse em paz, meu amigo e ovelha, até nos reencontrarmos.

terça-feira, 7 de abril de 2026

O Deus do impossível - II

Para os seres humanos isso é impossível; mas, para Deus, tudo é possível” - Mateus 19.26. Por que Jesus fez essa afirmação? No contexto da declaração, tudo tem seu início no diálogo de Jesus com um príncipe dos judeus. Sua inquietação era saber o que precisava fazer para ser salvo. Jesus, estrategicamente, conversa com ele sobre sua prática religiosa. Ele era exemplar, cumpria tudo à risca desde novinho.

Jesus, então, amplia o diálogo e o faz refletir sobre onde estava realmente o coração dele. Após orientar que deveria vender tudo o que tinha e distribuir com os pobres, Jesus o vê retirar-se de sua presença e o registro bíblico informa que ele retirou-se triste. É o único registro na Bíblia informando que alguém saiu triste da presença de Jesus. 

Jesus não desejava os bens dele. E nem estava sugerindo uma compra dos favores celestiais. Jesus queria mostrar-lhe que seu coração estava nos bens materiais. Sua religiosidade era de fachada. É impossível ao homem voltar-se para Deus com suas próprias forças, seu coração sempre o trairá.

segunda-feira, 6 de abril de 2026

O Deus do impossível - I

“Jesus olhou para eles e respondeu: Para os seres humanos isso é impossível; mas, para Deus, tudo é possível” - Mateus 19.26.

Uma das grandes provocações na vida é a pessoa achar que ela pode, por ela mesma, resolver tudo que surgir em sua caminhada. Todo ser humano pode desenvolver a Síndrome do Imperador que, alojada em sua mente, emerge sempre procurando tomar o controle da situação. A famosa carteirada “você sabe com quem está falando?” é um flash dessa tendência. Em outras palavras, quer dizer: “você sabe que tenho mais poder do que você?”. 

Diante de situações que incomodam, é possível também a reação: “ele ou ela vai ver com quem está lidando, hoje mesmo vou dar um jeito nessa situação, quem manda aqui sou eu!”.  

É verdade que ao homem é concedido algum poder, mas sua maturidade será verificada quando entender que, por si mesmo, nenhum poder tem. Somos como um minúsculo ser, um verme, no complexo que é a vida.

Sendo assim, a melhor decisão de sua vida é: eu nada posso, mas confio minha vida, minha agenda, meus projetos àquele que tudo pode. Para Deus, não há impossível!

domingo, 5 de abril de 2026

Dia da Alegria

Depois da sexta-feira angustiante

E do sábado inteiro silencioso,

Chega o domingo radiante

E, com ele, a vitória do Poderoso.


A esperança novamente ressurgiu,

Os tambores infernais silenciaram-se.

Do túmulo, o Salvador saiu,

As mulheres felizes anunciaram.


Tomé disse não acreditar,

Precisava ver para crer,

Recebeu do ressuscitado a lição:

O melhor é crer para ver.

Bem-aventurados o que não viram

E creram na ressurreição,

Felizes os que prosseguem na esperança

De irem para a celestial mansão.


A mulher samaritana sussurrou para o esposo:

“Eu tinha esperança, era Ele, não duvidei”.

Bartimeu celebrou com sua casa:

“Ele me chamou, me amou, eu o amei”.

Zaqueu, cercado de servos, testemunhou:

“Nem um centavo mais de alguém tomei!”.

E Simão, o voluntário Cireneu, 

Ainda com marcas da pesada cruz,

Não se cansava de gritar:

“Valeu a pena, valeu a pena,

Ressuscitou o meu Jesus”.


A vida apresenta a dor da sexta-feira,

Ensina a realidade do sábado silencioso,

Mas ressurge no domingo com ímpeto vigoroso

E nos alimenta com esperança:

A criança, o adolescente, o jovem, o adulto e o idoso.

sábado, 4 de abril de 2026

Dia do silêncio

Silêncio sepulcral em toda a região. Ontem, trevas em pleno dia. Choro, lágrimas, preocupações, medo e sofrimento. Em todas as conversas, lamento.

Dias depois, dois caminhantes na estrada de Emaús, evangelho de Lucas capítulo 24, revelam que tinham perdido a esperança. Com tristeza, declaram: “Nós esperávamos que fosse Ele quem remisse a Israel”.

Tomé assentou no coração a dúvida e se esqueceu de suas promessas, sofrendo o estigma que carregaria por toda a existência, apesar de seu amor leal a Jesus.

Pedro, envergonhado, desejava voltar ao primeiro ofício, pescador de peixes. E, por mais que se exalte sua intrepidez, é sempre lembrado como aquele que negou.

Entre a sexta-feira dolorosa e o domingo radiante, tem o sábado. O dia do silêncio. Silêncio ensurdecedor. Tudo parece estar perdido! A vida está morta!

Em apenas dois lugares havia celebração: no inferno, presumindo ter destruído o plano perfeito, o Salvador está morto. No céu, com a certeza de que o plano seguia seu curso como planejado, em poucas horas, as trevas seriam dissipadas pela luz.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Tetelestai

No calendário cristão, a sexta-feira chamada santa é o dia da morte de Jesus, nosso Salvador. Na programação dos católicos, hoje é o dia do silêncio, do luto, das dores. Outros cristãos lembram o dia como de dores e o celebram com programações diversas.

Mais do que uma programação no calendário, a semana, principalmente, os últimos dias dela, deve ser celebrada tendo como tema central a obra completa de Jesus em favor do homem perdido. Antes de experimentar o encerramento da passagem aqui, uma das palavras da cruz foi “está consumado”. Na língua grega, a palavra é tetelestai e o evangelho de João registra no capítulo 19.30. 

Tetelestai não é uma sinalização de derrota. É a celebração da vitória. Não estava relacionada à morte de um criminoso derrotado, uma vítima impotente morrendo contra sua vontade, mas de um vencedor. Seu significado, dentre outros, é a obra está completada, nada faltou, tudo foi cumprido, nem um pormenor, sequer, foi esquecido.

O Deus eterno tomou o nosso lugar na cruz para nos livrar da condenação. Ele fez tudo. Nada você precisa fazer, apenas se entregar a ele.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Dia da verdade

Para a cultura popular, hoje é o dia da mentira. Brincadeiras, piadas, pegadinhas e zoeiras promovem o cardápio e provocam boas risadas. Até aí, tudo bem, mas é bom refletir sobre como lidamos com o tema mentira em toda a nossa caminhada.

A Bíblia diz que o diabo é o pai da mentira e quem adota a prática torna-se companheiro dele. Jesus é apresentado como a verdade. Em João 14.6, ele declara: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Em João 8.32, temos: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. A verdade é o próprio Jesus.

Uma reflexão pertinente é: eu negocio com a verdade e trilho a estrada da mentira se tiver oportunidade ou alguma situação aflitiva se apresentar para mim? Todos responderemos com um sonoro não.

E a mensagem compartilhada sem o filtro da confirmação? Eu não sabia, argumenta-se. Tudo bem, mas imagine: você tem um filho pequeno, ele sente dor, alguém te oferece um suposto remédio num vidrinho, uma dose é ingerida e, logo depois, conclui-se que é veneno, com fatalidade. O fato de não saber evitou a consequência? Não. Assim acontece com as mentiras espalhadas.

No dia da mentira, fique com a verdade!