quinta-feira, 21 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - O mito da grama mais verde - Parte IV

O terceiro mito apresentado por J. Allan Petersen no livro O Mito da grama mais verde é: "O casamento me tornará feliz".

Segundo o autor, “ainda cremos que o casamento é a nossa grande esperança. Ele nos separará de nosso passado, nos dará todo o amor de que precisamos agora e nos garantirá uma velhice tranquila. ‘Felizes para sempre’ ainda consta em nossos sonhos”. 

Este mito é muito pernicioso, pois se há uma área da vida que pode tornar a pessoa muito infeliz é o casamento. Calme, não se precipite. Eu disse que pode, não que o casamento torne a pessoa infeliz. Mas ao mesmo tempo o casamento pode tornar a pessoa mais feliz da terra, logicamente que não desprezamos a obra que Cristo fez em nossa vida.

A rigor, a mentalidade de quem se lança à caminhada do casamento deve ser de tornar ou outro feliz. Isso acontecendo por parte dos cônjuges gerará um ambiente de harmonia, paz, compreensão e segurança no seio da família.

Responda sinceramente: no relacionamento com seu cônjuge, você trabalha para a felicidade dele?

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - O mito da grama mais verde - Parte III

O mito número dois apresentado por Petersen é "Vou encontrar o meu papel".

Tal expectativa no casamento é danosa. Na verdade, tentar encontrar o papel sinaliza uma procura sem critérios, uma proposta que pode ser ou não acertada. Ninguém deve se casar para encontrar algo ou se encontrar. O casamento é oportunidade para você cumprir um papel a partir de sua própria descoberta de quem você é e qual a sua missão nesta vida.

Deve-se cumprir bem o seu papel, mas, diz Petersen, “o fato de se assumir um papel e autoridade não é o mesmo que ter liderança em termos bíblicos. Eu posso assumir essa posição e ainda ser egocêntrico, mandão, tirânico. E, quando a minha atitude é errada, os meus relacionamentos se desfazem”.

Ele estemunha: “Eu era o chefe de minha família. Não havia dúvidas quanto a isso. Mas eu não entendia a receita de Jesus de que um líder é o servo de todos: dando, ministrando, redimindo. Eu podia dar ordens, mas não conseguia servir. Eu era decisivo, mas inflexível, não cedia nunca. Eu era um bom provedor, mas providenciava pouco encorajamento para os dons de minha esposa”. 

O seu papel como membro da família é buscar o bem do outro, seja o cônjuge, os filhos, os pais ou irmãos. Cumpra isso e sua família terá vencido uma grande batalha.

Série "Famílias Saudáveis" - O mito da grama mais verde - II

Para Petersen, “crer no mito meu casamento foi feito no céu propicia conforto e segurança falsos”. "Deus nos fez um para o outro" dá a entender que as nossas personalidades se encaixam perfeitamente - que os nossos temperamentos são complementares. Estamos despreparados para os choques de discórdia e conflito, ocasiões em que tudo aquece a fogueira - vem o impasse, se apresenta o beco sem saída, a ruptura”. 

Realça ainda Petersen, “este mito torna-se uma desculpa; quando o amor romântico fenece, a sua chama bruxuleia. A antiga vivacidade se vai, o seu cônjuge já não é o mesmo, e começa a deterioração. Então vem a desculpa: Para começar, acho que, na verdade, Deus não nos uniu. Talvez o nosso casamento tenha sido apenas secular, e realmente Deus não estava nele. Não foi ele que nos uniu; por isso é melhor nos separarmos”.

Cuidado com a grama que se parece mais verdinha, é falsa a impressão. Valorize seu casamento e família, Deus os abençoou! Cultive permanentemente atitudes que reguem as relações e os resultados aparecerão.

Série "Famílias Saudáveis" - O mito da grama mais verde - I

Na década de 80 do século passado foi traduzido para a Língua Portuguesa o livro “O mito da grama mais verde”. É de J. Allan Petersen. O livro alerta sobre a falsa impressão que o casamento do outro é melhor, a família do vizinho é melhor, partindo da ideia que o boi tem, segundo alguns, por um problema na visão, que o pasto do outro lado da cerca é mais verdinho. 

Num dos capítulos, o autor destaca “Os mitos e lendas acerca do casamento”.

Mito número um: "Meu casamento foi feito no céu". Há quem pense que Deus escolheu um homem específico para uma mulher e vice-versa e está garantido o sucesso do casamento. Outros, que uma cerimônia religiosa de 50 minutos, depois de um curso de noivos, dará defesa para qualquer ataque. Alerta o autor: “Se o seu casamento foi feito no céu, é administrado na terra”.

Segundo Petersen, “uma falácia deste mito é a predestinação. Se Deus nos predestinou para este relacionamento e ele não funciona, a culpa é dele. Nós somos apenas participantes passivos do jogo”.

Então, não transfira para Deus a responsabilidade de um casamento bem sucedido, ela é sua e de sua família.


terça-feira, 19 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - Conclusão

A área financeira, junto com a sexual e criação de filhos, constitui-se numa das maiores causas de insucesso na caminhada familiar, em muitos casos, culminando com a interrompida na relação. Daí a importância de se pensar seriamente nela e aplicar os princípios aprendidos com a palavra de Deus e com os estudiosos do assunto.

O dinheiro é um excelente servo é um péssimo senhor. Quando aprendemos a lidar com ele, o temos como servo. Quando não, ele nos tem como servos. É uma questão de escolha: o dinheiro será meu servo ou meu senhor? O Papa Francisco orientou que “o dinheiro tem que servir, não governar”.

E uma realidade curiosa é a seguinte: o dinheiro pode ser senhor tanto na vida de quem tem muito como na de quem nada tem. Ele, mal compreendido, impõe seu reinado em todas as classes sociais.

Resumidamente, o que tratamos em finanças foi: planejamento, precaução, poupança e perseverança. Saber lidar com os recursos financeiros é uma grande oportunidade de testemunho, sabia? A começar pelo lugar que ele ocupa em nosso coração, pois “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”.

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - VI

Atividade prazerosa para a vida da família é poder comprar. Fazer compras produz autoestima elevada, alegria e motivação. Lembro-me que ainda criança desejava comprar coisas bem simples, mas as condições da família não permitiam naquele tempo. 

Embora seja importante comprar, no contexto de famílias saudáveis, algumas reflexões precisam nortear essa fonte de prazer, evitando que se transforme numa compulsão, o que é tremendamente prejudicial.

Responda as seguintes perguntas antes das compras:

1ª - O que comprar? Um fenômeno curioso é que há pessoas que saem para comprar e nem sabem exatamente o que desejam. 

2ª - Por que comprar? Preciso realmente do que estou planejando comprar? Ou estou iludido com a força do marketing?

3ª - Quando comprar? É prioridade para mim e para a família ou pode ficar para depois?

4ª - Como comprar? Qual o melhor procedimento para ter o produto: indo à loja, adquirindo pela internet, à vista, a prazo?

Lembre-se: comprar é prazeroso, mas o prazer não pode ter consequências desastrosas. A Bíblia diz: “Quer comam, quer bebam, ou façam qualquer outra coisa (pode ser comprar), façam tudo para a glória de Deus”.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - V


Sempre que vou pagar compras com o cartão, ouço aquela indagação: é crédito ou débito? Respondo assim: o nome é crédito, mas toda vez que passo, fico devendo. Normalmente, a pessoa consente e dá aquela risadinha. Aí emendo: Esse negócio é muito engraçado, igual a Plano de Saúde. Quando você usa? Nesse momento, a pessoa já reflete e conclui ou eu ajudo a concluir: quando está doente. Embora tenha o aspecto preventivo, normalmente usa-se quando sente-se mal. Tem mais: E a Casa de Saúde, quando você vai lá? Ah, você diz ‘tenho seguro de vida’! Você tem que morrer, outro vai receber por você. A essa altura, o atendente está rindo mais espontaneamente.

Narrei este fato para uma advertência: cartão de crédito, cheque especial e crediário pré-aprovado não fazem parte de sua receita. São recursos para eventuais emergências. Os juros são altíssimos e quem se descuida nessas áreas terá grandes problemas financeiros. Caso você esteja nessa situação, precisa de orientação segura de como proceder. Procure alguém que entenda e busque assessoria. E tenha paciência para um planejamento a médio prazo, quando você se livrar disso, sua vida financeira na família será outra.

O resumo de tudo que falamos em finanças é: planejamento, precaução, poupança e perseverança. Ah, e se você for cristão, dará grande testemunho nessa área, sabia?


quinta-feira, 14 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - IV

Sabendo que finanças é uma das áreas mais difíceis no relacionamento familiar, que se deve ter um registro de todas as despesas e que se deve evitar a todo custo o desperdício, você precisa trabalhar o orçamento doméstico.

Ao contrário do que possa imaginar, o orçamento doméstico não é para os momentos de crises financeiras. Ele é o norteador de toda caminhada nessa área. O orçamento não deve ser visto como mecanismo para corrigir erros cometidos, mas como planejamento para alcançar melhor resultado no uso dos recursos. Claro, se o erro é exatamente a falta de planejamento nessa área, é hora de corrigir.

Uma boa prática é que todos os membros participem do planejamento e saibam qual é a realidade financeira da família. Isso evitará tensões quando se desejar um gasto que não poderá ser atendido.

Usando recursos da tecnologia com planilhas ou anotações numa folha de caderno, o importante é que o orçamento contemple as despesas fixas, dívidas, pagamentos, gastos eventuais, além da rotina normal de uma casa. No final, o ideal é que uma sobra entre 10 e 20% seja percebida, que fará parte de um planejamento de poupança para futuros problemas a enfrentar.

Lição básica no orçamento: você deve ganhar mais do que gasta. Normalmente, pensa-se que se deve gastar menos do que ganha. Dá no mesmo, mas penso que é mais motivador pensar em ganhar mais, agregando outras possíveis receitas, do que a tensão de gastar menos.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - III

Um dos grandes problemas financeiros nas famílias é o desperdício. É o que chamamos de ralos. Recursos que somem pelos ralos.

Como exemplo, veja bem: normalmente, toda família brasileira gosta de café e faz uso dele duas vezes ao dia, pela manhã e à tarde. Imagine que uma família jogue fora duas xícaras pequenas de café que sobraram da manhã e duas xícaras da tarde. Quatro xícaras pequenas de café não representam muito. Mas raciocine: no final do mês, são 120 xícaras. No final do ano, 1440. Para efeito de arredondamento, considerando que o ano tem 365 dias e que você pode jogar um pouquinho mais de duas xícaras de cada vez, pensemos em 1500 xícaras durante o ano. Agora, multiplique isso pelos anos que se faz café em sua casa. Caso sejam 40 anos, são 60 mil xícaras de café. Aí o valor representa alguma coisa, concorda?

Para acertar a área financeira de sua vida, você precisa estar atento aos desperdícios. É cultura brasileira desperdiçar as coisas. E você observar direitinho, perceberá que muitos recursos estão indo pelo ralo, ou seja, você está desperdiçando.

Há um claro ensino de Jesus na multiplicação dos pães sobre evitar o desperdício. Ele mandou recolher o que sobrou. Provavelmente, seria reaproveitado.

Desperdiçar é pecado, até porque o que alguns desperdiçam poderia ser a solução para o sofrimento de muitas pessoas.

Então, a partir de hoje, segunda lição: evite a todo custo o desperdício.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - II

Uma família enfrentava problemas na área financeira e o homem procurou ajuda com um especialista. Indagado sobre os gastos, informou que não gastavam muito. O especialista pediu que apresentasse o registro dos gastos. Ele não tinha. Usando a memória, relatou os principais e, pelos cálculos, eram menores que a receita.

Experiente, o especialista perguntou: “Vocês não tem gasto com transporte?”. “Sim”, foi a resposta. “Vocês tem gasto com remédios?”. “Sim”. Em várias áreas foi percebido que tinham gastos e não se lembravam. Refeitas as contas, o orçamento não batia.

No Café de ontem, orientamos um exercício. Você fez? Se não, sua família nessa área continuará sofrendo. É preciso registrar todos os gastos. Repetindo, todos os gastos, até aquele cafezinho no bar da esquina.

Feito esse exercício, agora você vai comparar com suas receitas. Que coluna está maior? Se for a da receita, você tem superávit. Se for a da despesa, você tem déficit.

No caso de déficit, você precisa analisar um a um e ver a possibilidade de retirar aquele item ou diminuir. É comprovado que toda família pode diminuir os gastos em torno de 20%. Comece pelos gastos que podem ser diminuídos imediatamente. Por exemplo: menor consumo de água, menor consumo de luz, menos gastos com o telefone, melhor tarifa para a internet e outros. Feito isso, refaça as contas. Esse exercício precisa ser feito até que as duas colunas, no mínimo, empatem. Voltaremos com mais dicas.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - I

Finanças é uma das áreas mais tensas no relacionamento familiar. Com muito dinheiro ou sem dinheiro algum, famílias enfrentam problemas sérios e prejuízos incalculáveis surgem.

Todas as famílias estão sujeitas às dificuldades e tempos de provação, mas o que se tem percebido é que a maior parte é falta de planejamento nesse quesito. Trabalhei em situações em que famílias ganhavam milhares de reais e moravam pagando aluguel. Outras, bem mais modestas, com ganhos de algumas poucas centenas de reais, tinham casa própria e mais de uma, o que aumentava a renda com locação.

É também comum encontrar pessoas que, poucos dias após perder o emprego, não tem recursos para pagar a conta de luz, d’água e ter necessidades básicas atendidas. Por que isso acontece? Descuido e falta de planejamento.

Dinheiro em si não é problema. O problema é, tendo muito, desenvolver amor por ele. A Bíblia não condena o dinheiro, condena o “amor ao dinheiro”. Outro problema é guardar acima do que é previdência e impedir a família de desfrutar de alegrias. O dinheiro é um excelente servo e um péssimo senhor. Quando se tem pouco, maior habilidade exigirá. Mas deixe-me dizer uma coisa: o número dos que sofrem na área por terem muito é maior do que com os que tem pouco.

Um exercício pra hoje: anote todos os seus gastos, preste atenção, todos, até aquele cafezinho no bar da esquina. Amanhã, permitindo Deus, voltarei com orientações.

domingo, 10 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - A Rainha do lar

Noemy Ferreira Lima

Zilanda Valentim, nas décadas de 70 e 80, gravou a música “Mãe”. A letra destaca: 

“Eu me lembro ainda em criança, mãe a me ensinar, 

Que Deus era grande e amava a mim! 

Hoje eu canto, sou de Jesus, graças a minha mãe. 

Eu louvo a Deus, por minha mãe!

Mãe, mamãe, quando pequeno por mim a olhar

Nome mais doce não existe, foi Deus que assim quis

Mãe, mãe, dádiva de Deus, concedida a mim”.

Uma parte era declamada:

“Mãe, hoje é seu dia, por isso quero vê-la mui feliz

Talvez a senhora nem se lembre mais

De quando pequeno me ensinava que Jesus me amava.

Mãe, de coração, muito obrigado pelo que fez por mim!

Que Deus a recompense!”.


Júlio Dantas declara: “Pode secar-se, num coração de mulher, a seiva de todos os amores; nunca se extinguirá a do amor materno”.

Mãe não deveria ser substantivo. Nem adjetivo. Nenhuma classe gramatical. Deveria ser inclassificável. Ou então, uma interjeição.

Quem não se lembra daquele sorriso encorajador? Do rosto sério na hora da bronca? Daquela mão dócil acariciando? Do abraço caloroso no momento da dor? Daquele canto suave na hora de dormir? Daquela coragem de guerreira diante do perigo? Da solidariedade em repartir o pouco que administrava?

Quem não se lembra?

sábado, 9 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Cuidar dos seus

Texto intrigante é o da 1ª carta de Paulo a Timóteo, capítulo 5, verso 8. Diz assim: “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel”. A NVI registra assim: “Se alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente”. E a versão católica assim: “Quem se descuida dos seus, e principalmente dos de sua própria família, é um renegado, pior que um infiel”.

Há muitos heróis na sociedade e fracassados dentro de casa. Na sociedade, são respeitados, aplaudidos e elogiados, com vários títulos, reconhecidos pelos grandes feitos aos outros. Mas, em casa, um ausente e descuidado.

Muitos problemas seriam evitados, se o esposo cuidasse mais da esposa e esta daquele, se os pais cuidassem dos filhos e estes daqueles, se os irmãos se cuidassem mutuamente. Há inúmeros casos em que pessoas abandonam o lar por se sentirem como objetos e não como vidas que precisam de cuidados especiais.

Preocupado com isso, Paulo orienta ao jovem Timóteo: não basta cuidar dos outros e das outras coisas e descuidar-se dos que estão na sua família. Quem age assim é pior que um infiel. E tem mais: nega a fé! Neste caso, a fé não é um discurso, é uma prática com os de dentro de casa.

Série "Famílias saudáveis" - Família, bem valioso

Cremos que o plano de Deus, percebendo que não era bom que o homem estivesse só, dando-lhe uma companheira e, a partir daí, os filhos, é o bem mais precioso que o ser humano tem.

O polivalente francês Victor Hugo advertiu: “Toda a doutrina social que visa destruir a família é má, e para mais inaplicável. Quando se decompõe uma sociedade, o que se acha como resíduo final não é o indivíduo, mas sim a família”. Na verdade, a decomposição da sociedade é consequência da decomposição familiar.

Augusto Cury exaltou o seu valor: “Se você passar por uma guerra no trabalho, mas tiver paz quando chegar à casa, será um ser humano feliz. Mas, se você tiver alegria fora de casa e viver uma guerra na sua família, a infelicidade será sua amiga”.

Em gente humilde, Chico Buarque mostra o valor do lar: “E aí me dá como uma inveja dessa gente / Que vai em frente sem nem ter com quem contar / São casas simples com cadeiras na calçada / E na fachada escrito em cima que é um lar”.

Por outro lado, a solidão revelada na canção de Gilson Vieira da Silva, Casinha Branca, mostra um anseio: “Eu queria ter na vida, simplesmente / Um lugar de mato verde / Pra plantar e pra colher / Ter uma casinha branca / De varanda / Um quintal e uma janela / Para ver o sol nascer”. Ele queria mais que uma casa, queria um lar, uma família.

Família é bênção do Senhor! Bem valioso! Lute por ela!

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Casa e Lar

Entre casa e lar há um abismo intransponível. Por não entenderem bem isso, muitos valorizam mais a casa do que o lar. Casa é sinônimo dos valores terrenos. Lar, de valores eternos. A casa precisa de fundamentos, de pilares que a sustentem. O lar também.

No lar, três pilares são decisivos.

Primeiro, lealdade. Significa fidelidade aos compromissos, franqueza, sinceridade, honestidade.

Segundo, amor. Na Bíblia, nunca é sentimento. É atitude. Atitude em favor do outro.

Terceiro, renúncia. Capacidade de perder alguma coisa em favor do outro.

Observando a primeira letra dos pilares, forma-se um acróstico: LAR. L de lealdade. A de amor. R de renúncia.

Por que nem todas as famílias cristãs desfrutam das mesmas vitórias que o evangelho apresenta? E algumas, infelizmente, sofrem com grandes crises. Por que muitos filhos de cristãos estão produzindo grandes males ao mundo?

Para que sua família não tenha apenas uma casa, mas um lar, é preciso que você assuma princípios e siga-os sem vacilar. Por exemplo: Princípio da fidelidade - Coloque cercas. Princípio da disciplina. Princípio dos limites. Princípio da prestação de contas - seu cônjuge sabe onde você está? Seus pais sabem onde você está? Seus filhos sabem onde você está?

Há a parte de Deus e há a parte sua. Leia a Bíblia. Estude bons livros. Participe de bons cursos. Busque bons conselheiros, veja bem, bons.

Desse jeito, você terá muito mais do que uma casa, terá um lar.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Jesus mora em seu lar?

Somos tendentes a pensar que a felicidade do lar depende de suas condições financeiras. É um engano. Já vi lares ricos com grandes sofrimentos e lares pobres com grandes alegrias. Também já vi lares ricos felizes e pobres infelizes.

Cassiane gravou uma música cuja letra é inspiradora. Seu nome é “Onde Jesus mora”. Diz assim:

Vejo nos seus olhos uma lágrima rolar

Fazendo transparecer o seu interior

Anda sem sentido, vive sem razão

Machucado está seu coração.


Mas chegou a hora de tudo terminar

A dor vai embora, já pode cantar

Sinta o seu coração explodir de emoção

Jesus nele entrou.


Onde Jesus mora não há tristeza

Onde Jesus mora não há dor, não há choro

Onde Jesus mora só existe alegria

A gente canta todo dia

É feliz quem tem Jesus no coração.

Podemos parafrasear: é feliz quem tem Jesus no lar. Logicamente que a letra não quer sugerir que estamos livres de passar privações e sofrer. Quer enfatizar que onde Jesus mora até a dor e o sofrimento tem destinos diferentes.

Jesus mora em seu lar?

terça-feira, 5 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Desenvolvimento da fé

Em II Timóteo 1.5 temos o registro de Paulo enaltecendo a fé que habitava em Timóteo, destacando que era não fingida e que habitara em sua avó Lóide e sua mãe Eunice. Aqui está em foco a fé como experiência recebida de Deus e aprendida com os antepassados.

Pensando assim, podemos refletir que a fé é, em primeiro lugar, aprendida com o exemplo dos familiares mais experientes. Atribui-se a Confúcio o provérbio “a palavra convence, mas o exemplo arrasta". Isso é verdade. Os filhos precisam ver na prática uma vida de fé na vida dos pais, avós e outros mais antigos.

Além do exemplo, a fé será adquirida e desenvolvida com a leitura da Palavra de Deus. Romanos 10.17 ensina que “a fé vem pelo ouvir e o ouvir pela palavra de Cristo”. Cada vez mais, menos se vê nos lares cristãos a prática da leitura da palavra de Deus.

A combinação do exemplo dos antepassados e o ensino da palavra de Deus gerarão na vida dos filhos o desenvolvimento da fé em Cristo que Deus dá a todos os homens. Fé recebida, aprendida e desenvolvida.

Famílias saudáveis promovem a fé na vida de seus membros.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Série Famílias saudáveis - Que sustenta o casamento?

Este Café não é sobre a responsabilidade de provisão na família. Trata-se da seguinte provocação: é o amor que sustenta o casamento ou o casamento que sustenta o amor? Comumente, ouvimos: acabou o amor entre o casal. Foi o amor que acabou e, como consequência, terminou o casamento, ou o casamento acabou e, como consequência, acabou o amor?

Sei que não é tarefa fácil, mas partilho da ideia que o casamento é que sustenta o amor. Dois jovens que decidem se unir como casal o fazem, via de regra, movidos pelo amor. Os votos diante de Deus e dos presentes têm como fundamento o amor. Duas histórias diferentes buscando uma caminhada que implica unidade de propósitos e as aflições provocam em muitos a decisão de desistirem. O amor diminui, esfria, congela e morre. Caso renovassem os votos da aliança a cada dia e buscassem vencer juntos as lutas, a amor ganharia contornos diferentes e o que era, no início, recheado de paixão, amadurece e o amor cresce. Com a maturidade, acontece a retroalimentação, o casamento sustenta o amor e o amor sustenta o casamento.

Seu casamento passa por turbulência? Renove a aliança e persista, o amor vai crescer e, quando menos perceber, mercê da graça de Deus, você comemorará Bodas de Ouro.

domingo, 3 de maio de 2026

Série Famílias Saudáveis - Até que a morte separe

Todo casal tem razões humanas para se separar. Duas pessoas vindas de contextos diferentes, trazendo em sua mochila mental um mundo experiências, com expectativas nem sempre convergentes, temperamentos bem diferentes e, agora, compartilham o mesmo espaço, lutam pelos mesmos ideais e alçam um voo com turbulências constantes, trilham uma estrada com pavimentação irregular, navegam num oceano cujas ondas quase sempre são a preferência dos surfistas ousados e aventureiros.

Como dar certo essa relação? Impossível apenas com a participação humana. Deus precisa estar nesse negócio. Mas não é um estar protocolar, uma cerimônia breve no dia do casamento em que as pessoas estavam mais desejosas do almoço ou jantar e dos agradáveis docinhos e os noivos não viam a hora de ficarem, enfim, sós. É a presença diretiva, orientadora em que o casal dependa d’Ele em todos os passos a serem dados e ações a serem executadas.

Com a presença de Deus, vem o princípio da aliança: até que a morte separe. É uma atitude que deve ser renovada diariamente. A sensibilidade e compreensão com aqueles e aquelas que sofrem com separação não anulam o ideal divino: até que a morte os separe. 

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que edificam” - Salmo 127.1.

sábado, 2 de maio de 2026

Série Famílias Saudáveis - Deus, a família e o lazer

Deus deu o exemplo do trabalho e também do lazer. Como assim?

Primeiro, ele tirou um dia para o descanso. Depois de trabalhar intensamente, separou um tempo para refazer suas energias. A rigor, naquela condição, Ele não precisava disso, mas creio que seu descanso tinha uma função pedagógica, ensinar o princípio ao homem.

Segundo, quando esteve entre nós, o Deus encarnado, que trabalhava intensamente e sentia o desconforto do trabalho, em vários registros mostrou a necessidade de descansar e praticar o lazer. Que você imagina que Jesus estava fazendo no casamento em Caná da Galileia? Por que estava presente nas festas da cultura judaica? Qual a razão de visitar as casas, como a de Lázaro, e participar de uma suculenta refeição?

Há muitas famílias, inclusive cristãs, que não investem no lazer. Filhos crescem num ambiente pesado, carregado de exigências e, pasmem, há pais que nunca levaram os seus filhos para brincar na pracinha do bairro.

Assim como a família saudável tem prazer no trabalho, também tem no lazer e investe tempo e recursos para que o ambiente seja mais festivo e alegre.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Série Famílias Saudáveis - Deus, a família e o trabalho

Quando encontrar alguém querendo saber quem inventou o trabalho para acertar as contas com ele, informe se rodeios: foi Deus. Sim, Deus é o criador do trabalho. A Bíblia registra em Gênesis que, após criar o homem, Deus o hospedou num jardim e o comissionou para cultivar e cuidar dele. Então, o inventor do trabalho é Deus e antes da entrada do pecado no coração do homem e da mulher.

A narrativa prossegue e informa que apareceu o inimigo para desvirtuar o que Deus planejou e, a partir de então, o trabalho que era tão agradável tornou-se enfadonho. O incômodo suor, o aterrorizante cansaço e os negativos resultados envolvendo o trabalho vieram com a entrada do pecado. Em Latim, trabalho é “tripalium”, um instrumento de tortura com três estacas de madeira para punir escravos e presos nos tempos antigos.

Assim, o homem só experimentará alegria no trabalho quando se voltar para Deus. Jesus, disse assim: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” - João 5.17. E em outro texto, temos assertiva orientação: “Quem é negligente no seu trabalho já é irmão do desperdiçador” - Provérbios 18.9.

A família saudável tem o trabalho como fonte de prazer.