segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Resiliência - III


O momento era tenso e dramático, o grande líder Moisés estava morto e Josué é convocado pelo Senhor a continuar o projeto, agora liderando o povo de Israel em sua caminhada à terra prometida.

Até então colaborador, assumir o comando, ele que presenciara todas as tensões até agora, não era tarefa fácil. Entre ser liderado e ser líder há uma distância muito grande.

Josué demonstra ser resiliente. Em que ele se agarrou?

Ouça alguns fragmentos de Josué 1.5-9: “Ninguém te poderá resistir; como fui com Moisés, serei contigo; não te deixarei nem te desampararei. Esforça-te, e tem bom ânimo; não te desvies da lei, medita no livro da lei dia e noite. Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares”.

Resiliência a partir de atitudes humanas positivas, esforço pessoal, é balela. Resiliência começa com a companhia de Deus, afinal, “sem Ele, nada podemos fazer”.

Que situação adversa amedronta você agora? Entregue para Deus e confie n’Ele. Claro, não fique de braços cruzados.

domingo, 15 de setembro de 2019

Resiliência - II

A história de José do Egito é uma grande lição de resiliência. Tudo conspirava para que ele desistisse.

Por ciúmes, foi maltratado pelos irmãos e lançado num poço. Depois, vendido para mercadores do Egito. Na casa de Potifar, foi assediado por sua esposa e, não cedendo, por maldade dela, foi preso. Interpretou o sonho de dois presos, prevendo a morte do padeiro e liberdade do copeiro, sendo esquecido por este ao pedir sua intervenção junto ao Faraó, ficando mais dois anos preso.

Após interpretar o sonho de Faraó, assume a administração do Egito no período da fartura e se prepara para o período da fome. Os irmãos voltam à cena, indo ao Egito comprar comida e se deparam com José. Após a morte de Jacó, com medo, eles, mentindo, suplicam-lhe não pagar o mal com o mal.

A resposta de José é fantástica: “Vocês intentaram o mal contra mim, porém Deus o tornou em bem” - Gênesis 50.20.

Mas há uma declaração repetida e pouco percebida em todo o enredo: “O Senhor era com ele” - Gênesis 39.3. “O Senhor era com José” - Gênesis 39.21.

Resiliência começa com a certeza que Deus está com você!

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sábado, 14 de setembro de 2019

Resiliência - I



Palavra muito badalada nos últimos tempos aqui no Brasil, sobretudo em palestras motivacionais proferidas pela coqueluche dos coachs, resiliência é uma palavra presente entre os ingleses desde o século XVII.

Etmologicamente, significa “pular de volta ou saltar de novo”. É a capacidade de não se entregar diante de uma luta e prosseguir garbosamente.

E quando não se tem força interior para saltar de novo? E quando o que se percebe é a abóboda celeste desabando e o chão se abrindo, os dois formando um dueto aterrorizante, quando se é esmagado para baixo e se afunda no abismo das incertezas? Como ser resiliente? Não há coach ou técnica que dê jeito.

O que me impressiona é encontrar na palavra de Deus tão antiga o ensino que a pós-modernidade tanto exalta.

Ouça um deles? “Agora, diz o Senhor que te criou, e que te formou: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu. Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” - Isaías 43.1-2.

EU ESTAREI CONTIGO. Resiliência começa com a certeza que Deus está com você!

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quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Pr. Elildes Junio Macharete Fonseca: "A CBF é gente, muito mais que estrutura".

Pr. Elildes Junio Macharete Fonseca
Presidente da CBF
Em sua primeira atuação como novo presidente da Convenção Batista Fluminense numa reunião deliberativa, Pr. Elildes Junio Macharete Fonseca apresentou as motivações para o mandato que a nova diretoria assume  para os próximos dois anos.

Na íntegra, publicamos aqui o discurso:

PALAVRA PRESIDENCIAL

Queridos irmãos, com gratidão a Deus, estamos iniciando a primeira assembleia do Conselho Deliberativo após a 111ª Assembleia da CBF.
Estamos diante de uma nova diretoria e também estamos recebendo novos membros para cooperar com o Conselho Deliberativo.
A começar por mim, sabemos que somos pequenos demais para tamanha obra, mas Deus está conosco. É na força dele que caminharemos. Cumpriremos o que o Mestre mandar.
Registro diante do Conselho a gratidão a Deus pelas diretorias anteriores. Reconhecemos o trabalho de todos que nos antecederam, notadamente a diretoria anterior imediata. Se chegamos até aqui, é porque servos valiosos foram instrumentos preciosos nas mãos do Senhor.
Todas as ações da diretoria atual levarão em conta o legado das diretorias anteriores. Estamos continuando um trabalho.
Como disse no “discurso de posse”, publicado na íntegra no blog do Pr. Neemias Lima, “é abençoador saber que entre nós não há partidarismos. A diretoria que entra não é oposição à diretoria que sai, muito pelo contrário, aqui somos todos um ‘time’. Estamos no mesmo barco, dando continuidade ao trabalho”.
Qualquer palavra que contrarie esse sentimento de cooperação e reconhecimento não procede.
Assim como as diretorias anteriores fizeram o seu melhor, nós também nos dedicaremos intensamente, fazendo a nossa parte na construção de uma CBF melhor a cada dia.
As nossas propostas e diretrizes são sempre no ideal de aprimoramento, reconhecendo os feitos do passado e focando num futuro promissor.
Louvamos a Deus pela vida do Pr. Amilton Vargas e de todos os gestores e colaboradores, pois sempre estão dispostos a somar, servindo com alegria. Temos tudo para ir cada vez mais longe.
Tive o privilégio de participar de parte da reunião do Conselho Gestor, compartilhando o que Deus tem colocado no coração da diretoria. Foi empolgante receber as palavras de incentivo e apoio dos gestores.
Tivemos uma reunião muito proveitosa da diretoria. Alinhamos a visão e tomamos conhecimento da vida da CBF, através das informações passadas pelo nosso diretor executivo, com transparência e maestria peculiares.
Somos uma grande Convenção. Temos inúmeras possibilidades diante de nós. Há uma equipe valiosa em ação.
Deus tem impulsionado o coração da diretoria para olhar o futuro. Queremos ser propositivos. Almejamos desempenhar uma gestão propositiva. Sonhamos com um Conselho Deliberativo propositivo. Sonhamos com uma assembleia propositiva.
Sabemos que compete ao Conselho Deliberativo apreciar relatórios, mas não podemos gastar mais tempo “olhando para o retrovisor” do que “olhando para o para-brisas”.
A CBF tem um planejamento estratégico em andamento. Precisamos manter o foco nele. Como o Pr. Amilton disse à diretoria, e tem dito a esse Conselho, alguns projetos estão suspensos face às questões financeiras, alguns estão em execução mais lenta, e há muitos outros em franco desenvolvimento.
Precisamos de mais sinergia nas ações denominacionais. Não podemos setorizar ações comuns, porque gastamos mais tempo e recursos. Temos que ter um único discurso e uma ação conjunta.
Precisamos agilizar os processos decisórios. Desburocratizar o passo-a-passo.
Precisamos, continuamente, cultivar a aproximação entre a CBF e as Associações, nossas bases, pois fazem um trabalho precioso e estão mais próximas, geograficamente falando, das igrejas e pastores.
A CBF é gente, muito mais que estrutura.
Como diretoria, entendemos que nesse tempo as instituições/organizações precisam ser mais relacionais, motivacionais.
Precisamos focar no essencial. Estamos aqui para ganhar o Estado do Rio de Janeiro para Cristo!
Somos uma denominação missionária, temos organizações missionárias. Se não for para elevar o nome de Cristo, difundindo a mensagem de salvação, qualquer esforço será nulo.
No próximo ano, inclusive, Missões Estaduais desenvolverá a Campanha de Evangelização Sim, Eu Creio! Precisamos somar e fazer um grande trabalho.
O alinhamento da Convenção Batista Brasileira com a visão de Igreja Multiplicadora tem sido uma bênção para o Brasil batista. Sonho com a CBF vibrante e liderança o avanço dessa visão. Igrejas fortes e envolvidas no discipulado de novos crentes.
Há muito para falar, mas agora não é o momento. Por isso, vou concluir focando na ação do Conselho Deliberativo.
Uma das atribuições do Conselho é “propor normas e diretrizes para o bom andamento da Convenção” (Art. 22, Inciso II, do Estatuto). Contamos com cada conselheiro para isso. Estamos abertos a receber sugestões. 
Preferencialmente, se puderem nos encaminhar por escrito, independente de estarmos nas assembleias, será muito útil.
Para esta primeira assembleia não foi possível, em razão do curto tempo. Mas, para a próxima, prevista para o dia de 25 de novembro de 2019, a diretoria estudará uma forma de dinamizar a ação propositiva do Conselho.
Sonhamos com um momento dos conselheiros com o diretor executivo, num grande bate-papo, numa “explosão de ideias”. Também sonhamos com um momento dos conselheiros com os gestores, divididos em áreas, ouvindo o planejamento de cada gestor e dando sugestões, participando do processo. Sonhamos com a integração e sinergia entre a CBF e as Associações, nossas grandes parceiras.
Resumindo, fomos eleitos para trabalhar. Ninguém está aqui a passeio. Por isso, quero agradecer penhoradamente a cada um, pois se colocaram à disposição do Senhor para servir.
Que Deus a todos abençoe! Vamos trabalhar!


sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Pr. Elildes Junio Macharete Fonseca, novo Presidente da Convenção Batista Fluminense: "O nosso povo pode esperar comprometimento, seriedade, visão, foco, ousadia, praticidade, alegria, leveza e harmonia relacionais".

Pr. Elildes Junio Macharete Fonseca 
Um dos mais novos em idade a assumir a presidência da Convenção Batista Fluminense, com a marca de ter sido o mais novo a compor a mesma diretoria com 24 anos em 2006, Elildes Junio Macharete Fonseca, pastor da Primeira Igreja Batista no Bairro São João, chega com 37 anos à liderança dos batistas fluminenses com a esperança de unir juventude e experiência na Convenção que já foi considerada a maior do Brasil.

Dono de um currículo que inclui Doutorado em Teologia pela PUC-RJ, o novo presidente tem carisma e transita em todos os setores com leveza e piedade que impressionam.

Casado com a Profª Thaís, tem duas filhas, Elisa e Luísa.

Com a simpatia, espontaneidade e rapidez, marcas de sua vida, concedeu entrevista exclusiva ao blog e que você acompanha abaixo na íntegra.

Ser presidente da CBF é uma honra e privilégio. Era seu sonho alcançar esse posto?
Com certeza, presidir a CBF é uma honra e um grande privilégio. Não há mérito em mim para isso, é unicamente fruto da bondade de Deus. Foi por Ele e é para a glória dEle. Não era um sonho, embora sempre estivesse à disposição para servir; porém, independente de cargos. Creio que a eleição foi uma consequência do envolvimento denominacional, pela vontade de Deus expressa na generosidade dos batistas fluminenses.

Os desafios que se vislumbram nesse tempo são muito grandes. O irmão está preparado para liderar o povo batista fluminense na superação desses desafios?
Tomando emprestadas as palavras do apóstolo Paulo, “no que depender de mim, estou pronto” (Romanos 1.15) para liderar os batistas fluminenses. A minha parte é estar em prontidão, sempre disponível ao Senhor. Ele me preparará para esses desafios. Eu sou simplesmente um “vaso de barro”.

Diretoria eleita para o biênio 2019/2021
Que podem esperar os batistas fluminenses da diretoria eleita nesse próximo biênio?
Tenho ao meu lado uma excelente diretoria, um time de primeira grandeza. Nesta semana, inclusive, já teremos a nossa primeira reunião presencial, pois já estamos em contato desde quando fomos empossados. Estamos empolgados. O nosso povo pode esperar comprometimento, seriedade, visão, foco, ousadia, praticidade, alegria, leveza e harmonia relacionais. Esses princípios nortearão os planejamentos e, por conseguinte, as execuções. Como Neemias, estamos empenhados numa grande obra (6.3). Reconhecemos a dedicação das diretorias que nos antecederam, fazendo o melhor pela causa. Faremos a nossa parte nessa construção.

Elildes, Thaís, Elisa e Luísa, família do Presidente
O ex-presidente, Pr. Dr. Vanderlei Batista Marins, declarou numa das sessões: “Vivemos uma crise e a CBF não está operando no vermelho pela graça de Deus e competência do Pr. Dr. Amilton Vargas”. Como pretende superar a crise que apresenta queda vertiginosa do Plano Cooperativo?
Realmente, muitos analistas afirmam que esta é a pior década da história econômica do Brasil. Seria ingenuidade achar que as igrejas não seriam, em certo sentido, afetadas. O que acontece nas igrejas locais, obviamente, reflete na Convenção. Damos graças a Deus pela competência do Pr. Amilton e sua equipe. Dependemos do Senhor em todo tempo, não seria diferente diante das crises. A primeira ação é buscar a direção do alto. Também precisamos de uma gestão séria e competente, como já foi mencionada. Como liderança denominacional, temos o dever de apresentar um trabalho relevante, porque nossas igrejas e seus pastores são grandes cooperadores. Tenho esperança de que viveremos dias melhores. O povo brasileiro merece, de igual forma, nossas igrejas e Convenção.   

Momento da posse em que dirigiu as primeiras palavras aos batistas fluminenses,
causando grande impacto e boas expectativas para o biênio
A assembleia de São Gonçalo foi uma das menos concorridas em número de participantes, ainda que acontecesse na região metropolitana do Rio de Janeiro, onde concentra o maior número de batistas do estado. A próximo assembleia será em Campos. Como a diretoria pretende resgatar a participação em massa dos batistas?
Nossa diretoria ainda se reunirá para construir o planejamento, mas, posso garantir que não faltará empenho para que a próxima assembleia seja bem concorrida. Vamos trabalhar, e muito, para isso. Sonhamos que em Campos, além da aprovação dos relatórios, tenhamos uma assembleia propositiva, oferecendo encorajamento para cada mensageiro voltar para a sua igreja vibrando com a nossa denominação.

A participação da nova geração nas assembleias convencionais é inexpressiva. Há em mente alguma estratégia para rever o quadro?
Como testemunhei na palavra presidencial no dia da posse, minha primeira participação numa assembleia da CBF foi em 1999, quando tinha 17 anos de idade. Já era envolvido no trabalho regional, no campo litorâneo, mas me encantei com o que vi. Como no ano seguinte estaria ingressando no Seminário, acompanhei a Assembleia da Ordem dos Pastores. Foi muito interessante. Depois, a assembleia convencional, cujas lembranças permanecem vivas em minha memória afetiva. Mas, reconheço que, desde aquela época, a presença da juventude já era minoria. Precisamos lutar para mudar esse quadro. A juventude está envolvida e vibrante nas igrejas locais. Os congressos, como o Despertar, acontecido recentemente, estão concorridos. Está faltando a ponte entre a juventude e as assembleias. Os jovens se envolvem com projetos, com causas desafiadoras e de resultados práticos visando o bem comum. A juventude não se empolga muito com eventos que fiquem apenas “olhando o retrovisor”. Ela quer resposta e ação futura, quer participar do processo. Muitos jovens e adolescentes acham o ambiente das assembleias chato e improdutivo. Não estou dizendo que eles estão totalmente certos, mas, pensando no futuro, na continuidade, precisamos nos reinventar. A essência sempre será a mesma. A forma precisa ser adequada a tempos cujas decisões precisam ser mais rápidas e menos burocráticas. Esse é um aspecto que chama a juventude, entre outros.

Nos últimos anos surgiu na CBF um movimento chamado Coalizão Batista Conservadora que se autodeclara único detentor da fidelidade às doutrinas bíblicas. É um grupo composto de pastores sérios, mas uma das estratégias do movimento é indicar candidatos para que assumam posições importantes no seio da Convenção. Em São Gonçalo, as investidas foram frustradas. Que benefícios e prejuízos movimentos assim podem apresentar num tempo de reconstrução? 
Como não faço parte do movimento, não o conheço suficientemente para emitir uma opinião sobre ele. Não tenho o que falar nesse sentido. Apenas posso afirmar que tenho amigos pastores que participam da Coalizão e que são dignos de crédito, gente comprometida. Na igreja local, na denominação ou em qualquer outro ambiente, todo movimento que promove divisão, segregação, fracionamento, é maléfico. Todo movimento que promove integração, paz, unidade, que pensa no todo em detrimento das partes, que soma pelo bem comum da causa, é benéfico. Vale a máxima, que alguns atribuem a Agostinho: “nas coisas essenciais, unidade; nas coisas não essenciais, a liberdade; em todas as coisas, o amor”.         

Considerações finais:
Agradeço a oportunidade da entrevista. Reafirmo que contamos com as orações e apoio do povo batista fluminense. Contamos com as igrejas locais, a base de tudo. Contamos com as Associações, que são parceiras fundamentais na dinâmica denominacional. Contamos com as Organizações, que desenvolvem um trabalho muito importante. Contamos com os gestores, uma equipe competente, liderada pelo nosso diretor executivo. Contamos com os pastores, cuja amizade e convivência me enobrecem. Sou muito feliz por ser pastor e conviver com pastores. É bom demais fazer parte da Ordem e aprender com os vocacionados do Senhor. Contamos com a liderança em geral. Contamos com cada servo de Deus, que milita a boa milícia da fé numa igreja cooperante com a Convenção Batista Fluminense. A obra é de Deus, por isso, ela vai crescer e avançar!

Jubileu de Pérola



Quem acolhe um benefício com gratidão, paga a primeira prestação da sua dívida
Sêneca

Gratidão é a palavra para este dia! Há trinta anos assumi o ministério da Igreja Batista no Braga. Jamais esperava conhecer uma Igreja tão encantadora. Tudo que disser e fizer em gratidão, será pouco pelo que ela tem feito por mim e por nossa família.

Aqui, cheguei sozinho. Cinco meses e dezoito dias depois, chegou Ilcimar, com o nosso casamento. Dois anos, três meses e nove dias depois, chegou João Marcos, pastor. Cinco anos, três meses e vinte um dias depois, Raquel, psicóloga. Uma família a quem devo tudo abaixo de Deus por alcançar esse tempo.

Tenho na Igreja os meus melhores amigos. Alguns que me acompanham pari passo desde o início, cuidando, apoiando, amando, zelando, sorrindo, chorando. Outros chegaram depois, mas com o mesmo amor. Citar nomes seria uma temeridade, certamente cometeria injustiças.

Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios - Salmos 103.2.

Senhor Deus, como é impossível lembrar-me de todos os benefícios, recebe minha gratidão, a Ti, eu devo tudo. Pura bondade divina.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Luta diária



Um cristão certa vez me disse: “Pr. Neemias, antes de eu me converter, eu não tinha problema, era tudo tranquilo”. Declarou com dor na alma.

Tentei mostrar-lhe algumas realidades:

1ª - É um engano, ele tinha problema, sim. E problemas muito mais sérios do que imaginava.

2ª - A nova vida com Cristo deflagrou uma luta contra a vida velha sem Cristo. A natureza velha não aceitando a nova natureza que Cristo oferecia.

3ª - A partir de seu compromisso com Cristo ele passou a ter um acusador. Ele só cairá no final dos tempos. Apocalipse 12.10 registra: “E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite”.

Uma das diferenças entre Jesus e o Diabo é que este sente prazer em destacar nossas falhas e esquecer nossas virtudes, enquanto aquele sente prazer em destacar nossas virtudes e grande dor ao perceber nossas falhas.

Com quem nos parecemos mais?

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Desentulhando poços - Conclusão



Assim que termina a batalha entulha e cava novos poços e o Senhor lhe aparece, confirmando a promessa, Isaque levanta um altar e invoca o nome do Senhor ao tempo em que arma a sua tenda. E o período tenso tem o seguinte desfecho: “os servos de Isaque abriram ali um poço”. Agora, sem a maldosa ação dos inimigos, os entulhadores de poços.

Levantar um altar significa adorar. Adoração é reverenciar a Deus. É reconhecer sua soberania e domínio sobre todos. Nenhum inimigo é capaz de impedir os planos do Senhor.

A adoração não tem como fundamento apenas o que Deus faz. A essência da adoração está na pessoa de Deus, quem Ele é. Devemos adorá-lo não pelo que Ele faz, mas por quem Ele é.

Passada a turbulência e a confirmação do Senhor, Abimeleque e assessores vão ter com Isaque e apresentam a razão: “vimos claramente que o Senhor é contigo”.

Deus não nos garante ausência dos entulhadores de poços em nossa caminhada. Mas garante sua presença conosco para cavarmos novos poços. Precisamos confiar n’Ele e trabalhar, Ele vai à nossa frente!

Desentulhando poços - IX

Em Berseba, Isaque tem renovada a promessa do Senhor. O Senhor lhe apareceu de noite e disse: “Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas, porque eu sou contigo; abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão, meu servo”.

A referência “eu sou o Deus de Abraão, teu pai” é muito mais do que uma referência histórica. É a garantia de sua direção na história. O Deus que dirige a sua vida hoje é o mesmo que dirigiu a de seus pais, de seus avós, bisavós e de todas as gerações passadas. Nada acontece fora de seu controle, de seu governo.
            
O “eu sou contigo” é muito mais do que apenas a garantia de sua presença. É a coragem que nos fortalece para não temermos. Assim, Deus fala: “não temas!”. Quem está com o pai não tem medo. É possível que Isaque tenha se lembrado daquela caminhada com seu pai quando seria oferecido. Naquele dia, ele aprendeu a lição “Deus proverá”. E de onde menos se esperava surgiu a provisão.
            
De que você tem medo hoje? Lance o medo sobre o Senhor. Ele proverá tudo.

Desentulhando poços - VIII


Assim que cessou a guerra dos poços, Isaque dirigi-se à Berseba. O significado de seu nome é bem sugestivo: terra da promessa.
            
Está lembrado da promessa divina a Isaque? Gênesis 26.2-4 registra: “E apareceu-lhe o Senhor, e disse: Não desças ao Egito; habita na terra que eu te disser; peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão teu pai; E multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e darei à tua descendência todas estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da terra”.
            
Entre a promessa feita e a promessa cumprida há uma caminhada bem longa. E na caminhada, dias ensolarados e dias chuvosos, situações fáceis e situações difíceis, campinas, montes e vales, saúde e enfermidade.
            
Numa ou noutra circunstância, o segredo é: crer na promessa divina. O poeta escreveu: “Deus promete grandes coisas conceder a qualquer que peça, crendo que há de obter”.
            
Independente das circunstâncias, creia nas promessas do Senhor!

Desentulhando poços - VII

Ao cavar o último poço e nomear Reobote, Isaque apresenta uma razão, está no verso vinte e dois de Gênesis vinte e seis: “Porque agora nos deu lugar o Senhor e prosperaremos na terra”.
            
É muito comum numa grande vitória, sobretudo depois de grandes batalhas, a pessoa se esquecer que ela veio do Senhor e trilhar a estrada do mérito pessoal.
            
O inimigo logo aparece e sugere que a habilidade foi a razão da vitória na batalha. E não é absurdo que caiamos na armadilha, pois a maior batalha que temos é dentro de nós mesmos, nosso orgulho.
            
Logo depois, caminha-se na estrada da perseverança como fundamento para conseguir tal feito. E por aí vai, é outra batalha que se trava, agora, não mais contra inimigos externos, mas contra o próprio interior.
            
Não se desconhece a habilidade e perseverança de Isaque, mas ele sabe que não foram determinantes para enfrentar a batalha. Ele é claro: Deus nos deu lugares amplos e prosperaremos porque Ele assim quer.
            
Lembre-se de Deus com a mesma intensidade, esteja em Eseque, Sitna ou Reobote. A Ele, a honra e a glória!

Desentulhando poços - VI



“Isaque cavou outro poço, e não brigaram sobre ele; deu o nome de Reobote, e disse: o Senhor nos deu lugares amplos, e crescemos nesta terra” - Gênesis 26.22.

Um poço teve o nome de Eseque, ou seja, contenda. Um outro, Sitna, inimizade, luta. Mais um poço é cavado e seu nome é Reobote. Signifca “alargamento, lugares amplos”.

Os entulhadores de poços tem um limite para suas maquiavélicas ações. Eles não são tão poderosos assim. Quando descobrem que estamos firmes no propósito de prosseguir no ideal de Deus, eles desistem. Até porque a palavra garante que “não vem sobre nós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não nos deixará tentar acima do que podemos, antes com a tentação dará também o escape, para que a possamos suportar” - I Coríntios 10.13.

O ensino que está implícito é: quando não desistimos da batalha e continuamos obedecendo ao Senhor, experimentamos vitórias nunca imaginadas. Deus tem lugares amplos para aqueles que não desistem.

É possível que você esteja na etapa de Eseque, contenda. Ou na Sitna, inimizade, luta. Prossiga, não desista, o Reobote chegará, Deus tem lugares amplos para você!


terça-feira, 30 de julho de 2019

Desentulhando poços - V

E a batalha não para na caminhada de Isaque. O próximo poço recebe o nome de Sitna. Sitna significa inimizade, luta.

Atente bem para a progressão: entulha poços, plano físico. Contenda, plano emocional, moral. Agora, inimizade, luta, plano espiritual.

Efésios 6.12 registra: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”.

Na luta espiritual, as armas não podem ser carnais. É muito difícil detectar se uma batalha é ou não espiritual, mas, na vida do cristão, em sua maioria, as lutas serão ou passarão a ser espirituais. Quando originalmente não for batalha espiritual, dependendo das reações, passa a ser, pois o inimigo é traiçoeiro.

Por isso, toda a atenção é necessária. Nada de precipitação. Use as armas espirituais desde o início. Não espere a batalha se intensificar para pedir socorro a Deus.

Estão entulhando seus poços, busque a direção divina.


Desentulhando poços - IV

O que era uma batalha apenas no campo físico, entulhar poços, se intensifica e se transforma numa contenda.

O verso 20 de Gênesis 26 registra: “Os pastores de Gerar contenderam com os pastores de Isaque, dizendo: Esta água é nossa. Por isso, chamou o poço de Eseque, porque contenderam com ele”.

Eseque significa contenda. Na contenda, o sentido de rivalidade se apresenta. Não era mais uma disputa por um bem, era uma rivalidade que envolvia tentativa de obstáculos para que o plano maior se realizasse. Isaque era filho da promessa e a guerra era em outro plano.
            
Sempre que estivermos envolvidos com pessoas que entulham nossos poços, precisamos ter discernimento para descobrir o que, realmente, está por trás de tudo. Nem sempre o que aparece é verdadeiramente o que é.

Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal” - Hebreus 5.14.

É possível que uma ação má por parte de alguém seja, na verdade, uma cilada para nos derrotar espiritualmente.
           

Desentulhando poços - III

Ainda que tenha optado por trabalhar em vez de brigar, Isaque não vê o problema resolvido imediatamente. Os inimigos intensificam suas ações de maldade e entulham também o novo poço.

É ingenuidade, ou imaturidade espiritual, concluir que uma luta cessará imediatamente após a ação humana de enfrentamento. Há batalhas que durarão por muito tempo. E algumas podem assumir intensidade ainda maior mesmo que caminhemos obedecendo à vontade divina.

Isaque não titubeia: “tá bom, cavei um poço, vocês entulharam. Cavei outro poço, vocês entulharam. Vou cavar outro!”. A palavra é: perseverança. Desistir diante das dificuldades é prova cabal que o que se empreendia não era tão importante. Persistir na caminhada submetida à vontade do Senhor sinaliza consciência de missão.

Quando surge uma batalha na sua caminhada, você desiste ou persiste? Dependendo de sua reação, você revelará que tipo de pessoa é. O ensino de Isaque é: não desista, quantos poços precisar, eu vou cavar!

Entulharam seu poço? Cave outro. Entulharam o outro? Cave outro.
           

Desentulhando poços - II

Tudo dando certo para Isaque, colheita abundante, prosperidade em alta, vida tranquila, os homens de Gerar, por inveja, começam a persegui-lo. A forma encontrada por eles foi entulhar os poços da propriedade de Isaque.

Na vida, há os entulhadores e os desentulhadores de poços. Há pessoas que sentem prazer em jogar terra nos poços cavados por outros. Diante do problema, Isaque enfrenta o dilema: brigar ou trabalhar.

Tal dilema alcança todas as pessoas. Diante da dificuldade causada pelos entulhadores, você pode brigar ou trabalhar. Isaque preferiu trabalhar. Ele reage assim: “tá bom, vocês entulharam meu poço, eu vou cavar outro”. E assim o fez.

Perdemos tempo quando queremos enfrentar os entulhadores de poços com briga, o segredo é trabalhar. Lembre-se de Efésios 6.12-13: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”.
           

Desentulhando poços - I

O capítulo 26 de Genesis narra que Isaque, filho de Abraão, está em Gerar. Deus o ordena a não descer ao Egito e lhe faz promessas. Ele prontamente obedece a ordem divina.

Os homens daquele lugar ficam encantados com Rebeca e querem saber quem é. Isaque titubeia, duvida da proteção do Senhor e, com medo dos homens a tomarem como esposa, diz que é sua irmã. O mesmo homem que obedece prontamente a Deus, é o homem que duvida. Nós somos assim: ora com relacionamento íntimo com Deus a ponto de obedecê-lo sem duvidar, ora amedrontados com o que pode nos fazer o homem.

O rei Abimeleque, ao vir Isaque acariciando Rebeca, conclui que não é sua irmã, questiona-o e repreende-o pela possibilidade de ter causado uma tragédia.

Em Gerar, Isaque semeia e, com a bênção do Senhor, colhe em abundância. Colheita plena, cem por um.

O homem que obedece, é o homem que duvida, é o homem repreendido por um estranho e é o homem que colhe com abundância. O que conquistamos não é por nossa fidelidade, mas por causa da fidelidade do Senhor.