quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Caminhada no Salmo Primeiro - XV

O quarto tema é a fragilidade dos ímpios. Segundo o poeta, “eles são como a moinha que o vento espalha”.

Aparentemente os ímpios sempre estão muito bem. Numa precipitada e equivocada leitura, eles estão sempre, como se diz no interior, por cima da carne-seca. Tudo gira a favor deles e eles são sempre os protagonistas, os atores principais. Mas é um engano. Sua aparente solidez é destruída com ventos bem leves.

Uma das reações do justo é olhar o ímpio e invejar sua performance. Em alguns casos, deseja imitar suas atitudes e práticas, imaginando que se dará bem. É outro engano. Quem se lança a essa atitude acaba se dando mal e, parece, que o tombo é maior do que na vida do ímpio. 

A experiência humana tem apresentado inúmeros exemplos de ímpios que, passados alguns anos, experimentam a fragilidade de suas obras e, em questão de horas, tudo é perdido.

Em Provérbios 12.5, lemos: “Os pensamentos dos justos são retos; os conselhos dos ímpios são falsos”.

Ainda que, aparentemente, a caminhada dos ímpios seja vitoriosa, não caia nesse engano, sua segurança é frágil.

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Caminhada no Salmo Primeiro - XIV

Prosperidade é o terceiro tema presente no Salmo. E se há um tema tão cobiçado, esse é o da prosperidade. Todos a desejam. Ser próspero é a meta de todo mundo.

O poeta é claro: e tudo quanto fizer prosperará quem tomar cuidado com as companhias e ter a lei do Senhor como fonte de meditação o tempo todo.

Uma provocação logo surge ao refletir sobre o tema: eu conheço muita gente cumpridora desses princípios e não é próspera, argumenta-se.

Então, é aqui a residência de um sério problema: a ideia de prosperidade está relacionada à riqueza. Próspero é quem tem muito, quem acumula, quem esbanja, quem tem muita influência pública, muito poder. É a valorização do ter em detrimento do ser. E nenhuma relação existe entre ter e prosperidade. Conheço muita gente próspera que pouco ou nada tem. 

De Eric Butterworth, temos: “Prosperidade é um modo de viver e pensar, e não apenas dinheiro ou coisas. Pobreza é um modo de viver e pensar, e não somente a falta de dinheiro ou coisas”.

A prosperidade exaltada pelo Salmo é uma consciência tranquila e obediente à vontade do Senhor.





terça-feira, 13 de outubro de 2026

Caminhada no Salmo Primeiro - XIII

O segundo tema presente no poema é a Lei do Senhor. O verso segundo registra: “Tem o seu prazer na Lei do Senhor e nela medita dia e noite”. Lei do Senhor pode ser entendida hoje como orientações do Senhor e cremos que a Bíblia é o registro necessário para se entender a vontade de Deus.

Após realçar a necessidade de fugir do conselho dos ímpios, não dialogar com os pecadores e não se assentar à mesa com escarnecedores, o poeta deixa claro que a melhor fonte para vencer esse desafio é deleitar-se na Lei do Senhor. 

Não se trata de uma busca periódica, esporádica, mas de um relacionamento permanente que envolve a mente e o coração durante dia e noite. É cada vez mais comprovado que o desleixo pela palavra de Deus tem aumentado entre os cristãos. Trata-se de uma incoerência, pois, se Deus tem orientações e elas estão na sua palavra, não buscá-la intensamente é assumir que não deseja tais orientações. E mente e coração vazios são um grande receptáculo para conselho dos ímpios, caminho dos pecadores e mesa dos escarnecedores.

Valorize a lei do Senhor em sua caminhada.

Caminhada no Salmo Primeiro - XII

O poema apresenta pelo menos seis temas de grande importância. O primeiro deles é “companhia”. O verso primeiro parece bradar: cuidado com as companhias.

A advertência é clara, objetiva e séria. Quer ser feliz? Não ande no conselho dos ímpios, não dialogue (não pare) no caminho dos pecadores e não se assente na roda dos escarnecedores.

É sabido que muitas pessoas querem transferir suas responsabilidades ao serem punidas pela lei e culpam outros por seus deslizes, o que não é verdade. Mas a possibilidade de más companhias levaram ingênuos e desavisados a serem punidos sem culpa existe. Há bastante tempo, visitei um jovem preso que não apresentava qualquer relação com a acusação apresentada, a não ser estar junto com amigos numa balada de juventude. Passado o período de reclusão, nunca mais apresentou qualquer problema e é um homem respeitado e cuidador de sua família.

A orientação do Salmo não é para abandonar as amizades, mas não permitir que elas influenciem sua vida, ao contrário, sua vida as influencie.

Cuidado com as companhias!

domingo, 11 de outubro de 2026

Caminhada no Salmo Primeiro - XI

“Porque o Senhor conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá”.

O Salmo apresenta o fundamento para as consequências na vida dos justos e ímpios: o conhecimento de Deus. Deus conhece o caminho dos justos.

O conhecimento de Deus é muito diferente do conhecimento humano. Deus conhece o nosso passado, conhece o nosso presente, experiências também nossas, e conhece nosso futuro, experiência que não temos. Apenas Deus conhece o futuro do ser humano.

Saber que Deus conhece o nosso futuro pode desenvolver duas reações: ansiedade ou descanso. Há quem fique ansioso ou ansiosa, alguns transitam no medo, e procuram por meios errados tentar descobrir o que virá. Esforço em vão. Há os que descansam em Deus e confiam que tudo está preparado para o nosso bem, pois, conhecendo o nosso futuro, Deus em nada é surpreendido.

Quem confia em Deus e entrega sua vida a Ele, ainda que sofra com a persistente influência do pecado, descansa nos cuidados de Deus, que incluem seu futuro.  

Ser conhecido pelo Senhor é ter a certeza de que sua jornada não terá fim perecível, pois Ele guarda o seu tesouro.

sábado, 10 de outubro de 2026

Caminhada no Salmo Primeiro - X

“Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos”.

Espalhados como a moinha, os ímpios não subsistirão no juízo, os pecadores não permanecerão na congregação dos justos.

É bom realçar que um dos significados para ímpio é rejeitar a orientação divina, desprezar sua autoridade, rebelar-se contra o agir de Deus. Em Latim, PIUS é bondoso, IMPIUS é a negação dessa bondade.

A impermanência na congregação dos justos não é uma ação condenatória de Deus, é atitude natural dos que não se sentem bem com a presença dos que temem a Deus. Assim como cristãos comprometidos não se sentem bem em determinados encontros, os ímpios sentem náuseas por se fazerem presentes em outros.

Foi assim que aconteceu com Judas. Após a revelação de seu caráter cristão, revelando seu descomprometimento com o Salvador, ele se retirou e se afundou num atoleiro espiritual.

Nada é tão assustador para um ímpio do que estar no meio da adoração a Deus. E, para o cristão, nada é tão cativador. 

Em que caminho você está trilhando: o caminho dos ímpios ou o caminho dos justos?

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Caminhada no Salmo Primeiro - IX

“Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha”.

Enquanto o justo experimenta prosperidade em tudo o que faz, o ímpio é como a moinha que o vento espalha. A moinha são os restos de palha que sobram após a debulha dos cereais. Bem leve, são presas fáceis para ventos bem tranquilos, deslocando-os de um lado para outro. Quando surge um temporal, são violentamente atirados de um lado para outro, promovendo verdadeiras acrobacias, até aterrissar no chão novamente. Enquanto não surge vento, estão tranquilos não chão.

Os ímpios aparentemente estão tranquilos em sua trajetória até surgir um vento. Vivem como se nada fosse acontecer, mas eis que, surpreendentemente, são retirados de seu conforto e a agitação em suas vidas revela a fragilidade em que viviam.

Enquanto tudo estiver bem, são arrogantes, presunçosos, autossuficientes, ensimesmados, a ninguém ouvem e atropelam todos os que surgem em sua frente.

É só questão de tempo, serão destruídos, não há prosperidade trilhando o caminho da impiedade!

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Caminhada no Salmo Primeiro - VIII

“Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará”.

Prosperidade. Quem não quer? Pois a receita está aqui. A prosperidade será uma realidade na vida de quem trilhar o caminho dos justos.

Mas, pastor Neemias, tanta gente que conheço que é justa e está pobre de dá dó. Pois é, essa é uma das confusões que as pessoas fazem: prosperidade é igual a riqueza, falta de prosperidade é igual a pobreza. E essa relação não existe.

Em Provérbios 13.7, lemos: “Há quem se faça pobre, tendo grande riqueza. E quem se faça rico, tendo grande pobreza”.

A prosperidade está muito mais relacionada com a qualidade de vida do que, propriamente, com o acúmulo de bens. Quem é mais próspero: o homem com muita grana e cheio de ativos que preocupam, precisando de medicação para dormir bem num quarto confortável e climatizado com colchão caríssimo, ou o camponês que, após um dia de trabalho duro no campo, dorme feito um anjo num quarto pequeno num colchão de capim?

Não conclua precipitadamente, rico também pode ser próspero, desde que o dinheiro não seja seu Senhor, como pobre pode não ser próspero.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Caminhada no Salmo Primeiro - VII

“Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão...”.

Você já percebeu a diferença de uma árvore plantada numa região seca, com pouca chuva durante o ano, e uma árvore plantada à margem de um riacho com a presença de chuva periodicamente? 

Pois é, assim é comparado quem foge do conselho dos ímpios, não para no caminho dos pecadores, não se assenta na roda dos escarnecedores e, com prazer na lei do Senhor, medita nela full time, o tempo todo. Uma de suas características é a presença de frutos viçosos, cheios de vida. Suas folhas não caem, ou seja, estão sempre sendo renovadas com o ciclo natural de sua natureza.

Tendo como pano de fundo a metáfora, você é uma pessoa feliz? Os frutos podem ser percebidos em sua existência?

Deixe-me alertar sobre algo: normalmente, quando se pensa em frutos, o que vem à mente são realizações, tipo fiz isso por fulano, fiz aquilo na missão tal, cumpri com zelo aquela obrigação e por aí vai. Muito cuidado, qualquer pessoa, inclusive criminosos, podem apresentar folha de serviço semelhante.

Os frutos viçosos surgem a partir do fruto do Espírito, o AMOR!

Você ama? De verdade?

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Caminhada no Salmo Primeiro - VI

Ter prazer na lei do Senhor é um passo para a felicidade. Mas não se trata apenas de retórica. Ter prazer na lei do Senhor está intimamente relacionado com meditar nela dia e noite.

E como será isso? Terei que ter atividades religiosas vinte e quatro horas por dia? Ficarei recluso num mosteiro sem nenhum contato para me purificar? Não. Meditar na lei do Senhor é desenvolver um relacionamento com o divino capaz de provocar uma necessidade de buscá-lo o tempo todo.

Desse modo, o motorista, enquanto dirige o buzão lotado, não terá o trabalho apenas como estressante, mas com prazer pelo fato de facilitar a vida de trabalhadores se deslocando para cumprir sua obrigação e, a cada arrancada e freiada, sua mente medita na Palavra e sua alma revela sorriso agradável no rosto. O mesmo acontece com o pedreiro, o engenheiro, a doméstica, o comerciante e o comerciário, o digitador, o encanador, a enfermeira e o médico, o feirante e o produtor.

Um piedoso cristão foi monitorado vinte e quatro horas por críticos para ver se era verdadeira sua devoção. Nada viram de anormal e pensavam se tratar de um hipócrita. Quando se preparava para se deitar, orou: “Pai, muito obrigado por sua companhia durante todo o dia, o Senhor me ajudou em todo o tempo e pude meditar na tua lei e ser útil às pessoas!”.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Caminhada no Salmo Primeiro - V

No primeiro verso, o poeta apresenta o que não deve fazer quem deseja a felicidade. No segundo, apresenta o que deve ser feito. E ele inicia com a expressão “antes”, quer dizer, “ao contrário”, “tem o seu prazer na lei do Senhor”.

Preste atenção na mudança de paradigma: em vez de fazer companhia aos ímpios, papear com os pecadores e se deleitar com os escarnecedores, o feliz ser humano tem prazer na lei do Senhor.

Diferentemente do que alguns concluem, a lei do Senhor é perfeita. No Salmo 19, verso 7, o poeta declara: “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices”. Lei do Senhor e testemunho do Senhor são expressões sinonímicas, dizem respeito à mesma coisa, apresentam sentido semelhante. A lei, então, é perfeita e fiel e apresenta dois resultados: refrigera a alma e dá sabedoria.

A lei do Senhor não aprisiona, liberta. A lei do Senhor não oprime, alivia. A lei do Senhor não impõe, conquista. A lei do Senhor não obriga, libera.

Quer ser feliz? Obedeça a lei do Senhor!

domingo, 4 de outubro de 2026

Caminhada no Salmo Primeiro - IV


A preventiva tríade apresenta uma progressão pedagógica: não andar no conselho dos ímpios, não parar no caminho dos pecadores e não se assentar na roda dos escarnecedores. Há uma relação bem lógica: quem anda, para, e quem para, se assenta. A roda dos escarnecedores é o clímax da insanidade espiritual.

Pode surgir uma indagação: que é ser um escarnecedor? E pode ser que alguém, precipitadamente, imagine que se trata de qualquer ação humorada a respeito das coisas de Deus. Não, não é bem isso!

Na juventude, um amigo, que fazia parte de nosso grupo, reagia sempre que acontecia alguma brincadeira com as coisas de Deus. Ele alertava: “Cuidado, cuidado, com Deus não se brinca!”.

Não se deve julgá-lo por sua atitude, mas ter cuidado com a ideia de um Deus mal humorado. E Deus é muito bem humorado!

Escarnecedor, dentre outros conceitos, é quem rejeita deliberadamente a direção de Deus e desmerece as ações sobrenaturais do divino em favor do homem. E isso se desdobra em desprezo aos que, pela fé em Cristo, conduzem sua vida.

Fuja da roda dos escarnecedores!

sábado, 3 de outubro de 2026

Caminhada no Salmo Primeiro - III

O poeta sinaliza que feliz é quem não anda no conselho dos ímpios e acrescenta: não se detém no caminho dos pecadores.

Como explicar isso se a Bíblia declara que todos somos pecadores? Em Romanos 3.23, lemos: “Todos pecaram e separados estão da glória de Deus”. 

Tentarei explicar: há uma diferença abismal entre sermos pecadores por natureza e nos deliciarmos na prática do pecado. Deter-se no caminho dos pecadores é mais do que as inclinações da natureza pecaminosa, é deleitar-se na prática do pecado. Para ser feliz é preciso renunciar esse tipo de atitude.

Andar no conselho dos ímpios é o acionar da ignição, deter-se no caminho dos pecadores é o passar a marcha para arrancar. A sabedoria, então, está em não acionar a ignição. 

Deixe-me alertar sobre algo: todos correm risco da influência de “amigos”, tentando levá-los a trilhar o caminho dos pecadores. Não há necessidade de romper as amizades, mas é saudável e muito, muito mais seguro, que os limites sejam estabelecidos. A rigor, cada um toma a decisão e ninguém poderá ser culpado por essa influência.

Quer ser feliz? Tome cuidado.

Caminhada no Salmo Primeiro - II

O salmo inicia-se apresentando o caminho dos justos. Quem trilha no caminho dos justos é bem-aventurado. Bem-aventurado é o mesmo que feliz. Assim registra o início do verso primeiro: “Feliz é a pessoa que não anda segundo o conselho dos ímpios...”.

O salmo aponta o que não deve fazer quem decide pelo caminho dos justos: não andar no conselho dos ímpios.

Há ímpios que desejam aconselhar. E o triste é que há os que desejam trilhar no caminho dos justos se aconselhando com os ímpios. O resultado é uma tragédia.

Uma jovem na faculdade era provocada pelas colegas por ser a única virgem da turma. Suas amigas insistiam que ela deveria ter a experiência e que sua atitude era ultrapassada. Depois de muitos anos, aquela jovem era casada e bem feliz. Suas amigas eram infelizes na vida conjugal.

É triste a realidade dos ímpios, segundo Isaías 48.22: “Mas os ímpios não têm paz, diz o Senhor”.

O conselho dos ímpios pode apresentar boa aparência, mas o seu fim traz sempre trágicos resultados. Cuidado com quem você está se aconselhando, pode ser uma furada.

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Caminhada no Salmo Primeiro - I

"Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.

Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.

Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.

Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.

Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.

Porque o Senhor conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá" - Salmo 1º.


O famoso livro dos Salmos, o livro da música do povo de Israel, traz no primeiro poema a existência de dois caminhos: o caminho dos justos e o caminho dos ímpios. No entendimento da época, justo era quem obedecia a Deus e ímpio quem desobedecia.

O poema apresenta seis versos, com os três primeiros realçando o caminho dos justos e os três últimos o caminho dos ímpios. O Salmo termina informando que o caminho dos ímpios perecerá.

Em que caminho você tem trilhado?

Vote responsável e conscientemente

Por Neemias Lima - Pastor

Os brasileiros aptos a votarem se dirigirão no próximo domingo a uma seção eleitoral para exercerem o direito/dever de votarem para Presidente, Governador, Senador (neste ano, dois), Deputado Federal e Deputado Estadual.

O voto do cristão tem o mesmo peso/valor do voto do não cristão. Mas, por se declarar representante de Cristo aqui na terra, o cristão tem maior responsabilidade. Como lembra I Coríntios 10.31, “quer comam, quer bebam, ou façam qualquer outra coisa (votar está incluído), façam tudo para a glória de Deus”.

Sendo assim, três motivações devem orientar sua ação como cidadão.

1ª - Gratidão por morar num país democrático. Antes de sair para exercer seu direito/dever, agradeça a Deus o fato de poder escolher livremente os governantes de nosso país.

2ª - Confiança na vontade soberana do Senhor. Descanse no comando absoluto do Senhor de toda a história. Nossa atitude de “quietude diante d’Ele é por sabermos que Ele é o Senhor” - Salmo 46.10.

3ª - Consciência livre para exercer o direito/dever. O voto da pessoa mais pobre tem o mesmo peso do voto da pessoa mais rica. Da mesma forma, o da mais culta e da menos culta. Vote livremente, sem qualquer pressão. Um dos princípios adotados por nós, os batistas, é a liberdade de consciência de todo cidadão. Você é livre.

É sempre bom lembrar: Deus não tem candidato.  

A partir do resultado das eleições, tudo voltará ao normal. Tensões e brigas entre familiares e amigos, espera-se, serão esquecidos. Triste é saber que amizades foram arranhadas, relacionamentos rompidos e testemunhos desonrosos tornados públicos. 

É hora de arrependimento e súplica ao Senhor para que o nosso país encontre os caminhos de submissão ao Senhor e de prática de justiça social.