Para alguns palestrantes da linha motivacional, não se deve contar os sonhos para outras pessoas. Segundo eles, suas metas e projetos devem ser guardados em silêncio para evitar que inimigos se apresentem tentando destruí-los. Concordo que no mercado de trabalho, no mundo corporativo, pode até fazer sentido, mas, de modo geral, é bobagem. Gosto da cultura popular que assegura “o que é do homem, o bicho não come”.
Então, Gênesis 37.5-6 registra: “José teve um sonho e o contou aos seus irmãos; por isso, o odiaram ainda mais. Ele lhes disse: Peço que ouçam o sonho que tive”. Segundo a linha motivacional, José errou. Mas, convenhamos, um jovenzinho, seus irmãos eram mais velhos, exceto Benjamim, qual era a sua expectativa? Que os irmãos mais experientes o acolhessem e o ajudassem. Que eles fazem? Odeiam ainda mais a José.
Preste atenção: “o odiaram ainda mais”, diz a Bíblia. O ódio já estava lá. Não foi a revelação de José que gerou o ódio, ele era odiado. E ter contado o sonho valorizou ainda mais o resultado no final de tudo.
Contando ou não seus sonhos, sonhe! E sonhe grande!

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