quarta-feira, 15 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XV

A resistência inicial de José não diminuiu a maldosa intenção da provocante esposa de Potifar. Gênesis 39.10 realça que “ela falava com José todos os dias, mas ele não lhe dava ouvidos, recusando-se a ir para cama com ela e a ficar perto dela”.

Provavelmente, sentindo-se ferida em seu orgulho, pode ser que José tenha sido o primeiro a negar-lhe um momento de prazer, astuciosamente, armou uma cilada, aproveitando-se da ausência de outros funcionários na casa e o atacou, forçando-o a ter relações com ela. Livrando-se dela e fugindo, deixou em suas mãos uma peça de roupa, possivelmente uma capa, que foi usada por ela para o acusar de assédio sexual ou até mesmo estupro.

Encenando desespero com o mentiroso ataque, alardeou entre os outros funcionários e mais tarde contou ao seu marido. Potifar ficou irado e o lançou na prisão. Algo me intriga: por que Potifar não executou José? A primeira resposta é: Deus estava na direção e não permitiu. Muito bem. Mas gosto de especular: além disso, nem Potifar acreditava na integridade de sua mulher. Seu histórico não devia ser nada bom.

O sonhador era escravo e, agora, é prisioneiro.

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