sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Tudo é vaidade - 07

Eclesiastes 2.1-2 registra: “Eu disse a mim mesmo: Vamos! Prove a alegria; procure ser feliz. Mas também isso era vaidade. Concluí que o riso é tolice e que a alegria não serve para nada”.

Em sua tresloucada crise, Salomão insiste no seu “eu” como centro da vida e das reflexões e conclui que o riso é tolice e a alegria para nada serve. Ele que, provavelmente, escrevera em Provérbios 15.13 “o coração alegre aformoseia o rosto”, agora não encontra qualquer benefício na alegria. Provavelmente, o que o Pregador desconhecia era que a alegria externa é consequência da alegria interna. Seu coração estava doente. E coração doente gera doença no corpo. É o que se chama de doença psicossomática ou, contemporaneamente, somatização, uma enfermidade na alma se manifestando no corpo.

A alegria não será adquirida com habilidades e recursos humanos, mas a partir de uma experiência de entrega da vida a Deus e o prazer em servir ao semelhante. Sempre que o nosso “eu” estiver no centro das ações, Deus e o próximo serão destronados em nossa alma.

E não há tristeza maior do que destronar Deus e o próximo de nossa vida!

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