O quarto capítulo de Eclesiastes inicia com a tríplice visão que Salomão experimentou da vida. Diz assim: “Vi ainda todas as opressões praticadas debaixo do sol: vi as lágrimas dos que foram oprimidos, sem que ninguém os consolasse; vi a violência na mão dos opressores, sem que ninguém consolasse os oprimidos”.
A primeira visão é da opressão praticada. A segunda é das lágrimas dos oprimidos. E a terceira é a violência na mão dos opressores. Ele reforça o drama dos oprimidos com a dupla declaração “sem que ninguém os consolasse”.
Diante da dramática visão, Salomão conclui que “mais felizes são os que já morreram, mais felizes do que os que ainda vivem”. E dramatiza ainda mais ao afirmar que “mais feliz do que uns e outros é aquela que ainda não nasceu e não viu as más obras que se fazem debaixo do sol”.
O quadro deprimente de Salomão desce ladeira, tudo é vaidade, realmente, viver não vale a pena, ser feliz é uma utopia, a caminhada é uma triste cena e a vida nada tem de alegria, tudo parece uma permanente alergia. Triste visão da vida, que é bela e boa.

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