sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Seguidor ou discípulo? - Conclusão

Percebendo a plateia de seguidores esvaziada, Jesus pergunta aos discípulos: “Vocês querem se retirar também?”.

Pedro, porta voz do grupo, responde: “Para quem iremos nós? Tu tens as palavras de vida eterna!”.

É muito interessante que Pedro tenha respondido “para quem iremos” e não “para onde iremos”. Normalmente, se vai para algum lugar e não para uma pessoa. Aqui temos uma grande lição: a relação de discipulado gera um relacionamento entre pessoas, a pessoa de Jesus e o pecador arrependido.

Seguidor procura lugar, discípulo procura pessoa. Seguidor se perde nos lugares, discípulo se encontra em Jesus. Seguidor se estressa com lugares, discípulo se alegra com o seu Senhor. Seguidor abandona lugar, discípulo permanece em Cristo. Seguidor alterna momentos de alegria e tristeza, discípulo experimenta a permanente alegria. Seguidor se perde nas encruzilhadas da vida, discípulo sabe o caminho que o conduzirá ao céu! 

Seguidor e discípulo estão separados como o Polo Norte do Polo Sul, impossível ser unidos. Não se engane, seja discípulo e não seguidor.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Seguidor ou discípulo? - VIII

O Pr. Hernandes Dias Lopes continua em seu comentário: “Precisamos abdicar do nosso orgulho, soberba, presunção e autoconfiança, antes de seguirmos as pegadas de Jesus. Não há coroa sem cruz nem céu sem renúncia. Ser discípulo não é abraçar simplesmente uma doutrina, é seguir uma pessoa”.

Negar a si mesmo não é uma anulação pessoal, nem uma perda de identidade, é uma decisão que implica submeter a vontade própria à vontade de Jesus. Ele é o Senhor e o discípulo é servo. Servo obedece. A cultura popular assevera que “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Jesus pode mandar e, se temos juízo, obedeceremos.

Seja sincero: sua vontade ao receber uma afronta não é revidar em proporção igual ou maior? Pois é, a relação de discípulo nos lembrará a orientação de Jesus: “Se te baterem numa face, oferece-lhe a outra”.

Diz mais o pr. Hernandes: “Envolve mudar o centro de gravidade da visão centrada no “eu” para a completa adesão à vontade de Deus. Trata-se de uma renúncia radical a toda autoidolatria”.

Seja discípulo e não seguidor!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Seguidor ou discípulo? - VII

O Pr. Hernandes Dias Lopes, comentando sobre o discipulado, destaca os seguintes pontos:

1º - O discípulo conhece o preço do discipulado.

2º - Jesus só tem uma espécie de seguidor: discípulos. Ele ordenou que sua igreja fizesse discípulos, e não admiradores. O discipulado é o mais fascinante projeto de vida.

3º - O discipulado é um convite pessoal. Jesus começa com uma chamada condicional: “Se alguém quiser”.

4º - A soberania de Deus não violenta a vontade humana. É preciso existir uma predisposição para seguir a Cristo. Jesus citou quatro tipos de ouvintes: os endurecidos, os superficiais, os ocupados e os receptivos. Muitos querem apenas o glamour do evangelho, mas não a cruz. Querem os milagres, mas não a renúncia. Querem prosperidade e saúde, mas não arrependimento. Querem o paraíso na terra, mas não a bem-aventurança no céu.

5º - O discipulado é um convite para uma renúncia radical. Cristo nos chama não para a afirmação do eu, mas para sua renúncia. Precisamos depor as armas, antes de seguir a Cristo. 

E aí, somos discípulos ou seguidores?

Seguidor ou discípulo? - VI

O discipulado é um convite para a morte. Mas como? Jesus não garantiu “Eu vim para que tenham vida e vida em abundância”? Sim, mas o discípulo precisa morrer. Tomar a cruz diariamente é morrer diariamente. A cruz é ao mesmo tempo símbolo de vida e de morte.

Dietrich Bonhoeffer, teólogo alemão, declarou: “Quando Cristo chama um homem, Ele o convida a vir e a morrer”.

A versão “Linguagem de Hoje” traduz o verso 23 assim: “Se alguém quer ser meu discípulo, que esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto cada dia para morrer como eu vou morrer e me acompanhe”.

Em I Coríntios 15.36, Paulo confronta: “Seu tolo! Quando você semeia uma semente na terra, ela só brota se morrer”.

O discípulo de Jesus precisa fazer morrer o egoísmo, interesse, ganância, avareza, orgulho, prepotência, autossuficiência, vontade própria, rancor, mágoa, insensibilidade, mentira, intriga, maledicência, briga, bateu / levou, olho por olho, dente por dente / vingança.

E aí, se dispõe a morrer por Cristo para viver com ele eternamente?

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Seguidor ou discípulo? - V

O discipulado exige entrega diária. “Se alguém quiser, dia a dia tome a sua cruz”. A entrega de ontem não valerá para hoje. Em I Coríntios 15.31, Paulo testemunha: “Dia após dia, eu morro! Eu o protesto, irmãos, pela glória que tenho em vós outros, em Cristo Jesus, nosso Senhor”. A entrega de ontem não vale para hoje. A entrega de hoje não valerá para amanhã. A entrega de agora não valerá para daqui a um pouquinho. É entrega permanente.

A formação cristã de meu tempo de adolescente e juventude desenvolveu alguns conceitos interessantes, não significando que sejam incorretos, nem que sejam corretos. Um deles é: “Este texto bíblico é para os crentes ou aquele é para os incrédulos”. O “se alguém quiser vir após mim...” era para os incrédulos, os crentes tinham resposta: “Eu já fui”. É preciso ir todo dia. Assim como você precisa se alimentar todos os dias, você precisa ir a Jesus todos os dias e se alimentar dele e com ele.

Por falar nisso, você já foi a Jesus hoje? Pare tudo agora e vá a ele, fale com ele, confesse seus pecados e decida viver para ele.

domingo, 26 de janeiro de 2025

Seguidor ou discípulo? - IV

Ao ponderar “se alguém quiser ser meu discípulo”, Jesus deixa claro que é uma decisão espontânea do seguidor e não um violento alistamento por parte de Deus. O discipulado implica numa convocação de Deus que respeita a decisão humana. Isso significa que ninguém é obrigado a ser discípulo de Jesus.

O reverendo Hernandes Dias Lopes argumenta que “o discipulado é uma proposta oferecida a todos, indistintamente. Jesus dirige-se não apenas aos discípulos, mas também à multidão. O discipulado não é apenas para uma elite espiritual, mas para todos quantos quiserem seguir a Cristo”.

Acrescenta o Pr. Hernandes: “O discipulado é um convite pessoal. Jesus começa com uma chamada condicional: “Se alguém quer”. A soberania de Deus não violenta a vontade humana. É preciso existir uma predisposição para seguir a Cristo”.

“Se alguém quiser vir após mim, negue a si mesmo, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” - Lucas 9.23.

Duas vias estão diante de você, uma se chama seguidor, outra, discípulo. Em qual você caminhará?


sábado, 25 de janeiro de 2025

Seguidor ou discípulo? - III

“Se alguém quiser vir após mim, negue a si mesmo, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” - Lucas 9.23.

Sendo diferentes as motivações, o discípulo busca, em primeiro lugar, agradar ao seu mestre. Todas as suas motivações e expectativas passam pelo filtro: isso agrada ao meu Senhor? E o seu senhor é Jesus Cristo.

Nenhuma experiência, por mais angustiante que seja, o faz abandonar a batalha e fugir do enfrentamento, ele está ali para sofrer pelo seu Senhor. Vindo ou não o reconhecimento humano, sua alegria é a mesma, seu entusiasmo é contagiante e a intensidade de seu amor sempre aumenta.

O discípulo “busca em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, sabendo que todas as coisas lhe serão acrescentadas”, como apela Mateus 6.33. Ele “está crucificado com Cristo e vive, não mais ele, mas Cristo vive nele, e a vida vivida é pela fé”, conforme testemunha Paulo em Gálatas 2.20. 

O que move o discípulo não é o aplauso, é o amor! Amor que se doa a ponto de dar a vida

Você é discípulo ou apenas seguidor de Jesus?

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Seguidor ou discípulo? - II

As motivações do seguidor e do discípulo de Jesus são frontalmente contrárias. 

O seguidor precipuamente busca agradar a si mesmo. O que envolve sua religiosidade precisa atender as suas expectativas. Quando algo não atende aos seus anseios, pula fora do barco. Isso não significa que a ação é totalmente maldosa e premeditada. Nem ele mesmo se dá conta de que a falta na essência é a sua motivação no relacionamento com Cristo. Ele pensa que é um discípulo, mas é um seguidor. Talvez isso explique a transitoriedade no seu relacionamento com a igreja de Jesus aqui na terra.

O seguidor precisa de reconhecimento para continuar servindo a Deus através de seu serviço ao semelhante. Não acontecendo o aplauso, o serviço é interrompido e ele sempre terá uma razão, quer dizer, desculpa para apresentar. O que o move não é o amor, mas, sim, o aplauso.

“Se alguém quiser vir após mim, negue a si mesmo, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” - Lucas 9.23.

Responda com sinceridade: você é discípulo ou apenas seguidor de Jesus?

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Seguidor ou discípulo? - I

“Se alguém quiser vir após mim, negue a si mesmo, dia a dia tome a sua cruz e siga-me”.

Lucas 9.23.

Certa vez, uma multidão procurou Jesus. Isso aconteceu no dia seguinte da multiplicação dos pães e peixes. Jesus provocou uma reflexão: “vocês estão me procurando não pelos sinais, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos” - João 6.26. Seguindo a reflexão, uma mensagem sobre o pão da vida que mata a fome da alma.

O poderoso e amoroso sermão de Jesus provocou a seguinte reação: “Duro é este discurso; quem pode suportá-lo?” - João 6.60. Jesus não amenizou sua confrontação e a maioria toma a seguinte decisão: “Muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam mais com ele” - João 6.66. 

E agora, Jesus, o sermão será aliviado? Não. Jesus pergunta aos doze: “Será que vocês também querem se retirar?”. Pedro dá uma profissão de fé: “Para quem iremos? O senhor tem as palavras de vida eterna!” - João 6.68.

Só responde assim quem é discípulo. Você é discípulo ou seguidor de Jesus?

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

No deserto - Conclusão

O deserto é a transição entre dois lugares: Egito e Canaã. Em toda a caminhada, os dois lugares influenciarão suas atitudes e decisões. Há quem foque no passado e deseje voltar à comodidade dele. E há quem foque no futuro e lute para que ele seja desvendado o mais rápido.

O passado é o Egito. O Egito traz boas lembranças: segurança, amizades, estabilidade, provisão e comodidade. E traz lembranças ruins: opressão, perda da liberdade, ausência de alegria verdadeira e dúvidas permanentes.

O futuro é Canaã. Canaã é a terra da promessa, exige fé no Eterno, tudo é intangível e as dúvidas passeiam pela mente. Terei segurança em Canaã, serei bem recebido, terei estabilidade? E a provisão será garantida?

E é numa dessas encruzilhadas do deserto que o caminhante precisa tomar uma decisão: abandonar o passado, esquecer o Egito. Não adianta sair do Egito, é preciso que o Egito saia de você! Sem abandonar o passado, você não conquistará o futuro. Sem deixar o Egito, você não conquistará Canaã.

Você é tentado a desistir com a aflição do deserto, mas não desista, Canaã está logo ali!

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

No deserto - XI

Ninguém passa pelo deserto sozinho, Deus caminha junto. Você já ouviu falar de Lesly Mucutuy, Soleiny Mucutuy, Tien Mucutuy e Cristin Mucutuy? São os irmãos que ficaram perdidos na floresta amazônica após a queda do avião em que estavam. Três adultos morreram e eles ficaram vivos. Foram quarenta dias perdidos, sem nenhuma notícia e, no fim desse período, resgatados com leves problemas. 

Veja algumas questões interessantes:

Primeira, foram quarenta dias no deserto da floresta. Por que quarenta e não trinta e nove, quarenta e um ou número de dias próximo? Quarenta dias era o tempo que o povo de Israel poderia atravessar o deserto.

Segunda, Lesly tem treze anos, Soleiny, 9 anos, Tien, quatro anos, e Cristin, um ano, apenas um aninho. Lesly e Soleiny ainda tem alguma autonomia, mas Tien e Cristin? Nenhuma! Deus os guardou naquele deserto terrível! Deus caminhou com eles! Deus dormiu com eles! Quando se aproximava um animal feroz Deus levantava um muro imaginário para protegê-los.

Tenha coragem e ânimo, Deus caminha com você no deserto!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

No deserto - X

Quem define o tempo do deserto? Em certo sentido, Deus é quem determina o tempo do deserto. Ele é o dirigente moral da história, o senhor soberano, quem estabelece os planos, quem põe e depõe.

Em outro sentido, o homem participa ativamente na duração do tempo do deserto. A viagem do povo de Israel poderia ser feita em 40 dias, mas durou 40 anos. O deserto que poderia ser breve se alongou muito.

O tempo no deserto pode se alongar em função da desobediência. Foi o que aconteceu com o povo de Israel. Uma caminhada que poderia ser muito proveitosa e prazerosa se tornou enfadonha e sacrificante. Tempo de reclamação, momentos dramáticos com mortes em grande escala, murmuração impertinente em relação a Deus e aos líderes, desobediência deliberada e ações impensadas formavam o cardápio desastroso daquele povo.

Não é que Deus não tenha controle, mas é como se agisse assim: pode ir, vamos ver até onde você suportará! Rejeitar a direção de Deus é fazer o deserto ficar mais longo.

Não alongue seu deserto, busque obedecer a Deus!

domingo, 19 de janeiro de 2025

No deserto - IX

O deserto cria excelentes oportunidades de preparo para grandes desafios e vitórias. O que, aparentemente, é uma derrota, na verdade, é um extraordinário exercício cujos resultados trarão grandes vitórias.

O deserto é um laboratório para entender o que é prioritário. Quando a caminhada é tranquila e sem desafios é natural que se desvie o foco do que é realmente prioridade na vida e muita energia é desperdiçada com banalidades.

Muito do que se aprende no deserto não será totalmente utilizado ou praticado por quem viveu as experiências. Mas as gerações futuras usufruirão dos resultados daquele aprendizado. No deserto, o povo de Israel, por exemplo, aprendeu sobre agricultura, mas quem colocou em prática o ensino foram as gerações seguintes, filhos, netos, bisnetos e tataranetos, pois a geração que herdou a terra não foi a mesma que atravessou o deserto.

O deserto prepara para o futuro e fortalece a fé. Os heróis da fé são homens e mulheres impotentes que acreditavam no futuro e não se acovardavam diante dos desafios da fé.

sábado, 18 de janeiro de 2025

No deserto - VIII

A passagem pelo deserto desenvolve uma realidade meio confusa: ao mesmo tempo em que se deseja a solidão, tem-se o desejo de estar entre a multidão. E, num certo sentido, o deserto amplifica a tensão entre a multidão e a solidão. As duas realidades precisam ser bem administradas. 

Na solidão, podemos reoxigenar a mente, conversar intimamente com Deus, reencontrar consigo mesmo, avaliar e reavaliar a caminhada, firmar propósitos novos na relação com o pai e com o próximo, enfim, é uma realidade em que amadurecemos.

No meio da multidão, o deserto torna-se menos amedrontador. A companhia de outros, o sofrimento do próximo e o compartilhar dores, dissabores e favores amenizam as atrocidades do deserto.

Segundo Charles Baudelaire, “Quem não sabe povoar sua solidão, também não saberá ficar sozinho em meio a uma multidão”.

Invista em seu tempo de solidão e não despreze a bênção da multidão. Deus tem prazer na solidão. Deus tem prazer na multidão. Mas não permita que a solidão se instale e considere maravilhosa a recepção.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

No deserto - VII

Um jovem senhor foi preso ao transportar drogas de uma capital para uma interiorana cidade. Entrevistado na delegacia, respondeu ao repórter: “Eu estou desempregado e me contrataram para transportar o material, preciso alimentar minha família, aceitei e me dei mal”.

É possível que sua história seja inverídica. Mas admitamos que seja verídica. O que, na verdade, ocorreu? O desemprego que causava a preocupação de não alimentar sua família era o seu deserto. Vulnerável, foi tentado na área que lhe causava tensão. 

Lembra-se do evento de Jesus no deserto logo depois de seu batismo? Mateus 4 registra. Depois de quarenta dias e quarenta noites sem comer, o Diabo primeiramente o tentou exatamente na área fragilizada, a fome. Nocauteado com a palavra de Deus, o inimigo não se deu por vencido, o tentou em outras áreas.

O povo de Israel foi tentado durante todo o tempo no deserto e, muitas vezes, perdeu a batalha.

Cuidado com a área fragilizada de sua vida. No deserto, a tentação se intensificará, mas com a Palavra de Deus, você vencerá.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

No deserto - VI

“Entendo que solidariedade é enxergar no próximo as lágrimas nunca choradas e as angústias nunca verbalizadas” - Augusto Cury.

Não resta dúvida de que o deserto é um celeiro para exercício da solidariedade. A dor é capaz de unir as pessoas. É o tempo em que o ser humano está mais sensível ao toque do amor, do perdão, da compreensão e se apresenta mais solidário.

No deserto, pessoas que sofrem se solidarizam. No deserto, pessoas se ajudam. No deserto, um sente a dor do outro. O tempo de maior solidariedade é quando se encontra no deserto. Quem vive um deserto parece enxergar de longe quem está sofrendo e se apresenta para se solidarizar.

A solidariedade pode ser o choro junto, o ombro apresentado, o braço estendido, a mão afável no rosto. Materialmente falando, você pode nada ter para oferecer, você também está no deserto, mas você é solidário e reparte o que tem. Você nada tem de material, tangível, mas você se apresenta com sua vida.

Não despreze o deserto e desenvolva mais ainda a solidariedade e, quando o deserto acabar, continue solidário. 

Quem é solidário nunca se sente solitário.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

No deserto - V

Qual o tempo de duração do deserto? Não dá para saber. Cada deserto terá o seu tempo. A Bíblia diz que o “choro, pode ser lido como deserto, dura uma noite, mas a alegria vem no amanhecer”. A noite é uma figura, pode durar oito horas, um dia, uma semana, um mês e até anos. 

O deserto de cada um dura o tempo que for preciso para que cada um experimente o crescimento. O povo de Israel poderia cruzar o deserto do Sinai e chegar à Canaã em quarenta dias. No entanto, durou quarenta anos. Qual a razão de durar tanto tempo assim? Embora outras plausíveis explicações sejam dadas, uma delas é que o deserto dura o tempo que cada um precisar para amadurecer.

É comum encontrar os que desejam trilhar por atalhos para encurtar o tempo do deserto. Decisão imatura e infantil. O que forja o caráter dos que experimentam o deserto é exatamente resistir as intempéries e prosseguir até o final. Não se alcança a maturidade trilhando pelo atalho.

A sabedoria está em não desprezar o deserto e caminhar o tempo que for necessário, no tempo certo, o deserto terá fim.

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

No deserto - IV

Mais uma riqueza preciosa: no deserto, prova-se o cuidado do Senhor.

Em Deuteronômio 8.2-4, lemos: “Lembre-se de como o Senhor, o seu Deus, os conduziu por todo o caminho no deserto, durante estes quarenta anos, para humilhá-los e pô-los à prova, a fim de conhecer suas intenções, se iriam obedecer aos seus mandamentos ou não. Assim, ele os humilhou e os deixou passar fome. Mas depois os sustentou com maná, que nem vocês nem os seus antepassados conheciam, para mostrar-lhe que nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca do Senhor. As roupas de vocês não se gastaram e os seus pés não incharam durante esses quarenta anos”.

Você já refletiu quantos milagres aconteceram durante um deserto em sua história? Milagres acontecem no deserto. Uma orientação do Senhor nem sempre entendida é: “Santifiquem-se porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vocês!” - Josué 3.5. A maioria entende assim: “Santifiquem-se para que o Senhor faça maravilhas no meio de vocês!”. Não é para que o Senhor faça, é porque Ele fará. Deus sempre faz milagres no meio do deserto!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

No deserto - III

Apesar de ser um período de grandes lutas, o deserto é um tempo em que extraordinárias riquezas podem ser desfrutadas. Mas nem todos as percebem. Sua energia, atenção e foco estão centrados nos problemas da caminhada que acabam perdendo a visão de ações extraordinárias.

Uma riqueza é que o deserto cria oportunidade para definições que precisam ser assumidas: o falso conforto anterior ou o visível sofrimento atual. Diante das dificuldades da caminhada no deserto, há uma falsa impressão de que o período anterior era mais confortante. 

O povo de Israel oscilou diante das dificuldades e dizia preferir a comodidade do Egito a enfrentar os desafios do deserto. No fundo, no fundo, não era bem isso que eles desejavam, mas a falsa impressão de um conforto no Egito provocava a oscilação.

No deserto, podemos reafirmar nossa profissão de fé: aconteça o que acontecer, venha o que vier, haja ou que houver, seguirei firme com meu Senhor. Um antigo hino afirmava: “Estou seguindo a Jesus Cristo, deste caminho e não desisto. Estou seguindo a Jesus Cristo, atrás não volto, não volto mais!”.

domingo, 12 de janeiro de 2025

No deserto - II

Há vários tipos de desertos e eles são divididos em dois grandes grupos: quentes e frios. 

Os desertos quentes estão, de forma geral, situados nas faixas tropicais do planeta e apresentam temperaturas elevadas.  

Os desertos frios estão situados nos extremos do globo, especialmente nas regiões de clima subtropical.

Os cinco maiores desertos do planeta são:

1 - Deserto da Antártida - 14.200.000 km2.

2 - Deserto do Ártico - 13.900.000 km2.

3 - Deserto do Saara - 9.000.000 km2.

4 - Deserto da Arábia - 2.600.000 de km2.

5 - Deserto de Gobi - 1.300.000 km2.

Quando pregou em nossa Igreja em 2016, o Rabino Yehuda Hockmann introduziu o sermão afirmando: "A passagem pelo deserto é uma etapa inicial na nossa liberação espiritual, onde poderemos enfrentar desafios se sabemos aceitar a preparação que Deus nos dá nesse trajeto. Cada um de nós deve passar pelo seu deserto pessoal, enfrentando os momentos difíceis que com certeza chegarão, superando a tentação de voltar a uma escravidão cômoda e tranquila, porém vazia de conteúdo".

Qual é o tamanho do seu deserto?