Gênesis 11.1 registra: “Em toda a terra havia apenas uma língua e uma só maneira de falar”.
Um leitor mais atento pode, precipitadamente, sugerir uma contradição entre a afirmação deste versículo, que informa haver apenas uma língua, com os versículos cinco, vinte e trinta e um do capítulo dez, que informa, na ordem, sobre os descendentes de Noé, o seguinte: “...cada qual segundo a sua língua, segundo as suas famílias, em suas nações... segundo as suas línguas, em suas terras, em suas nações”.
Como entender “suas línguas” no capítulo dez e “uma língua” no capítulo onze? Uma explicação plausível é que o registro obedece ao critério literário e não ao critério cronológico. Sugerem os estudiosos que a narrativa do capítulo onze está situada logo após o dilúvio e o que se lê no dez após o evento de Babel.
Babel é cidade dos homens. Babel é manifestação da soberba, arrogância e prepotência. Babel é símbolo de confusão. Babel é declaração de afronta a Deus.
Você não precisa sair de Babel, mas Babel não pode entrar em você!

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