domingo, 24 de junho de 2018

Série Superando as adversidades - XIV

Filipenses 4.6-7 registra: “Não estejam inquietos por coisa alguma; antes as suas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e os seus pensamentos em Cristo Jesus”.

Que recurso você usa para superar uma adversidade? É muito comum encontrarmos pessoas que confiam plenamente em outras pessoas por causa do poder que detém naquele momento. Outras pessoas confiam em sua habilidade de solucionar problemas, na experiência adquirida ao longo dos anos e até na sua capacidade para suportá-los.

É verdade que tudo isso pode ajudar, mas Paulo é categórico no recurso que deve ser usado: oração. E ele destaca: não estejam inquietos por coisa alguma, entreguem tudo a Deus em oração. Quem faz isso desfruta da paz de Deus, que excede todo o entendimento, e tem guardados os corações e os pensamentos em Cristo Jesus.

Quer superar adversidades? Confie tudo a Deus em oração, com gratidão.

sábado, 23 de junho de 2018

Pr. Vanderlei Batista Marins é o 10 da Academia

Pr. Dr. Vanderlei Batista Marins
A ACADEMIA EVANGÉLICA DE LETRAS DO BRASIL promoverá a solenidade de posse de seu mais novo acadêmico, o Pr. Dr. Vanderlei Batista Marins.

O mais novo acadêmico ocupará a Cadeira nº 10, cujo patrono é Domício Pereira de Mattos (31 de janeiro de 1916 - Rio de Janeiro, 16 de setembro de 2010) que foi um pastor e teólogo presbiteriano. Na vida acadêmica, obteve o mestrado em jornalismo (1959) e em Teologia (1969), na Universidade de Syracuse e no Union Theological Seminary de Nova Iorque.

A cadeira nº 10 até então era ocupada pelo respeitado Reverendo Hernandes Dias Lopes, pastor presbiteriano, que passa à benemerência.  

A Academia passa a ter em seu quadro uma das maiores lideranças do Brasil, em termos evangélicos, com o destaque que o Pr. Vanderlei Batista Marins foi Presidente da Convenção Batista Brasileira, da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil e, atualmente, é o Presidente da Convenção Batista Fluminense, cargo que ocupa pela 12ª vez. É pastor da Primeira Igreja Batista do Alcântara e Diretor do Seminário Teológico Batista Gonçalense. 

O novo acadêmico alista em sua obra a publicação de vários textos em revistas de circulação nacional e a publicação de um livro destinado a pastores.

Sua formação inclui Doutorado em Teologia, Bacharelato em Direito, Filosofia e outros cursos.

O evento é aberto a todo o público e acontecerá na Primeira Igreja Batista do Alcântara (veja convite completo na foto abaixo)

Clique na foto para ampliar!


Série Superando as adversidades - XIII


Alegria é o tema central da carta aos filipenses. Há quem sugira, inclusive, que ela deveria se chamar “Carta da Alegria”. É marcante que, num total de 104 versículos, 16 vezes, dependendo da versão 17, a palavra alegria ou uma correlata aparece. Isso significa que a cada 7 versos, Paulo cita alegria. Como se fosse na música um refrão, um estribilho, um coro.

Como explicar alguém preso e sofrendo toda sorte de limitação expressar tanta alegria? Seria perfeitamente compreensível, do ponto de vista humano, entender suas lamúrias, reclamações e revolta. Mas não é o que Paulo ensina e pratica.

Lembro-me de minha mãe que, mesmo em grandes lutas com enfermidades e outras, transmitia sempre alegria e encorajamento, nunca reclamava.

A alegria independe das circunstâncias externas. É um dos aspectos do fruto do Espírito ensinado por Paulo em Gálatas. Dr. Philips Keller, no livro Frutos do Espírito, argumenta que alegria é diferente de felicidade. Esta depende do que acontece com a gente, é de fora pra dentro. Aquela, não. É interior. É de dentro pra fora.

O versículo chave da carta é Filipenses 4.4: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos”. E é também marcante o advérbio presente: alegrai-vos sempre, não é esporadicamente, é sempre.

Quer superar adversidades? Mantenha sempre a alegria.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Série Superando as adversidades - XII

Não é sem sentido que o momento atual da vida é chamado de presente. É um presente que recebemos. O que passou, passado. E o que virá, se vier, futuro. Mas tem gente que deseja viver o passado e o futuro no presente. Impossível. Apenas causará dor e sofrimento.

Veja que lição de Paulo: “Quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo...” – Filipenses 3.13-14.

Em outras palavras, não deixe o passado dominar você, viva o presente e tenha esperança no futuro.

O passado como motivação no presente pode trazer dois problemas: 1º - se foi bom, gerar um sentimento de presunção, autossuficiência. 2º - se foi ruim, um sentimento de baixa auto-estima. Nenhuma das situações é saudável. Ele deve ser visto como uma janela para evitar os mesmos erros e, com a experiência adquirida, prosseguir. É o que Paulo fazia.

Lembre-se o retrovisor só tem valor quando utilizado rapidamente enquanto avança. O motorista precisa olhar para a frente.

Quer superar adversidades? Não deixe o passado dominar você, viva o presente e tenha esperança no futuro.

Série Superando as adversidades - XI


Quais são seus valores e motivações nesta vida? Você sabe que tudo orbita em torno disso? Caso os valores e motivações forem incorretos e indignos, tudo na sua vida terá como consequência uma colheita ruim.

Veja o que Paulo diz em Filipenses 3.7-9: “Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo, e seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé”.

Dependendo dos valores e motivações que temos, lutaremos por conquistas que nenhum valor apresenta. Investiremos tempo em assuntos e atividades que nada contribuem. Maximizaremos futilidades e minimizaremos conteúdos relevantes. Valorizaremos o ter e negociaremos o ser. Amaremos as coisas e usaremos as pessoas.

O que Paulo ensina nesse contexto, basta ver os versos anteriores, que ele tinha currículo, know-how, pedigree, mas o dia em que encontrou os valores e as motivações corretas jogou tudo para o alto. E seus valores e motivações, agora, tinham um nome, Jesus Cristo. Ele testemunha: “Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo”.

Quer superar adversidades? Reavalie seus valores e suas verdadeiras motivações na vida.

Série Superando as adversidades - X

Objetivamente, empatia é a capacidade de sentir a dor do outro, experimentando os sentimentos e emoções de forma objetiva e racional, levando as pessoas a ajudarem umas às outras.

Não é um comportamento fácil, sobretudo quando se enfrenta adversidades. E, mais uma vez, Paulo, no meio de uma dor, uma batalha, ensina como superar.

Atente para o que Paulo declara em Filipenses 2.24 em diante: “Mas confio no Senhor, que também eu mesmo em breve irei ter convosco. Julguei, contudo, necessário mandar-vos Epafrodito, meu irmão e cooperador, e companheiro nos combates, e vosso enviado para prover às minhas necessidades. Porquanto tinha muitas saudades de vós todos, e estava muito angustiado de que tivésseis ouvido que ele estivera doente. E de fato esteve doente, e quase à morte; mas Deus se apiedou dele, e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza. Por isso vo-lo enviei mais depressa, para que, vendo-o outra vez, vos regozijeis, e eu tenha menos tristeza. Recebei-o, pois, no Senhor com toda alegria, e tende-o em honra; porque pela obra de Cristo chegou até bem próximo da morte, não fazendo caso da vida para suprir para comigo a falta do vosso serviço”.

É impressionante como alguém que está preso é capaz de se preocupar com o outro e com uma Igreja. Isso é empatia.

Ao enfrentar uma adversidade, lembre-se que outros também enfrentam suas lutas e você pode ser canal de bênção na vida dessas pessoas.

Quer superar adversidades? Sinta a dor do outro, mesmo que a sua seja muito intensa.


Série Superando as adversidades - IX



Murmuração é uma das mais eficazes atitudes para atrapalhar o testemunho. Se os cristãos entendessem, na prática, que as pessoas que se relacionam conosco precisam de afirmações de vida, palavras abençoadoras e conversas saudáveis, a murmuração não faria parte do cardápio diário.

Paulo é objetivo em Filipenses 2.14: “Façam todas as coisas sem murmurações nem contendas”. E diz a finalidade no verso 15: “Para que sejam irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeçam como astros no mundo”.

Interessante é que a murmuração tem a capacidade de cegar a pessoa não a deixando enxergar as coisas boas da vida, focando apenas nos problemas que surgem. E eles seriam mais facilmente vencidos com atitudes de moderação, de silêncio, aguardando a nuvem escura passar para perceber a beleza dos raios solares que estão por trás.

Ao murmurarmos, tendemos a lançar culpa em Deus, que é o governante moral do universo, nas pessoas próximas, que estão sempre nos ajudando na caminhada, e até em nós mesmos, provocando a síndrome do fracassado.

Ao enfrentar uma luta, você pode escolher duas rotas: a murmuração ou aguardar em silêncio o final da história.

Quer superar adversidades? Não murmure, testemunhe. Você e as pessoas próximas se sentirão melhor.

Série Superando as adversidades - VIII


Basta uma adversidade para ficarmos desconcertados. Assim é o ser humano. Muitas vezes, dono e dona de si, no meio de um temporal, torna-se uma minúscula figura temendo pelo pior. O que antes era um leão ou leoa feroz torna-se um gatinho ou gatinha medrosa, procurando o lugar mais seguro para se esconder.
A certeza que Deus está no controle absoluto de tudo só é realidade para nós quando tudo está bem. Quando o dinheiro no bolso é certo. Quando o emprego está garantido. Quando os exames apresentam resultados favoráveis. Quando o cônjuge é gentil e quando os filhos estão em perfeita harmonia com os princípios que lhes apresentamos.
Paulo nos ensina que Deus está sempre no controle de tudo. Em Filipenses 2.13 declara que “Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade”. E que sua vontade é boa, mesmo quando as adversidades nos assaltam.
Sim, não é nada fácil enfrentar as lutas com serenidade. Mas é o melhor caminho. Escabelar-se, dar xiliques e chutar o pau da barraca não são atitudes de quem aprendeu que Deus é o senhor absoluto da situação. Ele trabalha incessantemente para o nosso bem.
Quer superar adversidades? Tenha consciência que Deus está no controle absoluto de tudo. E que é capaz de conduzir tudo para o nosso bem.


quinta-feira, 21 de junho de 2018

Série Superando as adversidades - Parte VII


Farinha pouca, meu pirão primeiro, assevera a máxima egoísta. Cada um por si e Deus por todos, desde que primeiramente para mim, é atitude normal em nossa cultura e caminhada pessoal. Pensar no semelhante, principalmente quando se enfrenta adversidade, é tarefa árdua.

E é no meio de uma tormenta que Paulo ensina: respeite e valorize ainda mais o seu semelhante.

Veja que preciosidade nos versos 3 a 5 do capítulo segundo de sua carta aos filipenses.

“Nada façam por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vocês o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus...”.

Realizar sem interesse de glória pessoal, considerar o outro superior a si e interessar-se primeiro pelo o que é do outro são atitudes muito distantes de nossa cultura e práticas pessoais. E muito difícil quando se enfrenta adversidade. Mas é assim que demonstraremos maturidade.

Sua conduta tem sido de desrespeito e desvalorização do semelhante? Dê meia volta e comece uma nova caminhada, não permita que a adversidade tire esse brilho dos relacionamentos saudáveis.

Quer superar adversidades? Respeite e valorize ainda mais o seu semelhante.

Série Superando as adversidades - VI

Filipenses 1 a partir do versículo 21 registra assim: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor. Mas julgo mais necessário, por amor de vós, ficar na carne”.

Quando temos valores eternos bem definidos em nossa vida, as adversidades tornam-se mais brandas. Não é preciso negá-las, nem ocultá-las, mas é como se informássemos a elas: “Meus valores não estão aqui, estão ali, logo ali, na eternidade”. É muito confortador perceber como Paulo declarava tais valores.

É na mesma sequência do texto, versículos 28 e 29, que ele afirma: “E em nada vos espanteis dos que resistem, o que para eles, na verdade, é indício de perdição, mas para vós de salvação, e isto de Deus. Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele”.

No meio de uma adversidade podemos ter duas atitudes: olhar para a terra ou olhar para o céu. Reafirmar valores terrenos ou reafirmar valores eternos. Nós decidimos.
Quer superar adversidades? Reafirme sempre os valores eternos.

Série Superando as adversidades - V

Uma das mais desastrosas atitudes no meio das adversidades é o julgamento precipitado. Com a capacidade de raciocínio afetada, tende-se a fazer juízos do que não existe e do que existe de maneira equivocada.

Paulo enfrentava a adversidade da prisão por pregar o evangelho genuíno e tem informações que outros não o faziam. Preste atenção na reação de Paulo, registrada no capítulo primeiro, versos de 15 a 18:

Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade; Uns, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões. Mas outros, por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho. Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda.
           
Trilhar a estrada do lamento, da autocomiseração, da reclamação, seria algo perfeitamente compreensível e tentar desacreditar os outros, uma atitude natural. Pelo contrário, o apóstolo entende que juízos precipitados não levam a lugar algum. E ainda ensina que sempre tem algo positivo nas atitudes erradas das pessoas.
            Quer superar adversidades? Não faça julgamentos precipitados.

Série Superando as adversidades - IV


É muito comum pensar que tudo acontece para o nosso bem quando as circunstâncias são favoráveis. Quando a situação é adversa, somos impelidos a tirar várias conclusões e nos esquecemos dessa verdade.

Paulo, não, ele tem consciência que tudo aconteceu com ele contribuía para o bem.

Veja o que ele diz nos versos 12 a 14 do capítulo primeiro:

As coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho;
As minhas prisões em Cristo foram manifestas por toda a guarda pretoriana, e por todos os demais lugares;
Muitos dos irmãos no Senhor, tomando ânimo com as minhas prisões, ousam falar a palavra mais confiadamente, sem temor.

Era como se Paulo enfatizasse para eles: Saibam que tudo que acontece com a gente contribui para o nosso bem.

Quer superar adversidades? Lembre-se que tudo o que acontece contribui para o nosso bem.


Série Superando as adversidades - Parte III

Ler a carta aos Filipenses sem a informação da prisão de Paulo enquanto escrevia leva qualquer um a concluir que ele estava em situação muito tranquila.

Após destacar que agradecia a Deus a vida dos filipenses, o apóstolo diz que ora por eles e apresenta o conteúdo de suas orações:

1º - que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o conhecimento;
2º - que aproveis as coisas excelentes;
3º - que sejais sinceros, e sem escândalo algum até ao dia de Cristo;
4º - cheios dos frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.

É inconcebível pensar em conteúdo desse tipo estando na condição em que se encontrava. Basta olhar as motivações de nossas orações hoje e perceber que estamos muito distantes de atitudes assim. Mas é dessa forma que mostraremos maturidade: ao orarmos no meio de adversidades, pensarmos em valores mais nobres.

Qual é o conteúdo de suas orações, principalmente quando você encontra ou enfrenta adversidades?

Quer superar adversidades? Apresente motivos de oração com valores eternos.

Superando as adversidades - Parte II

Ainda que enfrentando lutas e privações, Paulo encontra motivos para gratidão. Em Filipenses 1.3-4, lemos assim: “Dou graças, quer dizer, agradeço ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós, fazendo sempre com alegria oração por vós em todas as minhas súplicas”.

Há quem pense que a gratidão é uma atitude que se vincula a estar tudo bem e que só deve acontecer quando algo extraordinário se fizer presente. Não. Nossa maturidade será percebida exatamente quando formos capazes de agradecer, mesmo que a batalha ainda esteja em andamento.

E precisamos transportar da abstração para o concreto a realidade da gratidão. Como lembrou George Herbert, “A gratidão tem três formas: um sentimento no coração, uma expressão em palavras e uma dádiva em retorno”.

Não basta um sentimento, é preciso expressar. Mas, também, não bastam expressões em palavras, é preciso uma dádiva em retorno.

Você tem sido agradecido? A Deus? Às pessoas? Há alguém de seu relacionamento que você precisa demonstrar gratidão e ainda não fez?

Quer superar adversidades? Agradeça, independente das circunstâncias.
             

Superando as adversidades - Parte I


Quando escreveu a carta aos filipenses, Paulo encontrava-se preso. Quem a lê sem essa informação tem a impressão que o apóstolo desfrutava de momento tranquilo, que tudo corria bem e que não enfrentava qualquer problema. Sugere-se, inclusive, que ela deveria se chamar “A carta da alegria”.

Bem na introdução, Paulo dá uma carteirada, mostrando quem ele é e a quem pertence. O primeiro versículo registra assim: “Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo...”.

Quem sou eu? Servo. A quem pertenço? Jesus Cristo.

A tendência do evangelho contemporâneo, em alguns arraiais, é iludir o homem com a ideia que ele tem alguma importância. Facilmente, se esquece de sua condição e assume o posto de senhor. “Sou filho do Rei” e “Sou cabeça e não cauda” são declarações que ocultam a verdadeira realidade, somos servos. Mas não somos servos de um rei humano. Paulo não era servo do imperador. Somos servos de Jesus. Isso faz toda diferença.

No meio de uma adversidade, é muito comum a tentação para esquecermos nossa identidade e nossa filiação. Sempre é tempo de resgatarmos tal verdade, “somos servos, Jesus é o Senhor”.

Quer superar adversidade? Saiba quem você é e a quem você pertence.


segunda-feira, 18 de junho de 2018

Pr. Marco Davi contesta matéria jornalística sobre seu ministério

Pr. Marco Davi de Oliveira
Com um trabalho inovador, realizando cultos dentro de um bar na zona portuária do Rio de Janeiro, o pr. Marco Davi de Oliveira teve visibilidade com destacada matéria no jornal O Globo, com um título que chamou muita atenção: "Sem pecado: igreja abre as portas dentro do bar".

Veja no link abaixo a matéria:

https://oglobo.globo.com/rio/sem-pecado-igreja-abre-as-portas-dentro-de-bar-na-zona-portuaria-22789498
Nas redes sociais, sobretudo de evangélicos, os comentários variam desde reprovação total à iniciativa como de moderação, entendendo que uma porta aberta para se alcançar quem não vai costumeiramente aos templos.

Diante do fato e, preocupado com repercussão negativa de parte da matéria, o Pr. Marco Davi publicou um texto esclarecendo o assunto.

Leia a nota na íntegra:


Nota de esclarecimento
Queremos informar que na entrevista dada ao jornal O Globo, matéria deste domingo dia 16/06, fornecida ao jornalista Gilberto Porcidonio, em nenhum momento falamos que após aos cultos os membros podem "beber e cair na gandaia" como foi afirmado. Nem falamos desta prática. Aprendemos que a graça nos liberta, mas também, aprendemos a responsabilidade que precisamos ter com nossa liberdade.

Lamentamos profundamente a deslealdade do jornalista a quem tratamos com todo apreço e carinho quando esteve conosco.
Esclarecemos para todos aqueles que são interessados no trabalho e na existência da Nossa Igreja Brasileira.
Que o Senhor de toda a Igreja a todos abençoe.

Nosso blog ouviu o pr. Marco Davi de Oliveira que, carinhosamente, respondeu: "Então, houve certo exagero. Não saímos do culto e caímos na gandaia ou bebemos no culto,mas não somos legalistas e hipócritas. Somos livres na graça, mas com cuidados".

E enfatizou: "Falar da graça atiça os legalistas. Não somos libertinos".


domingo, 17 de junho de 2018

Hoje tem Brasil!


Parece não ser verdade, mas estamos em plena Copa do Mundo. Em nossa feliz Cabo Frio, pouquíssimas ruas ornamentadas, praticamente nenhum muro pintado.

O DataFolha realizou pesquisa há uma semana do evento e os números são surpreendentes: “... o desinteresse dos brasileiros pela competição bateu recorde ao atingir 53%... o desinteresse é maior entre as mulheres (61%), pessoas de 35 a 44 anos (57%), moradores da região sul (59%) e com renda familiar de até dois salários mínimos (54%)... a pesquisa apontou que somente 18% dos entrevistados estão muito interessados no torneio, mesma marca dos que afirmaram ter médio interesse. Os que declararam ter pouco interesse somam 9%... de 1994 até hoje, o interesse pela Copa despencou de 56% dos brasileiros para apenas 18%”.

E hoje tem Brasil x Suíça. É a estreia das duas seleções na Copa. Como brasileiros, devemos torcer pela nossa seleção. E não é pecado interessar-se pelo futebol. Por volta de 17 horas saberemos o vencedor dessa batalha, embora ninguém, nem os jogadores suíços, em sã consciência, imagine que o Brasil a perderá.

E não podemos nos esquecer que todo dia tem Brasil. O Brasil que geme com tanta injustiça social. O Brasil que chora com 60 mil assassinatos em 2017, a maioria jovem, pobre e negra. O Brasil que lamenta os piores índices na educação. O Brasil que sangra com a corrupção de políticos posudos aplaudidos em cerimônias. O Brasil que maltrata crianças sem o necessário para desenvolvimento saudável e desrespeita idosos que deram suas vidas pela nação.

Campeão ou não, assim que terminar a Copa, a maioria esmagadora dos jogadores brasileiros voltará para a Europa e continuará desfrutando de conforto que pouquíssimos tem. E nós, aqui! Então, não se esqueça: hoje tem Brasil. Em outras palavras: todo dia tem Brasil!

domingo, 10 de junho de 2018

Pr. Éber Silva comunica sua jubilação

 
Éber Silva, Pastor da Segunda Igreja Batista de Campos

O Dia do Pastor para a denominação batista no Brasil, especialmente para a Segunda Igreja Batista da pujante cidade de Campos dos Goytacazes, ganha colorido especial com um comunicado que deixará marcas indeléveis em vários sentidos: Pr. Éber Silva comunica sua jubilação e nomeia a Comissão de Sucessão Pastoral.

A Segunda Igreja Batista de Campos iniciará um processo que não desejava pensar depois de trinta anos de profícuo e abençoado ministério. A Igreja e a cidade de Campos terão um divisor de águas: antes e depois de Éber Silva.

Em suas palavras, sempre carinhosas, o veterano, porém empolgante obreiro, apresentou desejo de comemorar os 30 anos de ministério à frente da Igreja, fato que ocorrerá no dia 1º de janeiro de 2019.

Estamos divulgando em primeira mão, considerando que o fato foi transmitido ao vivo no culto da manhã deste domingo e está disponível no YOUTUBE, conforme se pode conferir a partir do minuto 44.

Durante a semana, faremos contato com o renomado pastor e daremos informações mais detalhadas.

Veja o comunicado a partir do minuto 44.


sexta-feira, 8 de junho de 2018

Pena de Morte: que pensam várias autoridades? - Parte II

Contra.
A vida é um dom que só Deus pode suprimir. Se houver erro judiciário, não há reparação. Só pobres serão condenados.
Pr. Israel Belo de Azevedo



Pr. Luiz Antônio Vieira - Primeira Igreja Batista de Piabetá


O Pr. Luiz Antônio Vieira é a "Favor". 

Argumenta: 
A Bíblia não é contra




A professora Márcia Balaniuc, esposa de pastor, tem dúvidas: 

"Não tenho opinião formada, às vezes, sou a favor, às vezes, contra. Não sei se o Brasil como país corrupto se só alguns seriam punidos, muito complicado".

"Contra". 

Em razão da possibilidade de erro judiciário, que é agravado com a irreversibilidade da pena".

Pr. Adenauer Pereira Sampaio, Técnico Judiciário.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Pena de Morte: que pensam várias autoridades? - Parte I

Dr. Ademir Pimentel
Ex-Desembargador do Estado do Rio de Janeiro

Contra. 
Não temos estrutura, quer policial, quer judicial, para levarmos à morte um criminoso. Possivelmente, como alguém já disse, serão levados à pena capital pobres e pretos.


Pr. Dr. Sócrates de Oliveira
Diretor Executivo da Convenção Batista Brasileira
Sou contra. A nossa justiça não é confiável nos julgamentos.

Pr. Francisco Mancebo Reis


Sou contra.

Somente o Autor da vida tem direito de tirar a vida. 

Acresce que, por mais perverso que seja, o ser humano poderá se arrepender e ser restaurado. 

A pena de morte lhe subtrai essa oportunidade.

Reverendo Aécio Pinto Duarte - Sermão: Minha Família no Altar do Senhor


Encerrando a Campanha Minha Família no Altar do Senhor, o Reverendo Aécio Pinto Duarte, pastor da Quarta Igreja Batista de Macaé, pregou o sermão com o tema da Campanha no dia 30 de maio de 2018, na Igreja Batista no Braga em Cabo Frio.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Pr. Novaes e a Pena de Morte: "...vamos deixar sistemas jurídicos falíveis e juízes suscetíveis a preconceitos, subornos e decisões injustas, responsáveis por definir quem vive e quem morre?".

Pr. Carlos César Peff Novaes
O assunto "Pena de Morte" alterna presença e ausência na mente do brasileiro de acordo com o contexto de violência, sobretudo quando se noticia crimes bárbaros que são praticados com requintes de crueldade.

Tem o homem poder para decidir sobre o destino final do semelhante? A população brasileira está preparada para agir com justiça contra os que praticam crimes bárbaros? A pena de morte soluciona o problema da violência? Perguntas como estas são respondidas pelo Teólogo Carlos César Peff Novaes. Ele é pastor da Igreja Batista Barão de Taquara, professor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil e Mestre em Teologia.

Tem surgido com certa força no Brasil um apelo para a aplicação da pena de morte. A que se deve isso?
Atribuo os apelos populares — mais de 40% de entrevistas — em favor da pena de morte à atual condição de insegurança diante do evidente despreparo e da notória incapacidade dos governantes para combater a violência e o crime organizado. Há um ambiente cinzento de total desconfiança, decepção, frustração e desalento em relação aos políticos. Não se vê horizonte de solução a curto prazo — e brasileiros não gostam de solução a longo prazo, como é o caso dessa questão da violência, que só será resolvida com amplas e antecipadas medidas de prevenção, especialmente, na área da educação. Quando não há esperança, ficamos agarrados ao que parece ser a solução mais imediata e fácil.
Além disso, há outro elemento que não pode ser desprezado: a atual sensação de impunidade — que dá a impressão à sociedade de que o crime compensa. Cansados de um sistema que facilita a impunidade, inclusive estimulando o envolvimento com o crime, costumamos buscar instrumentos de punição definitiva na expectativa de que tal punição sirva de exemplo e intimide novas ações criminosas.

Aplicação da pena de morte e redução da criminalidade. Há relação entre elas?
Faltam dados para confirmar qualquer relação entre elas. Duas pesquisas feitas nos Estados Unidos, há dois anos, podem ser usadas aqui para efeito comparativo. A primeira, da Universidade de Northwestern, em Chicago (confira em scholarlycommons.law.northwestern.edu/jclc/vol74/iss3/), concluiu que para 88,2% dos pesquisadores a execução penal não tem nenhum impacto sobre os índices de criminalidade. Na segunda, da Universidade de Houston, os economistas Dale Cloninger e Robert Marchesine calcularam que cada execução no estado do Texas evitou de 11 a 18 crimes (conferir em http://tora.us.fm/tm/onj_mwt/mxqr_hrtaa_2.html).
Podemos dizer que há aqui um tipo de empate técnico entre os pesquisadores. Razão pela qual devemos ser muito cautelosos com essas conclusões.

Um argumento usado pelos defensores da pena de morte é que Deus mandou matar. Faz sentido o cristianismo defender a pena capital para criminosos?
Está lá no Antigo Testamento, não é? A Lei Mosaica ordenava a pena de morte. Está muito claro isso. Quem devia ser executado? Aquele que planejasse e executasse um homicídio (Êxodo 21.12,14, repetido em Levítico 24.17 e Números 35.16). Quem mais? Quem desonrasse os pais, por palavras ou gestos agressivos (Êxodo 21.15,17), ou por simples ato de desobediência (caso, por exemplo, se embriagasse contra a vontade dos pais, como descrito em Deuteronômio 21.18-21), quem adulterasse (Levítico 20.10-21, como já ia acontecendo em João 8 se Jesus não se manifestasse a favor do perdão da adúltera), quem se envolvesse em magia ou feitiçaria (Êxodo 22.18), quem prestasse adoração a falsos deuses (Êxodo 22.20), quem proclamasse falsas profecias (Deuteronômio 13.5) e por várias outras razões que o espaço dessa entrevista nos impede de enumerar. Então, a Lei Mosaica mandava matar assassinos, desobedientes a pais, adúlteros, supersticiosos, idólatras e pregadores manipuladores. Já imaginou se fôssemos levar essa lei a sério? Se usamos o Antigo Testamento para defender a pena de morte, precisamos obedecê-lo também no que se refere a todos os destinatários dessa lei.
Só que não lemos mais o Antigo Testamento a partir do próprio Antigo Testamento. Agora, depois do evento Cristo, a nossa leitura do Antigo Testamento é feita a partir do evangelho, a partir dos princípios do Novo Testamento. E no evangelho, nos princípios do Novo Testamento, a coisa muda totalmente de figura.
Enquanto a pena de morte no Antigo Testamento serve para nos mostrar que, diante de Deus, não há pecadores impunes (todos merecemos a pena de morte), no evangelho proclamado pelo Novo Testamento a coisa segue outro rumo. Em vez da morte que todos merecemos, o Senhor estende sua graça e misericórdia.

Para os mais exaltados na defesa da pena de morte, quem é contra o faz por nunca ter sofrido uma ação violenta de criminosos. É por aí mesmo?
Isso tem mais a ver com vingança. A ideia da vingança, ou de fazer com que o outro pague exatamente na mesma proporção do mal que causou, é outra coisa que não se harmoniza com a essência do evangelho. O Sermão do Monte — onde fica bem clara a contraposição de Jesus ao espírito punitivo da Lei, quando assumiu o lugar do profeta que seria maior que Moisés (este é o objetivo do registro que Mateus faz do Sermão do Monte, com todas as suas características literárias). Jesus repetiu algumas vezes no decorrer dessa passagem bíblica singular: “Vocês ouviram assim, mas eu na verdade digo o seguinte...”

Argumento usado pelos contrários à aplicação da severa pena é que apenas pobres e negros sofrerão. Seria uma forma oficial de limpeza social?
A questão por trás disso é a seguinte: vamos deixar sistemas jurídicos falíveis e juízes suscetíveis a preconceitos, subornos e decisões injustas, responsáveis por definir quem vive e quem morre?
É isso que devemos nos perguntar. Muito especialmente a partir do que temos assistido  em nosso país quanto à dubiedade, às dissimulações e contradições de alguns juízes brasileiros em suas sentenças.
Se você quiser escolher um livro para passar o tempo, lendo uma dessas histórias criativas e empolgantes, sugiro The Green Male (de Stephen King), que no Brasil foi publicado com o incompatível título de À espera de um milagre. Se achar que as imagens do cinema são melhores que as páginas de leitura, assista o filme com Tom Hanks, que tem o mesmo título. É bom para ver como acontecem essas coisas por trás dos sistemas jurídicos.

Como solucionar o problema da criminalidade que tem assombrado a população brasileira?
O crime se organizou em etapas, num processo, aos poucos. Os governantes deixaram que isso acontecesse. E até alguns se beneficiaram disso. Agora está claro que não se resolve em poucos anos o que se estruturou durante décadas.
Mas a questão é ainda maior que isso. Envolve um lento e contínuo processo de prevenção que só ocorre por meio da formação educacional e do caráter, da estruturação de oportunidades, do fortalecimento econômico da sociedade e de um sistema punitivo justo — que não precisa usar a morte como pena, mas pode lançar mão de outros meios de punição vigorosos. Para tanto, precisamos de presídios que sejam corretivos por um lado e produtivos por outro. Presidiários podem cumprir penas produzindo para a sociedade. Hoje os nossos presídios são apenas pós-graduação de criminosos.
Mas o assunto é complexo e não acho que soluções aparentemente fáceis, como a adoção da pena de morte, ou qualquer outra que eu venha a mencionar aqui, sejam de aplicação simples. É fácil teorizar. Amarrar o guizo no pescoço do gato é que é o problema.
Aqui me lembro das palavras do Riobaldo, em Grande Sertão: Veredas, do Guimarães Rosa: “Uma coisa é por ideias arranjadas, outra é lidar com país de pessoas, de carne e sangue, de mil e tantas misérias, tanta gente, e nenhum se sossega.”
Devemos nos lembrar — e tomar cuidado com os que prometem caminhos menos trabalhosos — que as soluções não estão nos fatos, nem nas ideologias imediatistas, mas nos processos. Nos lentos processos de mudança.

Caso o Brasil adotasse a pena de morte e você pudesse enviar alguns para a execução, quem você enviaria?
À pena de morte, ninguém. Não sou favorável a esse tipo de punição, pelos motivos que já expus acima. Mas a uma contundente punição, em termos da privação da liberdade, e à ininterrupta prestação de serviços à sociedade, eu enviaria especialmente os criminosos que causam a morte.
Aliás, se pensarmos bem, o Brasil já tem pena de morte. Pessoas são condenadas à morte aqui todos os dias. Quando não recebem o medicamento necessário, quando não conseguem marcação de consultas, quando não têm acesso ao único tratamento terapêutico, quando são deixadas à margem sem a mínima condição de sobrevida, quando crianças já nascem destinadas à subnutrição, quando idosos são esquecidos à míngua, quando policiais ficam sem recursos e sem salário para exercerem sua função de garantir a segurança pública, quando tudo isso e outras coisas mais acontecem porque os governantes desviam dinheiro público. É essa a pena de morte que está estabelecida no país hoje. A principal crueldade da corrupção não é de onde o dinheiro foi retirado, mas para onde ele deixou de ir. Cada governante corrupto está matando quando desvia recursos para interesses privados e pessoais. Sim, já há pena de morte no Brasil e não precisamos de mais injustiças nesse sentido.

A partir de amanhã, aqui no Blog, a opinião de vários líderes religiosos sobre o assunto. Acesse e se informe!