Folha Evangélica
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sábado, 26 de janeiro de 2013
Líder do Movimento Sem Terra em Campos é assassinado
Em seu perfil no facebook, o Deputado Marcelo Freixo comunicou:
"Atenção!! Nesta sexta-feira, em Campos dos Goytacazes, nosso companheiro Cícero foi assassinado. Cícero era uma das mais importantes lideranças do MST. Conheço Cícero desde 1998, grande liderança na luta pela terra. Grande pessoa e amigo. Cícero participou de uma reunião ontem à noite na usina Cambahyba (nova ocupação) e foi assassinado quando retornava para casa. Já falei com a chefe da policia civil, Dr. Marta Rocha, que imediatamente acionou o delegado da região. O delegado da região, Dr. Geraldo, já me ligou e garantiu a investigação. Vamos acompanhar. A equipe da Comissão de Direitos Humanos da Alerj já está na estrada. Vamos acompanhar e prestar solidariedade. Em 2009, Campos foi a cidade com maior número de casos de escravidão encontrados no Brasil. Ontem, Cícero foi assassinado lutando pela terra. Incrível como latifúndio e a escravidão ainda fazem parte da nossa história e das nossas tragédias".
Interessante é que um dos maiores jornais de Campos deu apenas esta nota:
Coordenador do MST encontrado morto em estrada vicinal
Um homem foi encontrado morto na manhã deste sábado na estrada que dá acesso a Usina Cambaíba. O homem seria o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais e Sem terras de Campos. A vítima foi encontrada morta com várias perfurações de arma de fogo em várias partes do corpo. Ninguém foi preso. O corpo foi removido para o Instituto Médico Legal(IML) e o caso será registrado na 134ªDP (Centro).
Confira no link abaixo:
http://www.fmanha.com.br/geral/coordenador-do-mst-encontrado-morto-em-estrada-vicinal
Assembleia da Convenção Batista Brasileira - Programa de hoje à tarde e noite
Sábado - Dia 26 - 14h00 às 17h30
•Câmara Setorial de Missões
•Câmara Setorial de Educação Religiosa
•Câmara Setorial de Educação Teológica
•Câmara Setorial de Ação Social
6ª SESSãO - NOITE DE GRATIDÃO PELA AMBB
Sábado - Dia 26 - 19h30 às 21h30
19h30 - Instalação da 6ª Sessão
19h35 - Tema, Divisa e Hino Oficial
19h45 - Louvor e Adoração
20h00 - Exposição dos Objetivos e Dedicação de 2013 - Ano da Nova Geração
Pr. Paschoal Piragine Junior - Presidente da CBB
20h20 - Gratidão pelos 30 anos da AMBB
20h40 - Mensagem: Pr. Genilson Vaz (SP)
21h20 - Inspiração Musical
21h25 - Encerramento
Atenção: Em Sergipe e em todo Nordeste, não acontece o horário de verão, você deve considerar sempre uma hora a mais!
Asfaltos que não suportam um carro
Chuva: asfalto cede em São Gonçalo e carro cai no buraco
- Eram dois rapazes. O motorista teve pequenos arranhões e o passageiro estava com o braço inchado - contou Edis José Barcelos.
O problema no asfalto teria sido causado por uma obra de drenagem feita às pressas em novembro. Segundo a prefeitura de São Gonçalo, um trecho de dois quilômetros da Avenida Jornalista Roberto Marinho, entre os bairros Columbandê e Rocha, está interditado porque também corre risco de desabar.
- Se chovesse mais um pouco, entrava água na casa. O rio não é dragado há dez anos. E está cheio de garrafas ali perto, se chover mais vai alagar tudo de novo - disse.
Por causa do transbordamento do rio, as duas pistas da Rua Alonso Faria estão interditadas. A via dá acesso ao Pronto-Socorro do município. Na Rua Visconde de Itaúna, no Gradim, comerciantes passaram a manhã retirando água das lojas. Casas, escolas e postos de saúde também ficaram alagados, e há muito lixo nas ruas.
Equipes da prefeitura estão nos bairros do Engenho Pequeno, Barro Vermelho e Boassú, onde há áreas de encostas que correm risco de deslizamento.
Chuva afeta a cidade
A população do Rio enfrentou forte chuva na madrugada deste sábado - o município estava em estado de atenção desde a 0h35m. A situação só foi revertida às 8h45m, quando retornou ao estado de vigilância, o primeiro nível em uma escala de quatro.
Na madrugada, a Defesa Civil acionou as sirenes de quatro comunidades, que corriam risco de deslizamento: Rocinha, Vidigal, Chácara do Céu, Sítio Pai João e Rio das Pedras. Bairros da Zona Norte e Oeste foram os mais atingidos. Não há informações sobre feridos.
Um salmo da dor
O Salmo 32 é um daqueles que marcam
o sofrimento que o pecado traz. Relaciona-se a um período triste da vida de
Davi que, sem máscara, confessou o que tinha feito e revelou a dor que sentia
enquanto se calava.
Embora a ciência tenha descoberto a
doença psicossomática bem recente, Davi mostrou como experimentou essa
realidade: “Quando eu guardei silêncio,
envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia. Porque de dia e de
noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio”.
Envelhecimento dos ossos e humor se tornar seco são linguagens que revelam
grande sofrimento da alma que se transfere para o corpo.
Entretanto o salmo da dor sinaliza
também a solução: “Bem-aventurado aquele
cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a
quem o Senhor não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano”.
Há perdão para qualquer pecado.
Basta confessar. E perdão dos pecados significa libertação de dores terríveis.
Dores da alma que, muitas vezes, se transferem para o corpo.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Assembleia dos Batistas Brasileiros em Aracaju
Veja abaixo o programa de amanhã de manhã.
Caso queira acompanhar on-line, acesse:
http://batistas.com/index.php?option=com_content&view=frontpage&Itemid=2
Sábado - Dia 26 - 08h30 às 12h00
08h30 - Instalação da 4ª Sessão
08h35 - Expediente
08h40 - Adoração e Louvor – Tema, divisa e hino
08h45 - Estudo Bíblico: Santidade na Era Digital
Pr. Luís Roberto Silvado (PR)
09h25 - Representação Denominacional
09h25 - Nomeação das Diretorias das Câmaras Setoriais
09h50 - Orientações sobre Câmaras Setoriais
10h00 - Adoração e Louvor
10h15 - Mensagem – “Conflitos de Gerações na Igreja”
Pr. Abelardo Rodrigues (GO)
10h55 - Inspiração Musical e Oração
11h10 - Comissão de Programa
11h30 - Aprovação das agendas das reuniões 5ª, 6ª, 7ª e 8ª Sessões
11h55 - Encerramento
União de Esposas de Pastores elege nova diretoria
3ª Vice Presidente - Ilka Mendonça dos Anjos Duarte (FL)
2ª Vice Presidente - Iracy de Araújo Leite (PE)
1ª Vice Presidente - Elma Maria Souza Ramos (PB)
Presidente - Cássia Virginia Guimarães Cavalcanti (PE)
1ª Secretária - Débora Silva Lins e Silva (SP)
2ª Secretária - Dayse Vespasiano de Assis (SE)
Tesoureira - Edna Barreto Antunes dos Santos (FL)
Leitora elogia postagem das lições da EBD
Tão logo postamos no facebook o link para acesso às lições da Escola Bíblica Dominical, a leitora Alzerina Dias Gomes postou o seguinte comentário:
Nota do blog: Toda semana, permitindo Deus, postaremos a lição da semana aqui.
Escola Bíblica Dominical - Lição de 27 de janeiro 2013*
Lição 4 - Adoração extravagante, 2
Texto Bíblico: Lucas 7.36-38
A lição de hoje é a continuação da anterior. Releia o texto bíblico que narra o evento-base da reflexão que prosseguiremos.
Trazendo à memória o estudo passado, estamos diante de um gesto de adoração bastante incomum, e já analisamos o primeiro aspecto dele: as lágrimas intensamente vertidas pela mulher chamada pecadora. Aprendemos que foram lágrimas de arrependimento e gratidão e firmamos o compromisso de uma vida cristã com essas virtudes.
Agora, veremos mais dois aspectos dessa adoração extravagante, sempre na perspectiva de relacionarmos princípios bíblicos para o culto cristão.
2. Um ato de coragem
Na opinião das pessoas presentes na casa de Simão, a atitude daquela mulher foi de rebaixamento. Afinal, ela se colocou aos pés de Jesus, em adoração, chorou a ponto de molhar-lhe os pés, e os secou com os cabelos.
Para uma mulher judia, o cabelo tinha grande significado. Era a sua “arma de sedução”, cuidado e guardado, por isso quase não era exposto. Naquela época, nenhuma mulher usava o cabelo solto em público. Ela só o soltava dentro de casa e na presença do marido.
Aquela mulher rompeu com a opinião pública e, num ato de coragem, usou os próprios cabelos para secar os pés do Mestre. Interessante que Simão logo a chamou de “pecadora”, ao invés de dizer “ela era pecadora”, porque Jesus a libertara dessa condição.
É possível que os seus atos tenham dado a Simão a impressão de que talvez ela ainda não estivesse totalmente liberta, que vinha apenas se reprimindo. A incredulidade do anfitrião o fazia julgá-la. Ele teve olhares para a antiga vida da mulher, mas não foi sensível para perceber a sua nova vida, após o contato com Jesus.
A coragem dela foi tamanha, que demonstrou maturidade e entendimento de que reputação é simplesmente aquilo que os outros pensam de nós. A essência do que somos é o nosso caráter.
Por mais que o seu ato tenha sido alvo de críticas, assim como a aceitação de Jesus, no íntimo, a mulher sabia que Ele em nada comprometeu o seu caráter, muito pelo contrário. Quando expressamos amor a Jesus, adorando-o sinceramente, o nosso caráter é edificado.
Aquela mulher arriscou-se, mas não deixou de render a sua adoração a Jesus. Mais do que a preocupação com o que “os outros pensarão de mim”, o cristão precisa se preocupar com “o que Jesus pensará de mim”.
Realmente a adoração dessa mulher foi extravangante, um legítimo ato de coragem. Ela usou o melhor, pois o frasco de óleo perfumado valia, pelo menos, o salário de um ano de um trabalhador. Possivelmente era toda a sua riqueza, pois naquela época era comum as pessoas investirem seu dinheiro em ouro e especiarias. Não eram usuais os depósitos bancários como o fazemos hoje.
A verdade incontestável é que aquela mulher ofereceu o seu melhor a Jesus. Foi um ato tão corajoso e singular que Jesus disse que “em todo o mundo, onde quer que seja pregado o evangelho, também o que ela fez será contado em sua memória” (Marcos 14.9).
É emocionante constatar que a palavra de Jesus não se perdeu com o passar dos anos. Nós, os seus seguidores deste tempo, temos contado este episódio e perpetuado a memória daquela mulher.
3. Amor demonstrado em ação
Quando o fariseu viu o ato extravangante de adoração, pensou com ele mesmo que Jesus não era profeta, porque, se o fosse, saberia que aquela mulher era uma pecadora, uma pessoa de conduta reprovada.
Mas Jesus, numa demonstração do seu poder, respondeu ao pensamento de Simão, fazendo-lhe uma pergunta, cuja resposta certamente o levou a arrepender-se de ter duvidado da divindade de Jesus.
Jesus exaltou as atitudes da criticada mulher que deveriam ser as atitudes de Simão, como anfitrião (Lucas 7.44-47). A mulher tida como repugnante pelo fariseu foi exemplo de amor demonstrado em ação. Simão se achava bom nas palavras, mas Jesus lhe mostrou que era falho nas ações.
Enquanto Simão recebeu a repreensão, a mulher recebeu o perdão: “Jesus disse à mulher: os teus pecados estão perdoados (...). A tua fé te salvou; vai em paz” (Lucas 7.48 e 50).
Nada do que fizermos poderá se igualar à grandeza do amor de Deus, resumida (e ampliada) na morte de Jesus na cruz, para propiciar o reencontro entre Criador e criatura. Mas Deus espera que o amemos, muito mais que palavras. O culto aceitável é fruto do amor verdadeiro.
Jesus disse: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama. E aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele” (João 14.21). E ainda: “Quem não me ama não obedece às minhas palavras” (João 14.24).
O amor é provado em ações. A mulher pecadora provou o seu amor em ações, assim como Deus fez: “Mas Deus prova o seu amor para conosco ao ter Cristo morrido por nós quando ainda éramos pecadores” (Romanos 5.8).
O exemplo vem de cima, vem do Deus eterno e perfeito. Ele nos amou e provou, amplamente, o seu amor.
Ouvi, certa vez, de um grande pregador, a seguinte ilustração: “Havia na Índia um trem da meia-noite, conhecido como ‘corujão’. Numa dessas viagens da madrugada, adentrou um passageiro falando alto, dando gargalhadas, contando piadas, e as pessoas pediam que falasse mais baixo porque precisavam aproveitar a viagem para descansar. Só que não adiantava; quanto mais as pessoas pediam que fizesse silêncio, mais aquele homem as atormentava. Até que alguém disse: moço, o senhor sabe quem é essa pessoa à sua frente? É Mahatma Gandhi, o libertador da Índia. Diz a ilustração que o homem se espantou e exclamou: é o Dr. Gandhi! Logo abriu a sua bolsa, pegou o seu violino e começou a tocar uma belíssima música. Ao concluir, todos o aplaudiram, menos Gandhi. O homem perguntou: Dr. Gandhi, o senhor não gostou da minha música? Gandhi respondeu: não gostei, porque você não sabe obedecer”.
A simples ilustração nos ajuda a entender que sem obediência, sem ação, o amor fica comprometido, pois se resume a discurso, a oratória, a falação.
A mulher da narrativa de Lucas poderia entrar na casa de Simão e fazer um impecável discurso de amor a Jesus, mas não seria tão contundente quanto a sua ação silenciosa. O amor, princípio fundamental no culto cristão, deve ir além da letra das músicas e ganhar o sentido real das Escrituras: “o amor seja sem fingimento” (Romanos 12.9).
Para pensar e agir
Mexe conosco saber que um episódio tão antigo ainda fala tão alto. Isso nos ensina o valor da adoração. Aquela mulher nos ensinou que para adorar a Deus, verdadeiramente, é preciso compromisso de vida.
Faz lembrar uma fábula muito interessante: Certa vez, a galinha procurou o porco e propôs que oferecem um delicioso café da manhã na floresta. O porco gostou da ideia e começaram a fazer os preparativos para o cardápio da efeméride. Foi quando a galinha sugeriu ao porco: já sei o que podemos preparar! Bacon com ovos! Eu dou os ovos e você o bacon.
A moral é obvia. A galinha daria algo de si e o porco daria a própria vida. A galinha, após o café, continuaria viva, pondo outros ovos. Já o porco...
Cultuar é mais do que envolvimento, é compromisso. Cultuar é celebrar a Deus pela nova vida, pela vida ressuscitada, pelo dom perfeito: “não sou mais eu quem vive, mas é Cristo quem vive em mim. E essa vida que vivo agora no corpo, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2.20).
Leituras Diárias
segunda: Salmos 36 e 37
Terça: Salmos 38 e 39
Quarta: Salmos 40 e 41
Quinta: Salmos 42 e 43
Sexta: Salmos 44 e 45
Sábado: Salmos 46 e 47
Domingo: Salmos 48 e 49
*Lições da Escola Bíblica Dominical das Igrejas Batistas da Convenção Batista Fluminense, da Revista Palavra&Vida, escritas pelo Pr. Elildes Júnio Marcharete Fonseca.
*Esta Revista é enviada gratuitamente às Igrejas Batistas da Convenção Estadual.
Escola Bíblica Dominical - Lição de 20 de janeiro 2013*
Lição 3 - Adoração extravagante, 1
Texto Bíblico: Lucas 7.36-38
Estamos diante de um gesto de adoração bastante incomum. Os quatro evangelhos registram o gesto extravagante de Maria ao ungir os pés de Jesus. O fato de cada evangelista ressaltar um aspecto do episódio tem levado estudiosos a pensar que houve dois casos da unção. Eles podem estar certos, embora as duas situações apresentem pontos comuns.
Mateus mostra o evento dizendo que ele se deu “estando Jesus em Betânia, casa de Simão, o leproso” (Mateus 26.6). Ressalta, também, que o vaso de alabastro estava “cheio de um bálsamo muito caro” (v.7).
Marcos também faz menção da casa de Simão, mas destaca mais a bênção que Jesus dirigiu à mulher. Lucas apresenta um relato mais detalhado. Informa que Simão era fariseu e que a mulher era uma pecadora (Lucas 7.36,39), deixando a entender que era uma prostituta.
João informa também que o episódio ocorreu em Betânia, mas ascrecenta que o banquete foi realizado na presença de Jesus e de Lázaro, a quem ressuscitara (João 12.1,2). O nome da mulher é citado – Maria – e o efeito do perfume, destacado: “e a casa se encheu com o perfume do bálsamo” (João 12.3).
Somadas as informações dos quatro evangelhos, temos diante de nós uma “história na íntegra”. Cornwall, ao analisar o episódio, assim sintetizou: “um fundamentalista a quem Jesus havia curado de lepra resolveu dar uma festa para celebrar a ressurreição de Lázaro. Era uma espécie de comemoração pela volta dele. O relato dá a entender que Lázaro estaria sentado à cabeceira da mesa, no lugar de honra, enquanto Jesus era apenas um dos convidados” .
Os registros bíblicos deixam claro que Jesus não foi alvo de nenhuma das atenções geralmente dirigidas aos convidados. Era comum lavar os pés dos convidados ilustres, ungir a sua cabeça e saudarem com um beijo (que no Oriente corresponde ao nosso aperto de mão).
Lucas registra, inclusive, a repreensão de Jesus: “E, voltando para a mulher, disse a Simão: vês esta mulher? Entrei em tua casa, e tu não me deste água para os pés; mas ela os molhou com suas lágrimas e enxugou-os com seus cabelos. Não me cumprimentaste com beijo; ela, porém, não para de beijar-me os pés, desde que entrei. Não colocaste óleo sobre a minha cabeça; mas ela derramou perfume sobre os meus pés” (Lucas 7.44-46).
1. Lágrimas de arrependimento e gratidão
a) contexto joanino
Considerando o relato do quarto evangelho, ninguém poderia estar mais feliz de ver Lázaro ressuscitado e recebendo os seus amigos do que Maria, sua irmã.
A morte do “homem da casa” era um risco enorme para as mulheres. Certamente, o padrão de vida cairia. Seria muito difícil para Maria manter propriedades e valores que partilhava com seu irmão. A injustiça era grande com as viúvas, mas também com as solteiras que dependiam dos seus falecidos irmãos.
O retorno de Lázaro à vida e, consequentemente, à família, era muito significativo. Era o retorno da estabilidade no lar de Maria e Marta.
b) contexto sinótico
Mateus, Marcos e Lucas são chamados evangelhos sinóticos, por terem uma mesma forma de apresentação. E o relato deles evidencia que Jesus estava sendo ignorado pelo anfitrião. O desprezo foi tamanho que a honraria partiu de uma mulher desprezada pela sociedade.
A pecadora, com a desenvoltura de uma mulher que conhece os homens no que têm de pior, foi abrindo caminho entre os presentes – alguns certamente lhe opunham resistência – e chegou até onde Jesus se encontrava reclinado à mesa. Aos pés de Jesus, chorou intensamente.
As lágrimas da mulher corriam pelos pés de Jesus, molhando-os a ponto de serem lavados. Lágrimas brotavam como uma fonte.
Simão se lembrou da antiga vida daquela mulher. Ela também, podendo até estar diante de alguns dos seus antigos clientes, talvez tenha recodado a sua vida pregressa. Certas recordações, em comparação com a mudança operada pela graça redentora de Jesus, tendem a levar às lágrimas.
Vale destacar que ela chorou muito, mas chorou diante de Jesus. Não foram lágrimas de remorso, foram lágrimas de gratidão, extravasando emoções de amor.
Nós também, motivados por orgulho, rebeldia e iniquidade, nos mantivemos longe do amor do Senhor, até que Deus nos mostrou tais condições, chamando-as de pecado.
Pensando na mulher pecadora, suas lágrimas podem ser denominadas, também, de lágrimas de alívio, por ter se arrependido dos seus pecados e desfrutado do perdão de Jesus.
Nem sempre um choro será de arrependimento, mas, diante de Jesus, o ideal é que nossas lágrimas demonstrem arrependimento e gratidão. Arrependimento porque sabemos que somos pecadores e gratidão porque a Bíblia nos dá a certeza do perdão, que nos coloca na condição de libertos da condenação (Romanos 8.1).
Ver-se como alvo do amor de Deus é algo tão maravilhoso que é difícil conter as lágrimas. Ainda bem que na presença de Jesus não precisamos reprimir as lágrimas, mas podemos extravasá-las, desde que sinceras.
Jesus valorizou as lágrimas daquela mulher, pois Deus valoriza as lágrimas dos seus adoradores: “Tu contas minhas aflições; põe minhas lágrimas no teu odre; não estão elas registradas no teu livro?” (Salmo 56.8).
Deus tem o poder de ver o choro de tal forma, discernindo-o como demonstração de força, e não de fraqueza. E chorar também não é necessariamente evidência de descontrole emocional.
A Bíblia também registra que Jesus chorou e, ainda mais, que tal reação demostrou o seu amor por Lázaro (João 11.35,36). Uma amizade tão especial que as lágrimas foram inevitáveis.
Assim como a mulher pecadora chorou prostrada aos pés de Jesus, não se importando com as pessoas que estavam a sua volta, Jesus também chorou diante do túmulo de Lázaro, independentemente do que poderiam dizer.
O exemplo de Jesus deve ser seguido por nós. É apreciável ter amigos e demonstrar o valor devotado às amizades. O exemplo da pecadora chorando aos pés de Jesus também deve ser seguido por nós, pois Ele merece toda a nossa demonstração de arrependimento e gratidão.
Para pensar e agir
A próxima lição será a continuação desta, mas não podemos concluir uma reflexão sem alguns compromissos de aplicação à vida. É essencial, diante da Palavra de Deus, tomar decisões que nos levem a imitar Cristo no dia a dia.
O fato de termos alcançado o perdão de Jesus não nos leva, de imediato, para o céu. A vida continua neste mundo. Se estamos estudando esta lição, é porque ainda estamos peregrinando por aqui.
Vivemos neste mundo, sujeitos às tentações e continuamos pecadores. O que nos distingue daqueles que ainda não tiveram um encontro com Jesus, reconhecendo-o como Salvador e Senhor, é que não temos mais prazer no pecado. Quando pecamos, logo nos arrependemos, porque nos machuca entristecer a Deus.
Uma vez que continuamos pecadores, o arrependimento deve ser nosso companheiro na jornada cristã. É muito difícil lidar com alguém que não se arrepende dos seus erros. De igual forma, é muito difícil a caminhada cristã sem o arrependimento, pois os frutos não aparecerão.
Reconhecer nossos pecados e nos arrepender deles é condição essencial para uma adoração verdadeira.
Assim como o arrependimento, a gratidão também deve ser companheira inseparável do cristão. Não somos ingratos, pelo contrário, somos agradecidos por tudo o que Jesus fez por nós.
“Arrependimento e gratidão” é uma receita básica demonstrada nas lágrimas da mulher pecadora na casa de Simão. Colocando-a em prática, comprovaremos a bênção de uma vida em dia com Jesus.
Leituras Diárias
Segunda: Salmos 23 e 24
Terça: Salmos 25 e 26
Quarta: Salmos 27 e 28
Quinta: Salmos 29 e 30
Sexta: Salmo 31 e 32
Sábado: Salmos 33 e 34
Domingo: Salmo 35
*Lições da Escola Bíblica Dominical das Igrejas Batistas da Convenção Batista Fluminense, da Revista Palavra&Vida, escritas pelo Pr. Elildes Júnio Marcharete Fonseca.
*Esta Revista é enviada gratuitamente às Igrejas Batistas da Convenção Estadual.
Escola Bíblica Dominical - Lição de 13 de janeiro 2013*
Lição 2 – Cultuar é necessário
Texto Bíblico: Salmo 100.2
Tem crescido o número daqueles que defendem que o culto coletivo não é necessário. Eles afirmam que o culto útil a Deus é aquele que se traduz em serviço ao próximo. É uma espécie de culto “indireto”, ou seja, Deus é adorado por intermédio do serviço prestado aos outros.
Não há dúvidas de que a prática das boas obras é uma ação da fé cristã que glorifica a Deus, quando nascidas na sinceridade do coração, mas não é razão para apagar da “agenda” do cristão o culto da comunidade de fé. É um erro de interpretação bíblica tal concepção! Uma coisa não pode ser elevada em detrimento da outra.
O culto é necessário. Refletiremos sobre quatro justificativas dessa necessidade .
1. O culto é necessário por ter sido instituído por Jesus Cristo
Cristo não só instituiu mas também ordenou o culto. Quando a igreja celebra o culto, simplesmente obedece à ordem de Jesus. Culto não é invenção da igreja, mas odediência: “Fazei isto em memória de mim” (Lucas 22.19; 1Coríntios 11.24,25).
A igreja se reúne para reviver a memória do sacrifício perfeito, da entrega suficiente, da morte e ressurreição do Salvador. Cultuar é anunciar o sacrifício e a volta de Jesus, envolvidos no memorial da ceia do Senhor (1Coríntios 11.26).
Relembrar o sacrifício de Jesus na cruz e o túmulo que ficou vazio faz da nossa adoração uma demonstração de gratidão, que gestos e palavras não dão conta de expressar.
Um culto que não começa e termina em Jesus está carente de propósito, podendo até ser transformado numa reunião social.
O chamado de Jesus ao culto envolve a comunhão com o Pai e entre os irmãos, ambas possíveis pela mediação dele. Em Jesus, as nossas individualidades e preferências dão lugar à coletividade e ao bem comum. O cristão que pensa que o culto é para ser realizado do seu jeito está muito enganado. Há outros que se comportam como se estivessem sozinhos no templo ou como se Deus apenas olhasse para eles. Pobre raciocínio. Quem não aprende a viver em comunhão evidencia que não ouviu o chamado de Jesus para o culto.
2. O culto é necessário porque é suscitado pelo Espírito Santo
Negar a necessidade de culto é contestar a ação do Espírito Santo na vida do salvo (2Coríntios 1.22). É o próprio Espírito que “dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus” (Romanos 8.16).
O culto é uma celebração de gratidão daqueles que estão sendo preparados por Deus, na garantia do seu Espírito (2Coríntios 5.5).
A ação de graças daqueles que foram alcançados pelos milagres de Cristo, conforme registram os evangelhos, são notáveis exemplos da necessidade de culto suscitada pelo Espírito Santo: o paralítico, curado, voltou para a sua casa gloricando a Deus (Lucas 5.25); a mulher enferma, curado por Jesus num sábado, se endireita e dá glória a Deus (Lucas 13.13); o leproso, que diferentemente dos outros nove, compreendeu o significado da sua cura, retonou “glorificando a Deus em alta voz” (Lucas 17.15); o cego de Jericó, curado, decide seguir a Jesus, dando louvores a Deus (Lucas 18.43). Não só aqueles que foram alvos das ações miraculosas de Jesus foram movidos a render graças, mas todos que alcançaram a salvação em Cristo. A própria confissão de que Jesus é o Senhor é pelo Espírito Santo (1Coríntios 12.3).
Cultuando a Deus, rendemos graças pelo seu perdão, que nos restituiu a capacidade de adorar, perdida por causa do pecado. Aquele que tem a presença do Espírito Santo de Deus na vida é movido a cultuar.
3. O culto é necessário porque é um dos meios de efetivação da história da salvação
O fato de Jesus ter morrido de uma vez por todas pela salvação do mundo não significa que toda a humanidade está salva automaticamente. Para que o ser humano seja salvo é necessário arrependimento dos pecados e fé em Jesus Cristo como único e suficiente Salvador. É assim que tem prosseguimento a história da salvação.
O Espírito Santo nos convence do pecado, da justiça e do juízo (João 16.8), passamos a fazer parte do corpo de Cristo – a igreja – e nele somos mantidos.
No culto, celebramos a Palavra da salvação, relendo a narrativa bíblica. O ser humano, criado por Deus à sua imagem e semelhança, pecou e foi separado de sua glória (Romanos 3.23). A recompensa do pecado é a morte (Romanos 6.23). Deus mesmo providenciou o meio de reconciliação e o fez conhecido na sua encarnação (João 1.14). Em Jesus, todos têm acesso a Deus. Esse caminho de retorno é celebrado no culto cristão e efetivado por obra do Espírito Santo na vida do pecador que se arrepende.
Portanto, afirmar que o culto não é necessário ao salvo equivale a desprezar a fonte da graça e a esquecer as palavras de Jesus.
4. O culto é necessário porque o reino de Deus ainda não se manifestou em todo o seu poder
A igreja terrena é militante. Somente no céu a igreja será triunfante. Quando estivermos no céu, não precisaremos congregar nos templos, pois o santuário será o próprio Senhor Deus, o Todo-Poderoso, e o Cordeiro (Apocalipse 21.22). Enquanto na terra, é necessário o ajuntamento do povo de Deus para o culto.
O reino de Deus já está presente entre nós, mas não em sua plenitude. Os que se comportam como se tudo na terra já fosse o reino de Deus erram por não considerar a dimensão escatológica da igreja no mundo. Noutras palavras, este mundo passará e a igreja, santa e purificada, continuará viva na eternidade de Deus.
O culto celebra a esperança da volta de Jesus, reafirmando, de contínuo, que não estamos sozinhos na caminhada, mesmo que enfrentemos lutas e privações, tão naturais à realidade humana.
No céu, não precisaremos nos ajuntar para o culto, porque sempre estaremos juntos e em culto diante do Cordeiro de Deus, gloricados por Ele, definitivamente livres da presença do pecado.
Para pensar e agir
Cultuar é necessário, mas não como quem “bate cartão” por obrigação numa empresa, mas com voluntária alegria (Salmo 100.2).
Li uma história narrada por um pastor, como verídica, que dizia o seguinte: “ao final do ano, um irmão (daqueles “cheios de cargos”) disse ao pastor que não assumiria nenhum cargo ou ministério para o ano seguinte, pois queria um tempo de “descanso, sombra e água fresca” (aspiração de quem está prestes a se aposentar, mas de “impossível” aplicação na igreja de Cristo). Mesmo orientado pelo pastor, o irmão manteve-se irredutível em sua decisão. Poucos dias após, exatemente no dia 31 de dezembro, o dito irmão faleceu (como qualquer mortal), mas o pastor observou alguns fatos curiosos: o irmão descansou exatamente no último dia dos “compromissos assumidos”; seu sepultamento deu-se à sombra de uma frondosa amendoeira, e, como só acontece em casos especiais, num calor de 40 graus, ao término do sepultamento, caiu uma pesada chuva (daquelas que, nem correndo, dá tempo de não se molhar) e regou abundantemente a sepultura. Curioso, – deduziu o pastor – o irmão teve seu pedido atendido integralmente: descansou, foi sepultado à sombra de uma frondosa amendoeira e recebeu água fresca em abundância”.
Não percamos tempo, abrindo mão de participar do culto coletivo por motivos infundados. Valorizemos as oportunidades, priorizemos as celebrações. Cultuar é necessário. Façamos a nossa parte.
Leituras Diárias
Segunda: Salmos 11, 12 e 13
Terça: Salmos 14 e 15
Quarta: Salmos 16 e 17
Quinta: Salmo 18
Sexta: Salmo 19
Sábado: Salmos 20 e 21
Domingo: Salmo 22
*Lições da Escola Bíblica Dominical das Igrejas Batistas da Convenção Batista Fluminense, da Revista Palavra&Vida, escritas pelo Pr. Elildes Júnio Marcharete Fonseca.
*Esta Revista é enviada gratuitamente às Igrejas Batistas da Convenção Estadual.
Escola Bíblica Dominical - Lição de 06 de janeiro 2013*
Lição 1 – O que é culto
Texto Bíblico: Romanos 12.1
Introdução:Pela graça de Deus, estamos iniciando uma abençoadora caminhada, refletindo sobre princípios para o culto cristão. Um passo necessário é definir o que entendemos por culto.
Há diversas definições de culto, que competentes estudiosos registraram. Selecionamos uma, de Nelson Kirst, que diz que “culto é o encontro da comunidade com Deus e liturgia é o conjunto de elementos e formas através dos quais se realiza esse encontro” .
Essa definição nos ajuda a compreender algo muito importante: culto é a essência e liturgia, a forma, os elementos.
Embora as formas de culto possam ser variadas, a sua essência deve permanecer inalterada. O culto de anos atrás, quando as igrejas tinham menos recursos – algumas utilizavam lamparinas, inclusive – é o mesmo de hoje, com vários instrumentos, boletim, multimídia etc. O que mudou de lá para cá? Os recursos, as formas, ou seja, a liturgia, mas não a essência que caracteriza um verdadeiro culto cristão.
Se essa essência foi mudada, alguma coisa está errada. Será preciso rever o valor do culto e a importância dos seus elementos.
O que não é culto
Lamentavelmente, não basta definir o que é culto, também se faz necessário dizer o que não é culto.
Denise Frederico afirmou que “o culto cristão não é um show, como se vê na televisão, com um apresentador famoso lá na frente, tentando ganhar pontos no Ibope para a sua emissora. Não é uma performance, com atrações variadas, apresentações pessoais e coletivas para abrilhantar e fazer a plateia sair satisfeita por ter usado bem seu tempo e seu dinheiro” .
A pluralidade deste tempo tem dominado as mentes. As pessoas estão sendo “engolidas” pela febre do imediato, do descartável e do clientelismo. Essa visão de mercado, se não houver cuidado, acaba chegando aos membros da igreja. São aquelas pessoas que se acham no direito de serem clientes dos cultos das suas igrejas, para usufruir bons produtos “sacros”.
O pior de tudo acontece quando a liderança acredita e transforma o culto em show. Esquece-se de que se deve agradar ao Senhor e passa-se a agradar aos “clientes”. Aí acaba valendo tudo e, por conseguinte, “não tem nada a ver”. Que desastre!
Culto é sacrifício vivo
O apóstolo Paulo exortou os romanos – e a nós, também – a se apresentarem integralmente a Deus, “como sacrifício vivo, santo e agradável” (Romanos 12.1). Esse é o culto espiritual!
Aqui, vale a pena destacar duas nuances do culto: a individual e a coletiva. Ao longo dos estudos, faremos destaques desses dois aspectos.
Prestamos culto a Deus na individualidade. O culto pessoal não tem intervalos, é contínuo, dura a vida toda. Como servos do Senhor, todos os nossos pensamentos e atitudes se constituem em culto, ou seja, devem glorificar a Deus.
É colocar o nosso corpo, a nossa vida, por inteiro, à disposição de Deus. É um oferecimento ininterrupto. É como diz o hino 543 do Hinário Para o Culto Cristão: “em palavras, ações e atitudes refletirei sua luz”.
Refletindo Cristo, cultuamos a Deus, exaltando a sua pessoa e testemunhando os seus feitos poderosos e inigualáveis.
Prestamos culto a Deus na coletividade. Somos família de Deus, integramos o corpo de Cristo. A dimensão do culto é tanto individual quanto coletiva.
A Bíblia é clara ao recomendar: “não abandonemos a prática de nos reunir, como é costume de alguns, pelo contrário, animemo-nos uns aos outros, quanto mais vedes que o Dia se aproxima” (Hebreus 10.25). Deus sempre externou o seu desejo de ver o povo reunido para cultuá-lo: “deixa o meu povo ir para que me cultue” (Êxodo 7.16).
O culto litúrgico sempre reúne pessoas. A própria palavra liturgia significa “ação do povo”. É uma resposta coletiva ao amor de Deus, que nos faz próximos em Cristo Jesus.
O domingo é um dia muito esperado por nós, pois nele a comunidade de fé, a família espiritual se ajunta para adorar a Deus.
Não devemos vir para o culto coletivo com o rosto fechado, com o semblante caído, como quem é forçado a fazer algo indesejável. Não! A vinda para o ajuntamento solene é motivo de festa, de regozijo espiritual, pois é o próprio Deus, o Rei dos reis, o Criador, quem nos convida.
Servir a Deus e pertencer à sua família é um privilégio que deve ser valorizado ao extremo.
Pra que serve a liturgia
“A liturgia serve para moldar o culto cristão, ou seja, ‘desenhar’ o culto”. Dela fazem parte todos os elementos que são usados para se ordenar o culto.
Denise Frederico diz que “fazer liturgia é como projetar uma casa” e sugere imaginar-se como um arquiteto que vá desempenhar um projeto para um cliente. Uma das necessidades primeiras é conhecer bem o cliente. Se a condição financeira for boa, o arquiteto poderá até projetar uma casa grande, mas, se não for, será colocado no papel o mínimo essencial. Logo, assim como no processo de construção de uma casa, na construção de uma liturgia há coisas que poderão ser descartadas e outras não.
Na igreja, no início, não havia uma forma de culto, mas os cristãos foram criando formas próprias de culto, ao mesmo tempo em que frequentavam o templo. A Bíblia era o único livro litúrgico utilizado (parte do Antigo Testamento e, mais tarde, o Novo Testamento). Entre os primeiros cristãos não havia regras litúrgicas precisas. Apenas era mantida uma tradição comum.
A busca da liturgia nas páginas do Novo Testamento será pouco produtiva, pois a igreja primitiva não sacralizou uma liturgia. Entretanto, nas páginas do Novo Testamento, observa-se que a ênfase no culto não está nos feitos dos homens, mas nos feitos de Deus.
Esse assunto não agrada muito, pois, como característica humana, as pessoas querem ser invocadas e aplaudidas. O culto não é para isso. Nele são enfatizados os feitos de Deus.
Resumindo, liturgia é o somatório de todos os elementos que constituem a ordem do culto cristão.
Para pensar e agir
Cultuar a Deus é privilégio e compromisso do cristão. Quando cultuamos, reconhecemos quem Deus é e quem somos.
Uma tendência daninha tem sido difundida por alguns, ensinando o erro de se exigir de Deus o atendimento das vontades humanas. É justamente o contrário. Deus é o Senhor e nós nos adequamos à sua vontade. Ele manda, nós obedecemos.
Cultos que não celebram a Deus e os seus feitos devem ser repensados. É possível idolatria numa celebração evangélica, basta tirar o foco de Deus. Às vezes, pensamos que idolatria só acontece diante de uma imagem, mas a questão é muito ampla. Quando os feitos humanos roubam a cena dos feitos de Cristo, a celebração é idólatra.
Por isso, a recomendação paulina deve estar sempre viva em nossas mentes, pois culto é “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”. É para Ele e por Ele que cultuamos.
Não gastemos tempo com questões secundárias, mas aproveitemos bem cada oportunidade de celebrar a Deus, com vida santificada e agradecida pela bênção da salvação.
Leituras Diárias
Segunda: Salmos 1 e 2
Terça: Salmos 3 e 4
Quarta: Salmos 5 e 6
Quinta: Salmo 7
Sexta: Salmo 8
Sábado: Salmo 9
Domingo: Salmo 10
*Lições da Escola Bíblica Dominical das Igrejas Batistas da Convenção Batista Fluminense, da Revista Palavra&Vida, escritas pelo Pr. Elildes Júnio Marcharete Fonseca.
*Esta Revista é enviada gratuitamente às Igrejas Batistas da Convenção Estadual.
Pr. Sócrates de Oliveira apresenta relatório do Conselho
No relatório do Conselho de Planejamento da CBB, apresentado pelo pr. Sócrates de Oliveira, Diretor Executivo, temos o seguinte resumo:
* 93 novas igrejas arroladas.
* Campanha para levantar 6 milhões de reais para Programa de TV.
* Vendida a sede da Rua Senador Furtado por 6 milhões.
* 190 mil recebem o Jornal Batista on line, embora o número de assinantes seja de 1800.
* 1.536.000 membros filiados sem contar os agregados / 8514 igrejas fora congregações / 12 mil templos.
* Pr. Davidson de Freitas é o novo Diretor da Revista Administração Eclesiástica.
* Adm. Maurício Bastos é o novo Controller da CBB.
Pr. Sócrates de Oliveira afirma: "Nunca mais seremos surpreendidos por problemas financeiros!".
Diáconos Batistas do Brasil elegem nova diretoria
Presidente - José Octavio dos Santos (FL) - De paletó escuro e gravata vermelha.
1º Vice Presidente - Gilberto Nunes da Silva (MG)
2º Vice Presidente - Antonio Soares (FL)
1º Secretário - Vilma Rodrigues (PE)
2º Secretário - Damaris Beatriz (PE)
1º Tesoureiro - José Marques (FL)
2º Tesoureiro - Deusdedt H. (SP)
Fonte: http://batistas.com/index.php?option=com_content&view=frontpage&Itemid=2
Fonte: http://batistas.com/index.php?option=com_content&view=frontpage&Itemid=2
Dilma insiste e não quer Garotinho
24/01/2013 09:49
| Reprodução da coluna Panorama Político, do Globo |
Agora as coisas ficam mais claras. Segundo a coluna Panorama Político, do Globo, as restrições que alguma pessoas do Palácio do Planalto fazem à minha escolha como líder do PR não é por medo de que eu infernizasse a vida do governo ou - como também já foi noticiado - que pudesse inviabilizar uma futura aliança do partido para apoiar a reeleição da presidente Dilma.
A questão envolve a eleição de 2014. Pelo jeito temem que eu tenha mais visibilidade. Mas acho engraçado que o Planalto diz que vou ser candidato com o apoio do PSDB. Estão sabendo mais do que eu. Só pode ser o medo do pessoal ligado a Lindbergh Farias.
Fonte: http://www.blogdogarotinho.com.br/lartigo.aspx?id=12935
Pastores Batistas do Brasil elegem nova diretoria
Pela primeira vez na história dos pastores batistas do Brasil, uma mulher é eleita para a diretoria, trata-se da pastora Diana Flávia. Esse fato pode alterar os rumos para a aceitação das mulheres no quadro da Ordem, já que até então só eram inscritas as que estavam como membros antes de 2007.
1° Vice: Hilquias Pain
2º Vice: Vanderlei Marins
3° Vice: Aloísio Penido
1ª Sec. Diana Flávia
2° Sec. Linaldo Guerra
3° Sec. Marcelo Longo
O salmo da cruz
Tradicionalmente é aceito que o
Salmo 22 retrata o momento de Jesus na cruz do Calvário, formando com o 23 e o
24 uma trilogia em que se completa o tempo no túmulo e sua ressurreição.
Uma das bases para sustentar tal
ideia a respeito do Salmo 22 é o seu primeiro verso: “Deus meu, Deus meu, por
que me desamparaste? Por que te alongas do meu auxílio e das palavras do meu
bramido?”. A mesma angústia se revelou na cruz.
Por que foi preciso que Ele morresse
na cruz em meu lugar? Resposta difícil de ser respondida. Mas não impossível de
ser entendida. Mesmo não sabendo o porquê, sei que foi por amor. Aquela cruz
era minha, era sua, era da humanidade.
Mas a humanidade caída não poderia
assumi-la, pois o pecador simplesmente pagaria o preço do seu pecado. Ele, não.
Ele se fez pecado por nós. E foi nesse momento que se observa uma espécie de
abandono de Deus a seu Filho. O Pai, que não pode ver o mal, sofreu com o
Filho, que assumiu o nosso mal.
Se
o seu clamor é este: “Deus meu, eu clamo de dia, e tu não me ouves; de noite, e
não tenho sossego”, confie em Jesus, que clamou por você na cruz.
Blogueiro liga para o Planalto e tem experiência interessante
Fonte:
http://ricardo-gama.blogspot.com.br/2013/01/blogueiro-ricardo-gama-pirou-de-vez.html
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Interrupções nas postagens
Sinceramente, desejava normalmente trabalhar hoje de manhã, mas é um sentimento diferente. Tem-se e não se tem vontade de fazer as coisas.
Estamos tristes, mas não estamos infelizes!
Mas estou sem vontade fazer nada!
Espero que à noite possa voltar normalmente às postagens.
A última foto dela, tirada pelo irmão pr. Alair, quando ela pegava Rafael, seu mais recente bisneto.
Para se ter ideia, isso foi no dia 12 de janeiro, dia 14 sentiu-se mal e, em uma semana, ela foi levada para o céu.
Louvado seja o Senhor! Agradeça com a gente os 84 anos de Noemy Ferreira Lima.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Nossa mãe descansa no Senhor
Estamos experimentando a dor que, provavelmente, muitos leitores já experimentaram: a despedida de nossa mãe.
Hoje, permitindo Deus, às 12h, um culto de gratidão ao Senhor, no templo da Igreja Batista do Braga, logo após o sepultamento no Cemitério Santa Izabel, Cabo Frio.
Endereço da Igreja:
Rua Omar Fontoura, 117 - Braga - C. Frio
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Mais que uma biografia
A terceira epístola de João apresenta três
personagens: Gaio, Diótrefes e Demétrio.
Sobre Gaio: “Porque muito me alegrei quando os irmãos vieram, e testificaram da tua
verdade, como tu andas na verdade... e para com os estranhos, que em presença
da igreja testificaram do teu amor”.
Sobre Diótrefes: “Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que
procura ter entre eles o primado, não nos recebe... proferindo contra nós
palavras maliciosas; e, não contente com isto, não recebe os irmãos, e impede
os que querem recebê-los, e os lança fora da igreja”.
Sobre Demétrio: “Todos dão testemunho de Demétrio, até a mesma verdade; e também nós
testemunhamos; e vós bem sabeis que o nosso testemunho é verdadeiro”.
Gaio significa alegre, divertido.
Diótrefes, atencioso. Demétrio, amante da terra. Que ironia, Diótrefes negou a
origem de seu nome. Sabe por quê? Nossa vida é mais que uma biografia. É a
revelação de um caráter.
Sendo escrita uma epístola citando nossa
vida, que conteúdo teria? Seríamos mais parecidos com Gaio, Diótrefes ou
Demétrio? Que seja com Gaio e Demétrio.
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