terça-feira, 30 de junho de 2026

Van Gogh e Seu Augusto - Conclusão

As reações de seu Augusto não eram obra do acaso. Nem eram produto de elaborações racionais advindas de estudos aprofundados. Eram consequência de relacionamento com quem preenche o vazio da alma.

Muitos vivem sem nenhuma preocupação de estabelecer um relacionamento estreito com o Senhor. Na hora do temporal, a solução encontrada é cortar a orelha, chutar o pau da barraca, dar cabo à vida. Quem tem experiência com Cristo é capaz de cantar ainda que tenha as pernas cortadas. Isso não é gostar de sofrer. É saber sofrer. É saber que, na hora do sofrimento, Deus está amparando. Habacuque encerrou seu livro que iniciou dramaticamente com adoração: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado. Todavia, eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação”.

Acredito que Van Gogh e seu Augusto estão no céu. Lá não experimentam sofrimento. Uma diferença é que aqui seu Augusto também viveu com alegria. Quando encontrar seu Augusto no céu, quero falar para ele como aquele encontro me abençoou.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Van Gogh e Seu Augusto - III

Fui chegando (no interior, não tem essa de campainha e nem portão com trancas) e, ao perceber minha presença, o simpático barbeiro dá uma risada, manda-me entrar e começa a cantar com mais vigor. Lá, estava o seu Augusto com a mesma alegria de outrora. Minha preocupação dissipou-se e aprendi uma das mais fortes lições de minha vida: a felicidade não depende das circunstâncias externas.

Que fazia diferença na vida de Van Gogh e Seu Augusto? É a mesma diferença na vida de pessoas que enfrentam grandes problemas com reações extremamente diferentes. Por que Van Gogh quis terminar a vida aos 37 anos e seu Augusto, com seus 80, ainda cantava e desejava viver ainda mais? Van Gogh era filho de pastor, mas, provavelmente, não conhecia o pastor dos pastores. Seu Augusto tinha experiência com Ele. Van Gogh conhecia, provavelmente, o salmo do bom pastor, mas seu Augusto conhecia o bom pastor do salmo.

Por, aproximadamente, uma hora conversamos, rimos, cantamos, lemos a Bíblia. Voltei para casa e, quase cinquenta anos depois, o sorriso de seu Augusto está vívido em minha mente.

domingo, 28 de junho de 2026

Van Gogh e Seu Augusto - II


Van Gogh, certa vez, num ato de autoflagelamento, cortou a orelha e enviou a um amigo pintor que brigara com ele. Seu Augusto teve uma das pernas amputadas em função de problemas de saúde com a senilidade. Van Gogh morreu, supostamente, por ação sua. Seu Augusto, de velhice.

Cresci, experimentei certa independência, deixei de cortar cabelo com seu Augusto. Coisas de rapazinho. Mas continuamos nos encontrando na igreja, no comércio onde trabalhava, aqui e ali. Seu Augusto sempre assobiando, sorrindo, beijando as crianças e dando um cascudinho de brincadeira. Fui para o Seminário e, quando estava no meio do curso, fiquei sabendo que seu Augusto estava bem doente. Numa de minhas idas à terra natal, resolvi visitá-lo. Mas que dizer para um velho que me viu criança e estava com uma das pernas amputadas, com possibilidades de amputar a outra, e não podia manobrar sua bicicleta velha? Fui preocupado à sua humilde casa e, quando me aproximei do portão, ouvi uma voz conhecida. Prestei atenção. Era do velho Augusto.

Sabendo de seu quadro, de longe, sua recepção me impactou. Sorriso e alegria com a perna amputada.

sábado, 27 de junho de 2026

Van Gogh e Seu Augusto - I

Pode parecer loucura, mas estabeleci uma relação entre Van Gogh, pintor holandês, e Augusto, barbeiro de Cardoso Moreira. Conheci os dois: Van Gogh nos livros e Augusto pelos cabelos que arrancou de minha cabeça quando criança com aquela máquina velha e suas manobras numa velha bicicleta, sempre assobiando.

Van Gogh viveu 37 anos. Augusto mais do dobro de sua idade. Aquele conheceu o chamado primeiro mundo: França, Holanda (onde nasceu) e outros países vizinhos. Este, apenas o que nem mundo é considerado: Baú, Valão do Cedro, Três Cacetes, Morro Grande. Lugares tipo daquele onde vento faz a curva. O pintor era filho de pastor calvinista e o barbeiro conhecia alguns pastores por se orientar com eles. Van Gogh manteve contatos com pessoas da mais alta expressão como o doutor Gauchet, médico que lhe deu abrigo como num asilo. Seu Augusto conhecia gente humilde, trabalhadores da roça, alguns doentes, que se aproveitavam de seu serviço em domicílio para fazer a cabeça de todos os filhos, preferencialmente com máquina zero até o coco para demorar a crescer e, assim, alguns cruzeiros, à época, economizar.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - Conclusão

Daniel, com certeza, não era perfeito, mas sua vida é repleta de exemplos que devem ser observados e praticados. Os registros bíblicos não sugerem, em nenhum momento, qualquer deslize no exercício de suas funções, mesmo estando em cativeiro. Ele não permitiu que a cultura babilônica influenciasse sua vida e os princípios assumidos desde menino fossem negociados.

Sua autoridade era tão grande que o próprio rei Dario ficou triste com a sua decisão e, enquanto Daniel dormia tranquilo na cova, ele não conseguiu sequer cochilar no palácio. E no outro dia, bem cedo, vai à cova e grita: “Daniel, o teu Deus, a quem tu continuamente serves, te livrou da prisão?”. Essa autoridade de Daniel estava relacionada aos princípios de oração.

Oração é relacionamento, e relacionamento maduro sugere equilíbrio.

Vida de oração não é esporádica contemplação.

Vida de oração não é uma roda de negociação.

Vida de oração não é um conjunto de emoção.

Vida de oração não é um reino da razão.

Vida de oração não é uma proposta de imposição.

Vida de oração é desenvolver princípios como convicção.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - IX

Daniel era perseverante. E perseverança é o quinto princípio na vida de oração de Daniel. Há muita gente que começa a todo vapor e, com o passar do tempo, vai se esfriando, esfriando até congelar. É o chamado efeito coca-cola, muito gás no início e, logo a seguir, perde o interesse.

A Bíblia registra que Daniel foi ao quarto orar “como antes costumava fazer”. Não se tratava de uma experiência eventual, esporádica, momentânea. Não, era uma experiência constante.

A Bíblia orienta em I Tessalonicenses 5.17 “orem sem cessar”. Em Colossenses 4.2, o ensino é semelhante: "Perseverem em oração, velando nela com ação de graças”. E em Romanos 12.12, temos uma orientação encorajadora: “Alegrem-se na esperança, sejam pacientes na tribulação, perseverem na oração”.

Não basta apenas começar bem, é importante e, diria, decisivo, que se mantenha firme e termine bem. Começar é apenas a saída de bola num jogo de futebol, perseverar firme significa não perder o foco de nossa missão até o final da partida.

Não se encante com os troféus do início, permaneça firme até o final para receber a coroa da justiça.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Altamir Silva Soares - Tony Soares

Interrompo a série “Princípios de Oração na vida de Daniel” para homenagem especial. Descansou ontem no Senhor, aos sessenta e três anos, membro da Igreja Batista no Braga, o irmão Altamir Silva Soares, mais conhecido como Tony Soares, nome artístico adotado em função de sua carreira musical. Tony aparentemente apresentava muito vigor, mas em dois meses, um tumor se agigantou de tal forma que o fez partir para a eternidade.

Tony amava cantar. Ele cantava em qualquer lugar que tivesse oportunidade. Igrejas grandes, médias ou pequenas, com som de qualidade ou ruim, lá estava ele com a maior alegria. Ele fazia questão de se arrumar da melhor maneira. Seu repertório eram os hinos antigos e, por muito tempo, além da carreira solo, fez parte do Quarteto Arautos do Senhor.

Apesar de seu curto período de enfermidade, pude visitá-lo algumas vezes e nosso último encontro foi sábado passado. Desejei ficar com ele sozinho e, por meia hora, conversamos com franqueza. Fique impactado com a serenidade e a segurança num momento tão dramático. Ele tinha consciência de tudo e falou da eternidade com muita paz.

Tony não cantará mais aqui, cantará na eternidade, com o seu Salvador!

"Bem-aventurados os que, desde agora, descansam no Senhor, eles descansarão do seu fatigante trabalho, e as suas obras os seguirão" - Apocalipse 14.13.

Descanse em paz, meu amigo e ovelha!

terça-feira, 23 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - VIII

O quarto princípio de oração na vida de Daniel é o conteúdo de suas orações. Registra o texto que, sabendo que o decreto que o condenaria estava assinado, ele foi orar e “e dava graças, diante do seu Deus”. É possível que a tensão que envolvia o momento o levasse a suplicar ao Senhor, mas é interessante que o registro bíblico afirma que “ele dava graças, diante do seu Deus”. 

Agradecer no meio das lutas é um sinal de relacionamento com Deus. A Bíblia diz que “em tudo, deem graças porque esta é a vontade de Deus” - I Tessalonicenses 5.18. Observe bem: não é “por tudo, deem graças”, mas “em tudo…”. Você não precisa dar graças por uma tragédia, mas pode dar graças no meio da tragédia.

A tendência da maioria dos cristãos é fazer das orações um muro de lamentações. O que Deus deseja é que façamos das orações um templo de adoração. E a gratidão a Ele, às pessoas, às organizações devem fazer parte do conteúdo das orações.

A vida se torna mais bela quando agradecemos mais e pedimos menos. E a gratidão elimina mais problema do que a petição, sabia disso?

E aí, você já agradeceu hoje?

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - VII

O lugar tranquilo na vida de Daniel não era uma experiência eventual e nem a partir do surgimento de um temporal. Era uma rotina. Mas não uma rotina formal, mecânica, fria, era um encontro de sua alma com a alma de Deus. Diz a Bíblia que “três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava”.

Essa prática pode ser denominada “Princípio do aproveitamento das oportunidades”. É o terceiro princípio. Daniel, em função de sua importante liderança na Babilônia, tinha muitas ocupações. Não era um desocupado. Ainda assim, três vezes por dia, ele parava tudo e se derramava diante do Senhor. A agenda de Daniel não era orientada pela chefia de seu gabinete, nem pelas demandas apresentadas pelo rei, nem pelos problemas que surgiam no cotidiano. Sua agenda era dirigida por Deus e tudo era alistado em segunda categoria quando chegava o tempo de falar com Deus.

A vida moderna sugere uma tresloucada correria e os argumentos de pouco tempo ganham corpo para as desculpas de tempo de oração. É preciso sabedoria e disciplina para aproveitar as oportunidades. 

Daniel aproveitava! E você, aproveita?

domingo, 21 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - VI

O segundo princípio de oração na vida de Daniel é: lugar tranquilo. O texto afirma: “entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto…”. 

Você pode orar em qualquer lugar, mas é saudável que se tenha um lugar tranquilo. Em seu ministério terreno, Jesus, impossibilitado de ter um lugar tranquilo no meio da cidade, subia ao monte para falar com o Pai.

Uma piedosa cristã recebeu a primeira visita de seu novo pastor. Em sua humilde casa, ela o recebeu. Depois de um gostoso bate-papo, ela o convidou para ir ao quintal e, bem no final do terreno, onde a cerca fazia um ângulo de 90º, debaixo de uma árvore, ela informou: “Pastor, aqui é o meu cantinho da oração, muitas vezes o barulho dentro de casa me impede, eu venho para cá e falo com o pai”.

O princípio do lugar tranquilo sinaliza fugir do ativismo e silenciar-se diante de Deus. Quando Billy Graham esteve no Brasil a primeira vez, um repórter de grande veículo de comunicação foi procurá-lo para uma entrevista. Seus assessores disseram: “Ele não pode atender agora, está em seu período de conversa com Deus”.

Você tem o seu lugar tranquilo?

sábado, 20 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - V

Fidelidade tem a ver com fé. E fé não é um dispositivo para resolver problemas. Fé é permanecer firme na confiança que o Senhor está no controle de todas as coisas. Em Hebreus 11, lemos que a fé é a certeza de coisas que se esperam, não, necessariamente, de coisas que acontecerão. A fé não está ligada ao futuro, mas ao presente e ao passado. É muito mais uma âncora para o presente do que um atestado para o futuro.

Algumas pessoas se arrogam em dizer: eu tenho muita fé. E relacionam conquistas pessoais à sua fé. Deixe-me dizer algo: eu e você temos fé muito pequena. Nenhum de nos tem grande fé. Jesus afirmou que “se tivermos fé do tamanho de um grão de mostarda, faremos coisas grandiosas”. Você já observou um grão de mostarda? Percebeu como é pequeníssimo?

O princípio da fidelidade é manter uma vida comprometida com Deus mesmo que alguma situação apresente risco de morte para nós. Daniel manteve sua vida de intimidade com Deus mesmo sabendo que o decreto vinha com força para destruí-lo.

Temos fé não quando realizamos algo, mas quando descansamos em Deus que decide realizar ou não.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Hilda Alves Moreno

Interrompo a série “Princípios de Oração na vida de Daniel” para homenagem especial. Descansou ontem à noite no Senhor, aos noventa e três anos, a irmã Hilda Alves Moreno, membro fundadora da Igreja Batista no Braga. 

Para nossa Igreja, é um misto de tristeza e alegria. Tristeza pela partida de uma preciosidade. Mulher de pouco falar e muito agir. Mercê da graça de Deus, maior responsável pela criação de uma linda família de seis filhos, Carlos, Paulinho, Leila, Deise, Denise e Neiva. 

Sua atuação como ovelha no rebanho do Senhor sempre foi exemplar. Mulher de oração e valorização dos bons relacionamentos, sempre realçando o melhor nas pessoas. Participante de todos os desafios da Igreja e com grande paixão pelo socorro às pessoas e envolvimento na obra missionária.

Particularmente, em nossa família, recebemos a positiva e abençoadora influência de sua vida com ações práticas de amor e carinho. Mesmo em sua enfermidade com limitações na memória, não se esquecia de nosso nome nem da Igreja. Como fomos abençoados por conhecer essa vida tão preciosa!

"Bem-aventurados os que, desde agora, descansam no Senhor, eles descansarão do seu fatigante trabalho, e as suas obras os seguirão" Apocalipse 14.13

Descanse em paz, minha querida ovelhinha!

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - IV

O contexto amedrontador não intimidou Daniel nem alterou seu programa de intimidade com Deus. É nesse contexto que Daniel revela princípios que faziam parte de sua vida de oração.

O primeiro princípio é Fidelidade. O texto informa que “quando soube que o documento tinha sido assinado, Daniel entrou em sua casa, foi para o quarto e orou como fazia antes”. É interessante que, normalmente, as janelas ficavam abertas para o lado de Jerusalém e isso não é alterado.

Daniel não poderia fechar as janelas e orar? Ficaria escondido e ninguém saberia que ele estava descumprindo um decreto do imperador. Sim, poderia, mas isso demonstraria a sua infidelidade e princípios não podem ser negociados. Ele era tão fiel que os opositores testemunharam: “Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus”. 

Não se ajoelhar diante do rei poderia ter como consequência a morte física. Mas deixar de se ajoelhar diante de Deus teria como consequência a morte eterna. 

Diante de situação ameaçadora, você permanece fiel?

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - III

O texto de Daniel 6.10 começa assim: “Quando Daniel soube que o documento tinha sido assinado…”. Isoladamente e sem conhecimento do contexto, a informação parece irrelevante, mas veja a dramaticidade em Daniel 6.7-9: “Todos os presidentes do reino, os prefeitos e sátrapas, conselheiros e governadores concordaram em que o rei baixe um decreto e sancione um interdito, ordenando que todo aquele que, nos próximos trinta dias, fizer um pedido a qualquer deus ou a qualquer homem e não ao senhor, ó rei, seja jogado na cova dos leões. Portanto, ó rei, sancione o interdito e assine o documento, para que não seja mudado, segundo a lei dos medos e dos persas, que não pode ser revogada. E assim o rei Dario assinou o documento e o interdito”.

Dá para você perceber a tensão do momento? A partir de então, e nos próximos trinta dias, Daniel corria risco de morte, e perigo iminente. Não há romantismo na caminhada de Daniel, há renúncia, batalha, luta, aflição, tensão e apreensão.

Uma vida de intimidade com Deus pode, em muitos casos, gerar gigantes desafios.

terça-feira, 16 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - II

A vida de Daniel é uma inspiração. Sua trajetória é tão empolgante que alguns chegam a duvidar de sua existência, negando-lhe a condição de figura histórica real e, sim, um personagem literário ou mítico criado com intenções de promover o ânimo. Não é o meu caso. Mas, também, se não for, nenhuma alteração sobre os preciosos ensinamentos que absorvemos de sua personagem, supostamente, literária.

Lembro-me, saudosamente, das classes infantis na Escola Bíblica Dominical, na Igreja Batista de Cachoeiro de Cardoso Moreira, cantando “Daniel orava a Deus três vezes ao dia / e, no tempo de aflição, Deus o socorria / quando foi aos leões pelo rei jogado / não temeu, mas confiou, e foi libertado”.

Um criativo escritor, cujo nome não me lembro, sintetizou bem a relação de Daniel com Deus: “Daniel tinha tanta intimidade com Deus que, ao ser lançado na cova, não teve medo, pelo contrário, os leões ficaram com medo dele”.

Ter uma vida de oração não evita ser lançado numa cova. Os íntimos de Deus sofrem perseguição e a cova pode ser um destino. Você já pensou sobre isso?

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - I

Em Daniel 6.10, lemos: “Quando Daniel soube que o documento tinha sido assinado, voltou para casa. Em seu quarto, no andar de cima, as janelas abriam para o lado de Jerusalém. Três vezes por dia, ele se punha de joelhos, orava, e dava graças diante do seu Deus, como era o seu costume”.

Daniel era um jovem judeu que foi levado cativo para a Babilônia. Ele se destacou por sua inteligência e sabedoria e logo foi ocupando funções políticas de liderança importantes naquele país estrangeiro e opressor. Sua atuação alcançou os reinados de Nabucodonozor, Belsazar, Dario e Ciro. Sua ascensão despertou ciúmes em outros importantes no reino.

Mesmo galgando funções que exigiam dedicação, estudos, tempo e disciplina, Daniel não se esquecia de seu compromisso com Deus. Uma de suas atividades, a oração ao Deus Eterno, foi o estopim para os adversários o denunciarem ao imperador, com a publicação de um decreto que ninguém poderia se ajoelhar e orar a outro ser que não fosse o imperador.

A partir de agora, Daniel enfrenta uma renhida batalha! Que você faria diante desse desafio?

domingo, 14 de junho de 2026

Dia do Pastor

Hoje, a denominação batista no Brasil homenageia seus líderes espirituais e destaca o Dia do Pastor.

Sou grato a Deus pelos pastores que tive ao longo de minha vida e, depois de minha consagração, outros têm tido papel importantíssimo em minha caminhada.

Tenho um poema que leio agora em homenagem aos homens e mulheres de Deus que tem a missão de pastorear.

Pastor


Ser pastor.

É mais que um cargo,

É um trabalhoso encargo,

Mas não é um fardo, 

Se cumprido com amor.


Ser pastor.

Não é apenas servir com amor,

É caminhar em meio a dor

E morrer, se preciso for,

Sob o comando do seu Senhor.


Ele foi pastor.

Na verdade, o sumo pastor.

Sofreu toda dor,

mas, com amor e por amor,

trocou o meu fardo,

aliviando o encargo,

e, feliz, prossigo,

vitorioso, ao seu dispor.


Nunca serei, como Ele,

um aprovado pastor.

Não entendo como me chamou

e me capacitou a servir

com amor.


Eu quero ser um pastor

que dependa do meu Senhor,

e quero servir com amor, 

mesmo que me causem dor.


Ajuda-me, Senhor!

Lembre-se hoje do pastor ou pastora que batizou você, de quem hoje pastoreia com amor e dedicação sua vida e manifeste seu carinho e amor.

Feliz Dia do Pastor e da Pastora!

sábado, 13 de junho de 2026

Assim é a vida

A vida é assim: 

Uma notícia boa, uma notícia ruim.

Uma notícia ruim, uma notícia boa.

Uma notícia muito boa, uma notícia mais ou menos ruim.

Uma notícia muito ruim, uma notícia mais ou menos boa.

Uma notícia muito boa, uma notícia muito ruim.

Uma notícia muito ruim, uma notícia muito boa.

Raramente acontece: Apenas notícias boas, notícias ruins, notícias muito boas, notícias muito ruins, notícias mais ou menos boas ou mais ou menos ruins.

Ninguém gosta de notícia ruim. Gostamos de boas notícias. Há quem goste de dar notícia ruim, mas é uma doença. E as ruins podem ser boas, a gente que ainda não entendeu.

E a gente caminha sem saber que notícia nos espera. Mas não saber, não é ruim, pois sabemos o que nos espera ali, logo ali. Isso é esperança.

Como lembra Fernando Sabino: “No fim tudo dá certo, se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim”.

Por isso Deus deixou registrado: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” - I Pedro 1.3.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Temor, não medo

Pais desorientados utilizam o recurso quando filhinhos tão doces cometem algum erro: “Papai do céu vai te castigar!”. Pura maldade ou, no mínimo, imaturidade. Crianças dóceis crescem traumatizadas e com grande possibilidade de projetar tudo isso nos seus relacionamentos.

Ensinar o temor do Senhor é válido. O medo, não.

Medo nos amedronta, temor nos encoraja.

Medo nos apequena, temor nos agiganta.

Medo nos assusta, temor nos assiste.

Medo nos cansa, temor nos descansa.

Medo nos agita, temor nos acalma.

Medo nos machuca, temor nos cura.

Medo nos agride, temor nos protege.

Medo nos enfeia, temor nos embeleza.

Medo nos entristece, temor nos alegra.

Medo nos arma, temor nos desarma.

Medo nos destrói, temor nos constrói.

Medo é noite escura, temor é manhã radiante.

Medo é desconfiança, temor é confiança.

Medo é tristeza, temor é alegria.

Medo é guerra, temor é paz.

Medo é doença, temor é remédio.

Medo é morte, temor é vida.

“O temor do Senhor aumenta os dias; mas os anos dos ímpios serão abreviados. O temor do Senhor é uma fonte de vida, para o homem se desviar dos laços da morte. O temor do Senhor encaminha para a vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e mal nenhum o visitará” - Provérbios 10.27, 14.27 e 19.23.

Tema a Deus, mas não tenha medo d’Ele.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Pastores Batistas na enquete "Brasil na Copa 2026"



O clima de Copa do Mundo, ainda que não seja tão intenso quanto de tempos atrás, envolve todos os segmentos da sociedade brasileira. Futebol faz parte de nossa caminhada como povo que vibra, discute, opina, celebra e chora com o selecionado.

Numa enquete feita apenas com pastores batistas, o número é surpreendente em vários possíveis resultados. Desde os que não acreditam que o selecionado comandado por Ancelotti passará da fase de grupos (a primeira fase com três jogos) até os que estão confiantes na conquista do hexa, os pastores apresentam suas expectativas.

A enquete alcançou 112 pastores da denominação batista de várias partes do Brasil e os números finais seguem abaixo:

7.1% acreditam que não passa da fase de grupos.

4.5% acreditam que não passa da segunda fase.

14.3% acreditam que não passa das oitavas.

17.9% acreditam que não passa das quartas de final.

20.5% acreditam que não passa da semifinal.

6.3% acreditam que será vice-campeão.

29.5% acreditam que o Brasil será campeão.

A enquete será mantida até o final da primeira fase e, a partir de agora, estendida a todos os setores da sociedade.

Quem desejar participar, pode fazer através do link abaixo:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSePbEQaINGNVr92Ekv1v_udd53BF0Lgb794-2HUCDUkzjMnhA/viewform?usp=sharing&ouid=114282927988288903133