As reações de seu Augusto não eram obra do acaso. Nem eram produto de elaborações racionais advindas de estudos aprofundados. Eram consequência de relacionamento com quem preenche o vazio da alma.
Muitos vivem sem nenhuma preocupação de estabelecer um relacionamento estreito com o Senhor. Na hora do temporal, a solução encontrada é cortar a orelha, chutar o pau da barraca, dar cabo à vida. Quem tem experiência com Cristo é capaz de cantar ainda que tenha as pernas cortadas. Isso não é gostar de sofrer. É saber sofrer. É saber que, na hora do sofrimento, Deus está amparando. Habacuque encerrou seu livro que iniciou dramaticamente com adoração: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado. Todavia, eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação”.
Acredito que Van Gogh e seu Augusto estão no céu. Lá não experimentam sofrimento. Uma diferença é que aqui seu Augusto também viveu com alegria. Quando encontrar seu Augusto no céu, quero falar para ele como aquele encontro me abençoou.

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