segunda-feira, 29 de julho de 2013

Papa Francisco na visão de um Protestante

POR QUE OS EVANGÉLICOS ESTÃO SE SURPREENDENDO TANTO COM O PAPA FRANCISCO?

Pro Renato Vargens*

Antes de qualquer coisa preciso afirmar que não sou católico e que respeito a opção de fé de quem quer que seja. Afirmo também que possuo sérias divergências com o Catolicismo Romano quanto a aspectos doutrinários e teológicos os quais considero fundamentais. Discordo da veneração dos "Santos", da "mariolatria", da infalibilidade papal, do ecumenismo, de sua soteriologia universalista, bem como de sua cristologia miscigenada.

Isto posto, vamos ao artigo:

A vinda do Papa Francisco ao Brasil tem despertado não somente a atenção da população em geral, como também dos evangélicos que  não se cansam de elogiar o bispo de Roma. Basta olharmos as mídias sociais que constataremos isso. Na verdade , tornou-se comum encontramos evangélicos enaltecendo publicamente a postura simples do Papa.

Diante disto resta-nos indagar o por que de tal comportamento, visto que o protestantismo possui inúmeras divergências teológicas com o catolicismo romano.

Na minha opinião a valorização do Papa se deve em parte a insatisfação que os evangélicos tem feito quanto ao comportamento de alguns dos seus líderes, senão vejamos:

1- O papa passa uma imagem de simplicidade, enquanto os "apóstolos" tupiniquins ostentam riquezas.

2- O papa demonstra gostar de gente e de se relacionar com o povo, já os "apóstolos" tupiniquins preferem a ostentação de títulos eclesiásticos, além é claro da nítida e clara separação do restante do povo.

3- Ainda que tenha MUITO dinheiro, mesmo porque a Igreja Católica Romana é milionária, O Papa Francisco ostenta uma vida simples, sem muitas riquezas que se reflete na forma com que vive; já os "apóstolos" tupiniquins, fazem questão de ostentar riqueza, poder e glória.

4- O Papa Francisco demonstrou simplicidade em voar num avião comercial, em carregar sua própria mala, em dormir num mosteiro numa cama de solteiro, em andar em carro comum, em se relacionar com o povo sem protocolos, pompa ou exigências. Já os "Apóstolos" tupiniquins andam de avião particular, exigem hotéis cinco estrelas, além é claro de exigirem uma série de obrigações a todos àqueles que os convidam para pregar o Evangelho de Cristo.

5- O Papa tem falado de Cristo,  os "apóstolos" tupiniquins só falam em dinheiro.

Caro leitor, a falta de compostura por parte de alguns dos líderes evangélicos, além é claro das heresias propagadas por "apóstolos" fraudulentos que teimam em contrapor-se aos ensinos das Escrituras, tem levado aos cristãos protestantes desse imenso país a valorizar pessoas como Francisco, que mesmo tendo uma fé diferente do protestantismo histórico, comporta-se (pelo menos aparentemente) como homens de Deus deveriam se comportar.

Pense nisso!

*http://renatovargens.blogspot.com.br/2013/07/por-que-os-evangelicos-estao-se.html

Graça, misericórdia e paz


             É uma preciosidade o verso três da segunda epístola de João: “Graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, seja convosco na verdade e amor”.
            Graça, favor que não é merecido.
            Misericórdia, capacidade de sofrer a dor do outro. Etmologicamente, “miseri” - sofrimento e “cordis” - coração. É colocar o coração na dor do outro.
            Paz, atitude quieta mesmo que tudo em volta esteja em desarmonia.
            Do Senhor, recebemos a salvação sem merecimento. É tudo graça. Por que não somos graciosos (cheio de graça) com os outros?
            O Senhor foi capaz de colocar o seu coração na nossa dor. Se ele colocasse somente a razão, estaríamos perdidos. Por que nos relacionamentos queremos colocar mais a razão e menos o coração?
            No Senhor, encontramos paz capaz de nos deixar tranqüilos no meio da tempestade. Por que não desfrutamos de paz se Ele é a doce paz?

            Neste dia, desejo que a graça, a misericórdia e a paz sejam o telhado de sua vida. Deseje o mesmo para o seu semelhante. Ah, e se for preciso, façamos algo para que isso se concretize.

domingo, 28 de julho de 2013

Vidas vazias


            Há pessoas que vivem neste mundo e, se aqui não vivessem, pouca ou nenhuma diferença fariam. Não porque estão fora da mídia e são desconhecidas. Meu pai e minha mãe são desconhecidos da grande massa, mas sua passagem por aqui legou ao mundo oito filhos, todos de bem.
            Falo de vidas vazias. Delas se espera uma coisa e vem outra. Como bem disse Judas, em sua epístola, são manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas; ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações; estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas”.
            Que coisa triste: manchas, nuvens sem água, árvores murchas e infrutíferas e ondas impetuosas.
Uma vida se identifica vazia não pelo que se sai dela, mas pelo que entra nela. E Judas explica: “Ai deles! porque entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de Coré”. Caim, maldade, crime. Balaão, engano, falsidade. Coré, rebelião contra a autoridade.

Em Cristo, seremos cheios para fugirmos de uma vida vazia. 

sábado, 27 de julho de 2013

Presidente da CBF dá saudação após a eleição

Assim que foi proclamado o novo Presidente da CBF - Convenção Batista Fluminense, o Pr. Dr. Vanderlei Batista Marins deu uma saudação aos batistas fluminenses e sinalizou o que deseja neste mandato.

Voltando ao primeiro amor


            É de Carlinhos Félix a poesia “Primeiro amor”. Veja que beleza: “Quero voltar ao início de tudo / Encontrar-me contigo Senhor / Quero rever meus conceitos / Valores eu quero reconstruir / Vou regressar ao caminho / Ver ver as primeiras obras Senhor / Eu me arrependo Senhor, me arrependo Senhor, me arrependo Senhor / Eu quero voltar ao primeiro amor, ao primeiro amor, eu quero voltar a Deus”.
            À Igreja em Éfeso, Jesus escreveu: “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor” - Apocalipse 2.4. E deu a receita: “Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres” - 2.5.
            Praticar as primeiras obras. Como precisamos disso! Mais Bíblia, mais oração, mais louvor, mais serviço, mais amor, mais compreensão, mais confissão, mais graça, mais misericórdia. Quanto mais estas coisas, menos coisas ruins.
            Estamos perdendo o primeiro amor? Lembrar-se, arrepender-se e praticar são os verbos que Ele escolheu para nos encorajar.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Nova Diretoria Completa da Convenção Batista Fluminense

Presidente - Pr. Vanderlei Batista Marins
Primeiro Vice-Presidente - Pr. Elildes Junio Macharete Fonseca 
Segundo Vice-Presidente - Pr. Éber Silva
Terceiro Vice-Presidente - Pr. Levi de Azevedo
Primeiro Secretário - Pr. Ronem Amaral 
Segundo Secretário - Pr. Samuel Mury de Aquino
Terceira Secretária - Ana Lucia Ana Lúcia Reghin
Quarto Secretário - Pr. Antonio Junior

CBF tem novo Presidente

Após o processo eletivo instalado e contados os votos, foi eleito no primeiro escrutínio Dr. Vanderlei Batista Marins (foto) como novo Presidente da CBF - Convenção Batista Fluminense. Pastor da Primeira Igreja Batista de Alcântara, assume pela 12ª vez o cargo, tornando-se o terceiro que mais presidiu a instituição.
Dos cinco candidatos à presidência, Pr. Elildes Júnio Marcharete Fonseca ficou em segundo lugar com a metade dos votos do novo presidente.

Quando Jesus manda estender a mão

Domingo, 19h 44min
Pr. Neemias Lima
Clique na imagem para ampliar!


Convenção terá eleição daqui a pouco

Reunida em São Francisco de Itabapoana, a Convenção Batista Fluminense terá eleição de sua diretoria na sessão desta manhã. O início está previsto para às 8h.
Toda a diretoria pode ser eleita em função da Reforma dos Estatutos, recentemente realizada, que elimina todos os impedimentos. Mas corre nos bastidores que os pastores Geraldo Geremias, Presidente, e Nilson Godoy, 1º Vice-Presidente, não aceitarão indicações, caso haja, por considerarem antiético promoverem a Reforma e se candidatarem.
Entre os convencionais, são comentados os nomes dos possíveis eleitos para presidente, destacando, pela ordem: Pr. Vanderlei Batista Marins, Pr. Éber Silva, Pr. Elildes Júnio, Pr. Césa Duarte, Pr. José Laurindo e Profª Marlene Baltazar da Nóbrega.
Daremos em primeira mão aqui a notícia!

Dormir em paz


            Não sei a razão, mas um dia, ao me deitar, fiquei preocupado com a possibilidade de não acordar no outro dia. Por segundos este sentimento tomou conta de minha mente, imediatamente expulso ao me lembrar de “eu me deitei e dormi; acordei, porque o Senhor me sustentou” - Salmo 3.5.
            Davi experimentava uma fuga causada pelo próprio filho. Era um momento de dor, de sofrimento, de tristeza. Mas sua convicção era fundamentada: “Tu, Senhor, és um escudo para mim, a minha glória, e o que exalta a minha cabeça” - 3.3.
Dormindo ou acordado, quem cuida de nós é o pai eterno. Ele tem o controle de nossa vida e nada acontece sem que Ele esteja no controle. Roncando ou com sono silencioso, quem está do nosso lado é o bondoso pai e cada segundo da fria noite é partilhado com Ele.
            Um dia, deitaremos e acordaremos em outro lugar. Mas não estaremos sozinhos, estaremos com Ele. Em seus braços nos acolherá.
            A noite está fria? O inimigo é feroz? Confie em Deus, Ele cuida de nós e nos sustenta.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Um salmo de dor


            O Salmo 32 é um daqueles que marcam o sofrimento que o pecado traz. Relaciona-se a um período triste da vida de Davi que, sem máscara, confessou o que tinha feito e revelou a dor que sentia enquanto se calava.
            Embora a ciência tenha descoberto a doença psicossomática bem recente, Davi mostrou como experimentou essa realidade: “Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio”. Envelhecimento dos ossos e humor se tornar seco são linguagens que revelam grande sofrimento da alma que se transfere para o corpo.
            Entretanto o salmo da dor sinaliza também a solução: “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano”.
            Há perdão para qualquer pecado. Basta confessar. E perdão dos pecados significa libertação de dores terríveis. Dores da alma que, muitas vezes, se transferem para o corpo.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Versos encantadores


Três versos do Salmo 37 me encantam:
1º - “Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração” - v.4.
2º - “Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará” - v.5.
3º - “Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão” - v.25.
O primeiro assegura que os desejos do meu coração serão atendidos. Então, posso desejar qualquer coisa? Pode. Se for algo contrário à vontade do Senhor, você demonstrará que não deleita n’Ele e só os desejos de quem se deleita n’Ele é que serão atendidos.
O segundo promete que tudo ele fará por mim, desde que eu entregue meu caminho a Ele e confie n’Ele. Entregar e confiar são atitudes nossas. Fazer é atitude dele. Ao entregarmos e confiarmos, ele fará tudo.
O terceiro declara que um justo nunca será desamparado nem a sua descendência mendigará o pão. Quem é justo, então? Ninguém, diz a Bíblia. Mas somos justificados por Ele e, sobre quem é justificado, não cabe punição.

Encorajo você a se deleitar no Senhor, entregar e confiar seu caminho a Ele. No mais, é só esperar o cumprimento de sua promessa. 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Quer tomar um CHA?


        Conversando com um amigo, minha ovelha, aprendi que na dinâmica do trabalho e da vida é preciso o CHA: conhecimento, habilidade e atitude.
         Conhecimento é ter o saber. Habilidade é saber fazer. Atitude é querer fazer.
     Segundo o meu amigo, alguns tem conhecimento, mas não tem habilidade, embora possam ter atitude. Outros tem conhecimento e habilidade, mas não tem atitude. Ainda outros, habilidade e atitude tem, mas não tem conhecimento.
     Pergunto-lhes qual é mais importante. Ele responde. Todos. Na verdade, conclui, é a combinação dos três que faz uma pessoa vencedora.
        Provérbios 1.7 afirma “o temor do Senhor é o princípio do conhecimento”. Conhecimento.
     1ª Pedro 3.15 orienta “antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós”. Habilidade.
     Miqueias 2.10 encoraja “levantem e andem porque não será aqui o vosso descanso”. Atitude.

       Quer se dar bem na vida? Tome um CHA. Mas que seja divino.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Uma evangélica e uma católica


            Uma católica enfrentando um câncer testemunhou: uma de suas amigas evangélicas demorou visitá-la. Apareceu e desculpou-se, dizendo não ter tido coragem até então para vê-la. Encontrou-a animadíssima. Passou três dias em sua casa. Ao se despedir de seu filho na saída, disse: “Estou muito preocupada com sua mãe, ela me disse umas coisas...”. O filho, preocupado, quis saber que dissera sua mãe. Ouviu: “Ela me disse que o câncer foi uma bênção na vida dela, acho que ela não está boa da cabeça”. O filho sorriu.
            “E foi mesmo, eu cresci muito com o câncer. Quando sabia de alguém que estivesse com câncer, me dava um pavor. Tive oportunidade de me aproximar mais de Deus, atitude que desprezava, e, hoje, sou muito mais feliz do que antes”, declarou a católica. Emocionante.
            Deus, realmente, não é de católicos, evangélicos, espíritas, budistas. É de todos os que, em Cristo, cumprem sua vontade. Como lembra Paulo, “todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus” - Romanos 8.28.
            Enfrenta um problema? Não se desanime. Confie em Deus. Ele está ao seu alcance.

EXPOGOSPEL - Nota do Conselho de Pastores

Cabo Frio (RJ), 15 de julho de 2013.

NOTA DE ESCLARECIMENTO
Sobre a realização da Expo Gospel/2013

A propósito das diversas manifestações e abordagens divulgadas recentemente através da mídia, quanto à realização da EXPO GOSPEL, versão 2013, no município de Cabo Frio (RJ), e sem que qualquer documento a isso referente lhe fosse encaminhado, o Conselho de Pastores de Cabo Frio vem a público esclarecer a sua posição:

1 - O COPA Cabo Frio NÃO se opõe a realização do Evento Expo Gospel por se tratar de um evento particular, e por reconhecer que não é de nossa competência autorizar ou não eventos em vias públicas;

2 - O nosso apoio ou parceria ao referido evento foi condicionado aos seguintes ajustes de conduta:
a) Imparcialidade político-partidária;
b) Participação do COPA na organização do evento em todas as suas etapas;
c) Prestação de contas de todo movimento financeiro aos membros do COPA;
d) Filiação e participação dos organizadores ao COPA.

3-Também foi acordado que não haveria tempo hábil para tal ajuste de conduta. Foi sugerido que a possibilidade ou não deste apoio, seria para o próximo ano (2014).

Todos os itens supra citados foram informados ao organizador do evento Pr. Samuel Gonçalves em reunião especialmente para este fim, numa comissão do COPA.

Finalmente, cremos que um dos principais indicadores da vontade de Deus em qualquer coisa que façamos é a PAZ.

Na epístola de Paulo aos Filipenses 2.14, o apóstolo Paulo faz a seguinte afirmação: "Fazei TUDO sem murmuração nem contendas”.

Nossa recomendação nesse momento é que acima de tudo, guardemos a Paz e o amor uns para com os outros.

No amor de Jesus,
Pr. Samuel Bello da Silva
Presidente

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Espera paciente


            Estou numa fila e percebo a ansiedade de alguns. Uma mulher rói insistentemente as unhas. Um homem verifica o relógio a cada minuto. Um jovem vomita, desculpe o termo, palavras torpes de seu coração. Uma jovem reclama de seus direitos. Não é insensibilidade, apenas relato. Todos temos que lutar pelos direitos e o problema de filas é sério, basta computar o tempo que se gasta nelas. E, como bem se sabe, “time is money”.
            A verdade é que as reações na fila podem sinalizar incapacidade de esperar. Somos a geração da instantaneidade. Tudo tem que ser agora, imediatamente. E nem sempre é assim.
            Muitas vezes, esperar é a solução. Embora esperar pareça impassividade, é um dos maiores e mais difíceis exercícios e atitudes que temos a enfrentar.
            O Salmo 40.1 nos dá uma receita: “Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor”. Quanto tempo o salmista esperou? Ninguém sabe, mas deduz-se ser bastante, pois os versos seguintes sugerem situações aflitivas.

            O momento exige sua ação? Aja. Está fora de seu controle? Espere no Senhor.

domingo, 14 de julho de 2013

Prefeito Alair Correa divulga nota sobre EXPOGOSPEL

 
EXPO GOSPEL. Uma das coisas mais importantes pra mim é a palavra. Por ocasião do Debate entre os candidatos a prefeito dentro da igreja do projeto IDE teve a seguinte PERGUNTA aos candidatos "O sr se elegendo continuará permitindo que um só pastor, o Samuel da Catedral continue sozinho realizando a Expo e levando toda a verba do município quando a cidade tem outras 500 igrejas? RESPONDI NÃO! Completei minha resposta falando, no meu governo distribuirei esses recursos por todas as Igrejas para seus pequenos eventos e dizendo ainda, todos os grandes eventos de CF serão organizados e realizados pelo CONSELHO DE PASTORES. Quando agora fui procurado pelos emissários do Samuel que ele desejava realizar novamente a EXPO disse pra eles falem com o Samuel para procurar o Conselho de Pastores. Em seguida fui informado do encontro entre eles o pastor Samuel e os pastores do CP que o liberou para realizar o Evento, imediatamente liguei para o Pastor Fabrício membro do Conselho e disse Fabrício se vocês liberaram o Samuel para realizar o evento POR MIM TUDO BEM só preciso de um oficio do CP me liberando do compromisso que assumi durante o debate e o P.Samuel pode realizar sua EXPO-gospel sem problema e arrematei só preciso do oficio. (Se alguém duvidar do que acabei de afirmar é só procurar o Pastor Fabrício, homem de Deus,que ele confirmará palavra por palavra minha). Para os que insinuaram que não apoio os evangélicos lembro da marcha da família evangélica realizada na praia do forte que antes era feita pelo Samuel sozinho nesse meu governo ela foi organizada pelo C. de Pastores onde tivemos um grande sucesso, para os que comentaram ainda que não tenho respeito com o povo evangélico informo que essa marcha foi um grande investimento 100% feito pela prefeitura e procure se informar com as centenas de pastores das pequenas igrejas qual é a relação deles com o nosso governo, nesses 6 meses todos os seus eventos foram realizados com total apoio da prefeitura com Som,Palanque, bandas, ônibus para transportar os fiéis. Esse foi o meu compromisso de campanha distribuir irmamente os recursos com todas as igrejas e não com uma só como foi a proposta do outro governo quando deu ao Pastor Samuel R$ 620.000 só para um evento. Encerrando só quem poderia impedir a EXPO seria o Conselho mas ele liberou e pronto, só falta enviar-me o oficio dando OK.

Campeonato Brasileiro - 7ª rodada - Times Cariocas


Se o campeonato terminasse hoje:

O Botafogo seria o 3º colocado.
O Fluminense seria o 10º colocado.
O Flamengo seria o 11º colocado.
O Vasco seria o 17º colocado, zona de rebaixamento.

A bênção de atender ao pobre


            Podem falar o que quiserem, mas, para mim, a Bíblia é um livro extraordinário. Nela, encontra-se orientação sobre tudo. Veja o que o Salmo 41 diz sobre dar atenção ao pobre:
1º - Feliz é o que atende ao pobre: “Bem-aventurado é aquele que atende ao pobre...”.
2º - O acerto é com Deus: “...o Senhor o livrará no dia do mal... o Senhor o livrará e o conservará em vida; será abençoado na terra, e tu não o entregarás à vontade de seus inimigos. O Senhor o sustentará no leito da enfermidade; tu o restaurarás da sua cama de doença”.
            A sabedoria está em dar atenção a quem não terá condições de devolver-lhe a mesma atenção. Quando fazemos um bem a quem não precisa, pois pode retribuir, nosso acerto é com a própria pessoa. Quando fazemos um bem a quem precisa e não pode devolver, nosso acerto é com Deus.
            Sei que muitas pessoas receberam livramento especial em função de um dia terem nos ajudado, numa época em que a situação era muito difícil. Deu ainda tem anjos que ministram em favor dos necessitados. Seja um deles. Estenda a mão para quem precisa.

sábado, 13 de julho de 2013

Sede de Deus


Afirmam alguns que nunca sentimos sede nem fome. Segundo eles, sentimos vontade de beber água e de se alimentar, mas que só quem realmente fica privado dos dois por um grande período de tempo é que pode testemunhar de ter sentido sede e fome. Parece coerente.
No Salmo 42.2 assim afirma o escritor: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?”.
Ter sede de Deus é mais do que simplesmente sentir uma angústia em função de um problema. É mais do que um vazio causado por uma decepção na vida. É uma experiência dolorosa que, segundo Dostoiévski, “é um vazio do tamanho de Deus" e que todo homem tem.
Provavelmente, a dor do salmista se relacionava a um problema. Mas é do próprio salmista, no mesmo Salmo, a declaração: “Quando me lembro disto, dentro de mim derramo a minha alma; pois eu havia ido com a multidão. Fui com eles à casa de Deus, com voz de alegria e louvor, com a multidão que festejava... Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas catadupas; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado sobre mim” - 42.4,7.

Dessa forma, sua dor se relacionava ao pecado. Está com sede de Deus? Clame, pois Deus atende: “O Senhor mandará a sua misericórdia de dia, e de noite a sua canção estará comigo, uma oração ao Deus da minha vida” - 42.8.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

O bom pastor do Salmo

            Celebração em grande ginásio totalmente lotado. Jovem muito bonita e com grande capacidade de expressão recita o Salmo 23. Em alegria, todos aplaudem por vários minutos. Sua performance foi extraordinária.
            Minutos depois, veterano pastor, cansado pelos anos de ministério, faz breve exposição com sua voz embargada e rouca. Baseia-se no Salmo 23 e, a cada ponto realçado, manifestação de prostração do auditório se verifica a ponto de, no final, quase todos chorarem.
            Percebendo a diferença das reações, alguém pergunta à jovem se percebera e qual a razão de reações tão contrárias. Responde ela: “Eu conheço o salmo do bom pastor, mas ele conhece o bom pastor do salmo”.
            Há grande diferença entre o que se conhece e a quem se conhece. O primeiro, sinaliza informação. O segundo, experiência pessoal. O primeiro mexe com a mente. O segundo, com o coração, com a alma. O primeiro dura até nos levarem ao cemitério. O segundo, a eternidade.

Mas, não basta conhecer o salmo do bom pastor, é preciso conhecer o bom pastor do salmo.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

A melhor oração é amar


            Declara um cântico antigo: “A melhor oração é amar / A melhor oração é amar / Se não sabes amar / Tu não podes orar / A melhor oração é amar”.
Outra versão altera o quarto verso: “A melhor oração é amar / A melhor oração é amar / Se não sabes amar / Tu precisas orar / A melhor oração é amar”.
            Era interessante a discussão entre os defensores das expressões “tu não podes orar” e “tu precisas orar”. Penso que podemos conciliar: não se pode orar no sentido de desprezar a relação entre amar a Deus e aborrecer o seu irmão, como enfatizou o apóstolo João. Mas, ao mesmo tempo, precisa-se orar, inclusive crendo que Deus pode mudar o quadro.
            A grande lição é que tipo de relação estabelecemos entre o nosso culto - orar - e o convívio - dia a dia - com nosso irmão. Há testemunhos negativos de cristãos que no domingo agem de uma forma e, de segunda a sábado, de outra, inclusive desconhecendo ou tratando mal seus irmãos. Isso é muito ruim e, nesse caso, esses irmãos precisam orar.
            Eu creio: a melhor oração é amar. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. O que passa disso é hipocrisia.
            E se insiste em não amar ao irmão é melhor nem adorar publicamente.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Jesus é melhor, sim, que ouro bens

            “Jesus é melhor, sim, que ouro e bens / Jesus é melhor do que tudo o que tens / Melhor que riquezas e posições, / Melhor muito mais do que milhões / Jesus é mais puro que a linda flor! / Jesus é melhor, Ele, sim, satisfaz / Jesus é melhor, sim, Ele é amor; / Caminho, luz, verdade e paz”. Que bela poesia!
            No coro, o poeta destaca: “Pode haver um rei com poder nas mãos! / Mas do mal escravo, sim, / Mil vezes prefiro o meu Jesus! /   E servi-lo até o fim’’.
            Nada se compara a Jesus. Ainda que a barata teologia da prosperidade queira diminuí-lo, limitando-se a um serviçal para atender favores pessoais, Ele continua o Senhor do Universo, o Senhor de nossas vidas e, quem confia n’Ele nunca se decepciona.
            Na caminhada pela vida, já encontrei gente decepcionada com a política e os políticos, com a ciência, com a educação, até com a família, mas nunca encontrei um decepcionado com Jesus. Mesmo aqueles ou aquelas que contestam, no fundo, falam de experiências negativas com igrejas e líderes, nunca com Jesus.

            Posso afirmar em qualquer circunstância: Jesus é melhor, sim, que ouro em bens.

domingo, 7 de julho de 2013

Compromisso de Fidelidade


Resumo de uma história lida: um jovem disse à esposa que, em função das lutas, buscaria trabalho longe dali, lhe seria fiel, queria o mesmo dela e, quando tivesse bastante sustento, voltaria. Encontrou trabalho e acordou com o patrão não receber. O dinheiro seria guardado para sua volta. Trabalhou vinte anos. Ao informar o desejo de voltar, ouviu: “Tenho uma proposta: dou-lhe o dinheiro ou três conselhos. Se escolher um, não tem o outro”. Conhecendo o patrão, escolheu os conselhos: nunca pegue um atalho, não obedeça a sua curiosidade e não tome decisão quando estiver irado. Ganhou três grandes pães, dois para a estrada e um para só comer em casa.
Ao retornar, soube de um atalho. Quase aceitou, mas e o conselho? Veio saber depois que era perigoso e muitos morriam ao viajarem por ali. Mais tarde, foi dormir numa pousada. Acordou com gritos e urros altos. Pensou em sair para ver, mas... De manhã soube que um homem tinha acessos de loucura e quem chegasse perto morria. Bem perto de casa, percebeu movimentos de sua esposa com outro na sala. Foi tomado de ira, pensou em matá-los, mas esperou. Dormiu e, pela manhã, bateu à porta. Foi recebido com alegria. Ele, friamente, disse-lhe que foi fiel e ela não. Ela o contestou e soube do que ele supostamente vira no dia anterior. Ouviu dela: “Assim que viajou, descobri a gravidez. É nosso filho, tem 20 anos, dorme no quarto”.
Foram lanchar. Ao partir o pão que o patrão lhe dera, viu o dinheiro dos 20 anos de trabalho. A fidelidade traz bênçãos que não imaginamos. Sobretudo bênçãos espirituais: “...aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo” - Filipenses 1.6.

sábado, 6 de julho de 2013

O clamor do sangue


É impressionante como está no nosso imaginário a relação entre José e Jesus. E, diga-se de passagem, boa relação. A Bíblia diz que Jesus chorou - João 11.35. José também chorou. José era o que podemos chamar de chorão. Quando reencontrou o pai, chorou. Quando viu Benjamim, também chorou. Quando seus irmãos inventam aquela história com medo dele ir à forra, chora de novo. É verdade que outros homens choraram, mas o choro de José se assemelha ao de Cristo. Registra João 11.33-36: “Jesus, pois, quando a viu chorar, e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito, e perturbou-se. E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem, e vê. Jesus chorou. Disseram, pois, os judeus: Vede como o amava”. Em Gênesis 43.30, lemos: “E José apressou-se, porque se lhe comoveram as entranhas por causa de seu irmão, e procurou onde chorar; e, entrando na sua câmara, chorou ali”. Percebe-se nos dois uma sensibilidade muito aguçada, compaixão sem igual.
José não fica no choro. Age em favor dos seus. Providencia-lhes um banquete, em seguida identifica-se a eles e orienta sobre a vinda do pai. Nada adianta chorar com alguém ou por alguém e não agir em seu favor. Pode parecer lágrimas de crocodilo. O chorar não salva, adverte o poeta. É preciso fazer alguma coisa. Isso acontece com o reencontro de José e seus irmãos. São tratados a pão de ló.
Lágrimas são sempre lágrimas, mas há choros diferentes. Era o clamor da vitória, justiça restabelecida, senhorio do Senhor, vitória do bem sobre o mal. Que o seu choro não seja de dor, mas de alegria! Um ou outro, Jesus enxugará. 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Mal Transformado em Bem


O cativeiro de José não foi vontade dos irmãos. Foi direção divina. Isso pode parecer loucura e é. Entender racionalmente os planos divinos é tarefa árdua demais. O salmista tentou e não conseguiu: “Quando pensava em entender isto, foi para mim muito doloroso; até que entrei no santuário de Deus...” - 73.16-17. Agir assim pode parecer atitude passiva, de quem não tem garra, afinal o senso comum sugere reação, dar o troco, ir à forra. Aquele, entretanto, que tem consciência da direção divina sabe que nada foge ao propósito de Deus e isso lhe dá descanso e paz. Em outras palavras, é saber que Deus está no controle em qualquer circunstância.
Em Romanos 8.28, lemos: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. Na versão chamada NVI há algo que precisa ser destacado: “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam...”. Lembro-me de uma que acentua “E Deus faz com que todas as coisas contribuam para o bem daqueles que o amam”.
A experiência com Deus não nos garante livramento do mal que possam nos fazer. Mas nos garante reagir de maneira diferente que o senso comum impõe. Quer dizer, podemos ser escravos nas circunstâncias, mas nunca na reação. Nesta, somos senhores, pois sabemos que o Senhor dos senhores, nosso Senhor, nos liberta do mal maior.
José não exclui a responsabilidade dos irmãos - “nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá...” -, mas sabia do plano divino - Deus me enviou adiante de vós. Em três versos, 5, 7 e 8, José repete a ideia.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Não somos daqui


            Uma organização que faz parte de minha adolescência chama-se Embaixadores do Rei. É para meninos que freqüentam a Igreja Batista e suas atividades são muito atraentes, incluindo esportes e aventuras, além do crescimento cristão.
            O hino oficial na época registrava na primeira estrofe: “Sou forasteiro aqui, em terra estranha estou / Do reino lá do céu, embaixador eu sou / Meu Rei e Salvador vos manda em seu amor / As boas-novas de perdão”. A ideia de forasteiro é muito interessante. Sinaliza que não somos daqui, somos de fora desta terra. Pertencemos a outro lugar.
            Conta-se que um turista, em viagem a uma região no oriente, desejou visitar um sábio que era muito famoso. Chegando à sua casa, foi recebido calorosamente, mas percebeu que se tratava de algo muito rudimentar, sem luxo, três simples cadeiras, uma mesa, uma cama. Perguntou, então: “Onde estão seus móveis?”. Ouviu do sábio: “Onde estão os seus, mostre-me?”. Respondeu o turista: “Os meus estão na minha terra, estou aqui de passagem”. O sábio sentenciou: “Os meus também estão em outra terra, estou aqui de passagem”.
            Suas atitudes, energias, trabalho e inteligência se voltam apenas para as coisas que estão aqui? Lembre-se: somos forasteiros.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Silêncio, silêncio, nenhum cochichar

            Uma cena que não me sai da cabeça acontecia no momento de culto de domingo à noite na Igreja Batista de Cachoeiro de Cardoso Moreira. Cumpridas todas as partes antes da mensagem, era a vez do Coral cantar. Fiz parte dele por um bom tempo. O regente, irmão Rodolfo, usando uma perna mecânica pra se locomover, caminhava de um banco do auditório e, solene e calmamente, chegava onde o Coro se encontrava. Acontecia o ritual, em que todos olhavam para ele, erguia as mãos e todos se levantavam. O órgão tocava e começava o hino.
Sua letra era proposital, tinha como objetivo silêncio absoluto para se ouvir a mensagem:
Silêncio, silêncio, nenhum cochichar;
Atenta às palavras que estão a pregar.
Silêncio, silêncio, que Deus aqui está!
E ouve Lhe o doce convite "vem cá".
Silêncio, silêncio, é santo o lugar;
Mensagem de graça se diz desse altar.
Silêncio, silêncio, recolhe te a orar;
E paz da celeste vais exp'rimentar.
Silêncio, silêncio, relembra os dons seus;
Silêncio, silêncio, espera em teu Deus.
            Hoje, quando me lembro desse hino, lembro-me do Salmo 46.10: Aquietai-vos e sabei que sou Deus.
            Como precisamos nos silenciar diante de Deus. É hora tranqüila. É hora em que ouvimos sua mais contundente voz. E sua mensagem preferida é: Eu te amo!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Fanini e Osvaldo Ronis se encontram no céu

Pr. Neemias Lima*

Recomendações antes de ler: especulações teológicas devem ser esquecidas. Imaginação deve dar o tom da leitura. Personagens são referidas com muito carinho e respeito. Temor a Deus e a sua palavra permanecem.

Pastor Fanini acaba de sair de um bate-papo com os pastores Belardim Pimentel, Reis Pereira, João Filson Soren e as missionárias Beatriz Silva, Margarida Lemos Gonçalves e Myrtes Matias.

Caminha lentamente com o polegar direito no extremo do olho direito, como que a meditar... sorri... balbucia... cantarola mais afinado do que quando morou aqui... e, de repente, se surpreende com uma voz: “Fanini, meu seminarista!”. Olha e não se contém de tanta alegria.

“Osvaldo Ronis, você chegou? Que alegria!”, saúda Fanini e emenda: “Está aqui desde quando?”.

“Ah, Fanini, acabei de chegar, fiquei surpreso com a recepção, não mereço, mas foi tanta celebração...”.

“Ah, imagino... espere aí, você chegou agora pouco? Ouvimos o movimentar dos anjos e parecia algo especial. Ouvi um que passou voando perto da gente e dizia que não podia perder porque era importante e que esperou muito tempo para receber você, mais de 100 anos”.

“Fanini, você disse ‘perto da gente’, quem?”, quis saber Ronis.

“É que estávamos agora pouco conversando eu, Belardim, Reis Pereira, João Soren, Beatriz Silva, Margarida Gonçalves e Myrtes Matias”, responde Fanini.

“E onde eles estão, quero estar com eles?”, sugere Osvaldo Ronis.

“Ih, mestre, é complicado isso, aqui é surpresa uma atrás da outra, a gente não sabe onde e quando vamos encontrar, mas todo tempo você é surpreendido”.

“Ué, Fanini, mas aquela ilustração que você contava ‘da casa que era construída aqui com o material que a gente mandava da terra’, era tão emocionante...”.

“Pois é, Osvaldo, ainda não descobri isso, nem sei se é assim mesmo, só sei que é bom demais aqui. Aquele hino ‘Tenho lido da bela cidade, construída por Cristo nos céus’ não é capaz de descrever nem de longe o que é realmente. Mas, espere aí, o professor de Geografia Bíblica era você, eu era evangelista, quem tem que saber localização é você...”.

“Vamos mudar de assunto:”, interrompe Ronis: “Lembra quando você foi seminarista da Primeira Batista do Grajaú, Igreja que Deus me deu a bênção de pastorear?”.

“Como não me lembrar, meu pastor, eu era cabeludo e usava lambreta para me deslocar, década de 50, a Helga era Itecista na 1ª Batista de Ramos, Igreja pastoreada pelo Pr. Octávio Felipe Rosa”, destacou sorrindo Fanini.

“Isso mesmo, e você, aos domingos à tarde, ia ‘namorar’ de lambreta, aproveitava para fazer ‘ar livre’ junto com o Sebastião Peixoto da Silva e Eurico Freitas, vocês eram bem jovens e amigos... ah, tempo bom... as igrejas não fazem mais ‘ar livre’... a verdade é que os tempos são outros e outras formas até mais eficientes tem surgido...”.

“Mestre, me conte aqui, como estão os pastores, a nossa querida CBB?”, quer saber Fanini.

“Bem, Fanini, Deus é o dirigente moral da história, mas percebo uma crise muito perigosa: pastores se envolvendo com o pecado, a vocação tem sido vendida e a CBB... Fanini, olha quem vem ali! ‘Manoel Avelino de Souza, me dê um abração!’... que saudades”, sai correndo Osvaldo.

“É, aqui é surpresa mesmo, ainda não tinha encontrado o Avelino”, balbucia Fanini.

Os três se abraçam efusivamente e são surpreendidos com uma multidão de anjos, num lindo coral, com vestes brancas, vozes afinadíssimas, cantando: “Disse Jesus: ‘Ide por todo o mundo e pregai o Eterno Dom’ / Da salvação que, com amor profundo, dá o Deus gracioso e bom”. Trocam olhares, são misturados no coral e cada um vai para um canto...

*Pastor da Igreja Batista do Braga, Cabo Frio
neemiasslima@hotmail.com

Protestos no Brasil - II

O QUE VEM DAS RUAS
Cleber Menezes*

“Quem oprime ao pobre, insulta o seu Criador...” Pv. 14:31
          Há latente uma insatisfação da maior parte da sociedade com o sistema tributário brasileiro que muito extrai do cidadão e pouco retorna em forma de benefícios sociais. Esse sentimento ganha contornos dramáticos sempre que cada indivíduo depara-se com a necessidade de usufruir daquilo para o qual tanto contribuiu e não recebe esse serviço adequadamente, sendo forçado, quando pode, a arcar com custos extras. Aquele que, por circunstâncias da vida não tem como fazê-lo, é exposto a constrangimentos que o exercício pleno da cidadania não admite, e fica à mercê de favores e da bondade dos outros.
         Essa insatisfação tem ficado sufocada e estrategicamente controlada, uma vez que o país tem maquiado a realidade com ações políticas pontuais, porém, não estruturais. Assim, os programas que, segundo o governo, permitem a inclusão social, com o passar dos anos, revelam-se paliativos, uma vez que não qualificam o cidadão ao ponto de permitir-lhe incluir-se no mundo do trabalho e, como não ataca a causa do problema, torna-se um modelo gerador de novos dependentes.  Já, na outra ponta, onera as empresas e os trabalhadores com a ampliação de tributos compulsórios para manter a “política do pão e circo” do Estado. Pior do que isso é o mal estar provocado, uma vez que põe os cidadãos em lados opostos: de um lado está aquele que adia os sonhos, pois contribui muito e, do outro, está aquele que é servido dos programas sociais mantidos pelo primeiro e administrados por um Estado ineficiente e corrupto.
         Adiar sonhos por um bem comum é suportável por um determinado tempo, enquanto se percebe que as ações do governo concorrem para o bem estar de todos.  Todavia, o que move os indivíduos é a satisfação pessoal. É o que Thomas Jefferson chamou e “busca pela felicidade”. É para ser feliz e realizar sonhos que cada indivíduo estuda, trabalha, poupa, constrói e qualifica-se. E do somatório desses indivíduos realizados, obtém-se uma sociedade feliz e equilibrada. Quanto mais sonhos realizados por um maior número de pessoas, menos violência e desigualdade social. Mas, se ao contrário, o Estado não converte a tolerância e o espírito colaborativo do povo em políticas que revertam o quadro de debilidade, a consequência é o cansaço, a descrença e a revolta.
          Revolta-se por indignação. Indigna-se ao ver o menos favorecido sendo humilhado por não obter aquilo que lhe é de direito. Indigna-se quando o dinheiro público é jogado no ralo do desperdício, produto do mal uso, do ilícito e da falta de ética e da má gestão da coisa pública. Indigna-se, quando os casos mais evidentes de corrupção são varridos para baixo do tapete da  justiça em acintoso desrespeito ao povo. Indigna-se quando o político ri indecentemente de todos nós a gargalhada da desonra e do jeitinho torto que tanto mata nas filas dos hospitais e ajuda a encher  os presídios com os filhos do analfabetismo e da miséria.
          É natural que emirja nesse momento toda uma crítica da esquerda (socialista, trabalhista, etc.) ao fantasma do neoliberalismo e perceba nessas ausências do Estado os tentáculos desse modelo socioeconômico, tão mal afamado. Mas, para o cidadão comum, essa discussão pouco importa. O que de fato importa é que os impostos são altíssimos, a saúde é péssima, a educação vergonhosa, a segurança é precária e o crescimento do país ínfimo, uma vez que esbarra em questões estruturais absurdas para uma economia do tamanho da nossa e que, em boa parte, sucumbi à burocracia, madrasta da corrupção.
         Assim como na Turquia ficou notório não tratar-se apenas de um protesto contra a reurbanização do Parque Gezi em Istambul, aqui, o que se quer é muito mais do que o barateamento das passagens.
         O pote está cheio. Ainda bem que está transbordando em forma de manifestações pacíficas e ordeiras e, em sua maioria, com a saudável tolerância do Estado. Pior seria a passividade indolente e conivente do povo. Hoje, as ruas estão sinalizando uma direção que não pode ser ignorada. Há um caminho a ser seguido, pautado pela ética e pelo compromisso com o país, e quem não trilhá-lo poderá experimentar o que de pior pode vir das ruas e das urnas.
         A História está repleta de exemplos de sociedades que experimentaram o cansaço com a democracia, e o que veio depois desse cansaço foi sofrimento e dor. Ou o Estado e os políticos agem repercutindo o que vem das ruas, ou o caos baterá à porta de todos, indistintamente.
        Por isso, só podemos desejar longa vida à democracia e à capacidade civilizada de indignar-se!

*Cleber Menezes é professor de História e evangélico.

Protestos no Brasil - I

Decifra-me ou te devoro
Washington Roberto Nascimento*

“Aqueles que têm provocado um alvoroço em todos os lugares, agora chegaram a nossa cidade” (Atos 17:7).
Quem poderá entender o movimento de protesto que se espalha pelas cidades do Brasil?  Os veículos de comunicação estão à procura de uma resposta.
Seria esta onda de protestos o despertar de uma nova geração que não conheceu a inflação e que não aceita mais aumento de preços?
Decifra-me ou te devoro. Há quem acredite que o grito que se ouve nas ruas seja um basta, não apenas para um aumento de alguns centavos nas passagens de ônibus, mas para a corrupção e todas as injustiças.
Condenados que não são presos, presos sem serem condenados. Auxílio alimentação, até retroativo, para magistrados, mas não para professores, médicos e policiais.
Decifra-me ou te devoro. É o grito dos oprimidos por dignidade. Que os padrões de qualidade dos estádios da FIFA no Brasil, que custaram bilhões, possam ser, também, vistos nos transportes públicos, nas escolas públicas, nos hospitais públicos e em todos os outros serviços públicos tais como: segurança, tratamento de esgoto e água, entre outros.
Decifra-me ou te devoro. Serão estes que protestam em nossas avenidas os verdadeiros filhos da Reforma Protestante? Esta, pois, se consolidou não apenas por causa de um sentimento religioso, mas igualmente por causa de um sentimento patriótico, ético e humanístico. Combatia a corrupção, a venda das indulgências, a exploração do homem.
Decifra-me ou te devoro. Que criatura é esta que pela manhã tem quatro pés, à tarde dois e à noite três? Édipo, personagem da obra de Sófocles, dramaturgo grego, há mais de dois mil anos, decifrou o enigma: O homem. Engatinha quando bebê, caminha sobre dois pés quando adulto, e usa uma bengala quando é ancião.
Decifrar o grito de protesto nas cidades brasileiras parece bem mais difícil. A tranquilidade de nossos palácios já foi destruída. A paz de nossos governantes já foi amaldiçoada. Que grito é este que ecoa como um trovão de norte a sul, de leste a oeste, como de um gigante que acaba de despertar? Decifra-me ou te devoro.

*Pastor da Igreja Batista de Sião, São Pedro da Aldeia, e Mestre em Velho Testamento e em Educação.

Firme nas promessas

            Desde garoto canto um hino muito conhecido da hinódia evangélica mais conservadora. É o número 154 do Cantor Cristão e, parece-me, que 107 na Harpa Cristã.
            Na primeira estrofe, o poeta declara: Firme nas promessas do meu Salvador / Cantarei louvores ao meu Criador / Fico pelos séculos no seu amor / Firme nas promessas de Jesus!.
            Na segunda, apresenta um anseio, muitas vezes não cumprido: Firme nas promessas não irei falhar / Vindo as tempestades a me consternar / Pelo Verbo Eterno eu hei de trabalhar / Firme nas promessas de Jesus!
            Na terceira, confiança na obra redentora: Firme nas promessas sempre vejo assim / Purificação no sangue para mim / Plena liberdade gozarei sem fim/ Firme nas promessas de Jesus!.
            E a quarta estrofe, concluindo, declara sua experiência: Firme nas promessas do Senhor Jesus / Em amor ligado com a Sua cruz / Cada dia mais alegro-me na Luz / Firme nas promessas de Jesus!.
            Os tempos atuais são caracterizados pela inconstância. Quase nada é assumido com perspectivas permanentes. Tudo pode mudar a qualquer momento, inclusive a declaração de fé propagada por alguns.

            Mas vale a pena cantar como o estribilho do hino: Firme firme, firme nas promessas de Jesus Meu Mestre / Firme, firme, sim firme nas promessas de Jesus!. 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O homem sorriso é o filho da promessa


            Seu pai estava velho e sua mãe era estéril. Mas Deus tinha um plano. E executou. Nasceu Isaque, o filho da promessa. O significado de seu nome é sorridente, sorriso.
            Assim está o registro em Gênesis 21.5-8: “E era Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque seu filho. E disse Sara: Deus me tem feito riso; todo aquele que o ouvir se rirá comigo. Disse mais: Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar a filhos? Pois lhe dei um filho na sua velhice.
E cresceu o menino, e foi desmamado; então Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado”.
            Isaque é o filho da promessa quando todas as possibilidades eram nulas. E é no contexto das impossibilidades que Deus opera as possibilidades. A única reação que se tem é sorrir. Às vezes, riso de emoção, carregado com choro, mas de alegria.

            Quando todas as portas se fecharem, confie que Deus pode escancará-las. Estando abertas, não se precisa exercitar a fé. Mesmo que aparentemente nada aconteça, Deus está agindo e abrindo clarões no meio de densa floresta. Sorria, pois a promessa é garantida.