quinta-feira, 13 de abril de 2017

A Cruz está vazia!


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Ezequias


            Ezequias foi Rei de Judá. Foi um bom rei, destacando sua confiança em Deus e a realização de profundas reformas religiosas com ênfase na eliminação da idolatria e resgate à adoração e louvor a Deus.
            No apogeu de seu reinado, adoeceu gravemente e Isaías foi enviado de Deus com a profecia que deveria colocar sua casa em ordem, pois morreria.
            No meio da tormenta, diz a Bíblia que “virou Ezequias o seu rosto para a parede, e orou ao Senhor e disse: Ah! Senhor, peço-te, lembra-te agora, de que andei diante de ti em verdade, e com coração perfeito, e fiz o que era reto aos teus olhos. E chorou Ezequias muitíssimo” - Isaías 38.2-3.
            Deus ouviu sua oração e lhe acrescentou quinze anos de vida. Que vitória, que bênção, pode-se concluir! Mas não foi bem assim. O tempo acrescentado revelou a maior tragédia em sua vida. Mensageiros do rei da Babilônia foram recebidos solenemente em sua casa, tudo lhes foi mostrado e, mais tarde, a invasão babilônica foi inevitável. Ainda o fato de seu filho Manassés, nascido nesse período, ter sido um dos piores reis da história.
            Lições:
            É preciso ter sabedoria para saber o que fazer com as bênçãos recebidas, elas podem se tornar em maldição.
            Descansar na vontade do Senhor é tão espiritual quanto orar e ser atendido, por isso deve-se aceitá-la.
            Então, diante de uma tormenta, ore assim: “Senhor, faça a tua vontade, não a minha!”.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Dorcas


            Sua biografia é diminuta. Aparece quando morre. E ainda é alcançada com o retorno à vida.
            Atos 9.36 registra que ela “estava cheia de boas obras e esmolas que fazia”.
            O apóstolo Pedro é convidado a ir a Jope e, ao chegar, “é rodeado por viúvas que, chorando, mostravam-lhe as túnicas e roupas que ela fizera para elas” - Atos 9.39.
            Ao ser ressuscitada, torna-se “notícia principal e muitos creem no Senhor Jesus” - Atos 9.42.
            É possível que em sua vida algumas atitudes recebessem lugar destacado. E podem ser resumidas em perguntas:
1-    Que faço para servir ao meu próximo da melhor maneira possível?
2-    Sinto realmente a necessidade de meu irmão?
3-    Como uso os dons e habilidades que Deus me deu?
4-    Sou capaz de renunciar algo em favor do meu próximo?
Dorcas foi a única mulher da Bíblia a ser chamada de discípula. Embora possa ter vários significados, é possível que se pense em discípula de Jesus. Como não há referência alguma a qualquer tipo de atividade considerada religiosa, pode-se concluir que essa qualificação deve-se ao fato de ter servido aos necessitados. Somos mais discípulos de Jesus quando olhamos para aqueles e aquelas que sofrem.

Como seremos lembrados quando partirmos? Por quem seremos lembrados quando partirmos?

terça-feira, 11 de abril de 2017

Natã

            Como sempre fazia, considerando que era íntimo do reino, Natã chegou de mansinho e o poderoso Davi o saúda: “Que alegria, Natã, recebê-lo. A que devo a honra da visita?”.
            “Rei Davi, eu vim lhe contar uma historinha!”.
“Mas profeta, sou um homem ocupado!”.
Com a argumentação do profeta, o rei aquiesce.
“Davi, havia numa cidade dois homens, um rico e outro pobre. O rico possuía muitíssimas ovelhas e vacas. Mas o pobre não tinha coisa nenhuma, senão uma pequena cordeira... sua família a rodeava de carinho. E, vindo um viajante ao homem rico, deixou este de tomar das suas ovelhas e das suas vacas para assar para o viajante que viera a ele; e tomou a cordeira do homem pobre, e a preparou para o homem que viera a ele”.
Ao ouvir isso, Davi se enfureceu e bradou: “Digno de morte é o homem que fez isso. E pela cordeira tornará a dar o quadruplicado, porque fez tal coisa, e porque não se compadeceu”.
Solenemente, Natã o denunciou: “Tu és este homem”. E após apresentar como Deus fora bom com ele, Natã ouve de Davi: “Pequei contra o Senhor”.
O nojento pecado de Davi com BateSeba e sua trama para matar Urias foi denunciado. O que se desenrolou a partir foi tremendo sofrimento.
            Precisamos mais de Natãs em nossa vida. Profetas que nos fazem enxergar nossos erros, independente de quais são. A única atitude deve ser: “Pequei contra o Senhor Deus!”.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Mark Ellis e a Ética Pastoral


Depois de cumprir uma concorrida agenda em Igrejas Batistas de Cabo Frio, hoje, o Pr. Dr. Mark Ellis falará no Seminário Teológico Ministerial Batista Litorâneo.

O assunto do encontro será "Ética" e, por certo, o Doutor em Teologia, missionário americano atuando no Brasil há alguns anos, norteará o assunto, relacionando-o ao Ministério Pastoral, considerando que o público predominante será de estudantes do Seminário e pastores de diversas denominações.

Mark Ellis, respeitadíssimo e muito considerado por onde passa, faz parte de um time de líderes espirituais que se identificam como conservadores, chegando alguns a considerá-lo ultraconservador. Em sua linha de argumentação, por exemplo, está a contrariedade ao ministério pastoral feminino, em que defende veementemente não ter base bíblica. Trata-se de uma linha respeitada, mas que recebe críticas de setores mais brandos em relação ao assunto.

O Seminário Teológico Ministerial Batista Litorâneo é dirigido pelo Pr. Felipe Lima (foto) e uma de suas estratégias é dar suporte a pastores formados e exercendo o ministério com atualizações na área de atuação. 

Sede do Seminário: Igreja Batista do Braga, Rua Omar Fontoura, 117 - Braga

Em frente ao Centro de Marcação de Consultas da Prefeitura.

Cartaz promocional do evento
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Evódia e Síntique


            Conjecturas várias há de quem seriam essas duas personagens. Há especulações que poderiam ser dois homens ou homem e mulher, porém a conclusão mais aceita é que seriam duas mulheres.
            Há controvérsias sobre o significado de seus nomes. Para Evódia, alguns sugerem “que escolhe fazer o bem”. Outros, “excelente viagem”. Para Síntique, há quem sugira “afortunada”. Para outros, “acidente”.
Paulo orienta: “Rogo a Evódia e Síntique que sintam o mesmo no Senhor” - Filipenses 4.1. Elas eram membros da mesma Igreja. Tudo indica que experimentavam uma discordância e o relacionamento não era bom. Especulações dão conta que poderiam ser dirigentes de pequenas congregações em suas casas e que uma de linha judaica e outra, linha gentílica.
São destacadas por Paulo como pessoas úteis: “Rogo que as ajudes, porque trabalharam comigo no Evangelho” - Filipenses 4.3.
Relacionamentos rompidos ou quebrados são os maiores óbices no exercício do serviço no reino de Deus. Em nome do zelo e da rigidez do que se crê ou pensa, podem-se atropelar pessoas e ferir quem está no mesmo barco espiritual.

O “sintam o mesmo” de Paulo a Evódia e Síntique corresponde ao “que todos sejam um” de Jesus. Adorar a Deus e prestar-lhe serviço, em primeiro lugar, é viver em harmonia com o irmão, independente de seu rótulo denominacional. Não nos esqueçamos disso!

domingo, 9 de abril de 2017

Neemias

            A situação confortável no palácio real, exercia função importante e de confiança do Rei. O contexto político era de domínio da Pérsia e a Palestina estava sob seu comando.
O contexto social parecia o de hoje: injustiça e exploração reinavam entre os próprios judeus, desigualdade entre as famílias, desejo do lucro pessoal, contaminando também os sacerdotes e o cenário de Jerusalém desolador.
No conforto, recebe uma notícia: “Os que não foram exilados estão em grande miséria e humilhação; os muros de Jerusalém estão derribados, e as suas portas queimadas a fogo" - Neemias 1.3.
Para o judeu, a cidade dos antepassados tem valor muito grande e isso lhe faz sofrer. Neemias 1.4 registra: “E sucedeu que, ouvindo estas palavras, assentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus”.
Neemias toma algumas atitudes.
1ª - Assentou-se. O susto foi grande e necessitava de se recompor. Significa autocontrole, não se escabelou.
2ª - Chorou. Revela sua dor e sensibilidade. Chorar não é pecado.
3ª - Lamentou. Externou sua dor.
4ª - Jejuou e orou. Falou com Deus sobre a situação.
Interessante é que nenhuma atitude em relação à reconstrução ainda e o que se viu depois foi uma grande obra. Lição: antes de iniciar uma grande obra, converse com você mesmo, converse com as pessoas e dependa totalmente de Deus.

sábado, 8 de abril de 2017

Mark Ellis, Pastor e Doutor em Teologia, está em Cabo Frio

Cumprindo uma agenda concorrida, está em Cabo Frio neste final de semana o pastor americano Dr. Mark Ellis.

Respeitado e reconhecido como uma referência na interpretação da Palavra, o pastor Mark Ellis tem sido instrumento para pregação do evangelho e treinamento de pastores e líderes em todo o mundo, destacando que nos últimos anos tem atuado no Brasil.

Seu chamado e vocação missionária aconteceram bem cedo, como ele mesmo declara:

"A vocação missionária veio durante um acampamento para os adolescentes. Busquei a preparação missionária numa faculdade bíblica em Omaha, e foi ali que encontrei o sonho de todo filho de agricultor: a filha do fazendeiro, de Montana, que se tornou minha esposa, Diane.
Após a formatura nós nos casamos, ministramos como missionários entre os povos indígenas do Canada, e depois, eu servi como pastor no interior de Nebraska e Texas. Ganhei os mestrados em Ciência Política, no Novo Testamento e em Teologia Sistemática, e terminei meus estudos formais com um doutorado em Estudos Teológicos. Também fomos abençoados por ter cinco filhos: quatro homens e uma mulher; ela é a nossa caçula.
No meio de um pastorado muito abençoado, Deus renovou a vocação missionária. Fomos aceitos pela “Junta de Richmond”, hoje chamado de IMB (International Mission Board). O foco de nosso ministério tem sido a educação teológica, e assim tenho ensinado em dez seminários em todas as regiões no Brasil, menos no Nordeste (ainda). Plantamos quatro igrejas e servimos como o coordenadores de estratégia para a abertura de igrejas nas regiões urbanas no Rio Grande do Sul". *

Sua formação:
• Ph.D., 2002 Dallas Theological Seminary; Dallas, TX
o Curso: Estudos teológicos (combinando teologias sistemática e histórica).
o Dissertação: A Doutrina do Pecado Original de Simon Episcopius.
• Th.M., 1988 Dallas Theological Seminary
o Cursos: Novo Testamento e Teologia Sistemática.
o Tese: Apostasia e Perseverança nas Epistolas Pastorais.
o Formado Summa Cum Laúde.
• M.A., 1987 University of Nebraska; Lincoln, NE
o Curso: Ciências Políticas, com ênfase em teoria politica.
o Tese: Uma Avaliação de Três Críticos Baseado no Direito Natural, da Dicotomia Fato/Valor de
Max Weber.
o Formado com honra.
• B.S., 1980 Grace Biblical University; Omaha, NE.
o Cursos: Estudos Bíblicos/Missões/Ministério Pastoral.
o Formado Cum Laúde.

Obras publicadas:
• Ellis, Mark A. Editor. The Greek New Testament, Standard American Formatting. Seattle: Kindle
Publishing, 2012.
• Simon Episcopius’ Doctrine of Original Sin. American University Studies, Series VII, Theology and
Religion, Vol. 240. New York: Peter Lang, 2006.
• Anônimo (Episcopius, Simon). The Arminian Confession of 1621. Traduzido de Latim com
Introdução por Mark A. Ellis. Princeton Theological Monograph Series. Eugene, OR: Wipf and
Stock, 2005.
• “Contexualização e Sincretismo: O Que Faz A Diferença?” Jornal do Seminário, 8 (June 2003): 3.
• “Romanos 12.3-8: Dons ou Gracas?” Revista Theos 5 (June 2009): 1-14

Hoje, o Pr. Mark Ellis falará na Primeira Igreja Batista do Manoel Correia, Cabo Frio, como se vê no cartaz abaixo.
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Fonte:
* https://sitioteologico.com



Ana

            Seu nome significa "graciosa, cheia de graça". Casada, era estéril. Não ter filhos, naquela cultura e época, era sofrimento terrível, estigmatizada como amaldiçoada. Até porque a possibilidade de ser mãe do Messias lhe era negada, sem se esquecer de que a força laborativa vinha do lar com os filhos homens.
            Seu esposo, Elcana, tem outra mulher, situação comum na cultura. Seu nome é Penina, que significa “pedra preciosa”. De preciosa, nada tinha. Era apenas pedra no sapato de Ana. E como machucava.
            No desespero, Ana chora. Elcana significa “pedi ao Senhor, roguei ao Senhor”. Mas é Ana quem ora. E pede. Suplica. Derrama a alma. O sacerdote, insensível, a percebe bêbeda. O ofício o entenebreceu. Ela apresenta a motivação do choro e do derramar. E oferece ao Senhor, pela fé, o filho que viria. E o milagre acontece. Nasce Samuel que é dedicado e torna-se juiz e sacerdote exemplar. Continua, temporariamente, sem filho e Deus acrescenta mais três filhos e duas filhas.
            Não há situação impossível para Deus. Ele é capaz de a uma estéril abençoar com filhos.

            Que dor faz você chorar hoje? Entregue para Deus. Pela fé, entregue a Ele essa vitória. Ele pode mudar quadros. É o mesmo ontem, hoje e eternamente.  

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Atual Canção do Exílio no Rio de Janeiro


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Servo de Eliseu

            Eliseu é o profeta que sucedeu Elias. Estava em apuros, pois o rei da Síria decidiu que o prenderia. Um grande exército foi à sua caça e cercaram a cidade de Dotã. Quando o ajudante do profeta viu a cena, gelou de medo e indagou: “Que faremos, meu senhor?”. Eliseu responde: “Fique tranquilo, nosso exército é maior do que o deles, mais são os que estão ao nosso lado do que os que estão o lado deles”. Mas o ajudante nada via. O profeta ora: “Senhor, por favor, abre-lhe os olhos para que veja”. Imediatamente seus olhos foram abertos e ele pode ver a ação protetora de Deus.
            Tudo é uma questão de visão. Eliseu via, o ajudante, não.
            Assim é a vida.
Há quem veja a mão de Deus sempre protetora. Há quem não veja.
Há quem veja a sinceridade do abraço fraterno. Há quem não.
Há quem veja a espontaneidade no sorriso. Há quem não.
Há quem veja o necessitado com a mão estendida. Há quem não.
Há quem veja esperança no final do túnel. Há quem não.
Há quem queira ver para crer. Mas é preciso crer para ver. Disse o mestre: “Se creres, verás a glória de Deus!”. E mais: “Felizes os que não viram e creram!”.
Não ver não significa que não exista. Por isso, é oportuno: “Senhor, abre os meus olhos para que eu veja!”. E Deus abrirá! E você verá!

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Batismos na Igreja Batista no Braga

Sermão em João 3

A menina de Naamã


            Ninguém sabe seu nome. Além de menina, era hebreia e estava cativa como escrava na Síria. O quadro em que se encontrava era propício para desenvolver ódio, amargura e desinteresse pelos outros. Mas ela é feliz. É altruísta. É garbosa.
            Trabalhando duro como serva da esposa de Naamã, chefe do exército da Síria, fica sabendo da doença incurável de seu senhor. Poderia se alegrar com isso, afinal é mais fácil esse caminho com aqueles que nos causam mal. Mas ela não age assim. Em vez de amargura, destila paz e alegria. Declara convictamente à patroa: “Ah, bastaria meu amo se apresentar ao profeta de Samaria! Ele o livraria da lepra” - II Reis 5.3.
            Sua palavra é tão impactante que convence a patroa. O impacto é tão grande que a patroa informa ao esposo, que também é convencido. Fala com o rei, que também é convencido. Percebe o impacto das palavras de uma menina? Naamã toma as providências junto ao rei, viaja a Samaria, se apresenta a Eliseu, o profeta, e o milagre se concretiza. Tudo começou com uma declaração de uma menina.
            Quando a vida lhe oferecer um sofrimento, faça dele uma oportunidade para abençoar outras vidas que sofrem mais do que você. Quando uma tragédia alcançar sua trajetória, procure descobrir se não é uma porta permitida por Deus para que outras vidas sejam transformadas.
            Ninguém sabe o nome da menina, mas poderia se chamar Esperança.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Naamã

            Ele era uma espécie de general do exército da Síria. Homem de grande importância, comandava soldados e tinha grande influência por onde passava. Mas estava leproso. E a lepra humilhava-o, diminuía-o e o deixava extremamente abatido.
            Em suas aparições públicas, parecia um gigante e, por certo, amedrontava. Imponente, era assediado e atraía gente para estar perto dele. Mas, ao chegar à casa, e tirar a farda, sua dor se manifestava e se sentia como um verme. Uma menina cativa em sua casa e seu destino começa a mudar. Um profeta em Israel e o milagre se concretiza.
            Mas outra doença precisava ser vencida em sua vida, o orgulho. Ao se deslocar à Samaria para encontrar-se com o profeta, pensava ser recebido com pompas e, abarrotado de presentes, é esnobado pelo profeta, que o ordena mergulhar sete vezes nas águas do Jordão.
            Reage: “Não são porventura Abana e Farpar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Não me poderia eu lavar neles, e ficar purificado? E voltou-se, e se foi com indignação” - II Reis 5.12. Indignado, quer voltar. Seus assessores o convencem. Aceita. Mergulha. É curado. Quer pagar por isso. Mais uma vez é esnobado, profeta que é profeta não cobra pela profecia.
            Naamã pode ser você, posso ser eu. Bonito por fora, podre por dentro. Gigante lá fora, pigmeu dentro de casa. Deixemos o orgulho e mergulhemos na água da vida, Jesus Cristo.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Miriã

            Miriã é a irmã mais velha do grande Moisés. Teve missão importante quando ele nasceu e precisou ser escondido por causa da perseguição do Faraó. Êxodo 2.4 registra: “E sua irmã postou-se de longe, para saber o que lhe havia de suceder”.
            Imagine uma menininha saber que seu irmãozinho está correndo risco de morte com um decreto impiedoso, determinando que todo recém nascido hebreu do sexo masculino deve morrer.
            Não podendo mais escondê-lo, o menino é protegido numa arca de juncos e colocado à margem do rio. Miriã revela confiar no Senhor e espera por um milagre, observando de longe o que sucederia.
            Também revela a doce menina amor ao irmão e grande capacidade criativa ao propor à filha de Faraó, assim que Moisés foi descoberto, levá-lo para ser cuidado por uma mulher hebreia. E o destino dele é a própria mãe.
            Embora seu nome signifique “amarga”, sua alegria é percebida. Ela tocava tamboril e gostava de dançar.
            Como todos nós, Miriã não era perfeita e numa atitude intempestiva e insensata se rebela contra a liderança de Moisés e paga caro por isso. Fica leprosa, precisa ficar afastada da comunhão e sofre. Mas Deus a perdoa e a reintegra ao convívio do seu povo, a quem amava.
            Miriã ensina que, apesar de nossa relação com a obra do Senhor, precisamos de vigilância permanente, pois um ato impensado pode trazer grande dor.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Enoque

            “Enoque andou com Deus e Deus para si o tomou. Eu quero andar com Deus, tal como Enoque andou”. Efusivamente, entoávamos esse cântico quando menino nas classes infantis da Igreja Batista de Cachoeiro de Cardoso Moreira.
            Nosso personagem é dono de uma pequena biografia. Aparece com breve citação em apenas três textos bíblicos.
            Gênesis 5.21-24 o apresenta, registra seu tempo de vida, 365 anos, e que ele andou com Deus e Deus para si o tomou.
            Hebreus 11.5 o inclui na galeria da fé do Antigo Testamento, reconhecendo que foi trasladado por Deus em função de ter agradado ao Senhor.
            Na carta de Judas, aparece como citação de um livro apócrifo.
            Biografia pequena, mas exemplo grande. História sem grandes feitos registrados, mas conteúdo decisivo para quem deseja marcar sua passagem aqui na terra. Aplausos poucos diante de realizações que não foram conhecidas, mas reconhecimento do Eterno, levando-o sem as marcas da morte.
            Enoque andou com Deus 365 anos de sua vida. Boa associação: deve-se andar com Deus os 365 dias do ano. Mas, e o ano bissexto? Quem anda com Deus 365 dias do ano, saberá andar mais um dia no ano bissexto.
            Enoque andou com Deus. Pode ser difícil definir o que é andar ou como andar com Deus, mas é fácil concluir se o andar é com Deus ou não. Então, é inevitável a indagação: você anda com Deus?

domingo, 2 de abril de 2017

Rebeca


            Rebeca é esposa de Isaque, nora de Abraão. Seu nome significa “mulher que prende os homens com sua grande beleza ou união, aquela que uni”. Era mulher de pudor, pois ao ser descoberta por Eliezer, servo de Abraão, para ser conquistada por Isaque, em vez de apelar para a sensualidade mostrando o corpo, ela se cobriu.
            O casamento de Rebeca e Isaque foi fruto de oração de Eliezer, que pediu a Deus um sinal sobre uma donzela de grande formosura e que desse de beber água a ele e aos seus camelos antes dela própria. O que pode sinalizar certa predominância do homem em relação à mulher, fixando-a como servidora dele, era apenas uma forma para descobrir aquela que faria parte da linhagem de uma grande história.
            Cumpridos e satisfeitos aqueles ritos, Rebeca recebe grande dote, o de maior proporção e riquezas da época.
            Embora não fosse perfeita, como no caso da preferência por Jacó em detrimento de Esaú, seus filhos, naquele caso da primogenitura, em que Isaque foi enganado, revelou, inconscientemente, certa sensibilidade, já que a profecia afirmava que o maior serviria ao menor.
            Rebeca é exemplo de mulher que teme ao Senhor. Precisamos de mais Rebecas nos lares, mulher imperfeita, mas que, no conjunto da obra, tornou-se uma bênção.

sábado, 1 de abril de 2017

Noé


            Para alguns, ele é um mito. Para outros, incluindo-me, é uma personagem e foi achado justo diante de Deus em sua geração. Os profetas, os evangelhos, Jesus e as cartas gerais falam dele.
            Sua atitude salvou toda a família a despeito da destruição de toda a raça humana com o dilúvio. Assim registra Gênesis 7.1: “Depois disse o Senhor a Noé: Entra tu e toda a tua casa na arca, porque tenho visto que és justo diante de mim nesta geração”.
            Independente da leitura que se faz dele, há lições preciosas na narrativa de sua história:
            Uma preocupação que Noé não tinha era não saber onde estavam os seus na hora da tragédia. Famílias abençoadas são aquelas cujos pais sabem onde estão os seus nos temporais da vida.
            Confiança no Deus do invisível, do imponderável, é uma marca em sua trajetória. Hebreus 11.7 declara que “pela fé, Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu e, para salvação da sua família, preparou a arca”.
Noé significa “descanso, repouso, de longa vida”. Repousar e descansar no meio da tragédia é característica de quem confia a vida àquele que é capaz de guardá-la.
A vida, muitas vezes, parece uma grande tragédia. Não precisa temer. Basta confiar. Precisamos mais de Noés do que de Têmeres.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Reforma da Previdência - Documento das Igrejas Evangélicas Históricas


Um documento preparado pelas principais Igrejas Evangélicas Históricas do Brasil foi distribuído, mostrando preocupação com a Reforma da Previdência.

A Igreja Presbiteriana do Brasil, que está entre as mais antigas, se não a mais antiga, não assina o documento. Segundo uma fonte, apesar de concordar com o texto, não enviou a tempo a assinatura para publicação. Lamentável.

O texto bíblico de Provérbios 29.4, que encabeça o documento, é bem objetivo e mostra a clareza que os evangélicos históricos querem no trato do assunto que tem preocupado todos os brasileiros.

Provérbios 29.4: "O rei justo sustém a terra, mas o amigo de impostos a transtorna".

Outra versão registra assim: "O rei com juízo sustém a terra, mas o amigo de peitas a transtorna".

Leia abaixo na íntegra o documento.
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