O cair em si é muito mais do que uma decepção com a situação enfrentada. É uma atitude de arrependimento verdadeiro. Quando o cair em si é apenas uma tristeza superficial pelas motivações do sofrimento dura pouco. Decisão tomada no meio do temporal tende a ser esquecida hora da bonança.
Com este jovem não foi assim. E três sinalizações confirmam isso. A primeira é sua rejeição ao mecanismo de defesa chamado projeção. Os estudos sobre mecanismos remontam ao final do século XIX e início do século XX, mas sua companhia com o ser humano é desde o Éden.
O jovem rejeita e assume: “Pai, eu pequei contra o céu e perante ti e eu não sou digno de ser chamado teu filho”.
Sua atitude não sugere lançar a culpa sobre os outros. Ele poderia argumentar com o pai: eu saí de casa porque o Senhor sempre deu mais atenção ao meu irmão, fui influenciado por um professor na escola, fui enganado pelos meus amigos e perdi tudo e coisas desse tipo. Não, nada disso. Ele assume: eu pequei.
Cair em si é trilhar a estrada da culpa assumida, sem lançá-la sobre os outros.
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