sexta-feira, 24 de março de 2017

Omissão

      “Se uma coisa não é impossível, deve haver uma forma de fazê-la” - Nicholas Winton.
            Nicholas Winton foi um britânico que resgatou 669 crianças, em sua maioria judias na antiga Checoslováquia. Elas seriam deportadas para campos de concentração nazistas e foram salvas da morte praticamente certa em 1939. Por seus feitos, foi muitas vezes chamado de "Schindler britânico".
            Durante nove meses, por trem, levou-as de Praga para Londres. Estima-se que existam mais de 5.000 crianças, descendentes das crianças que ele salvou, são as "crianças de Winton".
            Ele nunca revelou seu trabalho para ninguém por mais de 50 anos, só vindo a público quando sua esposa, Grete, descobriu no sótão de sua casa uma pasta que continha a lista das crianças salvas e, também, cartas para os pais delas. Morreu aos 106 anos em 1º de julho de 2015 e, segundo seu enteado, Stephen Watson, partiu tranquilamente, enquanto dormia.
            Provérbios 24.11 desafia-nos: “Livra os que são levados à morte, salva os que são arrastados ao suplício”.
            E o verso 12 adverte-nos: “Pois, se disseres: Eis que nada soubemos, aquele que pesa os corações não entenderá? Enquanto ele sabe, ele que te observa; ele devolverá ao homem conforme a sua obra”.

            Omissão do bem é tão ruim quanto a ação do mal.

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* Série de meditações no livro de Provérbios. Cada dia do mês, o capítulo com o número do dia é destacado. A sugestão é que você leia o capítulo inteiro.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Primeira Igreja Batista do Arraial do Cabo tem novo Pastor


Pr. Carlos Henrique Soares será o 21º pastor na Igreja que completa este ano 94 anos de existência.
A posse está marcada para o dia 29 de abril.


Em primeira mão, ouvimos o novo pastor da Igreja que, carinhosamente, respondeu a duas perguntas:

Quais as expectativas ao assumir uma igreja histórica e quase centenária na Região dos Lagos?
Temor e tremor é o primeiro sentimento que vem ao coração. No entanto, independente do tempo que uma igreja tenha de organizada, sei que ali está a marca principal que me prende, ou seja, a marca da cruz que revela o preço do sacrifício de Jesus e por isso minhas expectativas se resumem em cumprir o ministério. Como missionário que sou, sempre me vi em busca das vontade de Deus e sendo assim minha vontade está e estará, submissa a Deus que me chamou e vocacionou para uma obra específica e excelente que é o ministério pastoral. Ao assumir a PIBAC já tenho buscado ouvidos e coração abertos para cumprir os projetos que Deus tem neste tempo deixando que Ele continue escrevendo a história onde a missão e visão da Igreja estejam ajustadas entre nós os servos e o Senhor da Igreja.

Que podem esperar os membros da PIBAC e sociedade cabistas com o Pastor?
Estou chegando trazendo na minha vida as digitais de centenas de pessoas que me amaram muito. Minha esposa e filhos foram amados e por isso entendo que quem é amado, se entrega com facilidade e se doa, acredito no caminho de mão dupla nas relações. Acredito que a PIBAC espera um homem que traga em sua vida o compromisso com Deus e sua Obra, mas sem ser perfeito e em busca do aperfeiçoamento. Sou uma pessoa que como Pastor e psicólogo sempre caminho na direção de pessoas e amo o que faço. Após 23 anos em uma igreja, deixo-a em meio às lágrimas por entender que estou submisso ao meu Senhor e Mestre e sendo assim, creio colher frutos das bençãos da misericórdia de Deus e seremos felizes. Na cidade, minha visão é que a Igreja, precisa continuar marchando para marcar a história na comunidade através do ato de servir nas múltiplas ações que alcance pessoas em sua totalidade, sem envolvimentos que nos comprometa politicamente. Minha oração é que eu caia na graça do povo e seja um instrumento de Deus, quer como cidadão, pastor ou psicólogo.

Espere o futuro


            Adolescente, num tempo de vacas magras em que nossa família enfrentou grandes dificuldades, era comum um sentimento que impunha desejar o que outros meninos ostentavam: roupas bonitas, tênis de marcas, abundância de lanches na escola e sempre na lista dos que passeavam. Em alguns momentos, sinceramente, uma crise se instalava, sobretudo ao saber que nos finais de semanas estavam em festas regadas a bebidas e farras, enquanto estávamos no templo.
            A indagação era inevitável: vale a pena servir ao Senhor?
            O tempo passa, o tempo voa e, hoje, com o quadro completo, percebe-se que vários deles não estão numa boa, alguns, inclusive, levados desta vida ainda bem jovens.
            Naquele tempo, não dispúnhamos de todas as informações e não sabíamos que muitos deles tinham sua história construída pelos pais que não se intimidavam em ferir os princípios da boa ética.
            Mais tarde, conheci Provérbios 23.17-18: “O teu coração não inveje os pecadores; antes permanece no temor do Senhor todo dia, porque certamente acabará bem; não será malograda a tua esperança”. Na Bíblia de Jerusalém, é assim: “Que o teu coração não inveje os pecadores, mas o dia todo tenha temor a Iahweh, pois é certo que haverá futuro, e tua esperança não vai ser aniquilada”.

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* Série de meditações no livro de Provérbios. Cada dia do mês, o capítulo com o número do dia é destacado. A sugestão é que você leia o capítulo inteiro.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Marcos antigos

Um jovem trabalhava no comércio num tempo em que se pesavam os produtos, embalavam-no em sacos plásticos e colavam com uma rudimentar máquina elétrica com resistência. O patrão orientou: “Ao embalar os pacotes coloque, em média, 100 a 200 gramas a menos”. O jovem quis saber a razão e ouviu que diminuiria perdas nos transportes dos sacos. O jovem não aceitou, argumentando ser cristão. Foi ameaçado no emprego. Não cedeu. Foi despedido.

Provérbios 22.28 registra: “Não removas os limites antigos que teus pais fixaram”. Provérbios 23.10 amplia: “Não removas os limites antigos; nem entres nos campos dos órfãos”.

Uma ideia do provérbio amplamente divulgada dizia que não podemos nos esquecer dos princípios recebidos pelos antepassados. Embora não seja errado, é mais específico: fala de honestidade. Trata da marcação das terras, recebendo marcos delimitadores. Mudavam-se os marcos e se apropriavam de terras alheias.

Cuidado: toda grande desonestidade começa com pequena desonestidade.

Sobre o jovem, passaram-se alguns anos, o patrão adoeceu e não podia cuidar dos negócios. Os filhos longe e em outras atividades, não confiava em ninguém que lhe obedeceu. Foi buscar o jovem, agora homem formado,  e pagou-lhe salário bem maior.

Seja honesto e não aceite desonestidade, por menor que seja.

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* Série de meditações no livro de Provérbios. Cada dia do mês, o capítulo com o número do dia é destacado. A sugestão é que você leia o capítulo inteiro.

terça-feira, 21 de março de 2017

Culto dentro e fora do templo



Templos lotados e dezenas, centenas e até milhares de fiéis celebram com alegria o nome do Senhor nos domingos. Mãos erguidas, olhos fechados, sorrisos e lágrimas, palmas, entrega de ofertas e declarações de fé estão presentes nos encontros festivos da Igreja.
Vem a segunda-feira e, nas escolas, nas empresas, nas indústrias, nas casas legislativas, nos palácios, nos canteiros de obras, nos ônibus, metrôs e trens, o que se vê e se convive estabelecem uma distância muito grande entre a teoria e a prática, entre o que se canta e declara no templo e o que se demonstra na vida. Empregadores que lesam os empregados em direitos, empregados que não cumprem suas obrigações, políticos que participam de falcatruas, empresários que se utilizam de caixa dois, homens que aceitam “gatos” na economia doméstica, esposos que traem a esposa, sacerdotes que se vendem e apresentam como essência a bênção do Senhor no lugar do Senhor da bênção.
Na década de 80 um refrão de uma música advertia: “Não adianta ir a igreja rezar e fazer tudo errado, você quer a frente das coisas, olhando de lado”.
Provérbios 21.3 diz: “Fazer justiça e juízo é mais aceitável ao Senhor do que sacrifício”. Na Bíblia de Jerusalém, é assim: “Praticar a justiça e o direito vale mais para Iahweh que os sacrifícios”.
Sacrifício é culto. Então, fica assim: “Praticar a justiça e o direito vale mais para Deus que os cultos”.
           Culto mesmo é dentro e fora do templo.

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segunda-feira, 20 de março de 2017

Atitudes corretas diante de bênçãos recebidas


(Sermão pregado na Igreja Batista de Sião, SP Aldeia, 39 anos de ministério e 61 de vida do Pr. Washington Roberto do Nascimento, 19 de março de 2017).

Deuteronômio 8
1 Todos os mandamentos que hoje vos ordeno guardareis para os cumprir; para que vivais, e vos multipliqueis, e entreis, e possuais a terra que o SENHOR jurou a vossos pais.
2 E te lembrarás de todo o caminho, pelo qual o SENHOR teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os seus mandamentos, ou não.
3 E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do SENHOR viverá o homem.
4 Nunca se envelheceu a tua roupa sobre ti, nem se inchou o teu pé nestes quarenta anos.
5  Sabes, pois, no teu coração que, como um homem castiga a seu filho, assim te castiga o SENHOR teu Deus.
6 E guarda os mandamentos do SENHOR teu Deus, para andares nos seus caminhos e para o temeres.
7 Porque o SENHOR teu Deus te põe numa boa terra, terra de ribeiros de águas, de fontes, e de mananciais, que saem dos vales e das montanhas;
8 Terra de trigo e cevada, e de vides e figueiras, e romeiras; terra de oliveiras, de azeite e mel.
9 Terra em que comerás o pão sem escassez, e nada te faltará nela; terra cujas pedras são ferro, e de cujos montes tu cavarás o cobre.

Introdução:

         Lembrança de como Deus guardou o protegeu o povo durantes os 40 anos.

Transição: A importância da palavra “Pois”.
É uma conjunção coordenativa. Aqui no caso é conclusiva. Exprime uma conclusão da ideia contida na outra oração.
Tudo que vem até o verso 9 tem seu destaque nesta conjunção: Pois”.

Verso 10: “Quando, pois, tiveres comido, e fores farto,...”.

Vamos às atitudes:

1ª - Louvar ao Senhor
Verso 10: “Quando, pois, tiveres comido, e fores farto, louvarás ao SENHOR teu Deus pela boa terra que te deu”.

Louvar é falar bem de Deus. Aqui assume o sentido de adorar. Atribuir ao Senhor o segredo da vitória.
Assume também o sentido de gratidão.

2ª - Não se esquecer do Senhor Deus
Verso 11: “Guarda-te que não te esqueças do SENHOR teu Deus, deixando de guardar os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus estatutos que hoje te ordeno”;

3ª - Não elevar o coração
Versos 12 a 18:
12 Para não suceder que, havendo tu comido e fores farto, e havendo edificado boas casas, e habitando-as,
13 E se tiverem aumentado os teus gados e os teus rebanhos, e se acrescentar a prata e o ouro, e se multiplicar tudo quanto tens,
14 Se eleve o teu coração e te esqueças do SENHOR teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão;
15 Que te guiou por aquele grande e terrível deserto de serpentes ardentes, e de escorpiões, e de terra seca, em que não havia água; e tirou água para ti da rocha pederneira;
16 Que no deserto te sustentou com maná, que teus pais não conheceram; para te humilhar, e para te provar, para no fim te fazer bem;
17 E digas no teu coração: A minha força, e a fortaleza da minha mão, me adquiriu este poder.
18 Antes te lembrarás do SENHOR teu Deus, que ele é o que te dá força para adquirires riqueza; para confirmar a sua aliança, que jurou a teus pais, como se vê neste dia.

Conclusão:

A importância da palavra “Porém” - v. 19.

É uma conjunção coordenativa adversativa.
Tudo que vem até o verso 18 tem seu destaque nesta conjunção: Porém”.

19 Será, porém, que, se de qualquer modo te esqueceres do SENHOR teu Deus, e se ouvires outros deuses, e os servires, e te inclinares perante eles, hoje eu testifico contra vós que certamente perecereis.
20 Como as nações que o SENHOR destruiu diante de vós, assim vós perecereis, porquanto não queríeis obedecer à voz do SENHOR vosso Deus.

Algumas afirmações:

1ª - Toda bênção vem do Senhor
Tiago 1.17-18: “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação. Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas”.

2ª - A bênção recebida é uma oportunidade de louvar ao Senhor
Salmo 136.1-4: “Louvai ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre. Louvai ao Deus dos deuses; porque a sua benignidade dura para sempre. Louvai ao Senhor dos senhores; porque a sua benignidade dura para sempre. Aquele que só faz maravilhas; porque a sua benignidade dura para sempre”.

3ª - Esquecer do Senhor após uma bênção recebida é uma atitude insensata
  
Duas perguntas:

1ª - Que bênçãos você precisa/deve agradecer ao Senhor hoje?

2ª - Como você deve agradecer?
·        Tomando o cálice da salvação

·       Dedicando ao Senhor sua vida no serviço ao próximo. Deus não precisa de nosso serviço, por isso, Ele é servido quando o próximo é servido.

Pão da fraude

O menino pobre com fome rouba o lanche da mochila do coleguinha na escola e come escondido no banheiro. Sua necessidade temporária foi satisfeita, ficou feliz.

Chega a hora do recreio e o dono do pão percebe que foi tirado da mochila. Chora, reclama e uma verdadeira cruzada para descobrir é organizada. Mas não descobrem. Providenciam outro lanche para o menino e a vida segue normalmente.

Normalmente, não. Toda vez que entrava no banheiro, o menino que roubara o lanche sente um friozinho na barriga e aquilo não lhe faz bem. Em sala de aula, toda vez que ouvia a voz do seu amiguinho sentia arrepio. Ao ser chamado pela professora, ficava nervoso e relacionava ao ato que praticara.

Não suportando mais, chama a professora, confessa, é repreendido com amor, confrontado em seu erro, restabelece a comunhão com o coleguinha e volta a viver em paz.

Provérbios 20.17 é atual e oportuno: “Suave é ao homem o pão da mentira, mas depois a sua boca se encherá de cascalho”. Na Bíblia de Jerusalém ganha sentido mais direto: “Parece doce o pão da fraude, mas depois a boca fica cheia de areia”.

É melhor a fome com a verdade, a escassez com a dignidade, a falta com a justiça do que barriga cheia e a fartura com o produto da mentira.

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* Série de meditações no livro de Provérbios. Cada dia do mês, o capítulo com o número do dia é destacado. A sugestão é que você leia o capítulo inteiro.

domingo, 19 de março de 2017

Interesses


            Encontro-me com um ex-prefeito e, após bate-papo inicial, ele revela: “O que mais sinto falta é de estar rodeado de amigos, a grande maioria sumiu”.
         Numa celebração na Igreja, convido um pastor idoso que nos visitava, um pouco limitado por enfermidade, para orar. Antes da oração, emocionado, ele diz: “Este dia torna-se especial para mim, há seis anos que não sou convidado para, sequer, orar, sinto muita falta”. Por anos, foi missionário em trabalho pioneiro, enfrentando clima totalmente diferente de onde vivera. Após, o culto, o convidei para pregar num domingo de manhã.
            Percebi a dor sentida pelos dois.
            Alexis de Tocqueville diz que “mais que as idéias, são os interesses que separam as pessoas”. Ouso acrescentar: “mais que as ideias, são os interesses que separam ou unem as pessoas”.
         De Napoleão Bonaparte, lemos: “Todo o homem luta com mais bravura pelos seus interesses do que pelos seus direitos”.
       Provérbios 19.6 adverte: "Muitos se deixam acomodar pelos favores do príncipe, e cada um é amigo daquele que dá presentes". A Bíblia de Jerusalém é bem mais enfática: “Muitos bajulam o homem generoso, e todos são amigos de quem dá presentes”.

       Imaginar que não se terá algum tipo de interesse nos relacionamentos é ingenuidade. Mas que eles não sejam escusos.

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* Série de meditações no livro de Provérbios. Cada dia do mês, o capítulo com o número do dia é destacado. A sugestão é que você leia o capítulo inteiro.

Língua: bênção ou maldição


            Encontro uma pessoa muito mal emocionalmente porque inventaram história denegrindo sua vida. As feridas, segundo ela, foram tão intensas que preferia levar um tiro.
            Há quarenta anos, um honrado pastor, com vários anos de ministério, sofreu uma calúnia relacionada à sua vida moral no trato com mulher. Sofreu, a família sofreu e a Igreja sofreu.
            Um casal que dirigia escola importante sofre com mentira espalhada, acusados de pedofilia. A escola teve que ser fechada em função da repercussão negativa.
            Passado algum tempo, a verdade: com orgulho ferido por ter desejado-a e não logrado êxito no pecado, usou de outra para espalhar a mentira. Uma jovem, confrontada em seu pecado, planejou com colega não crente a divulgação da calúnia. Concorrência desleal no comércio.
            Em Provérbios 18.21, lemos: “A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto”. Na versão Almeida Revista e Atualizada, lê-se: “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto”. E na Bíblia de Jerusalém, é assim: “Morte e vida estão em poder da língua, aqueles que a escolhem comerão do seu fruto”.
            As três histórias, tempos depois, foram esclarecidas, mas o mal estava decretado.
            Sua língua é bênção ou maldição?

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sexta-feira, 17 de março de 2017

De pai pra filho

Que os filhos e netos não sofrerão pelos pecados dos pais e avós é matéria vencida para quem estuda a Bíblia. Mas que as consequências da maldade praticada por uma geração podem alcançar gerações futuras também é conteúdo conhecido. Não se trata de maldição hereditária, mas de conteúdo aprendido pela prática errada de pessoas que tem influência sobre outras.

A experiência humana tem revelado “n” casos de filhos e netos que seguem os mesmos caminhos dos pais e avós e, em muitos casos, os sofrimentos são muito maiores.

Recentemente, visitando um cemitério de uma cidade interiorana, li no mesmo túmulo a identificação da morte do pai e do filho. Além de datas diferentes, o pai morreu idoso adoentado e o filho, antes do pai, bem jovem, assassinado. Fato comum. O que distingue é que o pai tinha em sua história assassinatos.

Provérbios 17.13 adverte: “Quanto àquele que paga o bem com o mal, não se apartará o mal da sua casa”. Na Bíblia de Jerusalém, lê-se: “A quem retribui o bem com o mal, a desgraça não se afastará de sua casa”.


O maior sofrimento de um pai e mãe ou avô e avó é saber que seus filhos e netos podem estar sofrendo porque eles praticaram o mal. Fuja do mal e abençoe as gerações futuras.

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quinta-feira, 16 de março de 2017

A paz do Senhor


            “Quando um não quer, dois não brigam” tornou-se conhecido provérbio que apresenta a vertente da paz entre as pessoas.
            Lembro-me bem das brigas na escola quando garoto. Por duas razões, fugia delas como o diabo foge da cruz: porque era ruim de briga e porque, independente do resultado, em casa, o acerto era com meu pai e apanhar era certo. Presenciávamos meninos que não queriam brigar, mas os atiçadores, provocadores faziam o circo pegar fogo. Ainda assim, havia quem não se dobrasse e não entrasse na briga, pois, como escreveu Alessandra Souza, “estar em paz é não permitir que o barulho de fora atormente o silêncio de dentro”.
            Nas relações humanas, há quem goste de brigar e há quem aprecie a briga dos outros, por isso provocam de todas as formas. Agir assim é ofender o plano de Deus para a paz entre as pessoas. Provérbios 16.7 declara: “Sendo os caminhos do homem agradáveis ao Senhor, até a seus inimigos faz que tenham paz com ele”. Com uma luz a mais, a Bíblia de Jerusalém registra assim: “Quando Iahweh aprova os caminhos de um homem, ele o reconcilia até com seus inimigos”.
            A paz do Senhor não deve ser uma declaração decorada e apresentada como um clichê, sem a consciência que devemos, a todo custo, promover a paz nos relacionamentos. Então, nenhuma provocaçãozinha promovendo a discórdia.

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quarta-feira, 15 de março de 2017

Waldenir Carvalho - Celebração de Gratidão e Despedida


Veja no vídeo abaixo a celebração completa de despedida e gratidão pela vida do Maestro Waldenir Carvalho. 




Palavra certa no tempo certo


            Na história de nossa Igreja Batista no Braga, um fato é conhecido dos mais antigos: num determinado momento tenso, em que calorosas discussões aconteciam para resolver uma situação, um irmão simples, sem funções de liderança, pediu a palavra e com uma declaração corajosa, confrontadora e coerente, exposta com mansidão, cessou todo o problema. Era carinhosamente chamado de irmão Gilberto. Como é bom ter a presença de pessoas em nossa vida cuja palavra seja é um remédio.
            O poeta Geraldo Portal Veiga, pastor batista, no poema “As palavras convencem”, registra na terceira estrofe: “Ela tem grande poder / Pode tanto complicar / Como também socorrer / Até destruir ou curar”.
            Dostoievski afirmou: “Uma grande parte da infelicidade no mundo tem sido causada por confusão e fracasso de se dizer a palavra certa no momento certo. Uma palavra que não é proferida no momento certo é prejudicial, e tem sido sempre assim”.
            Em Provérbios 15.23, lemos: “O homem se alegra em responder bem, e quão boa é a palavra dita a seu tempo!”. Na versão “A Bíblia de Jerusalém”, temos: “A alegria de um homem está na resposta de sua boca: que bom é uma resposta oportuna!”.
            Não basta ter a resposta, é preciso ter o tempo. Então, a partir de hoje, a palavra certa no tempo certo.

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terça-feira, 14 de março de 2017

Ingênuo ou prudente

   No tempo de garoto em nossa pacata cidade, quem tinha um fusquinha era bem de vida. Quem tinha uma Brasília, rico. Um homem recebe a visita de três homens bem vestidos, engravatados e com fala bem afinada. Foram lhe comunicar uma premiação do Baú da Felicidade, ele ganhara uma Brasília novinha e alguns procedimentos precisavam ser cumpridos para receber o prêmio. Euforia na família. De um dia para o outro, um homem simples, trabalhador braçal, honesto, ganhava um carro zero quilômetro. Dentre os procedimentos, um era pagar certo valor para despesas pertinentes à efetivação da premiação. Ele paga e, para encurtar, parece que até hoje anda de bicicleta.
            O escritor bíblico sabia disso há muito tempo. “O simples dá crédito a cada palavra, mas o prudente atenta para os seus passos” - Provérbios 14.15. Na Bíblia de Jerusalém, é assim: "O ingênuo acredita em tudo o que dizem, o homem sagaz discerne seus passos”.
            Também garoto na mesma pacata cidade, ouvi: “Todo dia acordam um sabido e um bobo, até o meio-dia, eles se encontram”.
       A verdade é que “não é bobo quem acredita e se decepciona. É bobo quem decepciona a quem lhe deu crédito”.
            Ah, e quem gosta de contar algo da vida alheia? Ao receber alguém assim, você será ingênuo ou prudente? 

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segunda-feira, 13 de março de 2017

Maestro Waldenir de Carvalho descansa nos braços do Pai


Hoje, às 4h 30min, descansou nos braços do Pai Eterno o conhecido, querido e respeitado Maestro Waldenir de Carvalho.
Internado no Hospital Álvaro Alvim, em Campos dos Goitacazes, nos últimos dias estava em coma induzido e seu quadro se agravou, pois tinha o agravamento de ser cardiopata.

História:*
Waldenir Carvalho nasceu em 01/04/1942 em Campos dos Goitacazes/RJ.
Foi em Campos que começou seus estudos de música no Conservatório de Música local. A música evangélica no Brasil, especificamente no segmento coral, se divide em duas eras: antes e depois do Maestro Waldenir Carvalho.
Através de sua empresa “W. Music” o Maestro Waldenir publicou até o presente momento 81 Songbooks (CD’s e Partituras) e 300 publicações avulsas, o que o torna o maior publicador de música coral no Brasil.
Desde sua juventude, Deus tinha um plano maravilhoso para o Maestro Waldenir. Após terminar seu curso de Inglês, ainda em sua cidade natal, Campos dos Goitacazes, ele se dedicou a traduzir hinos com a finalidade de continuar o exercício do Inglês. E assim, traduzia uma música a cada noite. Quando se deu conta já havia traduzido mais de 2000 (duas mil) canções para o Português, muitas delas hoje amplamente cantadas em nossas igrejas (“Porque Ele vive”, “Há um doce Espírito aqui”, “Via Dolorosa”, “Meu Tributo”, “Não tardará e muitas outras).
Durante alguns anos o Maestro Waldenir funcionou como diretor-artístico da JUERP – Junta de Educação Religiosa e Publicações da Convenção Batista Brasileira, ocasião em que produziu uma série de gravações de cantores e conjuntos diversos.
O Maestro Waldenir Carvalho é o criador dos conhecidos “kits de ensaio” – as vozes gravadas em separado para rápido aprendizado – e foi quem introduziu no Brasil o acompanhamento gravado, conhecido como “playback”.

*Fonte: http://www.hinologia.org/?page_id=404

Ainda hoje, daremos informações sobre as despedidas.

Sabedoria nos conselhos


            Normalmente na adolescência e juventude, o ser humano imagina que não precisa seguir conselhos e pode resolver todas as questões de sua vida com sua própria capacidade. Duas situações contribuem para solidificar sua atitude: conhecimento e dinheiro. Algum conhecimento e condições financeiras boas são o estrado para se sustentar em sua arrogância.
            O fato é que preciosas vidas, com todos os ingredientes para dar tudo certo, se perdem na caminhada e, muitas vezes, finais trágicos marcam a história e marcam famílias e amigos para sempre.
            Embora a tendência com a maturidade seja vencer esse mal, é fato que muitos ainda carregam a atitude de rejeitar os conselhos daqueles e daquelas que podem ser úteis e, mesmo com cabelos brancos, continuam resistentes.
            Provérbios 13.10 registra: “Da soberba só provém a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria”.
            Percebo mais clareza na Bíblia de Jerusalém: “A insolência só causa discórdia; a sabedoria está com os que se deixam aconselhar”.
            Embora o foco seja o mesmo, a construção “os que se deixam aconselhar” remete para uma atitude maleável de quem precisa e acredita nos conselhos.

            Há sabedoria nos conselhos! Não resista, seja sábio!

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* Série de meditações no livro de Provérbios. Cada dia do mês, o capítulo com o número do dia é destacado. A sugestão é que você leia o capítulo inteiro.

Primeira Igreja Batista do Arraial do Cabo e o novo pastor


O dia 12 de março de 2017 entra para a história da Primeira Igreja Batista de Arraial do Cabo e dos batistas litorâneos, do estado do Rio e do Brasil como data em que a Igreja, por unanimidade, decidiu convidar seu novo pastor titular. 

Alguns presentes se abstiveram de votar, mas, ainda assim, a expressiva votação alcançou mais em torno de 90% dos presentes, confirmando o trabalho sério da liderança da Igreja, a partir de seu pastor interino, José das Neves, e da Comissão de Sucessão Pastoral com o acompanhamento de toda a liderança da Igreja.

O nome escolhido é o Pr. Carlos Henrique Soares, até a data, pastor titular da Primeira Igreja Batista de Itaúna, no município de São Gonçalo. Trata-se de um homem de Deus, muito respeitado entre os batistas gonçalenses e de todo o Brasil. Casado com Marli Soares, é pai de dois filhos, Jonathan Soares (Admistrador e Músico) e Jenifer Soares (Assistente Social ). 

Carlos Henrique é professor de Matemática, Psicólogo, Teólogo, professor em cursos de Teologia e atua na Primeira Igreja Batista em Itaúna, São Gonçalo, por 23 anos, tendo seu ministério pautado na ênfase de ação social e acolhimento no bairro, uma igreja além do templo, com projetos e programas que levam o evangelho do amor e cuidado.

Durante o domingo, o pastor eleito foi notificado e, ainda esta semana, receberá oficialmente a carta da Igreja e a expectativa é que até o final do mês responderá. 

Considerando a seriedade do processo e a responsabilidade em lidar com as decisões do reino de maneira sábia, é muito provável resposta positiva e a região batista litorânea receberá um pastor respeitado e querido em todos os lugares por onde passa.