segunda-feira, 17 de março de 2014

Celebração de Domingo, 16 de março 2014



As 30 cidades mais violentas do mundo

Das 30 cidades, 11 estão no Brasil.
Veja a relação abaixo.


1. San Pedro Sula / País: Honduras
Taxa de homicídio: 187.14
Habitantes:  753,990
Total de mortes em 2013: 1,411

2. Caracas / País: Venezuela
Taxa de homicídio: 134.36
Habitantes:  3,247,971
Total de mortes em 2013: 4,364

3. Acapulco / País: México
Taxa de homicídio: 112.80
Habitantes:  833,294
Total de mortes em 2013: 940

4. Cali / País: Colômbia
Taxa de homicídio: 83.20
Habitantes:  2,319,684
Total de mortes em 2013: 1,930

5. Maceió / País: Brasil
Taxa de homicídio: 79.76
Habitantes:  996,733
Total de mortes em 2013: 795

6. Distrito Central / País: Honduras
Taxa de homicídio: 79.42
Habitantes:  1,191,111
Total de mortes em 2013: 946

7. Fortaleza / País: Brasil
Taxa de homicídio: 72.81
Habitantes:  3,782,634  
Total de mortes em 2013: 2,754

8. Cidade da Guatemala / País: Guatemala
Taxa de homicídio: 68.40
Habitantes:  3,103,685
Total de mortes em 2013: 2,123

9. João Pessoa / País: Brasil
Taxa de homicídio: 66.92
Habitantes:  769,607
Total de mortes em 2013: 515

10. Barquisimeto / País: Venezuela
Taxa de homicídio: 64.72
Habitantes:  1,242,351 
Total de mortes em 2013: 804

11. Palmira / País: Colômbia
Taxa de homicídio: 60.86
Habitantes:  300,707  
Total de mortes em 2013: 183

12. Natal / País: Brasil
Taxa de homicídio: 57.62
Habitantes:  1,454,264
Total de mortes em 2013: 838

13. Salvador / País: Brasil
Taxa de homicídio: 57.51
Habitantes:  3,884,435  
Total de mortes em 2013: 2,234

14. Vitória / País: Brasil
Taxa de homicídio: 57.39
Habitantes:  1,857,616  
Total de mortes em 2013: 1,066

15. São Luís / País: Brasil
Taxa de homicídio: 57.04
Habitantes:  1,414,793
Total de mortes em 2013: 807

16. Culiacán / País: México
Taxa de homicídio: 54.57
Habitantes:  897,583  
Total de mortes em 2013: 490

17. Ciudad Guayana / País: Venezuela
Taxa de homicídio: 54.27
Habitantes:  1,050,283
Total de mortes em 2013: 570

18. Torreón / País: México
Taxa de homicídio: 54.24
Habitantes:  1,167,142
Total de mortes em 2013: 633

19. Kingston / País: Jamaica
Taxa de homicídio: 52.83
Habitantes:  1,171,686
Total de mortes em 2013: 619

20. Cidade do Cabo / País: África do Sul
Taxa de homicídio: 50.94
Habitantes:  3,740,026 
Total de mortes em 2013: 1,905

21. Chihuahua / País: México
Taxa de homicídio: 50.12
Habitantes:  855,995  
Total de mortes em 2013: 429

22. Ciudad Victoria / País: México
Taxa de homicídio: 49.22
Habitantes:  339,298  
Total de mortes em 2013: 167

23. Belém / País: Brasil
Taxa de homicídio: 48.23
Habitantes:  2,141,618
Total de mortes em 2013: 1,033

24. Detroit / País: Estados Unidos
Taxa de homicídio: 46.99
Habitantes:  706,585  
Total de mortes em 2013: 332

25. Campina Grande / País: Brasil
Taxa de homicídio: 46.00
Habitantes:  400,002
Total de mortes em 2013: 184

26. Nova Orleans / País: Estados Unidos
Taxa de homicídio: 45.08
Habitantes:  343,829
Total de mortes em 2013: 155

27. San Salvador / País: El Salvador
Taxa de homicídio: 44.74
Habitantes:  1,743,315
Total de mortes em 2013: 780

28. Goiânia / País: Brasil
Taxa de homicídio: 44.56
Habitantes:  1,393,575
Total de mortes em 2013: 621

29. Cuiabá / País: Brasil
Taxa de homicídio: 43.95
Habitantes:  832,710  
Total de mortes em 2013: 366

30. Nuevo Laredo / País: México
Taxa de homicídio: 42.90
Habitantes:  400,957
Total de mortes em 2013: 172

Fonte: http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/as-30-cidades-mais-violentas-do-mundo#2

sexta-feira, 14 de março de 2014

sexta-feira, 7 de março de 2014

Pr. Aécio Pinto Duarte na Vila do Sol

Olha quem prega amanhã, dia 08 de março, sábado, na Primeira Igreja Batista de Vila do Sol, Pr. Aécio Pinto Duarte. Às 19h 30min. 
Endereço: Rua Dois, 155 - Vila do Sol - C. Frio - RJ.
Em Cabo Frio, no trevo da Casal Veículos, pega em direção ao Aeroporto, chegando na Vila do Sol, entrar à direita na Rua Dois, fácil.



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quarta-feira, 5 de março de 2014

Treinamento de Evangelismo Contextualizado


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Pensador X Matuto

Um pensador declara: Não há absolutos!
Um matuto replica: Isso é um absoluto!

Outro pensador insiste: Tudo é relativo.
Outro matuto conclui: Isso é relativo.

É ou não é?

Pr. David Baeta, o preletor excelente (II)


TEMA GERAL: “As Dores do Ministério Pastoral (II Parte)”
TEMA ESPECÍFICO: “Saindo do Exílio Cinzento”
Texto Bíblico: Salmo 51
09/05/2012 – Retiro da OPBB/FLU (Rio Bonito/RJ) - David Baêta Motta

CONSIDERAÇÕES INICIAIS
1) Retomo neste momento o assunto da primeira palestra, abordando agora o seu lado mais factual e prático. Inicialmente falarei sobre o contexto maior que originou o pecado de Davi com Bate-Seba e suas consequências. A seguir farei uma breve análise do Salmo 51 que demonstra o posicionamento que David assumiu diante do sofrimento que se abateu sobre ele quando caiu em si. O terceiro momento será de compartilhamentos conclusivos.

2) Antes de entrar definitivamente no meu assunto de hoje, preciso fazer algumas considerações preliminares. Lendo um livro nos EUA o autor dizia que “se você fala com Deus você é religioso; Mas, se Deus falar com você, você é um psicótico”. Claro que esta assertiva não é verdadeira. Creio que Deus nos fala através de pensamentos que não são nossos, mas nos vêm seja num momento de profunda reflexão ou através de outras fontes, como pessoas, livros, etc. Isto é um dos atos milagrosos do Senhor (o Deus que fala) para nos aliviar das dores no ministério pastoral.

3) Outro fato é a nossa postura diante do sofrimento no ministério pastoral. Há muita gente sofrendo. Muitos pastores, muitas esposas e filhos de pastores. Relacionamentos frustrados e mascarados de bênção, medo de procurar ajuda e se expor, frustrações pessoais frente a alvos não alcançados, integridade partida circunstancialmente. De certa forma é assim que vemos Davi; Um Homem em Buscar da Recuperação da Integridade Partida.

4) Disse na palestra anterior a esta que há dois tipos de pessoas: as que naturalizam o pecado e as que são surpreendidas, caem, mas sofrem com o que fizeram, sofrem por terem caído nas armadilhas sutis.
5) Reafirmo que o meu foco está mais voltado para os aspectos subjetivos daquele que desenvolve o ministério pastoral, tomando como base erros cometidos ao longo da vida e suas consequências, bem como a postura que se deve assumir.

TRANSIÇÃO: Como devemos nos posicionar diante dos sofrimentos no ministério pastoral?

I – DEVEMOS ESTAR NO LUGAR EM QUE DEUS QUER QUE ESTEJAMOS
1) Repito aqui o texto inicial que apresenta o cenário em que Davi cometeu o adultério e assassinato: “Um ano depois, na época em que os reis tinham o hábito de sair à guerra, Davi enviou Joabe, seus oficiais e todo o Israel com a missão de eliminar de uma vez por todas os amonitas. Eles cercaram Rabá, mas, dessa vez, Davi permaneceu em Jerusalém. Certo dia, Davi levantou-se do seu descanso da tarde e foi passear no terraço, e viu uma mulher tomando banho, e ela era muito bonita (...) Davi ordenou que a trouxessem”. (2 Samuel 11.1ss - A Mensagem).

2) Davi poderia entrar para a história como o maior “garanhão do Antigo Testamento” de que se têm notícias. Ele era extremamente compulsivo neste aspecto de vida; a sexualidade como ato. Creio que pior que ele só mesmo o seu filho Salomão.

3) O grande problema que vejo aqui é aquele detectado pelo texto básico. Davi não estava onde deveria estar. Quando não estamos onde Deus quer estejamos, tornamo-nos presas fáceis das situações de vida que posteriormente nos trazem dor e sofrimento.

4) Como disse na palestra anterior, Davi com seu senso de onipotência, com a sua falta de limites, achando que por ser rei ninguém iria questioná-lo, ordena que lhe trouxesse Bate-Seba, adultera com ela, ela engravida, ele arma uma situação para que o marido se deitasse com ela e depois achar que o filho era dele. Como nada deu certo Davi arma uma situação para a morte do marido traído. Davi comente um crime doloso.

5) Alguém precisaria colocar Davi nos eixos. Até então, ele achava que tudo estava normal. Entretanto, em seu interior algo se movia negativamente. Sentimentos de culpa e vergonha iam ganhando espaço em seus pensamentos. Suas emoções começaram a adoecer. Até que o ousado e usado profeta Natã entra em cena.

6) A imagem que tenho na mente é de um Davi fazendo pose de bom para os outros, mas nos subterrâneos de suas emoções ele sofria de modo inimaginável. Imagino também o Senhor virado para Davi e este de costas para o Senhor pelo senso de vergonha e culpa.

7) Natã aparece e através de uma história enredante ele coloca Davi de frente para Deus. Fantástico isto. Davi precisava se posicionar. Lembra-se do que disse na palestra anterior? Ou nos tornamos masoquistas e gozamos com o sofrimento, ou assumimos posicionamento em relação a ele.

8) Davi estava cansado. Ele estava extenuado. Ele não suportava mais aquela situação. Creio que o que mais lhe afetava era o sentimento de estar “de mal” com Deus ou, quem sabe, ele pode ter sido tomado por um profundo sentimento de vergonha de Deus. Este também foi o sentimento de Jó, só que ao contrário; ele achava que o Senhor lhe virara o rosto e ele não sabia o motivo. Davi se posiciona e é exatamente isso que veremos a seguir numa breve análise do Salmo 51 que é a mais notável das orações penitenciais dos Salmos.

II - SAINDO DO EXÍLIO CINZENTO
1) Começo com o v.1: “Tem misericórdia de mim, ó Deus (אלהים ’elohiym), segundo a tua benignidade (חסד hesed); apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias (רחם racham  Entranhas)”. Havia duas tradições em Israel: uma Eloísta e outra Javista. Em tempo de desespero, com certa raridade, algumas pessoas misturavam as tradições. A primeira ligada do Deus Criador; o Deus da adoração patriarcal. A segunda ligada à revelação de Deus a Moisés do seu nome pessoal, bem como do seu amor fiel. Em seu desespero Davi não roga por justiça, mas por misericórdia e graça.

2) No v.2 Davi faz um apelo tremendo: “Lava-me (כבס kabac) completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado.” A metáfora que explica o verso, de modo mais específico o verbo lavar, é aquela de se pegar uma roupa muito suja, passar bastante sabão, bater com a roupa em uma madeira ou pedra, de modo que a sujeira saia completamente. É o desejo ardente de ser livre de sua compulsão. Traduz também a ideia de limpar a mente de onde partem os pensamentos que se materializam através de atos comportamentais.

3) Atente para a declaração do verso 6: “Sei que desejas a verdade (אמת ’emeth) no íntimo(טוחה tuwchah); e no coração me ensinas a sabedoria.” Este verso está em comum acordo com o anteriormente comentado. Deus não está interessando em comportamentos num primeiro momento. Deus está interessado naqueles pensamentos secretos que povoam a nossa mente. Íntimo significa “regiões interiores, recantos secretos, partes internas”.

4) De coração, o verso que mais me encanta neste Salmo penitencial é o de número 11: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.” O verbo “criar” é oriundo da história da criação e é ato exclusivo do Deus que do nada faz surgir algo novo. Em hebraico é ברא bara’. Este verbo foi usado por Moisés em dois momentos especiais na história da criação. O primeiro momento foi no início da criação em si. No princípio criou Deus os céus e a terra (Gn 1.1). O outro está em Gênesis 1.27 quando se diz que “Criou Deus, pois o homem à sua imagem, a imagem de Deus o criou...”.

5) Davi usa as duas imagens em sua oração. Na primeira imagem ele se vê como um nada e roga a Deus que faça algo novo em sua vida. Na segunda ele se vê como um boneco de barro sem o fôlego da vida. Então ele roga ao Deus criador que sopre sobre ele o seu רוח ruwach, o seu vento sobrenatural. Ele evoca a ideia de mistério, poder e ação.

6) O último verso que gostaria de fazer menção é o 11: “Não me expulses da tua presença, nem tires de mim o teu Santo Espírito.” O Santo Espírito era considerado um “agente de habilitação” enviado por Deus para pessoas específicas e para situações concretas (veja o relato dos Juízes). Davi viu o que aconteceu com Saul quando dele se retirou o Espírito de habilitação. Davi presenciou o desespero e as crises de Saul bem como a mudança de foco que lhe ocorreu. Davi viu que Saul praticamente perdeu o senso crítico, o juízo e ele, Davi, não queria sofrer a mesma coisa.

III – DEZ PASSOS PRÁTICOS DIANTE DAS DORES DO MINISTÉRIO PASTORAL
1) Explicite para si mesmo e o faça com clareza e com detalhes o seu problema, aquele que lhe causa dor e sofrimento.

2) Procure ajuda o mais rapidamente possível antes que a dor e o sofrimento se instalem definitivamente em você.

3) Fuja da tentação de ser o Todo-Poderoso. Deixe que Deus mesmo desempenhe esse papel que é atributo somente dele.

4) Creia que há muita gente que deposita confiança em você. Sua queda pode ser a queda delas também. Mantenha o foco.

5) Construa amizades e não concorrências. A amizade sincera e confiável é básica no compartilhamento da dor e do sofrimento no ministério pastoral.

6) Esteja onde Deus quer que você esteja e não onde você ache que deveria estar.

7) Quanto maiores são os seus poderes, maiores serão as suas responsabilidades. Deus nos dota com poder sobrenatural.

8) Não se esqueça de que todos nós precisamos de um Natã, alguém de Deus que nos faça voltar a Deus.

9) Esteja disposto a dizer “sim” para Deus e “não” para você. Negar a si mesmo é uma das virtudes daqueles que desejam seguir a Jesus (ver o Advogado do Diabo no seu discurso sobre Deus).

10) Tenha disposição para se posicionar diante de Deus. Abra seu coração para ele e revele os subterrâneos das suas emoções. Ele ama a verdade no íntimo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
1) Reafirmo o que tenho dito ao longo destas duas palestras. O sofrimento faz parte da nossa vida e tudo depende da maneira como nos posicionamos diante dele. Disse-lhes na palestra anterior sobre o espectro de morte que se faz presente diante de uma doença com características letais.

2) Preciso lhe dizer que pela graça de Deus tenho superado isso também, pois a cada dia Deus me tem dado um profundo amor pela vida e uma incrível disposição de passar pelos sofrimentos lutando pela vida.

3) Preciso também lhe dizer que se você está às voltas com a amargura e sofrimento por um ato cometido contra a natureza divina e que vai de encontro à sua vocação, acredite: Há esperanças para você como houve para Davi. Deus adora trabalhar com pássaros de asa quebrada.

4) Deus deseja retirar você do “exílio cinzento” e lhe dar novamente a alegria representada pelas cores da vida. Eugene Peterson em sua paráfrase de Bíblia usada por mim nestas palestras traduz assim o Salmo 51.12: “Traz-me de volta do exílio cinzento, sopra um vento novo em minhas velas.” Clame a Deus e ele fará isso em e por você.

5) Lembre-se da belíssima poesia do hino que diz:

Envolvido em densas trevas
Almejava a luz do céu,
Bem sentindo meus pecados,
minha condição de réu.

Ó meu Mestre poderoso,
Forte e terno Salvador,
Rompe os laços que arruínam
Minha vida, ó meu Senhor!

Pr. David Baeta, o preletor excelente


No Retiro da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, Seção Fluminense, em 2012, o Pr. David Baeta apresentou duas preleções. Além de seu profundo saber nos assuntos que palestrava, neste encontro, compartilhou de suas dores em função da doença que o atacou.

TEMA GERAL: “As Dores do Ministério Pastoral (I Parte)”
TEMA ESPECÍFICO: “Refletindo Sobre o Sofrimento”
Texto Bíblico: Salmo 51
08/05/2012 – Retiro da OPBB/FLU (Rio Bonito/RJ) - David Baêta Motta

CONSIDERAÇÕES INICIAIS
1) Saudações ao amado presidente da OPBB/FLU, a todos os colegas, meu reconhecimento e gratidão pelo convite. Creio ser este um bom momento para mim de compartilhamento de experiências nas Dores do Ministério Pastoral, lembrando que elas não são exclusivas para o pastor, mas em toda e qualquer profissão ou áreas de vida as pessoas têm dores e sofrimentos.

2) Gosto muito de meditar sobre o Salmo 51, à luz do seu contexto maior. Ele tem lições fantásticas para todos nós que vivemos intensamente o ministério pastoral. Minha intenção maior é dividir esta palestra em algumas partes. Tenho aprendido que o “trabalho de púlpito” precisa ser algo “conversacional”. A época dos grandes discursos com citações impactantes e jargões emocionais tem dado lugar a um relacionamento pessoal, ou seja, um púlpito relacional e carregado de pessoalidade.

3) Na primeira parte pretendo fazer uma abordagem de caráter mais geral sobre a perspectiva do sofrimento e a forma pastoral de encará-lo. Minha perspectiva é bastante subjetiva. Quero falar dos sofrimentos internos, das pressões internas que vivemos e que nos afetam de modo profundo.

4) Na segunda parte pretendo fazer uma breve análise exegética do salmo 51, destacando os versos que melhor se enquadram na perspectiva desta palestra. O terceiro momento será de compartilhamento. Para isso, é necessário que você faça suas anotações durante as palestras. Nos meus dois tempos poderei solicitar sua participação a qualquer momento.

TRANSIÇÃO: Como devemos encarar as dores do ministério pastoral? Como encarar o sofrimento?

I – UMA PERSPECTIVA DO SOFRIMENTO HUMANO
1) Dizem que a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional (Carlos Drumond de Andrade). A dor é mais factual e dela se origina o sofrimento. Entretanto, podemos relativizar essa afirmativa quando Paulo afirma que o sofrimento não é opcional e sim algo do tipo instrumental na perspectiva religiosa.

2) Tanto a dor quanto o sofrimento são partes constitutivas de o nosso “moldar da fé”. Paulo disse que (Rm 8.17) “Se somos filhos, então somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória.”

3) A Bíblia não explica e nem elimina o sofrimento em nossas vidas. Tenho dito que a relação de personagens de Hebreus 11 não deveria ser intitulada de “Heróis da Fé”, mas como “sobreviventes dos desertos”, dos sofrimentos. Todos eles tiveram suas noites escuras da alma.

4) Lidamos enquanto pastores com os sofrimentos dos outros, mas não aprendemos, em muitos casos, a lidar com o nosso próprio sofrer. Muitas vezes sofremos devido ao sofrimento. Achamos que somos vítimas das injustiças do mundo. Isto causa perplexidade. Foi o que aconteceu com o “impaciente Jó”. Leia Jó capítulo 3 e veja um homem impaciente quando “caiu a ficha” diante todo o sofrimento que como uma avalanche veio sobre ele.

5) No livro Quando Coisas Ruins Acontecem às Pessoas Boas, escrito pelo rabino Harold S. Kushner, o citado autor fala de uma “aleatoriedade” neste universo. Os problemas não escolhem pessoas específicas para se alojar. A dor e o sofrimento vêm sobre justos e injustos. Eles são inerentes ao ser humano. Faz parte da vida. Agora, não é fácil passar por eles. Não é algo fácil de administrar.

6) Creio que um dos grandes segredos da vida é saber lidar com os sentimentos comórbidos ao sofrimento. Lidar com a ira, o desgosto, o desprezo, o desapontamento, por exemplo, é algo que requer um exercício mental muito grande (lembrar da minha postura no CTI na 2ª cirurgia de fígado).

7) Isto me conduz a um provérbio que em muito me marca e é parte integrante de minha vida (Provérbios 16.32): Melhor é o homem paciente do que o guerreiro, mais vale controlar o seu espírito do que conquistar uma cidade.

II – SOFRIMENTO E ONIPOTÊNCIA PASTORAL
1) Preciso entrar por alguns momentos no cenário maior do meu texto básico. O jovem Davi, pastor de rebanhos, tocador de harpa e exímio na arte de usar uma “funda”, foi ungido por Deus para ser o futuro rei em Israel (1 Samuel 16). Ele saiu de sua zona de conforto e entrou na zona de risco. Diga-se de passagem, que qualquer pessoa que aceita a vocação divina entra na zona de risco ou “zona de fé”.

2) Sintetizando sua trajetória antes do trono, ele encarou a dureza dos irmãos, a ira de Saul a quem ele abençoara, tornou-se desafeto de muita gente, foi perseguido, entrou em depressão, viveu de deserto em deserto, tornou-se mercenário, desejou a morte e teve crises profundas em sua fé. (ler o Salmo 142 – A Mensagem)

3) Quando se tornou rei de todo Israel, unificou as tribos, criou um Estado, organizou o culto, conquistou vários povos e tornou-se senhor de um verdadeiro império. A época de Davi foi considerada a fase áurea em Israel. Jamais houve outra idêntica a ela. Às vezes, quando a gente está no auge da fama, nos momentos altos do ministério, temos a tendência de “relaxar” e, com isto, nos tornarmos alvos fáceis da tentação e dos sentimentos de culpa e vergonha depois do prazer.

4) Em 2 Samuel 11.1, 2, lemos que “um ano depois, na época em que os reis tinham o hábito de sair à guerra, Davi enviou Joabe, seus oficiais e todo o Israel com a missão de eliminar de uma vez por todas os amonitas. Eles cercaram Rabá, mas, dessa vez, Davi permaneceu em Jerusalém. Certo dia, Davi levantou-se do seu descanso da tarde e foi passear no terraço, e viu uma mulher tomando banho, e ela era muito bonita (...) Davi ordenou que a trouxessem”. (A Mensagem).

5) Além de certo relaxamento e ociosidade (levantou-se do seu descanso) vem também o sentimento de onipotência (Davi ordenou que a trouxessem). Não vou entrar agora em detalhes maiores sobre esse texto, mas o farei na próxima palestra. O que vale aqui é afirmar que a onipotência pastoral quando desmistificada causa um tremendo sofrimento àqueles que ainda têm certo grau de sensibilidade espiritual.

6) Por hora, preciso discorrer um pouco sobre dois tipos de pessoas, mais especificamente, dois tipos de pastores: (a) Os que naturalizam o pecado e (b) os que sofrem com os pecados cometidos. Creio que já deu pra notar que estou encaminhando a palestra para o lado das dores no ministério pastoral advindas de comportamentos contrários às metas e responsabilidades da vocação. Os que fazem parte do primeiro grupo classificatório encaixam-se na filosofia do “tô nem aí”. Os outros, ou seja, os do segundo grupo classificatório, sofrem quando caem nas astutas ciladas do diabo.

7) Em certo sentido, e em um primeiro momento, Davi se encaixa no primeiro tipo. Ele era o Rei/Pastor onipotente. Penso que em um dado momento, os pensamentos que povoavam a sua mente eram: Eu sou o rei/pastor, eu faço o que quero e quando quero. Ninguém tem autoridade acima da minha, por isso ninguém há de questionar meus atos. Certamente eu nunca serei descoberto, mas se for eu corto algumas cabeças e todos hão de se calar. Minha postura é muito séria. Ninguém vai desconfiar de mim.

8) A gente aprende que um abismo chama outro abismo (“Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas catadupas; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado sobre mim.” Salmos 42:7). O caos atrai mais caos. Davi tornou-se adultero e assassino. No seu silêncio seu senso de onipotência foi caindo e ele ficou desmascarado (Salmo 32. 3 e 4: Enquanto escondi os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemer. Pois de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; minha força foi se esgotando como em tempo de seca.). É exatamente aí que vem uma profunda dor que repercute no reino (igreja) e na função, no ministério pastoral. A dor vinda do senso de onipotência desmascarada. Diga-se de passagem, que isto acontece com muita gente, até mesmo os que não sofrem com a síndrome da onipotência.

III – O SOFRIMENTO NA PERSPECTIVA SUBJETIVA – UMA QUESTÃO DE POSICIONAMENTO
1) Diz Eugene Peterson que “o sofrimento, por si só, não leva ninguém a um relacionamento mais profundo com Deus. O mais certo é que faça exatamente o contrário, desumanizando e tornando a pessoa cheia de amargura” (O Pastor Que Deus Usa, p.143).

2) Mesmo concordando em parte com o autor acima citado, penso que devemos ter posicionamentos em relação ao sofrimento e a dor no ministério pastoral. Isto para não nos tornarmos desumanos e amargos. Não devemos usá-lo para nos vitimar diante das pessoas. Volto a este tema um pouco mais à frente.

3) Minha questão, a qual abordarei com maiores detalhes na próxima palestra, é que, em um dado momento, Davi precisou se posicionar diante do sofrimento pelo pecado cometido. Retomo aqui o Salmo de Davi onde ele faz confissão e reconhecimento de culpa: “Enquanto escondi os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemer. Pois de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; minha força foi se esgotando como em tempo de seca. Então reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: "Confessarei as minhas transgressões ao Senhor", e tu perdoaste a culpa do meu pecado.” Salmos 32:3-5.

4) Em minha experiência pessoal com o câncer isto se tornou em uma realidade insofismável em termos de posicionamento. Passei pela fase da revolta e desapontamento com Deus. Por favor, não se assustem com isto, pois pessoas da Bíblia também tiveram momentos assim. Por exemplo, Jó no capítulo 3. Mas, há outros; veja, por exemplo, a forma como um salmista se dirige a Deus: Senhor, por que estás tão longe? Por que te escondes em tempos de angústia? (Salmos 10:1 NVI); ou ainda: Levanta-te, ó Eterno! Vais ficar aí dormindo? Acorda! Não importa com o que acontece conosco? Por que cobres o rosto com o travesseiro? Por que agir como se estivesse tudo bem? Aqui estamos, com o rosto na poeira, e uma corda no pescoço. Levanta-te, vem resgatar-nos! Se nos ama tanto assim, ajuda-nos! (Sl 44.23-26 A Mensagem).

5) Passei por aqueles momentos que às vezes pouca coisa ou nada acrescentam em termos de alívio da dor; ao contrário, acrescentam dor a dor, sofrimento ao sofrimento. São aqueles momentos do “por quê?” e “para que?”. Assim como Jó, eu vasculhava minha vida nos mínimos detalhes. Encontrei muitos pecados. Confessei-os ao Senhor. E!!!! o câncer continuou.

6) Não sei se você imagina o sofrimento de alguém que é perseguido diuturnamente pelo espectro da morte. Não sei se você já pensou a extensão da dor, na revolta, da decepção, na vontade de desistir, nos medos, nas angústias, no senso de culpa, e tantos outros sentimentos que acompanham a vida de alguém que se defronta com uma doença letal.

7) Mas, num dado momento, resolvi me posicionar diante do fato do sofrimento e do sofrimento vindo do fato. Disse para Deus: Uma vez que o Senhor não quer me responder, uma vez que o Senhor não está me aliviando deste fardo, então, usa essa doença para a tua glória. Aleluia! Ele tem usado, e como tem usado. E como ele me tem aliviado o fardo. É tudo uma questão de posicionamento.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
1) Um dos episódios dos que mais me surpreendem na história de Davi é aquele em que ele entra na Caverna de Adulão e, de acordo com o que diz Charles Swindoll (Davi; Um Homem Segundo o Coração de Deus), Davi queria morrer naquela úmida e talvez fétida caverna. Ele estava exausto diante das implacáveis perseguições e sofrimentos. Ele estava a viver um grau severo de depressão. Ele olhava à direita e à esquerda e não havia ninguém que o acolhesse: (142.4 – A Mensagem): “Olho para a direita e para a esquerda: não há uma alma que se preocupe com o que acontece.”

2) Ele, em seu sofrimento como foragido de Saul, creio que circunstancialmente se esqueceu de que Deus o ungira para ser rei em Israel. Entra na caverna e deseja a morte. Deus age conosco dos modos os mais inusitados possíveis. De repente, entram na caverna uns 400 homens com uma diversidade de problemas (1 Samuel 22.1, 2).

3) Imagino a situação. Penso em Davi dizendo para Deus: O Senhor está brincando comigo. Isto não pode estar a acontecer. Eu estou a ponto de desfalecer com os meus problemas e o Senhor me manda essas pessoas cheias de problemas, angústias e revoltas para perto de mim! Minha imaginação continua e agora vejo o Senhor falando de alguma forma a Davi: Filho lidere esses homens. Ajude-os em seus problemas e você começará a resgatar algumas coisas que você perdeu nesse tempo.

4) Imagino o ânimo que repentina e miraculosamente tomou conta de Davi. O sofrimento dá lugar ao ânimo e Davi se tornou chefe daqueles homens. Mas a minha imaginação continua: Davi sai da caverna. Não havia uma banda de música esperando por ele, nem fogos de artifícios, nem relâmpagos e trovões nos céus. Lá fora estava tudo a mesma coisa: Os filisteus em seus calcanhares, Saul a persegui-lo sem tréguas. Mas, alguma coisa mudou. Não mudou por fora, mas por dentro: Davi sai da caverna de Adulão ainda como um foragido, mas agora ele tinha certeza de que era um “Foragido que Fora Ungido”. É tudo uma questão de posicionamento.

5) Encerro essa primeira palestra falando de algo muito pessoal. Semana passada, no dia 2/5/12, cheguei a casa depois de uma série de conferências tremendamente abençoada na cidade de Janaúba/MG. Ao chegar fui surpreendido com a notícia que uma nova lesão tumoral (câncer) brotou em outra parte do meu organismo. No dia seguinte sintomas do meu sofrimento começaram a povoar minha mente. Num dado momento “desabei” diante de Deus. Disse a Ele, entre tantas outras palavras, que ele parece ter se esquecido de mim. Terminei de orar e fui a internet ver emails e mensagens. Entro no FB e imediatamente recebo uma mensagem de alguém que até pouco tempo não sabia quem era. Ela disse literalmente: Amado irmão (Is 49.15). Lembre-se, Deus não se esquece do senhor. Ele quer, Ele pode e Ele vai abençoá-lo! Essas palavras não me saem da mente. Louvo a Deus pelos anjos de carne e osso que ele coloca à minha frente e ao me redor. Este é o Deus, o Deus que está presente nas dores do ministério pastoral.

Pr. David Baeta, o intelectual piedoso


Hoje, dia 04 de março de 2014, foi para o céu o Pr. David Baeta. Como lembrou o pr. Tércio Ribeiro de Souza, da Primeira Igreja Batista de Maceió, "não há nada que deixe o céu mais rico, mas com certeza existem perdas que deixam a terra mais pobre". Com David Baeta é assim, a terra está mais pobre.
Nascido em 23/08/1954, completaria 60 anos daqui a 5 meses e 19 dias.

Mas o que mais se admira nele era a capacidade de reunir intelectualidade com piedade. 
Abaixo, resumidamente, mostramos um pouco de sua atuação:

Pastor Titular da Primeira Igreja Batista de Moça Bonita, Bangu, Rio de Janeiro.
1979: Bacharel em Teologia - SEMINÁRIO TEOLÓGICO BATISTA DO SUL DO BRASIL  - RJ
1989: Mestre em Teologia - SEMINÁRIO TEOLÓGICO BATISTA DO SUL DO BRASIL -  RJ
1995 - Licenciatura Plena em História - FAFILE - MG
2006 - Psicologia - Estácio - RJ

Cursos Extracurriculares:
Psicanálise Clínica;
Informática - Word, Excel, Internet; Power Point
Inglês;

Habilitações:
·    Professor e Diretor Acadêmico do Seminário Teológico Batista Mineiro (Até 1991)
·    Professor do Seminário Batista Fluminense (Até 1997)
·    Professor do Seminário  Teológico Batista do Sul do Brasil
·    Escritor de Revistas para JUERP, EXPOSIÇÃO E VIDA PLENA
·    Autor do livro "Entre a Murmuração e a Glória; Reflexões Bíblicas e Existenciais Sobre Moisés".
·    Palestrante e Conferencista

Experiência Profissional:
Professor de Teologia em nível de Mestrado, Pós-Graduação e Lato Sensu: Seminário Teológico Batista Mineiro, Seminário Teológico Batista Fluminense e Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil

Experiência Denominacional:
Convenção Batista Mineira: 1º Secretário, 1º Vice-Presidente e orador em vários eventos;
Convenção Batista Fluminense: 1º Vice-Presidente, Presidente e Orador em vários eventos;
Convenção Batista Carioca: 1º Vice-Presidente, Presidente e Orador de vários eventos;
Convenção Batista Brasileira: Atual 3o Vice-Presidente;
Ordem dos Pastores Batistas do Brasil: Presidente;
Junta Administrativa do S.T.B.S.B: Presidente por três mandatos consecutivos.

terça-feira, 4 de março de 2014

Pr. David Baeta foi para os braços do Pai


Assim a família comunicou o falecimento do Pr. DAVID BAETA. O culto acontecerá as 11h no templo da PIB de Moça Bonita. Maiores informações mais tarde.

segunda-feira, 3 de março de 2014

domingo, 2 de março de 2014

Notícias do Pr. David Baeta


A irmã Jane Esther Paula Rosa postou no seu perfil do FACEBOOK a mensagem abaixo:

Informações do Pr. David Baeta (Domingo 02/03/2014 - 11h30m) dada pelo irmão Marcos Cristiano Neves: "O Pastor continua hospitalizado em estado irreversível de prostração, está muito fraco, mas se alimentando, sem dores, lúcido e declarando em paz que essa doença seja pra glória de Deus. Como guerreiro que é continua conversando com a esposa, irmã Rosângela Baeta e familiares em tom bem baixo, mas com o absoluta tranquilidade emocional e espiritual. Continuemos orando por ele e pela família".

Continuemos em oração!

sábado, 1 de março de 2014

"Pr. David Baeta está se despedindo"

A notícia é triste, mas foi assim que sua esposa Rosângela postou no seu perfil do Facebook (leia a nota na íntegra em vermelho).
Vamos orar para que Deus use o momento para a glória d'Ele.


"Queridos amigos, maridão amado David Baeta começa a se despedir de nós. O médico informa que o estado de prostração é irreversível. Mas como sempre ele, um lutador, continua se alimentando, conversando baixinho, e em paz dizendo que essa sua doença seja para Glória de Deus. Ao nosso grande Deus que nos sustenta seja a honra e a glória e a oração constante que Ele cumpra em nós o Seu propósito e a gratidão pela paz e equilíbrio emocional que tem dado a toda família. Podemos cantar juntos: "quão grande é o Senhor" e continuar contando "cada momento, sou teu, oh Senhor".

E Loureiro Neto assumiu posição


Ouvia o programa Bom Dia Litoral, 94.5 FM - Cabo Frio - apresentado por Ademiltom Ferreira. Um dos quadros tem Loureiro Neto, jornalista e apresentador de programa na Rádio Globo, como comentarista de fatos do dia. Um dos assuntos era a liberação pela PM de candidatos com tatuagem poderem se inscrever para concurso. Até então não era permitido.

Conversa vai, conversa vem e Ademiltom indaga sobre sua opinião. Responde o respeitado radialista: “Olha, respeito quem gosta, mas eu não gosto, negócio de tatuagem, tô fora”. Ademiltom insiste: “E se o filho quiser colocar?”. Loureiro rebate: “Ah, não coloca mesmo, ele é obediente, sabe do que o pai gosta e não vai querer desagradar ao pai”. “E brinquinho, o filho pode colocar?”, dispara Ademiltom. “Ih, quer saber de uma coisa, respeito quem gosta, podem me chamar de quadrado, de antiquado, de careta, mas não coloca brinquinho não!”.

O assunto se desenvolve, tendo como foco uma declaração de Sidney Magal a respeito de relacionamento homossexual e algumas revelações sobre suas possíveis intenções com dois artistas conhecidos pela beleza física. Loureiro é implacável: “Pois é, o Magal é casado, tem três filhos, e como que eles ficam ouvindo essas coisas do pai? Além do mais, fulano (omito o nome para preservar o artista) é casado com sicrana e pega mal”. Repetiu Loureiro: “Podem me chamar de quadrado, de antiquado, de careta, do que quiserem, mas eu não concordo com essas coisas”.

Sinceramente, fiquei de boca aberta com Loureiro Neto. Há algum tempo, tive rápido contato com ele. Se pudesse, teria outro para lhe abraçar pessoalmente. Sua influência como jornalista e radialista é muito grande e sua tomada de posição deve ter levado muita gente a pensar com mais seriedade sobre o assunto. É bom ver gente da mídia com coragem para apresentar suas convicções. Via de regra, eles, argumentando imparcialidade e respeito a todas as pessoas, ficam em cima do muro. Loureiro não, gritou, em alto e bom som, sou contra! Para se respeitar alguém, não precisa fugir da responsabilidade de emitir suas convicções. Por outro lado, emitir opinião contrária não significa desrespeitar quem pensa diferente. Atacar o pecado não significa atacar o pecador. “Quem tiver sem pecado, atire a primeira pedra”, disse o único que nunca pecou, mostrando-nos que o pecado é que precisa ser atacado, não a pessoa.

Ao que me consta, Loureiro não é evangélico, mas muitos evangélicos deveriam aprender com ele. Soube até de grupos chamados evangélicos que apregoam receber todos os que desejarem sem necessidade de mudança de vida, mesmo com a prática da homossexualidade e outras práticas contrárias ao que ensina a Bíblia. É uma aberração! A Bíblia enfatiza: “Não erreis. Deus não se deixa escarnecer. Tudo que homem semear, isso, também ceifará” - Gl 6.7.

De alguém que tenta sempre assumir posição.

*Crônica escrita em 2005.