sábado, 21 de julho de 2018

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Convenção Batista Carioca e Convenção Batista Brasileira emitem nota repudiando atitude do Prefeito da cidade do Rio de Janeiro


Nota de Esclarecimento
Convenção Batista Carioca
e Convenção Batista Brasileira

A Convenção Batista Carioca e a Convenção Batista Brasileira, ambas representando as igrejas batistas da cidade do Rio de Janeiro e do Brasil, respectivamente, no propósito de planejar e coordenar as atividades de caráter missionário e de ação social dos batistas, vem a público se manifestar em referência aos últimos acontecimentos, amplamente divulgados pela mídia, no tocante ao favorecimento específico de igrejas evangélicas na prestação de serviços públicos oferecidos pela Prefeitura do Rio de Janeiro na área de saúde e em setores ligados à administração municipal.

Os batistas, desde suas origens no século XVII, sempre defenderam a liberdade religiosa, pela qual cada pessoa é livre para escolher o credo que deseja abraçar, respondendo tão somente à sua consciência individual, e a consequente separação entre igrejas e Estado. Por essa razão, entendemos que o Estado não deve interferir em questões religiosas ou eclesiásticas, muito menos adotar esta ou aquela fé como confissão oficial. Ao mesmo tempo, os cristãos devem cumprir seus deveres de cidadãos, sem utilizar-se das instituições do Estado na obtenção de vantagens indevidas ou que sejam discriminatórias e injustas quanto aos direitos da população em geral. Desse modo, não aceitamos, nem apoiamos práticas que contrariem os princípios acima mencionados, seja da parte dos governantes, seja do lado de representantes ou líderes eclesiásticos.

Esperamos, pois, que as autoridades públicas exerçam seu papel com a integridade e o senso de justiça que a elas competem, bem como que pastores e igrejas ajam sempre com a postura ética e a consciência de cidadania que a própria Palavra de Deus, nossa regra comum de fé e conduta, ensina em suas páginas sagradas. Cremos que somente assim contribuiremos com eficácia e bons resultados para uma cidade mais justa, segura e próspera.

Rio de Janeiro, 12 de julho de 2018.

Pr. João Reinaldo Purin Junior
Presidente da Convenção Batista Carioca

Pr. Sócrates Oliveira de Souza
Diretor Executivo da Convenção Batista Brasileira

terça-feira, 10 de julho de 2018

Milagres - I


O doutor Lucas, em seu evangelho, capítulo dezessete, registra que o destino de Jesus era Jerusalém, passa por Samaria e Galileia e, ao entrar numa aldeia, saem-lhe ao encontro dez homens leprosos. Eles para de longe e começam a gritar: “Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós!”.

Os dez estavam juntos. Juntos no sofrimento. Juntos na dor. Juntos na necessidade. Todos tinham o mesmo problema e não importava se era rico ou pobre, letrado ou iletrado, os dez estavam juntos. Juntos, eles clamam! Juntos, eles suplicam socorro! Juntos, eles recorrem ao médico dos médicos, Jesus. É no meio de lutas e problemas que se vê maior solidariedade.

São obrigados a ficarem longe. Não podiam se aproximar. Naquele tempo, a lepra era uma doença incurável e o leproso considerado impuro. Tinha que ficar isolado e, quando estivesse perto do público, precisava tocar um sino, sinal que ali estava um leproso.

Para eles, não havia esperança! A medicina da época era impotente para curá-los! O fim era esperado e o sofrimento cada vez mais intenso.

“Tem misericórdia, Jesus!”, era o clamor. Em misericórdia, tem-se miséria. Mas, também, coração! É Jesus percebendo a miséria humana com seu terno coração.

Que miséria aflige você agora? Clame a Jesus!

sábado, 7 de julho de 2018

A superstição do Galvão



            Eu não sou supersticioso. Mas, desde a manhã, pressentia que o dia de hoje não seria legal para o futebol brasileiro na Copa na Rússia. Ao chegar para o expediente de trabalho, leio a crônica “As cartomantes”, de Olavo Bilac.
            Dela, extraio um fragmento que despertou a atenção:

“Há quem pense que, com o progredir da civilização, diminui o número dos supersticiosos. Completa ilusão. Nunca houve tantos supersticiosos e tantas superstições como agora. A civilização causa o naufrágio e a bancarrota das religiões, mas não aplaca esta sede de saber e esta ânsia de compreender que ainda não foram satisfeitas. Morrem e sucedem-se as religiões, mas não se altera o instinto religioso; reformam-se as superstições, mas a Superstição é eterna”.

      Volto à casa para o almoço e vejo os minutos finais da eliminação do Uruguai, penúltimo time sulamericano na Copa. Logo depois, seria Brasil x Bélgica.
        Enquanto a bola não rola, vejo alguns comentários dos sempre lúcidos narrador e comentaristas da plim-plim. Um deles me desperta a atenção. Tentarei resumir:

“O Zagalo é uma legenda do futebol. É o único tetra brasileiro. Ele foi a sete finais de Copa, considerando que as semis são finais, logicamente. Se há alguém no futebol mundial que é vencedor, esse é o nosso Zagalo. E ele disse algo que a gente tem que considerar: juntando as letras de .... (o narrador se esqueceu) dá o número 13. Parece que é ‘faltam três jogos’, não, não dá. É, ele falou, mas não estou me lembrando!”.

            Pauta que segue e a animação tem que continuar. “Vamos chamar os repórteres, é o Brasil rumo ao Hexa!”, brada o narrador mais querido do Brasil. Chega o repórter, ouvidos são alguns brasileiros, animação geral, palpites de placar cada vez mais elásticos e, para finalizar, o repórter profetiza: “Brasil Bélgica, 13 letras!”.
            Foi o suficiente para o narrador se inflamar: “Tá aí, 13 letras, Brasil Bélgica, eu sabia, eu sabia, tinha 13 letras!”. Fiquei matutando com meus botões: “Brasil Bélgica. Só grafado assim mesmo! Não pode ser: Brasil x Bélgica, nem Brasil e Bélgica”.
            Mas, vida que segue, ou bola que rola. Primeiro gol da Bélgica: 13 minutos do primeiro tempo. Já seria o bastante. Mas, vem o segundo gol belga: 31 minutos. 31 invertido dá 13. Os pressentimentos estavam se confirmando.
            Mas eis que surge uma pontinha de esperança! Esperança é componente da superstição? Deixa pra lá! Renato Augusto diminui aos 31 do segundo tempo. Olhe o 13 de novo. E sabe quantas letras tem o nome do autor do gol? 13. Final de jogo, Bélgica venceu! Ih, 13 letras de novo. E tem quem acredite que o hexa virá em 2022. Some os numerais.
            Essa história de superstição é trairagem, pode dar lá, como pode dar cá! O fato mesmo é que “não é dos ligeiros a carreira, nem dos valentes, a peleja, nem tampouco dos sábios, o pão, nem ainda dos prudentes, a riqueza, nem dos inteligentes o favor, mas que o tempo e a sorte pertencem a todos” - Eclesiastes 9.11.
              E o que li de gente não supersticiosa relacionando que o 13 acabou com o Brasil não está no gibi! Mas se esquece que os dois nomes principais de seu candidato podem ser grafados com 13 letras.
               

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Abertura da Campanha Geral de Missões

Senhorio


Quem deseja ser bem-sucedido precisa trilhar o caminho da submissão.

Assim como todo líder é um excelente liderado, todo senhor é um excelente servo. Haja vista o exemplo de Jesus. Ele mesmo declarou: “Eu não vim para ser servido, mas para servir”.

Lucas 9.23 registra: “E dizia a todos: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me”. Negue-se a sim mesmo - renúncia de seu eu, tome cada dia a sua cruz - comprometimento diário e siga-me - atitude.

Apesar de todo currículo, ao se encontrar com Cristo, Paulo submete-se: “Senhor, que queres que eu faça?”. Ouviu de Jesus: “Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer”.

E Paulo vai conduzido por outros, tateando, por causa da cegueira temporária. É possível que na mente de Paulo tenha surgido uma imaginação: “Serei recebido por uma coluna do cristianismo!”. Quem o recebe? Um desconhecido: Ananias. E é ele quem impõe as mãos sobre Paulo e as escamas saltam de seus olhos e volta a enxergar. É a única vez que Ananias aparece na Bíblia, em outra vez é citado pelo apóstolo.

O grande apóstolo Paulo estava aprendendo sobre senhorio para se tornar um grande líder. Aceite o senhorio de Jesus na sua vida.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Entusiasmo


Etmologicamente, entusiasmo é Em + Teós, em Deus. Entusiasmado, então, é estar em Deus. Deixando de lado o conceito, todos sabem como é a pessoa entusiasmada. Não baixa a cabeça diante dos desafios e está sempre disposta e, com alegria, prossegue.

Dois tipos de entusiasmo são sugeridos: o endógeno, que é gerado dentro do próprio indivíduo e o exógeno, que depende de um estímulo externo, chamado comumente de motivação. Nesse caso, parece mais incentivo.

O entusiasmo não é uma atitude alcançada como um dom e sempre acontecerá. Por si só, não permanece. É preciso ser reabastecido com desafios, metas e não admite o “deitar em berço esplêndido”, esperando as coisas acontecerem. A cada dia necessita de alimento e só uma pessoa decidida a lutar o experimentará.

Edward B. Butler afirmou: “Certos homens têm entusiasmo por 30 minutos, outros por 30 dias, mas é o homem que tem entusiasmo por 30 anos que faz de sua vida um sucesso”.

A biografia de Paulo, o apóstolo da Bíblia, sugere alguém sempre entusiasmado. Veja a declaração dele: “Em nada tenho a minha vida por preciosa, desde que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus” - Atos 20.24.

Entusiasme-se com você e com o que você faz.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Gratidão



O poeta inglês, nascido no final do Século XVI, George Herbert, declarou: “Senhor, Tu tens me dado tanto, dá-me uma coisa a mais - um coração agradecido”.

Seu pedido, embora pertinente, haja vista a tendência humana de ser pródiga em pedir e mesquinha em agradecer, é uma atitude imatura, revelando uma transferência de responsabilidade. Quem recebe, tem obrigação de agradecer. Mas não é uma obrigação imposta, cobrada, é moral, espontânea.

Para Edith Booth, “quando Deus mede um homem, Ele passa a fita métrica em volta do seu coração agradecido, e não em torno de sua cabeça!”.

Em todo o tempo, Deus abençoa o ser humano. Em ações, muitas vezes não percebidas, a boa mão do Senhor age em seu favor. Na linguagem do salmista, “bendito seja o Senhor que de dia em dia nos cumula de benefícios” - Salmo 68.19. Em outra versão, lemos: “Bendito seja Deus que diariamente leva a nossa carga”. E, muitas[N1]  vezes, a carga é pesada demais.

Nenhum mérito há em receber as bênçãos do Senhor, “porque Ele faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos” - Mateus 5.45.

Nossa gratidão deve glorificar a Deus e gerar serviço ao próximo. Independente das circunstâncias, agradeça. “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” - I Tessalonicenses 5.18.

domingo, 1 de julho de 2018

Perseverança

“A primeira impressão é a que fica”, bradam alguns motivadores. Mentira. A impressão que fica é a primeira, é a do meio e é a última. E pode ser que esta confirme ou anule as anteriores.

São Tomás de Aquino orava: “Dá-me, Senhor, agudeza para entender, capacidade para reter, método e faculdade para aprender, sutileza para interpretar, graça e abundância para falar. Dá-me, Senhor, acerto ao começar, direção ao progredir e perfeição ao concluir”.

L. J. Actis orientava: “Não desanime. Muitas vezes é a última chave do molho que abre a fechadura. Quer ser alguém? Quer valer algo? Forje uma vontade de aço, incontrastável, que não queira ceder nem diante dos vagalhões dos contratempos, nem diante das carícias dos elogios”.

Para Davi, “esperar com paciência no Senhor” era a chave para a inclinação do Eterno e a certeza de ter seu clamor ouvido. Deve-se destacar que esperar com paciência significa esperar com perseverança ou confiantemente.

Do escritor aos Hebreus, capítulo 12.1, temos: “Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta”.

Persevere na caminhada, ainda que seja doloroso.