sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Eu sou o Alfa


            Apocalipse 1.8 registra: “Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso”.
            A expressão “Alfa e Ômega” aparece apenas em trechos no livro de Apocalipse. Está relacionada a Jesus.
O apóstolo João destaca que “no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne, habitou entre nós e vimos a sua glória como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” - João 1.1 e 14.
No registro de Colossenses 1.17, “Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste”.
Qual o efeito prático disso? Há 365 dias, por ser ano bissexto, iniciava-se um novo período na caminhada pelo calendário adotado. Expectativas, preocupações, dúvidas, apreensões e projetos faziam parte dos planos. Jesus estava naquele momento acompanhando tudo. Tendo sido consultado e obedecido ou não é outra história, mas estava lá. E fez parte da caminhada até aqui. Pode ser que, na maioria do tempo, deixado de lado e as decisões tomadas sem orientação d’Ele.

Como ensina o adágio popular, não adianta chorar o leite derramado, agora é limpar o fogão ou chão e prosseguir. Independente de como se tenha empreendido a caminhada, ele acompanhou, cuidou, guardou e livrou de situações desconfortáveis. A lição é que se pode iniciar outra caminhada de modo diferente se Jesus não esteve no comando. Dê lugar a ele, vale a pena.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Sobre ir ao templo



            A mensagem de hoje é uma daquelas que se recebe nas redes sociais:

Um frequentador de uma igreja escreveu a seguinte mensagem para um jornal: “Eu tenho ido à igreja por 30 anos e durante este tempo devo ter ouvido umas 3.000 pregações, mas com exceção de uma ou outra, eu não consigo lembrar da maioria delas. Por isso, acho que estou perdendo meu tempo e os pastores também estão desperdiçando seu tempo!”.
A matéria divulgada no jornal gerou uma grande discussão, resultando em uma sábia resposta de outro leitor, que igualmente foi divulgada: “Estou casado há mais de 30 anos e durante esse tempo minha esposa deve ter cozinhado umas 9.000 refeições. Mas, com exceção de uma ou outra, eu não consigo me lembrar da maioria delas, mas de uma coisa eu sei: todas elas me nutriram, me alimentaram e me deram a força necessária para fazer minhas atividades. Sem essas refeições, eu e nossos filhos estaríamos desnutridos, fracos, desanimados ou até mortos. Da mesma maneira, se eu não tivesse ido ao templo para alimentar minha vida, minha alma e a da minha família, estaríamos hoje em terríveis condições espirituais!".

A Bíblia orienta: “Portanto, não deixemos de nos reunir como igreja, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Grande Dia" - Hebreus 10.25.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Alegria na alegria do outro

Georges Bernanos, escritor e jornalista francês, cunhou o seguinte pensamento: “Saber encontrar a alegria na alegria dos outros, é o segredo da felicidade”.

Não é fácil alegrar-se com a alegria do outro. Mas não é impossível. Também é fato que atitude assim não acontece com uma decisão, tipo uma canetada. A pessoa não acorda e diz “a partir de hoje, me alegrarei com a alegria do outro”. É um processo.

Sendo um processo, passa por várias etapas, algumas custosas.

Primeiro, ninguém se alegra com a alegria do outro se não experimentar a alegria consigo. “Não há alegria pública que valha uma boa alegria particular”, sentenciou o maior escritor brasileiro, Machado de Assis.

Também, a conquista do outro, muitas vezes, traz mais benefícios para outras pessoas do que para ela própria. Exemplo: um médico que se alegra pela formatura. Quantas vidas serão alcançadas com sua conquista? Alegrar-se com sua formatura dele é sinal de inteligência.

Terceiro, como destacou Johann Goethe, “a alegria não está nas coisas, está em nós”. Quanto mais aproximação do materialismo menos chance de alegria consigo e com a alegria do outro.

Não tenha pressa! Converse com aquele que é a essência da alegria, Jesus, e peça-lhe a capacidade de alegrar-se tanto com a alegria do outro como se fosse sua.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Triste história


            Carinhosamente, uma ouvinte me enviou mensagem sobre o Café com Cristo de ontem: “Que história triste, pastor!”.
            Respondi-lhe: “É, a vida é assim mesmo, não é feita só de histórias alegres!”. Ela concordou.
            Logicamente que todos desejam uma vida calma, serena e tranquila, mas nem sempre é assim. Muitas vezes, batalhas renhidas, lutas cruéis, temporais violentos e dores lancinantes atravessam a vida, tiram o chão e é como se a abóbada celeste caísse sobre nossa cabeça.
            Diante de situações assim, alguns reagem medrosamente. Outros, corajosamente. Uns fazem da caminhada o livro de Lamentações de Jeremias Contemporâneo. Outros, a Carta Moderna aos Filipenses, uma exaltação da alegria.
            Davi, aquele camelô da cidade do Rio que ficou famoso e, que segundo seu testemunho, pela ida aos Estados Unidos, passou a se chamar DAVID CAMELOT, “a vida só é dura para quem é mole”. Não é insensibilidade, mas, provavelmente, uma oportuna aplicação de Provérbios 24.10: “Se te deixas abater no dia da adversidade, minguada é a tua força”. Em outra versão, temos: “Se te mostras frouxo no dia da angústia, quão pequena é a tua força!”.

            A vida é feita também de momentos ruins, mas os momentos bons estão em maior escala. Por isso, força, fé e coragem. Prossiga, a estrada é longa.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Eu não gosto de você, Papai Noel

            É do talentoso alagoano Aldemar Paiva o texto de hoje:
           
Eu não gosto de você Papai Noel!
Também não gosto desse seu papel de vender ilusão pra burguesia.
Se os meninos pobres da cidade soubessem o desprezo que você tem pelos humildes, pela humildade, eu acho que eles jogavam pedra em sua fantasia.
Talvez você não se lembre mais, eu cresci, me tornei rapaz, sem nunca esquecer daquilo que passou.
Eu lhe escrevi um bilhete pedindo o meu presente.
À noite inteira eu esperei contente.
Chegou o sol, mas você não chegou. Dias depois meu pobre pai cansado me trouxe um trenzinho velho, enferrujado, pôs na minha mão e falou: Tome filho, é pra você. Foi Papai Noel que mandou!
E vi quando ele disfarçou umas lágrimas com a mão. Eu inocente e alegre, nesse caso, pensei que meu bilhete, embora com atraso, tinha chegado em suas mãos no fim do mês.
Limpei ele bem limpado, dei corda, o trenzinho partiu, deu muitas voltas. O meu pai então se riu e me abraçou pela ultima vez. O resto eu só pude compreender depois que cresci e vi as coisas com a realidade.
Um dia meu pai chegou assim pra mim como quem tá com medo e falou: “Filho, me dá aqui seu brinquedo, eu vou trocar por outro na cidade”.
Então eu entreguei o meu trenzinho quase a soluçar, como quem não quer abandonar um mimo, um mimo que lhe deu quem lhe quer bem.
Eu supliquei. Pai, eu não quero outro brinquedo, eu quero meu trenzinho. Não vai leva meu trem pai!
Meu pai calou-se e de seu rosto desceu uma lágrima que até hoje creio tão pura e santa, assim só Deus chorou. Ele saiu correndo, bateu a porta assim como um doido varrido. A minha mãe gritou: José! José! José… Ele nem deu ouvido, foi-se embora e nunca mais voltou…
Você! Papai Noel, me transformou num homem que a infância arruinou… Sem pai e sem brinquedo,
Afinal, dos meus presentes não há um que sobre da riqueza de um menino pobre, que sonha o ano inteiro com a noite de Natal! Meu pobre pai, mal vestido, pra não me ver naquele dia desiludido, pagou bem caro a minha ilusão…
Num gesto nobre, humano e decisivo, ele foi longe demais pra me trazer aquele lenitivo; tinha roubado aquele trenzinho do filho do patrão! Quando ele sumiu, eu pensei que ele tinha viajado, só depois de eu grande, minha mãe em prantos me contou… que ele foi preso, coitado!
E transformado em réu. Ninguém pra absolver meu pai se atrevia. Ele foi definhando na cadeia até que um dia, Nosso Senhor… Deus nosso Pai… Jesus entrou em sua cela e libertou ele pro céu.


            O Papai Noel pode decepcionar você. O Papai do Céu, Jesus, nunca decepcionará!

domingo, 25 de dezembro de 2016

Há Natal e há Natal


A data comemorativa é a mesma para todos, independente das motivações. Mas há Natal e há Natal.
            
Há o Natal Comercial, seu lema é o faturamento, o lucro.
Há o Natal Intelectual, seu discurso é teórico e filosófico.
Há o Natal Revolucionário, sua intenção é jogar água fria em quem comemora.
Há o Natal Troca de Favores, seu conteúdo é retribuir a quem realizou um favor.
Há o Natal Compulsivo, sua razão é comprar, comer, beber, beber, comer, comprar.
Há o Natal Solidário, sua ação alcança o necessitado. Nem sempre necessidade do material, mas do abraço caloroso, do sorriso espontâneo, do aconchego carinhoso, do aperto de mãos intenso, do perdão concedido, da amizade renovada, do companheirismo estabelecido, do diálogo maduro.
Há o Natal ofertório, sua realidade é a doação, oferta suave.
Há Natal em que o aniversariante fica distante. Natal é Jesus. Natal é Cristo. Natal é Jesus Cristo. Sem Ele, não há Natal.

Imagine se, humanamente, Ele pudesse ser visto no seu Natal. Como Ele se sentiria?Imagine se Ele te chamasse em particular e comentasse sobre o seu Natal! Como você se sentiria?
Imagine se Ele desse uma saudação no seu Natal! Como todos os se sentiriam?

Que Natal você comemora?

Então, é Natal!

           

Num objetivo e belo texto, Elaine Cristina Pacheco resumiu as razões para se comemorar o Natal.

Por que comemorar o Natal?
Todos os dias, encontram-se diversas razões para comemorações. Fôssemos enumerar, um dia é pouco! Mas, o Natal, é uma das datas mais significativas a ser comemorada.
A Bíblia diz: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho Único, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna".
O Filho é Jesus Cristo! Ele veio por uma razão importantíssima: AMOR!
Fomos presenteados por Deus: DEU SEU FILHO!
Com uma condição justa: TODO O QUE CRÊ!
Com um objetivo: SALVAR!
Com uma promessa: VIDA ETERNA!
Portanto, Natal é tempo de comemorar e nos alegrar pelo CRISTO nascido de DEUS por nós e para nós.
Que o verdadeiro motivo do Natal, JESUS CRISTO, possa nascer em cada coração, sendo comemorado todos os dias dos anos que nos esperam.
Deus abençoe nosso Natal! JESUS NASCEU, NOS ALEGREMOS NELE!

Há o Natal imposto pelo calendário. E há o Natal estilo de vida. Você pode experimentar o Natal do calendário e pode vivenciar o Natal estilo de vida. O primeiro, uma vez por ano. O segundo, todos os dias.
Natal é a promessa do passado, o significado do presente e a certeza do futuro. É mais do que uma celebração anual, é vida todos os dias.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Gratidão

É mais fácil realçar a ingratidão do que a gratidão. Constantemente, registram-se comentários e lamentos sobre decepções e reclamações, revelando, impiedosamente, ingratidão. A cultura popular destaca que um favor não feito é capaz de fazer esquecer noventa e nove realizados.

Hoje, fora a ingratidão, e dentro a gratidão.

Agradeça a Deus a bênção da vida, a saúde, o evangelho, a Igreja, a família, o pão que não falta, o ar que respira.

Agradeça à família a companhia presente, as necessidades compartilhadas e o crescimento mútuo.

Agradeça aos amigos a solidariedade nos momentos sombrios.

Agradeça ao patrão a oportunidade de emprego e ao empregado a parceria no lucro.

Agradeça ao cliente a confiança no seu serviço.

Agradeça ao colega de trabalho o caminhar cauteloso com tarefas a serem aprendidas.

Agradeça aos pais a atenção quando era incapaz de cuidar-se.

Agradeça aos filhos a oportunidade de tornar-se melhor pessoa.

Agradeça ao cônjuge o carinho demonstrado em várias faces e fases da vida.

Agradeça ao gari limpar a cidade, muitos, infelizmente, com salários atrasados.

Agradeça ao desconhecido a oportunidade de fazer nova amizade.

A lista é quilométrica, apenas uma sinalização de quantos motivos se tem para agradecer. Ah, e materialize sua gratidão, pois, segundo George Herbert, “a gratidão tem três formas: um sentimento no coração, uma expressão em palavras e uma dádiva em retorno”.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Eu, o escultor


Há quem atribua a autoria do texto a seguir a Charles Chaplin. Não se tem confirmação disso. Mas que é interessante, sem dúvida:

“Hoje, levantei cedo, pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia-noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim”.
            Ressalvando que nem tudo depende só de mim, é fato que precisamos ter atitude para encararmos a vida com alegria e determinação!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Precipitação

Era garoto e soube de um irmão em Cristo que recebia disciplina da Igreja. Seu erro: fumar uns cigarrinhos. Passado um tempo, concluiu-se que não era verdade. O que ocorrera é que, levantando-se muito cedo para tirar leite das vacas, ao caminhar, exalava uma fumacinha, que nada mais era que um vapor, contrastando com a temperatura fria do exterior.

René Descartes recomendou: “Deve-se evitar toda precipitação e todo preconceito ao se analisar um assunto e só ter por verdadeiro o que for claro e distinto”.

Schopenhauer acreditava: “O perfeito homem do mundo seria aquele que jamais hesitasse por indecisão e nunca agisse por precipitação”.

O contestado filósofo Nietzsche preveniu: “Raras vezes se incorre numa só precipitação. Na primeira, vai-se sempre longe demais. Precisamente, por isso se costuma incorrer logo numa segunda”.

A precipitação é a via contrária da sobriedade, é inimiga do equilíbrio, adversária do bom senso.             É preferível cometer o erro da postergação a cometer o erro da precipitação. Aquele pode ser reparado com velocidade maior no futuro. Este, no caso de equívoco, trará alguns danos que jamais serão anulados.

Antes de concluir, agir, tomar partido, conte até dez. Mas não conte assim: “1,2,3,4,5,6,7,8,9,10”. Faça desse jeito: “Um... dois... três... quatro... cinco... seis... sete... oito... nove... dez”.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

268 horas


            Ao escrever este texto faltavam 268 horas para o fim deste ano. É possível que, ao ouvi-lo, faltem menos ainda. Interessante observar que, num momento de 2016, faltavam 268 dias. E eles, minuto a minuto, foram passando.
            Passou rápido? Alguns concluem que sim. Outros, assim como eu, que o tempo é o mesmo, faltando planejamento e aproveitamento melhor dele. Ontem, por exemplo, ouvi de um senhor: “Este ano passou a 300 km por hora!”. A velha declaração “o ano passou voando, já acabou, nem deu para perceber e eu não fiz nada” se faz presente com a mesma intensidade de anos outrora.
            Quem deseja realizar algo relevante precisa estar atento ao aproveitamento do tempo. Veja o pensamento, segundo alguns, oriental: “Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida”. Oportunidade perdida relaciona-se com aproveitamento do tempo.
            Raciocine um pouco: quanto tempo seu é investido com banalidades no uso das redes sociais? Não, não as satanizo, apenas reflexão sobre o bom uso delas. 2 minutos num vídeo aqui, mais dois e meio noutro ali, outros cinco numa reportagem aqui, e mais outro, mais outro, além dos bate-papos, no final do dia, horas que, bem administradas, poderiam seu usadas para leitura de um livro e atividades realmente singulares.
            O conselho do apóstolo é sempre saudável: “Remindo o tempo; porquanto os dias são maus” - Efésios 5.16.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Gangorra Espiritual - Última parte


Dispensados os soldados de Israel, que voltaram para casa enfurecidos, conforme registro em II Crônicas 25, Amazias vai à guerra e é bem sucedido, alcançando vitória significativa. Mais uma vez, em sua gangorra espiritual, o rei desce: “traz consigo os objetos de cultos pagãos, adota-os como seus deuses prostra-se diante deles e queima-lhes incenso”.
Um profeta da parte do Senhor o adverte: “Por que buscaste deuses deste povo, os quais não livraram o seu próprio povo da tua mão?”. Na descida vertiginosa de sua gangorra espiritual, Amazias chega à insensibilidade. Responde ao profeta: “Puseram-te por conselheiro do rei? Cala-te! Por que haveria de ser ferido?”. Ouviu dele: “Bem vejo eu que já Deus deliberou destruir-te; porquanto fizeste isto, e não deste ouvidos ao meu conselho”. O final de sua história já é sabido: trágico, como sempre é na vida de quem desobedece a Deus.
Administrar o sucesso, a vitória esmagadora, os fantásticos resultados tornam-se grande desafio para o ser humano. Muitos, num contexto semelhante, se esquecem de quem o guindou, quem o abençoou, quem é o governante moral da História e distanciam-se tanto que surpreende aos desprovidos de onisciência.
É perigoso demais assumir uma trajetória experimentando a gangorra espiritual, sempre terminará por baixo.

A gangorra espiritual traz grande males.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Bíblia Sagrada

            Estava em Nova Friburgo, Rio de Janeiro, alguns anos atrás para compromissos eclesiásticos. Na pousada em que me hospedei, da janela, percebi, certa manhã, que um fusquinha tinha no seu painel, bem pertinho do vidro dianteiro, uma Bíblia. Pensei tratar-se de algum hóspede que estava na cidade para o mesmo compromisso. Chegando à recepção, conversei com o atendente sobre o episódio e fui informado que o carro era seu. A razão: a Bíblia dava sorte.
         Numa escola em que trabalhei, percebi que uma edição da palavra de Deus ficava aberta sempre no Salmo 91 num bonito Porta-Bíblia. Conversando com uma professora, soube que a razão era expulsar coisas ruins. Reverentemente, sempre que passava por ali, mudava a página.
          Embora a atitude seja simpática e, até reverente para alguns, na verdade, diminui o valor da Bíblia. Ela não é um amuleto que traz sorte, espanta mal olhado e muda circunstância por si só. Diz o escritor na Epístola aos Hebreus, “a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar” - Hebreus 4.12-13.

           Hoje, no Brasil, os evangélicos comemoram o Dia da Bíblia. Quer exaltá-la? Leia-a, medite nela dia e noite e pratique seus ensinos.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Gangorra Espiritual - IV

Planejando um combate, Amazias contratou cem mil homens valentes de Israel para se unir à Judá. Um homem de Deus o adverte que não há do Senhor aprovação daquela aliança. Mais uma vez, ele revela a descida na gangorra: “E o dinheiro que paguei, como farei?”. O profeta lhe garante: “Mais tem o Senhor que te dar do que isso!”. Amazias sobe de novo em sua gangorra, obedece prontamente e dispensa os soldados.
            
Com base na reação dele, o saudoso Pr. Davi Gomes, há mais de trinta anos, pregou o sermão “Deus paga o prejuízo!”.

O dinheiro em si não é mal. Mas o amor a ele é a raiz de todos os males. E Amazias foi picado por esta serpente do mal.

Uma jovem cristã postulava um emprego. Após a aprovação, o chefe a orientou: “Você deve vestir blusas decotadas, saias curtas e usar maquiagem provocadora”. “Por quê?”, quis saber. “Faz parte das estratégias para atrair os clientes”. Ela não titubeou: “Não farei isso, se para crescer na empresa, eu precisar desses expedientes e não de minha competência, não aceito”. Perdeu a vaga. Ficou no prejuízo. Tempos depois conseguiu emprego melhor.

Em sua vida, que provoca e prende você que é contrário à vontade de Deus e você tem medo de perder? Deus paga o prejuízo. Não se amedronte, obedecer a Deus é a certeza que Ele cobrirá qualquer renúncia que se fizer.

A gangorra espiritual traz grandes males.

Gangorra Espiritual - III

Em sua gangorra espiritual, conforme registro de II Crônicas 25, Amazias experimenta outra decida e subida. O verso 3 informa que “sendo-lhe o reino confirmado, ele matou a seus servos que mataram a seu pai”.

Vingança é uma das maiores demonstrações de fraqueza, embora sempre esteja atrelada ao poder. Basta ser revestido de alguma proeminência que o ser humano quer se vingar, quer ir à forra.

O rei Amazias desconhecia: “Ó Senhor Deus, a quem a vingança pertence, ó Deus, a quem a vingança pertence, mostra-te resplandecente” - Salmos 94.1.

Marco Aurélio Antonino, que não é o juiz do Supremo, declarou: “O melhor modo de vingar-se de um inimigo, é não se assemelhar a ele”.

Para Fabrício Carpinejar, “Não conheço vingança perfeita. Não se vingar talvez seja a melhor vingança. Fazer esperar uma resposta que nunca virá”.

Interessante é que no mesmo episódio, Amazias vivencia outra subida. Registra o verso quatro que “não matou os filhos deles; mas fez segundo está escrito na lei, no livro de Moisés, como o Senhor ordenou, dizendo: Não morrerão os pais pelos filhos, nem os filhos pelos pais; mas cada um morrerá pelo seu pecado”.

A proposta cristã não é a prática parcial da vontade do Senhor, mas que, gradativamente, experimente o crescimento num relacionamento agradável em que o presente seja bem melhor que o passado. A gangorra espiritual traz grandes males.

Gangorra Espiritual - II


Servir a Deus pela metade, não com o coração inteiro, é a causa de insucesso no final da caminhada. Ainda que aparentemente tudo esteja bem e o sucesso uma marca presente, no futuro, as consequências da atitude insensata serão reveladas. Foi caso de Amazias, rei de Judá, conforme registro em Segundo Crônicas 25.

Perdida a guerra da decisão de servir a Deus, a grande batalha do inimigo é criar situações para que a pessoa não o sirva com o coração inteiro.

Serve-se a Deus não com o coração inteiro quando a adoração no templo no domingo é destoante da prática durante a semana.

É servir pela metade quando declara amar a Deus e, no dia a dia, despreza-se o semelhante.

Deus é “servido” não com coração inteiro quando aceita a filosofia do jeitinho para levar vantagem em alguma situação.

O coração não está inteiro diante do Senhor quando se faz daqui uma espécie de morada eterna, não se preocupando com a eternidade.

Todo dia, descortina-se diante da pessoa uma oportunidade para seu serviço a Deus, ou com o coração inteiro ou pela metade. Não se esqueça de um pormenor: É impossível servir a Deus pela metade. Serve-se a Ele pela metade apenas na perspectiva humana, ilusoriamente. Deus sabe qual é a atitude. Quem decide é você! Que escolha fará no dia de hoje?

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Gangorra Espiritual - I

A gangorra é um equipamento de lazer. Uma tábua equilibrada no seu ponto central, numa altura média, permite que, nos extremos, duas crianças de peso parecido, alternem entre estar no alto e no baixo, após flexionarem os joelhos. É também conhecida como “balancé” ou catita.

No segundo livro das Crônicas, capítulo 25, temos um caso curioso de gangorra, só que espiritual. Trata-se de Amazias, rei de Judá. Ele substituiu seu pai Joás, que fora assassinado.

O versículo segundo informa a primeira subida e descida de Amazias: “E fez o que era reto aos olhos do Senhor (subida), porém não com o coração inteiro (descida)”. Ele representa o típico caso de quem serve ao Senhor, mas em algumas áreas da vida o nega.

Um pregador apresentava o plano de Deus numa congregação. No apelo, dentre os alcançados, um homem aleijado, que se arrastava, foi à frente. Chegando, perguntou ao pregador: “Deus aceita uma pessoa pela metade?”. Ouviu: “Deus aceita uma pessoa pela metade que se entrega por inteiro, mas não aceita uma pessoa inteira que se entrega pela metade!”.

A proposta de Jesus não é para alternarmos entre entrega total e afeição pelo mundo. E deseja que, gradativamente, cresçamos na fé e abandonemos o mundo. A gangorra espiritual traz grandes males.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Pelo Brasil


Hoje, em todo o Brasil, estão marcadas manifestações de apoio à proposta das 10 medidas contra a corrupção, descaracterizadas em votação da Câmara nesta semana. O que o Ministério Público Federal apresentou, a partir da assinatura de mais de dois milhões de brasileiros, foi praticamente anulado com manobras regimentais. Os deputados que votaram dessa forma perderam uma grande oportunidade para dizer à população brasileira que estão dispostos a reconstruírem o Brasil.

A manifestação de hoje, em minha leitura, é totalmente diferente das ocorridas no ano passado, quando a verdadeira intenção era protestar contra um governo ou uma sigla, a partir de manipulação da grande mídia de massa. Hoje, é contra uma cultura predominante desde o descobrimento, a cultura do jeitinho, e a favor das 10 medidas contra a corrupção.

A grande questão que se tem levantado é: o cristão deve participar desses movimentos? É pecado um cristão se envolver com esses movimentos políticos?

Um dos princípios basilares de nossa conduta é a liberdade de consciência do cidadão. Significa dizer que ele e ela não são conduzidos a partir de alguém que pensa por eles.

O que não se pode esquecer é que a Bíblia tem uma regra de ouro para situações assim: “Quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” - I Coríntios 10.31.


De minha parte, considero a manifestação boa, saudável e com motivações corretas. Não me escandalizarei se souber que um cristão foi. Também não se escandalize se souber que fui.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Completude

A intensa correria e desenfreada busca pela satisfação plena tem produzido uma humanidade desumana. Atropelam-se princípios, negociam-se valores, destroem legados, defenestram a ética, compram e vendem juízos impudoradamente. O descaramento e o cinismo tornaram-se pilares sustentadores da vida de muitos.

Dois homens tornaram-se ricos para a realidade em que viviam. Um, construiu sua vida atropelando a todos e tudo. O outro, em sua mansidão, a construiu pautado nos bons costumes. Experimentaram vida longeva e partiram pelos meios naturais. Passados quase 50 anos, os legados são bem distintos. Aquele, nenhuma vida expressiva saída de seus lombos, vivem com dificuldades. Este, vidas responsáveis, influentes e relevantes na sociedade saídas de seu coração.

O célebre Mário Quintana nos legou poemas completos em sua obra.

Um deles:
Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!


Como disse o Mestre dos mestres: “O ladrão vem para roubar, matar e destruir. Eu, porém, vim para que tenham vida e vida em abundância” - Evangelho de João 10.10. Vida completa é isso! É uma questão de escolha! Escolha bem!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Apenas 29 dias

Não faltam mais 30 dias, agora, 29. Isso aponta para a seguinte realidade: o ano é formado de dias. O dia, formado de horas. Estas, de minutos. Estes, de segundos. Não acontecerá sucesso no ano se, no dia a dia, houver descuido.

De Paulo, o pródigo apóstolo escritor, lê-se: “Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus” - Efésios 5.15-16.

O genial Charles Chaplin cunhou: “Se as coisas não saíram como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser”.

Então, mãos à obra: “bora começar!”.

1º - Um planejamento diário do que se deseja fazer.
2º - Organização do dia com as prioridades em destaque.
3º - Disciplina no cumprimento do planejamento.
4º - Rapidez na adaptação de surpresas e alterações.
5º - Avaliação de como foi desenvolvido o planejamento.


Pouco importa agora se os trezentos e trinta e seis dias de 2016 foram mal aproveitados, ainda faltam vinte e nove para seu fim. Eles podem ser diferentes. E isso, para melhor. Planejar os vinte e nove que faltam ajudará nos trezentos e sessenta e cinco que virão de 2017, mercê de Deus.

Apenas 30 dias

E mais trinta dias, 2016 terá ido. A velha declaração “o ano passou voando, já acabou e nem deu para perceber” se faz presente com a mesma intensidade de anos outrora.
            “O ano passou voando, já acabou e nem deu para perceber” pode ser uma expressão repetida irrefletidamente, como pode ser denunciadora de desorganização da vida. O fato é que apenas 30 dias separam 2016 de 2017.
            A experiência de vivê-los será uma realidade? Não se sabe. Intensos momentos de alegria são interrompidos e alterados para tristeza num abrir e fechar de olhos.
            Que fazer, então? Não aproveitar os intensos momentos de alegria porque a possibilidade da interrupção existe? De modo algum. Os tempos sombrios virão, independente da ação e reação no presente. O que não se pode esquecer é a responsabilidade no agir ou reagir. O sábio assevera: “Alegre-se, jovem, na sua mocidade! Seja feliz o seu coração nos dias da sua juventude! Siga por onde seu coração mandar, até onde a sua vista alcançar; mas saiba que por todas essas coisas Deus o trará a julgamento” - Eclesiastes 11.9.
            Para evitar a dor de um ano perdido, uma avaliação sobre o que se desejava em 2016 será salutar e, possivelmente, evitará equívocos em 2017. E isso correndo, faltam apenas 30 dias.


Texto escrito no dia 1º de dezembro

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Pr. Russell Shedd: Liderança Batista reconhece o seu valor

Pr. Russell Shedd
10.11.1929 - 26.11.2016

Pr. Valdo Romão - Pastor no Estado de São Paulo

Participei como conselheiro das Edições Vida Nova, na ocasião foi decidido editar a Bíblia Shedd, ele resistiu muito para que a Bíblia não recebesse o seu nome. Nunca quis ostentação. Sua humildade era uma qualidade que impressiona todos nós.

Pr. Felipe Lima - Pastor da Primeira Igreja Batista do Peró e Diretor do Seminário Teológico Ministerial Batista Litorâneo

O ilustre pastor Russel Shedd, sem dúvida alguma, é uma das principais referências teológicas do nosso país. Seu equilíbrio acadêmico e sua espiritualidade cristã têm impactado a muitos. Jamais me esquecerei de uma de suas mensagens na Assembleia da Convenção Batista Brasileira na cidade de Gramado-RS, em que abordou o Sermão da Montanha. A certa altura, ele disse: “Se porventura houver a fusão entre o Espírito Santo de Deus com o nosso espírito, pela pobreza deste, talvez Deus nos responda as orações”. Posto isto, que as nossas orações em favor de sua vida e saúde sejam recebidas no trono da graça do nosso bom Deus.


Pr. Russell Shedd - Última parte

10.11.1929 - 26.11.2016

Hoje acontece a última despedida e gratidão pela vida do Pr. Dr. Russell Phillip Shedd, que descansou no Senhor na madrugada do dia 26 de novembro.

Muito conhecido, querido e respeitado no cenário evangélico, era identificado como Pr. Russell Shedd, ou Pr. Shedd ou, ainda, Dr. Shedd. Que pseudônimo lhe caberia bem? Alguns seriam bem apropriados, como por exemplo:

Senhor Piedade. Aproximar-se dele era ter contato com um homem piedoso.

Senhor Santidade. Era um santo homem de Deus. Um conceito visível do sentido correto do que é ser santo. Uma de suas filhas declarou: “Sei que papai é pecador porque a Bíblia diz que todos pecaram, mas eu nunca vi meu pai pecar!”.

Senhor Humildade. Num congresso dos pastores fluminenses, em Rio Bonito, foi preletor principal nas reuniões plenárias. Eu dirigia uma oficina, assim como outros pastores, outras. No primeiro dia, ao iniciar, pr. Shedd entra no recinto. Tremi por dentro. Senta-se numa cadeira bem à frente, pega um bloquinho, faz anotações e, no final, com amor, me abraça, me elogia e me encoraja. Fez isso com todos os outros líderes. Não é comum o preletor principal ouvir um líder de oficina.

Independente do nome apropriado para ele, desde o último sábado descansa no Senhor e recebeu um novo nome, escrito no Livro da Vida, com o precioso sangue do Senhor Jesus, seu Salvador, a quem serviu e amou até o fim de sua vida.

Que bênção ter convivido um pouquinho com o pastor Russell Shedd.