Concluindo a série, o poema “Travesseiro de pedra”.
A jornada era longínqua,
O causticante sol provocava cansaço,
O medo pelo erro cometido
Ampliava demais a tensão
E, depois de um dia inteiro,
Restou-me como descanso à noite,
De pedra, um travesseiro.
A noite era fria,
Contrastando com o dia,
Desconforto total,
Insegurança dominante,
Cansado, apagado, sonhei:
Anjos subiam e desciam,
Uma mensagem traziam:
Estou aqui, não te deixarei.
Acordei.
O sonho estava fresquinho,
Não se apagou da memória.
Era mais do que um sonho,
Foi um encontro inesquecível,
Mudou cabalmente minha história.
No meio do caminho tinha uma pedra.
A pedra virou travesseiro.
O travesseiro virou coluna.
A coluna virou altar.
Mudou a vida de um homem
E mudou a vida de um lugar.
Antes era Luz, agora, Betel,
Casa de Deus, um pedaço do céu.
Renovado, lancei-me ao caminho,
Muito trecho a percorrer,
E nada a temer,
O Eterno falou, demonstrou carinho
A um enganador e trapaceiro
Que encontrou uma pedra e
Dela fez um travesseiro.
Bendito travesseiro de pedra.
Bendita pedra, que é Jesus,
A quem desejar, Ele é o repouso
Que revigora e a todos conduz.

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