terça-feira, 31 de março de 2026

Travesseiro de pedra - Conclusão

Concluindo a série, o poema “Travesseiro de pedra”.


A jornada era longínqua,

O causticante sol provocava cansaço,

O medo pelo erro cometido

Ampliava demais a tensão 

E, depois de um dia inteiro,

Restou-me como descanso à noite,

De pedra, um travesseiro.

A noite era fria,

Contrastando com o dia,

Desconforto total,

Insegurança dominante,

Cansado, apagado, sonhei:

Anjos subiam e desciam,

Uma mensagem traziam:

Estou aqui, não te deixarei.


Acordei. 

O sonho estava fresquinho,

Não se apagou da memória.

Era mais do que um sonho,

Foi um encontro inesquecível,

Mudou cabalmente minha história.


No meio do caminho tinha uma pedra.

A pedra virou travesseiro.

O travesseiro virou coluna.

A coluna virou altar.

Mudou a vida de um homem

E mudou a vida de um lugar.

Antes era Luz, agora, Betel,

Casa de Deus, um pedaço do céu.


Renovado, lancei-me ao caminho,

Muito trecho a percorrer,

E nada a temer,

O Eterno falou, demonstrou carinho

A um enganador e trapaceiro

Que encontrou uma pedra e

Dela fez um travesseiro.


Bendito travesseiro de pedra.

Bendita pedra, que é Jesus,

A quem desejar, Ele é o repouso

Que revigora e a todos conduz.

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