sábado, 6 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - VI

 

O versículo três do capítulo vinte e oito de Atos registra: “tendo Paulo ajuntado e atirado à fogueira um feixe de gravetos”. Abastecer a fogueira com gravetos é mais uma atitude quando a vida obrigar a catar gravetos. É a ideia do servir, se apresentar para ajudar.

O tempo de catar gravetos cria oportunidade para se esconder, algumas vezes, com a argumentação de período sabático, mas que, na verdade, é instalação da omissão. A atitude de Paulo é exemplar. Bem que ele poderia se omitir, afinal, depois de um grande temporal, uma grande aventura com o naufrágio, por que se preocupar em servir, alimentando a fogueira com mais gravetos?

Ah, e tem mais: não cate gravetos apenas para você. Quando mais gravetos você catar, e mais gravetos compartilhar, mais gravetos você terá. A vida torna-se mais leve quando aprendemos que a alegria compartilhada aumenta e a tristeza compartilhada diminui. Um milagre que acontece.

Cate gravetos para alimentar a fogueira e aproveite o tempo de catar gravetos para ampliar sua rede de amigos. Vários estão necessitando dos gravetinhos dos gravetos que você cata.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - V

 
A experiência de catar gravetos é uma realidade possível na vida de qualquer pessoa. Todos podem, a qualquer momento, passar a catar gravetos. Vivendo tal experiência, que se deve fazer? Que fazer quando a vida obrigar a catar gravetos?

Em primeiro lugar, aqueça-se na comunhão. Atos 28.2 registra: “Os bárbaros trataram-nos com singular humanidade, porque, acendendo uma fogueira, acolheram-nos a todos por causa da chuva que caía e por causa do frio”. 

A fogueira preparada pelos moradores da ilha era literalmente para aquecê-los do frio. Mas se transforma num símbolo: o aquecimento proporcionado pela comunhão. Para estar aquecido era preciso se aproximar da fogueira.

Ao enfrentar a experiência de catar gravetos, alguns se afastam da comunhão por vários motivos: decepção, vergonha, mudança de rotina e falta de solidariedade. Quanto mais se afastam do aquecimento da comunhão, mais se envolvem com o mundo e enfraquecem-se.

Quando a vida impuser catar gravetos, não fuja, aproxime-se mais da chama da comunhão.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - IV

Um grande problema no tempo de catar gravetos está relacionado com as reações que normalmente acontecem por parte das pessoas.

Há os que assumem a estrada da autocomiseração, ou seja, a pessoa assume um estado de piedade por si mesma e sente um prazer ruminar a situação. 

Outros trilham o caminho da vitimização. São bem semelhantes, mas, neste caso, assume um papel de vítima, inclusive, não reconhecendo possíveis falhas que culminaram com o tempo de adversidade.

Também está presente o atalho da negação. Apresentando uma fuga para não enfrentar o problema, a pessoa nega a realidade ou minimiza muito seus efeitos.

E o que dizer da rodovia chamada projeção? Também está presente. Acontece que se lança sobre o outro a razão de seus fracassos, ainda que o outro tenha a menor relação com a pessoa.

Quer um conselho? Quando surgir o tempo de catar gravetos, metaforicamente, amarre a língua, ampute os braços, feche os olhos, adormeça a mente e escancare as portas e janelas da alma. Aproveite o tempo para se fortalecer no Senhor, esse tempo passa.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Série "Tempo de Catar Gravetos - III"

“Tendo Paulo ajuntado e atirado à fogueira um feixe de gravetos, uma víbora, fugindo do calor, picou sua mão” - Atos 28.3.

Há um fato curioso no evento: durante todo o trajeto até agora nenhuma víbora picou Paulo. Bastou o apóstolo se prontificar a catar gravetos para abastecer a fogueira surgiu uma e tentou anular sua ação. Algumas lições podemos extrair:

1ª - Sempre que você assumir catar gravetos, surgirão inimigos para atrapalhar você. Os inimigos podem ser de fora ou de dentro, distantes ou próximos, desconhecidos ou muito chegados. Eles podem usar mensagens tripudiando sobre sua condição, podem menosprezar o seu esforço, enfim, eles querem atrapalhar.

2ª - O golpe desferido sobre você é sempre muito bem planejado. Por que a víbora não picou o pé de Paulo? Por que não picou outra parte do corpo, foi certeiro na mão? A mão era o instrumento para catar gravetos, então sua intenção era destruir o que o apóstolo tão eficientemente fazia.

Tenha certeza de uma realidade: quando você estiver catando gravetos, inimigos surgirão para tentar destruir completamente você.

terça-feira, 2 de junho de 2026

Série "Tempo de Catar Gravetos - II"

A experiência do apóstolo Paulo catando gravetos para alimentar o fogo da fogueira que aquecia aquele grupo de náufragos é bem pedagógica. Todas as pessoas podem passar pela experiência de, em algum momento da vida, catar gravetos. Ali estava o grande apóstolo, o missionário de grandes realizações, o poliglota - segundo alguns, deveria falar três línguas ou até mais, o filósofo, o maior escritor da Bíblia catando gravetos, depois de sofrer nas águas geladas do oceano.

É interessante notar que o texto de Atos 28 destaca que apenas Paulo catou gravetos. Isso não significa dizer que os outros não possam ter feito, mas o realce sobre Paulo traz outra lição: não se envergonhe de catar gravetos. É melhor catar gravetos numa ilha gelada cumprindo os planos de Deus do que desfrutar de conforto palaciano fora da vontade divina.

A vida impôs a você a condição de catar gravetos? Não se acanhe. Faça da melhor maneira. Cate gravetos com empenho. Como tudo na vida, esse tempo vai passar e a experiência de catar gravetos pode ser uma escola para seu crescimento.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Série "Tempo de Catar Gravetos - I"

“Tendo Paulo ajuntado e atirado à fogueira um feixe de gravetos, uma víbora, fugindo do calor, picou sua mão” - Atos 28.3.

O verso bíblico narra a viagem de Paulo à Roma, a seu pedido, para ser julgado lá. Ele vivia o seu declínio apostolar, o final de sua atuação ministerial. Em Roma, ficou preso e depois foi decapitado.

No capítulo 27 de Atos, temos a narrativa do naufrágio, em que o navio é todo destruído. O capítulo 28 apresenta os náufragos chegando à Ilha chamada Malta. Um dos significados do nome Malta é lugar de desvalidos, quem está em situação difícil.

Foram recebidos calorosamente pelos habitantes da ilha, que prepararam uma fogueira para aquecê-los do frio, até porque o tempo na água potencializa a hipotermia. 

Para manter a fogueira acesa, Paulo ajunta uns gravetos e lança sobre a fogueira. A vida é assim: algumas situações obrigam-nos a catar gravetos. 

Literalmente, Paulo catou gravetos. Mas catar gravetos nesta série é simbólico, é metafórico. Pode ser uma enfermidade, uma traição, uma decepção, a perda do emprego, o desânimo. 

Está você catando gravetos?

domingo, 31 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Relacionamentos saudáveis - Conclusão

Perdoar sempre é o último degrau na escada dos relacionamentos saudáveis. Sem perdão, os relacionamentos serão frios, formais, calculistas e áridos. Muitos lares carregam dores e dissabores por muito tempo pela ausência do perdão. Ilusoriamente, o esquecimento parece ter resolvido a questão, mas, sempre que o fato é lembrado, acontece aquele mal estar lá no íntimo do ser, provocando reações nas entranhas.

Aparentemente, pedir perdão é sinal de fraqueza, mas o ensino de Mahatma Gandhi é oportuno. Ele diz: “O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das características do forte”. 

Atribuído a Machado de Assis, sem confirmação da autoria, o pensamento “não levante a espada sobre a cabeça de quem te pediu perdão“ ensina que a atitude perdoadora sepulta qualquer reação de vingança e, ainda que o fato seja lembrado, não será senhor das reações de quem ofendido.

Cheio de si, gabando-se de estar muito acima da cultura reinante, Pedro provocou Jesus com a possibilidade de sete vezes perdoar. Ouviu: “Até setenta vezes sete”. Figuradamente, o perdão é ilimitado.

Perdoe sempre!

sábado, 30 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Relacionamentos saudáveis - VI

Um casal estava brigado e resolveu se comunicar apenas por bilhetes. Era recado pra cá, recado pra lá, e assim viviam há duas semanas.

Certa noite, o marido deixou um bilhete sobre o travesseiro da esposa: “Amor, amanhã, preciso trabalhar mais cedo, tenho que acordar às cinco. Por favor, me acorde nesse horário!”. Dormiu tranquilamente e, quando acordou, era quase sete horas, horário normal que acordava. Irado, começou a brigar com a esposa que acordou assustada.

Enquanto esbravejava, a esposa apontava para a mesinha da cabeceira do marido. Ele olhou e viu um bilhete: “Amor, são cinco horas, acorde!”.

É cômico o evento, mas revela um ensino: perda da comunicação entre os familiares. Restabeleça sempre a comunicação. Um dos grandes problemas nos relacionamentos saudáveis é deixar de se comunicar ou o fazer de forma errada. No momento em que se enclausuram, o inimigo pode trabalhar na mente para que ações carnais sejam praticadas.

Restabelecer sempre a comunicação é o quinto degrau na escada dos relacionamentos saudáveis.


sexta-feira, 29 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Relacionamentos saudáveis - V

Investir no carinho é o quarto degrau na escada dos relacionamentos saudáveis. Carinho aqui tem o sentido de romance. Ele é tão importante que a Bíblia registra várias vezes sua presença entre cônjuges, pais e filhos, entre amigos e até entre governantes pouco íntimos. Pensando na relação entre o esposo e esposa, Deus deixou um livro completo exaltando sua importância e fornecendo detalhes sobre o assunto, o livro Cântico dos Cânticos.

Já cumprimentou alguém que te dá as pontas dos dedos? Aquele cumprimento frio, distante, protocolar. É verdade que intimidade demais fora de relacionamentos definidos não é saudável, I Tessalonicenses orienta: “Afastem-se de toda forma de mal”. Mas somos encorajados a sermos mais carinhosos. 

Conheci um jovem que, aos vinte e dois anos, compartilhou dolorosamente comigo nunca ter recebido um abraço do pai. Ele sentia falta disso! Todos sentimos! É salutar para os relacionamentos a presença do carinho.

Por falar nisso, você demonstrou carinho hoje aos membros de sua família? Caso não, pare tudo agora e demonstre. Não estando próximo, envie uma mensagem ou chame no telefone.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Série "Famílias saudáveis" - Relacionamentos saudáveis - IV

Elogio e crítica são dois temas que formam o terceiro degrau na escada dos relacionamentos saudáveis. Todos recebem críticas, mas nem todos recebem elogios. Todos sabem criticar, mas nem todos sabem elogiar. Os dois temas precisam estar presentes no relacionamento como família, provocando saúde para os membros.

Os elogios podem estar mascarados com interesses e não será saudável para os relacionamentos se assim acontecer. Mas é importante que estejam presentes, considerando que eleva a autoestima, valoriza o semelhante e encoraja para que novos avanços aconteçam.

As críticas podem se apresentar com forte dose de impiedade e machucar o semelhante, sobretudo quando o conteúdo da crítica deixa de ser a uma ação ou reação e atinge a pessoa em sua intenção. Uma crítica no modo e tempo certos cria ambiente para que o relacionamento amadureça.

O segredo é não superestimar o elogio e subestimar a crítica. É importante que, tanto para quem emite, quanto para quem recebe, se dê atenção aos elogios e críticas.

De qualquer forma, elogie mais e critique menos, ou nem critique.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Relacionamentos saudáveis - III

Valorização do outro é o segundo degrau na escada dos relacionamentos saudáveis. Um fragmento de Filipenses 2.3 orienta: “cada um considere os outros superiores a si mesmo”.

A valorização do outro passa pelo cuidado com atitudes depreciativas. Muitos cometem esse erro ao realçar negativamente a cor das pessoas, seus aspectos físicos e problemas enfrentados. Antes que houvesse qualquer campanha condenando o bulling, somos encorajados a ver sempre o lado positivo do outro.

É sempre bom lembrar que as brincadeiras são boas, mas podem revelar verdades que não teríamos coragem de assumir. 

Fazer coro com quem gosta de falar mal do outro não é uma boa decisão. Como família, precisamos crescer nesse aspecto.

O ensino de Cecil Osborne, no livro “A Arte de Relacionar-se com as Pessoas”, é muito válido: “Pessoas enfadonhas falam de pessoas, pessoas inteligentes discutem idéias e pessoas que querem se desenvolver falam sobre o que pensam”. 

Nossos lares experimentarão outro ambiente quando aplicarmos o ensino de fazer tudo para que o outro seja projetado.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Relacionamentos saudáveis - II

Podemos definir como primeiro degrau dos relacionamentos saudáveis a consciência de seu papel. Em todos os relacionamentos, não saber qual o seu papel naquele contexto criará e causará problemas.

Ter consciência de seu papel se desdobrará numa boa autoestima. É possível que baixa autoestima atrapalhe na descoberta de seu papel, mas é importante para a autoestima elevada que seu papel seja conhecido por você.

Ao reconstruir os muros de Jerusalém, Neemias, não sou eu, é o meu xará, enfrentou inimigos que fizeram de tudo para que ele desistisse. Ele foi incisivo: “Estou fazendo uma grande obra, não posso descer e parar!”. Isso não é apenas foco na missão, é conhecimento de seu papel e autoestima elevada.

Pastoreando interinamente uma Igreja, surgiu um desafio da compra de uma casa ao lado. Um jovem argumentou: "É muito alto o alvo. Em nossa história, não conseguimos o de missões, que é muito menor".

Refutei: "Se confiarmos em Deus e trabalharmos, ultrapassaremos". No dia, alvo ultrapassado.

Atenção: a autoestima não pode se transformar em presunção.

E aí, qual é o seu papel dentro do lar?

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Série "Famílias saudáveis" - Relacionamentos saudáveis - I

 

O lar é o ambiente em que os relacionamentos serão ou saudáveis ou doentios. Sim, é do lar que emergem mulheres agredidas, homens desprezados, filhos rejeitados e casamentos frustrados. Seu lar pode ser um pedacinho do céu ou pedacinho do inferno aqui na terra. Quem decidirá isso é você e o outros familiares, principalmente o cônjuge.

Uma das maiores necessidades dos seres humanos atualmente, segundo estudiosos na área de Psicologia, é construir relacionamentos saudáveis. A tensão causada pelas necessidades de afirmação, sucesso e melhores condições de vida tem produzido um ser que não é verdadeiro no ambiente de trabalho, no recôndito do lar, na igreja e em qualquer grupo que frequentar.

Para um relacionamento saudável, é necessário que você:

1º - Tenha consciência de seu papel.

2º - Valorize o outro.

3º - Trabalhe bem elogio X crítica.

4º - Invista no carinho.

5º - Restabeleça a comunicação.

6º - Perdoe sempre.

Que seu lar seja um pedacinho do céu aqui na terra! Lute por isso e você verá a grande diferença que é!

domingo, 24 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - O poder do exemplo

Papai nos contava uma história e ríamos muito quando crianças. Um homem brincava com as pessoas amedrontando-as de noite. O ambiente rural, principalmente à noite, favorecia. Ele se cobria com um lençol branco, posicionava escondido em local de passagem e, quando surgia alguém, saía correndo pelo meio do mato. O saudoso Sílvio Santos copiou dele para as pegadinhas.

Um filho pequeno descobriu e resolveu imitar o pai. Certa noite, ao sair, o filho também se cobriu com um lençol branco e saiu atrás do pai, sem que ele percebesse. No momento oportuno, o pai saiu do mato e o filho atrás. A pessoa que passava na estrada não era medrosa e, vendo a cena, gritou: “Que curioso, vejam dois fantasmas!”. O pai, ao olhar para trás e ver a cena, ficou com medo, não sabendo tratar-se do filho, e correu muito. E o homem gritava: “Corre fantasma grande, que o fantasminha tá atrás!”.

Qual a lição? Nossos filhos e crianças farão, em grande parte, o que fazemos. Eles nos imitarão. O exemplo tem mais poder do que as palavras.

Por isso, dê exemplo para que a futura geração não imite o mal. Até quando errar, você pode ser exemplo, de coragem em se arrepender e pedir perdão.

sábado, 23 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - O mito da grama mais verde - Conclusão

Para Petersen, o quarto mito é: "Os filhos mantêm os casais unidos".

A chegada dos filhos cria motivação especial e muitos problemas são esquecidos em função da nova motivação. Mas isso tem prazo de validade muito curto.

Allan Petersen diz que “uma fábula relacionada com essa crença diz: ‘O nosso casamento pode não ser tão firme, mas a presença de crianças criará um ponto focal unificador. Se ambos nos concentrarmos em criar filhos, as nossas diferenças pessoais desaparecerão. Os filhos não resolvem os problemas conjugais; eles os revelam, os agravam. Eles são muito maus conselheiros matrimoniais. Em vez de aliviar as tensões maritais, eles as aumentam. As falhas encobertas serão expostas, e esses amorzinhos vão precipitar um terremoto”. 

Petersen cita o Dr. Armin Grams: “Nunca se pretendeu que os filhos fossem o eixo da família. O seu lugar é na periferia, protegidos e amados, mas respeitados como crianças, esperando-se deles que se portem como tais. O centro de uma família é a relação entre o marido e a esposa”. 

Os filhos são um problema para o casamento? Não. Eles são “herança do Senhor”. São como flechas que, bem preparados, poderão ser lançados no mundo para cumprirem o seu papel. Não somos donos de nossos filhos, somos cuidadores deles a mando do Senhor.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

O mito da grama mais verde - V

Para o escritor Petersen, três falácias compõem o mito “O casamento me tornará feliz”: 

1ª - O casamento compensará os fracassos do passado. E ele alerta: “O seu passado influenciará o seu casamento mais do que o seu casamento irá alterar o seu passado. O casamento não modifica o passado; ele o revela. Nem Deus pode mudar o passado; ele aconteceu; é imutável. Mas Deus pode nos livrar de sua tirania”. 

2ª - O meu cônjuge propiciará o que preciso. Se eu crer nisso, criarei uma dependência controlada. Tornar-me-ei um aleijado emocional. A qualidade de minha vida é determinada pelos outros. Não pertenço a mim mesmo. Eles agem, eu reajo. 

3ª - A felicidade é um resultado - o amor, um sentimento. A felicidade é o resultado de um acontecimento, e o amor, algo que você consome gulosamente. Esses dois conceitos encorajam o cônjuge a ser passivo: a esperar, reagir apenas, ver para que lado o vento sopra. Ele espera que "algo de bom vai acontecer" com ele. 

Construa o seu casamento de modo a experimentar a felicidade que nasce do interesse em promover a felicidade do outro.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - O mito da grama mais verde - Parte IV

O terceiro mito apresentado por J. Allan Petersen no livro O Mito da grama mais verde é: "O casamento me tornará feliz".

Segundo o autor, “ainda cremos que o casamento é a nossa grande esperança. Ele nos separará de nosso passado, nos dará todo o amor de que precisamos agora e nos garantirá uma velhice tranquila. ‘Felizes para sempre’ ainda consta em nossos sonhos”. 

Este mito é muito pernicioso, pois se há uma área da vida que pode tornar a pessoa muito infeliz é o casamento. Calme, não se precipite. Eu disse que pode, não que o casamento torne a pessoa infeliz. Mas ao mesmo tempo o casamento pode tornar a pessoa mais feliz da terra, logicamente que não desprezamos a obra que Cristo fez em nossa vida.

A rigor, a mentalidade de quem se lança à caminhada do casamento deve ser de tornar ou outro feliz. Isso acontecendo por parte dos cônjuges gerará um ambiente de harmonia, paz, compreensão e segurança no seio da família.

Responda sinceramente: no relacionamento com seu cônjuge, você trabalha para a felicidade dele?

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - O mito da grama mais verde - Parte III

O mito número dois apresentado por Petersen é "Vou encontrar o meu papel".

Tal expectativa no casamento é danosa. Na verdade, tentar encontrar o papel sinaliza uma procura sem critérios, uma proposta que pode ser ou não acertada. Ninguém deve se casar para encontrar algo ou se encontrar. O casamento é oportunidade para você cumprir um papel a partir de sua própria descoberta de quem você é e qual a sua missão nesta vida.

Deve-se cumprir bem o seu papel, mas, diz Petersen, “o fato de se assumir um papel e autoridade não é o mesmo que ter liderança em termos bíblicos. Eu posso assumir essa posição e ainda ser egocêntrico, mandão, tirânico. E, quando a minha atitude é errada, os meus relacionamentos se desfazem”.

Ele estemunha: “Eu era o chefe de minha família. Não havia dúvidas quanto a isso. Mas eu não entendia a receita de Jesus de que um líder é o servo de todos: dando, ministrando, redimindo. Eu podia dar ordens, mas não conseguia servir. Eu era decisivo, mas inflexível, não cedia nunca. Eu era um bom provedor, mas providenciava pouco encorajamento para os dons de minha esposa”. 

O seu papel como membro da família é buscar o bem do outro, seja o cônjuge, os filhos, os pais ou irmãos. Cumpra isso e sua família terá vencido uma grande batalha.

Série "Famílias Saudáveis" - O mito da grama mais verde - II

Para Petersen, “crer no mito meu casamento foi feito no céu propicia conforto e segurança falsos”. "Deus nos fez um para o outro" dá a entender que as nossas personalidades se encaixam perfeitamente - que os nossos temperamentos são complementares. Estamos despreparados para os choques de discórdia e conflito, ocasiões em que tudo aquece a fogueira - vem o impasse, se apresenta o beco sem saída, a ruptura”. 

Realça ainda Petersen, “este mito torna-se uma desculpa; quando o amor romântico fenece, a sua chama bruxuleia. A antiga vivacidade se vai, o seu cônjuge já não é o mesmo, e começa a deterioração. Então vem a desculpa: Para começar, acho que, na verdade, Deus não nos uniu. Talvez o nosso casamento tenha sido apenas secular, e realmente Deus não estava nele. Não foi ele que nos uniu; por isso é melhor nos separarmos”.

Cuidado com a grama que se parece mais verdinha, é falsa a impressão. Valorize seu casamento e família, Deus os abençoou! Cultive permanentemente atitudes que reguem as relações e os resultados aparecerão.

Série "Famílias Saudáveis" - O mito da grama mais verde - I

Na década de 80 do século passado foi traduzido para a Língua Portuguesa o livro “O mito da grama mais verde”. É de J. Allan Petersen. O livro alerta sobre a falsa impressão que o casamento do outro é melhor, a família do vizinho é melhor, partindo da ideia que o boi tem, segundo alguns, por um problema na visão, que o pasto do outro lado da cerca é mais verdinho. 

Num dos capítulos, o autor destaca “Os mitos e lendas acerca do casamento”.

Mito número um: "Meu casamento foi feito no céu". Há quem pense que Deus escolheu um homem específico para uma mulher e vice-versa e está garantido o sucesso do casamento. Outros, que uma cerimônia religiosa de 50 minutos, depois de um curso de noivos, dará defesa para qualquer ataque. Alerta o autor: “Se o seu casamento foi feito no céu, é administrado na terra”.

Segundo Petersen, “uma falácia deste mito é a predestinação. Se Deus nos predestinou para este relacionamento e ele não funciona, a culpa é dele. Nós somos apenas participantes passivos do jogo”.

Então, não transfira para Deus a responsabilidade de um casamento bem sucedido, ela é sua e de sua família.


terça-feira, 19 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - Conclusão

A área financeira, junto com a sexual e criação de filhos, constitui-se numa das maiores causas de insucesso na caminhada familiar, em muitos casos, culminando com a interrompida na relação. Daí a importância de se pensar seriamente nela e aplicar os princípios aprendidos com a palavra de Deus e com os estudiosos do assunto.

O dinheiro é um excelente servo é um péssimo senhor. Quando aprendemos a lidar com ele, o temos como servo. Quando não, ele nos tem como servos. É uma questão de escolha: o dinheiro será meu servo ou meu senhor? O Papa Francisco orientou que “o dinheiro tem que servir, não governar”.

E uma realidade curiosa é a seguinte: o dinheiro pode ser senhor tanto na vida de quem tem muito como na de quem nada tem. Ele, mal compreendido, impõe seu reinado em todas as classes sociais.

Resumidamente, o que tratamos em finanças foi: planejamento, precaução, poupança e perseverança. Saber lidar com os recursos financeiros é uma grande oportunidade de testemunho, sabia? A começar pelo lugar que ele ocupa em nosso coração, pois “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”.

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - VI

Atividade prazerosa para a vida da família é poder comprar. Fazer compras produz autoestima elevada, alegria e motivação. Lembro-me que ainda criança desejava comprar coisas bem simples, mas as condições da família não permitiam naquele tempo. 

Embora seja importante comprar, no contexto de famílias saudáveis, algumas reflexões precisam nortear essa fonte de prazer, evitando que se transforme numa compulsão, o que é tremendamente prejudicial.

Responda as seguintes perguntas antes das compras:

1ª - O que comprar? Um fenômeno curioso é que há pessoas que saem para comprar e nem sabem exatamente o que desejam. 

2ª - Por que comprar? Preciso realmente do que estou planejando comprar? Ou estou iludido com a força do marketing?

3ª - Quando comprar? É prioridade para mim e para a família ou pode ficar para depois?

4ª - Como comprar? Qual o melhor procedimento para ter o produto: indo à loja, adquirindo pela internet, à vista, a prazo?

Lembre-se: comprar é prazeroso, mas o prazer não pode ter consequências desastrosas. A Bíblia diz: “Quer comam, quer bebam, ou façam qualquer outra coisa (pode ser comprar), façam tudo para a glória de Deus”.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - V


Sempre que vou pagar compras com o cartão, ouço aquela indagação: é crédito ou débito? Respondo assim: o nome é crédito, mas toda vez que passo, fico devendo. Normalmente, a pessoa consente e dá aquela risadinha. Aí emendo: Esse negócio é muito engraçado, igual a Plano de Saúde. Quando você usa? Nesse momento, a pessoa já reflete e conclui ou eu ajudo a concluir: quando está doente. Embora tenha o aspecto preventivo, normalmente usa-se quando sente-se mal. Tem mais: E a Casa de Saúde, quando você vai lá? Ah, você diz ‘tenho seguro de vida’! Você tem que morrer, outro vai receber por você. A essa altura, o atendente está rindo mais espontaneamente.

Narrei este fato para uma advertência: cartão de crédito, cheque especial e crediário pré-aprovado não fazem parte de sua receita. São recursos para eventuais emergências. Os juros são altíssimos e quem se descuida nessas áreas terá grandes problemas financeiros. Caso você esteja nessa situação, precisa de orientação segura de como proceder. Procure alguém que entenda e busque assessoria. E tenha paciência para um planejamento a médio prazo, quando você se livrar disso, sua vida financeira na família será outra.

O resumo de tudo que falamos em finanças é: planejamento, precaução, poupança e perseverança. Ah, e se você for cristão, dará grande testemunho nessa área, sabia?


quinta-feira, 14 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - IV

Sabendo que finanças é uma das áreas mais difíceis no relacionamento familiar, que se deve ter um registro de todas as despesas e que se deve evitar a todo custo o desperdício, você precisa trabalhar o orçamento doméstico.

Ao contrário do que possa imaginar, o orçamento doméstico não é para os momentos de crises financeiras. Ele é o norteador de toda caminhada nessa área. O orçamento não deve ser visto como mecanismo para corrigir erros cometidos, mas como planejamento para alcançar melhor resultado no uso dos recursos. Claro, se o erro é exatamente a falta de planejamento nessa área, é hora de corrigir.

Uma boa prática é que todos os membros participem do planejamento e saibam qual é a realidade financeira da família. Isso evitará tensões quando se desejar um gasto que não poderá ser atendido.

Usando recursos da tecnologia com planilhas ou anotações numa folha de caderno, o importante é que o orçamento contemple as despesas fixas, dívidas, pagamentos, gastos eventuais, além da rotina normal de uma casa. No final, o ideal é que uma sobra entre 10 e 20% seja percebida, que fará parte de um planejamento de poupança para futuros problemas a enfrentar.

Lição básica no orçamento: você deve ganhar mais do que gasta. Normalmente, pensa-se que se deve gastar menos do que ganha. Dá no mesmo, mas penso que é mais motivador pensar em ganhar mais, agregando outras possíveis receitas, do que a tensão de gastar menos.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - III

Um dos grandes problemas financeiros nas famílias é o desperdício. É o que chamamos de ralos. Recursos que somem pelos ralos.

Como exemplo, veja bem: normalmente, toda família brasileira gosta de café e faz uso dele duas vezes ao dia, pela manhã e à tarde. Imagine que uma família jogue fora duas xícaras pequenas de café que sobraram da manhã e duas xícaras da tarde. Quatro xícaras pequenas de café não representam muito. Mas raciocine: no final do mês, são 120 xícaras. No final do ano, 1440. Para efeito de arredondamento, considerando que o ano tem 365 dias e que você pode jogar um pouquinho mais de duas xícaras de cada vez, pensemos em 1500 xícaras durante o ano. Agora, multiplique isso pelos anos que se faz café em sua casa. Caso sejam 40 anos, são 60 mil xícaras de café. Aí o valor representa alguma coisa, concorda?

Para acertar a área financeira de sua vida, você precisa estar atento aos desperdícios. É cultura brasileira desperdiçar as coisas. E você observar direitinho, perceberá que muitos recursos estão indo pelo ralo, ou seja, você está desperdiçando.

Há um claro ensino de Jesus na multiplicação dos pães sobre evitar o desperdício. Ele mandou recolher o que sobrou. Provavelmente, seria reaproveitado.

Desperdiçar é pecado, até porque o que alguns desperdiçam poderia ser a solução para o sofrimento de muitas pessoas.

Então, a partir de hoje, segunda lição: evite a todo custo o desperdício.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - II

Uma família enfrentava problemas na área financeira e o homem procurou ajuda com um especialista. Indagado sobre os gastos, informou que não gastavam muito. O especialista pediu que apresentasse o registro dos gastos. Ele não tinha. Usando a memória, relatou os principais e, pelos cálculos, eram menores que a receita.

Experiente, o especialista perguntou: “Vocês não tem gasto com transporte?”. “Sim”, foi a resposta. “Vocês tem gasto com remédios?”. “Sim”. Em várias áreas foi percebido que tinham gastos e não se lembravam. Refeitas as contas, o orçamento não batia.

No Café de ontem, orientamos um exercício. Você fez? Se não, sua família nessa área continuará sofrendo. É preciso registrar todos os gastos. Repetindo, todos os gastos, até aquele cafezinho no bar da esquina.

Feito esse exercício, agora você vai comparar com suas receitas. Que coluna está maior? Se for a da receita, você tem superávit. Se for a da despesa, você tem déficit.

No caso de déficit, você precisa analisar um a um e ver a possibilidade de retirar aquele item ou diminuir. É comprovado que toda família pode diminuir os gastos em torno de 20%. Comece pelos gastos que podem ser diminuídos imediatamente. Por exemplo: menor consumo de água, menor consumo de luz, menos gastos com o telefone, melhor tarifa para a internet e outros. Feito isso, refaça as contas. Esse exercício precisa ser feito até que as duas colunas, no mínimo, empatem. Voltaremos com mais dicas.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Finanças - I

Finanças é uma das áreas mais tensas no relacionamento familiar. Com muito dinheiro ou sem dinheiro algum, famílias enfrentam problemas sérios e prejuízos incalculáveis surgem.

Todas as famílias estão sujeitas às dificuldades e tempos de provação, mas o que se tem percebido é que a maior parte é falta de planejamento nesse quesito. Trabalhei em situações em que famílias ganhavam milhares de reais e moravam pagando aluguel. Outras, bem mais modestas, com ganhos de algumas poucas centenas de reais, tinham casa própria e mais de uma, o que aumentava a renda com locação.

É também comum encontrar pessoas que, poucos dias após perder o emprego, não tem recursos para pagar a conta de luz, d’água e ter necessidades básicas atendidas. Por que isso acontece? Descuido e falta de planejamento.

Dinheiro em si não é problema. O problema é, tendo muito, desenvolver amor por ele. A Bíblia não condena o dinheiro, condena o “amor ao dinheiro”. Outro problema é guardar acima do que é previdência e impedir a família de desfrutar de alegrias. O dinheiro é um excelente servo e um péssimo senhor. Quando se tem pouco, maior habilidade exigirá. Mas deixe-me dizer uma coisa: o número dos que sofrem na área por terem muito é maior do que com os que tem pouco.

Um exercício pra hoje: anote todos os seus gastos, preste atenção, todos, até aquele cafezinho no bar da esquina. Amanhã, permitindo Deus, voltarei com orientações.

domingo, 10 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - A Rainha do lar

Noemy Ferreira Lima

Zilanda Valentim, nas décadas de 70 e 80, gravou a música “Mãe”. A letra destaca: 

“Eu me lembro ainda em criança, mãe a me ensinar, 

Que Deus era grande e amava a mim! 

Hoje eu canto, sou de Jesus, graças a minha mãe. 

Eu louvo a Deus, por minha mãe!

Mãe, mamãe, quando pequeno por mim a olhar

Nome mais doce não existe, foi Deus que assim quis

Mãe, mãe, dádiva de Deus, concedida a mim”.

Uma parte era declamada:

“Mãe, hoje é seu dia, por isso quero vê-la mui feliz

Talvez a senhora nem se lembre mais

De quando pequeno me ensinava que Jesus me amava.

Mãe, de coração, muito obrigado pelo que fez por mim!

Que Deus a recompense!”.


Júlio Dantas declara: “Pode secar-se, num coração de mulher, a seiva de todos os amores; nunca se extinguirá a do amor materno”.

Mãe não deveria ser substantivo. Nem adjetivo. Nenhuma classe gramatical. Deveria ser inclassificável. Ou então, uma interjeição.

Quem não se lembra daquele sorriso encorajador? Do rosto sério na hora da bronca? Daquela mão dócil acariciando? Do abraço caloroso no momento da dor? Daquele canto suave na hora de dormir? Daquela coragem de guerreira diante do perigo? Da solidariedade em repartir o pouco que administrava?

Quem não se lembra?

sábado, 9 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Cuidar dos seus

Texto intrigante é o da 1ª carta de Paulo a Timóteo, capítulo 5, verso 8. Diz assim: “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel”. A NVI registra assim: “Se alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente”. E a versão católica assim: “Quem se descuida dos seus, e principalmente dos de sua própria família, é um renegado, pior que um infiel”.

Há muitos heróis na sociedade e fracassados dentro de casa. Na sociedade, são respeitados, aplaudidos e elogiados, com vários títulos, reconhecidos pelos grandes feitos aos outros. Mas, em casa, um ausente e descuidado.

Muitos problemas seriam evitados, se o esposo cuidasse mais da esposa e esta daquele, se os pais cuidassem dos filhos e estes daqueles, se os irmãos se cuidassem mutuamente. Há inúmeros casos em que pessoas abandonam o lar por se sentirem como objetos e não como vidas que precisam de cuidados especiais.

Preocupado com isso, Paulo orienta ao jovem Timóteo: não basta cuidar dos outros e das outras coisas e descuidar-se dos que estão na sua família. Quem age assim é pior que um infiel. E tem mais: nega a fé! Neste caso, a fé não é um discurso, é uma prática com os de dentro de casa.

Série "Famílias saudáveis" - Família, bem valioso

Cremos que o plano de Deus, percebendo que não era bom que o homem estivesse só, dando-lhe uma companheira e, a partir daí, os filhos, é o bem mais precioso que o ser humano tem.

O polivalente francês Victor Hugo advertiu: “Toda a doutrina social que visa destruir a família é má, e para mais inaplicável. Quando se decompõe uma sociedade, o que se acha como resíduo final não é o indivíduo, mas sim a família”. Na verdade, a decomposição da sociedade é consequência da decomposição familiar.

Augusto Cury exaltou o seu valor: “Se você passar por uma guerra no trabalho, mas tiver paz quando chegar à casa, será um ser humano feliz. Mas, se você tiver alegria fora de casa e viver uma guerra na sua família, a infelicidade será sua amiga”.

Em gente humilde, Chico Buarque mostra o valor do lar: “E aí me dá como uma inveja dessa gente / Que vai em frente sem nem ter com quem contar / São casas simples com cadeiras na calçada / E na fachada escrito em cima que é um lar”.

Por outro lado, a solidão revelada na canção de Gilson Vieira da Silva, Casinha Branca, mostra um anseio: “Eu queria ter na vida, simplesmente / Um lugar de mato verde / Pra plantar e pra colher / Ter uma casinha branca / De varanda / Um quintal e uma janela / Para ver o sol nascer”. Ele queria mais que uma casa, queria um lar, uma família.

Família é bênção do Senhor! Bem valioso! Lute por ela!

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Casa e Lar

Entre casa e lar há um abismo intransponível. Por não entenderem bem isso, muitos valorizam mais a casa do que o lar. Casa é sinônimo dos valores terrenos. Lar, de valores eternos. A casa precisa de fundamentos, de pilares que a sustentem. O lar também.

No lar, três pilares são decisivos.

Primeiro, lealdade. Significa fidelidade aos compromissos, franqueza, sinceridade, honestidade.

Segundo, amor. Na Bíblia, nunca é sentimento. É atitude. Atitude em favor do outro.

Terceiro, renúncia. Capacidade de perder alguma coisa em favor do outro.

Observando a primeira letra dos pilares, forma-se um acróstico: LAR. L de lealdade. A de amor. R de renúncia.

Por que nem todas as famílias cristãs desfrutam das mesmas vitórias que o evangelho apresenta? E algumas, infelizmente, sofrem com grandes crises. Por que muitos filhos de cristãos estão produzindo grandes males ao mundo?

Para que sua família não tenha apenas uma casa, mas um lar, é preciso que você assuma princípios e siga-os sem vacilar. Por exemplo: Princípio da fidelidade - Coloque cercas. Princípio da disciplina. Princípio dos limites. Princípio da prestação de contas - seu cônjuge sabe onde você está? Seus pais sabem onde você está? Seus filhos sabem onde você está?

Há a parte de Deus e há a parte sua. Leia a Bíblia. Estude bons livros. Participe de bons cursos. Busque bons conselheiros, veja bem, bons.

Desse jeito, você terá muito mais do que uma casa, terá um lar.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Jesus mora em seu lar?

Somos tendentes a pensar que a felicidade do lar depende de suas condições financeiras. É um engano. Já vi lares ricos com grandes sofrimentos e lares pobres com grandes alegrias. Também já vi lares ricos felizes e pobres infelizes.

Cassiane gravou uma música cuja letra é inspiradora. Seu nome é “Onde Jesus mora”. Diz assim:

Vejo nos seus olhos uma lágrima rolar

Fazendo transparecer o seu interior

Anda sem sentido, vive sem razão

Machucado está seu coração.


Mas chegou a hora de tudo terminar

A dor vai embora, já pode cantar

Sinta o seu coração explodir de emoção

Jesus nele entrou.


Onde Jesus mora não há tristeza

Onde Jesus mora não há dor, não há choro

Onde Jesus mora só existe alegria

A gente canta todo dia

É feliz quem tem Jesus no coração.

Podemos parafrasear: é feliz quem tem Jesus no lar. Logicamente que a letra não quer sugerir que estamos livres de passar privações e sofrer. Quer enfatizar que onde Jesus mora até a dor e o sofrimento tem destinos diferentes.

Jesus mora em seu lar?

terça-feira, 5 de maio de 2026

Série "Famílias Saudáveis" - Desenvolvimento da fé

Em II Timóteo 1.5 temos o registro de Paulo enaltecendo a fé que habitava em Timóteo, destacando que era não fingida e que habitara em sua avó Lóide e sua mãe Eunice. Aqui está em foco a fé como experiência recebida de Deus e aprendida com os antepassados.

Pensando assim, podemos refletir que a fé é, em primeiro lugar, aprendida com o exemplo dos familiares mais experientes. Atribui-se a Confúcio o provérbio “a palavra convence, mas o exemplo arrasta". Isso é verdade. Os filhos precisam ver na prática uma vida de fé na vida dos pais, avós e outros mais antigos.

Além do exemplo, a fé será adquirida e desenvolvida com a leitura da Palavra de Deus. Romanos 10.17 ensina que “a fé vem pelo ouvir e o ouvir pela palavra de Cristo”. Cada vez mais, menos se vê nos lares cristãos a prática da leitura da palavra de Deus.

A combinação do exemplo dos antepassados e o ensino da palavra de Deus gerarão na vida dos filhos o desenvolvimento da fé em Cristo que Deus dá a todos os homens. Fé recebida, aprendida e desenvolvida.

Famílias saudáveis promovem a fé na vida de seus membros.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Série Famílias saudáveis - Que sustenta o casamento?

Este Café não é sobre a responsabilidade de provisão na família. Trata-se da seguinte provocação: é o amor que sustenta o casamento ou o casamento que sustenta o amor? Comumente, ouvimos: acabou o amor entre o casal. Foi o amor que acabou e, como consequência, terminou o casamento, ou o casamento acabou e, como consequência, acabou o amor?

Sei que não é tarefa fácil, mas partilho da ideia que o casamento é que sustenta o amor. Dois jovens que decidem se unir como casal o fazem, via de regra, movidos pelo amor. Os votos diante de Deus e dos presentes têm como fundamento o amor. Duas histórias diferentes buscando uma caminhada que implica unidade de propósitos e as aflições provocam em muitos a decisão de desistirem. O amor diminui, esfria, congela e morre. Caso renovassem os votos da aliança a cada dia e buscassem vencer juntos as lutas, a amor ganharia contornos diferentes e o que era, no início, recheado de paixão, amadurece e o amor cresce. Com a maturidade, acontece a retroalimentação, o casamento sustenta o amor e o amor sustenta o casamento.

Seu casamento passa por turbulência? Renove a aliança e persista, o amor vai crescer e, quando menos perceber, mercê da graça de Deus, você comemorará Bodas de Ouro.

domingo, 3 de maio de 2026

Série Famílias Saudáveis - Até que a morte separe

Todo casal tem razões humanas para se separar. Duas pessoas vindas de contextos diferentes, trazendo em sua mochila mental um mundo experiências, com expectativas nem sempre convergentes, temperamentos bem diferentes e, agora, compartilham o mesmo espaço, lutam pelos mesmos ideais e alçam um voo com turbulências constantes, trilham uma estrada com pavimentação irregular, navegam num oceano cujas ondas quase sempre são a preferência dos surfistas ousados e aventureiros.

Como dar certo essa relação? Impossível apenas com a participação humana. Deus precisa estar nesse negócio. Mas não é um estar protocolar, uma cerimônia breve no dia do casamento em que as pessoas estavam mais desejosas do almoço ou jantar e dos agradáveis docinhos e os noivos não viam a hora de ficarem, enfim, sós. É a presença diretiva, orientadora em que o casal dependa d’Ele em todos os passos a serem dados e ações a serem executadas.

Com a presença de Deus, vem o princípio da aliança: até que a morte separe. É uma atitude que deve ser renovada diariamente. A sensibilidade e compreensão com aqueles e aquelas que sofrem com separação não anulam o ideal divino: até que a morte os separe. 

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que edificam” - Salmo 127.1.

sábado, 2 de maio de 2026

Série Famílias Saudáveis - Deus, a família e o lazer

Deus deu o exemplo do trabalho e também do lazer. Como assim?

Primeiro, ele tirou um dia para o descanso. Depois de trabalhar intensamente, separou um tempo para refazer suas energias. A rigor, naquela condição, Ele não precisava disso, mas creio que seu descanso tinha uma função pedagógica, ensinar o princípio ao homem.

Segundo, quando esteve entre nós, o Deus encarnado, que trabalhava intensamente e sentia o desconforto do trabalho, em vários registros mostrou a necessidade de descansar e praticar o lazer. Que você imagina que Jesus estava fazendo no casamento em Caná da Galileia? Por que estava presente nas festas da cultura judaica? Qual a razão de visitar as casas, como a de Lázaro, e participar de uma suculenta refeição?

Há muitas famílias, inclusive cristãs, que não investem no lazer. Filhos crescem num ambiente pesado, carregado de exigências e, pasmem, há pais que nunca levaram os seus filhos para brincar na pracinha do bairro.

Assim como a família saudável tem prazer no trabalho, também tem no lazer e investe tempo e recursos para que o ambiente seja mais festivo e alegre.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Série Famílias Saudáveis - Deus, a família e o trabalho

Quando encontrar alguém querendo saber quem inventou o trabalho para acertar as contas com ele, informe se rodeios: foi Deus. Sim, Deus é o criador do trabalho. A Bíblia registra em Gênesis que, após criar o homem, Deus o hospedou num jardim e o comissionou para cultivar e cuidar dele. Então, o inventor do trabalho é Deus e antes da entrada do pecado no coração do homem e da mulher.

A narrativa prossegue e informa que apareceu o inimigo para desvirtuar o que Deus planejou e, a partir de então, o trabalho que era tão agradável tornou-se enfadonho. O incômodo suor, o aterrorizante cansaço e os negativos resultados envolvendo o trabalho vieram com a entrada do pecado. Em Latim, trabalho é “tripalium”, um instrumento de tortura com três estacas de madeira para punir escravos e presos nos tempos antigos.

Assim, o homem só experimentará alegria no trabalho quando se voltar para Deus. Jesus, disse assim: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” - João 5.17. E em outro texto, temos assertiva orientação: “Quem é negligente no seu trabalho já é irmão do desperdiçador” - Provérbios 18.9.

A família saudável tem o trabalho como fonte de prazer.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

O plano em quatro palavras

A primeira palavra é forma. Em Gênesis 1, temos a narrativa que Deus criou o homem. No capítulo 2, o registro é que Deus formou a mulher. A ideia é que Deus formou o homem e a mulher. E Deus os formou de foma completa, perfeita, “à sua imagem e semelhança”.

No capítulo 3, encontramos a entrada em cena do inimigo de Deus e temos a segunda palavra: deforma. O homem e a mulher desobedeceram Deus e permitiram que o inimigo deformasse a forma perfeita que Deus criou. Deformar é alterar o original, tornando-o defeituoso.

Desde então, a humanidade tenta resolver o problema que a separou de Deus. Só que o máximo que o homem consegue fazer é uma reforma, a terceira palavra. Reformar é uma tentativa de consertar o que foi deformado, mas nunca se consegue voltar à forma original. 

Ainda no capítulo 3 de Gênesis, encontramos o plano que Deus tinha em mente desde a eternidade: da mulher, nasceria aquele que esmagaria a cabeça do inimigo, Jesus. Ele transforma, é a quarta palavra, voltando à forma completa, começando aqui e terminando na eternidade.

Deus forma. O inimigo deforma. O homem apenas reforma. Mas só Jesus transforma.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Quem é mais feliz?

Caminhava em volta de um bonito lago com minha netinha e uma cena me chamou à atenção: dois patinhos deslizavam suavemente na calma água. Vieram em direção à margem, saíram da água, beliscaram alguns alimentos por um minuto aproximadamente, retornaram ao lago e continuaram singrando alegremente o lago.

Ao mesmo tempo, uma gaivota que beliscava algo na margem lateral empreendeu um rasante vôo, cruzando o lago no sentido de seu comprimento e com uma velocidade impressionante que nenhum atleta, por mais preparado que esteja, não consegue.

Pensei comigo: quem é mais feliz, os animais ou o homem? Os animais demonstram completa satisfação com a natureza presenteada por Deus e, quando o homem não interfere negativamente em seu habitat e no ecossistema, eles cumprem garbosamente sua missão.

O homem experimenta uma tresloucada correria e se apresenta sempre insatisfeito e, em muitas situações, para sua satisfação, é capaz de ferir, agredir, extorquir, reprimir, infringir, dissuadir e afligir.

Em suma: os animais são felizes com o que recebem. O homem, só recebendo Deus em sua vida.

terça-feira, 28 de abril de 2026

Motivação do alto

Um adolescente era craque no futebol. Sua habilidade e técnica refinadas notórias. Mas nunca era titular, era sempre apático, frio, desinteressado, sem correr. Mesmo com o incentivo do técnico, não se aplicava.

Teria um importante jogo naquela semana e ele, nos treinamentos, se mostrou muito interessado e suplicava ao técnico para jogar. Pelo histórico e comprometimento com o grupo, não foi atendido. Ele insistia, no dia do jogo intensificou e, enquanto a partida rolava, suplicava ao técnico.

Seu time perdia de 1x0 e ele, que entrava nos minutos finais, naquele dia, substituiu um jogador na metade do segundo tempo. Ao entrar em campo, todos perceberam a diferença. Alegria, empolgação, entusiasmo, garra, aplicação e disciplina, aliados à sua refinada técnica, fizeram o time virar o difícil jogo.

No final, alegria total. O técnico quis saber a razão de diferente atitude. Ele respondeu: “Treinador, pela primeira vez, meu pai veio me ver jogar!”. E saiu correndo em direção ao lado da arquibancada que ele estava.

Não perca a alegria, a empolgação, o entusiasmo, a garra, o Pai Eterno está vendo você lutar todo dia!

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Espinhos que ferem - Conclusão

Como sempre, na expressiva poesia “Espinhos”, Paulo César, do Grupo Logos, escreveu:


Senhor Jesus eu não entendo o espinho

Mas se a cruz é o Fim deste caminho

Dá-me mais graça

Não sou maior que meu Senhor

Apenas servo sou

Apenas servo e nada mais


Se as pontas aguçadas da coroa

Te feriram ó cabeça

Eu que sou corpo

Parte do teu corpo

Não devo reclamar


Dá-me mais graça Senhor!

Dá-me mais graça!

Passa os teus dedos nos meus olhos

Vem me consolar

Dá-me mais graça Senhor!

Dá-me mais graça!

Faz me em Cristo outra vez

Ser mais que vencedor


Senhor Jesus

Ainda não entendo o espinho

Mas, se o mesmo

Faz parte da tua cruz

Eu o aceito, não sou maior

Que meu senhor

Apenas servo sou

Apenas servo e nada mais


Senhor se estou por ti sendo provado

Eu quero aprovado ser

Agora sei o que tens a dizer

E creio nisto também

Basta-me a graça


Faz-me em Cristo outra vez

Faz-me em Cristo outra vez

Ser mais que vencedor

Um vencedor em Cristo


Paulo concluiu: “Quando estou fraco é que sou forte!”. Só a graça que basta faz obra assim!

domingo, 26 de abril de 2026

Espinhos que ferem - IX

Senhor Deus, eu tenho um espinho na carne, retire-o, por favor! Paulo, “arquei soi n káris mou”, “basta a ti a graça minha”.

A graça que basta é a que remete para uma esperança viva. Esperança do céu. Esperança da eternidade. Esperança de cessação do sofrimento. Esperança de lágrimas enxugadas. Esperança de ver o rosto da essência da graça, Jesus. Esperança de ser conhecido como se é conhecido. Esperança de novo céu e nova terra.

Esperança que foi oferecida com sangue. Sangue do cordeiro imaculado. Cordeiro que não experimentou espinho na carne, mas teve uma coroa de espinhos fixada na cabeça. Sim, a coroa do Salvador era de espinhos. E o que parecia ser o fim, era a efetivação da esperança.

Os espinhos não podem tirar a beleza das rosas. Os espinhos que experimentamos não precisam tirar a beleza da vida que recebemos. Os espinhos não são capazes de ocultar o perfume das rosas, pelo contrário, ferindo-as, fazem-nas exalar ainda mais seu aroma. Os espinhos na carne não precisam anular o perfume de Cristo que carregamos.

Deus diz para você: a minha graça te basta.

sábado, 25 de abril de 2026

Espinhos que ferem - VIII

A graça é melhor do que a vida, está presente na essência da salvação e é uma pessoa. E essa pessoa é Jesus.

A graça não é um discurso vazio. A graça não é um postulado. A graça não é um corpo doutrinário. A graça não é um conjunto de crenças. A graça não é manual de regras. A graça é o Deus que se encarnou, veio habitar entre nós, sofreu a nossa dor, experimentou nossas limitações, morreu, mas ressuscitou e está assentado em seu trono à direita do Eterno.

Pode faltar tudo, só não pode faltar a graça de Deus. Pode faltar tudo, só não pode faltar Jesus.

Por isso, o poeta escreveu: 

“Me falte a água o alimento, 

O suprimento para o amanhã que vem, 

Mesmo que falte dos meus olhos toda luz, 

Só não me falte a presença de Jesus. 

Sua presença é a razão de minha fé, 

Sua presença me conduz onde estiver. 

Sua presença é a razão de minha fé, 

Sua presença me conduz onde estiver.

Me falte o vento o mar e o sol 

Se estiver tão só não vou me abalar 

Se na seara o meu trigo não produz 

Só não me falte a presença de Jesus”.


Só Deus pode dizer: A minha graça te basta!

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Espinhos que ferem - VII

“Três vezes orei ao Senhor, pedindo que ele me tirasse esse sofrimento. Mas ele me respondeu: “A minha graça é tudo o que você precisa, pois o meu poder é mais forte quando você está fraco” - II Coríntios 12.8-9.

Além da graça ser melhor que a vida, a graça está presente na essência da salvação. Em Efésios 2.8-9, lemos: “Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. A salvação não é o resultado dos esforços de vocês; portanto, ninguém pode se orgulhar de tê-la”.

Graça é favor imerecido! Ninguém merece ser salvo! Ninguém pode fazer alguma coisa para ser salvo! Ninguém pode oferecer algum presente a Deus para receber um favor, uma cura, um milagre! Tudo é pela graça! 

O poeta escreveu: 

Graça! Que maravilhosa graça!

É imensurável e sem fim

É maravilhosa, é tão grandiosa

É suficiente para mim

É maior que a minha iniquidade

É revelação do amor do Pai

O nome de Jesus engrandecei

E a Deus louvai!

Senhor Deus, eu tenho um espinho na carne, retire-o, por favor! Paulo, “arquei soi n káris mou”, “basta a ti a graça minha”.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Espinhos que ferem - VI

“Três vezes orei ao Senhor, pedindo que ele me tirasse esse sofrimento. Mas ele me respondeu: “A minha graça é tudo o que você precisa, pois o meu poder é mais forte quando você está fraco” - II Coríntios 12.8-9.

Imagino como se Deus respondesse a Paulo mais ou menos assim: “Paulo, relaxe, o espinho vai continuar aí, mas a minha graça te basta, “arquei soi n káris mou”, “basta a ti a graça minha”.

Em Salmo 63.3-4, lemos: “Porque a tua graça é melhor do que a vida, os meus lábios te louvam. Assim cumpre-me em bendizer-te enquanto eu viver”.

A graça é melhor do que a vida. A vida é bela. A vida apresenta mais momentos de alegria do que de tristeza! A vida oferece mais sorriso do que lágrimas. A vida é mais céu azul do que cinzento. A vida tem muito mais calmo mar do que ondas bravias e impetuosas. 

Ainda assim, a graça é melhor do que a vida. E quando a vida revela espinhos que ferem, a graça, que é maior do que ela, é capaz de dar suporte para continuar.

Não negue a existência de espinhos que ferem, mas realce a graça que é melhor do que a vida.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Espinhos que ferem - V

“Mas, para que eu não ficasse orgulhoso demais pelas coisas maravilhosas que vi, recebi um espinho na minha carne. Este espinho é um mensageiro de Satanás para me dar bofetadas”- II Coríntios 12.7.

Espinhos que ferem podem nos aproximar mais de Deus. Sim, esta é uma grande realidade. Deixe-me, no entanto, alertar sobre algo: Deus não envia espinhos para nos obrigar a aproximar d’Ele. Todos os espinhos são produzidos por nossa própria desobediência como humanidade. Desde a queda, a desobediência no Éden, a humanidade passou a viver com a experiência da dor.

Quem decidirá sobre a aproximação de Deus é a própria pessoa. Ela pode, inclusive, se afastar. Espinhos que ferem podem nos aproximar ou nos afastar de Deus.

A melhor decisão é agir assim: “Senhor, esse espinho me fere e me humilha, mas eu confio que o Senhor está no controle de tudo e que minha vida é guardada por ti. Pai, eu quero aprender e me aproximar mais de ti, mesmo que essa dor permaneça!”.

Mais um alerta: se você não consegue agir assim agora, não se preocupe, Deus tem paciência com a gente.

terça-feira, 21 de abril de 2026

O dia hoje é Clara

Sim, o dia hoje é Clara, não claro, até porque não seria é, seria está. O dia hoje é Clara, nossa primeira netinha. Eu e Ilcimar estamos muito felizes. Deus nos presenteou com uma doce, sorridente e bela menina.

Exatamente, há um ano, na estrada para São Paulo, recebemos a notícia do nascimento, estávamos a quase 8 mil quilômetros de distância. Que vontade decolar literalmente no pensamento e aterrissar no hospital. Não foi possível. Ali mesmo, oramos em gratidão.

Eu e Ilcimar experimentamos a terceira geração. Que bondade do Senhor!

Clarinha, como chamamos carinhosamente, encontrou um sólido lar, ambiente coberto de amor e relacionamento maduro. Guilherme, nosso genro, e Raquel, nossa filha, oferecem o que há de melhor possível em todos os sentidos. Clara será uma bênção neste mundo, mercê da graça de Deus.

Clara vem do latim “clarus” e significa brilhante, luminosa. Seu brilhantismo e luminosidade vem do alto, do pai das luzes. No kairós de Deus, “a verdadeira luz, que ilumina a todo homem”, conforme João 1.9, iluminará sua vida e a alcançará para a vida eterna.

Clarinha, eu e Ilcimar estamos rogando “que o Senhor te abençoe e te guarde, que o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti. Que o Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz” - Números 6.24-26.