quinta-feira, 16 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XVI

José foi odiado, vendido como escravo e agora está preso. Que escalada! Mas preste atenção num fato: José não foi assassinado pelos irmãos e não foi executado por Potifar. Ele podia matá-lo, mas não o fez. Provavelmente a integridade de José ecoava em sua mente, logicamente que Deus estava dirigindo tudo.

Os expectadores dos sonhos alheios raciocinaram: agora, acabou! José, “tu, finish!”. E Deus sussurrava ternamente nos ouvidos de José: “Estamos no processo, não desista, continue firme!”. Quando um problema parecer ser o fim de seus sonhos, preste atenção na voz de Deus, não dê ouvidos aos expectadores e assassinos de sonhos.

Na prisão, José também revela seu espírito de serviço e liderança. Gênesis 39.21-23 destaca: “Deus foi bondoso com ele e fez com que encontrasse favor aos olhos do carcereiro, que confiou às mãos de José todos os presos. O carcereiro não se preocupava com nada do que tinha sido entregue às mãos de José”.

O lugar podia mudar, mas José não mudava, não importava se no conforto da moradia oficial ou numa prisão. Sonhadores sonham em qualquer lugar!

quarta-feira, 15 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XV

A resistência inicial de José não diminuiu a maldosa intenção da provocante esposa de Potifar. Gênesis 39.10 realça que “ela falava com José todos os dias, mas ele não lhe dava ouvidos, recusando-se a ir para cama com ela e a ficar perto dela”.

Provavelmente, sentindo-se ferida em seu orgulho, pode ser que José tenha sido o primeiro a negar-lhe um momento de prazer, astuciosamente, armou uma cilada, aproveitando-se da ausência de outros funcionários na casa e o atacou, forçando-o a ter relações com ela. Livrando-se dela e fugindo, deixou em suas mãos uma peça de roupa, possivelmente uma capa, que foi usada por ela para o acusar de assédio sexual ou até mesmo estupro.

Encenando desespero com o mentiroso ataque, alardeou entre os outros funcionários e mais tarde contou ao seu marido. Potifar ficou irado e o lançou na prisão. Algo me intriga: por que Potifar não executou José? A primeira resposta é: Deus estava na direção e não permitiu. Muito bem. Mas gosto de especular: além disso, nem Potifar acreditava na integridade de sua mulher. Seu histórico não devia ser nada bom.

O sonhador era escravo e, agora, é prisioneiro.

terça-feira, 14 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XIV

Tudo ia de vento em popa com José na casa de Potifar. Gênesis 39.6 registra que “Potifar confiou tudo o que tinha às mãos de José, de maneira que não se preocupava com nada, a não ser com o pão que comia. José tinha um belo porte e boa aparência”.

Mas, e a vida sempre tem um “mas”, José seria mais uma vez testado. A mulher de Potifar se encantou com ele. De belo porte e de boa aparência, aliado à possível ausência do oficial gerando carência na esposa, o cenário estava preparado para uma aventura espetacular, o que poderia, inclusive, falsamente sugerir possibilidade de dias tranquilos.

José revela seu maior tesouro: a integridade. Gênesis 39.8 destaca: “Ele disse à mulher: O meu senhor não se preocupa com nada do que existe nesta casa, porque eu estou aqui; tudo o que tem ele passou às minhas mãos”. E o verso 9 completa: “Não há ninguém nesta casa que esteja acima de mim. Ele não me vedou nada, a não ser a senhora, porque é a mulher dele. Como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?”.

E José tinha consciência de que seu pecado não seria contra Potifar, seria contra Deus. Os verdadeiros sonhadores escalam o degrau da integridade.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XIII

José agora está no Egito sob o comando de Potifar, oficial de Faraó. O que parecia um desastre é mais um degrau na escada da realização dos sonhos. Seus irmãos o venderam como escravo. Os ismaelitas o compraram como escravo. Os ismaelitas o revenderam como escravo. Potifar o comprou como escravo. Todos na casa de Potifar o viam como escravo. Mas José não se enxergava como escravo. Aqui reside a grande diferença: o sonhador não é o que os outros pensam sobre ele. O sonhador não enxerga apenas o que está ao alcance de seus olhos ou o que sua mente deseja impor. O sonhador vê longe, muito além do que está diante de seus olhos.

A temporada na casa de Potifar revelou algumas surpresas. A primeira foi que o oficial “viu que o Senhor estava com José e tudo que ele fazia Deus fazia prosperar” - Gênesis 39.3. A segunda é que José foi elevado a servir o próprio oficial, isso era grande promoção. A terceira é que Potifar o promoveu ainda mais, agora ele era administrador e tudo estava sob o comando de José.

Não se apavore quando os assassinos de sonhos tentarem destruir você, continue focado na realização.

domingo, 12 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XII

A história de José é interrompida no capítulo 38 e retorna ao 39. O capítulo 37 termina com José sendo vendido e o início do capítulo 39 informa que José foi comprado. E veja que ironia: os assassinos de sonhos tiraram José do contexto de uma pacata região e o levaram para o centro nervoso do mundo, agora ele está no Egito, no ambiente do reino. As ações malignas de seus irmãos para matar seus sonhos estavam se transformando numa ponte para José atravessar, rumo ao pódio do sucesso.

O versículo dois de Gênesis 39 apresenta uma chave que é muito decisiva em todo o processo de realização dos sonhos de José. Diz o texto: “O Senhor Deus estava com José”. E quando Deus está com uma pessoa, não há assassino de sonhos que consiga êxito em sua jornada. Seus irmãos pensavam que José estava abandonado em sua viagem como escravo nas mãos dos ismaelitas e não refletiram na possibilidade de Deus estar presente com José. Deus nunca abandona aqueles ou aquelas que sonham!

Todos podem te abandonar, irmãos, amigos e religiosos, mas Deus está com você durante o período de seus sonhos.

sábado, 11 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XI

Rúben não estava com os irmãos quando venderam José e, voltando à cisterna e não o encontrando, confronta seus irmãos com uma pergunta angustiante: “E agora, o que eu vou fazer?” - Gênesis 37.30.

Rúben era o irmão mais velho e sua responsabilidade incluía dar conta dos outros irmãos ao pai. Como explicaria o desaparecimento de José? A saída foi criar uma mentirosa história em que um animal selvagem tenha matado José e, com a túnica manchada de sangue, informaram ao pai. A tristeza de Jacó foi tão grande que ele recusou ser consolado.

Certamente, anos atrás, Jacó ouviu o choro de seu irmão Esaú quando recebeu a notícia da perda da primogenitura por uma atitude precipitada dele e desonesta de seu irmão Jacó. Agora, Jacó chora amargamente porque recebe a notícia que seu predileto filho fora devorado por uma fera. O capítulo 37 de Gênesis encerra com a informação que José fora vendido a Potifar, oficial de Faraó.

O que parecia ser o fim dos sonhos seria o começo de sua realização. Quando seus sonhos sofrerem oposição, não desista, não é o fim, é apenas o começo.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

A eliminação do Brasil e as lições para a vida

Por Neemias Lima*

No momento em que os amantes do esporte estavam ganhando confiança na melhor performance da seleção brasileira, vem o golpe: eliminação para a Noruega com o pior desempenho da história em termos de posse de bola. E não venham com síndrome de Alzheimer, ninguém acreditava e todos os mais entendidos um pouco sabiam que o período preparatório de nosso selecionado foi complicado com cinco técnicos de 2022 para cá. E o atual técnico está há um ano no comando, apenas 12 partidas antes da Copa para amistosos e jogos das eliminatórias e pouquíssimo tempo juntos. A título de comparação, o técnico da França está no comando há 14 anos.

Outro destaque é que, embora a posse de bola tenha sido um fiasco, na partida contra a Noruega não fomos tão mal assim. E não se deve esquecer a perda de 7 jogadores potencialmente titulares pouco antes e durante a Copa.

Com base nesses parcos fatos, que lições podemos aprender como cristãos com a eliminação do Brasil?

1ª - A cultura imediatista precisa ser sepultada. Tudo para os brasileiros tem que ser agora. É esquecido que uma floresta, diferentemente de uma horta, leva tempo para ser formada. Nada consistente e duradouro se constrói em pouco tempo.

2ª - A tendência de procurar um culpado nas derrotas ou um salvador da pátria nas vitórias tem que ser descartada. Essa mania tem produzido um esquecimento das virtudes apresentadas e resultados obtidos a partir de um erro ou superestimado um e outro em detrimento de outros. 

3ª - A valorização do individualismo precisa ser vencida. Quando se ganha, logo aparece um nome como herói e assim Pelé em 1958, 1962 e 1970, Romário em 1994 e Ronaldo Fenômeno em 2022 são os mais, ou únicos, lembrados. Quando se perde, o mesmo ocorre, sempre se culpa um ou alguns. Esquece-se de que se trata de um conjunto e todos cooperam para a derrota ou para a vitória.

4ª - O reconhecimento pelo mérito do outro pode ser incentivado. Quase sempre quem nos vence é mais fraco, incapaz, não tem tradição, em suma, somos os melhores. Atitudes assim revelam a soberba que reina em nosso interior. O outro também tem méritos, se esforça, se prepara, se dedica e vai conseguir resultados também. Uma saudável reação é aprender com o outro o caminho da vitória. 

É sempre bom lembrar que, de 23 edições da Copa, ganhamos 5 e, até 2030, nenhuma seleção terá o mesmo número que nós. Isso é para ser exaltado. Acrescente o fato que apenas 8 seleções ganharam pelo menos uma Copa, e as outras dezenas, o máximo que conseguiram foi o vice-campeonato que, para nós, é o primeiro dos últimos. 

O melhor caminho que trilhamos é renascer a cultura do médio e longo prazo, nada de imediatismo, não culpar ou exaltar um ou outro por possíveis fracassos ou acachapantes vitórias, reacender a chama do trabalho em equipe (ninguém faz nada sozinho) e reconhecer os méritos do outro e aprender com ele.

O apóstolo Paulo, embora não falasse de futebol, foi cirúrgico: “Vocês não sabem que todos os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Corram de tal maneira que ganhem o prêmio!” - I Coríntios 9.24.

Ah, e não perca a esperança, faltam apenas 1.473 dias para o nosso hexa!

Pastor da Igreja Batista do Braga em Cabo Frio.

José do Egito, um sonhador - X

Enquanto os irmãos saboreiam a refeição com José agonizando na cisterna, vem chegando uma caravana de ismaelitas, vinda de Gileade, trazendo especiarias, bálsamo e mirra, para levarem ao Egito.

Ruben foi o primeiro instrumento para livrar José, agora se apresenta Judá como socorro: “Judá disse aos irmãos: O que vamos ganhar se matarmos o nosso irmão e depois escondermos a sua morte? Venham, vamos vendê-lo aos ismaelitas. Não lhe façamos mal, pois é nosso irmão, é do nosso sangue. Seus irmãos concordaram” - Gênesis 37.26-27. Ao tempo em que surgem os assassinos de sonhos, Deus levanta socorro para mantê-los vivos.

José foi vendido por 20 moedas de prata, uma pechincha, pois um escravo, normalmente, era vendido por 30 moedas de prata. José se tornou uma mercadoria para seus irmãos. No lugar de ser amado, foi vendido. Os irmãos de José contribuíram para a degradante atividade de tráfico de escravos.

Sonhar custa caro. Muitas vezes, significa sofrer grandes injustiças. Mas é melhor sofrer injustiças do sonho do que ter a tranquilidade da acomodação. Custe o que custar, não deixe de sonhar!


quinta-feira, 9 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - IX

O versículo 24 do capítulo 37 é dramático. Ele registra: “... e o jogaram na cisterna. A cisterna estava vazia, sem água”. O verso 25 inicia com revelação de extrema frieza: “Depois, sentaram-se para comer”. Percebe a insensibilidade? A repulsa pelos sonhos do outro produz uma insensibilidade tamanha que faz os algozes comerem enquanto seu irmão agoniza na cisterna. O ódio assentado no coração estava produzindo os frutos de sua maldade.

Pr. Hernandes Dias Lopes ensina que “o ódio paga o bem com o mal. José vai a seus irmãos como mensageiro de paz, para demonstrar o cuidado do pai, mas eles maquinam contra ele antes mesmo dele chegar, intentando matá-lo. O ódio faz alianças malignas para o mal. Conspiração é um acordo feito no subterrâneo da maldade para atingir alguém com violência. O ódio faz registros distorcidos e negativos contra o próximo para prejudicá-lo”.

O que os assassinos de sonhos não percebem é que antes de matar os sonhos do outros, eles matam os seus próprios sonhos. Quem odeia, não sonha e planeja matar os sonhos dos outros.

Limpe seu coração do ódio, você pode ser tornar um assassino de sonhos!

quarta-feira, 8 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - VIII

O plano para matar os sonhos de José ganhou força e seus irmãos orquestraram: “Vamos matá-lo e jogar o corpo numa destas cisternas. Diremos que um animal selvagem o devorou. Vejamos em que vão dar os sonhos dele” - Gênesis 37.20.

Percebeu a clareza no texto? Eles disseram: “Vejamos em que vão dar os sonhos dele”. O alvo deles não era, propriamente, José, eram seus sonhos. Fique atento, pois nem sempre quem se opõe a você, deseja mesmo atingir você. Na verdade, está se revelando como assassino de seus sonhos. Quando você parar de sonhar, eles se acalmarão.

O extraordinário de todo o drama de José é que, enquanto surgem os assassinos de sonhos, aparece o dono dos sonhos, Deus. Ruben era irmão mais velho de José por parte de pai. Ele foi instrumento para executar o primeiro livramento de Deus. Ele disse: “Não lhe tiremos a vida. Não derramem sangue. Joguem o rapaz naquela cisterna, e não lhe façam mal” - Gênesis 37.21-22. Ele desejava levá-lo de volta ao pai. Os assassinos podem estar bem próximos, mas o socorro também.

Permaneça firme. Ao surgirem os assassinos de sonhos, Deus se apresenta com livramento.

terça-feira, 7 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - VII

Gênesis 37.18-19 registra: “De longe seus irmãos viram José e, antes que chegasse, conspiraram contra ele para o matar. Disseram uns aos outros: Lá vem o grande sonhador!”.

Após saber dos sonhos de José e terem odiado-o ainda mais, na primeira oportunidade que tiveram, planejaram matá-lo. A rigor, o que os irmãos tentavam matar eram os sonhos de José. Há gente que, além de não sonhar, sente-se mal com os sonhos dos outros.

Em relação aos sonhos dos outros, algumas atitudes podem surgir:

1ª - Encorajar os sonhadores com palavras, atitudes e ajuda para que os sonhos se tornem realidade.

2ª - Ficar na sua de maneira fria, nem torcendo nem atrapalhando, esperando no que vai dar.

3ª - Assassinar os sonhos da pessoa. Existem assassinos de sonhos. E o mais triste é que, normalmente, são as pessoas mais próximas. Os assassinos dos sonhos de José eram seus irmãos.

Os irmãos de José estavam em Dotã, que significa lugar de boas pastagens. Mas foi em Dotã que José começou a passar pelo vale das maldades.

Não desista de sonhar, Deus é maior do que os assassinos de seus sonhos!

segunda-feira, 6 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - VI

Para alguns palestrantes da linha motivacional, não se deve contar os sonhos para outras pessoas. Segundo eles, suas metas e projetos devem ser guardados em silêncio para evitar que inimigos se apresentem tentando destruí-los. Concordo que no mercado de trabalho, no mundo corporativo, pode até fazer sentido, mas, de modo geral, é bobagem. Gosto da cultura popular que assegura “o que é do homem, o bicho não come”.

Então, Gênesis 37.5-6 registra: “José teve um sonho e o contou aos seus irmãos; por isso, o odiaram ainda mais. Ele lhes disse: Peço que ouçam o sonho que tive”. Segundo a linha motivacional, José errou. Mas, convenhamos, um jovenzinho, seus irmãos eram mais velhos, exceto Benjamim, qual era a sua expectativa? Que os irmãos mais experientes o acolhessem e o ajudassem. Que eles fazem? Odeiam ainda mais a José. 

Preste atenção: “o odiaram ainda mais”, diz a Bíblia. O ódio já estava lá. Não foi a revelação de José que gerou o ódio, ele era odiado. E ter contado o sonho valorizou ainda mais o resultado no final de tudo.

Contando ou não seus sonhos, sonhe! E sonhe grande!

domingo, 5 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - V

Gênesis 37.3-4 registra: “Ora, Jacó amava mais José do que todos os seus outros filhos, porque era filho da sua velhice; e mandou fazer para ele uma túnica talar de mangas compridas. Quando os seus irmãos viram que o pai o amava mais do que todos os outros filhos, odiaram-no e já não podiam falar com ele de forma pacífica”.

No contexto familiar de um homem casado com quatro mulheres, convivendo juntas e filhos com todas elas, imagine o ambiente em que José foi criado. Além disso, o histórico de seu pai não era algo para celebrar. Mas é exatamente aqui que José sonha. O sonhador não se liga muito na realidade em que está envolvido. A cultura popular assegura que “sonhar não custa nada”. E é verdade.

José era o primeiro filho de Jacó com sua amada Raquel e isso o fez ser preferido de seu pai. Acontece que isso trouxe a inimizade dos outros irmãos. Eles o odiaram, afirma a Bíblia.

Que contexto conturbado! Em que circunstância você está envolvido? Não foque na realidade em que você está inserido, sonhe! Sonhe grande e apresente seus sonhos ao grande Deus! Deus é maior do que a realidade e é maior do que os seus sonhos!

sábado, 4 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - IV

Mesmo sendo pecador, José era íntegro. Sobre a vida de José, o Pr. Hernandes Dias Lopes pontua: “José se manteve fiel na prosperidade e na adversidade, na prisão e no palácio, na juventude e na velhice. Jamais claudicou. Jamais vendeu sua consciência. Jamais transigiu com os valores absolutos que pautaram sua vida da juventude à velhice e governaram suas decisões”.

Não há dúvidas de que Deus estava na direção de tudo o que ocorria na vida de José, mas atribuir tão somente a Deus a razão de seu sucesso e negar-lhe o reconhecimento de renúncia, disciplina, coragem, resiliência e determinação não é atitude plausível. José suou a camisa, perdeu sono, experimentou dúvidas, suportou estigmas, mas permaneceu firme.

O romantismo do sonhar só existe no início na vida de quem busca executar seus sonhos, mas depois é dolorosa luta, renhida batalha e cruenta guerra. Para os observadores, é romance o tempo todo, porque não estão no front do enfrentamento.

Você tem sonhos? Saiba que quanto maiores, maiores as lutas. Mas, como José, não desista! Não foque nas lutas do presente, foque nas vitórias do futuro!

sexta-feira, 3 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - III

Gênesis 37.2 registra: “Quando José tinha dezessete anos, apascentava os rebanhos com os seus irmãos. Sendo ainda jovem, acompanhava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e trazia más notícias deles a seu pai”.

O jovem sonhador José era filho de Jacó e tinha irmãos que eram filhos de quatro mulheres de seu pai. Bila e Zilpa eram servas de Raquel e Lia, respectivamente, e foram oferecidas a Jacó por elas para suprirem a esterilidade de Raquel e a cessação de procriação de Lia. José, com dezessete anos, apascentava os rebanhos com os filhos das servas Bila e Zilpa e informava ao pai sobre atitudes ruins que os seus irmãos por parte de pai praticavam.

Duas leituras podem ser feitas: 1ª - José, apesar de jovem, era zeloso e desejava honrar o nome do pai. 2ª - José era um mexeriqueiro. Uma reflexão pode ser proposta: como devem agir os pais quando irmãos apresentam conflitos nos relacionamentos?

É bom lembrar que o fato de ver José como protótipo de Cristo não o exclui da lista de pecadores. Jovens sonhadores também são pecadores. E o pecado tem seu preço!

quinta-feira, 2 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - II

A proposta de sonhos tem a intenção de despertar você para conquistas que podem fazer parte de sua caminhada. Sonhar é o mesmo que estabelecer metas para a sua vida. José estava num contexto de grande valorização dos sonhos. Estes recebiam interpretação e as pessoas se guiavam por eles. Nossa cultura tem outra leitura sobre os sonhos, mas, figuradamente, eles são nossos desejos e metas que estabelecemos. 

Vou te provocar com uma pergunta: você tem com clareza o que deseja para sua vida daqui a 30 anos? É possível que você seja tentado a responder: nem sei se estarei vivo ou viva. Pois é, mas se você tem até 50 anos, a possibilidade de estar vivo é muito grande. E aí, como será quando chegar lá, considerando o que dependerá de você? E esteja certo de uma coisa: se você tem até 50 anos, o que você é hoje foi, em grande parte, o que você sonhou ou não sonhou quando estava com vinte anos. Daí a importância de sonhar.

Quero encorajar você, independentemente de sua idade, a sonhar. Projete grandes coisas para o futuro. Isso sem presunção, soberba ou vaidade. Apresente tudo diante do Senhor!

quarta-feira, 1 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - I

A emocionante, dramática e vitoriosa história de José do Egito é registrada nos capítulos 37 a 50 do livro de Gênesis. Há quem faça a leitura literalmente e outros, figuradamente. Independentemente da forma que se lê, ninguém o faz sem se envolver nas tramas e nos dramas vividos pelo jovem que se tornou um exemplo do agir de Deus. José é uma figura muito cativante. A partir da revelação progressiva de Deus, José é um protótipo de Cristo. Protótipo é um primeiro tipo, uma perspectiva inicial de alguma ideia ou verdade.

José é filho de Jacó e Raquel. Seu nascimento está num contexto de família muito conturbada em que ações humanas aconteceram para satisfazer o ego de seus membros. Sua mãe Raquel não podia ter filhos. Lia ou Leia, sua irmã, podia e isso provocava ciúmes. Bila, serva de Raquel, tem filho com Jacó por orientação de Raquel. Quando Lia cessou de ter filhos, orientou que Jacó se relacionasse com Zilpa, sua serva.

Deus abençoou Raquel e ela engravidou. Nasce José, Gênesis 30.24 registra. Apesar de nascer nesse contexto, José tinha grandiosos sonhos. Você tem sonhos? Quais são os seus sonhos? Faça uma lista deles.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Van Gogh e Seu Augusto - Conclusão

As reações de seu Augusto não eram obra do acaso. Nem eram produto de elaborações racionais advindas de estudos aprofundados. Eram consequência de relacionamento com quem preenche o vazio da alma.

Muitos vivem sem nenhuma preocupação de estabelecer um relacionamento estreito com o Senhor. Na hora do temporal, a solução encontrada é cortar a orelha, chutar o pau da barraca, dar cabo à vida. Quem tem experiência com Cristo é capaz de cantar ainda que tenha as pernas cortadas. Isso não é gostar de sofrer. É saber sofrer. É saber que, na hora do sofrimento, Deus está amparando. Habacuque encerrou seu livro que iniciou dramaticamente com adoração: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado. Todavia, eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação”.

Acredito que Van Gogh e seu Augusto estão no céu. Lá não experimentam sofrimento. Uma diferença é que aqui seu Augusto também viveu com alegria. Quando encontrar seu Augusto no céu, quero falar para ele como aquele encontro me abençoou.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Van Gogh e Seu Augusto - III

Fui chegando (no interior, não tem essa de campainha e nem portão com trancas) e, ao perceber minha presença, o simpático barbeiro dá uma risada, manda-me entrar e começa a cantar com mais vigor. Lá, estava o seu Augusto com a mesma alegria de outrora. Minha preocupação dissipou-se e aprendi uma das mais fortes lições de minha vida: a felicidade não depende das circunstâncias externas.

Que fazia diferença na vida de Van Gogh e Seu Augusto? É a mesma diferença na vida de pessoas que enfrentam grandes problemas com reações extremamente diferentes. Por que Van Gogh quis terminar a vida aos 37 anos e seu Augusto, com seus 80, ainda cantava e desejava viver ainda mais? Van Gogh era filho de pastor, mas, provavelmente, não conhecia o pastor dos pastores. Seu Augusto tinha experiência com Ele. Van Gogh conhecia, provavelmente, o salmo do bom pastor, mas seu Augusto conhecia o bom pastor do salmo.

Por, aproximadamente, uma hora conversamos, rimos, cantamos, lemos a Bíblia. Voltei para casa e, quase cinquenta anos depois, o sorriso de seu Augusto está vívido em minha mente.

domingo, 28 de junho de 2026

Van Gogh e Seu Augusto - II


Van Gogh, certa vez, num ato de autoflagelamento, cortou a orelha e enviou a um amigo pintor que brigara com ele. Seu Augusto teve uma das pernas amputadas em função de problemas de saúde com a senilidade. Van Gogh morreu, supostamente, por ação sua. Seu Augusto, de velhice.

Cresci, experimentei certa independência, deixei de cortar cabelo com seu Augusto. Coisas de rapazinho. Mas continuamos nos encontrando na igreja, no comércio onde trabalhava, aqui e ali. Seu Augusto sempre assobiando, sorrindo, beijando as crianças e dando um cascudinho de brincadeira. Fui para o Seminário e, quando estava no meio do curso, fiquei sabendo que seu Augusto estava bem doente. Numa de minhas idas à terra natal, resolvi visitá-lo. Mas que dizer para um velho que me viu criança e estava com uma das pernas amputadas, com possibilidades de amputar a outra, e não podia manobrar sua bicicleta velha? Fui preocupado à sua humilde casa e, quando me aproximei do portão, ouvi uma voz conhecida. Prestei atenção. Era do velho Augusto.

Sabendo de seu quadro, de longe, sua recepção me impactou. Sorriso e alegria com a perna amputada.

sábado, 27 de junho de 2026

Van Gogh e Seu Augusto - I

Pode parecer loucura, mas estabeleci uma relação entre Van Gogh, pintor holandês, e Augusto, barbeiro de Cardoso Moreira. Conheci os dois: Van Gogh nos livros e Augusto pelos cabelos que arrancou de minha cabeça quando criança com aquela máquina velha e suas manobras numa velha bicicleta, sempre assobiando.

Van Gogh viveu 37 anos. Augusto mais do dobro de sua idade. Aquele conheceu o chamado primeiro mundo: França, Holanda (onde nasceu) e outros países vizinhos. Este, apenas o que nem mundo é considerado: Baú, Valão do Cedro, Três Cacetes, Morro Grande. Lugares tipo daquele onde vento faz a curva. O pintor era filho de pastor calvinista e o barbeiro conhecia alguns pastores por se orientar com eles. Van Gogh manteve contatos com pessoas da mais alta expressão como o doutor Gauchet, médico que lhe deu abrigo como num asilo. Seu Augusto conhecia gente humilde, trabalhadores da roça, alguns doentes, que se aproveitavam de seu serviço em domicílio para fazer a cabeça de todos os filhos, preferencialmente com máquina zero até o coco para demorar a crescer e, assim, alguns cruzeiros, à época, economizar.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - Conclusão

Daniel, com certeza, não era perfeito, mas sua vida é repleta de exemplos que devem ser observados e praticados. Os registros bíblicos não sugerem, em nenhum momento, qualquer deslize no exercício de suas funções, mesmo estando em cativeiro. Ele não permitiu que a cultura babilônica influenciasse sua vida e os princípios assumidos desde menino fossem negociados.

Sua autoridade era tão grande que o próprio rei Dario ficou triste com a sua decisão e, enquanto Daniel dormia tranquilo na cova, ele não conseguiu sequer cochilar no palácio. E no outro dia, bem cedo, vai à cova e grita: “Daniel, o teu Deus, a quem tu continuamente serves, te livrou da prisão?”. Essa autoridade de Daniel estava relacionada aos princípios de oração.

Oração é relacionamento, e relacionamento maduro sugere equilíbrio.

Vida de oração não é esporádica contemplação.

Vida de oração não é uma roda de negociação.

Vida de oração não é um conjunto de emoção.

Vida de oração não é um reino da razão.

Vida de oração não é uma proposta de imposição.

Vida de oração é desenvolver princípios como convicção.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - IX

Daniel era perseverante. E perseverança é o quinto princípio na vida de oração de Daniel. Há muita gente que começa a todo vapor e, com o passar do tempo, vai se esfriando, esfriando até congelar. É o chamado efeito coca-cola, muito gás no início e, logo a seguir, perde o interesse.

A Bíblia registra que Daniel foi ao quarto orar “como antes costumava fazer”. Não se tratava de uma experiência eventual, esporádica, momentânea. Não, era uma experiência constante.

A Bíblia orienta em I Tessalonicenses 5.17 “orem sem cessar”. Em Colossenses 4.2, o ensino é semelhante: "Perseverem em oração, velando nela com ação de graças”. E em Romanos 12.12, temos uma orientação encorajadora: “Alegrem-se na esperança, sejam pacientes na tribulação, perseverem na oração”.

Não basta apenas começar bem, é importante e, diria, decisivo, que se mantenha firme e termine bem. Começar é apenas a saída de bola num jogo de futebol, perseverar firme significa não perder o foco de nossa missão até o final da partida.

Não se encante com os troféus do início, permaneça firme até o final para receber a coroa da justiça.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Altamir Silva Soares - Tony Soares

Interrompo a série “Princípios de Oração na vida de Daniel” para homenagem especial. Descansou ontem no Senhor, aos sessenta e três anos, membro da Igreja Batista no Braga, o irmão Altamir Silva Soares, mais conhecido como Tony Soares, nome artístico adotado em função de sua carreira musical. Tony aparentemente apresentava muito vigor, mas em dois meses, um tumor se agigantou de tal forma que o fez partir para a eternidade.

Tony amava cantar. Ele cantava em qualquer lugar que tivesse oportunidade. Igrejas grandes, médias ou pequenas, com som de qualidade ou ruim, lá estava ele com a maior alegria. Ele fazia questão de se arrumar da melhor maneira. Seu repertório eram os hinos antigos e, por muito tempo, além da carreira solo, fez parte do Quarteto Arautos do Senhor.

Apesar de seu curto período de enfermidade, pude visitá-lo algumas vezes e nosso último encontro foi sábado passado. Desejei ficar com ele sozinho e, por meia hora, conversamos com franqueza. Fique impactado com a serenidade e a segurança num momento tão dramático. Ele tinha consciência de tudo e falou da eternidade com muita paz.

Tony não cantará mais aqui, cantará na eternidade, com o seu Salvador!

"Bem-aventurados os que, desde agora, descansam no Senhor, eles descansarão do seu fatigante trabalho, e as suas obras os seguirão" - Apocalipse 14.13.

Descanse em paz, meu amigo e ovelha!

terça-feira, 23 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - VIII

O quarto princípio de oração na vida de Daniel é o conteúdo de suas orações. Registra o texto que, sabendo que o decreto que o condenaria estava assinado, ele foi orar e “e dava graças, diante do seu Deus”. É possível que a tensão que envolvia o momento o levasse a suplicar ao Senhor, mas é interessante que o registro bíblico afirma que “ele dava graças, diante do seu Deus”. 

Agradecer no meio das lutas é um sinal de relacionamento com Deus. A Bíblia diz que “em tudo, deem graças porque esta é a vontade de Deus” - I Tessalonicenses 5.18. Observe bem: não é “por tudo, deem graças”, mas “em tudo…”. Você não precisa dar graças por uma tragédia, mas pode dar graças no meio da tragédia.

A tendência da maioria dos cristãos é fazer das orações um muro de lamentações. O que Deus deseja é que façamos das orações um templo de adoração. E a gratidão a Ele, às pessoas, às organizações devem fazer parte do conteúdo das orações.

A vida se torna mais bela quando agradecemos mais e pedimos menos. E a gratidão elimina mais problema do que a petição, sabia disso?

E aí, você já agradeceu hoje?

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - VII

O lugar tranquilo na vida de Daniel não era uma experiência eventual e nem a partir do surgimento de um temporal. Era uma rotina. Mas não uma rotina formal, mecânica, fria, era um encontro de sua alma com a alma de Deus. Diz a Bíblia que “três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava”.

Essa prática pode ser denominada “Princípio do aproveitamento das oportunidades”. É o terceiro princípio. Daniel, em função de sua importante liderança na Babilônia, tinha muitas ocupações. Não era um desocupado. Ainda assim, três vezes por dia, ele parava tudo e se derramava diante do Senhor. A agenda de Daniel não era orientada pela chefia de seu gabinete, nem pelas demandas apresentadas pelo rei, nem pelos problemas que surgiam no cotidiano. Sua agenda era dirigida por Deus e tudo era alistado em segunda categoria quando chegava o tempo de falar com Deus.

A vida moderna sugere uma tresloucada correria e os argumentos de pouco tempo ganham corpo para as desculpas de tempo de oração. É preciso sabedoria e disciplina para aproveitar as oportunidades. 

Daniel aproveitava! E você, aproveita?

domingo, 21 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - VI

O segundo princípio de oração na vida de Daniel é: lugar tranquilo. O texto afirma: “entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto…”. 

Você pode orar em qualquer lugar, mas é saudável que se tenha um lugar tranquilo. Em seu ministério terreno, Jesus, impossibilitado de ter um lugar tranquilo no meio da cidade, subia ao monte para falar com o Pai.

Uma piedosa cristã recebeu a primeira visita de seu novo pastor. Em sua humilde casa, ela o recebeu. Depois de um gostoso bate-papo, ela o convidou para ir ao quintal e, bem no final do terreno, onde a cerca fazia um ângulo de 90º, debaixo de uma árvore, ela informou: “Pastor, aqui é o meu cantinho da oração, muitas vezes o barulho dentro de casa me impede, eu venho para cá e falo com o pai”.

O princípio do lugar tranquilo sinaliza fugir do ativismo e silenciar-se diante de Deus. Quando Billy Graham esteve no Brasil a primeira vez, um repórter de grande veículo de comunicação foi procurá-lo para uma entrevista. Seus assessores disseram: “Ele não pode atender agora, está em seu período de conversa com Deus”.

Você tem o seu lugar tranquilo?

sábado, 20 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - V

Fidelidade tem a ver com fé. E fé não é um dispositivo para resolver problemas. Fé é permanecer firme na confiança que o Senhor está no controle de todas as coisas. Em Hebreus 11, lemos que a fé é a certeza de coisas que se esperam, não, necessariamente, de coisas que acontecerão. A fé não está ligada ao futuro, mas ao presente e ao passado. É muito mais uma âncora para o presente do que um atestado para o futuro.

Algumas pessoas se arrogam em dizer: eu tenho muita fé. E relacionam conquistas pessoais à sua fé. Deixe-me dizer algo: eu e você temos fé muito pequena. Nenhum de nos tem grande fé. Jesus afirmou que “se tivermos fé do tamanho de um grão de mostarda, faremos coisas grandiosas”. Você já observou um grão de mostarda? Percebeu como é pequeníssimo?

O princípio da fidelidade é manter uma vida comprometida com Deus mesmo que alguma situação apresente risco de morte para nós. Daniel manteve sua vida de intimidade com Deus mesmo sabendo que o decreto vinha com força para destruí-lo.

Temos fé não quando realizamos algo, mas quando descansamos em Deus que decide realizar ou não.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Hilda Alves Moreno

Interrompo a série “Princípios de Oração na vida de Daniel” para homenagem especial. Descansou ontem à noite no Senhor, aos noventa e três anos, a irmã Hilda Alves Moreno, membro fundadora da Igreja Batista no Braga. 

Para nossa Igreja, é um misto de tristeza e alegria. Tristeza pela partida de uma preciosidade. Mulher de pouco falar e muito agir. Mercê da graça de Deus, maior responsável pela criação de uma linda família de seis filhos, Carlos, Paulinho, Leila, Deise, Denise e Neiva. 

Sua atuação como ovelha no rebanho do Senhor sempre foi exemplar. Mulher de oração e valorização dos bons relacionamentos, sempre realçando o melhor nas pessoas. Participante de todos os desafios da Igreja e com grande paixão pelo socorro às pessoas e envolvimento na obra missionária.

Particularmente, em nossa família, recebemos a positiva e abençoadora influência de sua vida com ações práticas de amor e carinho. Mesmo em sua enfermidade com limitações na memória, não se esquecia de nosso nome nem da Igreja. Como fomos abençoados por conhecer essa vida tão preciosa!

"Bem-aventurados os que, desde agora, descansam no Senhor, eles descansarão do seu fatigante trabalho, e as suas obras os seguirão" Apocalipse 14.13

Descanse em paz, minha querida ovelhinha!

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - IV

O contexto amedrontador não intimidou Daniel nem alterou seu programa de intimidade com Deus. É nesse contexto que Daniel revela princípios que faziam parte de sua vida de oração.

O primeiro princípio é Fidelidade. O texto informa que “quando soube que o documento tinha sido assinado, Daniel entrou em sua casa, foi para o quarto e orou como fazia antes”. É interessante que, normalmente, as janelas ficavam abertas para o lado de Jerusalém e isso não é alterado.

Daniel não poderia fechar as janelas e orar? Ficaria escondido e ninguém saberia que ele estava descumprindo um decreto do imperador. Sim, poderia, mas isso demonstraria a sua infidelidade e princípios não podem ser negociados. Ele era tão fiel que os opositores testemunharam: “Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus”. 

Não se ajoelhar diante do rei poderia ter como consequência a morte física. Mas deixar de se ajoelhar diante de Deus teria como consequência a morte eterna. 

Diante de situação ameaçadora, você permanece fiel?

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - III

O texto de Daniel 6.10 começa assim: “Quando Daniel soube que o documento tinha sido assinado…”. Isoladamente e sem conhecimento do contexto, a informação parece irrelevante, mas veja a dramaticidade em Daniel 6.7-9: “Todos os presidentes do reino, os prefeitos e sátrapas, conselheiros e governadores concordaram em que o rei baixe um decreto e sancione um interdito, ordenando que todo aquele que, nos próximos trinta dias, fizer um pedido a qualquer deus ou a qualquer homem e não ao senhor, ó rei, seja jogado na cova dos leões. Portanto, ó rei, sancione o interdito e assine o documento, para que não seja mudado, segundo a lei dos medos e dos persas, que não pode ser revogada. E assim o rei Dario assinou o documento e o interdito”.

Dá para você perceber a tensão do momento? A partir de então, e nos próximos trinta dias, Daniel corria risco de morte, e perigo iminente. Não há romantismo na caminhada de Daniel, há renúncia, batalha, luta, aflição, tensão e apreensão.

Uma vida de intimidade com Deus pode, em muitos casos, gerar gigantes desafios.

terça-feira, 16 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - II

A vida de Daniel é uma inspiração. Sua trajetória é tão empolgante que alguns chegam a duvidar de sua existência, negando-lhe a condição de figura histórica real e, sim, um personagem literário ou mítico criado com intenções de promover o ânimo. Não é o meu caso. Mas, também, se não for, nenhuma alteração sobre os preciosos ensinamentos que absorvemos de sua personagem, supostamente, literária.

Lembro-me, saudosamente, das classes infantis na Escola Bíblica Dominical, na Igreja Batista de Cachoeiro de Cardoso Moreira, cantando “Daniel orava a Deus três vezes ao dia / e, no tempo de aflição, Deus o socorria / quando foi aos leões pelo rei jogado / não temeu, mas confiou, e foi libertado”.

Um criativo escritor, cujo nome não me lembro, sintetizou bem a relação de Daniel com Deus: “Daniel tinha tanta intimidade com Deus que, ao ser lançado na cova, não teve medo, pelo contrário, os leões ficaram com medo dele”.

Ter uma vida de oração não evita ser lançado numa cova. Os íntimos de Deus sofrem perseguição e a cova pode ser um destino. Você já pensou sobre isso?

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - I

Em Daniel 6.10, lemos: “Quando Daniel soube que o documento tinha sido assinado, voltou para casa. Em seu quarto, no andar de cima, as janelas abriam para o lado de Jerusalém. Três vezes por dia, ele se punha de joelhos, orava, e dava graças diante do seu Deus, como era o seu costume”.

Daniel era um jovem judeu que foi levado cativo para a Babilônia. Ele se destacou por sua inteligência e sabedoria e logo foi ocupando funções políticas de liderança importantes naquele país estrangeiro e opressor. Sua atuação alcançou os reinados de Nabucodonozor, Belsazar, Dario e Ciro. Sua ascensão despertou ciúmes em outros importantes no reino.

Mesmo galgando funções que exigiam dedicação, estudos, tempo e disciplina, Daniel não se esquecia de seu compromisso com Deus. Uma de suas atividades, a oração ao Deus Eterno, foi o estopim para os adversários o denunciarem ao imperador, com a publicação de um decreto que ninguém poderia se ajoelhar e orar a outro ser que não fosse o imperador.

A partir de agora, Daniel enfrenta uma renhida batalha! Que você faria diante desse desafio?

domingo, 14 de junho de 2026

Dia do Pastor

Hoje, a denominação batista no Brasil homenageia seus líderes espirituais e destaca o Dia do Pastor.

Sou grato a Deus pelos pastores que tive ao longo de minha vida e, depois de minha consagração, outros têm tido papel importantíssimo em minha caminhada.

Tenho um poema que leio agora em homenagem aos homens e mulheres de Deus que tem a missão de pastorear.

Pastor


Ser pastor.

É mais que um cargo,

É um trabalhoso encargo,

Mas não é um fardo, 

Se cumprido com amor.


Ser pastor.

Não é apenas servir com amor,

É caminhar em meio a dor

E morrer, se preciso for,

Sob o comando do seu Senhor.


Ele foi pastor.

Na verdade, o sumo pastor.

Sofreu toda dor,

mas, com amor e por amor,

trocou o meu fardo,

aliviando o encargo,

e, feliz, prossigo,

vitorioso, ao seu dispor.


Nunca serei, como Ele,

um aprovado pastor.

Não entendo como me chamou

e me capacitou a servir

com amor.


Eu quero ser um pastor

que dependa do meu Senhor,

e quero servir com amor, 

mesmo que me causem dor.


Ajuda-me, Senhor!

Lembre-se hoje do pastor ou pastora que batizou você, de quem hoje pastoreia com amor e dedicação sua vida e manifeste seu carinho e amor.

Feliz Dia do Pastor e da Pastora!

sábado, 13 de junho de 2026

Assim é a vida

A vida é assim: 

Uma notícia boa, uma notícia ruim.

Uma notícia ruim, uma notícia boa.

Uma notícia muito boa, uma notícia mais ou menos ruim.

Uma notícia muito ruim, uma notícia mais ou menos boa.

Uma notícia muito boa, uma notícia muito ruim.

Uma notícia muito ruim, uma notícia muito boa.

Raramente acontece: Apenas notícias boas, notícias ruins, notícias muito boas, notícias muito ruins, notícias mais ou menos boas ou mais ou menos ruins.

Ninguém gosta de notícia ruim. Gostamos de boas notícias. Há quem goste de dar notícia ruim, mas é uma doença. E as ruins podem ser boas, a gente que ainda não entendeu.

E a gente caminha sem saber que notícia nos espera. Mas não saber, não é ruim, pois sabemos o que nos espera ali, logo ali. Isso é esperança.

Como lembra Fernando Sabino: “No fim tudo dá certo, se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim”.

Por isso Deus deixou registrado: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” - I Pedro 1.3.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Temor, não medo

Pais desorientados utilizam o recurso quando filhinhos tão doces cometem algum erro: “Papai do céu vai te castigar!”. Pura maldade ou, no mínimo, imaturidade. Crianças dóceis crescem traumatizadas e com grande possibilidade de projetar tudo isso nos seus relacionamentos.

Ensinar o temor do Senhor é válido. O medo, não.

Medo nos amedronta, temor nos encoraja.

Medo nos apequena, temor nos agiganta.

Medo nos assusta, temor nos assiste.

Medo nos cansa, temor nos descansa.

Medo nos agita, temor nos acalma.

Medo nos machuca, temor nos cura.

Medo nos agride, temor nos protege.

Medo nos enfeia, temor nos embeleza.

Medo nos entristece, temor nos alegra.

Medo nos arma, temor nos desarma.

Medo nos destrói, temor nos constrói.

Medo é noite escura, temor é manhã radiante.

Medo é desconfiança, temor é confiança.

Medo é tristeza, temor é alegria.

Medo é guerra, temor é paz.

Medo é doença, temor é remédio.

Medo é morte, temor é vida.

“O temor do Senhor aumenta os dias; mas os anos dos ímpios serão abreviados. O temor do Senhor é uma fonte de vida, para o homem se desviar dos laços da morte. O temor do Senhor encaminha para a vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e mal nenhum o visitará” - Provérbios 10.27, 14.27 e 19.23.

Tema a Deus, mas não tenha medo d’Ele.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Pastores Batistas na enquete "Brasil na Copa 2026"



O clima de Copa do Mundo, ainda que não seja tão intenso quanto de tempos atrás, envolve todos os segmentos da sociedade brasileira. Futebol faz parte de nossa caminhada como povo que vibra, discute, opina, celebra e chora com o selecionado.

Numa enquete feita apenas com pastores batistas, o número é surpreendente em vários possíveis resultados. Desde os que não acreditam que o selecionado comandado por Ancelotti passará da fase de grupos (a primeira fase com três jogos) até os que estão confiantes na conquista do hexa, os pastores apresentam suas expectativas.

A enquete alcançou 112 pastores da denominação batista de várias partes do Brasil e os números finais seguem abaixo:

7.1% acreditam que não passa da fase de grupos.

4.5% acreditam que não passa da segunda fase.

14.3% acreditam que não passa das oitavas.

17.9% acreditam que não passa das quartas de final.

20.5% acreditam que não passa da semifinal.

6.3% acreditam que será vice-campeão.

29.5% acreditam que o Brasil será campeão.

A enquete será mantida até o final da primeira fase e, a partir de agora, estendida a todos os setores da sociedade.

Quem desejar participar, pode fazer através do link abaixo:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSePbEQaINGNVr92Ekv1v_udd53BF0Lgb794-2HUCDUkzjMnhA/viewform?usp=sharing&ouid=114282927988288903133

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - Conclusão

 

Embora, aparentemente, seja um fracasso, no tempo de catar gravetos grandes coisas podem acontecer. Atente bem para o que está registrado em Atos 28.7-10: “Perto daquele lugar, havia um sítio pertencente ao homem principal da ilha, chamado Públio, o qual nos recebeu e hospedou benignamente por três dias. Seu pai estava enfermo, ardendo em febre, de disenteria. Paulo foi visitá-lo, e, orando, impôs-lhe as mãos, e o curou. À vista deste acontecimento, os demais enfermos da ilha vieram e foram curados, os quais nos distinguiram com muitas honrarias”.

Deus transformou um quadro dramático numa arte de celebração. Um dos homens mais importantes da ilha recebeu a bênção do Senhor de um homem que catava gravetos. E, a partir de então, todos os enfermos da ilha foram abençoados.

Há uma chave de grandes tesouros registrada em Atos 27.26: “Porém é necessário que vamos dar em uma ilha”. O naufrágio e a chegada à ilha não eram um acidente, era a agenda de Deus.

Não despreze o tempo de catar gravetos, pode ser agenda de Deus em sua vida.

Quem vencerá a Copa do Mundo?


Por Neemias Lima

Amanhã, dia 11 de junho, às 16h, terá início a Copa do Mundo com a partida entre México e África do Sul. Até o dia 19 de julho, 48 seleções disputarão cada palmo do campo em busca da taça. É verdade que boa parte delas será figurante em função da superioridade e experiência de outras. Teoricamente, até terminar a primeira fase, todas terão chances e, a partir de então, eliminatoriamente, uma a uma vai aumentando a expectativa ou experimentando a tristeza.

Considerando as regras, apenas uma seleção ganhará a Copa. Segundo alguns, a vice-campeã será a primeira dos perdedores. Na Europa, e em outros lugares de nível educacional elevado, as primeiras colocações são celebradas. No Brasil, só a primeira. É uma pena, pois nem sempre se ganha quando se disputa um campeonato. E, considerando que serão 48 seleções, 47 não alcançarão o êxito.

Em 2006, a Confederação Brasileira de Futebol, órgão que dirige o futebol brasileiro, publicou a seguinte nota: “Encerrado o ciclo de trabalho que teve início em agosto de 2006, e que culminou com a eliminação do Brasil da Copa do Mundo da África do Sul, a CBF comunica que está dispensada a comissão técnica da seleção brasileira. A nova comissão técnica será anunciada até o final deste mês de julho”. O técnico era o aguerrido e exemplar jogador Dunga.

O relevante em tudo isso é quando se tem informações dos números alcançados pelo técnico e sua comissão técnica: 68 jogos, 49 vitórias, 12 empates e 7 derrotas. A equipe técnica alcançou a seguinte média em percentuais: 10% de derrotas, 18% de empates e 72% de vitórias, números arredondados. Considerando empate como acerto, teremos 90% de aproveitamento. Infelizmente, prevaleceu e prevalece a diabólica cultura do não poder perder.

Um fato triste é a avalanche de comentários dos “entendidos de futebol” que, confortavelmente alojados nos estúdios e escritórios, vomitam (desculpe o termo) as mais impiedosas análises até sobre o caráter dos jogadores. O narrador mais badalado do Brasil, na época, fez duras críticas a Jorginho, provocando tristeza e mal-estar em seu idoso pai, que, junto com a esposa, legara ao mundo um respeitado e excelente atleta.

Mas esta não é uma crônica meramente esportiva. Este pano de fundo é para sinalizar preciosas lições para nós:

1ª - Superestime as virtudes e subestime os fracassos. Há jogadores nas seleções, sobretudo nos países menos desenvolvidos, que o esporte foi a tábua de salvação doada por Deus para saírem de situações dramáticas de pobreza.

2ª - Elimine a diabólica cultura do não poder fracassar. Somos imperfeitos, falhos e estaremos sempre diante de derrotas. Precisamos valorizá-las como aprendizado e extrair lições para futuras vitórias. Muitas histórias de sucesso emergiram depois de vergonhoso fracasso.

3ª - Aplique a disciplina, a dedicação, a obediência às regras e a alegria das vitórias em sua participação no reino. Nossa mais importante missão aqui é o reino de Deus, as “outras coisas serão acrescentadas”.

4ª - Valorize mais as pessoas do que os resultados. Estes são importantes, mas as pessoas são mais. Nem sempre conseguiremos o máximo, mas continuaremos o máximo para Deus. Nem sempre seremos os melhores, mas somos obra-prima da criação de Deus.

Em 19 de julho, apenas uma seleção será celebrada. Como diz I Coríntios 9.24, “não sabem que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Corram de tal maneira que o alcancem”. E todos podem ser vitoriosos. O mesmo Paulo ensina que “eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível”. Nem sempre seremos campeões aqui, mas temos garantida a vitória final.

E aí, quem vencerá a Copa? A rigor, todas as seleções classificadas são vencedoras, afinal um número maior não conseguiu chegar lá. 

E nós vamos torcer pelo BRASIIIIIIIIIIIIIILLLLLLLLLLLL.

* Pastor da Igreja Batista no Braga, em Cabo Frio.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - IX

 

É muito interessante a mudança de conceito em relação a Paulo por parte dos habitantes da ilha. Ao ser picado pela serpente, eles disseram “Paulo é um assassino, escapou do naufrágio, mas não escapa da Justiça”. Justiça aparece no texto em letra maiúscula, significando que não era justiça terrena, mas algo promovido por um ser superior. Eles ainda não conheciam o Deus eterno.

Livrando-se da serpente e passando um bom tempo sem inchar e nem morrer, eles concluem: “Paulo é um Deus!”. Em pouco tempo, eles foram de um extremo ao outro: de assassino a Deus. Paulo não era nem uma coisa nem outra, ele era um pecador como qualquer um de nós.

Há uma lição preciosa aqui: quando não aceitamos que o inimigo intensifique sua obra, não aceitamos o conceito que tenha sobre nós, mas, sim, o que Deus pensa sobre nós. E Deus “conhece a nossa estrutura, sabe que somos pó” e, no tempo de catar gravetos, não estará ao nosso lado apontando o dedo indicador, mas apresentando seu ombro para repousarmos.

Deus cuida de você no tempo de catar gravetos.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - VIII

Não podemos impedir que os inimigos surjam de todos os lados quando a vida nos impõe a catar gravetos. Mas podemos evitar que eles intensifiquem sua obra. 

Atos 28.4 registra assim: “Quando os bárbaros viram a víbora pendente da mão de Paulo, disseram uns aos outros: Certamente, este homem é assassino, porque, salvo do mar, a Justiça não o deixa viver”. O verso seguinte começa assim: “Porém”. O “porém” é esclarecedor. É uma reação de Paulo ao ataque dos inimigos, é uma não aceitação que os inimigos continuem com sua obra diabólica. O verso completo é assim: “Porém, Paulo, sacudindo o réptil no fogo, não sofreu mal nenhum”. 

É comum em situações adversas a celebração da tristeza por parte de quem sofre, algumas vezes concluindo que merece o sofrimento, outras que está sendo vítima de injustiça ou, então, lançando culpa sobre os outros. Jogue fora a víbora que tenta paralisar você! Não alimente o veneno.

Como diz a cultura popular, você não pode evitar que um pássaro voe sobre sua cabeça, mas você pode impedir que ele faça ninho.

domingo, 7 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - VII

“Tendo Paulo ajuntado e atirado à fogueira um feixe de gravetos, uma víbora, fugindo do calor, prendeu-se-lhe à mão” - Atos 28.3.

Quando a vida obrigar você a catar gravetos, os inimigos surgirão rapidamente. Bastou Paulo se apresentar para ajuntar e lançar na fogueira os gravetos para surgir uma víbora tentando impedi-lo. Tome muito cuidado com os inimigos, as víboras estão soltas por aí.

Os inimigos podem surgir dos que estão próximos, também dos que estão longe, pessoas bem íntimas, apenas conhecidas, mal ou bem intencionadas, tentando ajudar, mas com propostas duvidosas.

O inimigos podem se apresentar até mesmo em conclusões piedosas, argumentando ser o tempo de catar gravetos uma punição divina por algum fracasso de sua parte e, no lugar de dar o ombro, aponta o indicador com hipócrita autoridade.

A víbora picando Paulo simboliza os inimigos que surgem nessas horas. Para Daniel, foi a cova dos leões. Para Sadraque, Mezaque e Abdnego, foi a fornalha ardente. Agora, reflita: se grandes homens foram alvo de inimigos ferozes, que dizer de nós?

sábado, 6 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - VI

 

O versículo três do capítulo vinte e oito de Atos registra: “tendo Paulo ajuntado e atirado à fogueira um feixe de gravetos”. Abastecer a fogueira com gravetos é mais uma atitude quando a vida obrigar a catar gravetos. É a ideia do servir, se apresentar para ajudar.

O tempo de catar gravetos cria oportunidade para se esconder, algumas vezes, com a argumentação de período sabático, mas que, na verdade, é instalação da omissão. A atitude de Paulo é exemplar. Bem que ele poderia se omitir, afinal, depois de um grande temporal, uma grande aventura com o naufrágio, por que se preocupar em servir, alimentando a fogueira com mais gravetos?

Ah, e tem mais: não cate gravetos apenas para você. Quando mais gravetos você catar, e mais gravetos compartilhar, mais gravetos você terá. A vida torna-se mais leve quando aprendemos que a alegria compartilhada aumenta e a tristeza compartilhada diminui. Um milagre que acontece.

Cate gravetos para alimentar a fogueira e aproveite o tempo de catar gravetos para ampliar sua rede de amigos. Vários estão necessitando dos gravetinhos dos gravetos que você cata.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - V

 
A experiência de catar gravetos é uma realidade possível na vida de qualquer pessoa. Todos podem, a qualquer momento, passar a catar gravetos. Vivendo tal experiência, que se deve fazer? Que fazer quando a vida obrigar a catar gravetos?

Em primeiro lugar, aqueça-se na comunhão. Atos 28.2 registra: “Os bárbaros trataram-nos com singular humanidade, porque, acendendo uma fogueira, acolheram-nos a todos por causa da chuva que caía e por causa do frio”. 

A fogueira preparada pelos moradores da ilha era literalmente para aquecê-los do frio. Mas se transforma num símbolo: o aquecimento proporcionado pela comunhão. Para estar aquecido era preciso se aproximar da fogueira.

Ao enfrentar a experiência de catar gravetos, alguns se afastam da comunhão por vários motivos: decepção, vergonha, mudança de rotina e falta de solidariedade. Quanto mais se afastam do aquecimento da comunhão, mais se envolvem com o mundo e enfraquecem-se.

Quando a vida impuser catar gravetos, não fuja, aproxime-se mais da chama da comunhão.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - IV

Um grande problema no tempo de catar gravetos está relacionado com as reações que normalmente acontecem por parte das pessoas.

Há os que assumem a estrada da autocomiseração, ou seja, a pessoa assume um estado de piedade por si mesma e sente um prazer ruminar a situação. 

Outros trilham o caminho da vitimização. São bem semelhantes, mas, neste caso, assume um papel de vítima, inclusive, não reconhecendo possíveis falhas que culminaram com o tempo de adversidade.

Também está presente o atalho da negação. Apresentando uma fuga para não enfrentar o problema, a pessoa nega a realidade ou minimiza muito seus efeitos.

E o que dizer da rodovia chamada projeção? Também está presente. Acontece que se lança sobre o outro a razão de seus fracassos, ainda que o outro tenha a menor relação com a pessoa.

Quer um conselho? Quando surgir o tempo de catar gravetos, metaforicamente, amarre a língua, ampute os braços, feche os olhos, adormeça a mente e escancare as portas e janelas da alma. Aproveite o tempo para se fortalecer no Senhor, esse tempo passa.