domingo, 5 de abril de 2026

Dia da Alegria

Depois da sexta-feira angustiante

E do sábado inteiro silencioso,

Chega o domingo radiante

E, com ele, a vitória do Poderoso.


A esperança novamente ressurgiu,

Os tambores infernais silenciaram-se.

Do túmulo, o Salvador saiu,

As mulheres felizes anunciaram.


Tomé disse não acreditar,

Precisava ver para crer,

Recebeu do ressuscitado a lição:

O melhor é crer para ver.

Bem-aventurados o que não viram

E creram na ressurreição,

Felizes os que prosseguem na esperança

De irem para a celestial mansão.


A mulher samaritana sussurrou para o esposo:

“Eu tinha esperança, era Ele, não duvidei”.

Bartimeu celebrou com sua casa:

“Ele me chamou, me amou, eu o amei”.

Zaqueu, cercado de servos, testemunhou:

“Nem um centavo mais de alguém tomei!”.

E Simão, o voluntário Cireneu, 

Ainda com marcas da pesada cruz,

Não se cansava de gritar:

“Valeu a pena, valeu a pena,

Ressuscitou o meu Jesus”.


A vida apresenta a dor da sexta-feira,

Ensina a realidade do sábado silencioso,

Mas ressurge no domingo com ímpeto vigoroso

E nos alimenta com esperança:

A criança, o adolescente, o jovem, o adulto e o idoso.

sábado, 4 de abril de 2026

Dia do silêncio

Silêncio sepulcral em toda a região. Ontem, trevas em pleno dia. Choro, lágrimas, preocupações, medo e sofrimento. Em todas as conversas, lamento.

Dias depois, dois caminhantes na estrada de Emaús, evangelho de Lucas capítulo 24, revelam que tinham perdido a esperança. Com tristeza, declaram: “Nós esperávamos que fosse Ele quem remisse a Israel”.

Tomé assentou no coração a dúvida e se esqueceu de suas promessas, sofrendo o estigma que carregaria por toda a existência, apesar de seu amor leal a Jesus.

Pedro, envergonhado, desejava voltar ao primeiro ofício, pescador de peixes. E, por mais que se exalte sua intrepidez, é sempre lembrado como aquele que negou.

Entre a sexta-feira dolorosa e o domingo radiante, tem o sábado. O dia do silêncio. Silêncio ensurdecedor. Tudo parece estar perdido! A vida está morta!

Em apenas dois lugares havia celebração: no inferno, presumindo ter destruído o plano perfeito, o Salvador está morto. No céu, com a certeza de que o plano seguia seu curso como planejado, em poucas horas, as trevas seriam dissipadas pela luz.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Tetelestai

No calendário cristão, a sexta-feira chamada santa é o dia da morte de Jesus, nosso Salvador. Na programação dos católicos, hoje é o dia do silêncio, do luto, das dores. Outros cristãos lembram o dia como de dores e o celebram com programações diversas.

Mais do que uma programação no calendário, a semana, principalmente, os últimos dias dela, deve ser celebrada tendo como tema central a obra completa de Jesus em favor do homem perdido. Antes de experimentar o encerramento da passagem aqui, uma das palavras da cruz foi “está consumado”. Na língua grega, a palavra é tetelestai e o evangelho de João registra no capítulo 19.30. 

Tetelestai não é uma sinalização de derrota. É a celebração da vitória. Não estava relacionada à morte de um criminoso derrotado, uma vítima impotente morrendo contra sua vontade, mas de um vencedor. Seu significado, dentre outros, é a obra está completada, nada faltou, tudo foi cumprido, nem um pormenor, sequer, foi esquecido.

O Deus eterno tomou o nosso lugar na cruz para nos livrar da condenação. Ele fez tudo. Nada você precisa fazer, apenas se entregar a ele.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Dia da verdade

Para a cultura popular, hoje é o dia da mentira. Brincadeiras, piadas, pegadinhas e zoeiras promovem o cardápio e provocam boas risadas. Até aí, tudo bem, mas é bom refletir sobre como lidamos com o tema mentira em toda a nossa caminhada.

A Bíblia diz que o diabo é o pai da mentira e quem adota a prática torna-se companheiro dele. Jesus é apresentado como a verdade. Em João 14.6, ele declara: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Em João 8.32, temos: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. A verdade é o próprio Jesus.

Uma reflexão pertinente é: eu negocio com a verdade e trilho a estrada da mentira se tiver oportunidade ou alguma situação aflitiva se apresentar para mim? Todos responderemos com um sonoro não.

E a mensagem compartilhada sem o filtro da confirmação? Eu não sabia, argumenta-se. Tudo bem, mas imagine: você tem um filho pequeno, ele sente dor, alguém te oferece um suposto remédio num vidrinho, uma dose é ingerida e, logo depois, conclui-se que é veneno, com fatalidade. O fato de não saber evitou a consequência? Não. Assim acontece com as mentiras espalhadas.

No dia da mentira, fique com a verdade!

terça-feira, 31 de março de 2026

Travesseiro de pedra - Conclusão

Concluindo a série, o poema “Travesseiro de pedra”.


A jornada era longínqua,

O causticante sol provocava cansaço,

O medo pelo erro cometido

Ampliava demais a tensão 

E, depois de um dia inteiro,

Restou-me como descanso à noite,

De pedra, um travesseiro.

A noite era fria,

Contrastando com o dia,

Desconforto total,

Insegurança dominante,

Cansado, apagado, sonhei:

Anjos subiam e desciam,

Uma mensagem traziam:

Estou aqui, não te deixarei.


Acordei. 

O sonho estava fresquinho,

Não se apagou da memória.

Era mais do que um sonho,

Foi um encontro inesquecível,

Mudou cabalmente minha história.


No meio do caminho tinha uma pedra.

A pedra virou travesseiro.

O travesseiro virou coluna.

A coluna virou altar.

Mudou a vida de um homem

E mudou a vida de um lugar.

Antes era Luz, agora, Betel,

Casa de Deus, um pedaço do céu.


Renovado, lancei-me ao caminho,

Muito trecho a percorrer,

E nada a temer,

O Eterno falou, demonstrou carinho

A um enganador e trapaceiro

Que encontrou uma pedra e

Dela fez um travesseiro.


Bendito travesseiro de pedra.

Bendita pedra, que é Jesus,

A quem desejar, Ele é o repouso

Que revigora e a todos conduz.

segunda-feira, 30 de março de 2026

Você é mais importante do que sua roupa

Era um período de descanso de cinco dias, incluindo o domingo, num agradável e confortável sítio na zona rural de Araruama. Preparando a bagagem, decidi: “Não levarei calça, não tem igreja lá perto e vou evitar o deslocamento até a cidade, até porque não sei como é a segurança no período noturno”.

Tenho costume de caminhar e, na primeira investida, peguei a estrada. Para minha surpresa, na direção que tomei, aproximadamente 300 m, uma Congregação Batista. Tomei conhecimento que se reuniam no domingo manhã e noite.

Chega o domingo. Crente raiz vai ao templo. Mas eu não tinha levado calça. Crente raiz não vai ao templo para as celebrações de bermuda ou short. Mas desejava tanto ir. Pela manhã, substituí, acompanhando cultos pela internet. Faria o mesmo à noite.

Aproximando-se do horário da celebração, decidi: “Eu vou ao culto, vou de bermuda mesmo, ninguém me conhece aqui, chego um pouquinho atrasado, fico quietinho lá atrás e participarei com aqueles irmãos”. Decidi não levar Bíblia impressa para evitar qualquer “escândalo”.

Assim foi feito. Cheguei. Sentei-me. Eles cantavam hinos conhecidos e eu adorava a Deus, mas sem muita ênfase para ocultar a “identidade de crente”, afinal estava de bermuda. O pastor começa a pregar. Tive a impressão que ele imaginou ter recebido naquela noite a visita de um perdido. Era o único visitante e suas abordagens eram bem contundentes sobre a necessidade de se render a Cristo, alívio para as dores, descanso para os cansados e apelo no final com hino também raiz. 

Termina o culto. Os irmãos e irmãs começam a sair, carinhosamente me cumprimentam e querem saber de onde sou. Curiosamente, ninguém perguntou meu nome. O pastor já estava à porta para cumprimentar todos, percebi que não teve momento de entrega de dízimos e ofertas e sou informado que acontecera no início. Há um bom tempo praticamos como família, além de dízimos e ofertas especiais, entregar uma oferta em todos os cultos em que estivermos. Fui preparado para isso. Discretamente, fui à frente e depositei minha oferta com a orientação de um irmão que ainda estava sentado num dos primeiros bancos.

Ao retornar, esse irmão, bem idoso, me cumprimenta, fixa o olhar nos meus olhos e denuncia: “Você não é o Neemias, pastor Neemias?”. Ocultar, sim, mas não podia mentir. Respondi-lhe: “Não acredito, o irmão por aqui!”. Era conterrâneo meu, da inesquecível Cardoso Moreira, e devia ter uns quarenta anos que não nos encontrávamos. 

Todo constrangido, expliquei-lhe a razão da bermuda, supliquei-lhe que não falasse com ninguém, muito menos com o pastor e ouvi daquele idoso irmão: “Não senhor, vou te apresentar ao pastor, que alegria reencontrar o senhor!”. Crente raiz idoso chama o pastor mais novo de senhor. E ele ainda fulminou: “Você é mais importante que sua roupa!”. Foi uma espada afiada rasgando meu interior. Um idoso cristão, semianalfabeto, sem formação teológica, compreendendo melhor do que eu a distinção entre espiritualidade e religiosidade. Além da edificação do abençoado culto, aprendi uma lição.

Passam alguns anos. Os jovens de nossa Igreja estarão na direção das celebrações no domingo. Após o período de orações, sou consultado sobre Mateus, o dirigente das celebrações, atuar, estando de bermuda com as explicações de vestir-se assim. Levei um susto. Dirigir o culto, que é transmitido, com a presença de vários crentes raízes? Respondi: “Resolve com o líder da Juventude”. E saí para o gabinete, enquanto a EBD acontecia.

Meditando e refletindo sobre o que planejara pregar naquela manhã, lembrei-me de que um dia fui ao templo de bermuda e ouvi de um idoso irmão: “Você é mais importante que sua roupa!”. Mateus estava de bermuda porque no dia anterior fora abalroado em sua moto por um carro, seu joelho e parte da canela estavam com aquele famoso “ralado” e o uso de calça o incomodaria.

I Samuel 16.7 registra: “O Senhor disse a Samuel: Não olhe para a sua aparência nem para a sua altura, porque eu o rejeitei. Porque o Senhor não vê como o ser humano vê. O ser humano vê o exterior, porém o Senhor vê o coração”.

Reflita: em nossa prática religiosa, estamos mais preocupados com a aparência ou com o interior?

Neemias Lima


Travesseiro de pedra - 30

“Jesus lhe respondeu: As raposas têm as suas tocas e as aves do céu têm os seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” - Mateus 8.20.

O travesseiro de pedra na vida de Jacó era resultado de seu pecado. Jesus não tinha onde reclinar a cabeça por causa de nosso pecado.

O travesseiro de pedra na vida de Jacó foi instrumento para que ele visse anjos subindo e descendo do céu. Jesus é o próprio Deus que desceu até nós para nos garantir a subida ao céu.

O travesseiro de pedra na vida de Jacó foi um rígido instrumento de repouso por uma noite. Jesus é o agradável descanso para nossas almas aqui e na eternidade.

Jesus não tinha uma pedra onde reclinar a cabeça, mas ele é a própria pedra capaz de edificar a sua Igreja, ele é a pedra viva. Ele é “a pedra que os construtores rejeitaram, mas veio a ser a pedra angular” - Atos 4.11.

Bendito travesseiro de pedra para Jacó, porque nele Deus desceu e o encorajou, deu sentido à sua jornada. Bendita pedra viva chamada Jesus, porque nela podemos estar firmes e não ser engolidos pelo pântano do pecado. Ele dá sentido à nossa jornada.

domingo, 29 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 29

A jornada de Jacó seria longa. Entre sair de casa, ir para Padã-Arã, conhecer sua paixão Raquel, ser enganado por Labão, casar-se a contragosto primeiro com Lia, depois com Raquel e ter mais 6 anos de trabalho para conquistar o rebanho, foram vinte intensos anos de luta.

Há uma significativa lição em toda essa experiência: atitudes impensadas podem gerar desdobramentos que levarão tempo para serem ajustados e corrigidos. Há casos em que só a morte interromperá suas consequências, mesmo assim as gerações futuras poderão receber suas influências. Não é absurdo pensar que os maldosos irmãos de José reproduziam em suas ações o as trapaças do pai. É sempre bom lembrar que a cultura popular vaticina que “quem semeia vento, colhe tempestade”. E a inspirada palavra de Deus na pena de Paulo adverte “não errem, Deus não se deixa escarnecer, tudo o que o homem semear, isso também ceifará” - Gálatas 6.7.

O travesseiro de pedra foi instrumento para Deus se revelar a Jacó, mas não o livrou de uma intensa batalha por vinte anos. Muito cuidado com nossas atitudes!

sábado, 28 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 28

O seu travesseiro de pedra pode ser uma decepção com alguém que tanto você investiu em relacionamento. Pode ser com algum projeto que não aconteceu. Um desafio que gerou tanta expectativa e não foi alcançado. Experiências assim impactam negativamente em nosso emocional e podemos concluir que é fracasso total. A autoestima despenca, o incentivo bate em retirada e até a motivação se esconde no recôndito de nosso ser. Imagino que assim se encontrava Jacó.

Mas o travesseiro de pedra não é o fim da jornada. Pode-se sonhar no desconforto de sua rigidez, na frieza do relento e correndo iminentes riscos de morte. Isso “porque Deus é quem opera ou efetua em nós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” - Filipenses 2.13. O verbo traduzido por operar é “energéo” e pode trazer a ideia de energizar. Deus garante a energia. E não é como a energia da operadora que atua em sua cidade, a energia de Deus nunca falta.

Qual é o nosso papel? Não desistir! Não desista, insista, mesmo que a vida te apresente um travesseiro de pedra, Deus está ali.

sexta-feira, 27 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 27

Qual é o seu travesseiro de pedra? O de Jacó era a fuga do ódio de seu irmão em função de ter se aproveitado de sua fraqueza.

Para muitas pessoas, o travesseiro de pedra é uma enfermidade. Sem qualquer cerimônia, após exames, o diagnóstico vem com gravidade e risco iminente. É como se o céu desabasse e o chão se abrisse, engolindo e nos sufocando.

Como experimentou Jacó, há um tempo de medo, preocupação, tensão e aflição. Tentativa de saída como a fuga se apresenta, mas o problema se encontra lá no íntimo. É comum nessas horas o sono fugir, o pesadelo se apresentar e a dúvida se instalar.

No travesseiro de pedra da enfermidade, Deus pode revelar grandiosas bênçãos reservadas no bendito céu. E o que era pavor se transforma em temor e de Deus é revelado o amor. A mente é lembrada pelo Espírito Santo da promessa do Senhor, que nenhuma provação será maior do que se pode suportar, dará o escape o Senhor.

No travesseiro de pedra da enfermidade, o Espírito lembra “no dia em que eu temer, hei de confiar em Ti” - Salmo 56.3.

Bendito travesseiro de pedra!

quinta-feira, 26 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 26

O desconfortável travesseiro de pedra foi muito mais do que um instrumento de repouso para Jacó. Foi um renovo em sua vida.

E a caminhada continua. O capítulo vinte e nove de Gênesis tem início com a informação “Jacó se pôs a caminho”. O travesseiro de pedra transformado num altar não o deteria. A caminhada continuaria. A jornada exigia prosseguir. Muitas conquistas ainda teria o revigorado Jacó. 

O texto bíblico informa que Jacó “foi à terra do povo do Oriente”. Um poço é alcançado pela visão de Jacó e ele vê três rebanhos de ovelhas deitados junto dele. Uma grande pedra tapava a boca do poço. Mais uma pedra no caminho de Jacó. Parafraseando o lendário Drummond, “no meio da caminhada de Jacó, tinha outra pedra”.

A primeira pedra serviu-lhe de travesseiro e o aproximou de Betel. A segunda pedra o aproximou de sua paixão, Raquel. Na primeira pedra, primeiro, descansou e, depois, a removeu, transformando-a num altar. Na segunda pedra, primeiro, a remove e, anos depois, leva Raquel ao altar.  

Não despreze as pedras no caminho, com elas, construa um castelo.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 25

Uma outra leitura é se Jacó estabelecia a condição de receber bênçãos para devolver o dízimo. Temos que compreender que Jacó era principiante no conhecimento da revelação divina e imaturo. Embora, não pareça uma condição estabelecida por ele quando usa a partícula “se”, ao admitirmos precisamos lembrar de que Jacó não tinha uma concepção cristã. A compreensão na antiga aliança privilegiava o esforço humano, como numa linha meritocrática. Receber bênçãos celestiais era consequência na vida de quem agradava a Deus. Preste atenção: assim era a compreensão daquele tempo.

Na nova aliança, o homem já recebeu tudo de que necessita do Senhor e sua entrega não é para conquistar a simpatia de Deus, mas agradecer o que Ele fez.

A oração e comprometimento cristãos passam pela compreensão de que “Deus faz muito mais além daquilo que pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que em nós opera” - Efésios 3.20.

Oferecemos a Deus no sustento de sua causa porque a maior bênção Ele já nos concedeu, a salvação em Jesus Cristo. Quem é salvo, entrega, para que outros sejam alcançados.

segunda-feira, 23 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 23

Jacó finaliza seu voto magistralmente. Ele declara: “...e, de tudo o que me concederes, certamente te darei o dízimo”.

Sinceramente, não tenho certeza sobre o entendimento que Jacó tinha sobre o dízimo. E algumas leituras me inquietam. Por exemplo: que despertou em Jacó a atitude de assumir que devolveria o dízimo de tudo que recebesse de Deus? Como Jacó chegou à conclusão de ofertar sem nenhuma instrução a respeito, sem qualquer orientação de um sistema religioso? Provavelmente, nunca teremos respostas, mas podemos desenvolver alguns raciocínios.

1º - O travesseiro de pedra revelou muito mais do que um sonho em que Deus apareceu. O ganancioso, o trapaceiro, o que desejava levar vantagem em tudo, o que pensava apenas em si, agora, se torna doador, liberal, generoso e desejoso de devolver parte do que recebe. Quando o ser humano tem um verdadeiro encontro com Deus quem passa a orientar os rumos de sua caminhada não são suas paixões, mas o próprio Deus.

Como você administra os bens que Deus te dá? Deus em primeiro lugar fará com que todas as coisas sejam acrescentadas.

domingo, 22 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 22

“... e a pedra, que pus como coluna, será a casa de Deus” é a segunda dimensão do voto de Jacó. 

O travesseiro de pedra que se transformou numa coluna, agora, recebe a designação “Casa de Deus”. Mas não havia uma planejada construção com setores para adoração, ritual e comunhão, como será a “Casa de Deus”?

Provavelmente, sem qualquer instrução religiosa, Jacó inaugurava um modelo com um precioso ensino: a “Casa de Deus” não é um lugar específico. Ele não precisa de casa, ele não cabe em alguma casa e o humano não tem condições de construir uma casa para o divino. A “Casa de Deus” é uma experiência que transforma vidas, encontra perdidos, recupera doentes e dá esperança aos que estão desiludidos.

Deus não habitaria naquela coluna, mas ela seria uma lembrança permanente do lugar onde Jacó experimentou Deus habitando em sua vida. Aonde Jacó fosse, Deus estaria com ele e nele. A habitação de Deus não é num elemento frio da natureza, mas no aquecido coração humano.

Deus habita em você? Sua vida é um templo em que Deus é glorificado e as pessoas são atraídas para ele?

sábado, 21 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 21

Após apresentar seus desejos, Jacó assume o voto alcançando três dimensões: “...então o Senhor será o meu Deus; e a pedra, que pus como coluna, será a casa de Deus; e, de tudo o que me concederes, certamente te darei o dízimo” - Gênesis 28.21-22.

“Então o Senhor será o meu Deus” é a primeira decisão de Jacó. O sonho no travesseiro de pedra mostrou ao fugitivo uma nova perspectiva no relacionamento com o divino. Até então, Jacó era movido e motivado pela sua própria vontade. Ele era dono de si mesmo e pertencia a si mesmo. Parece algo insensato, mas é exatamente assim, é atitude insensata. Suas ações não obedeciam ao critério do respeito, da ética e dos relacionamentos saudáveis.

Jacó atendia aos seus instintos e, como “um néscio, um louco, assumia: não há Deus”, como adverte o Salmo 53.1. Agora, não. Sua declaração é clara: “o Senhor será o meu Deus!”. Não um Deus distante, de todos os meus antepassados, é meu. Não é possessividade, é uma experiência pessoal!

Seus votos e propósitos passam primeiro por essa afirmação: o Senhor é o meu Deus? Assuma isso, Deus cuidará do restante.

sexta-feira, 20 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 20

Jacó apresenta a última fundamentação para o seu voto. Ele diz: “de maneira que eu volte em paz para a casa de meu pai”. 

Voltar em paz para a casa de seu pai pode provocar as seguintes leituras:

1ª - Esperança. Ele estava como um fugitivo, traiçoeiro, ameaçado e temeroso. O sonho no travesseiro de pedra gerou nele uma perspectiva de esperança. Ele vislumbrava a bênção de retornar.

2ª - Segurança. Seu desejo era retornar incólume, ou seja, são, salvo, ileso e intacto. Ao sair de casa, as projeções eram as piores. Agora, todo o futuro é marcado pela possibilidade de retornar inteiro.

3ª - Confiança. Voltar em paz era o renovo da confiança no Deus que apareceu e falou com ele no sonho. A confiança foi restaurada, renovada e sua vida impactada.

4ª - Bonança. Na realidade, o que Jacó desejava era poder abraçar seus familiares, principalmente, Esaú. A saudade certamente o machucava. Os laços afetivos não foram rompidos pelo incidente, embora o tempo fosse de mágoa e rancor.

Você precisa retornar de alguma situação desconfortável e deseja desfrutar da paz que Deus oferece?

quinta-feira, 19 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 19

O segundo tema no voto de Jacó é: “e me der pão para comer e roupa para vestir”. O pedido de Jacó contempla duas necessidades básicas do ser humano: alimento e proteção para o corpo.

O voto de Jacó tinha como pedido duas necessidades básicas: alimento e vestimenta. A rigor, é o que o homem precisa para viver. Nada é capaz de dar ao homem felicidade plena e permanente. Todas as posses impactarão a vida por algum tempo, mas as necessidades básicas o farão por toda a existência.

Naquele momento de sua vida, Jacó não possuía bem algum, mas seu pedido a Deus não contemplava essa área. É possível que um travesseiro de pedra revele perda total de tudo o que possuímos, mas podemos descansar que Deus suprirá as necessidades de todos os que dependerem dele.

Muitos anos depois, Davi testemunhou: “Nunca vi um justo desamparado e nem a sua descendência a mendigar o pão” - Salmo 37.25. E mil anos depois, Paulo declarou: “Deus suprirá todas as suas necessidades” - Filipenses 4.19.

Nossos votos devem contemplar nossas necessidades, o que vier além disso, será bênção!

quarta-feira, 18 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 18

O voto assumido por Jacó apresentava alguns interessantes temas. Vamos refletir sobre eles.

Primeiro, ele destaca: “Se Deus for comigo, e me guardar nesta jornada que empreendo”. É interessante destacar que isso foi parte da promessa do Senhor durante o sonho que Jacó teve. Deus disse: “Eis que eu estou com você e o guardarei por onde quer que você for. Farei com que você volte para esta terra, porque não o abandonarei até que eu cumpra aquilo que lhe prometi”.

Ora, se Deus já se comprometera desse modo, por que Jacó começa o seu voto com uma condicional, “se Deus for comigo”? Muito provavelmente não se trata de uma condicional duvidosa. Pode ser lido mais ou menos assim: “Considerando que Deus irá comigo e me guardará neste jornada, afinal é a promessa dele”. Não era uma dúvida de Jacó, era uma afirmação de sua confiança na promessa que Deus fizera. 

Nossos votos podem passar pelo filtro da confiança plena que Deus cumprirá suas promessas e nada, absolutamente nada, escapará de seu controle.

Permaneça firme em seu voto, Deus está suprindo o que você não é capaz.

terça-feira, 17 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 17

A experiência no travesseiro de pedra ampliava seus efeitos. Registra Gênesis 28.20 que “Jacó fez também um voto, dizendo:”.

É o primeiro voto registrado na Bíblia. O voto é uma promessa e normalmente é feito quando se enfrenta um problema, uma dor, um desafio que se apresenta na caminhada ou um obstáculo enfrentado que parece intransponível.

Assumir um voto é uma atitude boa. Passa a ser um problema quando o autor se esquece de cumprir, principalmente quando a tempestade passa. As consequências aparecem. Não, não se trata de um castigo de Deus que monitora o cumprimento ou não e, neste caso, aplica imediatamente uma sanção. A própria pessoa que votou, não cumprindo depois, experimenta uma perda de confiança no agir de Deus e outro problema que surge acaba por desenvolver um sentimento de culpa.

A Bíblia orienta: “Ao fazer um voto a Deus, não demore a cumpri-lo, pois ele não se agrada de tolos. Cumpra o voto que você faz” - Eclesiastes 5.4.

Você precisa cumprir algum voto a Deus? Encorajo você a fazer votos diante de Deus e, cumprindo, você crescerá no relacionamento com Ele.

Tá ligado?

segunda-feira, 16 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 16

“E ao lugar, cidade que antes se chamava Luz, deu o nome de Betel” - Gênesis 28.19.

Tudo muda quando você muda é um conceito que tem recebido muita apreciação em muitos círculos. O que ele pretende realçar é a participação humana interferindo na sua história que não tem uma programação determinada como se fosse uma realidade fatalista. Tem sua parcela de verdade. Talvez uma dificuldade seja o fato que, essencialmente, o homem não consegue mudar. Ele depende de um ser superior.

A experiência de Jacó contempla o conceito, mas tem um pano de fundo especial: a ação de Deus. Agora, o que muda é o nome do lugar. No lugar de Luz, entra Betel. Luz é insignificante, segundo alguns, pode significar uma amendoeira. Após o travesseiro de pedra, o sonho, tem importante significado, Casa de Deus. A casa de Deus é muito mais do que um lugar, é uma experiência singular, no meio do nada, para alcançar Jacó, o céu tocou a terra. 

O travesseiro de pedra não é confortável, mas pode testemunhar a transformação de uma amendoeira na casa de Deus. Não despreze seu travesseiro de pedra.

domingo, 15 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 15

Pedra em pé como coluna não era apenas o que Jacó desejava e nem que fosse lembrada como um marco. Ele almeja mais. E o texto registra que “sobre o topo dela derramou azeite”. 

Mais um simbolismo. O travesseiro de pedra transformou-se num templo, num púlpito, num altar, seja lá o nome que se dê, agora era uma referência de adoração. O derramar de azeite no topo da pedra carregava a ideia de consagração, ainda que Jacó não compreendesse exatamente o que significasse o ato. Sua experiência no sonho com a manifestação teofânica despertou nele um senso de reverência e a adoração surgiu natural e inevitavelmente.

A unção com azeite tem um significado maior. Mesmo que fosse apenas o produto que Jacó tivesse à mão, azeite simboliza cura, alívio para a dor. Jacó estava curado do problema que o trouxe até ali. Certamente, teria outras enfermidades e o agir de Deus estaria em ação, mas, ali, no travesseiro de pedra, ele experimentou cura.

Sua cura não depende de uma cama confortável, ela pode vir agora em seu travesseiro de pedra. Não se esqueça de transformá-lo num símbolo de adoração.

sábado, 14 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 14


O texto bíblico declara que Jacó pegou a pedra a pôs em pé como coluna. Mais um simbolismo: a partir de agora, ela não seria vista apenas como um elemento compondo aquele cenário, mas como um marco, um obelisco.

O pensamento de Jacó era transformar a pedra num memorial. A pedra em pé como coluna seria um instrumento de lembrança da experiência dolorosa em sua fuga que se transformou em experiência prazerosa.

Um memorial apresenta pelo menos dois desdobramentos: 1º - não se esquecer do que Deus fez, reconhecimento do livramento efetuado por ele, e, 2º, materialização da gratidão pela bênção alcançada.

Aquela simples pedra transformada em coluna era uma testemunha do que Deus fizera e sua insignificância, pelo agir de Deus, saiu de cena para o status de importância.

O milagre de Deus opera de maneira abrangente. Primeiro alcança o ser humano, muda sua condição, e o homem, transformado, muda o ambiente onde se encontra.

Qual é o seu travesseiro de pedra? Transforme-o numa coluna em gratidão a Deus, reconheça sua insignificância e o poder do Senhor

quinta-feira, 12 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 12

O dia seguinte na caminhada de Jacó começa com um registro muito impactante: “Na manhã seguinte, Jacó levantou-se de madrugada…” - Gênesis 28.18.

Primeiro destaque: levantou-se. Pode parecer um registro simples, mas carrega um simbolismo. É comum no transcurso de uma caminhada dolorosa se instalar a atitude de prostração. Jacó tinha tudo para reagir assim. O badalado profeta Elias, centenas de anos depois, desejou prostrar-se numa caverna. Mas Jacó levantou-se, símbolo de disposição, encorajamento. O sonho estava produzindo seus efeitos.

Segundo destaque: de madrugada. Opa, o homem saiu da cama ao ar livre cedo. A cultura popular assevera que “Deus ajuda a quem madruga”. É também conhecida “passarinho que acorda cedo bebe água limpa e fresca”. Palestrando anos atrás em Cabo Frio, o técnico Bernardinho afirmou: “O sucesso acompanha quem acorda cedo”. Devemos considerar a realidade dos horários, não é possível acordar cedo quem trabalha até altas horas da noite.

A aplicação é: levantar-se e aproveitar o tempo. Saia da prostração e aproveite as oportunidades. Desfaça a cama.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 11

O verso 18 do capítulo 28 começa com a expressão “na manhã seguinte”. Como seria a caminhada a partir de agora? Que fazer? Como agir? Como reagir? Como interagir? No dia anterior, Jacó estava perdido, com medo, paralisado emocionalmente, era um fugitivo.

Agora, o dia seguinte tem um episódio que marcou sua vida, o sonho em que Deus falou com ele. Não era um sonho reflexo de suas preocupações, não era um pesadelo, era uma experiência com Deus.

Há muita gente que se perde no dia seguinte de uma experiência. Não sabem o que fazer. Escolhem caminhos errados e o dia seguinte acaba por apresentar experiência ainda mais dolorosa. 

O dia seguinte depois de uma experiência negativa pode gerar um sentimento de baixa autoestima, complexo de inferioridade, atitude de lamentação. Uma experiência positiva pode gerar arrogância, presunção, soberta e petulância.

Há pessoas que no dia da aflição clamam com fervor ao Senhor por livramento. E Deus concede. No dia seguinte, esquecem-se dos votos, tornam-se mais insensíveis e frios.

Mais importante que a experiência de hoje é o que vamos fazer com ela no dia seguinte.

terça-feira, 10 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 10

Ao despertar do sono, ter o sonho encerrado e concluir que “Deus estava ali e ele não sabia”, Jacó, temendo, acrescenta: “Quão temível é este lugar! É a casa de Deus, a porta dos céus” - Gênesis 28.17.

A expressão “quão temível é este lugar” não é uma declaração de medo. Tratava-se de uma adoração realçando o temor ao Senhor. Em Provérbios 1.17, lemos que “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria”. Jacó que até então trilhara o caminho da insensatez, dá os primeiros passos em nova estrada, a estrada da sabedoria. Seria longa, mas os primeiros passos foram dados.

Ele aprende “é a casa de Deus”. Mas não havia templo ali, nem um local separado para adoração. Os primeiros passos na estrada da sabedoria mostraram a Jacó que Deus não depende de templos humanos, sua casa é onde tiver um ser humano.

Jacó vê uma porta aberta, a porta dos céus. Ele não precisava de nenhum mediador humano, Deus descera até ele e mostrou-lhe a porta do céu escancarada para ele.

Um travesseiro de pedra traz revelações que nenhum travesseiro de pluma de ganso consegue. Não despreze seu travesseiro de pedra.

segunda-feira, 9 de março de 2026

Série de Mensagens "A Bíblia toda - Gênesis"

O pr. Neemias Lima preparou uma série com o título "A Bíblia toda". Cada sermão é num livro da Bíblia. A série está no YOUTUBE.

Acesse pelo link abaixo o primeiro sermão da série.

https://youtu.be/cuMRWYKTp_Q?si=COVv7m3HiF87ExYO 

Travesseiro de pedra - 09

Jacó desperta do sono. O sonho acabou. Mas Jacó experimenta o início de virada em sua vida. A manisfestação teofânica não é um evento sem propósito e Jacó se apodera disso.

Ele testemunha: “Na verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia” - Gênesis 28.16.

O conceito da onipresença divina era desconhecido. Os deuses deveriam ser materializados e estar próximo fisicamente do ser humano. Jacó estava ao relento, sem qualquer estrutura de proteção, tudo sinalizava estar sozinho, mas ele conclui: “Deus está aqui e eu não o sabia”.

Deus está em todo lugar que se fizer necessária a sua presença. Onde estiver um ser humano, ali Deus está. O ensino do Salmo 139 é confortador: “Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá”.

Não importa onde você estiver agora, Deus está do seu lado. Ele quer conduzir sua vida. Não reclame do travesseiro de pedra, veja o agir de Deus.

domingo, 8 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 08

O verso quinze do capítulo vinte e oito apresenta o final da fala de Deus a Jacó enquanto este dormia: “Eis que eu estou com você e o guardarei por onde quer que você for. Farei com que você volte para esta terra, porque não o abandonarei até que eu cumpra aquilo que lhe prometi”. 

Quatro garantias da parte de Deus Jacó recebe:

1ª - “Eis que eu estou com você”. Jacó não está sozinho, Deus está com ele.

2ª - “Eu o guardarei por onde quer que você for”. Independentemente de onde Jacó estivesse, Deus estaria guardando-o e protegendo-o.

3ª - “Farei com que você volte para esta terra”. Jacó era um imigrante temporário, Deus o levaria de volta à sua terra. Ele guarda a nossa entrada e a nossa saída.

4ª - “Eu não o abandonarei até que eu cumpra aquilo que lhe prometi”. A promessa do Senhor é garantida até o cumprimento total dela. Como diz o poeta, tendo como pano de fundo Hebreus 10.23, “aquele que prometeu, é fiel para cumprir”.

Lembre-se: Deus está, guarda, acompanha e cumprirá em sua vida todas as promessas, nenhum travesseiro de pedra impedirá suas ações.

sábado, 7 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 07

Deus continua tratando de Jacó em seu sonho e reforça sua promessa. Ele garante:

1º - “A sua descendência será como o pó da terra”. A intenção é mostrar a grandiosidade da bênção e do cuidado divino. Está presente aqui uma hipérbole.

2º - “Estenderá ao Ocidente e para o Oriente, para o Norte e para o Sul”. A ideia é de alcance em toda a terra. Deus não tem preferência por um lugar, toda a terra é incluída em seu programa de salvação.

3º - “Em ti e na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra”. A promessa ganha um elemento de reforço que sinaliza o real interesse de Deus: as pessoas. Ele ama toda a criação, mas seu projeto é que toda a criação facilite para que as pessoas, as famílias, recebam suas bênçãos.

As promessas feitas a Jacó se constituíam numa confirmação das promessas a Abraão e a Isaque. Jacó que estava perdendo o vínculo com os seus antepassados, recebe a confirmação divina que seria abençoado para abençoar.

Um travesseiro de pedra é uma rica oportunidade para nos lembrarmos das promessas do Senhor aos nossos antepassados e a nós, elas continuam de pé.

sexta-feira, 6 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 06

“E eis que o Senhor estava perto dele e lhe disse: Eu sou o Senhor, Deus de Abraão, seu pai, e Deus de Isaque. A terra em que agora você está deitado, eu a darei a você e à sua descendência”.

Além da informação que interagia com o “Deus de Abraão e o Deus de Isaque”, Jacó teve uma promessa específica: “ A terra em que agora você está deitado, eu a darei a você e à sua descendência”.

Jacó era um fugitivo, sem recursos e desprotegido, mas Deus renova sua promessa e especificamente apresenta-lhe uma promessa específica. Tem a garantia que terá uma descendência e ela será como o pó da terra. E tem mais: em Jacó e na sua descendência todas as famílias da terra serão benditas.

É abençoador saber que as promessas de Deus não alcançam apenas uma pessoa, elas se estendem para todas as pessoas, independentemente de seus méritos, são fruto da bondade divina.

Você tem dúvidas das promessas de Deus? Sua desobediência tem lhe roubado a confiança em Deus? Travesseiro de pedra não anula as promessas de Deus sobre sua vida, elas são sustentadas pela fidelidade d’Ele e não pela sua.

quinta-feira, 5 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 05

Após descobrir que era “o Senhor”, Adonai, que estava no sonho, é revelado a Jacó que ele interagia, embora dormisse, com o “Deus de Abraão e Deus de Isaque”. Isso tem um significado muito grande: Jacó não estava sozinho, fazia parte de uma história, história que tinha profundidade no relacionamento Deus e o homem.

O que está implícito na revelação “o Deus de Abraão e o Deus de Isaque” é a aliança que o Senhor fez com a família de Jacó. Ele fazia parte de um processo que tinha como fundamento o pacto de Deus com Abraão e, depois, com Isaque.

A história era passada de pai para filho e Jacó sabia que seu avô Abraão estava impossibilitado de ter uma descendência, pois Sara era estéril, e seu pai Isaque esteve como um fugitivo, sem terra. O Senhor fez o milagre da fertilidade em Abraão e Sara e da provisão em Isaque e Rebeca, tornando-os ricos.

O travesseiro de pedra não foi obstáculo capaz de eliminar Jacó da história que se desenhava a partir de seu avô Abraão. Ainda que você durma num travesseiro de pedra hoje, Deus está construindo sua história desde os seus antepassados.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 04

O sonho mostrou a Jacó que Deus estava perto e falou com ele. Qual é o conteúdo da fala de Deus a Jacó? O versículo treze responde: “E eis que o Senhor estava perto dele e lhe disse: - Eu sou o Senhor, Deus de Abraão, seu pai, e Deus de Isaque. A terra em que agora você está deitado, eu a darei a você e à sua descendência”.

Primeiro, Deus se apresenta: Eu sou o Senhor. A palavra hebraica é “Adonai”. Traz a ideia de “meu Senhor” e de poderoso. A Bíblia Judaica Completa, além de registrar que o Senhor estava perto, destaca que Ele estava em pé. Jacó estava dormindo, cansado, exausto, o todo-poderoso estava acordado, animado e em atividade plena.

No Salmo 121, versos três e quatro, aprendemos que o Senhor não dorme, nem cochila. A ideia é de um guarda que está diuturnamente guardando para oferecer segurança.

No travesseiro de pedra, Jacó foi alimentado com a presença do Senhor, que estava perto, e era todo-poderoso para guardá-lo em toda a caminhada e desejava manter relacionamento íntimo com ele.

Não despreze seu travesseiro de Pedra, Deus quer ser o seu Senhor!

terça-feira, 3 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 03

Jacó em seu sonho no travesseiro de pedra descobriu uma verdade a respeito do Deus: Ele está perto e se comunica com o ser humano. O verso treze de Gênesis 28 registra: “E eis que o Senhor estava perto dele e lhe disse:”.

Jacó estava longe de sua casa, distante de seus pais e familiares, separado dos amigos, sozinho, ao relento, mas Deus estava perto. Deus sempre está perto. Deus nunca se distancia.

Em Salmos 145.18, lemos: “Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade”.

Em Salmos 34.18, aprendemos: “Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado; ele salva os de espírito oprimido”. 

E o poeta testemunha com alegria: “Tu estás perto, Senhor, e todos os teus mandamentos são verdade”  Salmos 119.151.

Deus não apenas estava perto, Ele falou com Jacó. Em toda a Bíblia, encontramos Deus perto e se comunicando com o homem. Nenhuma desobediência fará Deus se distanciar e silenciar-se.

Sua realidade agora é num travesseiro de pedra? Deus está pertinho e se comunicando com você. Preste bastante atenção.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 02

“E sonhou: Eis que estava posta na terra uma escada cujo topo atingia o céu, e os anjos de Deus subiam e desciam por ela” - Gênesis 28.11.

No desconforto do travesseiro de pedra, Jacó dormiu e sonhou. É possível sonhar ainda que a vida apresente um travesseiro de pedra.

O conteúdo do sonho apresenta alguns simbolismos. Uma escada posta na terra cujo topo atingia o céu. A escada era uma ponte que ligava a terra ao céu. Anjos de Deus subiam e desciam por ela. Pode parecer algo sem valor para muitos, mas o texto realça que os anjos subiam e desciam pela escada. Por que não desciam e subiam? Acredito que esse detalhe, ou pormenor, evitando o francesismo ou galicismo, sinaliza o cuidado de Deus provendo a nosso favor anjos que nos acompanham. O cristão não tem um anjo da guarda, tem o próprio Cristo, o anjo do Senhor, e anjos que estão a nosso serviço da parte de Deus. Extenuado pela longa caminhada, Jacó é renovado no sonho pela ação direta de Deus.

O travesseiro de pedra não impede a ação de Deus em nosso favor e podemos ser reanimados pela visão de seus cuidados.

domingo, 1 de março de 2026

Travesseiro de pedra - 01

Após a trapaça feita com seu irmão Esaú, Jacó precisou fugir por medo. Foi abençoado por seu pai Isaque e partiu de Berseba para Harã em sua aventura. Em determinado lugar, precisou dormir, pois era noite. As viagens eram muito aventureiras, não havia pousadas, airbnb e outros recursos de hospedagem. 

Gênesis 28.11 registra: “Quando chegou a certo lugar, ali passou a noite, porque o sol se havia posto. Pegou uma das pedras do lugar, fez dela o seu travesseiro e se deitou ali mesmo para dormir”.

Travesseiro de pedra. Jacó que dormia sob proteção na casa de seus pais, tinha cama agradável, travesseiro confortável, agora está ao relento e desprovido de conforto, sujeito a ataques de inimigos e animais, com a cabeça num travesseiro de pedra. Tudo por causa de sua atitude desonesta com seu irmão.

Podemos receber um travesseiro de pedra como consequência da desobediência. Este era o caso de Jacó. A vida apresenta travesseiros de pedra por outros motivos, mas, independentemente da causa, o travesseiro de pedra pode se transformar numa agradável experiência.

Quer ter uma experiência em seu travesseiro de pedra?

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Tudo passa - II

Nabucodonozor reinou na Babilônia. Pensou que era grande. No livro do profeta Daniel 4.28-37 lê-se a narrativa: “Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência?”.

Aprendeu dura lição: “Ainda estava a palavra na boca do rei, quando caiu uma voz do céu: A ti se diz, ó rei Nabucodonosor: Passou de ti o reino. E serás tirado dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo; far-te-ão comer erva como os bois, e passar-se-ão sete tempos sobre ti, até que conheças que o Altíssimo domina sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer. Na mesma hora se cumpriu a palavra...”.

Teve oportunidade de se humilhar: “Eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. E todos os moradores da terra são reputados em nada...”. 

Apenas a palavra do Senhor permanece: “Seca-se a erva, murcha a flor, mas a palavra do Senhor permanece para sempre” - Isaías 40.8. É a realidade que iguala todos os seres. Por isso, ninguém pode viver carregado de presunção, autossuficiência e orgulho. Tudo vai passar!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Tudo passa - I

Um vídeo com impactante propaganda traz o seguinte texto: “Orgulhosamente, Volkswagen apresenta sete carros e um destino. A história de sete heróis intrépidos que não conhecem o medo: Fusca 1300, Karmanguia 1600, Fuscão, Karmanguia TC, 1600 TL, Variant Volkswagen, 1600 TL 4 portas. Vocês os verão enfrentando todos os caminhos com absoluto conforto e economia. Sete carros e um destino, o seu destino. Não perca! Breve em sua vida!”.

Carros que eram desejáveis, agora são rejeitados pela grande maioria. Assim é a vida: tudo passa. Inclusive a vida. Para o rei Davi, “quanto ao homem, os seus dias são como a relva; como a flor do campo, assim ele floresce; pois, soprando nela o vento, desaparece, e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar” - Salmo 103.15-16.

No Salmo 102.11, lemos: “Como a sombra que declina, assim são os meus dias, e eu me vou secando como a relva”.

Apenas a palavra do Senhor permanece: “Seca-se a erva, murcha a flor, mas a palavra do Senhor permanece para sempre” - Isaías 40.8.

É a realidade que iguala todos os seres. Por isso, ninguém pode viver carregado de presunção, autossuficiência e orgulho. Tudo vai passar!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Procure sua camisa

Um grupo de 100 alunos participava de um seminário. O professor parou de falar e deu uma camiseta a cada um e orientou-os a escreverem nela seu nome. Em seguida, as camisetas foram recolhidas e colocadas em outra sala. O professor pede que entrem na sala e localizem a camiseta com o seu nome em menos de 5 minutos, todas estavam misturadas.

Todos correm para a sala e, freneticamente, a procuram. Empurram-se e pisam-se em desordem total. Após 5 minutos ninguém conseguiu encontrar sua camiseta.

Então o mestre disse: "Agora, peguem aleatoriamente uma camiseta e entreguem à pessoa cujo nome está escrito nela". Em alguns minutos, cada um recebeu a sua.

O professor, então, disse: "O que fizemos é exatamente o que acontece em nossas vidas, todos procurando desesperados por sua própria felicidade, sem a preocupação com o outro. Quando você ajudar o outro a encontrar sua felicidade, também terá felicidade em sua vida”.  

E essa é a missão dos homens na terra! Aprenda a colocar um sorriso no rosto de alguém, e você também terá um sorriso. Que ninguém procure apenas seu próprio interesse. Que cada um também considere os interesses do outro.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Babel ou Betel? - Conclusão

O verso dezoito de Gênesis vinte e oito traz uma informação bem no início muito relevante: “Na manhã seguinte”. É o dia seguinte da experiência do sonho da escada e a conclusão que Deus estava ali.

No dia seguinte é muito mais do que uma identificação cronológica. É uma mudança de atitude. É um novo caminho. É uma firme convicção que não deseja continuar como acontecia até então. É um assumir de novos propósitos.

A maior contribuição que os cristãos podem apresentar à sociedade não é o que acontece nos templos nas celebrações, seja no domingo ou noutro dia da semana. É o que vai acontecer na segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado. Que faremos de maneira prática no dia a dia com o que cantamos, ouvimos e falamos no templo? 

E é triste concluir que o dia seguinte tem sido árido, improdutivo e, em alguns casos, desolador. Cristãos trapaceiros como Jacó e sem desejar uma experiência que mude o procedimento.

Hoje é o dia seguinte. Que novidade você precisa apresentar em sua caminhada. Lembre-se: Jacó não foi mais o mesmo!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Babel ou Betel? - XI

A atitude de adoração de Jacó após o evento miraculoso não apresentava conteúdo apenas teórico, ele assume um voto prático.

Seu voto é precedido das seguintes condições: se Deus for comigo, se me guardar nesta jornada, se me der pão para comer, se me der roupa para vestir e se eu voltar em paz para a casa de meu pai. Deve-se compreender que Jacó fazia parte do início da revelação progressiva de Deus, pouco conhecimento era a realidade, daí se entender as condições estabelecidas. A maturidade cristã, depois da revelação completa, não comporta apresentar condições a Deus.

Seu voto incluía:  o Senhor será o meu Deus, a pedra, que pus como coluna, será a casa de Deus e, de tudo o que me concederes, certamente te darei o dízimo.

Independentemente do que fizer por nós, o Senhor deve ser o nosso Deus, a adoração deve ser uma experiência permanente, chova ou faça sol, e a gratidão, na devolução do dízimo, uma experiência prazerosa. Quando alguém disser que dízimo é da lei, mostre a experiência de Jacó, que reproduzia a experiência de seu avô Abraão. A lei veio quatrocentos anos depois.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Babel ou Betel? - X

Após a linda e impactante experiência da manifestação sobrenatural de Deus, lemos no início do verso 18 de Gênesis 28 que, na manhã seguinte, Jacó tomou algumas atitudes:

1ª - Pegou a pedra que lhe servira de travesseiro e a transformou numa coluna. 

2ª - Derramou azeite no topo dela.

3ª - Ressignificou o lugar onde estava, mudando o nome de Luz para Betel.

Importantes aplicações podem ser feitas:

1ª - Travesseiro de pedra pode ser transformado em monumento de boas lembranças. O tempo era aflitivo, o medo se avizinhara, mas Deus pode transformar o travesseiro de pedra numa coluna. 

2ª - Adoração ao Senhor pode ocorrer mesmo quando a vida nos apresentar um travesseiro de pedra.

3ª - Deus pode nos capacitar para ressignificar tudo em nossa vida. De Luz, o lugar passa a se chamar Betel, casa de Deus. A casa de Deus é muito mais do que um lugar, a casa de Deus é uma experiência e onde houver uma, ali Deus está, pois Ele está onde sua presença se fizer necessária.

Mesmo sem saber o conceito, Jacó aprendeu sobre a onipresença de Deus. Você sabia que Deus está aí com você, independentemente do que estiver fazendo?

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Babel ou Betel? - IX

A reação de Jacó após a experiência da teofania, que é uma manifestação extraordinária de Deus, é encantadora.

É como se ele bradasse: “Na verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia” - Gênesis 28.16.

A realidade é que Deus está em todo lugar em que se fizer necessária sua presença. Jacó conheceu um aspecto da pessoa de Deus, mesmo sem ter conhecimento algum do processo revelador em que estava envolvido. O conhecimento da presença do Senhor onde estivermos desenvolve uma atitude de confiança no cuidado de Deus.

Em seu brado, Jacó revela sua ignorância: e eu não o sabia. Era algo novo para ele. O conhecimento da pessoa de Deus soberano e dirigente moral do universo, aquele que dirige a história, gera em Jacó uma dependência dele. Nada sabemos quando se pensa na magnificência, na grandeza de Deus.

Diante da grandeza divina, nossa melhor atitude é de reverência e temor. Temor, não medo. Ele cuida de nós e, se for preciso, ele aparece literalmente para nos encorajar.

Onde você está? Que está fazendo você? Deus está aí, coladinho com você. Cuidado! Mas celebre isso!

Babel ou Betel? - VIII

No sonho, Deus desceu até Jacó e lhe fez promessas preciosas, como Gênesis 28.13 a 15 registra.

Primeiro, Deus se apresenta. Eu sou o Senhor, Deus de Abraão e Deus de Isaque. Jacó era a terceira geração. O programa redentivo de Deus não começou com Jacó, era desde a eternidade e sua relação com, primeiramente o povo, começou com Abraão. O Deus que se apresenta a Jacó é o que dirige a história, história que chegou até nós.

Agora, as promessas:

1ª - A terra em que está deitado, eu a darei a você e à sua descendência.

2ª - A sua descendência será como o pó da terra.

3ª - Em você e na sua descendência serão benditas todas as famílias da terra.

4ª - Eu estou com você e o guardarei por onde quer que você for.

5ª - Farei com que você volte para esta terra, porque não o abandonarei até que eu cumpra aquilo que lhe prometi.

O Deus que desceu até nós é o que faz promessas. E ele é fiel para cumprir o que prometeu. Nada do que prometer falhará!

Que promessa de Deus você precisa se apoderar hoje?

Babel ou Betel? - VII

Gênesis 28.10 registra: “Jacó partiu de Berseba e seguiu para Harã”. Jacó estava fugindo de Esaú, seu irmão, a quem lhe aplicara um golpe. Era um trapaceiro fugitivo.

A distância entre Berseba, sul de Israel, e Harã, atualmente a Síria, era de aproximadamente 750 km. Considerando a possibilidade de caminhar 25 km por dia, seriam necessários 30 dias para finalizar o trajeto. Era uma baita caminhada. 

O primeiro pit stop de Jacó foi num local não identificado, já era noite, uma pedra foi seu travesseiro e se deitou para dormir. Era um trapaceiro cansado.

Em seu sono, surge um sonho. A cultura de sua época valorizava o sonho. Seu conteúdo: uma escada posta na terra cujo topo atingia o céu. Os anjos de Deus subiam e desciam por ela. E o Senhor estava perto dele.

Uma escada ligando a terra e o céu. Não planejada e construída por seres humanos, mas idealizada pelo próprio Deus. O homem não pode ligar a terra ao céu, como em Babel, mas Deus pode, como em Betel.

E no sonho, Deus desceu. Deus desceu não para confundir, mas para esclarecer. Deus desceu para encorajar.

Babel ou Betel? - VI


 Em Gênesis 11.8-9, lemos: “Assim o Senhor os dispersou dali pela superfície da terra; e pararam de edificar a cidade. Por isso a cidade foi chamada de Babel, porque ali o Senhor confundiu a língua de toda a terra e dali o Senhor os dispersou por toda a superfície dela”.

Babel é confusão. Confusão no sentido de ser confundida. Foi uma ação divina desarticulando união para objetivos reprováveis. Sempre que o ser humano desobedecer às orientações divinas, buscar a glória para si, transitar no desejo de notoriedade e valorizar mais a religiosidade do que o relacionamento com Deus irá experimentar a realidade da confusão. 

Interessante que, aproximadamente, dois mil anos depois, várias nações estavam reunidas em Jerusalém. Deus desceu novamente. Ele desceu na pessoa do Espírito Santo. O apóstolo Pedro pregou um sermão e todos os presentes entenderam na sua própria língua. Não é interessante? Na verdade, é miraculoso!

Em Babel, Deus desceu e confundiu. Em Jerusalém, Deus desceu e abriu o entendimento. Deus deseja descer sobre você e abrir o seu entendimento para o relacionamento com Jesus.

Babel ou Betel? - V

Gênesis 11.6-7 apresenta o seguinte registro: “E o Senhor disse: - Eis que o povo é um, e todos têm a mesma língua. Isto é apenas o começo; agora não haverá restrição para tudo o que planejam fazer. Venham, vamos descer e confundir a língua que eles falam, para que um não entenda o que o outro está dizendo”.

Preste atenção no pormenor: “Venham, vamos descer!”. Deus desceu com uma comitiva. Ele não veio sozinho! Sugerem os estudiosos que aqui está em foco a atuação da trindade. Embora este termo não esteja presente na Bíblia, e alguns se aproveitam disso para tentar negar sua realidade, a trindade é a manifestação de Deus em três pessoas. Não são três deuses, não somos triteístas. São três manifestações de Deus - Pai, Filho e Espírito Santo. Ele é uno e trino. Não é inconcebível que ele também veio acompanhado de seres angelicais.

Ao descer com uma comitiva, Deus não apenas demonstra seu interesse pelo homem como também se empenha para dar-lhe o melhor! Não se esqueça: você nunca estará sozinho, Deus desce para ajudar você!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Babel ou Betel? - IV

Nos versos de um a quatro do capítulo onze, sabemos das ações e intenções dos homens em construir a torre. Nos versos cinco a nove, vemos o juízo de Deus sobre aqueles homens.

No verso cinco lemos assim: “Então o Senhor desceu para ver a cidade e a torre, que os filhos dos homens estavam construindo”. Deus desceu.

Em vários outros textos da Bíblia há sinalizações da descida de Deus. Ele precisa descer para saber de alguma ação humana? De certo que não. Por que, então, há o registro que Ele desceu?

A ideia da descida de Deus demonstra seu cuidado com a criação. Deus não criou o ser humano e o abandonou ao léu da sorte. Não, ele não fez isso e nunca fará. Não somos como os deístas (d de dado) que acreditam que Deus, após a criação, abandonou tudo e todos e foi observar de seu trono como eles se virariam. Somos teístas (t de trabalho), acreditamos no Deus Eterno que criou todas as coisas e o ser humano e continua caminhando com ele, suprindo-lhe suas faltas, ajudando-o a prosseguir, confrontando-o com amor.

Lembre-se de uma coisa: você não está sozinho nas batalhas da vida, Deus desce para estar com você!