sábado, 4 de abril de 2026

Dia do silêncio

Silêncio sepulcral em toda a região. Ontem, trevas em pleno dia. Choro, lágrimas, preocupações, medo e sofrimento. Em todas as conversas, lamento.

Dias depois, dois caminhantes na estrada de Emaús, evangelho de Lucas capítulo 24, revelam que tinham perdido a esperança. Com tristeza, declaram: “Nós esperávamos que fosse Ele quem remisse a Israel”.

Tomé assentou no coração a dúvida e se esqueceu de suas promessas, sofrendo o estigma que carregaria por toda a existência, apesar de seu amor leal a Jesus.

Pedro, envergonhado, desejava voltar ao primeiro ofício, pescador de peixes. E, por mais que se exalte sua intrepidez, é sempre lembrado como aquele que negou.

Entre a sexta-feira dolorosa e o domingo radiante, tem o sábado. O dia do silêncio. Silêncio ensurdecedor. Tudo parece estar perdido! A vida está morta!

Em apenas dois lugares havia celebração: no inferno, presumindo ter destruído o plano perfeito, o Salvador está morto. No céu, com a certeza de que o plano seguia seu curso como planejado, em poucas horas, as trevas seriam dissipadas pela luz.

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