domingo, 19 de abril de 2026

Espinhos que ferem - III

Três vezes Paulo pediu a Deus para retirar o espinho de sua vida. Deus disse não. O espinho na carne de Paulo tinha uma função pedagógica: ensinar-lhe a não trilhar o caminho do orgulho. Diante da grandeza e sublimidade das revelações, o apóstolo poderia trilhar a estrada da exaltação, da soberba.

Não é incomum encontrar cristãos que, após um grande livramento do Senhor, seja de uma enfermidade ou de situação embaraçosa, se gabam e publicam em alto e bom som que sua fé foi determinante para a ação de Deus. Falam como se fosses os detentores da maior capacitação de fé em toda a história. Por certo, não eram melhores cristãos do que Paulo e, mesmo assim, Deus disse “não” a este.

Todas as experiências de livramento, de cura e solução experimentadas pelos cristãos são produto da bondade e misericórdia do Senhor e nunca do nível de espiritualidade detectado em suas vidas.

Ainda que o espinho em sua carne permaneça e você não tenha certeza de que ele sairá, mesmo assim, exalte ao Senhor. Ele está dizendo para você: “arquei soi n káris mou”, “basta a ti a graça minha”.

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