sábado, 18 de abril de 2026

Espinhos que ferem - II

Você imagina ter um espinho na carne, pedir a Deus para retirá-lo e a resposta for “a minha graça te basta”? Ou seja: o espinho vai continuar te ferindo, mas você terá a minha graça, ela é bastante.

É muito compreensível se Paulo replicasse: como a tua graça me basta, eu tenho um espinho me ferindo? Eu tenho dor. Eu estou sofrendo.

O espinho me angustia.

O espinho me banaliza.

O espinho me chicoteia.

O espinho me danifica.

O espinho me escraviza.

O espinho me fere.

O espinho me golpeia.

O espinho me humilha.

O espinho me inferioriza.

O espinho me julga.

O espinho me limita.

O espinho me machuca.

O espinho me neurotiza.

O espinho me oprime.

O espinho me prejudica.

O espinho me quebra.

O espinho me recalcitra. 

O espinho me subjuga.

O espinho me traumatiza.

Esse espinho me usurpa.

Ele me vence.

O espinho me dá uma coça.

O espinho me zombeteia.

Mas Paulo não reage assim e aprende uma lição extraordinária: quando estamos quebrados é que Deus mais age em nossa vida. É na fraqueza humana que o poder divino se aperfeiçoa.

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