No capítulo oitavo de Eclesiastes, Salomão apresenta várias observações sobre a vida. Alguns lampejos de sobriedade são percebidos no meio de tanta limitação e depressão.
Nos versos doze e treze, lemos: “Ainda que o pecador faça o mal cem vezes, e a vida dele se prolongue, eu sei, com certeza, que tudo correrá bem para os que temem a Deus. Mas nada correrá bem para o ímpio, e ele não prolongará os seus dias; será como a sombra, visto que não teme a Deus”.
O verso quinze registra: “Por isso exalto a alegria, porque para o ser humano não há nada melhor debaixo do sol do que comer, beber e alegrar-se; pois isso o acompanhará no seu trabalho nos dias da vida que Deus lhe dá debaixo do sol”.
Assim registram os versos dezesseis e dezessete: “Quando me dediquei a conhecer a sabedoria e a ver o trabalho que há sobre a terra, contemplei toda a obra de Deus e vi que o ser humano não pode compreender a obra que se faz debaixo do sol; por mais que se esforce para a descobrir, não a entenderá”.
Ainda que no ápice de sua crise, Salomão tem momentos de lucidez. Abençoada lucidez!

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