domingo, 21 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - VI

O segundo princípio de oração na vida de Daniel é: lugar tranquilo. O texto afirma: “entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto…”. 

Você pode orar em qualquer lugar, mas é saudável que se tenha um lugar tranquilo. Em seu ministério terreno, Jesus, impossibilitado de ter um lugar tranquilo no meio da cidade, subia ao monte para falar com o Pai.

Uma piedosa cristã recebeu a primeira visita de seu novo pastor. Em sua humilde casa, ela o recebeu. Depois de um gostoso bate-papo, ela o convidou para ir ao quintal e, bem no final do terreno, onde a cerca fazia um ângulo de 90º, debaixo de uma árvore, ela informou: “Pastor, aqui é o meu cantinho da oração, muitas vezes o barulho dentro de casa me impede, eu venho para cá e falo com o pai”.

O princípio do lugar tranquilo sinaliza fugir do ativismo e silenciar-se diante de Deus. Quando Billy Graham esteve no Brasil a primeira vez, um repórter de grande veículo de comunicação foi procurá-lo para uma entrevista. Seus assessores disseram: “Ele não pode atender agora, está em seu período de conversa com Deus”.

Você tem o seu lugar tranquilo?

sábado, 20 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - V

Fidelidade tem a ver com fé. E fé não é um dispositivo para resolver problemas. Fé é permanecer firme na confiança que o Senhor está no controle de todas as coisas. Em Hebreus 11, lemos que a fé é a certeza de coisas que se esperam, não, necessariamente, de coisas que acontecerão. A fé não está ligada ao futuro, mas ao presente e ao passado. É muito mais uma âncora para o presente do que um atestado para o futuro.

Algumas pessoas se arrogam em dizer: eu tenho muita fé. E relacionam conquistas pessoais à sua fé. Deixe-me dizer algo: eu e você temos fé muito pequena. Nenhum de nos tem grande fé. Jesus afirmou que “se tivermos fé do tamanho de um grão de mostarda, faremos coisas grandiosas”. Você já observou um grão de mostarda? Percebeu como é pequeníssimo?

O princípio da fidelidade é manter uma vida comprometida com Deus mesmo que alguma situação apresente risco de morte para nós. Daniel manteve sua vida de intimidade com Deus mesmo sabendo que o decreto vinha com força para destruí-lo.

Temos fé não quando realizamos algo, mas quando descansamos em Deus que decide realizar ou não.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Hilda Alves Moreno

Interrompo a série “Princípios de Oração na vida de Daniel” para homenagem especial. Descansou ontem à noite no Senhor, aos noventa e três anos, a irmã Hilda Alves Moreno, membro fundadora da Igreja Batista no Braga. 

Para nossa Igreja, é um misto de tristeza e alegria. Tristeza pela partida de uma preciosidade. Mulher de pouco falar e muito agir. Mercê da graça de Deus, maior responsável pela criação de uma linda família de seis filhos, Carlos, Paulinho, Leila, Deise, Denise e Neiva. 

Sua atuação como ovelha no rebanho do Senhor sempre foi exemplar. Mulher de oração e valorização dos bons relacionamentos, sempre realçando o melhor nas pessoas. Participante de todos os desafios da Igreja e com grande paixão pelo socorro às pessoas e envolvimento na obra missionária.

Particularmente, em nossa família, recebemos a positiva e abençoadora influência de sua vida com ações práticas de amor e carinho. Mesmo em sua enfermidade com limitações na memória, não se esquecia de nosso nome nem da Igreja. Como fomos abençoados por conhecer essa vida tão preciosa!

"Bem-aventurados os que, desde agora, descansam no Senhor, eles descansarão do seu fatigante trabalho, e as suas obras os seguirão" Apocalipse 14.13

Descanse em paz, minha querida ovelhinha!

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - IV

O contexto amedrontador não intimidou Daniel nem alterou seu programa de intimidade com Deus. É nesse contexto que Daniel revela princípios que faziam parte de sua vida de oração.

O primeiro princípio é Fidelidade. O texto informa que “quando soube que o documento tinha sido assinado, Daniel entrou em sua casa, foi para o quarto e orou como fazia antes”. É interessante que, normalmente, as janelas ficavam abertas para o lado de Jerusalém e isso não é alterado.

Daniel não poderia fechar as janelas e orar? Ficaria escondido e ninguém saberia que ele estava descumprindo um decreto do imperador. Sim, poderia, mas isso demonstraria a sua infidelidade e princípios não podem ser negociados. Ele era tão fiel que os opositores testemunharam: “Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus”. 

Não se ajoelhar diante do rei poderia ter como consequência a morte física. Mas deixar de se ajoelhar diante de Deus teria como consequência a morte eterna. 

Diante de situação ameaçadora, você permanece fiel?

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - III

O texto de Daniel 6.10 começa assim: “Quando Daniel soube que o documento tinha sido assinado…”. Isoladamente e sem conhecimento do contexto, a informação parece irrelevante, mas veja a dramaticidade em Daniel 6.7-9: “Todos os presidentes do reino, os prefeitos e sátrapas, conselheiros e governadores concordaram em que o rei baixe um decreto e sancione um interdito, ordenando que todo aquele que, nos próximos trinta dias, fizer um pedido a qualquer deus ou a qualquer homem e não ao senhor, ó rei, seja jogado na cova dos leões. Portanto, ó rei, sancione o interdito e assine o documento, para que não seja mudado, segundo a lei dos medos e dos persas, que não pode ser revogada. E assim o rei Dario assinou o documento e o interdito”.

Dá para você perceber a tensão do momento? A partir de então, e nos próximos trinta dias, Daniel corria risco de morte, e perigo iminente. Não há romantismo na caminhada de Daniel, há renúncia, batalha, luta, aflição, tensão e apreensão.

Uma vida de intimidade com Deus pode, em muitos casos, gerar gigantes desafios.

terça-feira, 16 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - II

A vida de Daniel é uma inspiração. Sua trajetória é tão empolgante que alguns chegam a duvidar de sua existência, negando-lhe a condição de figura histórica real e, sim, um personagem literário ou mítico criado com intenções de promover o ânimo. Não é o meu caso. Mas, também, se não for, nenhuma alteração sobre os preciosos ensinamentos que absorvemos de sua personagem, supostamente, literária.

Lembro-me, saudosamente, das classes infantis na Escola Bíblica Dominical, na Igreja Batista de Cachoeiro de Cardoso Moreira, cantando “Daniel orava a Deus três vezes ao dia / e, no tempo de aflição, Deus o socorria / quando foi aos leões pelo rei jogado / não temeu, mas confiou, e foi libertado”.

Um criativo escritor, cujo nome não me lembro, sintetizou bem a relação de Daniel com Deus: “Daniel tinha tanta intimidade com Deus que, ao ser lançado na cova, não teve medo, pelo contrário, os leões ficaram com medo dele”.

Ter uma vida de oração não evita ser lançado numa cova. Os íntimos de Deus sofrem perseguição e a cova pode ser um destino. Você já pensou sobre isso?

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Princípios de oração na vida de Daniel - I

Em Daniel 6.10, lemos: “Quando Daniel soube que o documento tinha sido assinado, voltou para casa. Em seu quarto, no andar de cima, as janelas abriam para o lado de Jerusalém. Três vezes por dia, ele se punha de joelhos, orava, e dava graças diante do seu Deus, como era o seu costume”.

Daniel era um jovem judeu que foi levado cativo para a Babilônia. Ele se destacou por sua inteligência e sabedoria e logo foi ocupando funções políticas de liderança importantes naquele país estrangeiro e opressor. Sua atuação alcançou os reinados de Nabucodonozor, Belsazar, Dario e Ciro. Sua ascensão despertou ciúmes em outros importantes no reino.

Mesmo galgando funções que exigiam dedicação, estudos, tempo e disciplina, Daniel não se esquecia de seu compromisso com Deus. Uma de suas atividades, a oração ao Deus Eterno, foi o estopim para os adversários o denunciarem ao imperador, com a publicação de um decreto que ninguém poderia se ajoelhar e orar a outro ser que não fosse o imperador.

A partir de agora, Daniel enfrenta uma renhida batalha! Que você faria diante desse desafio?

domingo, 14 de junho de 2026

Dia do Pastor

Hoje, a denominação batista no Brasil homenageia seus líderes espirituais e destaca o Dia do Pastor.

Sou grato a Deus pelos pastores que tive ao longo de minha vida e, depois de minha consagração, outros têm tido papel importantíssimo em minha caminhada.

Tenho um poema que leio agora em homenagem aos homens e mulheres de Deus que tem a missão de pastorear.

Pastor


Ser pastor.

É mais que um cargo,

É um trabalhoso encargo,

Mas não é um fardo, 

Se cumprido com amor.


Ser pastor.

Não é apenas servir com amor,

É caminhar em meio a dor

E morrer, se preciso for,

Sob o comando do seu Senhor.


Ele foi pastor.

Na verdade, o sumo pastor.

Sofreu toda dor,

mas, com amor e por amor,

trocou o meu fardo,

aliviando o encargo,

e, feliz, prossigo,

vitorioso, ao seu dispor.


Nunca serei, como Ele,

um aprovado pastor.

Não entendo como me chamou

e me capacitou a servir

com amor.


Eu quero ser um pastor

que dependa do meu Senhor,

e quero servir com amor, 

mesmo que me causem dor.


Ajuda-me, Senhor!

Lembre-se hoje do pastor ou pastora que batizou você, de quem hoje pastoreia com amor e dedicação sua vida e manifeste seu carinho e amor.

Feliz Dia do Pastor e da Pastora!

sábado, 13 de junho de 2026

Assim é a vida

A vida é assim: 

Uma notícia boa, uma notícia ruim.

Uma notícia ruim, uma notícia boa.

Uma notícia muito boa, uma notícia mais ou menos ruim.

Uma notícia muito ruim, uma notícia mais ou menos boa.

Uma notícia muito boa, uma notícia muito ruim.

Uma notícia muito ruim, uma notícia muito boa.

Raramente acontece: Apenas notícias boas, notícias ruins, notícias muito boas, notícias muito ruins, notícias mais ou menos boas ou mais ou menos ruins.

Ninguém gosta de notícia ruim. Gostamos de boas notícias. Há quem goste de dar notícia ruim, mas é uma doença. E as ruins podem ser boas, a gente que ainda não entendeu.

E a gente caminha sem saber que notícia nos espera. Mas não saber, não é ruim, pois sabemos o que nos espera ali, logo ali. Isso é esperança.

Como lembra Fernando Sabino: “No fim tudo dá certo, se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim”.

Por isso Deus deixou registrado: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” - I Pedro 1.3.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Temor, não medo

Pais desorientados utilizam o recurso quando filhinhos tão doces cometem algum erro: “Papai do céu vai te castigar!”. Pura maldade ou, no mínimo, imaturidade. Crianças dóceis crescem traumatizadas e com grande possibilidade de projetar tudo isso nos seus relacionamentos.

Ensinar o temor do Senhor é válido. O medo, não.

Medo nos amedronta, temor nos encoraja.

Medo nos apequena, temor nos agiganta.

Medo nos assusta, temor nos assiste.

Medo nos cansa, temor nos descansa.

Medo nos agita, temor nos acalma.

Medo nos machuca, temor nos cura.

Medo nos agride, temor nos protege.

Medo nos enfeia, temor nos embeleza.

Medo nos entristece, temor nos alegra.

Medo nos arma, temor nos desarma.

Medo nos destrói, temor nos constrói.

Medo é noite escura, temor é manhã radiante.

Medo é desconfiança, temor é confiança.

Medo é tristeza, temor é alegria.

Medo é guerra, temor é paz.

Medo é doença, temor é remédio.

Medo é morte, temor é vida.

“O temor do Senhor aumenta os dias; mas os anos dos ímpios serão abreviados. O temor do Senhor é uma fonte de vida, para o homem se desviar dos laços da morte. O temor do Senhor encaminha para a vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e mal nenhum o visitará” - Provérbios 10.27, 14.27 e 19.23.

Tema a Deus, mas não tenha medo d’Ele.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Pastores Batistas na enquete "Brasil na Copa 2026"



O clima de Copa do Mundo, ainda que não seja tão intenso quanto de tempos atrás, envolve todos os segmentos da sociedade brasileira. Futebol faz parte de nossa caminhada como povo que vibra, discute, opina, celebra e chora com o selecionado.

Numa enquete feita apenas com pastores batistas, o número é surpreendente em vários possíveis resultados. Desde os que não acreditam que o selecionado comandado por Ancelotti passará da fase de grupos (a primeira fase com três jogos) até os que estão confiantes na conquista do hexa, os pastores apresentam suas expectativas.

A enquete alcançou 112 pastores da denominação batista de várias partes do Brasil e os números finais seguem abaixo:

7.1% acreditam que não passa da fase de grupos.

4.5% acreditam que não passa da segunda fase.

14.3% acreditam que não passa das oitavas.

17.9% acreditam que não passa das quartas de final.

20.5% acreditam que não passa da semifinal.

6.3% acreditam que será vice-campeão.

29.5% acreditam que o Brasil será campeão.

A enquete será mantida até o final da primeira fase e, a partir de agora, estendida a todos os setores da sociedade.

Quem desejar participar, pode fazer através do link abaixo:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSePbEQaINGNVr92Ekv1v_udd53BF0Lgb794-2HUCDUkzjMnhA/viewform?usp=sharing&ouid=114282927988288903133

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - Conclusão

 

Embora, aparentemente, seja um fracasso, no tempo de catar gravetos grandes coisas podem acontecer. Atente bem para o que está registrado em Atos 28.7-10: “Perto daquele lugar, havia um sítio pertencente ao homem principal da ilha, chamado Públio, o qual nos recebeu e hospedou benignamente por três dias. Seu pai estava enfermo, ardendo em febre, de disenteria. Paulo foi visitá-lo, e, orando, impôs-lhe as mãos, e o curou. À vista deste acontecimento, os demais enfermos da ilha vieram e foram curados, os quais nos distinguiram com muitas honrarias”.

Deus transformou um quadro dramático numa arte de celebração. Um dos homens mais importantes da ilha recebeu a bênção do Senhor de um homem que catava gravetos. E, a partir de então, todos os enfermos da ilha foram abençoados.

Há uma chave de grandes tesouros registrada em Atos 27.26: “Porém é necessário que vamos dar em uma ilha”. O naufrágio e a chegada à ilha não eram um acidente, era a agenda de Deus.

Não despreze o tempo de catar gravetos, pode ser agenda de Deus em sua vida.

Quem vencerá a Copa do Mundo?


Por Neemias Lima

Amanhã, dia 11 de junho, às 16h, terá início a Copa do Mundo com a partida entre México e África do Sul. Até o dia 19 de julho, 48 seleções disputarão cada palmo do campo em busca da taça. É verdade que boa parte delas será figurante em função da superioridade e experiência de outras. Teoricamente, até terminar a primeira fase, todas terão chances e, a partir de então, eliminatoriamente, uma a uma vai aumentando a expectativa ou experimentando a tristeza.

Considerando as regras, apenas uma seleção ganhará a Copa. Segundo alguns, a vice-campeã será a primeira dos perdedores. Na Europa, e em outros lugares de nível educacional elevado, as primeiras colocações são celebradas. No Brasil, só a primeira. É uma pena, pois nem sempre se ganha quando se disputa um campeonato. E, considerando que serão 48 seleções, 47 não alcançarão o êxito.

Em 2006, a Confederação Brasileira de Futebol, órgão que dirige o futebol brasileiro, publicou a seguinte nota: “Encerrado o ciclo de trabalho que teve início em agosto de 2006, e que culminou com a eliminação do Brasil da Copa do Mundo da África do Sul, a CBF comunica que está dispensada a comissão técnica da seleção brasileira. A nova comissão técnica será anunciada até o final deste mês de julho”. O técnico era o aguerrido e exemplar jogador Dunga.

O relevante em tudo isso é quando se tem informações dos números alcançados pelo técnico e sua comissão técnica: 68 jogos, 49 vitórias, 12 empates e 7 derrotas. A equipe técnica alcançou a seguinte média em percentuais: 10% de derrotas, 18% de empates e 72% de vitórias, números arredondados. Considerando empate como acerto, teremos 90% de aproveitamento. Infelizmente, prevaleceu e prevalece a diabólica cultura do não poder perder.

Um fato triste é a avalanche de comentários dos “entendidos de futebol” que, confortavelmente alojados nos estúdios e escritórios, vomitam (desculpe o termo) as mais impiedosas análises até sobre o caráter dos jogadores. O narrador mais badalado do Brasil, na época, fez duras críticas a Jorginho, provocando tristeza e mal-estar em seu idoso pai, que, junto com a esposa, legara ao mundo um respeitado e excelente atleta.

Mas esta não é uma crônica meramente esportiva. Este pano de fundo é para sinalizar preciosas lições para nós:

1ª - Superestime as virtudes e subestime os fracassos. Há jogadores nas seleções, sobretudo nos países menos desenvolvidos, que o esporte foi a tábua de salvação doada por Deus para saírem de situações dramáticas de pobreza.

2ª - Elimine a diabólica cultura do não poder fracassar. Somos imperfeitos, falhos e estaremos sempre diante de derrotas. Precisamos valorizá-las como aprendizado e extrair lições para futuras vitórias. Muitas histórias de sucesso emergiram depois de vergonhoso fracasso.

3ª - Aplique a disciplina, a dedicação, a obediência às regras e a alegria das vitórias em sua participação no reino. Nossa mais importante missão aqui é o reino de Deus, as “outras coisas serão acrescentadas”.

4ª - Valorize mais as pessoas do que os resultados. Estes são importantes, mas as pessoas são mais. Nem sempre conseguiremos o máximo, mas continuaremos o máximo para Deus. Nem sempre seremos os melhores, mas somos obra-prima da criação de Deus.

Em 19 de julho, apenas uma seleção será celebrada. Como diz I Coríntios 9.24, “não sabem que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Corram de tal maneira que o alcancem”. E todos podem ser vitoriosos. O mesmo Paulo ensina que “eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível”. Nem sempre seremos campeões aqui, mas temos garantida a vitória final.

E aí, quem vencerá a Copa? A rigor, todas as seleções classificadas são vencedoras, afinal um número maior não conseguiu chegar lá. 

E nós vamos torcer pelo BRASIIIIIIIIIIIIIILLLLLLLLLLLL.

* Pastor da Igreja Batista no Braga, em Cabo Frio.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - IX

 

É muito interessante a mudança de conceito em relação a Paulo por parte dos habitantes da ilha. Ao ser picado pela serpente, eles disseram “Paulo é um assassino, escapou do naufrágio, mas não escapa da Justiça”. Justiça aparece no texto em letra maiúscula, significando que não era justiça terrena, mas algo promovido por um ser superior. Eles ainda não conheciam o Deus eterno.

Livrando-se da serpente e passando um bom tempo sem inchar e nem morrer, eles concluem: “Paulo é um Deus!”. Em pouco tempo, eles foram de um extremo ao outro: de assassino a Deus. Paulo não era nem uma coisa nem outra, ele era um pecador como qualquer um de nós.

Há uma lição preciosa aqui: quando não aceitamos que o inimigo intensifique sua obra, não aceitamos o conceito que tenha sobre nós, mas, sim, o que Deus pensa sobre nós. E Deus “conhece a nossa estrutura, sabe que somos pó” e, no tempo de catar gravetos, não estará ao nosso lado apontando o dedo indicador, mas apresentando seu ombro para repousarmos.

Deus cuida de você no tempo de catar gravetos.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - VIII

Não podemos impedir que os inimigos surjam de todos os lados quando a vida nos impõe a catar gravetos. Mas podemos evitar que eles intensifiquem sua obra. 

Atos 28.4 registra assim: “Quando os bárbaros viram a víbora pendente da mão de Paulo, disseram uns aos outros: Certamente, este homem é assassino, porque, salvo do mar, a Justiça não o deixa viver”. O verso seguinte começa assim: “Porém”. O “porém” é esclarecedor. É uma reação de Paulo ao ataque dos inimigos, é uma não aceitação que os inimigos continuem com sua obra diabólica. O verso completo é assim: “Porém, Paulo, sacudindo o réptil no fogo, não sofreu mal nenhum”. 

É comum em situações adversas a celebração da tristeza por parte de quem sofre, algumas vezes concluindo que merece o sofrimento, outras que está sendo vítima de injustiça ou, então, lançando culpa sobre os outros. Jogue fora a víbora que tenta paralisar você! Não alimente o veneno.

Como diz a cultura popular, você não pode evitar que um pássaro voe sobre sua cabeça, mas você pode impedir que ele faça ninho.

domingo, 7 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - VII

“Tendo Paulo ajuntado e atirado à fogueira um feixe de gravetos, uma víbora, fugindo do calor, prendeu-se-lhe à mão” - Atos 28.3.

Quando a vida obrigar você a catar gravetos, os inimigos surgirão rapidamente. Bastou Paulo se apresentar para ajuntar e lançar na fogueira os gravetos para surgir uma víbora tentando impedi-lo. Tome muito cuidado com os inimigos, as víboras estão soltas por aí.

Os inimigos podem surgir dos que estão próximos, também dos que estão longe, pessoas bem íntimas, apenas conhecidas, mal ou bem intencionadas, tentando ajudar, mas com propostas duvidosas.

O inimigos podem se apresentar até mesmo em conclusões piedosas, argumentando ser o tempo de catar gravetos uma punição divina por algum fracasso de sua parte e, no lugar de dar o ombro, aponta o indicador com hipócrita autoridade.

A víbora picando Paulo simboliza os inimigos que surgem nessas horas. Para Daniel, foi a cova dos leões. Para Sadraque, Mezaque e Abdnego, foi a fornalha ardente. Agora, reflita: se grandes homens foram alvo de inimigos ferozes, que dizer de nós?

sábado, 6 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - VI

 

O versículo três do capítulo vinte e oito de Atos registra: “tendo Paulo ajuntado e atirado à fogueira um feixe de gravetos”. Abastecer a fogueira com gravetos é mais uma atitude quando a vida obrigar a catar gravetos. É a ideia do servir, se apresentar para ajudar.

O tempo de catar gravetos cria oportunidade para se esconder, algumas vezes, com a argumentação de período sabático, mas que, na verdade, é instalação da omissão. A atitude de Paulo é exemplar. Bem que ele poderia se omitir, afinal, depois de um grande temporal, uma grande aventura com o naufrágio, por que se preocupar em servir, alimentando a fogueira com mais gravetos?

Ah, e tem mais: não cate gravetos apenas para você. Quando mais gravetos você catar, e mais gravetos compartilhar, mais gravetos você terá. A vida torna-se mais leve quando aprendemos que a alegria compartilhada aumenta e a tristeza compartilhada diminui. Um milagre que acontece.

Cate gravetos para alimentar a fogueira e aproveite o tempo de catar gravetos para ampliar sua rede de amigos. Vários estão necessitando dos gravetinhos dos gravetos que você cata.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - V

 
A experiência de catar gravetos é uma realidade possível na vida de qualquer pessoa. Todos podem, a qualquer momento, passar a catar gravetos. Vivendo tal experiência, que se deve fazer? Que fazer quando a vida obrigar a catar gravetos?

Em primeiro lugar, aqueça-se na comunhão. Atos 28.2 registra: “Os bárbaros trataram-nos com singular humanidade, porque, acendendo uma fogueira, acolheram-nos a todos por causa da chuva que caía e por causa do frio”. 

A fogueira preparada pelos moradores da ilha era literalmente para aquecê-los do frio. Mas se transforma num símbolo: o aquecimento proporcionado pela comunhão. Para estar aquecido era preciso se aproximar da fogueira.

Ao enfrentar a experiência de catar gravetos, alguns se afastam da comunhão por vários motivos: decepção, vergonha, mudança de rotina e falta de solidariedade. Quanto mais se afastam do aquecimento da comunhão, mais se envolvem com o mundo e enfraquecem-se.

Quando a vida impuser catar gravetos, não fuja, aproxime-se mais da chama da comunhão.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Tempo de Catar Gravetos - IV

Um grande problema no tempo de catar gravetos está relacionado com as reações que normalmente acontecem por parte das pessoas.

Há os que assumem a estrada da autocomiseração, ou seja, a pessoa assume um estado de piedade por si mesma e sente um prazer ruminar a situação. 

Outros trilham o caminho da vitimização. São bem semelhantes, mas, neste caso, assume um papel de vítima, inclusive, não reconhecendo possíveis falhas que culminaram com o tempo de adversidade.

Também está presente o atalho da negação. Apresentando uma fuga para não enfrentar o problema, a pessoa nega a realidade ou minimiza muito seus efeitos.

E o que dizer da rodovia chamada projeção? Também está presente. Acontece que se lança sobre o outro a razão de seus fracassos, ainda que o outro tenha a menor relação com a pessoa.

Quer um conselho? Quando surgir o tempo de catar gravetos, metaforicamente, amarre a língua, ampute os braços, feche os olhos, adormeça a mente e escancare as portas e janelas da alma. Aproveite o tempo para se fortalecer no Senhor, esse tempo passa.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Série "Tempo de Catar Gravetos - III"

“Tendo Paulo ajuntado e atirado à fogueira um feixe de gravetos, uma víbora, fugindo do calor, picou sua mão” - Atos 28.3.

Há um fato curioso no evento: durante todo o trajeto até agora nenhuma víbora picou Paulo. Bastou o apóstolo se prontificar a catar gravetos para abastecer a fogueira surgiu uma e tentou anular sua ação. Algumas lições podemos extrair:

1ª - Sempre que você assumir catar gravetos, surgirão inimigos para atrapalhar você. Os inimigos podem ser de fora ou de dentro, distantes ou próximos, desconhecidos ou muito chegados. Eles podem usar mensagens tripudiando sobre sua condição, podem menosprezar o seu esforço, enfim, eles querem atrapalhar.

2ª - O golpe desferido sobre você é sempre muito bem planejado. Por que a víbora não picou o pé de Paulo? Por que não picou outra parte do corpo, foi certeiro na mão? A mão era o instrumento para catar gravetos, então sua intenção era destruir o que o apóstolo tão eficientemente fazia.

Tenha certeza de uma realidade: quando você estiver catando gravetos, inimigos surgirão para tentar destruir completamente você.

terça-feira, 2 de junho de 2026

Série "Tempo de Catar Gravetos - II"

A experiência do apóstolo Paulo catando gravetos para alimentar o fogo da fogueira que aquecia aquele grupo de náufragos é bem pedagógica. Todas as pessoas podem passar pela experiência de, em algum momento da vida, catar gravetos. Ali estava o grande apóstolo, o missionário de grandes realizações, o poliglota - segundo alguns, deveria falar três línguas ou até mais, o filósofo, o maior escritor da Bíblia catando gravetos, depois de sofrer nas águas geladas do oceano.

É interessante notar que o texto de Atos 28 destaca que apenas Paulo catou gravetos. Isso não significa dizer que os outros não possam ter feito, mas o realce sobre Paulo traz outra lição: não se envergonhe de catar gravetos. É melhor catar gravetos numa ilha gelada cumprindo os planos de Deus do que desfrutar de conforto palaciano fora da vontade divina.

A vida impôs a você a condição de catar gravetos? Não se acanhe. Faça da melhor maneira. Cate gravetos com empenho. Como tudo na vida, esse tempo vai passar e a experiência de catar gravetos pode ser uma escola para seu crescimento.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Série "Tempo de Catar Gravetos - I"

“Tendo Paulo ajuntado e atirado à fogueira um feixe de gravetos, uma víbora, fugindo do calor, picou sua mão” - Atos 28.3.

O verso bíblico narra a viagem de Paulo à Roma, a seu pedido, para ser julgado lá. Ele vivia o seu declínio apostolar, o final de sua atuação ministerial. Em Roma, ficou preso e depois foi decapitado.

No capítulo 27 de Atos, temos a narrativa do naufrágio, em que o navio é todo destruído. O capítulo 28 apresenta os náufragos chegando à Ilha chamada Malta. Um dos significados do nome Malta é lugar de desvalidos, quem está em situação difícil.

Foram recebidos calorosamente pelos habitantes da ilha, que prepararam uma fogueira para aquecê-los do frio, até porque o tempo na água potencializa a hipotermia. 

Para manter a fogueira acesa, Paulo ajunta uns gravetos e lança sobre a fogueira. A vida é assim: algumas situações obrigam-nos a catar gravetos. 

Literalmente, Paulo catou gravetos. Mas catar gravetos nesta série é simbólico, é metafórico. Pode ser uma enfermidade, uma traição, uma decepção, a perda do emprego, o desânimo. 

Está você catando gravetos?