terça-feira, 21 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XXI

A aflição de Faraó o fez ser direto no encontro com José. Gênesis 41.15 resume: “Tive um sonho, e não há quem o interprete. Porém ouvi falar a respeito de você que, quando ouve um sonho, é capaz de interpretá-lo”.

Sem pestanejar, José responde: “Isso não está em mim; mas Deus dará resposta favorável a Faraó”. José tinha claramente consciência de seu papel em todo o enredo de sua caminhada. Ele não era protagonista, era coadjuvante. E Deus não era apenas mero protagonista, era o idealizador, o diretor, o escritor do roteiro e o orientador em todas as cenas.

Após ouvir o sonho e apresentar-lhe a interpretação, José é assertivo: “O sonho de Faraó foi repetido, porque a coisa é estabelecida por Deus, e Deus se apressa a fazê-la. Agora, pois, Faraó devia escolher um homem ajuizado e sábio e encarregá-lo de dirigir a terra do Egito” - Gênesis 41.32-33.

Preste atenção: José está diante do dominador do mundo dando-lhe orientações sobre como agir. Alguém em sã consciência imaginaria um final assim para aquele jovem sonhador? Nem José imaginaria isso!

Os mais criativos sonhadores são incapazes de prever o que Deus pode fazer com eles. Creia nisso!

segunda-feira, 20 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XX

Com a informação do copeiro a Faraó, José é reconduzido à sua presença e o verso 14 destaca que “o fizeram sair às pressas da masmorra”. Ainda no versículo 14, antes de sair da cela, temos duas informações muito importantes. A primeira é que José se barbeou e a segunda é que mudou de roupa.

Ele se apresentou a Faraó com sua aparência cuidada. A aparência não determina vitória nos desafios propostos, mas revela importantes aspectos do sonhador. Há uma diferença abissal entre a aparência como vaidade e como zelo. 

A aparência como vaidade revela a vida vazia de quem sonha. Sinaliza que os sonhos que se tem são, na verdade, produto de interesse egoísta e materialismo.

A aparência como zelo revela o caráter do sonhador e mostra que seus sonhos estão voltados para o bem comum e a sua realização contribuirá para o bem da alma e do interior do ser humano. A aparência como zelo honra a Deus, glorifica a Jesus e valoriza as pessoas. José desejou se apresentar ao rei terreno com a mensagem que servia ao Rei Eterno.

O zelo pela aparência pode revelar o tamanho de seus sonhos!

domingo, 19 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XIX

José dependia de Deus, mas tentou dar um jeitinho, pediu ao copeiro que se lembrasse dele quando fosse reconduzido às funções junto ao Faraó. Não há erro na atitude, mas, parece-me, que Deus queria mostrar a José que Ele seria o condutor de todo o processo.

Que acontece? O copeiro se esquece. O capítulo 40 de Gênesis termina assim: “Porém o copeiro-chefe não se lembrou de José; esqueceu-se dele”. O capítulo 41 começa assim: “Passados dois anos completos, Faraó teve um sonho…”. E Gênesis 41.9 registra: “Então o copeiro-chefe disse a Faraó: Hoje me lembro das minhas ofensas”. De que se lembrara o copeiro? Do pedido de José.

Sabe que significa isso? José ficou dois anos presos após a libertação do copeiro. Nosso primeiro raciocínio é: que copeiro ingrato e descuidado. Retribuiu com ingratidão e deixou de cuidar de alguém que fora bênção para ele.

Agora, amplie seu raciocínio. Tivesse sido liberto dois anos antes pela mediação do coveiro, José seria o governador? Pois é, Deus sabia o tempo certo. Sonhadores precisam entender o tempo de Deus e não precipitar as realidades.

sábado, 18 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XVIII

Diante da aflição do copeiro e do padeiro com os sonhos, José bem que podia se gabar de entender de sonhos, mas não é isso que faz. Sua primeira intervenção é: “Não pertencem a Deus as interpretações? Contem-me o sonho que tiveram” - Gênesis 40.8.

José tinha bastante consciência que a realização de seus sonhos não aconteceria por causa de sua capacidade, habilidade, preparo e estratégia. Um dos grandes problemas dos sonhadores, talvez o maior, é que, mesmo começando na dependência de Deus, pouco a pouco vão se sentindo capazes, habilidosos, preparados e estratégicos, esquecendo-se da dependência de Deus. José ensina que não importa se estamos numa pacata região ou no centro mais importante do mundo nada depende totalmente de nós. Dependemos sempre de Deus.

Iniciar uma caminhada de sonhos na dependência de Deus é decisivo, continuar é salutar e permanecer nela é garantia de prosperar. Não basta iniciar bem, é preciso encerrar bem.

E aí, quais são os seus sonhos para o futuro? Você os tem com clareza em sua mente? Não abandone a dependência de Deus!

sexta-feira, 17 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XVII

A liderança de José também foi reconhecida na prisão. Além da atitude do carcereiro em promovê-lo, os presos se renderam à sabedoria e, certamente, perceberam aspectos diferentes e relevantes na vida do jovem sonhador.

É apenas uma imaginação, mas eu penso que José ao transpor o portão da cela estampava um sorriso no rosto, sua boca cantarolava uma canção e foi saudando um a um com entusiasmo impactante. Como diz a gíria, foi “chegando, chegando”. 

Pouco tempo depois, chegam mais dois presos. E eram importantes oficiais chefes de Faraó, um copeiro e um padeiro. José foi designado para servi-los na prisão. José se envolvia com as pessoas, não era um companheiro frio e logo percebeu que o copeiro e o padeiro estavam tristes. Perguntou-lhes: “Por que vocês estão com o rosto triste hoje?”. Percebeu a sensibilidade? Eles responderam que tiveram um sonho. José foi cirúrgico: “Contem-me o sonho!”. José podia completar: de sonho, eu entendo.

Os sonhadores não podem trilhar a estrada da frieza nos relacionamentos, precisam estar atentos às reações das pessoas e se apresentar para ajudá-las.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XVI

José foi odiado, vendido como escravo e agora está preso. Que escalada! Mas preste atenção num fato: José não foi assassinado pelos irmãos e não foi executado por Potifar. Ele podia matá-lo, mas não o fez. Provavelmente a integridade de José ecoava em sua mente, logicamente que Deus estava dirigindo tudo.

Os expectadores dos sonhos alheios raciocinaram: agora, acabou! José, “tu, finish!”. E Deus sussurrava ternamente nos ouvidos de José: “Estamos no processo, não desista, continue firme!”. Quando um problema parecer ser o fim de seus sonhos, preste atenção na voz de Deus, não dê ouvidos aos expectadores e assassinos de sonhos.

Na prisão, José também revela seu espírito de serviço e liderança. Gênesis 39.21-23 destaca: “Deus foi bondoso com ele e fez com que encontrasse favor aos olhos do carcereiro, que confiou às mãos de José todos os presos. O carcereiro não se preocupava com nada do que tinha sido entregue às mãos de José”.

O lugar podia mudar, mas José não mudava, não importava se no conforto da moradia oficial ou numa prisão. Sonhadores sonham em qualquer lugar!

quarta-feira, 15 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XV

A resistência inicial de José não diminuiu a maldosa intenção da provocante esposa de Potifar. Gênesis 39.10 realça que “ela falava com José todos os dias, mas ele não lhe dava ouvidos, recusando-se a ir para cama com ela e a ficar perto dela”.

Provavelmente, sentindo-se ferida em seu orgulho, pode ser que José tenha sido o primeiro a negar-lhe um momento de prazer, astuciosamente, armou uma cilada, aproveitando-se da ausência de outros funcionários na casa e o atacou, forçando-o a ter relações com ela. Livrando-se dela e fugindo, deixou em suas mãos uma peça de roupa, possivelmente uma capa, que foi usada por ela para o acusar de assédio sexual ou até mesmo estupro.

Encenando desespero com o mentiroso ataque, alardeou entre os outros funcionários e mais tarde contou ao seu marido. Potifar ficou irado e o lançou na prisão. Algo me intriga: por que Potifar não executou José? A primeira resposta é: Deus estava na direção e não permitiu. Muito bem. Mas gosto de especular: além disso, nem Potifar acreditava na integridade de sua mulher. Seu histórico não devia ser nada bom.

O sonhador era escravo e, agora, é prisioneiro.

terça-feira, 14 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XIV

Tudo ia de vento em popa com José na casa de Potifar. Gênesis 39.6 registra que “Potifar confiou tudo o que tinha às mãos de José, de maneira que não se preocupava com nada, a não ser com o pão que comia. José tinha um belo porte e boa aparência”.

Mas, e a vida sempre tem um “mas”, José seria mais uma vez testado. A mulher de Potifar se encantou com ele. De belo porte e de boa aparência, aliado à possível ausência do oficial gerando carência na esposa, o cenário estava preparado para uma aventura espetacular, o que poderia, inclusive, falsamente sugerir possibilidade de dias tranquilos.

José revela seu maior tesouro: a integridade. Gênesis 39.8 destaca: “Ele disse à mulher: O meu senhor não se preocupa com nada do que existe nesta casa, porque eu estou aqui; tudo o que tem ele passou às minhas mãos”. E o verso 9 completa: “Não há ninguém nesta casa que esteja acima de mim. Ele não me vedou nada, a não ser a senhora, porque é a mulher dele. Como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?”.

E José tinha consciência de que seu pecado não seria contra Potifar, seria contra Deus. Os verdadeiros sonhadores escalam o degrau da integridade.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XIII

José agora está no Egito sob o comando de Potifar, oficial de Faraó. O que parecia um desastre é mais um degrau na escada da realização dos sonhos. Seus irmãos o venderam como escravo. Os ismaelitas o compraram como escravo. Os ismaelitas o revenderam como escravo. Potifar o comprou como escravo. Todos na casa de Potifar o viam como escravo. Mas José não se enxergava como escravo. Aqui reside a grande diferença: o sonhador não é o que os outros pensam sobre ele. O sonhador não enxerga apenas o que está ao alcance de seus olhos ou o que sua mente deseja impor. O sonhador vê longe, muito além do que está diante de seus olhos.

A temporada na casa de Potifar revelou algumas surpresas. A primeira foi que o oficial “viu que o Senhor estava com José e tudo que ele fazia Deus fazia prosperar” - Gênesis 39.3. A segunda é que José foi elevado a servir o próprio oficial, isso era grande promoção. A terceira é que Potifar o promoveu ainda mais, agora ele era administrador e tudo estava sob o comando de José.

Não se apavore quando os assassinos de sonhos tentarem destruir você, continue focado na realização.

domingo, 12 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XII

A história de José é interrompida no capítulo 38 e retorna ao 39. O capítulo 37 termina com José sendo vendido e o início do capítulo 39 informa que José foi comprado. E veja que ironia: os assassinos de sonhos tiraram José do contexto de uma pacata região e o levaram para o centro nervoso do mundo, agora ele está no Egito, no ambiente do reino. As ações malignas de seus irmãos para matar seus sonhos estavam se transformando numa ponte para José atravessar, rumo ao pódio do sucesso.

O versículo dois de Gênesis 39 apresenta uma chave que é muito decisiva em todo o processo de realização dos sonhos de José. Diz o texto: “O Senhor Deus estava com José”. E quando Deus está com uma pessoa, não há assassino de sonhos que consiga êxito em sua jornada. Seus irmãos pensavam que José estava abandonado em sua viagem como escravo nas mãos dos ismaelitas e não refletiram na possibilidade de Deus estar presente com José. Deus nunca abandona aqueles ou aquelas que sonham!

Todos podem te abandonar, irmãos, amigos e religiosos, mas Deus está com você durante o período de seus sonhos.

sábado, 11 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XI

Rúben não estava com os irmãos quando venderam José e, voltando à cisterna e não o encontrando, confronta seus irmãos com uma pergunta angustiante: “E agora, o que eu vou fazer?” - Gênesis 37.30.

Rúben era o irmão mais velho e sua responsabilidade incluía dar conta dos outros irmãos ao pai. Como explicaria o desaparecimento de José? A saída foi criar uma mentirosa história em que um animal selvagem tenha matado José e, com a túnica manchada de sangue, informaram ao pai. A tristeza de Jacó foi tão grande que ele recusou ser consolado.

Certamente, anos atrás, Jacó ouviu o choro de seu irmão Esaú quando recebeu a notícia da perda da primogenitura por uma atitude precipitada dele e desonesta de seu irmão Jacó. Agora, Jacó chora amargamente porque recebe a notícia que seu predileto filho fora devorado por uma fera. O capítulo 37 de Gênesis encerra com a informação que José fora vendido a Potifar, oficial de Faraó.

O que parecia ser o fim dos sonhos seria o começo de sua realização. Quando seus sonhos sofrerem oposição, não desista, não é o fim, é apenas o começo.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

A eliminação do Brasil e as lições para a vida

Por Neemias Lima*

No momento em que os amantes do esporte estavam ganhando confiança na melhor performance da seleção brasileira, vem o golpe: eliminação para a Noruega com o pior desempenho da história em termos de posse de bola. E não venham com síndrome de Alzheimer, ninguém acreditava e todos os mais entendidos um pouco sabiam que o período preparatório de nosso selecionado foi complicado com cinco técnicos de 2022 para cá. E o atual técnico está há um ano no comando, apenas 12 partidas antes da Copa para amistosos e jogos das eliminatórias e pouquíssimo tempo juntos. A título de comparação, o técnico da França está no comando há 14 anos.

Outro destaque é que, embora a posse de bola tenha sido um fiasco, na partida contra a Noruega não fomos tão mal assim. E não se deve esquecer a perda de 7 jogadores potencialmente titulares pouco antes e durante a Copa.

Com base nesses parcos fatos, que lições podemos aprender como cristãos com a eliminação do Brasil?

1ª - A cultura imediatista precisa ser sepultada. Tudo para os brasileiros tem que ser agora. É esquecido que uma floresta, diferentemente de uma horta, leva tempo para ser formada. Nada consistente e duradouro se constrói em pouco tempo.

2ª - A tendência de procurar um culpado nas derrotas ou um salvador da pátria nas vitórias tem que ser descartada. Essa mania tem produzido um esquecimento das virtudes apresentadas e resultados obtidos a partir de um erro ou superestimado um e outro em detrimento de outros. 

3ª - A valorização do individualismo precisa ser vencida. Quando se ganha, logo aparece um nome como herói e assim Pelé em 1958, 1962 e 1970, Romário em 1994 e Ronaldo Fenômeno em 2022 são os mais, ou únicos, lembrados. Quando se perde, o mesmo ocorre, sempre se culpa um ou alguns. Esquece-se de que se trata de um conjunto e todos cooperam para a derrota ou para a vitória.

4ª - O reconhecimento pelo mérito do outro pode ser incentivado. Quase sempre quem nos vence é mais fraco, incapaz, não tem tradição, em suma, somos os melhores. Atitudes assim revelam a soberba que reina em nosso interior. O outro também tem méritos, se esforça, se prepara, se dedica e vai conseguir resultados também. Uma saudável reação é aprender com o outro o caminho da vitória. 

É sempre bom lembrar que, de 23 edições da Copa, ganhamos 5 e, até 2030, nenhuma seleção terá o mesmo número que nós. Isso é para ser exaltado. Acrescente o fato que apenas 8 seleções ganharam pelo menos uma Copa, e as outras dezenas, o máximo que conseguiram foi o vice-campeonato que, para nós, é o primeiro dos últimos. 

O melhor caminho que trilhamos é renascer a cultura do médio e longo prazo, nada de imediatismo, não culpar ou exaltar um ou outro por possíveis fracassos ou acachapantes vitórias, reacender a chama do trabalho em equipe (ninguém faz nada sozinho) e reconhecer os méritos do outro e aprender com ele.

O apóstolo Paulo, embora não falasse de futebol, foi cirúrgico: “Vocês não sabem que todos os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Corram de tal maneira que ganhem o prêmio!” - I Coríntios 9.24.

Ah, e não perca a esperança, faltam apenas 1.473 dias para o nosso hexa!

Pastor da Igreja Batista do Braga em Cabo Frio.

José do Egito, um sonhador - X

Enquanto os irmãos saboreiam a refeição com José agonizando na cisterna, vem chegando uma caravana de ismaelitas, vinda de Gileade, trazendo especiarias, bálsamo e mirra, para levarem ao Egito.

Ruben foi o primeiro instrumento para livrar José, agora se apresenta Judá como socorro: “Judá disse aos irmãos: O que vamos ganhar se matarmos o nosso irmão e depois escondermos a sua morte? Venham, vamos vendê-lo aos ismaelitas. Não lhe façamos mal, pois é nosso irmão, é do nosso sangue. Seus irmãos concordaram” - Gênesis 37.26-27. Ao tempo em que surgem os assassinos de sonhos, Deus levanta socorro para mantê-los vivos.

José foi vendido por 20 moedas de prata, uma pechincha, pois um escravo, normalmente, era vendido por 30 moedas de prata. José se tornou uma mercadoria para seus irmãos. No lugar de ser amado, foi vendido. Os irmãos de José contribuíram para a degradante atividade de tráfico de escravos.

Sonhar custa caro. Muitas vezes, significa sofrer grandes injustiças. Mas é melhor sofrer injustiças do sonho do que ter a tranquilidade da acomodação. Custe o que custar, não deixe de sonhar!


quinta-feira, 9 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - IX

O versículo 24 do capítulo 37 é dramático. Ele registra: “... e o jogaram na cisterna. A cisterna estava vazia, sem água”. O verso 25 inicia com revelação de extrema frieza: “Depois, sentaram-se para comer”. Percebe a insensibilidade? A repulsa pelos sonhos do outro produz uma insensibilidade tamanha que faz os algozes comerem enquanto seu irmão agoniza na cisterna. O ódio assentado no coração estava produzindo os frutos de sua maldade.

Pr. Hernandes Dias Lopes ensina que “o ódio paga o bem com o mal. José vai a seus irmãos como mensageiro de paz, para demonstrar o cuidado do pai, mas eles maquinam contra ele antes mesmo dele chegar, intentando matá-lo. O ódio faz alianças malignas para o mal. Conspiração é um acordo feito no subterrâneo da maldade para atingir alguém com violência. O ódio faz registros distorcidos e negativos contra o próximo para prejudicá-lo”.

O que os assassinos de sonhos não percebem é que antes de matar os sonhos do outros, eles matam os seus próprios sonhos. Quem odeia, não sonha e planeja matar os sonhos dos outros.

Limpe seu coração do ódio, você pode ser tornar um assassino de sonhos!

quarta-feira, 8 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - VIII

O plano para matar os sonhos de José ganhou força e seus irmãos orquestraram: “Vamos matá-lo e jogar o corpo numa destas cisternas. Diremos que um animal selvagem o devorou. Vejamos em que vão dar os sonhos dele” - Gênesis 37.20.

Percebeu a clareza no texto? Eles disseram: “Vejamos em que vão dar os sonhos dele”. O alvo deles não era, propriamente, José, eram seus sonhos. Fique atento, pois nem sempre quem se opõe a você, deseja mesmo atingir você. Na verdade, está se revelando como assassino de seus sonhos. Quando você parar de sonhar, eles se acalmarão.

O extraordinário de todo o drama de José é que, enquanto surgem os assassinos de sonhos, aparece o dono dos sonhos, Deus. Ruben era irmão mais velho de José por parte de pai. Ele foi instrumento para executar o primeiro livramento de Deus. Ele disse: “Não lhe tiremos a vida. Não derramem sangue. Joguem o rapaz naquela cisterna, e não lhe façam mal” - Gênesis 37.21-22. Ele desejava levá-lo de volta ao pai. Os assassinos podem estar bem próximos, mas o socorro também.

Permaneça firme. Ao surgirem os assassinos de sonhos, Deus se apresenta com livramento.

terça-feira, 7 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - VII

Gênesis 37.18-19 registra: “De longe seus irmãos viram José e, antes que chegasse, conspiraram contra ele para o matar. Disseram uns aos outros: Lá vem o grande sonhador!”.

Após saber dos sonhos de José e terem odiado-o ainda mais, na primeira oportunidade que tiveram, planejaram matá-lo. A rigor, o que os irmãos tentavam matar eram os sonhos de José. Há gente que, além de não sonhar, sente-se mal com os sonhos dos outros.

Em relação aos sonhos dos outros, algumas atitudes podem surgir:

1ª - Encorajar os sonhadores com palavras, atitudes e ajuda para que os sonhos se tornem realidade.

2ª - Ficar na sua de maneira fria, nem torcendo nem atrapalhando, esperando no que vai dar.

3ª - Assassinar os sonhos da pessoa. Existem assassinos de sonhos. E o mais triste é que, normalmente, são as pessoas mais próximas. Os assassinos dos sonhos de José eram seus irmãos.

Os irmãos de José estavam em Dotã, que significa lugar de boas pastagens. Mas foi em Dotã que José começou a passar pelo vale das maldades.

Não desista de sonhar, Deus é maior do que os assassinos de seus sonhos!

segunda-feira, 6 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - VI

Para alguns palestrantes da linha motivacional, não se deve contar os sonhos para outras pessoas. Segundo eles, suas metas e projetos devem ser guardados em silêncio para evitar que inimigos se apresentem tentando destruí-los. Concordo que no mercado de trabalho, no mundo corporativo, pode até fazer sentido, mas, de modo geral, é bobagem. Gosto da cultura popular que assegura “o que é do homem, o bicho não come”.

Então, Gênesis 37.5-6 registra: “José teve um sonho e o contou aos seus irmãos; por isso, o odiaram ainda mais. Ele lhes disse: Peço que ouçam o sonho que tive”. Segundo a linha motivacional, José errou. Mas, convenhamos, um jovenzinho, seus irmãos eram mais velhos, exceto Benjamim, qual era a sua expectativa? Que os irmãos mais experientes o acolhessem e o ajudassem. Que eles fazem? Odeiam ainda mais a José. 

Preste atenção: “o odiaram ainda mais”, diz a Bíblia. O ódio já estava lá. Não foi a revelação de José que gerou o ódio, ele era odiado. E ter contado o sonho valorizou ainda mais o resultado no final de tudo.

Contando ou não seus sonhos, sonhe! E sonhe grande!

domingo, 5 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - V

Gênesis 37.3-4 registra: “Ora, Jacó amava mais José do que todos os seus outros filhos, porque era filho da sua velhice; e mandou fazer para ele uma túnica talar de mangas compridas. Quando os seus irmãos viram que o pai o amava mais do que todos os outros filhos, odiaram-no e já não podiam falar com ele de forma pacífica”.

No contexto familiar de um homem casado com quatro mulheres, convivendo juntas e filhos com todas elas, imagine o ambiente em que José foi criado. Além disso, o histórico de seu pai não era algo para celebrar. Mas é exatamente aqui que José sonha. O sonhador não se liga muito na realidade em que está envolvido. A cultura popular assegura que “sonhar não custa nada”. E é verdade.

José era o primeiro filho de Jacó com sua amada Raquel e isso o fez ser preferido de seu pai. Acontece que isso trouxe a inimizade dos outros irmãos. Eles o odiaram, afirma a Bíblia.

Que contexto conturbado! Em que circunstância você está envolvido? Não foque na realidade em que você está inserido, sonhe! Sonhe grande e apresente seus sonhos ao grande Deus! Deus é maior do que a realidade e é maior do que os seus sonhos!

sábado, 4 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - IV

Mesmo sendo pecador, José era íntegro. Sobre a vida de José, o Pr. Hernandes Dias Lopes pontua: “José se manteve fiel na prosperidade e na adversidade, na prisão e no palácio, na juventude e na velhice. Jamais claudicou. Jamais vendeu sua consciência. Jamais transigiu com os valores absolutos que pautaram sua vida da juventude à velhice e governaram suas decisões”.

Não há dúvidas de que Deus estava na direção de tudo o que ocorria na vida de José, mas atribuir tão somente a Deus a razão de seu sucesso e negar-lhe o reconhecimento de renúncia, disciplina, coragem, resiliência e determinação não é atitude plausível. José suou a camisa, perdeu sono, experimentou dúvidas, suportou estigmas, mas permaneceu firme.

O romantismo do sonhar só existe no início na vida de quem busca executar seus sonhos, mas depois é dolorosa luta, renhida batalha e cruenta guerra. Para os observadores, é romance o tempo todo, porque não estão no front do enfrentamento.

Você tem sonhos? Saiba que quanto maiores, maiores as lutas. Mas, como José, não desista! Não foque nas lutas do presente, foque nas vitórias do futuro!

sexta-feira, 3 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - III

Gênesis 37.2 registra: “Quando José tinha dezessete anos, apascentava os rebanhos com os seus irmãos. Sendo ainda jovem, acompanhava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e trazia más notícias deles a seu pai”.

O jovem sonhador José era filho de Jacó e tinha irmãos que eram filhos de quatro mulheres de seu pai. Bila e Zilpa eram servas de Raquel e Lia, respectivamente, e foram oferecidas a Jacó por elas para suprirem a esterilidade de Raquel e a cessação de procriação de Lia. José, com dezessete anos, apascentava os rebanhos com os filhos das servas Bila e Zilpa e informava ao pai sobre atitudes ruins que os seus irmãos por parte de pai praticavam.

Duas leituras podem ser feitas: 1ª - José, apesar de jovem, era zeloso e desejava honrar o nome do pai. 2ª - José era um mexeriqueiro. Uma reflexão pode ser proposta: como devem agir os pais quando irmãos apresentam conflitos nos relacionamentos?

É bom lembrar que o fato de ver José como protótipo de Cristo não o exclui da lista de pecadores. Jovens sonhadores também são pecadores. E o pecado tem seu preço!

quinta-feira, 2 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - II

A proposta de sonhos tem a intenção de despertar você para conquistas que podem fazer parte de sua caminhada. Sonhar é o mesmo que estabelecer metas para a sua vida. José estava num contexto de grande valorização dos sonhos. Estes recebiam interpretação e as pessoas se guiavam por eles. Nossa cultura tem outra leitura sobre os sonhos, mas, figuradamente, eles são nossos desejos e metas que estabelecemos. 

Vou te provocar com uma pergunta: você tem com clareza o que deseja para sua vida daqui a 30 anos? É possível que você seja tentado a responder: nem sei se estarei vivo ou viva. Pois é, mas se você tem até 50 anos, a possibilidade de estar vivo é muito grande. E aí, como será quando chegar lá, considerando o que dependerá de você? E esteja certo de uma coisa: se você tem até 50 anos, o que você é hoje foi, em grande parte, o que você sonhou ou não sonhou quando estava com vinte anos. Daí a importância de sonhar.

Quero encorajar você, independentemente de sua idade, a sonhar. Projete grandes coisas para o futuro. Isso sem presunção, soberba ou vaidade. Apresente tudo diante do Senhor!

quarta-feira, 1 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - I

A emocionante, dramática e vitoriosa história de José do Egito é registrada nos capítulos 37 a 50 do livro de Gênesis. Há quem faça a leitura literalmente e outros, figuradamente. Independentemente da forma que se lê, ninguém o faz sem se envolver nas tramas e nos dramas vividos pelo jovem que se tornou um exemplo do agir de Deus. José é uma figura muito cativante. A partir da revelação progressiva de Deus, José é um protótipo de Cristo. Protótipo é um primeiro tipo, uma perspectiva inicial de alguma ideia ou verdade.

José é filho de Jacó e Raquel. Seu nascimento está num contexto de família muito conturbada em que ações humanas aconteceram para satisfazer o ego de seus membros. Sua mãe Raquel não podia ter filhos. Lia ou Leia, sua irmã, podia e isso provocava ciúmes. Bila, serva de Raquel, tem filho com Jacó por orientação de Raquel. Quando Lia cessou de ter filhos, orientou que Jacó se relacionasse com Zilpa, sua serva.

Deus abençoou Raquel e ela engravidou. Nasce José, Gênesis 30.24 registra. Apesar de nascer nesse contexto, José tinha grandiosos sonhos. Você tem sonhos? Quais são os seus sonhos? Faça uma lista deles.