A liderança de José também foi reconhecida na prisão. Além da atitude do carcereiro em promovê-lo, os presos se renderam à sabedoria e, certamente, perceberam aspectos diferentes e relevantes na vida do jovem sonhador.
É apenas uma imaginação, mas eu penso que José ao transpor o portão da cela estampava um sorriso no rosto, sua boca cantarolava uma canção e foi saudando um a um com entusiasmo impactante. Como diz a gíria, foi “chegando, chegando”.
Pouco tempo depois, chegam mais dois presos. E eram importantes oficiais chefes de Faraó, um copeiro e um padeiro. José foi designado para servi-los na prisão. José se envolvia com as pessoas, não era um companheiro frio e logo percebeu que o copeiro e o padeiro estavam tristes. Perguntou-lhes: “Por que vocês estão com o rosto triste hoje?”. Percebeu a sensibilidade? Eles responderam que tiveram um sonho. José foi cirúrgico: “Contem-me o sonho!”. José podia completar: de sonho, eu entendo.
Os sonhadores não podem trilhar a estrada da frieza nos relacionamentos, precisam estar atentos às reações das pessoas e se apresentar para ajudá-las.

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