O blog volta a ter publicações
a partir do próximo 1º de janeiro.
Encerro a série com o poema Viver em Família.
Viver
em família não é nada fácil!
É mais
difícil, porém, sem ela viver!
A
família é um refúgio forte e seguro,
Onde
cada membro pode crescer.
Não
existe família perfeita e sem defeitos.
Imperfeitos
que somos, impossível isso é
E, mesmo que nem todos andem direito,
Ela
continua vencendo os óbices pela fé.
Minha
família será cada vez melhor,
Se
melhor eu sempre lutar por ser
E, quando surgir aquele momento pior,
Eu me
protejo no ambiente mais seguro
E preparo-me
para prosseguir ainda maior.
Minha
família, mesmo com limitações,
É a
melhor e mais linda família do mundo.
No
lar, encontro paz, amor e segurança,
Posso
descansar e sempre ter esperança
E
mergulhar nos sonhos mais profundos.
Em
família, não se sente solitário.
Em
casa, o caminhar é solidário.
Família
é viver junto.
Família
é crescer junto.
Família
é sorrir junto.
Família
é celebrar junto.
Família
é sofrer junto.
Família
é conjunto.
Eu
quero celebrar e honrar a família
Por
todo o sempre como um troféu,
Fazer
do lar onde sou como homilia
Um
pedacinho aqui na terra do céu!
Viver
em família não é nada fácil!
É mais difícil, porém, sem ela viver!
E o quarto “P” da família é perdão. Nenhuma família sobrevive sem o perdão. E ainda que os membros permaneçam juntos até que a morte os separe, os tempos serão de rispidez, tristeza e amargura. A falta de perdão brutaliza a pessoa. O perdão a humaniza.
Certo casal enfrentando problemas
procurou um terapeuta. A certa altura, o homem disse: “Doutor, o problema de
minha esposa é que quando temos algum problema ela fica histórica!”.
O terapeuta corrigiu: “Você quer
dizer histérica?”.
O marido confirmou: “Não, histórica
mesmo, ela lembra da primeira discussão que tivemos há mais de trinta anos e de
todas as outras, inclusive o lugar, a hora do dia, a roupa que eu usava!”.
Há mulheres e maridos históricos!
Essa atitude se resume numa frase: falta de perdão.
Paul Washer declarou: “Perdão não é um
sentimento, perdão é uma atitude”.
Não perdoar é mastigar a vida toda
uma comida amarga.
Perdoe! Essa atitude se desdobrará
em várias curas em sua vida e na vida de sua família! E quem não perdoa só
provoca mal para si, pois o outro não é alcançado com a falta de perdão.
Privacidade é o terceiro “P” da família. O lar deve ser um ambiente indevassável. Não, não estou dando o sentido de fechado fisicamente e que perde a bênção da hospitalidade. Falo no sentido de proteger a vida dos membros da família não expondo-os ao ridículo.
Ao expor particularidades de seus familiares para quem não pode ajudar, você corre o risco de contribuir para que inúmeros problemas surjam.
Ayrton Senna, para mim, o mais fenomenal piloto de todos os tempos, afirmou: “Uma maneira de preservar sua própria imagem é não deixar que o mundo invada sua casa. Foi um modo que encontrei de preservar ao máximo meus valores”.
A privacidade apresenta outro ângulo: não permitir que pessoas de fora se intrometam nas questões domésticas. Claro que isso não significa fechar a porta para todas as ajudas, há os que são excelentes conselheiros. Mas há outros que só a graça. Tem solução para tudo na casa dos outros, mas na sua, nem sempre, ou quase nunca.
“É por isso que o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa” - Gênesis 2.24.
Proteção é o segundo “P” da família.
Eclesiastes 4.9-12 registra: “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará? E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa”.
A ideia de proteção rege duas áreas:
1ª - Área emocional. Os membros da família precisam proteger e se proteger. Os problemas enfrentados, os temporais que surgem contra a família, serão mais facilmente enfrentados com a proteção emocional que cada um oferecerá ao outro.
2ª - Área física. A figura da casa protege das intempéries e, também, dos problemas de ordem física que podem ser adquiridos fora do lar. Corre menos risco quem tem prazer em permanecer mais tempo dentro do lar. Problemas entre os familiares que provocam fuga do lar é prejuízo na certa.
Proteja sua família, não permita que ataques alcancem os seus. O que não for de sua alçada, Deus protegerá.
O primeiro “P” da família é perseverança. Perseverança traz implícita a ideia de paciência. No texto bíblico, elas são irmãs gêmeas monozigóticas, univitelinas.
A ideia de perseverança está no
conceito “serão ambos uma só carne” e, mais tarde, incorporado o conceito “até
que a morte os separe”. Este é o ideal de Deus.
A perseverança na família não
significa impossibilidade de temporais e até de desastres que acontecem,
algumas vezes, destelhando a casa e trazendo insegurança. O conceito orienta a
perseguir o ideal de Deus para a família e não aceitar uma vida promíscua e de
relaxamento com os conceitos cristãos.
Walter Elliott lembra que “a perseverança não é uma longa corrida; ela é muitas corridas curtas, uma depois da outra”. Todo dia, o compromisso precisa ser assumido. Isso é perseverança.
“Depois o Senhor disse: - Não é bom que o homem viva sozinho. Vou fazer para ele alguém que o ajude como se fosse a sua outra metade. É por isso que o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa” - Gênesis 2.18,24.
“Depois o Senhor disse: - Não é bom que o homem viva sozinho. Vou fazer para ele alguém que o ajude como se fosse a sua outra metade. É por isso que o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa” - Gênesis 2.18,24.
Para os cristãos, a criação da
família está narrada em Gênesis, quando Deus criou o homem e, depois de sua
costela, a mulher.
Numa construção humorística, há duas
versões sobre a criação da mulher por último.
A versão masculina: Deus criou o
universo, a natureza, os animais, criou o homem e deixou a mulher por último porque
ele não suportaria a mulher dando opinião em tudo. Já pensou: por que o
Himalaia está aqui? Por que o Oceano Índico não fica nesse lugar?
A versão feminina: Deus criou o
universo, a natureza, os animais e decidiu criar o ser humano. Então, fez um rascunho,
criou o homem. Depois, fez a obra completa.
Independentemente do humor, o fato é
que Deus criou a família e há princípios que norteiam a caminhada dela aqui no
mundo.
Agradeça a Deus por sua vida e família, é tudo criação de Deus.
Jesus
e a família - I
No ministério terreno de Jesus, uma família se destacou: a de Lázaro, Marta e Maria. A intimidade de Jesus com esta casa era tão grande que ele podia chegar sem agendar e levar o grupo completo de apóstolos. Jesus ressuscitou três pessoas em seu ministério: a filha de Jairo, o filho da viúva de Naim e Lázaro. Apenas com a morte de Lázaro registra-se que Jesus chorou.
Certa vez, inclusive, Marta ficou apreensiva porque tinha que servir aquele grupo e chamou a atenção de Jesus, que não se incomodou com Maria deixando-a servir sozinha.
Marta ouviu do Mestre uma lição que
acabou estigmatizando-a negativamente, mas não se pode esquecer o valor de
Marta e seu desejo de receber bem o mestre.
O capítulo doze de João narra uma
visita de Jesus àquela casa. Registra o texto que Lázaro estava com ele à mesa,
Marta servia aos presentes e, surpreendentemente, Maria unge os pés de Jesus
com um perfume de nardo puro. Enfatiza o texto que “encheu-se toda a casa com o
perfume do bálsamo”.
O ensino que se deve aprender é: que
lugar sua família dá a Jesus? Jesus é bem recebido em sua casa?
Jesus e a família - II
“Então Maria pegou um frasco cheio de um perfume muito caro, feito de nardo puro. Ela derramou o perfume nos pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e toda a casa ficou perfumada” - João 12.3.
O ato de Maria foi de adoração, de culto. Sua atitude sinaliza princípios que precisam ser assumidos pelas famílias:
1º - Enquanto Marta servia na esfera
humana, também muito necessária, Maria “escolhia a melhor parte”, como Jesus
assegurou outro dia naquela casa. O equilíbrio entre a adoração e o serviço é o
melhor caminho para que a família desfrute de crescimento em todas as áreas.
2º - O valor da adoração não se
restringe ao quantitativo, mas oferecer segundo o coração, e sempre o ofertado
é quase nada, revela apego aos bens materiais. O perfume ofertado tinha valor
de trezentos denários. Cada denário valia um dia de um trabalhador.
Considerando o salário mínimo no Brasil, ela ofereceu dez mil reais,
aproximadamente. Ela não ofereceu um Leite de Rosas, ofereceu um Roja Parfums.
É triste saber que há lares,
assumidos como cristãos, que nada oferecem. E quando oferecem, é a sobra. Isso
se chama ingratidão!
Jesus e a família - III
Judas estava presente no encontro fraterno na casa de Lázaro, Marta e Maria. Viu o ato de adoração de Maria e saiu logo em defesa dos pobres. Segundo sua reação, era um desperdício usar aquele perfume caro na unção dos pés de Jesus, deveria ser vendido e doado aos pobres. Sua intenção, entretanto, não era verdadeira, estava de olho na grana, era ladrão.
A preocupação com os pobres deve ser
uma ênfase na vida das famílias, sobretudo as que tem melhores condições, mas
muito cuidado com defensores dos pobres que apresentam outras intenções.
Há um princípio que passa
despercebido na atitude de Judas: a interferência externa na vida da família.
Já percebeu como tem gente célere para orientar a família dos outros? E, em
vários casos, quem não consegue resolver os seus próprios problemas.
Muito cuidado com interferências
externas na sua casa, elas podem vir de gente boa ou ruim. Jesus ensinou para
Judas que o ato de Maria era reconhecido por ele. Passe todas as influências
externas pelo crivo chamado Jesus, ele conhece as intenções do coração.
Jesus e a família - Final
A família de Lázaro apresenta três interessantes perfis: o de Lázaro, o de Marta e o de Maria.
O perfil Lázaro remete para o
socorro do Senhor. Seu nome tem relação com o grego “Eleázaros” e significa
“Deus socorreu ou Deus ajudou”. Deus é a fonte de socorro e de ajuda para os
lares. E, como seguidores de Cristo, precisamos ser instrumentos de socorro de
Deus aos necessitados.
O perfil Marta remete para o
trabalho. O significado de seu nome pode ser “mestra” ou “senhora”. Estava
sempre ativa para servir. O trabalho é sempre muito bom, mas a família precisa
avaliar se não há exagero no lidar com essa área. Há quem só pensa em
trabalhar, trabalhar, trabalhar.
Maria traz o perfil da inspiração.
Seu nome, embora de origem indefinida, sinaliza “a pura”. Remete para a pureza
do lar.
Os nomes Marta e Maria, em Língua
Portuguesa, tem apenas duas letras diferentes: “T” e “I”. T de trabalho e I de
inspiração. A sabedoria é saber equilibrar as duas áreas na família.
O lar em que Jesus é bem recebido, adoração é prestada a ele e as interferências externas são administradas é um pedacinho do céu aqui na terra.
Cavaco não voa longe do toco assegura o ditado popular. A figura está relacionada ao corte de árvore ou de madeira com o machado. À medida que a machadada feria a madeira, uma lasca era arrancada e ficava sempre próxima do pau ou tronco.
Há filhos desobedientes que trilham
caminhos totalmente diferentes dos pais, que são pessoas íntegras a toda prova.
São exceções. Sempre há uma semeadura. E a colheita é sempre muito maior do que
as poucas sementes lançadas na terra. Daí, a necessidade de se investir no
exemplo e cultivar o caminho do bem para que as gerações futuras repliquem o
que aprendeu.
Pais que apresentam atestado médico
falso, fazem gato para ter uma conta mais barata, pagam propina a alguma
autoridade e procuram dar um jeitinho em situação embaraçosa estão pavimentando
estrada para grandes crimes praticados pelos filhos ou netos.
Filipenses 4.8-9: “Encham a mente de
vocês com tudo o que é bom e merece elogios, tudo o que é verdadeiro, digno,
correto, puro, agradável e decente. Pratiquem o que vocês receberam e
aprenderam de mim, tanto com as minhas palavras como com as minhas ações”.
Ética na família - IV
A ética na família não é um cumprimento de regras estabelecidas, um manual do que se pode e não pode fazer. É um discipulado em que os princípios são passados de geração em geração, tendo a marca do exemplo impressa na mente e no coração.
A experiência tem mostrado em
profusão situações de filhos que, debaixo da orientação dos pais, agem como
santos, mas basta experimentar a liberdade para revelar seu lado profano e diametralmente
oposto ao que teoricamente aprendeu.
Proibir por proibir pouco ou nenhum
valor tem. Aliás, há quem defenda que proibir é o maior incentivo para se
fazer, haja vista a tendência do ser humano pela curiosidade, sem falar em sua
tendência de desobediência.
O ensino de Paulo contempla essa
total liberdade que se tem ao tempo em que se apela para a observação de
princípios que devem nortear quem deseja obedecer a Deus. Ele ensinou: “Alguém
vai dizer: “Eu posso fazer tudo o que quero”. Pode, sim, mas nem tudo é bom
para você. Eu poderia dizer: “Posso fazer qualquer coisa”. Mas não vou deixar
que nada me escravize” - I Coríntios 6.12.
Não proíba, ensine!
Ética na família - Final
Ninguém tem dúvidas que o resultado de conviver bem ou mau dependerá das atitudes e das escolhas. Muitas atitudes poderiam ser evitadas e escolhas deveriam ser muito bem pensadas.
Mário Sérgio Cortella apresenta três
questões éticas: Quero? Devo? Posso? E argumenta: “Tem coisa que eu devo, mas
não quero, tem coisa que eu quero, mas não posso, tem coisa que eu posso, mas
não devo. Aqui, nestas questões, vivem aquilo que a gente chama de dilemas
éticos; todas e todos sem exceção temos dilemas éticos, sempre, o tempo todo:
devo, posso e quero?”.
A maturidade na vida acontece quando
se tem a capacidade de renunciar a algo desejável para não escandalizar o
semelhante que não alcançou a mesma maturidade. Jesus foi enfático ao dizer: “Façam
aos outros o que querem que eles façam a vocês; pois isso é o que querem dizer
a Lei de Moisés e os ensinamentos dos Profetas” - Mateus 7.12.
Ética isolada não existe, ética é
relacionamento. A ética jamais autoriza você a ferir o próximo, ainda que o
conteúdo de sua crença seja correto e do semelhante incorreto.
A família e os vizinhos - I
“Não abandone o seu amigo, nem o amigo do seu pai. Se você estiver em dificuldades, não peça ajuda ao seu irmão. Vale mais um vizinho perto do que um irmão longe” - Provérbios 27.10.
Sou do tempo em que vizinhos eram como familiares, mesmo que não tivessem esses laços. As trocas de guloseimas, socorro em momentos de necessidade e visitas periódicas eram muito comuns. Hoje, mesmo o vizinho residindo a 1,5 m de distância, em contraste com antigamente, praticamente não se falam e, muitas vezes, nem se conhecem.
O povo judeu recebeu orientações bem claras e práticas sobre o relacionamento com a vizinhança. Em Êxodo 22.26, “Se você receber a capa do seu vizinho como garantia de uma dívida, devolva-a antes que anoiteça”.
Em Provérbios 3.29, lemos: “Não planeje nenhum mal contra o seu vizinho; ele mora ao seu lado e confia em você”.
E Provérbios 3.28 orienta sobre socorro ao que está bem próximo: “Não diga ao seu vizinho que espere até amanhã, se você pode ajudá-lo hoje”.
Como é o relacionamento seu com os seus vizinhos? Pense nisso!
A família e os vizinhos - II
Após o café de ontem, recebi uma mensagem de Nilcea Lima, minha irmã, confirmando o valor inestimável do vizinho.
“Quando morei em São
Gonçalo, tive verdadeiros anjos, mais de um. Meu filho Pedro era bebê e chorava
com refluxo. Minha vizinha do andar de cima, ouvia e descia, percebia que eu
estava sozinha. Ela me acalmava e a Pedro. Interrogou-me sobre o tratamento e
eu disse que o médico informara que era assim mesmo. Com muito carinho, me
disse: ‘Então peça a Deus paciência’. O casal da frente, quando via Pedro
engatinhando e a porta estava aberta, eles abriam a porta do apartamento deles
para ele entrar. Deixavam uma estante baixa cheia de brinquedos para se
divertir, ele pulava no sofá deles e eles morriam de rir. Mudei-me para outro
bloco, Pedro já maior. Ele chegava antes de mim, a porta era difícil de abrir.
A vizinha de baixo todos os dias abria para ele. Conversei com ela sobre o
incômodo, e ela falou pelo ‘amor de Deus, isso é um prazer’. Ah, o nome dela é
Fátima. Pedro terminou o nono ano - Ensino Fundamental - e aconteceria uma
festa. Ele pegou um dos convites e falou: ‘esse é da tia Fátima! Ela faz parte
dessa história’. Ele desceu e falou exatamente isso para ela. Ela chorou de
emoção!”.
“Vale mais um vizinho
perto do que um irmão longe” - Provérbios 27.10.
A família e os vizinhos - III
Recebi outra mensagem sobre a relação entre vizinhos. Omito os nomes por preservação.
Num condomínio, havia um grupo de
oito jovens muito espontâneos, gostavam de brincar e zoavam bem alto uns aos
outros. Eles se reuniam na pracinha e era uma algazarra só.
Bem próximo da pracinha, havia um
casal de idosos que não gostava de jovens e do barulho que provocavam. O casal
não fazia questão de esconder, sempre revelava sua insatisfação.
Certo dia, no apartamento do casal
começou um incêndio que se alastrava. Foi um desespero só. A mulher, num surto,
não queria sair do apartamento. Enquanto isso, o fogo se alastrava. Ligaram
para o Corpo de Bombeiros, que se atrasou.
Os vizinhos pegaram extintores, mas
quem entraria para executar a tarefa? Foi aí que os jovens, com o rosto e
cabeça cobertos por um pano, entraram no apartamento, arrancaram a mulher à
força e acionaram os extintores. Logo depois, o fogo cessou. Houve bastante
estrago, mas salvaram-se todos. O Corpo de Bombeiros chegou, justificou o
atraso por um engarrafamento, e afirmou que se não fossem os jovens, tudo
estaria perdido.
Que lição: os jovens indesejados
foram a salvação da tragédia.
“Vale mais um vizinho perto do que
um irmão longe” - Provérbios 27.10.
A família e os vizinhos - Final
A relação com vizinhos é sempre muito dinâmica e é possível passar por algumas turbulências. Algumas mensagens recebidas revelavam situações de conflitos e dores que machucaram.
Qual o segredo para ter uma relação abençoadora com aqueles e aquelas que estão bem próximos de nós?
Primeiro, é preciso muita sabedoria. Provérbios 25.17 ensina algo muito prático: “Não vá a toda hora à casa do vizinho, pois ele pode se cansar e acabar ficando com raiva de você”.
Também é preciso repensar o paradigma. Em vez de perguntar “eu tenho bons vizinhos?”, refletir “eu tenho sido um bom vizinho?”. É possível que não damos conta de atitudes ou falta de atitudes que podem atrapalhar o bom relacionamento.
Responda com sinceridade: qual a última vez que você orou a Deus pelo seu vizinho? E quando levou um mimo, quem sabe aquele bolo especial, para tomar um café com ele ou oferecê-lo para o lanche?
Máscara invisível
Em dois mil, quando participei de um congresso na Holanda, fiquei impressionado ao ver várias mulheres religiosas com o rosto todo coberto, ficando apenas uma janela retangular nos olhos. Tentei ser fotografado com uma, mas seu esposo não permitiu. Mas era uma questão religiosa!
Quem em sã consciência imaginaria que, em pleno século XXI, praticamente o mundo todo teria a máscara como instrumento de defesa! Pois é, estamos todos assim, mascarados!
Assim, hoje, todo lar tem várias máscaras que se revezam entre local de trabalho, encontros e ser lavada para reutilização. Interessante é que o fato pode ilustrar bem uma realidade: máscaras invisíveis. São as máscaras que ninguém vê, usadas pelos membros da família e que escondem uma realidade vivida.
A máscara contra o vírus protege. A máscara invisível desguarnece.
“... que vocês não tenham nenhuma falha ou mancha. Sejam filhos de Deus, vivendo sem nenhuma culpa no meio de pessoas más, que não querem saber de Deus. No meio delas vocês devem brilhar como as estrelas no céu” - Filipenses 2.15.
A máscara contra o vírus, use-a. A máscara invisível, descarte-a.
Dores na família
“Então Jó se levantou e, em sinal de tristeza, rasgou as suas roupas e rapou a cabeça. Depois ajoelhou-se, encostou o rosto no chão e adorou a Deus. Aí disse assim: Nasci nu, sem nada, e sem nada vou morrer. O Senhor deu, o Senhor tirou; louvado seja o seu nome!” - Jó 1.20-21.
Todas as famílias experimentam dores. Até mesmo famílias cristãs e totalmente comprometidas com Deus. Somos tendentes a julgar as dores das outras famílias como se fossem consequência de falhas. Esquecemo-nos que as mesmas dores podem alcançar a nossa.
Jó era totalmente íntegro. O testemunho não era de outro homem. O testemunho não era de uma instituição. O testemunho é do narrador do texto. O testemunho é afirmado pelo próprio Deus diante de Satanás. Mesmo assim, ele sofreu. E sofreu muito.
É muito difícil enfrentar as dores na família! Elas são de toda sorte - acidentes, enfermidades, traições, morte etc. Jó ensinou uma receita: humilhou-se, reafirmou sua fé em Deus, declarou o controle do Senhor e o adorou.
Quando surgirem as dores na família, chore, mas reafirme sua fé em Deus!
Este Café é uma homenagem ao amigo pr. Vanderlei Batista Marins e sua esposa Rita Marins que hoje se despedem de seu filho Éber Jônatas.
O livro da família
Billy Graham declarou: “Estude a Bíblia para ser sábio. Creia na Bíblia para ser salvo. Viva os preceitos da Bíblia para ser santo”.
Ao povo israelita, a orientação do Senhor era: “Guardem sempre no coração as leis que eu lhes estou dando hoje e não deixem de ensiná-las aos seus filhos. Repitam essas leis em casa e fora de casa, quando se deitarem e quando se levantarem. Amarrem essas leis nos braços e na testa, para não as esquecerem; e as escrevam nos batentes das portas das suas casas e nos seus portões”.
Muitos lares sofrem as danosas
consequências porque desprezam a leitura da Bíblia. Mesmo com mais de oitenta
anos, uma das últimas fotos de mamãe, revela-a com a Bíblia na mão. Ela amava a
Bíblia. Ensinou-a aos filhos.
Hoje, apesar de todos os recursos
tecnológicos, cada vez mais se lê menos a Bíblia. E sem leitura, não há
prática. E sem prática, não há vitória.
O salmista “tinha prazer na lei do
Senhor e nela meditava dia e noite” - Salmo 1.2.
Você sabia que com quinze minutos
diários, você lerá folgadamente a Bíblia em apenas um ano? Quanto tempo você
gasta nas redes sociais?
Ética na família - I
Quase todo mundo conhece aquela história do menininho que atende o telefone, quando não existia celular, vira-se para o pai e diz é para o senhor. O pai orienta-o a dizer que ele não está. O garotinho responde “papai mandou dizer que ele não está!”. Que constrangimento.
É muito triste constatar que muitos
lares chamados cristãos apresentam ética muito distante dos padrões de Cristo.
Filhos que percebem com clareza as atitudes dos pais em contrariedade ao que
professam na Igreja. Normalmente, os resultados são horríveis e, quase sempre,
alguns querem lançar a culpa sobre a Igreja, mas não são capazes de assumir,
com arrependimento, seus erros.
E a máxima “faça o que eu digo, mas
não o que eu faço” não funciona, o exemplo tem muito mais poder. De autor
desconhecido, pelo menos para mim, “a palavra convence, o exemplo arrasta”.
O profeta Zacarias, em seu livro,
capítulo 8, verso 16, orienta: “São estas as coisas que vocês devem fazer:
digam todos a verdade uns aos outros e decidam com justiça os casos nos
tribunais a fim de que haja paz”.
Qual é o padrão de ética de sua
casa?
Ética na família - II
Em Zacarias 8.17, lemos: “Porém não façam planos para prejudicar uns aos outros e não jurem falso, pois eu, o Senhor, odeio tudo isso”.
Após o Café de ontem, um pastor
amigo meu, que trabalhou numa indústria farmacêutica, me contou um interessante
fato. Com sua autorização, sem revelação de nomes, registro aqui:
Eu trabalhei num laboratório, muitos
anos atrás e, além das amostras grátis, que eram embalagens reduzidas, havia
embalagens originais com carimbo de amostra grátis. Era o mesmo frasco e tudo
era igual as que eram vendidas nas farmácias. Um supervisor foi visitar a casa
de um representante. O menininho foi atender.
O supervisor perguntou: "Seu pai está em casa?".
O menininho respondeu: "Ah, tá sim, ele está dando banho nas amostras!".
Meu amigo me ensinou: “Dar banho nas amostras era limpar o carimbo com cotonete embebido num produto parecido com éter para depois vender o produto como se fosse o produto de venda”.
Pais, a maior e mais influente escola da vida é a sua casa. Valorize o ensino, sobretudo o que vem com a força do exemplo.
Olhos abertos e fechados
Um jovem informou ao pai que estava namorando. Ouviu do pai: “Abra o olho, abra o olho!”.
Passado um tempo, falou novamente
com ele que estava gostando da moça e pensava em ficar noivo. O pai repetiu:
“Abra o olho, meu filho, abra o olho!”.
Mais um tempo à frente, voltou ao
pai: “Marquei o noivado, vamos nos casar, estamos muito felizes!”. O pai
insistiu: “Abra o olho, abra o olho!”.
Chegou o dia do casamento e, depois
da cerimônia religiosa, durante a festa, o jovem viu o pai vir em sua direção e
pensou: “Lá vem papai com aquela história ‘abra o olho, abra o olho!’”.
O pai chegou, abraçou o casal e
falou no ouvido do filho: “Feche o olho, feche o olho!”.
Passado um tempo, o filho indagou ao
pai por que orientações diferentes antes e depois do casamento. O pai ensinou:
“Meu filho, antes de tomar a decisão, devemos levar em consideração todas as
variáveis. Depois da decisão, não tem mais volta, os olhos precisam permanecer
fechados em muitas situações para o sucesso da união conjugal!”.
Você é casado/casada? Feche os
olhos. É solteiro/solteira? Abra os olhos!
Melhor que muito bom
O livro de Gênesis, em seus primeiros versos, narra que Deus, ao criar todas as coisas, concluía que era tudo bom. Ao criar o homem, diz o livro das Origens, que Deus viu que era muito bom.
Acontece que, após finalizar toda a
obra criadora, e deixar o homem naquele paraíso como figura mais importante e
gestor daquela beleza, o registro bíblico informa: “Viu Deus que não era bom
que o homem estivesse sozinho, farei uma companheira para ele que lhe seja
idônea!”. Mas o homem não estava sozinho! Estava cercado de animais lindos,
natureza impecável! Idônea pode ser interpretada, sem nenhuma agressão ao
original, como completa, que complete o homem.
Ora, se o muito bom não era bom que
ficasse sozinho e recebe um ser que lhe complete, a mulher é melhor do que o
muito bom.
O homem, apesar de toda a beleza do
jardim, vida completamente saudável e companhia agradável dos animais, estava
sozinho. No sentido humano e familiar, salvo vocação especial, o homem só se
completará com a companheira idônea. Fugir disso é perder o melhor que muito
bom que Deus providenciou.
Toda família tem um passado
O Pr. Marcelo Lomba escreveu, em seu livro de meditações diárias “Essência da Palavra”, no dia primeiro de janeiro, a crônica com o título deste café.
Leio um fragmento: “Nas histórias de
família existem fatos que são mantidos velados, como se diz: “guardados a sete
chaves”. Os políticos, normalmente, são especialistas em esconder os parentes
indesejados, os fatos obscuros, as relações duvidosas, os históricos de abuso,
traição, cadeias etc. Não querem holofote sobre o que se possa macular a
trajetória da ascendência familiar”.
Mais à frente, ele argumenta: “Na
genealogia de Jesus são feitas duas referências que qualquer político faria
questão de esconder, Raabe, a meretriz de Jericó, e Bate-Sabe”.
Ainda destaca o Pr. Lomba: “Não
importa o passado individual ou da ascendência familiar, Jesus transforma a
história daquele que o recebe. Toda família tem um passado. Com Jesus, toda
família tem um futuro!”.
Valorize a história de sua família!
O que for negativo, aprenda a não praticar. O que for positivo, tome como
modelo.
Mãe com M maiúsculo
O dia de hoje é especial, imagino que apenas o Natal receba tanta atenção, pelo menos em nossa cultura. Mesmo assim, no Natal, conquanto a pessoa mais importante seja o menino, muito presente está a figura da mãe, a bem-aventurada Maria.
Mãe é sinônimo de presença. Presença
física. Presença emocional. Presença social. Presença espiritual, espera-se.
Mão é sinônimo de sacrifício.
Sacrifício físico, seu corpo nunca mais será o mesmo. Sacrifício emocional,
suas emoções são para sempre alteradas. Sacrifício social, quantos encontros
perdidos para investir em atenção. Sacrifício espiritual, no sentido de
imprimir no caráter da nova vida os valores da vida eterna.
Mãe é sinônimo de alegria. Alegria
física, cujo sorriso é compartilhado mesmo com a dor do parto. Alegria
emocional, sua vida ganha sentido em todos os sentidos. Alegria social, a todos
quer apresentar sua riqueza. Alegria espiritual, como Maria, sua alma
engrandece ao Senhor.
Considerando essa leitura, quantas
mulheres com H maiúsculo temos. Mulheres guerreiras, não porque estão inseridas
na mídia promocional, mas porque assumem seu papel de edificadoras de lar
especial.
É de mulher assim que o mundo está
precisando, e muito, até porque alguns exemplos de homens são com H minúsculo.
Tão minúsculo que se partirem pouca ou nenhuma falta farão.
O Salmo 128 apresenta o lar quem tem Homem e Mulher com “H” maiúsculo: “Feliz aquele que teme a Deus, o Senhor, e vive de acordo com a sua vontade! Se você for assim, ganhará o suficiente para viver, será feliz, e tudo dará certo para você. Em casa, ou fora, a sua mulher será como uma parreira que dá muita uva; e, em volta da mesa, os seus filhos serão como oliveiras novas”.
Alguns ouvintes perceberam a falha
que, também, aconteceu na legenda. Uma ouvinte imaginou que pudesse ser uma
estratégia para marcar. Não, foi erro mesmo. Peço desculpas as mulheres! Reafirmando,
então, Mulher com “M” maiúsculo.
Essa disputa de quem é mais
importante no lar é tão infantil que não merece atenção. Seria como querer
esvaziar o valor do homem com “H” maiúsculo a partir da ideia que a consoante
“H” não tem importância fonética em nossa Língua, tendo valor apenas na grafia,
ao passo que o “M” marca foneticamente as palavras e com a ênfase de uma
bilabial, marcada pela explosão ao usar os lábios.
Todos concordam que o papel da mulher no cenário das relações familiares ganhou contornos muito interessantes e com grande contribuição para a humanidade. Isso é fato incontestável.
Com a mesma convicção, admite-se a
possibilidade de prejuízos com a ausência da mulher dentro da casa. Aquela
figura de rainha, protetora dos filhos, conselheira e distribuidora de carinho
o tempo todo dividiu atenção com suas múltiplas atividades fora do lar.
Como equacionar o problema, considerando que a participação da mulher no cenário social é importante? Não é tarefa fácil, mas não é impossível. A solução do problema passa pelo quesito sabedoria, indispensável tanto para o homem quanto para a mulher. Provérbios 14.1 lembra que “a mulher sábia constrói o seu lar, mas a que não tem juízo o destrói com as próprias mãos”.
Sabedoria, então, é a necessidade da mulher para equacionar o problema de sua influência na sociedade e sua ausência no lar. Sabedoria que lhe dará norte para investir em tempo de qualidade nas relações com sua grande herança, os filhos. Desse modo, homem e mulher, ausentes, se tornarão presentes no amor e no diálogo.
A mulher com “M” maiúsculo saberá lidar com isso magistralmente.
Não falo de aparência física nem de atividades. Homem lava louça - amo fazer, limpa casa - amo mais ou menos, troca fraldas - desafinei neste quesito, cozinha - sou fraquíssimo.
Falo de áreas relacionadas à figura masculina e, ainda que a mulher participe, é dele a responsabilidade. Destaco duas:
1ª - Provisão. Mesmo a mulher com renda maior, o homem é o provedor. É triste perceber nos programas sociais que 95% dos que recorrem são mulheres. Onde estão os homens provedores? Mais triste ainda é ver preguiçosos amparados por mulheres guerreiras.
2ª - Proteção. A família precisa sentir-se segura com sua presença - esposo e pai. Os ataques que tentam alcançar a família são imediatamente percebidos e sua atitude protetora se manifesta. Esposa e filhos sentem-se protegidos.
I Coríntios 11.3: “Mas quero que entendam que Cristo tem autoridade sobre todo marido, que o marido tem autoridade sobre a esposa e que Deus tem autoridade sobre Cristo”.
Autoridade, não autoritarismo. Homem com “H” maiúsculo sabe a diferença.
Família é família.
Família é amor.
Família é harmonia.
Família é alívio no
meio da dor.
Ah, família é
confusão.
Família é
inspiração.
Família é celebração.
Família é empolgação.
Família é aperto de
mão.
Família é aperto no
coração.
Família é gerar
expectativa.
Família é arte
criativa.
Família é ter perspectiva.
Família é fazer
retrospectiva.
Família é aura introspectiva.
Família é esperança
prospectiva.
“Família é andar
devagar
Ainda que se tenha
pressa
É levar o sorriso
Mesmo chorando
demais”.
Família é ter medo.
Medo de não ter
coragem
Para assumir “que
muito pouco sei
Ou nada sei
E, diante das manhas
todas as manhãs”,
Erguer-se altaneiro
Como quem contempla
o amanhã.
Família é abrir o
coração
Família é o fogo da
paixão
Família é aceitar
sepultar a razão
Em favor da paz e da
conciliação.
Família é repartir
o pão
Com o vizinho,
desconhecido ou irmão.
Família é tomar
café
É almoçar, lanchar
e jantar
Família é desenvolver
a fé
Se a razão teimar
em duvidar.
Família é lutar por
ajuntar
E trazer para perto
os seus,
É saber que ela
sucumbe
Se aceitar desprezar
a Deus.