sexta-feira, 31 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - Conclusão

A dramática história está fechando seu ciclo. Jacó e os seus filhos foram amparados por José. Jacó está morto. E a vida seguirá seu curso com o perdão de José.

Três ensinos práticos devem nortear nossas ações:

1º - Não basta sonhar, é preciso agir. Sonhar não é garantia de sucesso. É preciso agir. Entre o sonho e a realização existe uma longa estrada que, muitas vezes, se apresenta muito acidentada.

2º - Quem vê resultado, não vê processo. É comum exaltarmos quem desenvolve grandes projetos e, quase sempre, argumentamos ter sorte, ter recebido ajuda e até se utilizado de meios não muito republicanos. Nem sempre nos damos conta das dores, dissabores, problemas, dilemas e tensões envolvidos no percurso.

3º - Não é o que fizeram com você, é o que você fará com o que fizerem com você. Durante a caminhada, podemos sofrer ataques, injustiças, provocações e perseguições, mas o que determinará nosso sucesso é como reagimos às situações.

José é um exemplo, soube agir, interagir e reagir. E aí, você tem sonhos? Você sabe com clareza quais são? Então, mãos à obra!

quinta-feira, 30 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XXX

“Vendo os irmãos de José que seu pai já era morto, disseram: É possível que José tenha ódio de nós; certamente nos retribuirá todo o mal que lhe fizemos” - Gênesis 50.15. 

Jacó descansou e o fato trouxe preocupação aos irmãos de José. Pensavam assim: agora José irá a forra. Depois de tantos anos e vendo o agir de Deus na história de José, ainda assim seus irmãos não aprenderam, inventaram uma mentira. Atribuíram a Jacó uma orientação que não se tem informação sobre ela, e mandaram dizer a José: “O seu pai, antes de morrer, ordenou o seguinte: perdoe, por favor, a transgressão dos seus irmãos e o pecado que cometeram, porque eles lhe fizeram mal” - Gênesis 50.16-17.

Os próprios irmãos confirmam o pedido e se humilham diante de José, que toma algumas atitudes:

1ª - Chora. É sensível.

2ª - Encoraja-os, dizendo “não tenham medo”.

3ª - Sabe de seu lugar ao dizer “estou no lugar de Deus”?

4ª - Revela que Deus está no controle, ele transformou o mal deles em bem.

5ª - Mostra compaixão. Eu sustentarei vocês e seus filhos.

Quem tem realmente sonhos não fica de picuinhas e revanchismo com quem o fez sofrer.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XXIX

Que reencontro extraordinário! Alguns destaques no texto revelam que José se preparou para aquele momento especial! Suas reações desde o primeiro encontro sinalizam uma espécie de revanche, fazendo-os se sentirem fragilizados e com medo, mas, paulatinamente, foi digerindo e permitindo que o amor divino norteasse todo o enredo.

José aconselha: “não fiquem tristes nem irritados contra vocês mesmos por terem me vendido para cá”. Ele não nega o maldoso evento que eles provocaram, mas garbosamente argumenta: “porque foi para a preservação da vida que Deus me enviou adiante de vocês”. 

José tem claramente em sua mente a direção de Deus: “Não foram vocês que me enviaram para cá, e sim Deus, que fez de mim como que um pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito” - Gênesis 45.8.

Destaca Gênesis 45.15 que “José beijou todos os seus irmãos e chorou, abraçado com eles”. Por fim, orienta a buscar o pai e cuida carinhosamente de todos eles. Quem sonha grandes sonhos e tem sólidos alvos, retribui com o bem o mal que recebem.

terça-feira, 28 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XXVIII

Depois de intenso diálogo entre José e seus irmãos, sem que eles o reconhecessem, idas e vindas entre o Egito e Canaã, José se apresenta a eles. O evento é o clímax de suspense altamente emocional e a revelação que José não conseguiu mais se conter. Assim, toma algumas atitudes:

1ª - José ordena que todos saiam de sua presença, exceto seus irmãos. Eles que tempos atrás não queria a presença de José, agora José quer ficar com eles em secreto.

2ª - José chora copiosamente. Sua intensidade é tão grande que os egípcios o  ouviam e a casa de Faraó também.

3ª - José revela quem é. Gênesis 45.3 registra: “E disse a seus irmãos: Eu sou José. Meu pai ainda está vivo?”.

4ª - José ordena mais uma vez: “E José disse aos seus irmãos: Agora cheguem perto de mim” - Gênesis 45.4. Ele não queria apenas a presença, queria estar pertinho, sentir o cheiro de irmão, ativar a memória afetiva.

Seus irmãos estão espantados, não sabem o que fazer. José sabia. E trata os seus algozes com compaixão e graça. Os verdadeiros sonhadores não provocam pesadelo na vida de quem lhes fez o mal.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XXVII

A partir do primeiro encontro com José, seus irmãos vivem um drama que nenhuma sensibilidade é capaz de imaginar e nenhum habilidoso poeta é capaz de registrar como estavam reagindo. 

O texto bíblico sinaliza a tensão: “Então disseram entre si: Na verdade, estamos sendo castigados por causa de nosso irmão, pois vimos a angústia de sua alma, quando nos pedia, e não lhe demos ouvidos; por isso, nos sobrevém agora esta ansiedade. Rúben respondeu-lhes: Não é verdade que eu disse: ‘Não pequem contra o jovem’? Mas vocês não quiseram me ouvir. Pois agora estão vendo que o sangue dele está sendo requerido de nós” - Gênesis 42.21-22.

O irônico de tudo é que José entendia toda a conversa deles e eles não sabiam. Embora alguns vejam sarcasmo e sadismo em José, provocando aquelas reações com suas atitudes, Gênesis 42.24 revela a sensibilidade de José: “E, retirando-se deles, José chorou”.

Nenhuma maldade e nenhum sofrimento são capazes de tirar a sensibilidade dos sonhadores. Quem sonha é sensível, principalmente com a dor do outro. Não existe sonho quando se torce pelo mal do outro.

domingo, 26 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XXVI

Está se aproximando o momento do primeiro encontro dos assassinos de sonhos com o jovem sonhador. Os irmãos se reencontrarão. Benjamim, o mais novo, não está entre eles, pois Jacó queria preservá-lo de possível problema e perda, afinal, pensava Jacó, é o único filho com a amada Raquel, que falecera no parto.

Eles se reencontram. José reconhece seus irmãos, mas eles não o reconhecem. Possíveis razões para isso: em sua mente, José estava morto ou era um escravo em algum lugar e a indumentária de José o descaracterizava, suas roupas eram de governante importante.

O verso 6 do capítulo 42 apresenta no final uma realidade ao mesmo tempo humilhante e celebrativa. Diz o texto: “Os irmãos de José vieram e se prostraram com o rosto em terra, diante dele”. Humilhante para os 10 e celebrativa para José. Imagino como estava a mente de José. O verso 9 esclarece: “Então José se lembrou dos sonhos que teve a respeito deles”.

Alguém disse: “O mundo não gira, ele capota, se você o trata como um jogo, amanhã ele ensinará como se jo⁠ga”. 

Cuidado com suas ações hoje. Quem sonha grande, semeia muito hoje!!

sábado, 25 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XXV

O capítulo 41 de Gênesis encerra com a triste informação que a fome chegou em todo o mundo. Os sonhos do jovem sonhador José começaram a ser cumpridos.

A primeira ação do Faraó ao ouvir o clamor do povo pedindo pão foi: “Vão falar com José e façam o que ele disser” - Gênesis 41.55.

O capítulo 42 inicia com uma bombástica informação: “Quando Jacó soube que havia mantimento no Egito, disse a seus filhos: Por que vocês estão aí olhando uns para os outros? E acrescentou: Ouvi dizer que há cereais no Egito. Vão até lá e comprem cereais, para que vivamos e não morramos. Então dez dos irmãos de José foram, para comprar cereal do Egito” - Gênesis 42.1-3.

Lembra-se do capítulo 37 que narra o início do drama de José? Ele estava com 17 anos e seu pai o mandou ir ao encontro dos irmãos para ver como estavam. Agora, 13 anos depois, Jacó manda os filhos ao Egito e não imaginava que encontrariam José. E nem os irmãos imaginavam também.

Quando alguém de seus relacionamentos sonhar com grandes propósitos, não tente assassinar seus sonhos, pode ser que anos depois vocês se reencontrem.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XXIV

O jovem sonhador José está agora no centro das decisões do poderoso Egito, apenas o Faraó está acima dele em termos humanos, considerando que o próprio rei se submetia às suas orientações.

O período de sete anos de fartura tem início. Gênesis 41.47 registra: “Nos sete anos de fartura a terra produziu com abundância”. Habilidosamente, “José ajuntou todo o mantimento que houve na terra do Egito durante os sete anos e o guardou nas cidades; o mantimento do campo ao redor de cada cidade foi guardado na mesma cidade” - Gênesis 41.48.

Um fato importante acontece antes da chegada da fome: José e sua esposa Asenate recebem dois filhos. O primeiro recebeu o nome de Manassés com a seguinte dedicação: "Deus me fez esquecer todo o meu trabalho e toda a casa de meu pai". O segundo recebeu o nome de Efraim: "Deus me fez próspero na terra da minha aflição".

Mesmo mandatário de todo o Egito, José não se esqueceu do autor de todo o processo, Deus, e não guardava mágoa em seu coração.

Os verdadeiros sonhadores não se esquecem de Deus quando os sonhos são realizados e não permitem mágoa no coração.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XXIII

“Então Faraó perguntou aos seus oficiais: Será que poderíamos achar alguém melhor do que José, um homem em quem está o Espírito de Deus?” - Gênesis 4.38.

A estrada aparentemente intransitável recebe a última etapa de pavimentação na realização dos sonhos do pacato jovem hebreu. O jovem sonhador é elevado à condição de vice-rei do Egito, acima dele, só o Faraó.

Pr. Hernandes Dias Lopes destacou que a nomeação de Faraó tem 7 fatos importantes:

1º - Faraó destaca as qualificações de José - Gênesis 41.37-39. 

2º - Faraó confere poder a José - Gênesis 41.40-41. 

3º - Faraó dá os símbolos de poder a José - Gênesis 41.42.

4º - Faraó apresenta José em público - Gênesis 41.43.

5º - Faraó estabelece os limites de poder de José - Gênesis 41.44.

6º - Faraó dá um novo nome a José - Gênesis 41.45.

7º - Faraó dá a José uma esposa - Gênesis 41-45-46.

Quem concedeu tudo isso a José foi o Faraó? Não. Ele era instrumento de Deus na concretização do projeto. Tenha consciência de algo: nenhum de seus sonhos será realizado por alguém limitado como você, todas as pessoas envolvidas serão instrumentos de Deus.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XXII

José ainda acrescenta a Faraó: “Faraó devia fazer isto: pôr administradores sobre a terra e recolher a quinta parte dos frutos da terra do Egito nos sete anos de fartura. Esses administradores deviam ajuntar toda a colheita dos bons anos que virão, recolher cereal por ordem de Faraó, para mantimento nas cidades, e guardá-lo em armazéns. Assim, o mantimento servirá para abastecer a terra nos sete anos da fome que haverá no Egito, para que a terra não seja destruída pela fome” - Gênesis 41.34-36.

Eu imagino o poderoso Faraó diante de um jovem sonhador ouvindo suas orientações. Como diz a cultura popular, deveria estar de boca aberta.

O que poucos realçam da dramática e empolgante história de José é que, embora Deus dirigisse tudo, José estava preparado para aquele desafio. Há grande diferença entre estar preparado ou começar a se preparar quando surgir a oportunidade. A oportunidade escapa quando não estamos preparados para ela.

Quais são os seus sonhos? Eles parecem impossíveis? Você está se preparando para o tempo em que eles surgirem?

terça-feira, 21 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XXI

A aflição de Faraó o fez ser direto no encontro com José. Gênesis 41.15 resume: “Tive um sonho, e não há quem o interprete. Porém ouvi falar a respeito de você que, quando ouve um sonho, é capaz de interpretá-lo”.

Sem pestanejar, José responde: “Isso não está em mim; mas Deus dará resposta favorável a Faraó”. José tinha claramente consciência de seu papel em todo o enredo de sua caminhada. Ele não era protagonista, era coadjuvante. E Deus não era apenas mero protagonista, era o idealizador, o diretor, o escritor do roteiro e o orientador em todas as cenas.

Após ouvir o sonho e apresentar-lhe a interpretação, José é assertivo: “O sonho de Faraó foi repetido, porque a coisa é estabelecida por Deus, e Deus se apressa a fazê-la. Agora, pois, Faraó devia escolher um homem ajuizado e sábio e encarregá-lo de dirigir a terra do Egito” - Gênesis 41.32-33.

Preste atenção: José está diante do dominador do mundo dando-lhe orientações sobre como agir. Alguém em sã consciência imaginaria um final assim para aquele jovem sonhador? Nem José imaginaria isso!

Os mais criativos sonhadores são incapazes de prever o que Deus pode fazer com eles. Creia nisso!

segunda-feira, 20 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XX

Com a informação do copeiro a Faraó, José é reconduzido à sua presença e o verso 14 destaca que “o fizeram sair às pressas da masmorra”. Ainda no versículo 14, antes de sair da cela, temos duas informações muito importantes. A primeira é que José se barbeou e a segunda é que mudou de roupa.

Ele se apresentou a Faraó com sua aparência cuidada. A aparência não determina vitória nos desafios propostos, mas revela importantes aspectos do sonhador. Há uma diferença abissal entre a aparência como vaidade e como zelo. 

A aparência como vaidade revela a vida vazia de quem sonha. Sinaliza que os sonhos que se tem são, na verdade, produto de interesse egoísta e materialismo.

A aparência como zelo revela o caráter do sonhador e mostra que seus sonhos estão voltados para o bem comum e a sua realização contribuirá para o bem da alma e do interior do ser humano. A aparência como zelo honra a Deus, glorifica a Jesus e valoriza as pessoas. José desejou se apresentar ao rei terreno com a mensagem que servia ao Rei Eterno.

O zelo pela aparência pode revelar o tamanho de seus sonhos!

domingo, 19 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XIX

José dependia de Deus, mas tentou dar um jeitinho, pediu ao copeiro que se lembrasse dele quando fosse reconduzido às funções junto ao Faraó. Não há erro na atitude, mas, parece-me, que Deus queria mostrar a José que Ele seria o condutor de todo o processo.

Que acontece? O copeiro se esquece. O capítulo 40 de Gênesis termina assim: “Porém o copeiro-chefe não se lembrou de José; esqueceu-se dele”. O capítulo 41 começa assim: “Passados dois anos completos, Faraó teve um sonho…”. E Gênesis 41.9 registra: “Então o copeiro-chefe disse a Faraó: Hoje me lembro das minhas ofensas”. De que se lembrara o copeiro? Do pedido de José.

Sabe que significa isso? José ficou dois anos presos após a libertação do copeiro. Nosso primeiro raciocínio é: que copeiro ingrato e descuidado. Retribuiu com ingratidão e deixou de cuidar de alguém que fora bênção para ele.

Agora, amplie seu raciocínio. Tivesse sido liberto dois anos antes pela mediação do coveiro, José seria o governador? Pois é, Deus sabia o tempo certo. Sonhadores precisam entender o tempo de Deus e não precipitar as realidades.

sábado, 18 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XVIII

Diante da aflição do copeiro e do padeiro com os sonhos, José bem que podia se gabar de entender de sonhos, mas não é isso que faz. Sua primeira intervenção é: “Não pertencem a Deus as interpretações? Contem-me o sonho que tiveram” - Gênesis 40.8.

José tinha bastante consciência que a realização de seus sonhos não aconteceria por causa de sua capacidade, habilidade, preparo e estratégia. Um dos grandes problemas dos sonhadores, talvez o maior, é que, mesmo começando na dependência de Deus, pouco a pouco vão se sentindo capazes, habilidosos, preparados e estratégicos, esquecendo-se da dependência de Deus. José ensina que não importa se estamos numa pacata região ou no centro mais importante do mundo nada depende totalmente de nós. Dependemos sempre de Deus.

Iniciar uma caminhada de sonhos na dependência de Deus é decisivo, continuar é salutar e permanecer nela é garantia de prosperar. Não basta iniciar bem, é preciso encerrar bem.

E aí, quais são os seus sonhos para o futuro? Você os tem com clareza em sua mente? Não abandone a dependência de Deus!

sexta-feira, 17 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XVII

A liderança de José também foi reconhecida na prisão. Além da atitude do carcereiro em promovê-lo, os presos se renderam à sabedoria e, certamente, perceberam aspectos diferentes e relevantes na vida do jovem sonhador.

É apenas uma imaginação, mas eu penso que José ao transpor o portão da cela estampava um sorriso no rosto, sua boca cantarolava uma canção e foi saudando um a um com entusiasmo impactante. Como diz a gíria, foi “chegando, chegando”. 

Pouco tempo depois, chegam mais dois presos. E eram importantes oficiais chefes de Faraó, um copeiro e um padeiro. José foi designado para servi-los na prisão. José se envolvia com as pessoas, não era um companheiro frio e logo percebeu que o copeiro e o padeiro estavam tristes. Perguntou-lhes: “Por que vocês estão com o rosto triste hoje?”. Percebeu a sensibilidade? Eles responderam que tiveram um sonho. José foi cirúrgico: “Contem-me o sonho!”. José podia completar: de sonho, eu entendo.

Os sonhadores não podem trilhar a estrada da frieza nos relacionamentos, precisam estar atentos às reações das pessoas e se apresentar para ajudá-las.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XVI

José foi odiado, vendido como escravo e agora está preso. Que escalada! Mas preste atenção num fato: José não foi assassinado pelos irmãos e não foi executado por Potifar. Ele podia matá-lo, mas não o fez. Provavelmente a integridade de José ecoava em sua mente, logicamente que Deus estava dirigindo tudo.

Os expectadores dos sonhos alheios raciocinaram: agora, acabou! José, “tu, finish!”. E Deus sussurrava ternamente nos ouvidos de José: “Estamos no processo, não desista, continue firme!”. Quando um problema parecer ser o fim de seus sonhos, preste atenção na voz de Deus, não dê ouvidos aos expectadores e assassinos de sonhos.

Na prisão, José também revela seu espírito de serviço e liderança. Gênesis 39.21-23 destaca: “Deus foi bondoso com ele e fez com que encontrasse favor aos olhos do carcereiro, que confiou às mãos de José todos os presos. O carcereiro não se preocupava com nada do que tinha sido entregue às mãos de José”.

O lugar podia mudar, mas José não mudava, não importava se no conforto da moradia oficial ou numa prisão. Sonhadores sonham em qualquer lugar!

quarta-feira, 15 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XV

A resistência inicial de José não diminuiu a maldosa intenção da provocante esposa de Potifar. Gênesis 39.10 realça que “ela falava com José todos os dias, mas ele não lhe dava ouvidos, recusando-se a ir para cama com ela e a ficar perto dela”.

Provavelmente, sentindo-se ferida em seu orgulho, pode ser que José tenha sido o primeiro a negar-lhe um momento de prazer, astuciosamente, armou uma cilada, aproveitando-se da ausência de outros funcionários na casa e o atacou, forçando-o a ter relações com ela. Livrando-se dela e fugindo, deixou em suas mãos uma peça de roupa, possivelmente uma capa, que foi usada por ela para o acusar de assédio sexual ou até mesmo estupro.

Encenando desespero com o mentiroso ataque, alardeou entre os outros funcionários e mais tarde contou ao seu marido. Potifar ficou irado e o lançou na prisão. Algo me intriga: por que Potifar não executou José? A primeira resposta é: Deus estava na direção e não permitiu. Muito bem. Mas gosto de especular: além disso, nem Potifar acreditava na integridade de sua mulher. Seu histórico não devia ser nada bom.

O sonhador era escravo e, agora, é prisioneiro.

terça-feira, 14 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XIV

Tudo ia de vento em popa com José na casa de Potifar. Gênesis 39.6 registra que “Potifar confiou tudo o que tinha às mãos de José, de maneira que não se preocupava com nada, a não ser com o pão que comia. José tinha um belo porte e boa aparência”.

Mas, e a vida sempre tem um “mas”, José seria mais uma vez testado. A mulher de Potifar se encantou com ele. De belo porte e de boa aparência, aliado à possível ausência do oficial gerando carência na esposa, o cenário estava preparado para uma aventura espetacular, o que poderia, inclusive, falsamente sugerir possibilidade de dias tranquilos.

José revela seu maior tesouro: a integridade. Gênesis 39.8 destaca: “Ele disse à mulher: O meu senhor não se preocupa com nada do que existe nesta casa, porque eu estou aqui; tudo o que tem ele passou às minhas mãos”. E o verso 9 completa: “Não há ninguém nesta casa que esteja acima de mim. Ele não me vedou nada, a não ser a senhora, porque é a mulher dele. Como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?”.

E José tinha consciência de que seu pecado não seria contra Potifar, seria contra Deus. Os verdadeiros sonhadores escalam o degrau da integridade.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XIII

José agora está no Egito sob o comando de Potifar, oficial de Faraó. O que parecia um desastre é mais um degrau na escada da realização dos sonhos. Seus irmãos o venderam como escravo. Os ismaelitas o compraram como escravo. Os ismaelitas o revenderam como escravo. Potifar o comprou como escravo. Todos na casa de Potifar o viam como escravo. Mas José não se enxergava como escravo. Aqui reside a grande diferença: o sonhador não é o que os outros pensam sobre ele. O sonhador não enxerga apenas o que está ao alcance de seus olhos ou o que sua mente deseja impor. O sonhador vê longe, muito além do que está diante de seus olhos.

A temporada na casa de Potifar revelou algumas surpresas. A primeira foi que o oficial “viu que o Senhor estava com José e tudo que ele fazia Deus fazia prosperar” - Gênesis 39.3. A segunda é que José foi elevado a servir o próprio oficial, isso era grande promoção. A terceira é que Potifar o promoveu ainda mais, agora ele era administrador e tudo estava sob o comando de José.

Não se apavore quando os assassinos de sonhos tentarem destruir você, continue focado na realização.

domingo, 12 de julho de 2026

José do Egito, um sonhador - XII

A história de José é interrompida no capítulo 38 e retorna ao 39. O capítulo 37 termina com José sendo vendido e o início do capítulo 39 informa que José foi comprado. E veja que ironia: os assassinos de sonhos tiraram José do contexto de uma pacata região e o levaram para o centro nervoso do mundo, agora ele está no Egito, no ambiente do reino. As ações malignas de seus irmãos para matar seus sonhos estavam se transformando numa ponte para José atravessar, rumo ao pódio do sucesso.

O versículo dois de Gênesis 39 apresenta uma chave que é muito decisiva em todo o processo de realização dos sonhos de José. Diz o texto: “O Senhor Deus estava com José”. E quando Deus está com uma pessoa, não há assassino de sonhos que consiga êxito em sua jornada. Seus irmãos pensavam que José estava abandonado em sua viagem como escravo nas mãos dos ismaelitas e não refletiram na possibilidade de Deus estar presente com José. Deus nunca abandona aqueles ou aquelas que sonham!

Todos podem te abandonar, irmãos, amigos e religiosos, mas Deus está com você durante o período de seus sonhos.