terça-feira, 6 de outubro de 2020

Café com Cristo - Pedras no caminho - 3


Minha bisavó era muito sábia. Não se cansava de repetir: não se joga pedras em árvores sem frutos. Menino, não entendia bem essa filosofia, mas, com o passar do tempo, compreendi um pouco. Ela falava de quem sente prazer em criticar o que outros fazem. É uma prática antiga, não é nada novo. E, normalmente, não expressa a verdade completa. Modernamente, chama-se Fake News.

Via de regra, o ser humano tem em suas mãos frutos ou pedras. As pedras surgem naturalmente, basta a ausência de frutos. Ou se tem nas mãos frutos ou pedras. Quando eu e você somos lépidos em atirar pedras, faltam-nos frutos. E uma vida sem frutos é algo muito triste, é uma vida gélida, terra improdutiva, nuvem sem água.

Em Gálatas 5.22, Paulo ensina: “O fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança”. E ele registrou assim em oposição às obras da carne, explicitadas nos versos anteriores: “adultério, fornicação, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias...”.

Em suas mãos, você tem frutos ou pedras?

domingo, 4 de outubro de 2020

Café com Cristo - Pedras no Caminho - 2



Pedras no caminho - 2

“Fiz a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores” - Cora Coralina.

Na caminhada da vida, podemos escolher: focar nas pedras ou focar nas flores. Necessariamente, uma não anula a outra, até porque as pedras podem ser vistas também como de grande utilidade para as flores.

O focar nas flores significa não perder a beleza florida da caminhada em função de pedras que tornam a experiência com possíveis percalços. Há quem, ao tropeçar numa pequena pedra, faça da experiência um lamento por todo o dia, quando poderia agradecer a bênção de poder caminhar, pessoas que se deslocam obrigatoriamente em cadeiras não tropeçam.

Flores e pedras não são inimigas. É comum encontrar no meio de uma gigantesca rocha uma linda e singela flor. É como se a grande pedra permitisse pequena rachadura para que a dócil flor exalasse seu perfume e mostrasse sua beleza.

A grande rocha, a rocha eterna, Jesus Cristo, permitiu que nossa frágil vida firmasse as raízes em seu solo, cujo nutriente principal é sangue precioso, purificador de nossos pecados.

Pedras e flores, parceria embelezadora. Rocha Eterna e vida humana, experiência salvadora.

sábado, 3 de outubro de 2020

Café com Cristo - "Pedras no caminho - 1"


Pedras no caminho - 1

 

            Carlos Drummond de Andrade nos legou o poema “No meio do caminho”. Leio agora:

No meio do caminho tinha uma pedra

Tinha uma pedra no meio do caminho

Tinha uma pedra

No meio do caminho tinha uma pedra

Nunca me esquecerei desse acontecimento

Na vida de minhas retinas tão fatigadas

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

Tinha uma pedra

Tinha uma pedra no meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra.

Pedras no caminho sempre são referidas como experiências negativas e dolorosas. E, sem dúvida, que tem esse sentido. Mas sugiro mudar o paradigma e perceber o seu valor. Normalmente, as estradas empedradas são mais firmes, mais consistentes.

Victor Hugo poetizou: “Do atrito de duas pedras chispam faíscas; das faíscas vem o fogo; do fogo brota a luz”.

Ninguém sabe, exatamente, a que pedra Drummond se referia. Mas é possível saber que há o caminho e há a pedra: Jesus.

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai a não ser por mim” - João 14.6. "Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus" - Efésios 2.20.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Café com Cristo



Patias boas e ruins

“Pathos”, em Grego, é sentimento, emoção e veio dar para a Língua Portuguesa a palavra “patia”. Em torno dela, destacam-se quatro palavras: antipatia, apatia, empatia e simpatia.

Antipatia é anti = contrário, oposto + pathos = sentimento. Logo o antipático é aquele que se coloca em oposição ao sentimento alheio.

Apatia é A + pathos e significa: ausência de sentimentos, insensibilidade.

Empatia (in = para dentro + pathos = sentimento) significa sentir-se no lugar do outro, tornando mais sensível às dores do próximo a tal ponto, que doerá o sofrimento alheio.

Simpatia é (sym = união + pathos = emoção, sentimento), significando “sentir com”. Ser simpático é sofrer com a dor do próximo incomoda e ser capaz de sentir com ele.

Ao contrário do que se presume no senso comum, como, por exemplo, simpática ser uma pessoa sorridente, essas palavras estão ligadas aos relacionamentos. E no dia a dia podemos aplicar todas elas.

Pessoas bem sucedidas vencem os gigantes da apatia e antipatia e tornam-se empáticas e simpáticas às dores e dificuldades do outro.

Fuja da apatia e antipatia e abrace a empatia e simpatia.

Café com Cristo


Misericórdias renovadas

 

“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não tem fim; novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade”.

Eu me deito, acordo e percebo esta realidade. Cada dia com uma forma nova suas misericórdias se alojam sobre mim e me dão condições de caminhar, trabalhar, enfrentar os desafios e buscar fazer o bem. Não há requentamento de misericórdias antigas, elas são novas a cada manhã.

Posso ser levado a concluir que isso acontece por causa de minha fidelidade. Mas não é. É pela fidelidade dele. Que bom saber disso, pois, se contrário fosse, elas não seriam renovadas. Mas são, por causa da fidelidade d’Ele.

Você lê este texto? Então, as misericórdias do Senhor se renovaram sobre sua vida hoje. Glorifique-o por isso. Dê um grito, ainda que silencioso, de louvor e adoração ao todo-poderoso. Ele é o autor das misericórdias renovadas.

Encorajo você a nunca desistir, ainda que a estrada seja muito penosa, pois sobre você estão as misericórdias do Senhor. 

 


domingo, 27 de setembro de 2020

Segunda carta

Na primeira carta aos coríntios, Paulo demonstra veemente preocupação com a inclinação ao pecado deles. Do primeiro capítulo até praticamente o final, o apóstolo repreende-os severamente.

Na segunda carta, o conteúdo é muito agradável e, embora haja orientação para enfrentar os hereges, o texto é recheado de encorajamento, sem lembranças dos pecados alistados na primeira e palavras de incentivo. Sugere-se que os cristãos, ouvindo o apóstolo, abandonaram o pecado e iniciaram um novo modo de viver.

A vida tem sempre uma porta aberta para quem deseja reiniciar. Ninguém está condenado sem que, primeira e repetidamente, tenha oportunidade de arrependimento. Deus é o Deus da segunda chance. Da segunda oportunidade.

A segunda carta aos coríntios é muito mais do que uma simples ordem no envio de correspondência. É um atestado que vale a pena tentar e tomar outra estrada.


Em qualquer assunto de sua vida, você pode escrever uma segunda carta. Deus dará conteúdo muito mais nobre a você. Com a caneta ou teclado, encorajo você a começar agora!

sábado, 26 de setembro de 2020

Deus é o esconderijo


Sofonias significa “o Senhor o escondeu”. Vem-me à mente a imagem de garoto com medo, o pai amparando no colo, a cabeça escondida e a certeza que se está seguro.

A cultura predominante sobre Deus é muito maldosa. Criou-se a figura de um déspota, crápula e cruel que deseja espancar quando se erra. Mas a Bíblia é completa e a visão mais perfeita de Deus é a de amparador, refúgio seguro, esconderijo agradável.

A linha que perpassa todo o livro, de apenas três capítulos, apresenta-o como o Senhor da história, dirigente moral do universo, Senhor absoluto de todos os povos, soberano, e nada acontece sem o seu consentimento.


As duas verdades se encontram: o senhor soberano, dirigente da história quer e pode esconder sua vida. Corra para os braços d’Ele. Lá, estará seguro e nenhum inimigo alcançará. Sofonias 3.14-17: “Canta alegremente, ó filha de Sião; rejubila, ó Israel; regozija-te, e exulta de todo o coração, ó filha de Jerusalém. O Senhor afastou os teus juízos, exterminou o teu inimigo; o rei de Israel, está no meio de ti; tu não verás mais mal algum. Naquele dia se dirá a Jerusalém: Não temas, ó Sião, não se enfraqueçam as tuas mãos. O teu Deus, o poderoso, está no meio de ti, ele salvará; ele se deleitará em ti com alegria; calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo”.

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Brasileiro residente nos Estados Unidos declara: “Aprendi a ser um ser humano melhor, respeitar as leis do país, respeitar o próximo, não compactuo mais com aquele ‘jeitinho’”.


Alessandro Corrêa Moraes: “Aprendi a ser um ser humano melhor, respeitar as leis do país, respeitar o próximo, não compactuo mais com aquele ‘jeitinho’”.

Ele é palmeirense de carteirinha, sua origem é o bairro Ipiranga na capital paulista e bem jovem mudou-se para os Estados Unidos com objetivos bem definidos. É casado com Christiane Silva, e o cachorro Benji, recentemente adotado, é uma companhia que agrada muito ao casal.

Em São Paulo, trabalhava com Importação e Exportação. Formado em Tecnologia da Informação. Jogava muito futebol, ia muita pra Ilhabela, parque do Ibirapuera e Museu do Ipiranga. Hoje acompanha NASCAR, uma associação que dirige eventos de esporte a motor, principalmente de "stock cars".

O casal tem verdadeira paixão em ajudar pessoas, é integrado na Redeemer Brazilian Community Church, em South Ranches, Flórida e tem grande participação na liderança da Igreja.

Estamos falando de Alessandro Moraes, que apresenta suas impressões sobre este momento.

Alessandro e sua esposa Christiane

Por que foi morar nos Estados Unidos e há quanto tempo reside aí?

Vim morar nos Estados Unidos porque era um desejo desde adolescente e nos meus 29 anos consegui uma oportunidade de vir, estudar e trabalhar, e estou até hoje. Amo o Brasil, mas a minha casa hoje é aqui. Nos USA, eu conheci Jesus e tive as melhores oportunidades de trabalho e crescimento espiritual e como ser humano.

Você teve ou tem medo de algo muito pior nessa Pandemia?

Sobre a pandemia, nunca senti medo, mas levo isso muito a sério e sempre tomando os cuidados necessários. Devemos aprender com essa situação, aprendi que não preciso de muito para viver. Tive COVID-19 e Deus me livrou, hoje sou doador de Plasma para os doentes que nem conheço, não importa, é minha obrigação doar, se Ele me livrou, meu dever é ajudar.

Como é enfrentar esse problema num país longe de sua pátria?

Já estou acostumado a viver e enfrentar todos os problemas aqui nos USA. Aqui se trabalha bastante também. Como eu digo sempre: aqui não é para qualquer um, já vi muita gente voltar para o Brasil desistindo de tudo.

Que lições práticas você tira dessa experiência?

Aprendi a ser um ser humano melhor, respeitar as leis do país, respeitar o próximo, não compactuo mais com aquele “jeitinho”, e como disse conheci Jesus neste país abençoado.

Estados Unidos e Brasil: como você vê o tratamento na questão da Pandemia?

Aqui, um suporte e estrutura tremenda, temos ajuda de comida duas ou três vezes por semana para qualquer pessoa, testes de COVID-19 grátis todos os dias, seguro-desemprego, pagando $600 por semana só por conta do COVID-19, e muitas outras coisas. No Brasil, não sei muito, mas o que vejo é a falta de estrutura, tudo se paga caro e o governo não leva muito a sério. Muito triste, mas meu desejo é ver o Brasil como os USA um dia.

Sua mensagem final:

Que Deus abençoe todos os pastores e todos os que creem em seu nome. Fiquem firmes que no final Deus tem o melhor para nós. Gostaria muito de um dia poder visitar a sede dos batistas e que os batistas sejam sempre abençoados por Jesus.

Há esperança, há livramento



Obadias tem apenas um capítulo (leia-o), mas traz uma duríssima profecia sobre Edom: “Eis que te fiz pequeno entre os gentios; tu és muito desprezado. A soberba do teu coração te enganou, como o que habita nas fendas das rochas, na sua alta morada, que diz no seu coração: Quem me derrubará em terra? Se te elevares como águia, e puseres o teu ninho entre as estrelas, dali te derrubarei, diz o Senhor”.

Tem mais: “Porventura não acontecerá naquele dia, diz o SENHOR, que farei perecer os sábios de Edom, e o entendimento do monte de Esaú? E os teus poderosos, ó Temã, estarão atemorizados, para que do monte de Esaú seja cada um exterminado pela matança”.

Situação dramática, do ponto de vista humano, não há mais solução. Mas há: “Mas no monte Sião haverá livramento, e ele será santo; e os da casa de Jacó possuirão as suas herdades”.

É sempre assim: quando todas as portas se fecharem, há esperança e há livramento. E o livramento será do Senhor e no Senhor, refúgio seguro, fonte inesgotável, segurança completa.

Não desista, há esperança e há livramento.

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Renove a esperança


E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas agora, sobre tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram” -Lucas 24.21. Percebeu a construção verbal? Esperávamos. A esperança foi embora.

Dois discípulos caminhando sem esperança. E a perda da esperança traz prejuízos incalculáveis:

Primeiro, tristeza: “E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós, e por que estais tristes?”.

Segundo, perda do bom senso (repreendeu Jesus): “E, respondendo um, cujo nome era Cléopas, disse-lhe: És tu só peregrino em Jerusalém, e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias?”.

Terceiro, perda da confiança nas promessas: “E ele lhes disse: O néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória?”.

Quarto, perda da sensibilidade: “E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?”.

Mas sempre é tempo de recuperar: “E na mesma hora, levantando-se, tornaram para Jerusalém, e acharam congregados os onze, e os que estavam com eles, os quais diziam: Ressuscitou verdadeiramente o Senhor, e já apareceu a Simão. E eles lhes contaram o que lhes acontecera no caminho, e como deles fora conhecido no partir do pão”.


Nunca perca a esperança! 

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Em pé é melhor

Sempre que me lembro do livro de Ezequiel, a primeira impressão que me vem à mente é: “E disse-me: Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo” - Ezequiel 2.1. Parece-me que daqui vem a ideia da congregação de pé para ler a Bíblia.

 

Estar em pé significa saúde. É difícil para o doente ficar de pé. Significa ânimo, o desanimado quer cama. Também significa desejo de caminhar, só se caminha em pé. Estar em pé é vigor, alegria, esperança e prosperidade.

 

Verdade é que não tem apenas o sentido físico. Pode-se estar em pé, mas deitado por dentro. E até, deitado por fora, e em pé por dentro. O abatimento faz com que pessoas saudáveis fiquem acamadas nas marginais da vida, embora totalmente de pé em suas atividades.

 

Deus é o que levanta o caído. É o que dá esperança. É o que reanima. É o que nos faz ficar em pé. De sua boca sai a palavra animadora “põe-te em pé”. Mas não é uma ordem, é um estender de sua mão, capaz de nos levantar.

 

Há uma luta querendo te abater? Pôe-te em pé, Deus falará com você!

terça-feira, 22 de setembro de 2020

E o inverno se despede


Hoje é o último dia do inverno. Sinceramente, não é minha preferida estação. Sou mais afeito a temperaturas mais elevadas. Pudesse, determinaria que ficasse em torno de 20 a 25º. Mas não posso. E nem devo. Há quem entenda mais do que eu sobre os tempos e estações. E Ele, mesmo que a interferência humana contribua para danosas alterações, tem o comando de tudo.

Mas também não sou inimigo do inverno. Como é gostoso dormir nesse tempo! E tomar aquele leite quente, aquele chocolate, aquela sopa! E inverno mesmo em minha região parece passagem de cometa.

O inverno é tão importante quanto qualquer outra estação. Seu valor é incomensurável. Nos ciclos da natureza, é o período em que as raízes das árvores são fortalecidas. Não acontecendo esse processo, as sementes e as colheitas não serão boas. Não despreze o inverno, valorize-o, mesmo que não seja sua preferência. Ele é criação de Deus. Salmo 74.17: “Marcaste os limites da terra, criaste o verão e o inverno”.

Fortaleça suas raízes em Cristo para que os frutos e sementes sejam saudáveis!

Até a próxima, inverno, se Deus quiser!

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Árvore frutífera


Hoje, é comemorado o dia da árvore. Foi criado com o objetivo de conscientizar todos sobre sua importância para o meio ambiente, sobretudo para os seres humanos.

Sem dúvida, a árvore tem grande importância na vida, ao produzir oxigênio através da fotossíntese.

Dentre os benefícios, estão: contribuir para a biodiversidade, reduzir a poluição do ar, extrair flores e frutos para alimentação e produção de remédios, reduzir a temperatura e promover sombras, oferecer abrigo para outras espécies, como animais e fungos, e contribuir para a beleza paisagística.

Uma cidade arborizada torna-se muito mais agradável e apresenta melhor qualidade de vida para a população.

De autoria de José Martí, poeta cubano, ou da sabedoria popular, é muito oportuna a declaração: “Três coisas que cada pessoa deve fazer durante sua vida: plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro”.

A árvore está presente nas narrativas bíblicas, como a árvore da ciência do bem e do mal. E uma metáfora está diretamente relacionada a nós: “O varão que não anda segundo o caminho dos pecadores será como uma árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, cujas folhas não caem e tudo quanto fizer prosperará” - Salmo 1.1-3.

Plante uma árvore. Valorize-a!

Cada dia - Conclusão

Salmo 68.19 em várias versões:

“Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo. Deus é a nossa salvação”.

“Bendito seja o Senhor, Deus, nosso Salvador, que cada dia suporta as nossas cargas”.

“Bendito seja o senhor a cada dia! Ele cuida de nós: é o nosso Deus salvador!”.

“Bendito seja o Senhor que de dia em dia nos cumula de benefícios: o Deus que é a nossa salvação”.

“Bendito seja Adonai! Todos os dias, ele suporta as nossas cargas, nosso Deus, nossa salvação”.

O convite a assumirmos um compromisso diário, dependência a cada dia, é revestido da promessa de cuidado diário. Não somos convidados para uma caminhada e abandonados quando a adversidade nos surpreende. Estamos numa parceria. A promessa do Pai é: “eu estou com você todos os dias, até o final dos tempos” - Mateus 28:20.

Por vinte e hum mil, novecentos e quinze dias, o Senhor tem diariamente cuidado de mim. Nem sempre nos damos conta, mas seu cuidado está presente. Em nenhum segundo de minha vida estive e estarei sozinho! Ele cuida de mim! Por quanto tempo Deus cuida de você?

Cada dia - IX



“Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me” - Lucas 9.23.

Encontro um cristão e pergunto sobre sua igreja e seu pastor. Ele me informa: “Ah, não estou mais naquela Igreja, estou na Igreja tal”. Mais ou menos um ano depois, reencontro-o e faço a mesma indagação. A resposta também é a mesma. E assim muitos cristãos desenvolvem um tipo de Igreja Flutuante.

Em encontro com outro cristão, a surpresa é de seu abandono temporário da fé, em função de lutas e problemas, envolvendo-se com práticas antigas condenadas pelo evangelho.

É bem possível que nos casos citados e nos milhares de outros ao redor do mundo, o que falta é a perseverança em seguir a Jesus, tomando cada dia sua cruz, ou seja, reafirmando seu compromisso diário independente do que aconteça.

Quando se desiste da caminhada, o cada dia difícil torna-se mais difícil ainda, quando não se torna praticamente impossível.

Walter Elliott declarou: “A perseverança não é uma longa corrida; ela é muitas corridas curtas, uma depois da outra”.

Cada dia - VIII

É muito comum a conclusão que dependência do Senhor significa caminhada com a ausência de problemas. Total engano.

Um jovem no serviço público, em cargo de confiança, recebeu orientação para assinar documentos relacionados a aprovação em determinado setor. Conferindo os procedimentos, percebeu que faltavam etapas importantes e necessárias. Argumentou e a resposta foi que era protocolar e que seriam dispensadas em função da urgência. O jovem contra-argumentou, informando claramente a necessidade das etapas cumpridas. Após um vai e vem entre ele e a chefia, o jovem finalizou: “Só assino com essas etapas cumpridas”. Passados poucos dias, foi-lhe comunicado troca na equipe e foi dispensado. A dependência e compromisso com o Senhor trouxeram-lhe problema.

A vida seguiu, o jovem assumiu outro trabalho e, tempos depois, as pessoas estavam envolvidas com denúncias por desvios de dinheiro e o jovem seguindo sua vida com alegria.

Dependa do Senhor cada dia e, mesmo que isso lhe apresente um problema, não titubeie, faça o que essa dependência impõe. Espere o final da história, Deus já cuidou de tudo.


sábado, 19 de setembro de 2020

11 anos sem o Pr. Fanini

19 de setembro é o dia que marca a despedida do maior evangelista de massa do Brasil!

QUEM FOI NILSON DO AMARAL FANINI

Pastor Nilson do Amaral Fanini nasceu em Curitiba, Paraná em 18 de março de 1932, filho dos imigrantes italianos Olympio Fanini e Cecy do Amaral Fanini. Ainda jovem, aos 12 anos de idade, aceitou a Cristo como seu Senhor e Salvador após um apelo do pastor David Gomes durante uma série de conferências na capital do Paraná. Foi batizado no mesmo ano de 1944. Na juventude, enquanto servia nas forças armadas, sentiu que Deus desejava dele um compromisso ministerial. O jovem Fanini decidiu então fazer o Seminário Menor no Instituto Teológico A.B. Deter, em Curitiba. Posteriormente, seguiu para o Seminário Teológico do Sul do Brasil (STBSB), onde completou o curso de bacharel em Teologia no ano de 1955, quando tinha 23 anos.

Ele foi consagrado ao ministério da Palavra em 24 de novembro de 1955 na Igreja Batista da Tijuca (RJ), que era então pastoreada pelo pastor Oswaldo Ronis.  Foi pastor itinerante no norte do estado do Paraná por um período. Nos Estados Unidos da América fez em 1958 o mestrado no Southwestern Baptist Theological Seminary, em Fort Worth, estado do Texas.

Casou-se com Helga Kepler (foto ao lado) em 1958, e com ela teve os filhos Otto, Roberto e Margareth, que residem nos EUA. Além da carreira teológica era bacharel em Ciências Jurídicas pela Universidade Federal Fluminense (1969), e cursou a Escola Superior de Guerra em 1981.

Esse líder Batista pastoreou três igrejas em 54 anos de ministério, a Primeira Igreja Batista de Vitória até 1964, ano em que assumiu a Primeira Igreja Batista de Niterói (PIBN), sucedendo o Pastor Manoel Avelino de Souza. Foi presidente e pastor titular dessa igreja por 41 anos, sua administração foi marcada pelo crescimento da PIBN, que cresceu de 740 para aproximadamente oito mil membros, de 1964 a 2005. 

Pr. Fanini recebendo no Maracanã o ex-presidente do Brasil,
o General João Batista de Figueiredo

Tornou-se referência no meio cristão, e tinha bom trânsito no meio político (teve audiências com todos os presidentes brasileiros desde Geisel) e tinha passaporte diplomático emitido por Fernando Henrique Cardoso. Sob sua direção a PIBN apresentou um grande destaque no meio evangélico brasileiro

Por 14 vezes presidiu a Convenção Batista Brasileira, fundou e foi o reitor do Seminário Teológico Batista de Niterói, (adjacente à sede da igreja), em 1984; criou um projeto nacional para imprimir e distribuir 25 milhões de Bíblias no Brasil; criou e manteve um programa evangélico de televisão e fundou o Reencontro Obras Sociais e Educacionais - uma organização de serviço social – do qual foi presidente por 35 anos, que incluía orfanato, ambulatório, 19 clinicas médicas, ambulâncias moveis para transportar grávidas pobres e escola técnica de dois anos. Apresentava um programa de mesmo nome em 146 emissoras de TV do Brasil e 10 nos EUA.


Pr. Fanini, Dona Helga e ex-presidente americano Bill Clinton

Pastor Fanini foi presidente da Aliança Batista Mundial, de 1995 a 2000. Antes de sua eleição como o segundo presidente latino-americano da Aliança Batista Mundial (ABM), Pr. Fanini foi vice-presidente e membro do Conselho Geral, do Comitê Executivo de Evangelismo e Educação, e do grupo de trabalho de evangelismo da ABM.

A PIB de Niterói organizou as seguintes igrejas durante o ministério do Pastor Fanini: 

Igreja Batista de São Francisco – em 21/06/1969;

PIB de Itaipú – em 22/03/1975;

Igreja Batista do Barreto – em 28/06/1975;

PIB Central Nuclear em Angra dos Reis – em 04/03/1983;

Igreja Batista Betel de Friburgo – em 16/09/1989;

Igreja Batista Nova Jerusalém, Santa Rosa – em 07/10/1989;

Igreja Batista Ilha da Conceição – em 18/11/1989;

Igreja Batista Betel de Paraíba do Sul – em 02/12/1989;

Igreja Batista Boa Vista – em 31/03/1990;

Igreja Batista Central de Saquarema;

Igreja Batista em Jaconé;

Igreja Batista no Boqueirão;

Igreja Batista Nova Canaã (Inoã)

Igreja Batista em Beira Mar (Caxias).

Após o pastorado na PIB Niterói, ele fundou a Igreja Batista Memorial de Niterói em 2005, Deus concedeu o seu desejo de “ficar em pé no púlpito até o último dia da minha vida”. A Igreja Memorial tinha uma membresia de aproximadamente 600 pessoas por ocasião de sua morte.

Ao chegar aos EUA em 11 de setembro de 2009 para visitar a família e conhecer a neta mais nova Natali, Pr. Fanini sentiu-se mal e foi hospitalizado. No dia 12 foi diagnosticada pneumonia no Hospital Metodista de Bedford, Dallas, Texas. No dia 16 de setembro sofreu um forte AVC, que afetou várias partes de seu cérebro, entrando em coma logo em seguida. Segundo o blog da Igreja Batista Memorial, ele teve morte cerebral confirmada no dia 18. Após a família decidir por desligar os aparelhos, teve a morte oficialmente declarada no dia 19, às 06h46min (horário de Brasília). Seu corpo foi cremado nos EUA, e suas cinzas foram trazidas ao Brasil para homenagens póstumas.

Fonte de Pesquisa: Diversas.

Texto extraído da página do Facebook "Tributo ao Pr. Fanini".


quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Cada dia - VII


O relacionamento diário com o Senhor e o exercício da crescente dependência dele produz a ousadia. Ousadia é coragem. Não se trata de coragem humana, normalmente escorada em segurança discutível, em força física ou poder sustentado pela função e condição social. É uma coragem interior. Sua maior virtude não é partir para a briga, é confiar que Deus está aplainando o caminho e nenhum inimigo é capaz de deter o que na eternidade Ele planejou.

O relacionamento com Deus, na dependência diária do Espírito Santo, fará da pessoa frágil um gigante corajoso. Como aconteceu com Davi. O temido gigante pelo povo inteiro de Israel tornou-se um pigmeu diante do menino guerreiro, pois ele foi “em nome do Senhor dos Exércitos”. Observando bem todo o cenário, verá que o dócil harpista declarou: “O Senhor me livrou de um urso, de um leão, me livrará de você!”.


Não pense que a coragem baixará miraculosamente e, num abrir e fechar de olhos, você enfrentará todos os inimigos que a vida apresenta. Você está com medo? Comece um relacionamento com o Senhor e, cada dia, diariamente, se apodere da força do Espírito.

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Cada dia - VI

Outra consequência da dependência de Deus é a experiência de sentir-se em paz. Paz interior. Paz que independe do que acontece à volta. Paz que, na linguagem de Paulo escrevendo aos filipenses, “excede todo o entendimento”.

É a paz que se instala na pessoa, acalma a alma e num crescente norteia a caminhada independentemente do que acontece à volta. Como lembra o poeta, “essa paz que sinto em minha alma, não é porque tudo me vai bem”.

Não se trata de uma paz adquirida numa experiência sacrificial humana, mas na total entrega da vida a Deus e na persistente caminhada com ele dia a dia. Não é adquirida com uma declaração decorada e repetida nos momentos em que enfrentar adversidades. Não é encontrada na leitura de um livro ou no cumprimento de um ritual aprendido.

É relacionamento experimentado com o Senhor da paz, que assegura: “digo essas coisas para que em mim tenham paz; no mundo, terão aflições” - João 16.33. Uma paz incomparável: “Deixo-lhes a minha paz, a minha paz dou a vocês, não se turbe o seu coração” - Joao 14.27.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Cada dia - V

A dependência de Deus trará como consequência o abandono da murmuração e a instalação da maturidade na lamentação dirigida a Ele. E mesmo no meio da lamentação, acontecerá a celebração da experiência, aceitando que Deus “faz com que tudo contribua para o bem” - Romanos 8.28.

A dependência do Senhor gera confiança plena. Não uma confiança produzida pelos lábios, normalmente quando tudo estiver bem. É a confiança que Deus está cuidando e trabalhando em todos os pormenores “e até os fios de cabelos de nossa cabeça estão contados” - Lucas 12.7.

Não se trata de uma confiança desconfiada. É uma experiência que se confirma com o tempo e o salmista expressou com clareza: “Fui moço e agora sou velho, mas nunca vi um justo desamparado e nem a sua descendência a mendigar o pão” - Salmo 37.25.


Não se apavore com as adversidades da vida. A realidade da confiança plena em Deus é uma experiência vivida a cada dia. Cada dia. Deposite hoje sua confiança em Deus e não desista. Daqui a muitos anos, você verá o resultado.