terça-feira, 24 de setembro de 2019

Outro evangelho - I


“Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo” - Gálatas 1.6,7.

Paulo ficou surpreso ao constatar que os gálatas abandonaram rapidamente o evangelho que ouviram dele e assumiram outro evangelho. Num jogo de palavras, usa duas palavras gregas para argumentar: Állos - outro da mesma essência - e Éteros - outro de natureza diferente.

Assim fica a leitura: “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho de natureza de diferente - Éteros; o qual não é outro evangelho da mesma essência - Állos.

O que rolava era o seguinte: alguns religiosos da época divulgaram a mensagem que, além de crer em Cristo, as pessoas precisavam cumprir parte da lei, no caso a circuncisão, para alcançar a salvação.

Paulo é claro: Jesus Cristo é totalmente suficiente para salvar o homem, de nada e ninguém além de Jesus ele precisa.

Jesus é plenamente capaz de nos salvar.


segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Resiliência - Final


Resiliência em onze declarações:
           
Renuncie o seu eu e se lance nos braços potentes do Eterno, Ele sabe cuidar de você melhor do que imagina.
Espere com paciência pelo agir do Eterno, Ele sabe o tempo próprio de todas as coisas.
Sirva com alegria sem esperar que seja servido, o Eterno veio para servir, devemos seguir o seu modelo.
Insista quando a circunstância gritar para você desistir.
Lute com todas as suas forças, renovando-as no Eterno, que dá força ao cansado.
Incline seus ouvidos e ouça a voz que vem de seu interior, mas cheque se ela é confirmada pelo Eterno, seu interior pode enganar você.
Esqueça sempre todo o mal que lhe fizerem e lembre-se diariamente do bem que recebe sem merecer.
Nutra pelo próximo sempre uma atitude de nobreza, ainda que ele tenha sido o verdugo que lhe impôs sofrimento.
Concentre-se no que está tentando tirar sua paz e busque sabedoria no Eterno para vencer a batalha.
Inspire-se em pessoas que são capazes de sorrir quando a vida lhe oferece lágrimas que rolam pelo rosto.
Ame as pessoas, independente do que tenham feito, e use as coisas, nunca inverta a ordem.

Observe que cada declaração tem início com uma letra da palavra RESILIÊNCIA, formando um acróstico.

domingo, 22 de setembro de 2019

Igreja Batista recebe Pr. Ariovaldo Ramos

Pr. Ariovaldo Ramos
Reconhecido como pastor comprometido com a exposição bíblica, Ariovaldo Ramos tem sofrido nos últimos tempos ataques de determinados segmentos evangélicos como defensor de causas políticas e preferência por assuntos de ordem social.

O que ninguém consegue negar é o seu comprometimento com o evangelho puro, chegando ao longo de seu ministério assumir incisivamente posição contrária à Teologia da Prosperidade e, sobretudo, à construção de impérios por parte de pregadores em detrimento da pobreza do povo cristão.

Pr. Ariovaldo Ramos falará a pastores e líderes em geral nesta segunda-feira, dia 23 de setembro, às 9h. O local do evento é a Quarta Igreja Batista de Macaé, dirigida pelo Reverendo Aécio Pinto Duarte (foto abaixo). O tema do encontro será o reino de Deus e, certamente, os presentes receberão exposição bíblica muito proveitosa.

Rev. Aécio Pinto Duarte
Pastor da 4ª Igreja Batista de Macaé
O endereço da Igreja é: 
Avenida Santos Moreira, 290 - Bairro Miramar - Macaé


Veja abaixo o slide do evento:


Resiliência - IX


No mundo dos negócios, há a máxima “não existe almoço grátis”, significando que alguém paga a conta e que algum interesse há no almoço. Aplico aqui com o sentido: embora não haja resiliência sem o cuidado de Deus, a parte humana tem que estar presente.

Então, é preciso acreditar em você. Quem não acredita em si mesmo será sempre um fracassado. Acreditar em si não significa adotar a presunção e a altivez. Sempre com humildade.

É, também, necessário desprender-se do passado. O passado não pode ser alterado. As antigas donas de casa ensinavam que “não adianta chorar o leite derramado, agora é limpar o fogão e seguir em frente”.

Estabeleça metas para o futuro e persiga-as. Tudo passa. O presente é de mar de rosas? Vai passar.  É sombrio? Vai passar também. Pense no futuro, mas não tente viver o futuro, ele ainda não existe, assim como o passado também. É preciso perseguir as metas estabelecidas, suar a camisa.

Como se vê, ser resiliente não é nada romântico, e se fosse, romantismo também dá trabalho.

sábado, 21 de setembro de 2019

Resiliência - VIII

Registro, de início, não assisto a novelas, por investir tempo em outras atividades. Não há pecado em assistir, desde que o conteúdo não alimente a alma com o que desagrada a Deus.

Dito isso, a poesia “Tá Escrito”, de Xande de Pilares, da trilha da novela “Dona do Pedaço”, é uma lição de resiliência.




Quem cultiva a semente do amor
Segue em frente e não se apavora
Se na vida encontrar dissabor
Vai saber esperar a sua hora

Quem cultiva a semente do amor
Segue em frente e não se apavora
Se na vida encontrar dissabor
Vai saber esperar a sua hora

Às vezes, a felicidade demora a chegar
Aí é que a gente não pode deixar de sonhar
Guerreiro não foge da luta, não pode correr
Ninguém vai poder atrasar quem nasceu pra vencer

É dia de Sol
Mas o tempo pode fechar
A chuva só vem
Quando tem que molhar

Na vida é preciso aprender
Se colhe o bem que plantar
É Deus quem aponta
A estrela que tem que brilhar

Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé
Manda essa tristeza embora
(Manda essa tristeza embora)
Basta acreditar que um novo dia vai raiar
Sua hora vai chegar!

Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé
Manda essa tristeza embora
Basta acreditar que um novo dia vai raiar
Sua hora vai chegar!

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Resiliência - VII

Aprendi sobre resiliência com um homem que nunca ouviu a palavra nem qualquer explicação conceitual objetiva sobre o assunto.

As primeiras imagens dele na memória são de um tempo em que as dificuldades eram intensas e, naturalmente, as circunstâncias ser tornaram tensas.

Vítima de um golpe ou falência de grande comerciante, perdeu todas as economias, produto da venda de um sítio de porteira fechada, fonte de sustento da família, na época com os filhos, oito. No meio da crise, chegaram mais dois. Praticamente todos em idade de dependência.

Repetia ousadamente: “Peço a Deus sabedoria e saúde para vencer essa batalha e terminar o tempo de minha vida com uma casa para morar e deixar a esposa amparada”. Sua oração foi atendida.

O hino de sua preferência tem na primeira estrofe a poesia:

Meu divino protetor, quero em ti me refugiar,
Pois as ondas de terror ameaçam me tragar!
Quase estou a perecer! Dá-me a tua proteção!
Pois guardado em teu poder, não receio o furacão!

No dia em que completo cinquenta e nove anos, dedico este café ao homem mais resiliente com quem convivi: Alício dos Santos Lima, meu pai. 

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Resiliência - VI


Ao insistir que resiliência começa com a consciência que Deus está no controle e que ele dirige todas as coisas e que não há atitude resiliente fora de seu cuidado, não estou anulando a participação humana no enredo. Nem de longe me passa pela cabeça sugerir passividade de nossa parte, esperando de braços cruzados o agir de Deus.

Tome, por exemplo, a experiência de José no Egito. Depois de todos os eventos que machucaram sua vida, preste atenção em suas atitudes. Aos irmãos, que tinham medo de uma forra, disse: “vocês intentaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem”. Em outras palavras: quem determina o final de minha história é Deus, não vocês. Agora, em relação a vocês, vou sustentar e aos seus filhos também. O mel de José tinha outro sabor.

E é sempre bom lembrar: enquanto sofria, José agia, dando o melhor de si, não lamentando o passado, nem se vitimizando.

Resiliência é confiar que Deus está no controle, que sua história é dirigida por ele, e que é preciso muito trabalho, dando o melhor de si.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Resiliência - V



Pense num homem que “recebeu dos judeus duzentos e trinta e nove açoites, três vezes açoitado com varas, uma vez apedrejado, três vezes sofreu naufrágio, uma noite e um dia no abismo; viveu em perigos de rios, de salteadores, em perigos na cidade, no deserto, no mar, entre os falsos irmãos; em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum, em frio e nudez”. Foi abandonado pelos companheiros, injustiçado com prisões, sem cuidado de quem cuidou.

Estamos falando de Paulo, o apóstolo da Bíblia. Tinha tudo para estar deprimido, decepcionado com Deus, aborrecido com os cristãos, pelos quais tanto lutou. Não é o que acontece, ouça um pouquinho o que ele fala:

“Ninguém me assistiu na minha primeira defesa, todos me desampararam. Que isto lhes não seja imputado. Mas o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me... e fiquei livre da boca do leão. E o Senhor me livrará de toda a má obra” - II Timóteo 4.16-18.

“... uma coisa faço, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo...” - Filipenses 3.13-14.

Isso é resiliência!

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Resiliência - IV

Tudo se desenrolava do jeito mais desejável: família bonita, filhos produtivos, riquezas, muitos empregados, saúde, como dizia Nelson Rodrigues, de vaca premiada e eis que surge um temporal.

A primeira notícia: vieram uns inimigos e atacaram levaram bois e jumentas e matou os empregados, só eu escapei.

Nem digerira a primeira notícia, vem a segunda: fogo de Deus caiu do céu, e queimou as ovelhas e os servos, e os consumiu, e só eu escapei.

E mais outra notícia, e depois outra. Resumo da ópera: perdeu tudo, ficaram ele e a mulher. Não, ainda não acabou. Ele foi alcançado por enfermidades e coçava com cacos de telha. A situação era tão dramática e dolorosa que sua mulher o aconselhou a amaldiçoar Deus e morrer.

Estamos falando de Jó. Ouça o que ele diz no meio do sofrimento: “Eu sei que o meu redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem” - Jó 19.25 e 42.5.

Resiliência é saber que Deus está no controle e que se pode crescer no meio da adversidade.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Resiliência - III


O momento era tenso e dramático, o grande líder Moisés estava morto e Josué é convocado pelo Senhor a continuar o projeto, agora liderando o povo de Israel em sua caminhada à terra prometida.

Até então colaborador, assumir o comando, ele que presenciara todas as tensões até agora, não era tarefa fácil. Entre ser liderado e ser líder há uma distância muito grande.

Josué demonstra ser resiliente. Em que ele se agarrou?

Ouça alguns fragmentos de Josué 1.5-9: “Ninguém te poderá resistir; como fui com Moisés, serei contigo; não te deixarei nem te desampararei. Esforça-te, e tem bom ânimo; não te desvies da lei, medita no livro da lei dia e noite. Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares”.

Resiliência a partir de atitudes humanas positivas, esforço pessoal, é balela. Resiliência começa com a companhia de Deus, afinal, “sem Ele, nada podemos fazer”.

Que situação adversa amedronta você agora? Entregue para Deus e confie n’Ele. Claro, não fique de braços cruzados.

domingo, 15 de setembro de 2019

Resiliência - II

A história de José do Egito é uma grande lição de resiliência. Tudo conspirava para que ele desistisse.

Por ciúmes, foi maltratado pelos irmãos e lançado num poço. Depois, vendido para mercadores do Egito. Na casa de Potifar, foi assediado por sua esposa e, não cedendo, por maldade dela, foi preso. Interpretou o sonho de dois presos, prevendo a morte do padeiro e liberdade do copeiro, sendo esquecido por este ao pedir sua intervenção junto ao Faraó, ficando mais dois anos preso.

Após interpretar o sonho de Faraó, assume a administração do Egito no período da fartura e se prepara para o período da fome. Os irmãos voltam à cena, indo ao Egito comprar comida e se deparam com José. Após a morte de Jacó, com medo, eles, mentindo, suplicam-lhe não pagar o mal com o mal.

A resposta de José é fantástica: “Vocês intentaram o mal contra mim, porém Deus o tornou em bem” - Gênesis 50.20.

Mas há uma declaração repetida e pouco percebida em todo o enredo: “O Senhor era com ele” - Gênesis 39.3. “O Senhor era com José” - Gênesis 39.21.

Resiliência começa com a certeza que Deus está com você!

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sábado, 14 de setembro de 2019

Resiliência - I



Palavra muito badalada nos últimos tempos aqui no Brasil, sobretudo em palestras motivacionais proferidas pela coqueluche dos coachs, resiliência é uma palavra presente entre os ingleses desde o século XVII.

Etmologicamente, significa “pular de volta ou saltar de novo”. É a capacidade de não se entregar diante de uma luta e prosseguir garbosamente.

E quando não se tem força interior para saltar de novo? E quando o que se percebe é a abóboda celeste desabando e o chão se abrindo, os dois formando um dueto aterrorizante, quando se é esmagado para baixo e se afunda no abismo das incertezas? Como ser resiliente? Não há coach ou técnica que dê jeito.

O que me impressiona é encontrar na palavra de Deus tão antiga o ensino que a pós-modernidade tanto exalta.

Ouça um deles? “Agora, diz o Senhor que te criou, e que te formou: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu. Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” - Isaías 43.1-2.

EU ESTAREI CONTIGO. Resiliência começa com a certeza que Deus está com você!

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quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Pr. Elildes Junio Macharete Fonseca: "A CBF é gente, muito mais que estrutura".

Pr. Elildes Junio Macharete Fonseca
Presidente da CBF
Em sua primeira atuação como novo presidente da Convenção Batista Fluminense numa reunião deliberativa, Pr. Elildes Junio Macharete Fonseca apresentou as motivações para o mandato que a nova diretoria assume  para os próximos dois anos.

Na íntegra, publicamos aqui o discurso:

PALAVRA PRESIDENCIAL

Queridos irmãos, com gratidão a Deus, estamos iniciando a primeira assembleia do Conselho Deliberativo após a 111ª Assembleia da CBF.
Estamos diante de uma nova diretoria e também estamos recebendo novos membros para cooperar com o Conselho Deliberativo.
A começar por mim, sabemos que somos pequenos demais para tamanha obra, mas Deus está conosco. É na força dele que caminharemos. Cumpriremos o que o Mestre mandar.
Registro diante do Conselho a gratidão a Deus pelas diretorias anteriores. Reconhecemos o trabalho de todos que nos antecederam, notadamente a diretoria anterior imediata. Se chegamos até aqui, é porque servos valiosos foram instrumentos preciosos nas mãos do Senhor.
Todas as ações da diretoria atual levarão em conta o legado das diretorias anteriores. Estamos continuando um trabalho.
Como disse no “discurso de posse”, publicado na íntegra no blog do Pr. Neemias Lima, “é abençoador saber que entre nós não há partidarismos. A diretoria que entra não é oposição à diretoria que sai, muito pelo contrário, aqui somos todos um ‘time’. Estamos no mesmo barco, dando continuidade ao trabalho”.
Qualquer palavra que contrarie esse sentimento de cooperação e reconhecimento não procede.
Assim como as diretorias anteriores fizeram o seu melhor, nós também nos dedicaremos intensamente, fazendo a nossa parte na construção de uma CBF melhor a cada dia.
As nossas propostas e diretrizes são sempre no ideal de aprimoramento, reconhecendo os feitos do passado e focando num futuro promissor.
Louvamos a Deus pela vida do Pr. Amilton Vargas e de todos os gestores e colaboradores, pois sempre estão dispostos a somar, servindo com alegria. Temos tudo para ir cada vez mais longe.
Tive o privilégio de participar de parte da reunião do Conselho Gestor, compartilhando o que Deus tem colocado no coração da diretoria. Foi empolgante receber as palavras de incentivo e apoio dos gestores.
Tivemos uma reunião muito proveitosa da diretoria. Alinhamos a visão e tomamos conhecimento da vida da CBF, através das informações passadas pelo nosso diretor executivo, com transparência e maestria peculiares.
Somos uma grande Convenção. Temos inúmeras possibilidades diante de nós. Há uma equipe valiosa em ação.
Deus tem impulsionado o coração da diretoria para olhar o futuro. Queremos ser propositivos. Almejamos desempenhar uma gestão propositiva. Sonhamos com um Conselho Deliberativo propositivo. Sonhamos com uma assembleia propositiva.
Sabemos que compete ao Conselho Deliberativo apreciar relatórios, mas não podemos gastar mais tempo “olhando para o retrovisor” do que “olhando para o para-brisas”.
A CBF tem um planejamento estratégico em andamento. Precisamos manter o foco nele. Como o Pr. Amilton disse à diretoria, e tem dito a esse Conselho, alguns projetos estão suspensos face às questões financeiras, alguns estão em execução mais lenta, e há muitos outros em franco desenvolvimento.
Precisamos de mais sinergia nas ações denominacionais. Não podemos setorizar ações comuns, porque gastamos mais tempo e recursos. Temos que ter um único discurso e uma ação conjunta.
Precisamos agilizar os processos decisórios. Desburocratizar o passo-a-passo.
Precisamos, continuamente, cultivar a aproximação entre a CBF e as Associações, nossas bases, pois fazem um trabalho precioso e estão mais próximas, geograficamente falando, das igrejas e pastores.
A CBF é gente, muito mais que estrutura.
Como diretoria, entendemos que nesse tempo as instituições/organizações precisam ser mais relacionais, motivacionais.
Precisamos focar no essencial. Estamos aqui para ganhar o Estado do Rio de Janeiro para Cristo!
Somos uma denominação missionária, temos organizações missionárias. Se não for para elevar o nome de Cristo, difundindo a mensagem de salvação, qualquer esforço será nulo.
No próximo ano, inclusive, Missões Estaduais desenvolverá a Campanha de Evangelização Sim, Eu Creio! Precisamos somar e fazer um grande trabalho.
O alinhamento da Convenção Batista Brasileira com a visão de Igreja Multiplicadora tem sido uma bênção para o Brasil batista. Sonho com a CBF vibrante e liderança o avanço dessa visão. Igrejas fortes e envolvidas no discipulado de novos crentes.
Há muito para falar, mas agora não é o momento. Por isso, vou concluir focando na ação do Conselho Deliberativo.
Uma das atribuições do Conselho é “propor normas e diretrizes para o bom andamento da Convenção” (Art. 22, Inciso II, do Estatuto). Contamos com cada conselheiro para isso. Estamos abertos a receber sugestões. 
Preferencialmente, se puderem nos encaminhar por escrito, independente de estarmos nas assembleias, será muito útil.
Para esta primeira assembleia não foi possível, em razão do curto tempo. Mas, para a próxima, prevista para o dia de 25 de novembro de 2019, a diretoria estudará uma forma de dinamizar a ação propositiva do Conselho.
Sonhamos com um momento dos conselheiros com o diretor executivo, num grande bate-papo, numa “explosão de ideias”. Também sonhamos com um momento dos conselheiros com os gestores, divididos em áreas, ouvindo o planejamento de cada gestor e dando sugestões, participando do processo. Sonhamos com a integração e sinergia entre a CBF e as Associações, nossas grandes parceiras.
Resumindo, fomos eleitos para trabalhar. Ninguém está aqui a passeio. Por isso, quero agradecer penhoradamente a cada um, pois se colocaram à disposição do Senhor para servir.
Que Deus a todos abençoe! Vamos trabalhar!


sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Pr. Elildes Junio Macharete Fonseca, novo Presidente da Convenção Batista Fluminense: "O nosso povo pode esperar comprometimento, seriedade, visão, foco, ousadia, praticidade, alegria, leveza e harmonia relacionais".

Pr. Elildes Junio Macharete Fonseca 
Um dos mais novos em idade a assumir a presidência da Convenção Batista Fluminense, com a marca de ter sido o mais novo a compor a mesma diretoria com 24 anos em 2006, Elildes Junio Macharete Fonseca, pastor da Primeira Igreja Batista no Bairro São João, chega com 37 anos à liderança dos batistas fluminenses com a esperança de unir juventude e experiência na Convenção que já foi considerada a maior do Brasil.

Dono de um currículo que inclui Doutorado em Teologia pela PUC-RJ, o novo presidente tem carisma e transita em todos os setores com leveza e piedade que impressionam.

Casado com a Profª Thaís, tem duas filhas, Elisa e Luísa.

Com a simpatia, espontaneidade e rapidez, marcas de sua vida, concedeu entrevista exclusiva ao blog e que você acompanha abaixo na íntegra.

Ser presidente da CBF é uma honra e privilégio. Era seu sonho alcançar esse posto?
Com certeza, presidir a CBF é uma honra e um grande privilégio. Não há mérito em mim para isso, é unicamente fruto da bondade de Deus. Foi por Ele e é para a glória dEle. Não era um sonho, embora sempre estivesse à disposição para servir; porém, independente de cargos. Creio que a eleição foi uma consequência do envolvimento denominacional, pela vontade de Deus expressa na generosidade dos batistas fluminenses.

Os desafios que se vislumbram nesse tempo são muito grandes. O irmão está preparado para liderar o povo batista fluminense na superação desses desafios?
Tomando emprestadas as palavras do apóstolo Paulo, “no que depender de mim, estou pronto” (Romanos 1.15) para liderar os batistas fluminenses. A minha parte é estar em prontidão, sempre disponível ao Senhor. Ele me preparará para esses desafios. Eu sou simplesmente um “vaso de barro”.

Diretoria eleita para o biênio 2019/2021
Que podem esperar os batistas fluminenses da diretoria eleita nesse próximo biênio?
Tenho ao meu lado uma excelente diretoria, um time de primeira grandeza. Nesta semana, inclusive, já teremos a nossa primeira reunião presencial, pois já estamos em contato desde quando fomos empossados. Estamos empolgados. O nosso povo pode esperar comprometimento, seriedade, visão, foco, ousadia, praticidade, alegria, leveza e harmonia relacionais. Esses princípios nortearão os planejamentos e, por conseguinte, as execuções. Como Neemias, estamos empenhados numa grande obra (6.3). Reconhecemos a dedicação das diretorias que nos antecederam, fazendo o melhor pela causa. Faremos a nossa parte nessa construção.

Elildes, Thaís, Elisa e Luísa, família do Presidente
O ex-presidente, Pr. Dr. Vanderlei Batista Marins, declarou numa das sessões: “Vivemos uma crise e a CBF não está operando no vermelho pela graça de Deus e competência do Pr. Dr. Amilton Vargas”. Como pretende superar a crise que apresenta queda vertiginosa do Plano Cooperativo?
Realmente, muitos analistas afirmam que esta é a pior década da história econômica do Brasil. Seria ingenuidade achar que as igrejas não seriam, em certo sentido, afetadas. O que acontece nas igrejas locais, obviamente, reflete na Convenção. Damos graças a Deus pela competência do Pr. Amilton e sua equipe. Dependemos do Senhor em todo tempo, não seria diferente diante das crises. A primeira ação é buscar a direção do alto. Também precisamos de uma gestão séria e competente, como já foi mencionada. Como liderança denominacional, temos o dever de apresentar um trabalho relevante, porque nossas igrejas e seus pastores são grandes cooperadores. Tenho esperança de que viveremos dias melhores. O povo brasileiro merece, de igual forma, nossas igrejas e Convenção.   

Momento da posse em que dirigiu as primeiras palavras aos batistas fluminenses,
causando grande impacto e boas expectativas para o biênio
A assembleia de São Gonçalo foi uma das menos concorridas em número de participantes, ainda que acontecesse na região metropolitana do Rio de Janeiro, onde concentra o maior número de batistas do estado. A próximo assembleia será em Campos. Como a diretoria pretende resgatar a participação em massa dos batistas?
Nossa diretoria ainda se reunirá para construir o planejamento, mas, posso garantir que não faltará empenho para que a próxima assembleia seja bem concorrida. Vamos trabalhar, e muito, para isso. Sonhamos que em Campos, além da aprovação dos relatórios, tenhamos uma assembleia propositiva, oferecendo encorajamento para cada mensageiro voltar para a sua igreja vibrando com a nossa denominação.

A participação da nova geração nas assembleias convencionais é inexpressiva. Há em mente alguma estratégia para rever o quadro?
Como testemunhei na palavra presidencial no dia da posse, minha primeira participação numa assembleia da CBF foi em 1999, quando tinha 17 anos de idade. Já era envolvido no trabalho regional, no campo litorâneo, mas me encantei com o que vi. Como no ano seguinte estaria ingressando no Seminário, acompanhei a Assembleia da Ordem dos Pastores. Foi muito interessante. Depois, a assembleia convencional, cujas lembranças permanecem vivas em minha memória afetiva. Mas, reconheço que, desde aquela época, a presença da juventude já era minoria. Precisamos lutar para mudar esse quadro. A juventude está envolvida e vibrante nas igrejas locais. Os congressos, como o Despertar, acontecido recentemente, estão concorridos. Está faltando a ponte entre a juventude e as assembleias. Os jovens se envolvem com projetos, com causas desafiadoras e de resultados práticos visando o bem comum. A juventude não se empolga muito com eventos que fiquem apenas “olhando o retrovisor”. Ela quer resposta e ação futura, quer participar do processo. Muitos jovens e adolescentes acham o ambiente das assembleias chato e improdutivo. Não estou dizendo que eles estão totalmente certos, mas, pensando no futuro, na continuidade, precisamos nos reinventar. A essência sempre será a mesma. A forma precisa ser adequada a tempos cujas decisões precisam ser mais rápidas e menos burocráticas. Esse é um aspecto que chama a juventude, entre outros.

Nos últimos anos surgiu na CBF um movimento chamado Coalizão Batista Conservadora que se autodeclara único detentor da fidelidade às doutrinas bíblicas. É um grupo composto de pastores sérios, mas uma das estratégias do movimento é indicar candidatos para que assumam posições importantes no seio da Convenção. Em São Gonçalo, as investidas foram frustradas. Que benefícios e prejuízos movimentos assim podem apresentar num tempo de reconstrução? 
Como não faço parte do movimento, não o conheço suficientemente para emitir uma opinião sobre ele. Não tenho o que falar nesse sentido. Apenas posso afirmar que tenho amigos pastores que participam da Coalizão e que são dignos de crédito, gente comprometida. Na igreja local, na denominação ou em qualquer outro ambiente, todo movimento que promove divisão, segregação, fracionamento, é maléfico. Todo movimento que promove integração, paz, unidade, que pensa no todo em detrimento das partes, que soma pelo bem comum da causa, é benéfico. Vale a máxima, que alguns atribuem a Agostinho: “nas coisas essenciais, unidade; nas coisas não essenciais, a liberdade; em todas as coisas, o amor”.         

Considerações finais:
Agradeço a oportunidade da entrevista. Reafirmo que contamos com as orações e apoio do povo batista fluminense. Contamos com as igrejas locais, a base de tudo. Contamos com as Associações, que são parceiras fundamentais na dinâmica denominacional. Contamos com as Organizações, que desenvolvem um trabalho muito importante. Contamos com os gestores, uma equipe competente, liderada pelo nosso diretor executivo. Contamos com os pastores, cuja amizade e convivência me enobrecem. Sou muito feliz por ser pastor e conviver com pastores. É bom demais fazer parte da Ordem e aprender com os vocacionados do Senhor. Contamos com a liderança em geral. Contamos com cada servo de Deus, que milita a boa milícia da fé numa igreja cooperante com a Convenção Batista Fluminense. A obra é de Deus, por isso, ela vai crescer e avançar!

Jubileu de Pérola



Quem acolhe um benefício com gratidão, paga a primeira prestação da sua dívida
Sêneca

Gratidão é a palavra para este dia! Há trinta anos assumi o ministério da Igreja Batista no Braga. Jamais esperava conhecer uma Igreja tão encantadora. Tudo que disser e fizer em gratidão, será pouco pelo que ela tem feito por mim e por nossa família.

Aqui, cheguei sozinho. Cinco meses e dezoito dias depois, chegou Ilcimar, com o nosso casamento. Dois anos, três meses e nove dias depois, chegou João Marcos, pastor. Cinco anos, três meses e vinte um dias depois, Raquel, psicóloga. Uma família a quem devo tudo abaixo de Deus por alcançar esse tempo.

Tenho na Igreja os meus melhores amigos. Alguns que me acompanham pari passo desde o início, cuidando, apoiando, amando, zelando, sorrindo, chorando. Outros chegaram depois, mas com o mesmo amor. Citar nomes seria uma temeridade, certamente cometeria injustiças.

Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios - Salmos 103.2.

Senhor Deus, como é impossível lembrar-me de todos os benefícios, recebe minha gratidão, a Ti, eu devo tudo. Pura bondade divina.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Luta diária



Um cristão certa vez me disse: “Pr. Neemias, antes de eu me converter, eu não tinha problema, era tudo tranquilo”. Declarou com dor na alma.

Tentei mostrar-lhe algumas realidades:

1ª - É um engano, ele tinha problema, sim. E problemas muito mais sérios do que imaginava.

2ª - A nova vida com Cristo deflagrou uma luta contra a vida velha sem Cristo. A natureza velha não aceitando a nova natureza que Cristo oferecia.

3ª - A partir de seu compromisso com Cristo ele passou a ter um acusador. Ele só cairá no final dos tempos. Apocalipse 12.10 registra: “E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite”.

Uma das diferenças entre Jesus e o Diabo é que este sente prazer em destacar nossas falhas e esquecer nossas virtudes, enquanto aquele sente prazer em destacar nossas virtudes e grande dor ao perceber nossas falhas.

Com quem nos parecemos mais?