sábado, 17 de março de 2018

Vereadora Mariella Franco: Líderes Batistas emitem opinião - Parte I

Vereadora Mariella Franco
A morte da vereadora Mariella Franco tomou conta dos noticiários brasileiros e, em todo o mundo, o destaque para a forma como foi assassinada tem despertado a atenção.

Nas redes sociais, pessoas de todos os credos se manifestam e os discursos se apresentam em diferenças tão marcantes quanto os extremos do oriente e ocidente.

Buscando opiniões de líderes espirituais*, nosso blog ouviu diversas lideranças e a todos foi apresentado o enunciado a seguir. Leia as opiniões:

A morte da vereadora Mariella Franco tem suscitado os mais diversos posicionamentos de cristãos nas redes sociais, desde os que percebem uma tentativa de calar a voz de alguém que gritava em favor dos não tem voz quanto os que sugerem estar a vereadora colhendo o que plantou. Que pensa você?

Pr. Gilson Bifano
Para o Pr. Gilson Paiva Bifano, Diretor do Ministério Oikos, "Não devemos, de forma alguma banalizar sua morte. Devemos, sim, nos indignarmos com mais um caso de homicídio em nossa cidade. Entretanto, devemos aguardar as investigações para saber, se possível, as verdadeiras motivações dos assassinos. O que não podemos permitir é transformar esse homicídio em um palanque para o partido da qual a vereadora fazia parte desfraldar sua bandeira ideológica".

Pr. Luiz Antônio Vieira
Para o Pr. Luiz Antônio Vieira, líder espiritual da Primeira Igreja Batista de Piabetá, "Creio que ela foi vítima da vida e ambiente em que foi educada e modo como escolheu viver, sendo assim, entendo ter sido ela vítima do seu modo de viver, porém advirto que ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém a não ser dentro do cumprimento da lei normatizada e civilmente reconhecida".

* Os comentários são de total responsabilidade dos autores.

ORDEM DOS PASTORES BATISTAS DO BRASIL emite nota sobre a morte da vereadora Marielle Franco

Vereadora Mariella Franco - Foto do Jornal O Globo

Em nota oficial emitida no dia 16 de março, sexta-feira, a ORDEM DOS PASTORES BATISTAS DO BRASIL - OPBB, com sede na Tijuca, Rio de Janeiro, se manifestou sobre a morte da vereadora Marielle Franco.

A nota é assinada pelo Presidente, Pr. Juracy Carlos Bahia, e pelo Diretor Executivo, Pr. Davidson Pereira de Frei.

Leia na íntegra:

NOTA DE PESAR E REPÚDIO - Vereadora Marielle Franco

A Ordem dos Pastores Batistas do Brasil manifesta seu pesar e repúdio a qualquer ato que atente contra a vida humana, um dom de Deus.
O assassinato da Vereadora Marielle Franco merece destaque porque ela era uma personalidade pública, eleita, representante de uma parcela de uma área populosa e sofrida do Rio de Janeiro.
Se confirmado que foi assassinada por suas opiniões, teremos atravessado uma nova e grave linha na já trágica deterioração de nossa sociedade. Como pastores batistas, defendemos o direito de todos expressarem suas ideias e crenças.
Empenhamos nossas orações e nossos púlpitos para que os tristes sejam consolados e para que se reverta o quadro de violência e medo a que estão submetidos os cidadãos do Rio de Janeiro. 
E por fim, encarecemos às autoridades do Rio de Janeiro o máximo empenho para encontrar e punir os responsáveis por mais esse crime hediondo.

Rio de Janeiro, 16 de Março de 2018

Pr. Juracy Carlos Bahia
Presidente

Pr. Davidson Pereira de Frei
Diretor Executivo

Sabedoria - IV


Busque insistentemente a paz.

Paz não é apenas ausência de guerra. É um estado de espírito em que a tranquilidade, a calma e o equilíbrio dominam as situações surpreendentes.

Num concurso de pinturas, seria ganhador quem revelasse com mais intensidade a paz. Belos quadros foram produzidos e a maioria predominante apresentava lugares calmos, campos verdes, céu de brigadeiro e riachos em que águas límpidas e tranquilas deslizavam. O vencedor destoou. Era um dia de grande temporal, relâmpagos cruzando o horizonte, um caudaloso rio com quedas muito violentas e águas muito sujas, trazendo muito lixo. Num galhinho bem próximo da água de uma árvore presa numa das quedas, um pássaro tranquilo cantava com alegria. Revelava paz no meio da tormenta.

Não são as guerras travadas pelos poderosos exércitos, nem pelos violentos homens que atormentam as cidades que mais afetam, adoecem e atrapalham você, mas as presentes no seu dia a dia em que o equilíbrio, a temperança e o domínio próprio se ausentam. Acontecem no conforto da casa, nos escritórios, nos canteiros de obras, no trânsito.

Ao maldoso Nabal, Davi enviou mensagem: “Paz tenhas, e que a tua casa tenha paz, e tudo o que tens tenha paz!” - I Samuel 25.6.

A sabedoria é seu alvo? Busque incessantemente a paz! 

sexta-feira, 16 de março de 2018

Pr. Carlos Novaes opina sobre a morte da vereadora Marielle Franco

Pr. Carlos Novaes
POR QUE NÃO OS DEIXAM FALAR?
Carlos Novaes*


Esta é a pergunta que agora faço a mim mesmo — não por falta de interlocutores a quem dirigi-la, mas porque, muitas vezes, nem todos os interlocutores estão dispostos a compreender o seu alcance.
É a pergunta que costumo repetir quando ocorrem fatos como os da morte da vereadora carioca.
Uma pergunta recorrente a cada vez que me deparo com um acontecimento idêntico. Uma pergunta e nada mais.

Por que não os deixam falar?
E sou obrigado a fazer e refazer esta indagação até a exaustão, em circunstâncias semelhantes, por causa de três heranças às quais estou inevitavelmente ligado.

Primeiro, porque pertenço ao amplo leque do cristianismo.
Pertenço a uma saga histórica de pessoas que foram perseguidas e mortas, algumas decapitadas, outras lançadas aos leões, e ainda outras tantas submetidas a tipos criativos de execução, pois não falta criatividade a quem se dispõe a matar — e foram perseguidas e mortas justamente por causa do que falavam.
Pergunto o que pergunto porque representantes deste mesmo cristianismo, tão logo tiveram à mão algum poder, e apesar do fato de terem sido implacavelmente perseguidos por extremistas do judaísmo e tiranos do governo romano, começaram a perseguir e a matar.
Muitos cristãos foram mortos, mas também mataram a muitos nas fogueiras inquisitoriais, cujas chamas serviam para combater e, definitivamente, eliminar os pensamentos divergentes. E nada melhor para eliminar pensamentos divergentes do que calar aqueles que os propagam.

Por que não os deixam falar?
Repito a pergunta em pauta porque, em segundo lugar, pertenço a um território, dentro do multifacetado mundo cristão, formado pelos protestantes.
 Tal qual ocorrera antes do surgimento das comunidades reformadas, os protestantes também foram sistematicamente perseguidos e mortos pelos cristãos que detinham o poder religioso em concubinato com o poder político.
E tão logo alcançaram um determinado patamar de domínio, passaram a perseguir os divergentes, como Miguel Servetto — médico espanhol martirizado no contexto calvinista suíço — e grupos separatistas, como os anabatistas, que tiveram de suportar o peso  da intolerância luterana.

Por que não os deixam falar?
Volto a fazer a mesmíssima pergunta, e já sei que os leitores começam a se cansar de ouvi-la, porque pertenço a uma terceira herança, no contexto do cristianismo reformado, surgida no século XVII, em solo inglês, e que foi perseguida pela Igreja Anglicana por defender o princípio da liberdade e da autonomia do indivíduo.
Muitos batistas foram presos, como Thomas Helwys, que passou o resto dos seus dias atrás das grades, ou até mesmo mortos — gente anônima de quem não sabemos a identidade, nem histórico, nem hábitos, nem virtudes, nem defeitos, nem frustrações, nem sonhos, nem nada, por pertencer a uma massa sem rosto e sem qualquer distinção — e sofreram as agruras da perseguição e da morte por defenderem o direito dos indivíduos de expressarem suas opiniões sem a sombra da ameaça à integridade física e emocional.

Por que não os deixam falar?
O exemplo da firme fidelidade dessas pessoas aos seus princípios, dos quais recebi a herança que hoje defendo, leva-me a adotar um princípio fundamental: aqueles que foram perseguidos não podem perseguir jamais. Ou ainda, não devem admitir qualquer possibilidade de perseguição aos que falam.

Por que não os deixam falar?
A fala, a palavra, o verbo são elementos intrinsicamente ligados ao registro da revelação a que, pelos menos teoricamente, costumamos respeitar e reverenciar. No princípio de tudo, Deus falou. E porque falou, as coisas foram criadas. Depois, os profetas falaram. E, no ápice da revelação, a palavra se tornou carne e continuou a falar. Seguida dos apóstolos que, dispostos a pagar qualquer preço, prosseguiram no cumprimento do ministério da fala.

Somos, enfim, o povo da fala.  E devemos ser os primeiros a defender os direitos das pessoas a falar, independente das ideias que expõem. Onde quer que estejam, e seja qual for sua origem, ou cultura, ou profissão, ou sexo, ou religião, ou ideologia política — se não apregoa a exterminação da vida ou da dignidade humana — a sua fala tem que ser respeitada e resguardada.
O povo da fala deve, onde quer que ande — como diante desse fato chocante que presenciamos no Rio de Janeiro — não pode abrir mão de garantir os direitos da fala.
Enquanto as manifestações populares enchem as ruas, os partidários de direita e esquerda tecem acusações mútuas, os políticos se mobilizam para tirar proveito do ocorrido (que é o que bem sabem fazer, tirar proveito de tudo para seus próprios interesses), as redes sociais se movimentam em debates às vezes serenos, e não raro furiosos, as forças policiais iniciam as operações de investigação, a imprensa divulga os fatos de acordo com suas diretrizes editoriais, as repercussões acontecem em todos os canais de comunicação, as mesas dos bares discutem os acontecimentos, os estudantes redigem redações sobre o tema, ou em meio a tantos outros desdobramentos, o povo da fala deve repetir a pergunta crucial, de modo insistente, para fazer ecoar as vozes de milhares do passado, que também foram calados porque falavam, e de milhares do futuro que ainda serão calados, de maneira que todos possam ouvir e, a partir do que ouvem, passar a refletir
É principalmente ao povo da fala que fica a responsabilidade de sempre relembrar a pulsante e irreprimível pergunta.

Por que não os deixam falar?

*Carlos César Peff Novaes é pastor da Igreja Batista Barão de Taquara, RJ, Professor Titular do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil.

Sabedoria - III


 

Adote a sobriedade no viver.

Sobriedade é o mesmo que moderação, temperança, equilíbrio. Curiosamente a palavra sinaliza uma relação muito forte com a ingestão de bebida alcóolica, sugerindo que a pessoa trôpega por causa do exagero perdeu a sobriedade.
Entretanto, vai bem além disso. Há falta de sobriedade tanto em quem bebe quanto em quem não bebe.
Perde-se a sobriedade quando se compra mais do que precisa, movido pela mídia ou comparando-se com o vizinho ou parente.
A sobriedade vai embora quando se alimenta mais do que o necessário para a saúde do corpo. Você verá que tem muita gente com falta dela, o número de obesos cresce a cada dia.
            Aquela reação tresloucada tão comum de nossa parte é nítida revelação que a sobriedade está tão separada de nós quanto os extremos do ocidente e do oriente.
            Falta sobriedade ao se emitir juízo tão facilmente sobre o ocorrido com o semelhante, sem conhecer as verdadeiras motivações e, ainda que conhecidas, ela ensinará que o silêncio é bom remédio.
            “Sejam sóbrios; vigiem; porque o diabo, adversário de vocês, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” - I Pedro 5.8.
            Quer perseguir a sabedoria? Adote a sobriedade no viver.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Teólogo Batista faz interessante leitura sobre o físico Stephen Hawking**

Stephen Hawking - Foto do Jornal O Globo
LIÇÃO DE VIDA
Carlos Novaes*

Stephen Hawking morreu.
É o que garantem as manchetes à minha vista logo cedo.

Sequer sei imaginar, quanto menos medir, senão de maneira muito superficial, a perplexidade e a angústia de alguém que, aos vinte e poucos anos, com o amplo horizonte da vida pela frente, é surpreendido pelo diagnóstico médico a confirmar uma doença degenerativa incurável, pela qual a pessoa está destinada a perder, gradual e implacavelmente, os movimentos do corpo devido à paralisia dos músculos, sem que sejam atingidas as funções cerebrais — reparem na peculiaridade desse mal que impinge ao vitimado uma condição ainda mais cruel, pois permanece acompanhando, com plena lucidez, todo o inevitável processo do seu atrofiamento físico.

Pr. Carlos Novaes
Por muito menos, já vi muita gente de fé aparentemente fervorosa se perder nos labirintos do desespero e a se mover desnorteada, como se a existência não mais tivesse significado algum.

Não foi o caso do brilhante cientista inglês, como sabemos. Apesar de não profes-sar qualquer fé religiosa, admitindo sem constrangimentos a convicção ateísta, Hawking deu ao mundo uma demonstração de persistência e superação. Quer dizer, aquele rapaz, recém-chegado à ensolarada e vigorosa fase da juventude, tinha tudo para se render ao desalento pessimista, ou mesmo às lamúrias ressentidas dos sonhos frustrados, mas não se deixou abater pelos percalços dessa jornada de imprevistas trilhas pedregosas, a que chamamos vida, e se tornou o septuagenário que soube contrapor, ao peso do respeitado rigor acadêmico, a leveza do bom humor no trato diário com familiares, colegas e alunos.

Enfim, nem só a postura devota explica a qualidade de caráter e a maturidade inte-rior de uma pessoa. Há muitos devotos, aliás, cuja maturidade e firmeza ética não são seus pontos fortes.

Deram a essa nefasta doença um nome acadêmico — esclerose lateral amiotrófica, ou ELA, como também passou a ser conhecida. E até o final dos seus dias, ao longo de sete décadas e meia, o autor de Uma breve história do tempo, e pesquisador nas áreas da cosmologia teórica e gravidade quântica, soube transformá-la numa parceira com a qual, embora indesejável, precisou aprender a conviver. E, mesmo em face das limitações de locomoção e comunicação,  atuou com o entusiasmo e a energia que estenderam sua influência a cientistas do mundo inteiro, facilitando a leitores comuns o acesso a ideias e teorias normalmente restritas ao hermético ambiente científico.

Stephen Hawking morreu, informam os noticiários. E dou-me conta que ele não foi apenas um professor de ciências. Foi, acima de tudo, um professor de vida.

Talvez agora os piedosos de plantão aproveitem para replicar: e quanto ao seu evidente ateísmo?

Acredito ser também uma forma de exaltação a Deus, ainda que quem assim o exalte nem saiba que o faz, contemplar a natureza e entendê-la como algo tão completo e perfeito que prescinde da existência de um Criador.

*Carlos César Peff Novaes é pastor da Igreja Batista Barão de Taquara, RJ, Professor Titular do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil.

** Stephen William Hawking foi um físico teórico e cosmólogo britânico e um dos mais consagrados cientistas da atualidade. Para muitos, o maior depois de Albert Einstein, físico alemão. Nasceu no dia 8 de janeiro de 1942,  em Oxford, Reino Unido, e faleceu em 14 de março de 2018, em Cambridge, Reino Unido.

Sabedoria - II


Seja prudente nas decisões.

Victor Hugo acreditava que “a prudência é a filha mais velha da sabedoria”. Cícero a definiu assim: “Prudência é saber distinguir as coisas desejáveis das que convém evitar”. Para Demócrito, o caminho da felicidade passa por ela: “Quem faz o homem feliz não é o dinheiro: é a retidão e a prudência”.

Salomão assegurou que “... a sabedoria habita com a prudência e acha o conhecimento dos conselhos” - Provérbios 8.12. E ensinou: “Dize à sabedoria: Tu és minha irmã; e à prudência chama de tua parenta” - Provérbios 7.4.

A sabedoria popular ensina que “cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém”.

Trilhar a estrada da prudência é muito difícil, mas ser imprudente, muito fácil. Poucas gotas diárias fariam muito bem e muitos erros seriam evitados. E devemos iniciar, como aconselha Anne Lambert, “desconfiando de nós próprios mais do que dos outros”. Normalmente, fazemos o caminho inverso, o que é uma imprudência.

Há muitas sinalizações bíblicas sobre o assunto: “Todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar” - Tiago 1.19. “Um homem precipitado nas palavras, mais esperança há para um tolo” - Provérbios 29.20.

Almeja a sabedoria? Seja prudente nas decisões.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Sabedoria - I

“A sabedoria é a coisa principal; adquire, pois, a sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento” - Provérbios 4.7.

Conhecimento e sabedoria são experiências distintas. Aquele se adquire com os livros, os mestres, nas escolas, nas pesquisas, nas viagens, com recursos financeiros. Esta, com as experiências vividas ao longo dos anos, desde que, dedicando-se à observação, pratique no dia a dia os princípios observados.
Para Aristóteles, “a dúvida é o princípio da sabedoria”. Para Salomão, “o princípio da sabedoria é o temor do Senhor” - Provérbios 1.7. Com 600 anos separando um do outro, eles se completam. Temer ao Senhor é o princípio da sabedoria. Saber que as certezas podem levar a equívocos, a dúvida abre caminho para ponderações e descobertas até então escondidas.
Sábio é quem admite as limitações. Negar as fraquezas é a atitude mais insensata do ser humano. Revelá-las sem critérios, imprudência. Compartilhar com sábios, a mais produtiva. Apresentá-las a Deus suplicando-lhe socorro, a mais sábia.
A sabedoria está ao alcance de todos, basta ir à fonte certa. Registra Tiago, o apóstolo irmão de Jesus, “se alguém tem falta de sabedoria, peça a Deus, que a todos dá liberalmente”.

terça-feira, 13 de março de 2018

Servir com alegria


            Conta-se que, ao cuidar de um enfermo em condições subumanas, Madre Tereza de Calcutá ouviu um homem rico, à sua frente, dizer: “Eu não faria um trabalho desses nem por um milhão de dólares”. Levantando a cabeça e olhando firmemente pra ele, respondeu a Madre: “Eu também não!”. De sua resposta, pode-se concluir: não é o dinheiro que motiva o meu serviço, é o amor.
            O verso 2 do Salmo 100 é encantador: “Servi ao Senhor com alegria; e entrai diante dele com canto”. Não basta apenas servir, é preciso servir com alegria. Esta sinalizará nossa verdadeira motivação. O dinheiro, a fama, a projeção e o reconhecimento podem nos motivar ao serviço por algum tempo, mas só o amor é capaz de nos motivar sempre.
            Que é servir ao Senhor com alegria? Muita gente pensa que é cantar e se reunir num templo. Esse tipo de atividade pode ser reflexo de quem serve com alegria, mas não é, necessariamente, o serviço de que fala o salmista. Servir ao Senhor é servir ao próximo, seja ele quem for. Há alguém próximo precisando de nós? Serviremos a Deus se o ajudarmos.
            Você hoje terá oportunidade de servir ao Senhor com alegria. Aproveite. Tendo oportunidade de ir ao templo, celebre o serviço que você lhe prestou.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Levante a cabeça


Nossa tendência, ao estarmos em aflição, é olhar para baixo. O salmista contraria essa lógica: “Elevo os meus olhos para os montes, de onde me virá o socorro?”- Salmo 121.1.

Ao olhar para cima, o poeta descobriu: 1° - O socorro vem do Senhor, criador do céu e a terra. 2° - Deus não permitiria que seus pés vacilassem. 3° - Deus não dorme, quer dizer, nem cochila. 4° - Deus será a sua sombra à sua direita. 5° - O Senhor o guardará de todo mal. 6° - O Senhor o guardará para sempre.

Interessante é que não se tem promessa de cessar a aflição. Não se sabe que tipo de problema enfrentava, mas sugere-se que fosse algo que lhe causava sofrimento, pois ele pede socorro de maneira contundente. O que se tem é a promessa da presença do Senhor, do seu socorro e de sua presença constante. Não há nenhuma promessa na Bíblia sobre a impossibilidade do sofrimento. Mas há centenas, talvez milhares, sobre a presença do Senhor com os que sofrem.

Você enfrenta alguma aflição? Levante a cabeça. Olhe para cima. Mas olhe para cima, sinônimo de olhar para Deus. O socorro não vem dos montes, vem do Senhor. Ele é dono de todo o universo. É dono de sua vida. Ele pode socorrer. Confie n’Ele. 

domingo, 11 de março de 2018

Coração sábio


Todos queremos viver muito tempo. Provavelmente, o desejo de todos depois de nascido é ter vida longa, não sofrer, viver uma velhice saudável e morrer igual a um passarinho. Nem todos alcançam essa bênção, mas, sinceramente, é o que desejo também.
Vivendo muito ou pouco, com ou sem dor, em choupana ou no palácio, o que devemos pedir é o que está no verso 12 do Salmo 90: “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios”.
O que também não podemos esquecer é que qualquer tempo que vivamos será uma experiência passageira. Pergunte a um nonagenário se demorou passar os dias de sua vida. Atente para o que diz o poeta: “Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite. Tu os levas como uma corrente de água; são como um sono; de manhã são como a erva que cresce. De madrugada floresce e cresce; à tarde corta-se e seca”.
Lembre-se: o sucesso de nossa vida não consiste na quantidade de tempo vivido e nas conquistas alcançadas, mas no adquirir coração sábio.
Peça ao Senhor: “Dá-me um coração sábio”.

sábado, 10 de março de 2018

Entrar no santuário



Asafe, músico em Israel, nos legou salmos extraordinários, como o 73. Seu início é uma declaração motivadora: “Verdadeiramente bom é Deus para com Israel, para com os limpos de coração”.

No Salmo, revela angústia tremenda: “Quanto a mim, os meus pés quase que se desviaram; pouco faltou para que escorregassem os meus passos... eu tinha inveja dos néscios, quando via a prosperidade dos ímpios... não há apertos na sua morte... não se acham em trabalhos nem são afligidos como outros homens... eles têm mais do que o coração pode desejar... falam arrogantemente... estes são ímpios, e prosperam no mundo; aumentam em riquezas. Em vão tenho purificado o meu coração; e lavei as minhas mãos na inocência. Pois todo o dia tenho sido afligido, e castigado cada manhã”.

Os versos 16 e 17 são uma chave para mudança do quadro: “Quando pensava em entender isto, foi para mim muito doloroso; até que entrei no santuário de Deus; então entendi o fim deles”.

Você está triste porque nada dá certo com você e tudo dá certo para o ímpio que você conhece? Entre no santuário de Deus. Mas, olhe, no santuário, não significa que seja num templo, neste seu drama pode aumentar. No santuário, seu drama desaparecerá.

Ladrão da alegria


            O Salmo 51 narra a dolorosa experiência do pecado cometido por Davi. Ele está triste. A tristeza não era, necessariamente, pelo pecado, mas por ter brincado com ele, ou seja, tentado encobrir e dar o jeito por conta própria. Pecar, em si, não é problema, considerando que todos somos pecadores. O problema é brincar com ele.
            Um dos maiores problemas causados pelo pecado é a perda da alegria da salvação. Assim se expressa Davi: “Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário” - v. 12. E Davi sentia-se triste e sem humor.
Perder a alegria é uma realidade do pecado. Mas, também, é possível receber de volta. O caminho é apresentado com clareza:
1º - Confissão. “Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares”.
2º - Súplica. “Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado”.
3º - Arrependimento. “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto”.
            Encontra-se triste por causa do pecado? Peça a Deus de volta a alegria!

quinta-feira, 8 de março de 2018

Quem a achará?


É lamentável saber que passados mais de cem anos desde o incêndio criminoso que vitimou cento e vinte e cinco mulheres numa fábrica, ainda hoje, encontramos em todos os lugares algum tipo de violência contra a mulher.

Violência física, psicológica e verbal fazem parte do satânico cardápio contra uma figura que deveria ocupar o lugar de rainha do lar. O mais triste é saber que o cenário cristão, sobretudo evangélico no Brasil, contribuiu para esta realidade vergonhosa. Segundo pesquisa da Universidade Presbiteriana Mackenzie, publicada pelo portal Gospel +, 40% das mulheres violentadas atendidas são evangélicas. E mais doloroso é saber que líderes espirituais, pastores mesmo, incentivam a se calarem por se tratar de obra demoníaca na vida do homem. Que é obra demoníaca, todos sabemos, mas esse tipo de demônio, devidamente confrontado no início, não precisa de oração e jejum, basta uma visita ao Núcleo de Atendimento à Mulher que ele logo se acalma.

A Bíblia, embora registre um tempo em que a mulher era diminuída, sempre a exaltou, pois Deus sempre a teve em lugar destacado.

“Aquele que encontra uma esposa, acha o bem, e alcança a benevolência do Senhor” - Provérbios 18.22. “Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis” - Provérbios 31.10.

Parabéns, mulher, pelo seu dia. Honre a Deus e se valorize!

quarta-feira, 7 de março de 2018

Línguas abençoadoras


            O Salmo 45 tem início magistral: “O meu coração ferve com palavras boas, falo do que tenho feito no tocante ao Rei. A minha língua é a pena de um destro escritor”. O restante é de uma beleza extraordinária, vale a pena ler.
            O verso segundo apresenta um pouco do conteúdo das palavras boas de que fala o salmista: “Tu és mais formoso do que os filhos dos homens; a graça se derramou em teus lábios; por isso Deus te abençoou para sempre”.
            Ao iniciarmos o dia temos oportunidade para usar nossa língua com o bem ou com o mal. Nós fazemos as escolhas e nos relacionamentos empregamos o que está plantado em nosso coração. Como afirma o ditado, “a boca fala do que está cheio o coração”. E Jesus, em sua passagem aqui, assegurou que do coração procedem as saídas da vida.
            Assim, você não precisa se preocupar com sua língua, mas com seu coração. Se ele ferve com palavras boas, sua língua será canal de bênçãos. Se não, será de maldição.
            Encorajo você neste dia a usar sua língua como a pena de um destro escritor. Que pessoas se alegrem em aproximar de você tendo como expectativa receber uma palavra abençoadora. O mundo será melhor e todos precisamos disso.

terça-feira, 6 de março de 2018

Espera paciente



Estou numa fila e percebo a ansiedade de alguns. Uma mulher rói insistentemente as unhas. Um homem verifica o relógio a cada minuto. Um jovem vomita, desculpe o termo, palavras torpes de seu coração. Uma jovem reclama de seus direitos. Não é insensibilidade, apenas relato. Todos temos que lutar pelos direitos e o problema de filas é sério, basta computar o tempo que se gasta nelas. E, como bem se sabe, “time is money”.

A verdade é que as reações na fila podem sinalizar incapacidade de esperar. Somos a geração da instantaneidade. Tudo tem que ser agora, imediatamente. E nem sempre é assim.

Muitas vezes, esperar é a solução. Embora esperar pareça impassividade, é um dos maiores e mais difíceis exercícios e atitudes que temos a enfrentar.

O Salmo 40.1 nos dá uma receita: “Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor”. Quanto tempo o salmista esperou? Ninguém sabe, mas deduz-se ser bastante, pois os versos seguintes sugerem situações aflitivas.

O momento exige sua ação? Aja. Está fora de seu controle? Espere no Senhor. É melhor depois no tempo de Deus do que agora no meu tempo.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Espera, espera...


Estava no Seminário e soube que um irmão estava muito mal. Era meu amigo e fui visitá-lo no hospital em Italva. Sabedor de seu estado, tomava todos os cuidados para não transmitir qualquer falta de esperança para ele.

Em determinado momento, ele me disse: “Irmão Neemias, eu sei de todo o meu quadro de enfermidade. Chamei o médico e pedi-lhe que nada me escondesse, queria saber de tudo. E ele me contou. Eu sei que estou no fim”.

Suas palavras carregadas de emoção foram completadas com uma declaração: “Há um texto que tem me confortado muito: ‘Espera no Senhor, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no Senhor’ - Salmo 27.14”. Marquei na Bíblia o texto e nunca mais me esqueci, mesmo passados mais 30 anos.

Indaguei-me: como pode uma pessoa num estado tão complicado ser tão confortado? A resposta está no primeiro verso do mesmo salmo: “O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei?”.

Não há doença ou situação difícil capazes de roubar a segurança que Deus oferece. O irmão sofreu mais uns trinta dias, mas foi descansar nos braços de quem confiava. Tá doendo, tá difícil? Espera, espera, espera... Mas espera confiante em Deus!

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Caso queira receber esta mensagem em áudio, envie uma mensagem pelo Whatsapp, com seu nome e cidade, para o número 22-992252268.

domingo, 4 de março de 2018

Alegria, alegria



Você é capaz de se alegrar no meio do sofrimento? Se você estivesse preso, escreveria uma carta em que a alegria fosse sua marca? Preso, exortaria os seus leitores a se alegrarem sempre? Foi exatamente a experiência do apóstolo Paulo: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos” - Filipenses 4.4.

Pode parecer coisa de maluco ou masoquismo (atitude de uma pessoa que retira prazer ou parece gostar do seu sofrimento ou humilhação). Não é nenhuma das duas. É experiência com o Senhor Jesus. Quem conhece e tem relacionamento com Jesus é capaz de se alegrar mesmo que o sofrimento faça parte de sua caminhada.

A carta da alegria não é escrita com as exigências de construção de um bom texto. É escrita com lágrimas que são enxugadas pelo senhor Jesus. É escrita por quem experimenta a solução do maior problema da vida humana, a condenação eterna.

Quem encontra a fonte da alegria, Jesus, pode alegrar-se como diz o cântico antigo: “Esta alegria não vai mais sair, esta alegria não vai mais sair, de dentro do meu coração”.

Você pode escrever uma carta da alegria. Peça ao Espírito Santo de Deus que provoque em você o desejo intenso de viver para Jesus e, mesmo que sofra, você produzirá a carta da alegria.


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Caso queira receber esta mensagem em áudio, envie uma mensagem pelo Whatsapp, com seu nome e cidade, para o número 22-992252268.

sábado, 3 de março de 2018

O certo de Deus é tudo


Várias pessoas, após os Cafés “O Certo de Deus”, texto escrito pela jovem médica Mariana, tem me solicitado notícias, o que respondo com alegria e prazer.

Considerando que possa também alcançar muitos outros, envio notícias bem atuais sobre seu quadro, numa mensagem enviada ontem à noite pelo seu pai, o honrado Pr. Vítor Hugo Mendes de Sá:


“Engrandecei ao SENHOR comigo, e juntos exaltemos o seu nome” - Salmo 34.3. Queridos, após 48 horas de uma séria e delicada cirurgia, Mariana foi submetida hoje a um exame de ressonância magnética e avaliação clínica pelos médicos. É com muita alegria e gratidão a Deus que comunicamos que Mariana acaba de ter alta da UTI, indo para o quarto, onde permanecerá em observação e com visitas restritas à família. Ela e nós estamos radiantes e pedimos que continuem nos sustentando em oração, solicitando as bênçãos de Deus na total recuperação da Mariana. Muito obrigado!”.

Descansar no “Certo de Deus” é saber que Ele cuida de todos os pormenores. Há garantias dele que “nenhum fio de cabelo da cabeça se perderá” - Lucas 21.18.

Descansar no “Certo de Deus” é ter paz no coração, mesmo que nosso leito seja a cama de um luxuoso quarto ou a cama de uma UTI, pois o “Certo de Deus” é tudo.

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Caso queira receber esta mensagem em áudio, envie uma mensagem pelo Whatsapp, com seu nome e cidade, para o número 22-992252268.

sexta-feira, 2 de março de 2018

O certo de Deus - Última parte


A partir do texto “O certo de Deus” da jovem médica Mariana, fiquei cá matutando com meus botões: como definir “o certo de Deus”? Como saber o tempo certo de Deus?

Experiência muito difícil. E não há uma normatização geral, tipo manual de equipamento, para você seguir passo a passo. Cada pessoa terá sua experiência e receberá do Senhor a direção.

É muito comum a experiência de pessoas que afirmaram estar “no certo de Deus” e, pouco mais à frente, concluir que, na verdade, foi uma decisão precipitada. Com isso, não estou afirmando que “no certo de Deus” tudo sairá tranquilo. Não, nem sempre. Muitas vezes, o “certo de Deus” implica no enfrentamento de grandes dificuldades e batalhas renhidas são travadas. Mas, no final, tudo dará certo no “certo de Deus”.

Uma dica preciosa: para caminhar “no certo de Deus”, você precisa conhecê-lo. Para conhecê-lo, você precisa de relacionamento com ele. Para relacionar-se com ele, você pode orar, ler a Bíblia e, essencialmente, amar o seu semelhante. “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor” - I João 4.8. Sem amor ao semelhante, não há como conhecer “o certo de Deus”.

No mais, é descansar e agir, pois “o certo de Deus” é bom, agradável e perfeito.