sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Pr. Elildes Junio Macharete Fonseca, novo Presidente da Convenção Batista Fluminense: "O nosso povo pode esperar comprometimento, seriedade, visão, foco, ousadia, praticidade, alegria, leveza e harmonia relacionais".

Pr. Elildes Junio Macharete Fonseca 
Um dos mais novos em idade a assumir a presidência da Convenção Batista Fluminense, com a marca de ter sido o mais novo a compor a mesma diretoria com 24 anos em 2006, Elildes Junio Macharete Fonseca, pastor da Primeira Igreja Batista no Bairro São João, chega com 37 anos à liderança dos batistas fluminenses com a esperança de unir juventude e experiência na Convenção que já foi considerada a maior do Brasil.

Dono de um currículo que inclui Doutorado em Teologia pela PUC-RJ, o novo presidente tem carisma e transita em todos os setores com leveza e piedade que impressionam.

Casado com a Profª Thaís, tem duas filhas, Elisa e Luísa.

Com a simpatia, espontaneidade e rapidez, marcas de sua vida, concedeu entrevista exclusiva ao blog e que você acompanha abaixo na íntegra.

Ser presidente da CBF é uma honra e privilégio. Era seu sonho alcançar esse posto?
Com certeza, presidir a CBF é uma honra e um grande privilégio. Não há mérito em mim para isso, é unicamente fruto da bondade de Deus. Foi por Ele e é para a glória dEle. Não era um sonho, embora sempre estivesse à disposição para servir; porém, independente de cargos. Creio que a eleição foi uma consequência do envolvimento denominacional, pela vontade de Deus expressa na generosidade dos batistas fluminenses.

Os desafios que se vislumbram nesse tempo são muito grandes. O irmão está preparado para liderar o povo batista fluminense na superação desses desafios?
Tomando emprestadas as palavras do apóstolo Paulo, “no que depender de mim, estou pronto” (Romanos 1.15) para liderar os batistas fluminenses. A minha parte é estar em prontidão, sempre disponível ao Senhor. Ele me preparará para esses desafios. Eu sou simplesmente um “vaso de barro”.

Diretoria eleita para o biênio 2019/2021
Que podem esperar os batistas fluminenses da diretoria eleita nesse próximo biênio?
Tenho ao meu lado uma excelente diretoria, um time de primeira grandeza. Nesta semana, inclusive, já teremos a nossa primeira reunião presencial, pois já estamos em contato desde quando fomos empossados. Estamos empolgados. O nosso povo pode esperar comprometimento, seriedade, visão, foco, ousadia, praticidade, alegria, leveza e harmonia relacionais. Esses princípios nortearão os planejamentos e, por conseguinte, as execuções. Como Neemias, estamos empenhados numa grande obra (6.3). Reconhecemos a dedicação das diretorias que nos antecederam, fazendo o melhor pela causa. Faremos a nossa parte nessa construção.

Elildes, Thaís, Elisa e Luísa, família do Presidente
O ex-presidente, Pr. Dr. Vanderlei Batista Marins, declarou numa das sessões: “Vivemos uma crise e a CBF não está operando no vermelho pela graça de Deus e competência do Pr. Dr. Amilton Vargas”. Como pretende superar a crise que apresenta queda vertiginosa do Plano Cooperativo?
Realmente, muitos analistas afirmam que esta é a pior década da história econômica do Brasil. Seria ingenuidade achar que as igrejas não seriam, em certo sentido, afetadas. O que acontece nas igrejas locais, obviamente, reflete na Convenção. Damos graças a Deus pela competência do Pr. Amilton e sua equipe. Dependemos do Senhor em todo tempo, não seria diferente diante das crises. A primeira ação é buscar a direção do alto. Também precisamos de uma gestão séria e competente, como já foi mencionada. Como liderança denominacional, temos o dever de apresentar um trabalho relevante, porque nossas igrejas e seus pastores são grandes cooperadores. Tenho esperança de que viveremos dias melhores. O povo brasileiro merece, de igual forma, nossas igrejas e Convenção.   

Momento da posse em que dirigiu as primeiras palavras aos batistas fluminenses,
causando grande impacto e boas expectativas para o biênio
A assembleia de São Gonçalo foi uma das menos concorridas em número de participantes, ainda que acontecesse na região metropolitana do Rio de Janeiro, onde concentra o maior número de batistas do estado. A próximo assembleia será em Campos. Como a diretoria pretende resgatar a participação em massa dos batistas?
Nossa diretoria ainda se reunirá para construir o planejamento, mas, posso garantir que não faltará empenho para que a próxima assembleia seja bem concorrida. Vamos trabalhar, e muito, para isso. Sonhamos que em Campos, além da aprovação dos relatórios, tenhamos uma assembleia propositiva, oferecendo encorajamento para cada mensageiro voltar para a sua igreja vibrando com a nossa denominação.

A participação da nova geração nas assembleias convencionais é inexpressiva. Há em mente alguma estratégia para rever o quadro?
Como testemunhei na palavra presidencial no dia da posse, minha primeira participação numa assembleia da CBF foi em 1999, quando tinha 17 anos de idade. Já era envolvido no trabalho regional, no campo litorâneo, mas me encantei com o que vi. Como no ano seguinte estaria ingressando no Seminário, acompanhei a Assembleia da Ordem dos Pastores. Foi muito interessante. Depois, a assembleia convencional, cujas lembranças permanecem vivas em minha memória afetiva. Mas, reconheço que, desde aquela época, a presença da juventude já era minoria. Precisamos lutar para mudar esse quadro. A juventude está envolvida e vibrante nas igrejas locais. Os congressos, como o Despertar, acontecido recentemente, estão concorridos. Está faltando a ponte entre a juventude e as assembleias. Os jovens se envolvem com projetos, com causas desafiadoras e de resultados práticos visando o bem comum. A juventude não se empolga muito com eventos que fiquem apenas “olhando o retrovisor”. Ela quer resposta e ação futura, quer participar do processo. Muitos jovens e adolescentes acham o ambiente das assembleias chato e improdutivo. Não estou dizendo que eles estão totalmente certos, mas, pensando no futuro, na continuidade, precisamos nos reinventar. A essência sempre será a mesma. A forma precisa ser adequada a tempos cujas decisões precisam ser mais rápidas e menos burocráticas. Esse é um aspecto que chama a juventude, entre outros.

Nos últimos anos surgiu na CBF um movimento chamado Coalizão Batista Conservadora que se autodeclara único detentor da fidelidade às doutrinas bíblicas. É um grupo composto de pastores sérios, mas uma das estratégias do movimento é indicar candidatos para que assumam posições importantes no seio da Convenção. Em São Gonçalo, as investidas foram frustradas. Que benefícios e prejuízos movimentos assim podem apresentar num tempo de reconstrução? 
Como não faço parte do movimento, não o conheço suficientemente para emitir uma opinião sobre ele. Não tenho o que falar nesse sentido. Apenas posso afirmar que tenho amigos pastores que participam da Coalizão e que são dignos de crédito, gente comprometida. Na igreja local, na denominação ou em qualquer outro ambiente, todo movimento que promove divisão, segregação, fracionamento, é maléfico. Todo movimento que promove integração, paz, unidade, que pensa no todo em detrimento das partes, que soma pelo bem comum da causa, é benéfico. Vale a máxima, que alguns atribuem a Agostinho: “nas coisas essenciais, unidade; nas coisas não essenciais, a liberdade; em todas as coisas, o amor”.         

Considerações finais:
Agradeço a oportunidade da entrevista. Reafirmo que contamos com as orações e apoio do povo batista fluminense. Contamos com as igrejas locais, a base de tudo. Contamos com as Associações, que são parceiras fundamentais na dinâmica denominacional. Contamos com as Organizações, que desenvolvem um trabalho muito importante. Contamos com os gestores, uma equipe competente, liderada pelo nosso diretor executivo. Contamos com os pastores, cuja amizade e convivência me enobrecem. Sou muito feliz por ser pastor e conviver com pastores. É bom demais fazer parte da Ordem e aprender com os vocacionados do Senhor. Contamos com a liderança em geral. Contamos com cada servo de Deus, que milita a boa milícia da fé numa igreja cooperante com a Convenção Batista Fluminense. A obra é de Deus, por isso, ela vai crescer e avançar!

Jubileu de Pérola



Quem acolhe um benefício com gratidão, paga a primeira prestação da sua dívida
Sêneca

Gratidão é a palavra para este dia! Há trinta anos assumi o ministério da Igreja Batista no Braga. Jamais esperava conhecer uma Igreja tão encantadora. Tudo que disser e fizer em gratidão, será pouco pelo que ela tem feito por mim e por nossa família.

Aqui, cheguei sozinho. Cinco meses e dezoito dias depois, chegou Ilcimar, com o nosso casamento. Dois anos, três meses e nove dias depois, chegou João Marcos, pastor. Cinco anos, três meses e vinte um dias depois, Raquel, psicóloga. Uma família a quem devo tudo abaixo de Deus por alcançar esse tempo.

Tenho na Igreja os meus melhores amigos. Alguns que me acompanham pari passo desde o início, cuidando, apoiando, amando, zelando, sorrindo, chorando. Outros chegaram depois, mas com o mesmo amor. Citar nomes seria uma temeridade, certamente cometeria injustiças.

Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios - Salmos 103.2.

Senhor Deus, como é impossível lembrar-me de todos os benefícios, recebe minha gratidão, a Ti, eu devo tudo. Pura bondade divina.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Luta diária



Um cristão certa vez me disse: “Pr. Neemias, antes de eu me converter, eu não tinha problema, era tudo tranquilo”. Declarou com dor na alma.

Tentei mostrar-lhe algumas realidades:

1ª - É um engano, ele tinha problema, sim. E problemas muito mais sérios do que imaginava.

2ª - A nova vida com Cristo deflagrou uma luta contra a vida velha sem Cristo. A natureza velha não aceitando a nova natureza que Cristo oferecia.

3ª - A partir de seu compromisso com Cristo ele passou a ter um acusador. Ele só cairá no final dos tempos. Apocalipse 12.10 registra: “E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite”.

Uma das diferenças entre Jesus e o Diabo é que este sente prazer em destacar nossas falhas e esquecer nossas virtudes, enquanto aquele sente prazer em destacar nossas virtudes e grande dor ao perceber nossas falhas.

Com quem nos parecemos mais?

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Desentulhando poços - Conclusão



Assim que termina a batalha entulha e cava novos poços e o Senhor lhe aparece, confirmando a promessa, Isaque levanta um altar e invoca o nome do Senhor ao tempo em que arma a sua tenda. E o período tenso tem o seguinte desfecho: “os servos de Isaque abriram ali um poço”. Agora, sem a maldosa ação dos inimigos, os entulhadores de poços.

Levantar um altar significa adorar. Adoração é reverenciar a Deus. É reconhecer sua soberania e domínio sobre todos. Nenhum inimigo é capaz de impedir os planos do Senhor.

A adoração não tem como fundamento apenas o que Deus faz. A essência da adoração está na pessoa de Deus, quem Ele é. Devemos adorá-lo não pelo que Ele faz, mas por quem Ele é.

Passada a turbulência e a confirmação do Senhor, Abimeleque e assessores vão ter com Isaque e apresentam a razão: “vimos claramente que o Senhor é contigo”.

Deus não nos garante ausência dos entulhadores de poços em nossa caminhada. Mas garante sua presença conosco para cavarmos novos poços. Precisamos confiar n’Ele e trabalhar, Ele vai à nossa frente!

Desentulhando poços - IX

Em Berseba, Isaque tem renovada a promessa do Senhor. O Senhor lhe apareceu de noite e disse: “Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas, porque eu sou contigo; abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão, meu servo”.

A referência “eu sou o Deus de Abraão, teu pai” é muito mais do que uma referência histórica. É a garantia de sua direção na história. O Deus que dirige a sua vida hoje é o mesmo que dirigiu a de seus pais, de seus avós, bisavós e de todas as gerações passadas. Nada acontece fora de seu controle, de seu governo.
            
O “eu sou contigo” é muito mais do que apenas a garantia de sua presença. É a coragem que nos fortalece para não temermos. Assim, Deus fala: “não temas!”. Quem está com o pai não tem medo. É possível que Isaque tenha se lembrado daquela caminhada com seu pai quando seria oferecido. Naquele dia, ele aprendeu a lição “Deus proverá”. E de onde menos se esperava surgiu a provisão.
            
De que você tem medo hoje? Lance o medo sobre o Senhor. Ele proverá tudo.

Desentulhando poços - VIII


Assim que cessou a guerra dos poços, Isaque dirigi-se à Berseba. O significado de seu nome é bem sugestivo: terra da promessa.
            
Está lembrado da promessa divina a Isaque? Gênesis 26.2-4 registra: “E apareceu-lhe o Senhor, e disse: Não desças ao Egito; habita na terra que eu te disser; peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão teu pai; E multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e darei à tua descendência todas estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da terra”.
            
Entre a promessa feita e a promessa cumprida há uma caminhada bem longa. E na caminhada, dias ensolarados e dias chuvosos, situações fáceis e situações difíceis, campinas, montes e vales, saúde e enfermidade.
            
Numa ou noutra circunstância, o segredo é: crer na promessa divina. O poeta escreveu: “Deus promete grandes coisas conceder a qualquer que peça, crendo que há de obter”.
            
Independente das circunstâncias, creia nas promessas do Senhor!

Desentulhando poços - VII

Ao cavar o último poço e nomear Reobote, Isaque apresenta uma razão, está no verso vinte e dois de Gênesis vinte e seis: “Porque agora nos deu lugar o Senhor e prosperaremos na terra”.
            
É muito comum numa grande vitória, sobretudo depois de grandes batalhas, a pessoa se esquecer que ela veio do Senhor e trilhar a estrada do mérito pessoal.
            
O inimigo logo aparece e sugere que a habilidade foi a razão da vitória na batalha. E não é absurdo que caiamos na armadilha, pois a maior batalha que temos é dentro de nós mesmos, nosso orgulho.
            
Logo depois, caminha-se na estrada da perseverança como fundamento para conseguir tal feito. E por aí vai, é outra batalha que se trava, agora, não mais contra inimigos externos, mas contra o próprio interior.
            
Não se desconhece a habilidade e perseverança de Isaque, mas ele sabe que não foram determinantes para enfrentar a batalha. Ele é claro: Deus nos deu lugares amplos e prosperaremos porque Ele assim quer.
            
Lembre-se de Deus com a mesma intensidade, esteja em Eseque, Sitna ou Reobote. A Ele, a honra e a glória!

Desentulhando poços - VI



“Isaque cavou outro poço, e não brigaram sobre ele; deu o nome de Reobote, e disse: o Senhor nos deu lugares amplos, e crescemos nesta terra” - Gênesis 26.22.

Um poço teve o nome de Eseque, ou seja, contenda. Um outro, Sitna, inimizade, luta. Mais um poço é cavado e seu nome é Reobote. Signifca “alargamento, lugares amplos”.

Os entulhadores de poços tem um limite para suas maquiavélicas ações. Eles não são tão poderosos assim. Quando descobrem que estamos firmes no propósito de prosseguir no ideal de Deus, eles desistem. Até porque a palavra garante que “não vem sobre nós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não nos deixará tentar acima do que podemos, antes com a tentação dará também o escape, para que a possamos suportar” - I Coríntios 10.13.

O ensino que está implícito é: quando não desistimos da batalha e continuamos obedecendo ao Senhor, experimentamos vitórias nunca imaginadas. Deus tem lugares amplos para aqueles que não desistem.

É possível que você esteja na etapa de Eseque, contenda. Ou na Sitna, inimizade, luta. Prossiga, não desista, o Reobote chegará, Deus tem lugares amplos para você!


terça-feira, 30 de julho de 2019

Desentulhando poços - V

E a batalha não para na caminhada de Isaque. O próximo poço recebe o nome de Sitna. Sitna significa inimizade, luta.

Atente bem para a progressão: entulha poços, plano físico. Contenda, plano emocional, moral. Agora, inimizade, luta, plano espiritual.

Efésios 6.12 registra: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”.

Na luta espiritual, as armas não podem ser carnais. É muito difícil detectar se uma batalha é ou não espiritual, mas, na vida do cristão, em sua maioria, as lutas serão ou passarão a ser espirituais. Quando originalmente não for batalha espiritual, dependendo das reações, passa a ser, pois o inimigo é traiçoeiro.

Por isso, toda a atenção é necessária. Nada de precipitação. Use as armas espirituais desde o início. Não espere a batalha se intensificar para pedir socorro a Deus.

Estão entulhando seus poços, busque a direção divina.


Desentulhando poços - IV

O que era uma batalha apenas no campo físico, entulhar poços, se intensifica e se transforma numa contenda.

O verso 20 de Gênesis 26 registra: “Os pastores de Gerar contenderam com os pastores de Isaque, dizendo: Esta água é nossa. Por isso, chamou o poço de Eseque, porque contenderam com ele”.

Eseque significa contenda. Na contenda, o sentido de rivalidade se apresenta. Não era mais uma disputa por um bem, era uma rivalidade que envolvia tentativa de obstáculos para que o plano maior se realizasse. Isaque era filho da promessa e a guerra era em outro plano.
            
Sempre que estivermos envolvidos com pessoas que entulham nossos poços, precisamos ter discernimento para descobrir o que, realmente, está por trás de tudo. Nem sempre o que aparece é verdadeiramente o que é.

Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal” - Hebreus 5.14.

É possível que uma ação má por parte de alguém seja, na verdade, uma cilada para nos derrotar espiritualmente.
           

Desentulhando poços - III

Ainda que tenha optado por trabalhar em vez de brigar, Isaque não vê o problema resolvido imediatamente. Os inimigos intensificam suas ações de maldade e entulham também o novo poço.

É ingenuidade, ou imaturidade espiritual, concluir que uma luta cessará imediatamente após a ação humana de enfrentamento. Há batalhas que durarão por muito tempo. E algumas podem assumir intensidade ainda maior mesmo que caminhemos obedecendo à vontade divina.

Isaque não titubeia: “tá bom, cavei um poço, vocês entulharam. Cavei outro poço, vocês entulharam. Vou cavar outro!”. A palavra é: perseverança. Desistir diante das dificuldades é prova cabal que o que se empreendia não era tão importante. Persistir na caminhada submetida à vontade do Senhor sinaliza consciência de missão.

Quando surge uma batalha na sua caminhada, você desiste ou persiste? Dependendo de sua reação, você revelará que tipo de pessoa é. O ensino de Isaque é: não desista, quantos poços precisar, eu vou cavar!

Entulharam seu poço? Cave outro. Entulharam o outro? Cave outro.
           

Desentulhando poços - II

Tudo dando certo para Isaque, colheita abundante, prosperidade em alta, vida tranquila, os homens de Gerar, por inveja, começam a persegui-lo. A forma encontrada por eles foi entulhar os poços da propriedade de Isaque.

Na vida, há os entulhadores e os desentulhadores de poços. Há pessoas que sentem prazer em jogar terra nos poços cavados por outros. Diante do problema, Isaque enfrenta o dilema: brigar ou trabalhar.

Tal dilema alcança todas as pessoas. Diante da dificuldade causada pelos entulhadores, você pode brigar ou trabalhar. Isaque preferiu trabalhar. Ele reage assim: “tá bom, vocês entulharam meu poço, eu vou cavar outro”. E assim o fez.

Perdemos tempo quando queremos enfrentar os entulhadores de poços com briga, o segredo é trabalhar. Lembre-se de Efésios 6.12-13: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”.
           

Desentulhando poços - I

O capítulo 26 de Genesis narra que Isaque, filho de Abraão, está em Gerar. Deus o ordena a não descer ao Egito e lhe faz promessas. Ele prontamente obedece a ordem divina.

Os homens daquele lugar ficam encantados com Rebeca e querem saber quem é. Isaque titubeia, duvida da proteção do Senhor e, com medo dos homens a tomarem como esposa, diz que é sua irmã. O mesmo homem que obedece prontamente a Deus, é o homem que duvida. Nós somos assim: ora com relacionamento íntimo com Deus a ponto de obedecê-lo sem duvidar, ora amedrontados com o que pode nos fazer o homem.

O rei Abimeleque, ao vir Isaque acariciando Rebeca, conclui que não é sua irmã, questiona-o e repreende-o pela possibilidade de ter causado uma tragédia.

Em Gerar, Isaque semeia e, com a bênção do Senhor, colhe em abundância. Colheita plena, cem por um.

O homem que obedece, é o homem que duvida, é o homem repreendido por um estranho e é o homem que colhe com abundância. O que conquistamos não é por nossa fidelidade, mas por causa da fidelidade do Senhor.


segunda-feira, 29 de julho de 2019

Pr. Elildes Junio, Presidente da Convenção Batista Fluminense - Discurso de Posse

Pr. Elildes Junio Macharete Fonseca

Queridos irmãos,

Sou grato a Deus por estar vivendo este momento, porque amo a nossa denominação e tenho profunda alegria em servir, independentemente de cargos.

Sei que diante de mim e desta diretoria está uma grande responsabilidade. A tarefa não é simples, mas se tornará prazerosa, porque a encararemos como um ministério.

Também descansaremos nas palavras de Ezequias, como fez o povo nos tempos de Senaqueribe: “Esforçai-vos, e tende bom ânimo; não temais, nem vos espanteis, por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele, porque há um maior conosco do que com ele. Com ele está o braço de carne, mas conosco o Senhor nosso Deus, para nos ajudar, e para guerrear por nós” (2 Crônicas 32.7-8).

O Senhor está conosco! A Convenção Batista Fluminense pertence a Ele. A obra vai continuar e vai avançar.

A cooperação é a nossa marca. Somos assim, gostamos de ser assim. É uma questão de princípio, de estilo de vida, do jeito batista de ser.

É abençoador saber que entre nós não há partidarismos. A diretoria que entra não é oposição à diretoria que sai, muito pelo contrário, aqui somos todos um “time”. Estamos no mesmo barco, dando continuidade ao trabalho.

Por isso, já assumimos que contaremos com a experiência daqueles que nos antecederam, somando forças, porque a nossa vitória é comum.

Sei que represento também a juventude, os pastores jovens. Tenho 37 anos de idade, 15 anos de consagração ao ministério pastoral, ainda tenho muito a aprender. Uma vez, no Acampamento Batista em Rio Bonito, o Pr. Edgard Antunes estava me encorajando em relação à liderança na denominação e dizia ele: “eu vi todos esses últimos presidentes começarem. Todos erraram bastante e, com o tempo, foram pegando o jeito”. Contarei com a paciência de vocês, porque minhas pernas tremem diante de tamanha responsabilidade.

Continuaremos na mesma direção, que é a única direção: elevar o nome de Jesus. Estamos aqui para isso. O que nos motiva diariamente é o alvo de ganhar o Estado do Rio de Janeiro para Jesus. Esse é o foco. A Convenção está aqui para servir às igrejas nesse propósito.

Contamos com as igrejas, a base de tudo. Contamos com as Associações, parceiras fundamentais na obra denominacional. Contamos com as Organizações, nossas joias que “fazem a máquina girar” brilhantemente. Contamos com cada segmento de nossa Convenção. Contamos com os gestores, essa equipe de primeira grandeza, capitaneada pelo nosso diretor executivo. Contamos com os pastores, servos valiosos, vocacionados de Deus. Contamos com a liderança em geral.

Ainda há muito para falar, mas, com certeza, essa não é a hora. Quero apenas agradecer e encerrar.

Agradeço a Deus, Senhor nosso, razão absoluta de tudo e de todos nós.

Agradeço a minha família, minha esposa Thaís e minhas filhas Elisa e Luísa. Amo essas três pérolas. Minhas riquezas!

Agradeço aos meus pais, Elildes e Maria.

Agradeço à Primeira Igreja Batista no Bairro São João, onde Deus tem me concedido a honra de servir há sete anos. Um povo muito especial!

Agradeço aos meus amigos, pelo apoio e incentivo. Muitos pastores me incentivaram a sempre estar disponível para o Senhor na liderança denominacional. Tenho medo de ser injusto citando nomes. Vou resumir num fato: em São Francisco do Itabapoana, pela primeira vez, fui indicado para a presidência da Convenção. Lembro-me como se fosse hoje das palavras do Pr. Eber Silva: “Deus não me fez indicar seu nome à toa e tive a comprovação de que fiz o certo ao indicá-lo”. Obrigado, amigos pastores, pela confiança. Obrigado, pastores Eber Silva, Alair Lima, Nilson Godoy, Neemias Lima, Hudson Galdino, José Maria de Souza, Felipe Oliveira, Clademir Faria, Geraldo Geremias, Matheus Rebello... entre tantos outros incentivadores.

São Gonçalo está marcando a minha vida mais uma vez. Nesta terra fui consagrado ao ministério pastoral, na Primeira Igreja Batista em Alcântara. Nesta terra encontrei minha esposa e a pedi em namoro no Shopping São Gonçalo, no Spoleto. Hoje, em São Gonçalo, assumo a presidência da Convenção Batista Fluminense. Mas, a primeira assembleia que participei foi há exatos 20 anos, em 1999, no Colégio Batista de Laranjal. Eu, um menino de 17 anos, fui trazido pelo Pr. Vanderlei Marins para conhecer e amar a denominação. Haveria tanta coisa boa para compartilhar... como não temos a noite toda, vou simplesmente resumir tudo na seguinte afirmação: está acontecendo 2019 porque houve 1999. Portando, Pr. Vanderlei, receba minha gratidão por tudo. Diante do senhor, eu sempre serei Elildes, nada mais que isso. Não ouse me chamar de presidente, se não, já quero de antemão declarar, que o senhor estará fora de ordem (rsrsrs).

Deus é bom!
Nova Diretoria da Convenção Batista Fluminense

domingo, 9 de junho de 2019

Pianista Mateus Lima se apresenta em Niterói

Mateus Lima é um jovem pianista de 20 anos, nascido em São Gonçalo, Rio de Janeiro. Começou seus estudos de piano aos 4 anos, com a pianista Luciana Costa e, posteriormente, estudou com Ricardo Aigner. Aos 12 anos, foi aprovado pelo curso de Extensão da UFRJ, onde começou a estudar com a pianista Claudia Feitosa.
Atualmente, está cursando o bacharelado em piano na Universidade Federal do Rio de Janeiro, orientado pela pianista Miriam Grosmam; estuda piano popular com o pianista Rafael Vernet, e é professor de Percepção Musical no curso de Extensão da UFRJ. 
Foi premiado como “melhor intérpetre de J.S Bach” no I concurso Nacional de Piano – Musiart, e fez concertos e recitais em teatros brasileiros, como o Teatro Leopoldo Miguez – UFRJ, Capela da FABAT, Instituto Abel, e em palcos americanos, como a Capela do Lebanon Valley College (Pensilvânia – EUA).

Em 2018, foi escolhido para participar de um intercâmbio nos Estados Unidos, onde teve a oportunidade de estudar com a renomada pianista Ruth Slenczynska, em Nova York. Como pianista acompanhador (substituto), trabalha para coros de empresas, como o coro “Vozes da Globo”, da emissora Rede Globo, e acompanha algumas orquestras profissionais, como a OPIB (Orquestra da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro).
Mateus Lima é um dos talentos que pode se tornar dos maiores pianistas do Brasil.

Veja a programa da apresentação em Niterói


sábado, 8 de junho de 2019

Salmo 23*


De nada terei falta, Ele é o meu pastor!
De que preciso se o meu pastor Ele é?
Para o corpo, meu pastor é o descanso.
Em águas tranquilas me faz repousar.
E sigo vitorioso, em paz, e não me canso.
E com ele, eu, preocupado, posso cantar.

O refrigério para a alma, meu Pastor é.
E se o medo me alcança, Ele traz a fé.
Nas veredas da justiça me faz caminhar
Firmado no amor incondicional de seu nome.
E ele comigo, mesmo cansado, posso cantar.

E quando o vale da sombra da morte chegar,
Meu pastor comigo estará, não faltará.
O medo será expulso para sempre e sempre.
O consolo de tua vara e cajado será presente
E, corajosamente, posso o vale atravessar,
E sua presença me motiva a cantar e cantar.

Depois que o vale da sombra da dor passar
Meus inimigos verão a mesa da provisão,
O cálice agora totalmente transbordante,
Meus cabelos ungidos com óleo da unção,
E com o meu pastor presente na caminhada
Encontro sentido para entoar nova canção.

Certamente, a bondade e misericórdia do pastor
Todos os dias de minha vida me seguirão.
E na casa eternamente preparada para mim
Para sempre com meu pastor eu habitarei.
De sua presença confortante desfrutarei
E com meu pastor eternamente cantarei.

* Pr. Neemias Lima

terça-feira, 4 de junho de 2019

O calvário de Neymar

            A carreira de futebol do talentoso jogador é um fenômeno. De menino pobre e cheio de sonhos, passou a desfilar nos locais mais badalados e com tudo do melhor. Sair do Brasil para a Europa foi questão de tempo e dois países protagonistas no futebol mundial receberam o jovem, com a expectativa de se tornar o melhor do mundo.
            Imagino como o jogador Neymar está se sentindo nesses dias. Apesar de toda fama e dinheiro, é um ser humano como qualquer outro. Está sofrendo. Pudesse, daria grande quantia de dinheiro para que tudo isso fosse anulado ou encoberto. Mas não dá mais.
            Sem nenhum julgamento, talvez tenha lhe faltado o preparo para lidar com sucesso tão rápido numa idade ainda juvenil. Não tenho certeza se o “estamos criando um monstro”, de René Simões, fosse ouvido e algo feito o desfecho seria outro.
            O momento é para solidariedade. Como ensina o psicólogo pr. Josias Cesar Porto, em seu livro “Põe-te no meu lugar”, é hora de pensar como gostaríamos de ser tratados.
            Para alguns, a Bíblia é ultrapassada. Fosse lida, sobretudo o livro de Provérbios, e obedecida, tudo isso seria evitado. É tempo de orar por Neymar e esperar que Deus o restaure após arrependimento genuíno do caminho trilhado.